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UNOPAR – Universidade Norte do Paraná Sistema de Ensino a Distância Pedagogia – Segunda Licenciatura em Educação Física Leiliane de Souza Soares PORTFÓLIO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E IDENTIDADE DOCENTE Vitória da Conquista – BA 2026 1 Leiliane de Souza Soares PORTFÓLIO: PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E IDENTIDADE DOCENTE Portfólio apresentado ao Portal do Aluno como requisito parcial de avaliação da disciplina Práticas Pedagógicas: Identidade Docente, do curso de Segunda Graduação em Educação Física – Licenciatura. Vitória da Conquista – BA 2026 2 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 2 PESQUISA E REFLEXÃO INICIAL 3 ENTREVISTAS 4 ANÁLISE CRÍTICA 5 PLANO DE AULA 6 CONCLUSÃO 7 REFERÊNCIAS 3 1 INTRODUÇÃO Este portfólio foi elaborado como atividade da disciplina Práticas Pedagógicas: Identidade Docente, com o desafio de investigar, a partir de pesquisa teórica e de entrevistas com educadores em atuação, como se constrói a identidade docente na prática cotidiana da profissão. O trabalho tem como objetivos: (i) refletir teoricamente sobre o conceito de identidade docente e os desafios que atravessam essa construção; (ii) ouvir educadores sobre suas próprias trajetórias e percepções de identidade profissional; (iii) relacionar os temas emergentes das entrevistas com a fundamentação teórica pesquisada; e (iv) propor um plano de aula coerente com a reflexão desenvolvida. A identidade docente se refere a um conjunto de características, experiências e posições de sujeito atribuídas — e auto atribuídas — por diferentes discursos e agentes sociais aos professores no exercício de suas funções, em instituições educacionais mais ou menos complexas e burocráticas. Ao longo deste portfólio, discute-se também a crise de identidade profissional em professores e a importância da formação continuada para o enfrentamento dos desafios da docência. 2 PESQUISA E REFLEXÃO INICIAL Para Pimenta (1996), a identidade docente se constrói pelo significado que cada professor dá à sua profissão, enquanto autor e ator, conferindo à atividade docente, no seu cotidiano, a partir de seus valores, de seu modo de situar-se no mundo, de sua história de vida, de suas representações, de seus saberes, de suas angústias e de seus anseios. Freire (2010, p. 16) defende que a escola deve estar pautada em um modelo de pedagogia fundada na ética e no respeito à dignidade e à autonomia do educando, de modo que o professor exerça a prática docente para que os alunos tenham autonomia para aprender sem pressões. Garcia et al. (2005) entendem a identidade profissional docente pelas posições de sujeito e pelas representações atribuídas aos professores por discursos e agentes sociais no exercício de suas funções em instituições educacionais. Gee (2000), por sua vez, relaciona a identidade ao ser reconhecido por si e pelos outros em um determinado contexto, distinguindo quatro dimensões interligadas: a Identidade Natural (atributos herdados), a Identidade Institucional (posição ocupada em uma estrutura organizacional), a Identidade Pessoal (características que marcam a individualidade) e a Identidade Profissional (atributos de interesse comum de um grupo, que permitem a integração pela participação e partilha de conhecimento). 4 Silva (2016) investigou as relações entre identidade pessoal e identidade profissional docente, observando que a escolha da profissão sofre influência do ambiente familiar — com destaque à figura materna — e que muitos docentes veem na profissão a oportunidade de alcançar autonomia financeira e de participar da formação dos alunos como agentes de transformação social. A pesquisa inicial também aponta que a crise de identidade profissional dos professores costuma estar associada à desvalorização da carreira, à falta de infraestrutura nas escolas e às mudanças constantes na educação, podendo ser desencadeada por fatores pessoais (perda de emprego, término de relacionamento, mudança de cidade) e por questões familiares, sociais e culturais. Entre as causas mais citadas na literatura estão a falta de interesse dos estudantes, a dificuldade de comunicação com famílias e alunos, a redução do tempo para planejamento, a indisciplina, as mudanças constantes na educação e o limite de orçamento para inovação. Essa fundamentação teórica serve de ponto de partida para a etapa seguinte deste portfólio, na qual os conceitos aqui discutidos são confrontados com relatos reais de educadores em atuação. 3 ENTREVISTAS 4 ANÁLISE CRÍTICA [SEÇÃO PENDENTE] Esta seção deve discutir os temas identificados nas entrevistas (seção 3) e relacioná-los com os conceitos apresentados na Pesquisa e Reflexão Inicial (seção 2) — por exemplo, comparando as falas dos educadores entrevistados com os conceitos de Pimenta (1996), Gee (2000), Garcia et al. (2005) e Silva (2016) sobre identidade docente. Assim que a seção 3 for concluída, esta análise poderá ser redigida. 5 PLANO DE AULA Como parte da reflexão sobre identidade docente aplicada à prática pedagógica, foi elaborado o plano de aula a seguir, voltado à disciplina de Educação Física, com foco na construção da identidade a partir da consciência corporal. Disciplina: Educação Física Ano/Série: 7º ano do Ensino Fundamental (Anos Finais) Tema: Ginástica de Conscientização Corporal — conhecendo o corpo, construindo identidade Duração: 2 aulas de 50 minutos 5 Habilidades BNCC: (EF67EF08) Experimentar e fruir exercícios físicos que solicitem diferentes capacidades físicas, identificando seus tipos (força, velocidade, resistência, flexibilidade) e as sensações corporais provocadas pela sua prática. (EF67EF09) Construir, coletivamente, procedimentos e normas de convívio que viabilizem a participação de todos na prática de exercícios físicos. Objetivo Geral Proporcionar aos alunos experiências corporais que favoreçam o autoconhecimento e a percepção de si, relacionando consciência corporal à construção da própria identidade. Objetivos Específicos ● Reconhecer sensações corporais provocadas por diferentes exercícios físicos. ● Identificar limites e potencialidades do próprio corpo, sem comparação competitiva. ● Refletir sobre a relação entre corpo, movimento e identidade pessoal. ● Respeitar as diferenças corporais e de desempenho entre os colegas. Conteúdo Ginástica de conscientização corporal (respiração, alongamento, equilíbrio, percepção postural). Metodologia / Desenvolvimento Aula 1 — Percebendo o corpo (50 min) ● 1. Roda de conversa (10 min): levantar percepções iniciais dos alunos sobre o próprio corpo. ● 2. Aquecimento com exercícios respiratórios e alongamentos guiados (10 min). ● 3. Circuito de conscientização corporal: exercícios de equilíbrio, postura e percepção de força/flexibilidade, realizados individualmente e em silêncio, com foco nas sensações (20 min). ● 4. Registro individual (10 min): cada aluno escreve ou desenha uma sensação percebida no corpo durante a atividade. Aula 2 — Corpo e identidade (50 min) ● 1. Retomada dos registros da aula anterior (10 min). ● 2. Dinâmica em duplas: um aluno propõe um movimento simples e o outro tenta reproduzi-lo, discutindo as diferenças entre os corpos (15 min). 6 ● 3. Roda de discussão final (15 min): relacionar as experiências corporais com a ideia de identidade, destacando que, assim como cada corpo se move de um jeito, cada pessoa constrói sua própria identidade. ● 4. Fechamento (10 min): produção coletiva de um cartaz com palavras que descrevem o que o corpo ensina sobre quem cada um é. Recursos Didáticos Colchonetes ou tapetes, espaço amplo (quadra ou pátio), papel e material de desenho, cartolina. Avaliação Observação da participação e do respeito às diferenças individuais durante as atividades; análise dos registros escritos/desenhados; participação na produção coletiva final. 6 CONCLUSÃOA construção de uma identidade docente autêntica é um processo contínuo, que se constitui na relação entre a formação teórica, a experiência prática e o diálogo constante com outros educadores. A pesquisa inicial evidenciou que essa identidade não é fixa: ela se revisita e se reconstrói ao longo da trajetória profissional, sendo influenciada pela história pessoal, pela formação inicial e continuada e pelo contexto institucional em que o professor atua. O plano de aula desenvolvido buscou traduzir essa reflexão em prática pedagógica, propondo aos alunos uma vivência de autoconhecimento corporal que dialoga diretamente com a discussão sobre identidade trabalhada neste portfólio — reforçando que também os estudantes constroem, a cada experiência, um pouco de quem são. Ser professor é, portanto, muito mais do que transmitir conteúdos: é participar da formação de uma nova geração e, ao mesmo tempo, seguir se reconhecendo e se reconstruindo como profissional a cada nova experiência em sala de aula. 7 REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Ministério da Educação. Brasília, 2018. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 41. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2010. GARCIA, C. M. et al. La identidad docente: importancia del profesorado. Revista Novedades Educativas, Buenos Aires, n. 171, p. 4-11, 2005. GEE, James Paul. Identity as an analytic lens for research in education. Review of Research in Education, v. 25, p. 99-125, 2000. 7 PIMENTA, Selma Garrido. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, S. G. (org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. São Paulo: Cortez, 1996. PRADO, G. V. T. et al. Docência e identidade profissional: questões curriculares. Campinas: Mercado de Letras, 2016. SILVA, M. A. Identidade pessoal e identidade profissional docente. 2016. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Minho, Braga, 2016. 8