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Radiologia Forense e Exames

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Aula de Radiologia Forense
Técnicos de Radiologia em Medicina Forense.
Estudos efetuados pretenderam explorar as relações entre a realização de exames pelos Técnicos de Radiologia e a maior probabilidade de ocorrência de stress e outras reações emocionais adversas, como a presença de sintomatologia depressiva e ansiosa, absentismo, consumo de substâncias e automedicação. Comparando com outros profissionais de saúde.
Observações ocasionais permitiram concluir que os exames colocam aos Técnicos de Radiologia problemas de ajustamento emocional relacionados com a manipulação de cadáveres humanos . Desta forma indutoras de ansiedade e stress.
Emoções como o nojo, a surpresa e a angústia estão muitas vezes presentes.
Associadas a estas práticas. outras emoções como o medo, a repulsa estão igualmente presentes.
Aula de Radiologia Forense
Aula de Radiologia Forense
A Radiologia desempenha um papel de grande importância, contribui para a
 identificação das características esqueléticas do indivíduo, identificação do próprio individuo
(comparação com exames antigos e utilizando técnicas de sobreposição) podendo, igualmente,
assistir na identificação da causa de morte.
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Encontradas ossadas, a primeira questão é saber se são humanos ou animais,
esses casos a radiologia esclarece rapidamente as dúvidas.
É importante também esclarecer se são arqueológicos (com mais de 70 anos),
nesses casos o achado não tem interesse forense.
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Exames do foro Genético
Radiologia na Genética
PROTOCOLO PARA ELABORAÇÃO DE ESQUELETO DE FETOS
Aula de Radiologia Forense
MATERIAL
Batas 
Luvas
Adesivo
Espátulas
Resguardos em plástico branco
Celulose
Desinfetante
Chassis ou IP’s18x24;24x30, 35x43, (conforme o tamanho ou idade do feto)
PREPARAÇÃO DA MESA RADIOLÓGICA
-Colocam-se sobre a mesa dois resguardos em plástico (branco), que
 servirão de proteção para o chassis, que se colocará entre aqueles e o feto.
Sobre a mesa, dispõe-se todo o material necessário ao manuseamento do feto,
(espátulas, celulose, adesivo
 -O Técnico está equipado com bata e luvas.
PESSOAL NECESSÁRIO PARA A REALIZAÇÃO DO EXAME:
-2 Técnicos
-1 Auxiliar de Ação- Médica
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EXECUÇÃO DO EXAME RADIOLÓGICO
• Após colocação do chassis, sob o resguardo de plástico, que será de dimensões 18x24, 24x30, 30x40, 35x43, conforme o tamanho do feto, executam-se 3 posições:- frente, perfil direito, perfil esquerdo.
Frente- AP
Feto em decúbito dorsal, extensão e falanges distendidas. Membros inferiores em extensão e pés em rotação externa.
Um rolo de celulose é colocado entre as comissuras labiais de forma a manter a boca aberta, com a finalidade de visualização das primeiras vértebras cervicais.
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Perfis
Feto em decúbito lateral direito ou esquerdo.
O membro superior mais afastado do chassis coloca-se sobre o abdómen em extensão
e pronação ; o mais próximo em extensão e supinação.
O membro inferior mais próximo do chassis em posição de perfil, o mais afastado em flexão
de forma a colocar o pé na posição A. P (de frente).
Todo este procedimento, será feito com a ajuda de espátulas, adesivos e celulose
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 CONDIÇÕES TÉCNICAS:
As estruturas a radiografar são bastante finas e, utiliza-se o mínimo de condições técnicas (40KW, a 3 a 4 mA/S).
Após a realização do exame prepara-se o feto, para regressar ao serviço de origem, e procede-se à desinfecção da sala, tendo em atenção o retirar cuidadoso de todo o material utilizado, para sacos especiais (brancos por serem resíduos contaminados).
Seguidamente, pela Auxiliar de Ação Médica com produto adequado, faz-se uma limpeza à mesa, ampola e todos os locais que possivelmente poderão ter sido infectados no decorrer do exame.
CRITÉRIOS DE BOA REALIZAÇÃO:
Visualizar todo o esqueleto, desde as extremidades (mãos e pés) até o crânio, o qual poderá ser efetuado à parte, se necessário. Também de grande importância é uma boa observação dos ossos longos, para posterior medição.
Estes exames são solicitados pelo Serviço de Genética, o qual incide o seu estudo na investigação científica. 
 
VARIANTES:
Critérios de boa realização:
Visualização dos ossos dos pés para posterior medição em posição póstero-anterior.
Caso o feto seja de idade já avançada, faz em separado o crânio de frente (A.P) e Perfis.
Faz também os pés em separado (frente e perfis) membros superiores e inferiores, 
coluna de perfil esquerda e direita. 
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Este tipo de atividade consiste na pesquisa:
Realização de exames no quadro da medicina forense, pesquisa de projeteis nos cadáveres, identificação de cadáveres através de material de osteosíntese , traumatismos relacionados com a morte, avaliação, monitorização de doenças sistémicas e malformações esqueléticas na investigação
pós-morte.
Projeteis nos cadáveres
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Pesquisa de traumatismos relacionados com a morte
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 Prática Radiológica
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Contexto
Países Desenvolvidos Serviços de Radiologia nos Necrotérios 
 Radiologia convencional 
 T.C.
 R. M. (raros) 
 Portugal Serviços de Radiologia nos Inst. de Medicina Legal (Lisb., Coimb) 
 Hospitais c/ Ser. de Tanatologia e Maternidade 
 Radiologia Convencional
 
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Meios complementares de diagnóstico que podem ser solicitados numa autopsia :
Exames toxicológicos (alcoolemia, drogas de abuso, medicamentos, inseticidas ,monóxido de carbono, drogas minerais, etc...
- Exame histológico
- Exame bioquímico (humor vítreo)
Exame bacteriológico (sangue, urina, LCR, outro)
- DNA
- Pesquisa de esperma (cavidade oral, vaginal, anal, outra)
- Pesquisa de diatomáceas (algas crisófitas)
- Pesquisa de resíduos de disparo de arma de fogo
- Exame de projéteis
- Exame de armas e ou instrumentos
- Exame de peças de vestuário
- Estudos metabólicos (morte súbita infantil)
 - Raios X
Sempre que seja solicitada autópsia médico-legal
 toda a informação clínica (incluindo resultados de
exames complementares - RX, TC, RM)
tem que acompanhar o cadáver
 Autopsia Criminal Radiologia Forense
 -Confirmação da identidade
 -Identificação de trauma no esqueleto
 - Determinação da causa de morte
 -Localização de corpos estranhos
 Violência Física
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 MEDICINA FORENSE
 Multidisciplinar
 Antropologia e Arqueologia
 Tanatologia e Genética
 Psicologia ( violência psicologica)
 Criminologia
A importância dos aspectos radiográficos nas perícias de identificação humana é de inquestionável valor jurídico no estabelecimento da identidade humana.
Num estudo efetuado no Brasil, foram avaliadas 10 perícias de identificação humana em que foram apresentadasradiografias ante-morte para confronto com o crânio, objeto de exame.
 A metodologia empregada baseou-se na análise comparativa entre as radiografias ante-morte (fornecidas pelos familiares) e pós-morte(realizadas no IML) procurando correspondência de particularidades anatômicas, necessárias na identificação.
Em todas as perícias obtiveram resultados positivos na identificação, devido a evidenciação das particularidades anatômicas observadas na comparação das radiografias ante e pós-morte.
A presença de particularidades anatômicas constitui, com frequência, elementos de individualização, sendo que nesses casos foi o fator preponderante para o estabelecimento da identidade dos suspeitos.
Concluiram que: radiografias (intra e extra bucal), quando apresentadas em uma perícia de identificação constituem precioso material de confronto pericial, sendo considerado a documentação de eleição nos exames odonto-legais de identificação humana, devido à riqueza de detalhes anatómicos individuais.
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Se o protocolo exigir, o corpo será radiografado ainda dentro do invólucro (saco)
 
 Radiografia do abdómen em decúbito
 Posicionamento Politraumatismo De Cadáver 
Ligeira alteração dos parâmetros técnicos em relação aos exames
ante-morte, dependendo do estado de decomposição do cadáver.
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Nas radiografias de face ou perfil 
pode ser necessário colocar apoios
Radio transparentes por debaixo ou 
na lateral do cadáver para se
observarem as estruturas na totalidade
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Ferimento 
de caçadeira na cabeça
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Bala descoberta em corpo carbonizado (seta).
 
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Ferimento de caçadeira no tórax. 
Radiografia de face AP do tórax, o raio central com angulação de 10 a 15º caudais para a imagem se aproximar mais da face, PA do tórax, que constitui a maior parte das radiografias ante-morte.
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Autópsia virtual
Uma nova técnica de diagnóstico por imagens de tomografia computadorizada, desenvolvida por cientistas norte-americanos, permitirá em breve a realização de autópsias sem uso de bisturis, incisões ou sangue.
"A tomografia computadorizada é um instrumento
 sensível capaz de identificar feridas e traços de traumas
feitos por objetos não pontiagudos", até chegar à causa da morte
A vantagem no uso da autópsia não invasiva é que,
em casos de mortes suspeitas, evita-se causar danos a eventuais
provas que possam vir a ser decisivas para as investigações.
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PRÁTICA TÉCNICA E ATITUDE PSICOLOGICA DO TÉCNICO DE RADIOLOGIA,
 FACE AOS EXAMES TANATOLÓGICOS E FORENSES
Resenha Histórica
DEFINIR A MORTE
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Barros-Oliveira (1998) afirma que:
 “…em busca de compreensão para a morte geraram-se mitos e religiões, doutrinas filosóficas, abordagens científicas, obras de arte e de literatura, cuja finalidade parece ser a de atenuar o medo do desconhecido perante o qual a morte nos coloca”.
Ariés (1988,2000) afirma que:
 “Ao transferir a morte para o hospital, esta deixa de pertencer ao moribundo, ou à sua família e começa, ao invés de tudo o que se passou anteriormente, a ser um momento regulado e organizado por uma burocracia cuja intenção é a de que a morte perturbe o menos possível a sociedade em geral. A sociedade protege-se assim das tragédias quotidianas da morte a fim de poder prosseguir as suas tarefas sem emoção nem obstáculos.”
O silêncio tornou-se a atitude mais comum no confronto com a morte.
 
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A morte foi reduzida a um momento de passagem biológica, desprovida de significado, que não despedaça nem perturba os que ouvem dela falar e que não provoca angústia nos sobreviventes.
“A morte ainda constitui um acontecimento pavoroso, muitas vezes tido como universal. É considerada um tabu, causador de medo, pânico e recusa. A morte, a além de deixar uma grande angústia, coloca para ao homem a questão da finitude.”.
Há fortes indícios de que os profissionais de saúde (médicos, técnicos e enfermeiros) encaram a morte de outros e a sua própria com mais sentimentos negativos, ainda que de forma não consciente, podendo este medo ser um dos motivadores da sua escolha profissional (Botega, 2002).
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Estes e outros profissionais de saúde enfrentam constantemente, no seu dia-a-dia laboral, situações limites, direcionando os seus esforços para a preservação da vida, pelo que a aceitação da morte do doente não faz parte do plano do exercício profissional.
Esta dificuldade para lidar com a morte torna-se ainda mais acentuada quando implica o manuseamento do cadáver.
Segundo Sudnow (1967/69) existe um estigma que recai sobre os indivíduos que se relacionam profissionalmente com cadáveres e sobre os que investigam a temática da morte, que são denominados como masoquistas e mórbidos.
Estas observações evidenciam a associação da morte às ideias de depressão, sofrimento, perversão e como esta temática deve ser mantida a uma distância da vida saudável.
Poderá ser este estigma, um dos facores de distanciamento desta valência profissional tanto nas Escolas que formam os profissionais de saúde como nas Instituições Hospitalares?
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Há duas décadas atrás existia a convicção generalizada, que não era permitido por lei efetuar exames a cadáveres nos serviços de radiologia dos hospitais.
Quando solicitado, a negação era a primeira reação. 
 
Com a evolução da investigação médica na genética e na 
medicina forense aumenta as solicitações a este tipo de exames.
Obriga a procura de normas e legislação do exercício profissional.
Depara-se com uma realidade totalmente diferente, pois consta do exercício profissional do Técnico de Radiologia
Por razões desconhecidas esta valência torna-se tabu nas Escolas Superiores das Tecnologias da Saúde.
Não é dado a conhecer aos alunos que este tipo de exames é tão lícito como qualquer outro exame radiológico.
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 Aula de 14/09/2016.
Prof. Maíra Cristina Moretti Busato Ferro
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