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Praguicidas AULA nº 05 Prof. Msc. Dayvid Batista https://www.bbc.com/portuguese/brasil-57209799 https://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2021/01/14/numero-de-agrotoxicos-registrados-em-2020-e-o-mais-alto-da-serie-historica-maioria-e-produto-generico.ghtml Os praguicidas são substâncias químicas usadas com o propósito de eliminar ou controlar a população de seres vivos indesejáveis para o ser humano. Estes podem ser insetos, fungos, plantas, roedores, entre outros. Quando usados na lavoura são genericamente denominados agrotóxicos ou agroquímicos. PRAGUICIDAS Classes de PRAGUICIDAS Dependendo da estrutura química e baseada no tipo de praga a ser eliminado. Inseticidas* Herbicidas* Raticidas* Fungicidas INSETICIDAS Organofosforados São derivados orgânicos dos ácidos fosfórico, tiofosfórico e ditiofosfórico. Atuam como inseticidas e acaricidas e são muito usados na agricultura. Podem ser absorvidos pelas vias oral, dérmica e respiratória. * Em caso de altas temperaturas a absorção cultanea é maior. Lipossolúveis Alto coeficiente de partição óleo/agua Rapidamente hidrolisados no meio ambiente e em meio biologico INSETICIDAS Organofosforados Estes inseticidas agem inibindo a acetil-colinesterase, bloqueando a ação desta enzima sobre a acetilcolina, levando a um grande acúmulo deste neuro-mediador nas sinapses dos neurônios colinérgicos. INSETICIDAS Intoxicação por organofosforados: Miose (pupila puntiforme) Visão borrada Sialorreia Sudorese Tosse com grande quantidade de secreções brônquicas e broncoespasmo Náuseas, vômitos, dores em cólicas, diarreias, disúria e dispneia intensa. Câimbras, dores musculares, elevação da pressão arterial e a síndrome neurológica: confusão mental ,ansiedade, anorexia, ataxia, convulsões, depressão cardio-respiratória e coma. INSETICIDAS Intoxicação por organofosforados: TRATAMENTO Tratamento é feito com medidas de suporte à vida e a administração de sulfato de atropina. A atropina deve ser ministrada em doses elevadas, inicialmente com doses de 2 a 4 mg IM ou EV, e novas doses de 1 a 2 mg podem ser ministradas com intervalos de 10 a 30 minutos, conforme a gravidade do quadro e a resposta a dose inicial do medicamento, até obter-se sinais de atropinização. INSETICIDAS Intoxicação por organofosforados: Prevenção e controle A primeira medida é a substituição dos organofosforados por outras classes de inseticidas, ou pelo menos à representantes menos perigosos desta classe. Acesso restrito e o seu preparo deve ser feito por uma pessoa habilitada. Proteção de pele (roupa e chapéu), nebulizar o produto a favor do vento, e usar máscara para proteção respiratória. Do ponto de vista médico devem ser realizados dosagens periódicas da atividade da colisterase, de preferência a intra-eritrocitária (verdadeira) ou a total. INSETICIDAS Carbamatos: São derivados orgânicos do ácido carbâmico. Como exemplos pode-se citar o carbaril, propoxur (Baygon®), aldicarb (chumbinho), carbofuran. São utilizados na lavoura e, alguns de menor perigo, tem sido utilizados domesticamente. INSETICIDAS Carbamatos: Agem como inibidores da colinesterase de forma muito parecida com os organofosforados, mas ao contrário destes, a ligação com a enzima é reversível. O quadro clínico é idêntico aos dos inseticidas organofosforados Como tratamento, é usado o Sulfato de Atropina de forma idêntica aos inseticidas organofosforados. INSETICIDAS Piretróides : São derivados sintéticos ou semi-sintéticos de piretrinas naturais (inseticidas naturais de plantas). Alta eficiência em concentrações baixas e não persistência no meio ambiente. INSETICIDAS Piretróides : Tanto as piretrinas (naturais) quando os piretroides (sintéticos) são neurotóxicos especialmente a nível de sistema nervoso central, pois interagem com os canais de sódio das membranas das células nervosas produzindo hiperexcitabilidade dos neurônios. É comum o desenvolvimento de quadros alérgicos potencialmente graves aos piretroides, em pessoas predispostas. INSETICIDAS Organoclorados : Quimicamente podem ser derivados de clorobenzeno (DDT, DDD, metoxicloro), do ciclohexano (BHC, lindano) e do ciclodieno (aldrin, dieldrin, endrin, heptaclor, clordano). Agem no Sistema Nervoso Central, até hoje os mecanismos de ação não estão perfeitamente estabelecidos. No passado foram muito usados tanto na agricultura como nas campanhas de saúde pública, mas seu uso foi progressivamente restrito, chegando a proibição total em muitos países, inclusive no Brasil, tendo em vista a sua alta persistência no meio ambiente. INSETICIDAS Organoclorados : Como compostos liposolúveis e de biotransformação lenta, se acumulam em tecido adiposo. Também se acumulam no meio ambiente. Não se sabe claramente se este fato pode trazer riscos a longo prazo. Em intoxicações agudas o paciente apresenta alterações de SNC que vão de tonturas, desorientação, hiperexcitabilidade, parestesias de língua, lábio, mãos e face até tremores musculares, convulsões e depressão respiratória. Em intoxicações crônicas pode levar a lesões renais e hepáticas. HERBICIDAS Bipirídicos: Este grupo de herbicidas é constituído do Paraquat e Diquat, sendo que pela importância toxicológica destacaremos o Paraquat. O paraquat através de mecanismo de formação de radicais livres com o oxigênio leva uma agressão tecidual maciça. Alguns dias após a ingestão ocorre uma fibrose pulmonar maciça progressiva levando a uma parenquimatização com bronquite terminal proliferativa, alveolite obliterativa, hemorragia e edema pulmonar. Há ainda lesões hepáticas e renais graves HERBICIDAS Bipirídicos: Inicia-se com cefaléia e hiperestesia e evolui rapidamente para tremores, cólicas com diarréias hemorrágicas, proteinúria, oligúria ou anúria, dispnéia intensa e morte. No caso de ingestão por via oral, pode-se tentar diminuir a absorção ministrando terra de Fuller (preparado de argila), ou na falta desta pode-se usar argila comum (terra de jardim). Depois da argila dar um purgante. Deve-se repetir o ciclo argila-purgante por até 12 vezes. Também deve-se ministrar tratamento sintomático e administração de corticoides e antibióticos. Também é indicado a realização de hemodiálise. RATICIDAS Anticoagulantes : São usados (cumacloro – derivados Warfarin®, dos cumarínicos o cumafeno – Fumarin®, cumafuril – Racumin®) e da indantiona (difacinona – Ramik® pindona – Pival®), normalmente preparados em forma de isca. As intoxicações são em geral consequentes da ingestão destas iscas acidentalmente por crianças ou por tentativa de suicídio. RATICIDAS Anticoagulantes : São inibidores competitivos da Vitamina K, levando a uma inibição da síntese de protrombrina. A intoxicação pode advir de uma ingestão única ou continuada por alguns dias, pois os efeitos são cumulativos. A morte ocorre por hemorragias internas após 3 a 12 dias depois do início do efeito na síntese da protombrina. TRATAMENTO: Vitamina K e transfusões de sangue nos casos graves RODENTICIDAS Fluoroacetato de sódio É um sal orgânico branco muito solúvel na água. Tem seu uso proibido no Brasil, mas em consequência da facilidade de sua fabricação e de seu baixo preço e alta eficiência, há fabricação e uso clandestino deste produto no Brasil. É biotransformado a fluorcitrato que por sua vez inibe o ciclo de Krebbs levando a um déficit de produção de energia. É absorvido por via oral e distribuído rapidamente por todo corpo. RODENTICIDAS Fluoroacetato de sódio SINTOMAS: Parestesias e fraqueza intensa, sensação de dispneia, vômitos, diarreia, tremores generalizados, confusão mental, incoordenação motora. Evolui em horas para, arritmias graves, paralisia flácida total, convulsões, acidose metabólica e parada respiratória. Paciente apresenta intensa hipocalemia e pode apresentar ainda hipocalcemia e hiperglicemia. TRATAMENTO:respiração assistida, o tratamento da acidose e a reposição de potássio são as bases do tratamento. RESUMO - Absorção ORGANOCLORADOS: São de apreciável absorção cutânea, já que são altamente lipossolúveis. São também absorvidos por via oral e respiratória. ORGANOFOSFORADOS: São absorvidos por via dérmica, respiratória e digestiva. A absorção dérmica é a via principal de penetração nos envenenamentos ocupacionais, sendo tão tóxica como a via oral CARBAMATOS: As vias principais das intoxicações são oral, respiratória e dérmica. PIRETRÓIDES: Por serem altamente lipófilos, os piretróides passam facilmente através das membranas celulares e se absorvem por via dérmica, respiratória e oral. RESUMO - Efeitos tóxicos provocados pelos praguicidas ORGANOCLORADOS: Apresentam, dentre outros, efeito cancerígeno, mutagênico e neurotóxico. Nos casos agudos, atuam no sistema nervoso central (SNC), impedindo a transmissão nervosa normal, resultando em alterações do comportamento, do equilíbrio, da atividade da musculatura involuntária, distúrbios sensoriais e depressão dos centros vitais, particularmente da respiração (afetam o equilíbrio sódio/potássio). Tem ação estimulante sobre as enzimas metabolizantes de drogas. Ao penetrarem no organismo, têm efeito cumulativo e concentram-se nos tecidos adiposos, especialmente no abdômen, cérebro e fígado. A eliminação se faz pela urina, cabendo destacar também a eliminação pelo leite materno. RESUMO - Efeitos tóxicos provocados pelos praguicidas ORGANOFOSFORADOS: Ao penetrarem no organismo, os organofosforados não são acumulados nos tecidos, sendo facilmente degradados e excretados pela urina. No entanto, a toxicidade aguda é importante para os mamíferos. Todos os organofosforados agem como inibidores da enzima colinesterase, impedindo a atuação desta sobre a acetilcolina, provocando sérias consequências nos organismos animais. Os efeitos tóxicos dos organofosforados são devido ao grande acúmulo da acetilcolina nas terminações nervosas. A acetilcolina é um importante transmissor de impulsos nervosos, ou neurotransmissor. Em condições normais, o organismo a destrói, pela ação da colinesterase, quase instantaneamente à medida que ela vai sendo liberada, dando origem à colina e ácido acético. Uma vez em excesso, é intensamente prejudicial, já que o funcionamento de glândulas, músculos e do sistema nervoso (inclusive o cérebro) é alterado. RESUMO - Efeitos tóxicos provocados pelos praguicidas CARBAMATOS: A principal forma de intoxicação de pessoas que tem contato excessivo com este praguicida é pela inibição da enzima colinesterase, de modo muito parecido com os praguicidas organofosforados. Este processo, no entanto, tem a diferença de não ser estável, ser geralmente reversível e muito mais rápido que no caso dos organofosforados. Trabalhos experimentais mostraram que os carbamatos apresentam a dose eficaz mediana, ou dose que produz sinais clínicos em 50% dos animais de experiência, bem mais afastada da dose letal 50% (DL 50) do que os organofosforados. Com isso, embora as intoxicações possam ser igualmente graves, quando surgem os primeiros sintomas de intoxicação, a dose absorvida está bastante longe da dose letal, o que torna os carbamatos menos perigosos. A recuperação começa em pouco tempo já que estes são rapidamente metabolizados pelos organismos humanos e eliminados pela urina, não se acumulando no organismo. Os praguicidas carbamatos possuem, além da inibição reversível da acetilcolinesterase, outros efeitos bioquímicos e farmacológicos, incluindo um decréscimo de atividade metabólica do fígado, alterações dos níveis de serotonina no sangue e um decréscimo da atividade da glândula tireoide. RESUMO - Efeitos tóxicos provocados pelos praguicidas PIRETRÓIDES: Os piretroides sintéticos atuam no sistema nervoso central e periférico, interagindo com os canais de sódio, tanto nos mamíferos quanto nos insetos. Em doses muito altas, despolarizam completamente a membrana da célula nervosa e bloqueiam a excitabilidade, podendo produzir danos permanentes ou durante um longo tempo nos nervos periféricos. Nas provas de laboratório, verifica- se que os piretroides sintéticos são bastante tóxicos para peixes e artrópodes aquáticos, assim como para as abelhas, porém na prática os efeitos adversos são pequenos. Para pássaros, a toxicidade destes praguicidas é baixa. Os piretroides sintéticos são geralmente metabolizados no organismo dos mamíferos e excretados, não se acumulando nos tecidos. image4.jpeg image5.png image6.jpg image7.png image8.jpg image9.jpg image10.jpg image11.jpg image12.jpg image13.jpg image14.png image15.jpg image16.jpg image17.jpg image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.jpg image29.jpg image30.jpg image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image1.jpg image2.jpg