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Avaliação da Toxicidade e Avaliação de Risco AULA nº 03 Prof. Msc. Dayvid Batista Toda substância pode ser considerada um agente tóxico? Depende das condições de exposição; Tempo; Via de absorção; Frequência; Concentração (dose). É necessário conhecer as condições de uso seguro de substâncias químicas para a saúde humana e ambiental; Por um lado toda substancia pode ser tóxica . Por outro toda substancia pode ser usada de forma segura. Uma substância altamente tóxica promoverá um efeito tóxico quando empregada em pequenas quantidades. Enquanto que substâncias de baixa toxicidade necessitam de altas doses para promoverem esse mesmo efeito. Portanto...... Dose : É a quantidade de um agente químico (xenobiótico) administrada ou absorvida por um organismo, expressa geralmente em termos de massa por unidade de peso corporal (ex: mg/kg). Biodisponibilidade: a via de administração (oral, inalatória, dérmica) dita a fração da dose que alcança o sítio de ação. Uma substância pode ter dose alta, mas baixa toxicidade se sua absorção for ineficiente. Relação dose-resposta Conceito de Dose e Exposição Não é apenas uma "relação", mas uma correlação matemática e biológica. Dose-Efeito: Relaciona a dose com a intensidade do efeito em um indivíduo (ex: aumento da pressão arterial). Dose-Resposta: Relaciona a dose com a frequência de um efeito em uma população (ex: quantos % da população apresentaram o efeito). Relação dose-resposta Estudos levam a DL50 É a dose, derivada estatisticamente, que se espera causar a morte de 50% dos animais de um lote experimental homogêneo, sob condições padronizadas. Relação dose-resposta Uma curva dose-resposta hipotética tem características que variam ( Curva dose-resposta hipotética.): Potência (localização da curva ao longo do eixo das doses); Eficácia máxima ou efeito platô (maior resposta alcançável) Inclinação (mudança na resposta por dose unitária) O fármaco X possui maior atividade biológica por equivalente de dose, sendo, portanto, mais potente do que os fármacos Y ou Z. Os fármacos X e Z possuem a mesma eficácia, indicada pela resposta máxima alcançada (efeito teto). O fármaco Y é mais potente do que o Z, porém sua eficácia máxima é menor. Para melhor compreender! A potência refere-se à quantidade (dose) necessária para produzir um efeito de determinada intensidade. No gráfico, quanto mais à esquerda a curva estiver, mais potente é a substância. Isso significa que ela atinge o efeito desejado (ou tóxico) com uma dose menor. Nota importante: Potência não significa que a substância é "melhor" ou "pior", apenas que ela é mais concentrada em sua ação. A eficácia é a capacidade da substância de produzir a resposta máxima, independentemente da dose. No gráfico, é representada pela altura da curva (o ponto onde ela estabiliza e vira um platô). Chega um momento em que todos os receptores estão ocupados ou o sistema biológico atingiu seu limite de resposta. Aumentar a dose a partir daí não aumenta o efeito, apenas aumenta o risco de toxicidade por outras vias Para melhor compreender! A inclinação indica a velocidade com que o efeito aumenta à medida que a dose é elevada. - Inclinação Íngreme (Verticalizada): Pequenos aumentos na dose provocam grandes aumentos na resposta (ou na toxicidade). Isso indica que a substância tem uma margem de manobra muito estreita. - Inclinação Suave (Horizontalizada): É necessário um aumento substancial na dose para observar uma mudança significativa no efeito. Isso geralmente oferece maior previsibilidade e segurança no manejo da substância. - Implicações na Segurança (Índice Terapêutico): Para Oga, a inclinação é fundamental para entender o risco de superdosagem acidental. Classificação da toxicidade Comunidade Europeia A partir da DL50 é possível estabelecer a dose limite... Dose mínima necessária para produzir uma resposta detectável em uma população teste Existe outra forma de avaliar veja...... Teste de dose fixa A substância a ser testada é administrada em um animal em uma dose específica Recomenda-se 10 animais (5 fêmeas e 5 machos) Dose de 500mg/Kg Aguarda 14 dias em observação Resultado 1 - Se não houver sinais de toxicidade a substância não será classificada nas categorias da comunidade europeia. 2 – Se houver manifestações de toxicidade sem morte, será classificada como NOCIVA 3 - Se houver morte procede novo teste com dose de 50mg/Kg e ai.......... Se houver ( na dose 50) sinais de toxicidade será considerada TÒXICA. Se houver morte com esta dose, testa-se a dose de 5mh/Kg Caso apresente sinais de toxicidade com está nova dose será considerado MUITO TÓXICA. Tipos de testes toxicológicos No Brasil, pela Resolução 1/78 do CNS, cinco tipos de ensaios de toxicidade Aguda Subcrônica Crônica Teratogenia Embiotoxicidade Pelo mundo temos.... Informações preliminares; Aguda; Subcrônica; Crônica; Mutagênese e carcinogênese; Reprodução e embriofetotoxicidade; Toxicocinética; Efeitos locais e sobre a pele e olhos; Ecotoxicidade. Informações preliminares Tem por objetivo conhecer a substância antes dos teste Conhecer a estrutura química; Possui ou não impurezas; Propriedades físico-químicas: odor, cor, densidade, viscosidade, solubilidade, volatilidade; Possíveis níveis de exposição à população e aos ambiente. Toxicidade aguda Definido como efeitos adversos que ocorrem dentro das primeiras 24 horas; Realizados em animais; Os resultados servem para conhecer a toxicodinâmica e identificar os órgãos ou sistemas afetados , bem determinar se os efeitos são reversíveis ou não; Para isso são realizados exames anátomo- patológico. Toxicidade subcrônica Servem para obtenção de informações de toxicidade após exposições repetidas- 21 a 90 dias Verificar tecidos afetados no médio prazo; Há ou não acúmulo da substância no organismo; No mínimo duas espécies de animais sendo uma não-roedora; Examinar os animais pelo menos 1x ao dia Ao término do prazo, exame anátomo-patológico. Toxicidade crônica Determina efeitos tóxicos após exposição prolongada: 6 meses a 2 anos; Potencial carcinigênico; Parâmetros hematológicos, bioquímicos e urina; Anátomo-patológico Mutagênese e carcinogênese Quantificar o perigo da lesão ao material genético Avalia alterações nos espermatozoides; Desenvolvimento do embrião e feto; Prever o desenvolvimento do câncer; Difícil reproduzir a condição humana; Efeitos locais sobre pele e olhos Cosméticos e domissanitários; O animal escolhido é o coelho (mais sensíveis); Avalia a irritação (eritema, edema, corroção). Ecotoxicidade Estuda e avalia os efeitos tóxicos no ecossistema: Interação com outros materiais; Potencial de biodegradação; Toxicidade a peixes, plantas, mamíferos; Bioacumulação em rios, atmosfera, solo ou animais; Radiação; Realizar monitoração biológica: espessura da casca de ovos de pássaros, morte de abelhas (praguicidas). AVALIAÇÃO DO RISCO Perigo Capacidade da substância causar um efeito adverso; Risco Probabilidade de ocorrência de perigo. O que é Avaliação do Risco? É um processo sistemático através do qual o perigo, a exposição e o risco são identificados e quantificados. Avaliando os resultados, tal como benefício para a sociedade, ocorre uma tomada de decisão a fim de minimizar o risco ao homem. Como avaliar um risco? Etapas 1 – Identificação do perigo; 2 – Caracterização do perigo; 3 – Avaliação da exposição; 4 – Caracterização do risco. Trata-se da avaliação da toxicidade Estudo com animais Estudo com humanos Caracteriza-se aqui os efeitos adversos É a avaliação da dose-resposta Seu objetivo é quantificar o perigo Medição da frequencia e da duração da exposição ao agente toxicante; Via de exposição; Meio de exposição (meio ambiente, trabalho, água, solo, alimentos, medicamentos) Integração dos dados obtidos nas etapas anteriores Avaliar a importância social do risco Caracterização do risco mínimo ou aceitável Buscar alternativas para reduçãodos risco Análise de fatores políticos e econômicos Até a próxima! image1.jpeg image2.jpeg image3.png image4.png image5.jpeg image6.png image7.jpg image8.jpeg image9.jpeg