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ALTAMIRA-PA
2026
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
JESSICA SILVA RIBEIRO – UL23203876
RELATORIO DE ESTAGIO ACADÊMICO I: CONSULTA AO PACIENTE COM
HANSENÍASE
ALTAMIRA-PA
2026
JESSICA SILVA RIBEIRO
RELATORIO DE ESTAGIO ACADÊMICO I: CONSULTA AO PACIENTE COM
HANSENÍASE
Trabalho avaliativo apresentado à disciplina
Estágio Curricular I do Bacharelado em
Enfermagem do Centro Universitário Planalto
do Distrito Federal, como requisito para
obtenção de nota, sob orientação da
enfermeira docente Joelma Santos de
Oliveira Souza.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................................... 4
2 OBJETIVOS ........................................................................................................................... 6
2.1 OBJETIVOS GERAIS ...................................................................................................... 6
2.2 Objetivos específicos....................................................................................................... 6
3 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................................... 8
3.1 Conceito e características da hanseníase.......................................................................... 8
3.2 Importância da consulta ao paciente com hanseníase....................................................... 8
3.3 Acolhimento e anamnese ................................................................................................ 9
3.4 Exame dermatológico...................................................................................................... 10
3.5 Avaliação da sensibilidade.............................................................................................. 10
3.6 Avaliação dos nervos periféricos...................................................................................... 11
3.7 Avaliação da força muscular............................................................................................. 12
3.8 Avaliação ocular.............................................................................................................. 12
3.9 Classificação operacional................................................................................................ 13
3.10 Diagnóstico da hanseníase............................................................................................. 13
3.11 Tratamento .................................................................................................................. 14
3.12 Reações hansênicas....................................................................................................... 15
3.13 Prevenção de incapacidades........................................................................................ 15
3.14 Autocuidado ................................................................................................................ 16
3.15 Avaliação do grau de incapacidade física....................................................................... 16
3.16 Investigação dos contatos............................................................................................. 17
3.17 Educação em saúde........................................................................................................ 17
3.18 Aspectos psicológicos e sociais.................................................................................... 18
3.19 Atuação da enfermagem............................................................................................... 18
3.20 Registro e acompanhamento ...................................................................................... 19
4 METODOLOGIA .................................................................................................................. 21
5 CONCLUSÃO......................................................................................................................... 22
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................... 24
1 INTRODUÇÃO
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada principalmente pelo
Mycobacterium leprae, também denominado bacilo de Hansen, que apresenta tropismo
principalmente pela pele e pelos nervos periféricos. A doença pode comprometer a pele,
os nervos periféricos, as mucosas das vias respiratórias superiores e os olhos e,
quando não diagnosticada e tratada oportunamente, pode provocar danos neurais
progressivos e incapacidades físicas permanentes. Dessa forma, o diagnóstico precoce,
o início oportuno do tratamento e o acompanhamento sistemático são medidas
fundamentais para prevenir incapacidades e reduzir a transmissão da doença (BRASIL,
2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026).
A hanseníase permanece como importante problema de saúde pública em
diferentes regiões do mundo, incluindo o Brasil. Embora seja uma doença curável por
meio da poliquimioterapia, o diagnóstico tardio continua sendo um desafio,
principalmente devido à evolução muitas vezes lenta das manifestações clínicas e ao
estigma social historicamente associado à doença. A Organização Mundial da Saúde
destaca que a identificação precoce e o tratamento adequado são fundamentais para
prevenir incapacidades e reduzir os impactos físicos e psicossociais da hanseníase
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026).
A consulta ao paciente com hanseníase deve ser realizada de maneira integral,
sistematizada e humanizada. Além da investigação das lesões cutâneas, é necessário
avaliar a função dos nervos periféricos, a sensibilidade, a força muscular, a presença de
dor ou neurite, possíveis alterações oculares, episódios reacionais e a existência de
incapacidades físicas. A avaliação da função neural possui papel fundamental porque o
comprometimento dos nervos periféricos está diretamente relacionado ao
desenvolvimento de deformidades, perda funcional e incapacidades (BRASIL, 2022;
WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
O Ministério da Saúde estabeleceu o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas
da Hanseníase (PCDT) como instrumento para orientar o diagnóstico, tratamento,
acompanhamento e organização da assistência às pessoas acometidas pela doença no
4
Sistema Único de Saúde. O protocolo também estabelece estratégias para detecção
precoce, tratamento, avaliação dos contatos, prevenção de incapacidades e
acompanhamento psicossocial, fortalecendo a assistência integral à pessoa com
hanseníase (BRASIL, 2022). Nesse contexto, a consulta ao paciente com hanseníase
constitui uma importante estratégia de cuidado na Atenção Primária à Saúde,
permitindo identificar precocemente manifestações clínicas, alterações neurológicas,
reações hansênicas e fatores relacionados ao risco de incapacidades.
A assistência deve integrar diagnóstico, tratamento, prevenção de incapacidades,
educação em saúde, investigação dos contatos, autocuidado e acompanhamento
multiprofissional (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
5
2 OBJETIVOS
2.1 OBJETIVOS GERAIS
Analisar os principais aspectos relacionados à consulta e ao acompanhamento
do paciente com hanseníase, enfatizando a avaliação clínica e neurológica, o
diagnóstico, a classificação operacional, o tratamento, a prevenção de incapacidades, a
investigação de contatos, a educação em saúde e a atuação da equipe de enfermagem
na Atenção Primária à Saúde.
2.2 Objetivos específicos
• Descrever os principais conceitos, características clínicas e epidemiológicas da
hanseníase.
• Identificar os principais sinais e sintomas que devem ser investigados durante a
consulta ao paciente com suspeita ou diagnóstico de hanseníase.
• Abordar a importância do exame dermatológico e da avaliação da sensibilidade
para o diagnóstico da doença.
• Descrever a importância da avaliação dos nervos periféricos e da força muscular
para identificação precoce de comprometimentosneurológicos.
• Apresentar os critérios utilizados para classificação operacional e diagnóstico da
hanseníase.
• Abordar os princípios do tratamento da hanseníase e a importância da adesão
terapêutica.
• Descrever as principais medidas de prevenção de incapacidades e autocuidado.
• Abordar a importância da investigação e acompanhamento dos contatos.
• Destacar a importância da educação em saúde e do combate ao estigma
relacionado à hanseníase.
6
• Analisar a atuação da enfermagem no acompanhamento da pessoa com
hanseníase na Atenção Primária à Saúde.
7
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 Conceito e características da hanseníase
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada principalmente pelo
Mycobacterium leprae. O agente apresenta tropismo pelos tecidos cutâneos e pelos
nervos periféricos, podendo provocar alterações sensitivas, motoras e autonômicas. A
doença também pode comprometer estruturas como os olhos e as mucosas das vias
respiratórias superiores, especialmente nos casos não tratados ou diagnosticados
tardiamente (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026).
A manifestação clínica da hanseníase varia de acordo com a resposta
imunológica do indivíduo frente ao M. leprae. Por esse motivo, a doença pode
apresentar diferentes manifestações clínicas e diferentes graus de comprometimento
cutâneo e neurológico, sendo necessária avaliação individualizada para estabelecer o
diagnóstico e o acompanhamento adequado (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018;
BRASIL, 2022). A OMS estabelece como sinais cardinais da hanseníase a presença de
lesão ou lesões de pele com alteração definida da sensibilidade, o comprometimento de
nervo periférico associado à alteração da sensibilidade e/ou fraqueza muscular, ou a
demonstração do bacilo em exame específico.
O reconhecimento desses sinais é fundamental para o diagnóstico e deve
integrar a avaliação clínica da pessoa com suspeita da doença (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2018).
3.2 Importância da consulta ao paciente com hanseníase
A consulta constitui uma das principais estratégias para identificação precoce da
hanseníase, acompanhamento da evolução clínica e prevenção das incapacidades
relacionadas ao comprometimento dos nervos periféricos. O atendimento sistematizado
permite identificar alterações dermatológicas e neurológicas e estabelecer medidas de
cuidado antes que ocorram danos permanentes (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2020). O atendimento deve considerar não apenas a presença de
manchas ou lesões na pele, mas também alterações sensitivas, motoras e neurais, que
podem ser discretas nas fases iniciais.
8
A avaliação adequada da função neural é particularmente importante porque a
neurite e o dano dos nervos constituem importantes mecanismos relacionados às
incapacidades físicas na hanseníase (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
Durante a consulta, devem ser realizadas anamnese, exame dermatológico, avaliação
da sensibilidade, palpação dos nervos periféricos, avaliação da força muscular,
investigação de incapacidades, avaliação ocular, investigação de episódios reacionais,
investigação dos contatos, avaliação psicossocial e orientações relacionadas ao
tratamento e ao autocuidado (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
O PCDT brasileiro estabelece que a assistência à pessoa com hanseníase deve incluir
não apenas o tratamento da infecção, mas também ações de prevenção de
incapacidades, reabilitação, atenção psicossocial, educação em saúde, assistência
farmacêutica e acompanhamento dos contatos, promovendo uma abordagem integral e
centrada na pessoa (BRASIL, 2022).
3.3 Acolhimento e anamnese
O primeiro contato com o paciente deve ocorrer de maneira acolhedora,
respeitosa, humanizada e livre de preconceitos. O estigma relacionado à hanseníase
pode contribuir para medo, vergonha, isolamento social, sofrimento psicológico e atraso
na procura por assistência, tornando a qualidade da comunicação entre profissional e
paciente um elemento importante do cuidado (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2026). Na anamnese, devem ser investigados dados de identificação,
motivo da consulta, início dos sinais e sintomas, surgimento e evolução das manchas,
alterações da sensibilidade, dormência, formigamento, sensação de queimação, dor,
fraqueza muscular, dificuldades para movimentar mãos ou pés, alterações oculares,
dificuldade para fechar os olhos, ressecamento ocular, feridas, episódios anteriores
semelhantes, histórico familiar, contato com pessoas diagnosticadas, tratamentos
anteriores, presença de outras doenças, uso de medicamentos e repercussões
emocionais e sociais relacionadas ao diagnóstico (BRASIL, 2022).
A anamnese deve ainda investigar sinais compatíveis com neurite e reações
hansênicas, incluindo dor ou espessamento de nervos, alterações recentes da
sensibilidade, perda de força, edema e surgimento ou piora de lesões cutâneas. A
9
identificação precoce dessas manifestações é importante porque as reações podem
causar dano neural e contribuir para o desenvolvimento de incapacidades permanentes
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020; BRASIL, 2022).
3.4 Exame dermatológico
O exame dermatológico constitui uma etapa essencial da consulta, devendo ser
realizado de forma sistemática e considerando a distribuição e as características das
alterações encontradas na pele. A avaliação dermatológica deve estar associada à
investigação da sensibilidade, uma vez que a alteração da sensibilidade em lesões
cutâneas constitui um dos principais sinais cardinais da hanseníase (BRASIL, 2022;
WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018). Durante o exame, o profissional deve
observar toda a superfície corporal, procurando identificar manchas hipocrômicas,
eritematosas, placas, infiltrações, nódulos, lesões com alteração da sensibilidade,
alterações de pelos, redução ou ausência de sudorese e modificações da textura ou
coloração da pele (BRASIL, 2022).
A presença de lesão ou lesões de pele com alteração definida da sensibilidade
constitui um dos sinais cardinais utilizados no diagnóstico da hanseníase. Por esse
motivo, a identificação de uma alteração dermatológica deve ser acompanhada por
avaliação adequada da sensibilidade da região comprometida (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2018). A avaliação dermatológica deve considerar também a
comparação entre áreas corporais simétricas e a utilização de métodos adequados para
investigar sensibilidade térmica, dolorosa e tátil, conforme as orientações estabelecidas
pelos protocolos de assistência à pessoa com hanseníase (BRASIL, 2022).
3.5 Avaliação da sensibilidade
A avaliação da sensibilidade possui importância central na consulta da pessoa
com hanseníase, uma vez que o comprometimento neural pode produzir perda ou
redução da percepção de estímulos térmicos, dolorosos e táteis. Essas alterações
podem estar presentes nas lesões de pele e nos territórios correspondentes aos nervos
periféricos acometidos (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018). As
alterações sensitivas podem envolver a sensibilidade térmica, dolorosa e tátil.
10
A avaliação desses componentes contribui para identificar o comprometimento
neurológico, acompanhar sua evolução e estabelecer medidas preventivas
individualizadas (BRASIL, 2022). A perda da sensibilidade aumenta o risco de
traumatismos, queimaduras e ferimentos, pois a pessoa pode não perceber
adequadamente estímulos potencialmente lesivos. Dessa maneira, a identificação
precoce das alterações sensitivas permite orientar medidas de autocuidado e
prevenção de incapacidades (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
Os resultados da avaliação da sensibilidade devem ser registrados no prontuário
e comparados ao longo do acompanhamento. A avaliação seriada permite identificar
novas alterações ou agravamento de déficits existentes, especialmente durante
episódios reacionais (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
3.6 Avaliação dos nervos periféricos
A hanseníase apresenta importante tropismo pelos nervosperiféricos, podendo
causar alterações sensitivas, motoras e autonômicas. Por esse motivo, a avaliação da
função neural constitui componente essencial da consulta e do acompanhamento da
pessoa diagnosticada (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
Durante a avaliação dos nervos periféricos devem ser observados sinais como
espessamento neural, dor à palpação, alteração da sensibilidade no território
correspondente, redução da força muscular e alterações motoras.
A identificação desses achados pode indicar comprometimento neural e
necessidade de acompanhamento específico (BRASIL, 2022). Entre os nervos
avaliados na assistência à pessoa com hanseníase encontram-se, conforme a
avaliação clínica, os nervos ulnar, mediano, radial, fibular comum, tibial e auricular. A
avaliação deve ser realizada de acordo com a metodologia estabelecida pelos
protocolos e considerando os territórios anatômicos e as funções relacionadas a cada
nervo (BRASIL, 2022).
A avaliação da função neural é particularmente importante para identificar
neurites e alterações que possam evoluir para incapacidades. As recomendações da
OMS destacam a importância do acompanhamento da função dos nervos periféricos,
11
especialmente porque a neurite constitui importante causa de dano neural e
incapacidade na hanseníase (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
3.7 Avaliação da força muscular
A avaliação da força muscular complementa o exame neurológico e possibilita
identificar alterações motoras relacionadas ao comprometimento dos nervos periféricos.
A avaliação deve ser realizada de maneira padronizada e registrada para possibilitar
comparação entre diferentes momentos do acompanhamento (BRASIL, 2022). Podem
ser avaliados movimentos relacionados aos nervos periféricos acometidos, incluindo
abdução do quinto dedo, oposição do polegar, extensão do punho, dorsiflexão do pé,
flexão plantar, fechamento das mãos e movimentos da musculatura facial, conforme a
avaliação neurológica padronizada para a hanseníase (BRASIL, 2022).
A redução da força muscular pode representar comprometimento neural e deve
ser registrada para permitir comparação nas consultas subsequentes. A documentação
sistemática desses achados contribui para identificar precocemente alterações
funcionais (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). A avaliação
periódica da força muscular é especialmente importante durante episódios reacionais,
pois a inflamação dos nervos pode resultar em perda funcional e dano neural
permanente quando não identificada e tratada oportunamente (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2020).
3.8 Avaliação ocular
A avaliação ocular é fundamental no acompanhamento da pessoa com
hanseníase porque o comprometimento neural pode interferir na sensibilidade da
córnea e na capacidade de fechamento adequado das pálpebras. Essas alterações
podem aumentar o risco de lesões oculares e perda visual (BRASIL, 2022; WORLD
HEALTH ORGANIZATION, 2020). Durante a consulta, devem ser investigados
dificuldade para fechar os olhos, redução da sensibilidade corneana, ressecamento
ocular, dor, vermelhidão, alterações da visão e outras manifestações que possam
indicar comprometimento ocular (BRASIL, 2022).
12
A perda da sensibilidade da córnea e a incapacidade de fechamento adequado
das pálpebras podem aumentar o risco de lesões corneanas. Por isso, alterações
oculares devem ser identificadas precocemente e, quando necessário, o paciente deve
ser encaminhado para avaliação especializada (WORLD HEALTH ORGANIZATION,
2020).
3.9 Classificação operacional
A classificação operacional possui importância para a definição do tratamento e
do acompanhamento da pessoa com hanseníase. A classificação utilizada pela OMS
diferencia os casos em paucibacilares (PB) e multibacilares (MB), considerando critérios
relacionados à extensão da doença e aos achados bacteriológicos (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2018; BRASIL, 2022). De forma geral, os casos paucibacilares são
caracterizados por menor número de lesões e ausência de demonstração de bacilos em
exame apropriado, enquanto os casos multibacilares apresentam maior número de
lesões ou evidência de bacilos, de acordo com os critérios estabelecidos pelas
diretrizes nacionais (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018).
A classificação operacional correta é importante para definir o esquema
terapêutico adequado e organizar o acompanhamento clínico. Entretanto, a avaliação
não deve se limitar ao número de lesões, devendo considerar também o
comprometimento neural e os demais critérios clínicos e laboratoriais previstos no
protocolo vigente (BRASIL, 2022).
3.10 Diagnóstico da hanseníase
O diagnóstico da hanseníase é predominantemente clínico e deve ser
estabelecido a partir da avaliação dos sinais e sintomas característicos da doença. A
identificação de pelo menos um dos sinais cardinais pode permitir o diagnóstico clínico,
conforme as recomendações da OMS e do Ministério da Saúde (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2018; BRASIL, 2022). Os principais sinais cardinais são a presença
de lesão ou lesões de pele com alteração definida da sensibilidade; o comprometimento
de nervo periférico associado à perda de sensibilidade e/ou fraqueza muscular; e a
13
demonstração de bacilos em exame específico (WORLD HEALTH ORGANIZATION,
2018; BRASIL, 2022).
Exames laboratoriais podem ser utilizados em situações específicas,
principalmente quando existem dúvidas diagnósticas ou necessidade de confirmação
complementar. O exame baciloscópico pode auxiliar na classificação e na avaliação de
determinados casos, enquanto outros métodos podem ser utilizados de acordo com a
disponibilidade e a indicação clínica (BRASIL, 2022). O diagnóstico diferencial também
é importante, pois diversas doenças dermatológicas e neurológicas podem apresentar
manifestações semelhantes.
Dessa forma, a avaliação deve ser realizada por profissional capacitado e
considerar os achados clínicos, neurológicos, epidemiológicos e laboratoriais quando
indicados (BRASIL, 2022).
3.11 Tratamento
A hanseníase é uma doença curável e seu tratamento é realizado por meio de
poliquimioterapia. As recomendações da OMS estabelecem a terapia multidroga
composta por rifampicina, dapsona e clofazimina, com duração e organização do
tratamento de acordo com a classificação operacional e os protocolos vigentes
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018; BRASIL, 2022). No Brasil, o tratamento
deve seguir o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase estabelecido
pelo Ministério da Saúde, que apresenta critérios para diagnóstico, classificação,
tratamento, acompanhamento, prevenção de incapacidades e demais ações
relacionadas ao cuidado (BRASIL, 2022).
A adesão ao tratamento é fundamental para alcançar a cura e contribuir para a
interrupção da transmissão. O paciente deve receber orientações claras sobre os
medicamentos, a duração do tratamento, a importância do comparecimento às
consultas e a necessidade de comunicar à equipe de saúde possíveis eventos adversos
ou alterações clínicas (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018). O
acompanhamento durante o tratamento também deve incluir avaliação periódica da
14
função neural, identificação de reações hansênicas, prevenção de incapacidades e
orientação para o autocuidado.
Dessa maneira, o tratamento deve ser compreendido como um processo
contínuo de cuidado e não apenas como administração dos medicamentos (BRASIL,
2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
3.12 Reações hansênicas
As reações hansênicas são episódios inflamatórios associados à resposta
imunológica do organismo e constituem importante causa de comprometimento neural.
Podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento, sendo necessário
acompanhamento clínico mesmo após o término da poliquimioterapia (WORLD
HEALTH ORGANIZATION, 2020). Durante a consulta, devem ser investigados sinais
como surgimento ou piora de dor nos nervos, aumento da sensibilidade neural, perda
de força, novas alterações sensitivas,aparecimento ou agravamento de lesões, edema,
inflamação e sintomas oculares (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION,
2020).
As reações precisam ser reconhecidas e manejadas rapidamente porque podem
provocar dano neural permanente. A OMS destaca que as reações hansênicas e a
neurite estão entre os principais mecanismos relacionados ao dano nervoso e às
incapacidades na hanseníase, tornando essencial a avaliação periódica da função
neural (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
3.13 Prevenção de incapacidades
A prevenção de incapacidades constitui uma das principais metas do
acompanhamento da pessoa com hanseníase. As incapacidades estão frequentemente
relacionadas ao comprometimento dos nervos periféricos, à perda de sensibilidade, à
fraqueza muscular e às alterações decorrentes de episódios reacionais (BRASIL, 2022;
WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). Entre as medidas de prevenção estão a
avaliação neurológica periódica, proteção das áreas com perda de sensibilidade,
cuidados com mãos e pés, prevenção de queimaduras, hidratação da pele, inspeção
diária dos pés, utilização adequada de calçados, cuidados com ferimentos, exercícios
15
orientados e encaminhamento para fisioterapia, terapia ocupacional, oftalmologia ou
outros profissionais quando indicado (BRASIL, 2022).
O PCDT brasileiro inclui a prevenção de incapacidades e a reabilitação como
componentes fundamentais da assistência à pessoa com hanseníase. A abordagem
deve começar desde o diagnóstico e permanecer durante todo o acompanhamento,
especialmente nos pacientes com alterações neurológicas (BRASIL, 2022).
3.14 Autocuidado
A pessoa com hanseníase deve ser orientada a realizar inspeção diária das
mãos, pés e olhos, principalmente quando houver perda de sensibilidade. O
autocuidado constitui estratégia importante para reduzir o risco de ferimentos,
queimaduras e outras lesões decorrentes da perda de sensibilidade (BRASIL, 2022;
WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). Entre as orientações de autocuidado estão
observar diariamente a pele, procurar feridas ou bolhas, evitar contato direto com fontes
de calor, evitar andar descalço quando houver alteração de sensibilidade nos pés,
utilizar calçados adequados, hidratar áreas ressecadas e proteger as mãos durante
atividades que possam provocar traumatismos (BRASIL, 2022).
O paciente deve procurar a unidade de saúde diante do surgimento de novas
lesões, perda de força, alterações da sensibilidade, dor neural ou outras manifestações
sugestivas de reação ou comprometimento neurológico. A identificação precoce dessas
alterações pode reduzir o risco de dano permanente (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2020; BRASIL, 2022).
3.15 Avaliação do grau de incapacidade física
O grau de incapacidade física deve ser avaliado e registrado durante o
acompanhamento da pessoa com hanseníase. Essa avaliação permite identificar o
impacto da doença sobre olhos, mãos e pés e estabelecer uma referência para
acompanhamento da evolução clínica (BRASIL, 2022). A avaliação do grau de
incapacidade física possibilita identificar alterações funcionais relacionadas ao
comprometimento neural e orientar medidas de prevenção e reabilitação.
16
A comparação dos resultados ao longo do tempo permite reconhecer alterações
que podem ocorrer durante a evolução da doença ou em episódios reacionais (BRASIL,
2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). A identificação precoce de
incapacidades ou alterações funcionais possibilita a adoção de intervenções
preventivas e o encaminhamento para serviços de reabilitação quando necessário. A
abordagem multiprofissional é importante nos casos que apresentam limitações
funcionais ou necessidades específicas de reabilitação (BRASIL, 2022).
3.16 Investigação dos contatos
A consulta ao paciente com hanseníase deve incluir a investigação das pessoas
que convivem ou conviveram com ele. Os contatos devem ser avaliados para
identificação de sinais e sintomas suspeitos e, conforme as recomendações vigentes,
receber as medidas preventivas indicadas (BRASIL, 2022; BRASIL, 2024). A vigilância
da hanseníase inclui a busca e avaliação de contatos como estratégia para identificar
precocemente novos casos e ampliar as ações de prevenção e controle.
A investigação dos contatos contribui para reduzir atrasos diagnósticos e
possibilitar o tratamento oportuno de pessoas que eventualmente desenvolvam a
doença (BRASIL, 2024). A OMS também recomenda estratégias de rastreamento e
acompanhamento de contatos como parte das ações de prevenção e controle da
hanseníase, de acordo com as políticas nacionais e os contextos epidemiológicos de
cada país (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2018).
3.17 Educação em saúde
A educação em saúde deve estar presente durante todo o acompanhamento do
paciente. As orientações devem abordar o que é a hanseníase, suas manifestações, a
importância do diagnóstico e tratamento, os possíveis sinais de reação, a necessidade
de acompanhamento, as medidas de autocuidado e a avaliação dos contatos (BRASIL,
2022). O paciente deve compreender que a hanseníase possui tratamento e cura e que
o acompanhamento adequado contribui para prevenir incapacidades.
A utilização correta dos medicamentos e a comunicação imediata de alterações
clínicas à equipe de saúde são componentes importantes da educação em saúde
17
(BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026). Também é necessário
esclarecer informações relacionadas à transmissão. A hanseníase está associada
principalmente ao contato próximo e frequente com pessoas não tratadas, por meio de
gotículas eliminadas pelas vias respiratórias; após o início do tratamento adequado, a
capacidade de transmissão é reduzida significativamente (WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2026).
A educação em saúde possui ainda importante função no combate ao
preconceito. Esclarecer que a hanseníase é curável e que o tratamento reduz a
transmissão pode contribuir para diminuir o medo, a discriminação e o isolamento social
das pessoas acometidas (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026).
3.18 Aspectos psicológicos e sociais
A hanseníase pode provocar importantes repercussões psicológicas e sociais. O
medo da rejeição, a vergonha das lesões, o receio de desenvolver deformidades e o
estigma associado historicamente à doença podem afetar a autoestima, as relações
sociais e a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas (BRASIL, 2022; WORLD
HEALTH ORGANIZATION, 2026). O profissional deve estabelecer uma relação
terapêutica baseada no respeito, confidencialidade, escuta qualificada e acolhimento.
A identificação de sofrimento psicológico ou dificuldades sociais deve ser
considerada durante o acompanhamento e, quando necessário, deve ser realizado
encaminhamento para os serviços e profissionais adequados (BRASIL, 2022). O PCDT
brasileiro reconhece a necessidade de atenção psicossocial para pessoas que
apresentem demandas relacionadas ao diagnóstico e às consequências da doença. A
assistência deve, portanto, considerar não somente os aspectos biológicos, mas
também as repercussões emocionais e sociais da hanseníase (BRASIL, 2022).
3.19 Atuação da enfermagem
A enfermagem apresenta papel estratégico na assistência à pessoa com
hanseníase, especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A atuação do
profissional envolve ações de identificação, acompanhamento, educação em saúde,
prevenção de incapacidades, vigilância e articulação com os demais integrantes da
18
equipe multiprofissional (BRASIL, 2022). Entre as ações de enfermagem estão o
acolhimento, consulta de enfermagem, identificação de casos suspeitos, avaliação das
lesões, avaliação da sensibilidade, acompanhamento da função neural, educação em
saúde, orientação sobre autocuidado, acompanhamento da adesão ao tratamento,
identificação de sinais de reação, investigação dos contatos, acompanhamento de
incapacidades, encaminhamento para outros profissionais, registro das informações e
participação nas ações de vigilância epidemiológica (BRASIL, 2022).
O Ministérioda Saúde destaca a importância da organização da assistência à
hanseníase na Atenção Primária à Saúde, buscando ampliar o acesso ao diagnóstico,
tratamento e acompanhamento. A descentralização do cuidado favorece a proximidade
entre os serviços e a população e contribui para uma assistência integral e contínua
(BRASIL, 2022). A atuação da enfermagem deve estar integrada ao trabalho
multiprofissional, especialmente quando o paciente apresenta incapacidades,
alterações neurológicas, comprometimento ocular, necessidades de reabilitação ou
demandas psicossociais.
Essa integração favorece a continuidade do cuidado e a abordagem integral da
pessoa (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
3.20 Registro e acompanhamento
Todas as informações relevantes devem ser registradas no prontuário do
paciente, incluindo dados relacionados às lesões, alterações de sensibilidade, nervos
acometidos, força muscular, grau de incapacidade, presença de reações, tratamento
realizado, adesão, intercorrências e orientações fornecidas (BRASIL, 2022). O registro
sistematizado permite acompanhar a evolução do paciente e comparar os resultados
das avaliações realizadas ao longo do tratamento. Também contribui para a
continuidade do cuidado quando diferentes profissionais participam da assistência
(BRASIL, 2022).
O acompanhamento periódico possibilita identificar precocemente alterações
neurológicas, reações hansênicas, incapacidades e outras complicações. A vigilância
19
clínica e epidemiológica também contribui para a identificação de contatos e para o
planejamento das ações de controle da doença (BRASIL, 2022; BRASIL, 2024).
20
4 METODOLOGIA
Este trabalho caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, de abordagem
qualitativa e caráter descritivo. A pesquisa foi desenvolvida para reunir e organizar
conhecimentos sobre a consulta e o acompanhamento da pessoa com hanseníase,
com ênfase na atuação da enfermagem na Atenção Primária à Saúde. Foram
consultados protocolos, diretrizes, guias de vigilância e publicações oficiais do
Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, publicados entre 2018 e 2026.
A seleção considerou a relação das fontes com os objetivos do estudo e
contemplou manifestações clínicas, avaliação dermatoneurológica, diagnóstico,
classificação operacional, tratamento, reações hansênicas, prevenção de incapacidades,
investigação de contatos, autocuidado, educação em saúde e assistência de
enfermagem. O material selecionado foi submetido à leitura exploratória e analítica. As
informações foram agrupadas por tema e apresentadas de forma descritiva,
preservando a correspondência entre as afirmações e as fontes consultadas.
Como o estudo utilizou exclusivamente documentos de acesso público e não
envolveu participantes, não houve necessidade de submissão a Comitê de Ética em
Pesquisa.
21
5 CONCLUSÃO
A consulta ao paciente com hanseníase representa uma importante estratégia
para o diagnóstico precoce, tratamento oportuno, prevenção de incapacidades e
controle da doença. Por se tratar de uma enfermidade que compromete principalmente
a pele e os nervos periféricos, a avaliação clínica não deve limitar-se à observação das
lesões dermatológicas, devendo incluir avaliação neurológica, sensitiva, motora e,
quando indicada, ocular (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). A
investigação da sensibilidade, palpação dos nervos periféricos, avaliação da força
muscular, avaliação dos olhos e identificação de possíveis reações hansênicas são
etapas fundamentais para determinar o comprometimento do paciente e reduzir o risco
de incapacidades permanentes.
A avaliação periódica da função neural é particularmente importante durante e
após o tratamento, pois as reações podem ocorrer em diferentes momentos da
evolução da doença (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020). O tratamento
adequado por meio da poliquimioterapia possibilita a cura da hanseníase, sendo
indispensável a adesão do paciente ao esquema terapêutico e o acompanhamento pela
equipe de saúde. Entretanto, o cuidado não termina com a administração dos
medicamentos, devendo incluir acompanhamento da função neural, prevenção de
lesões, orientação para o autocuidado, identificação de reações, investigação dos
contatos e suporte psicossocial quando necessário (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH
ORGANIZATION, 2018; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2020).
A enfermagem exerce papel essencial nesse processo, principalmente na
Atenção Primária à Saúde, participando do acolhimento, avaliação clínica,
acompanhamento do tratamento, educação em saúde, prevenção de incapacidades,
investigação dos contatos, registros e vigilância epidemiológica. A atuação
sistematizada e multiprofissional contribui para ampliar o acesso ao diagnóstico e
fortalecer a continuidade do cuidado (BRASIL, 2022). Dessa maneira, a consulta ao
paciente com hanseníase deve ser compreendida como uma prática integral,
humanizada, sistematizada e contínua.
22
A identificação precoce dos sinais da doença, associada ao tratamento
adequado e à prevenção das incapacidades, contribui para melhorar a qualidade de
vida dos pacientes e reduzir as consequências individuais, familiares e sociais da
hanseníase (BRASIL, 2022; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026). Por fim, o
enfrentamento da hanseníase exige não apenas medidas clínicas e terapêuticas, mas
também ações de educação em saúde, investigação dos contatos, prevenção de
incapacidades e combate ao estigma. A assistência baseada em evidências, o
fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e a atuação multiprofissional são
fundamentais para garantir cuidado adequado às pessoas acometidas e contribuir para
o controle da hanseníase como problema de saúde pública (BRASIL, 2022; BRASIL,
2024; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2026).
23
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no
Sistema Único de Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas da hanseníase.
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de
vigilância em saúde. 6. ed. rev. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2024.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for the diagnosis, treatment and
prevention of leprosy. Geneva: World Health Organization, 2018.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Leprosy Hansen disease management of reactions
and prevention of disabilities. Geneva: World Health Organization, 2020.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Leprosy. Geneva: World Health Organization, 2026.
Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact- sheets/detail/leprosy. Acesso em:
10 set. 2026.
24
https://www.who.int/news-room/fact-
	SUMÁRIO
	1INTRODUÇÃO
	2OBJETIVOS
	2.1OBJETIVOS GERAIS
	2.2Objetivos específicos
	3DESENVOLVIMENTO
	3.1Conceito e características da hanseníase
	3.2Importância da consulta ao paciente com hanseníase
	3.3Acolhimento e anamnese
	3.4Exame dermatológico
	3.5Avaliação da sensibilidade
	3.6Avaliação dos nervos periféricos
	3.7Avaliação da força muscular
	3.8Avaliação ocular
	3.9Classificação operacional
	3.10Diagnóstico da hanseníase
	3.11Tratamento
	3.12Reações hansênicas
	3.13Prevenção de incapacidades
	3.14Autocuidado
	3.15Avaliação do grau de incapacidade física
	3.16Investigação dos contatos
	3.17Educação em saúde
	3.18Aspectos psicológicos e sociais
	3.19Atuação da enfermagem
	3.20Registro e acompanhamento
	4METODOLOGIA
	5CONCLUSÃO
	6REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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