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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO 
FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA – UL23202615 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
METODOS CONTRACEPTIVOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
1 
 
DARLLIN ROCHA DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
METODOS CONTRACEPTIVOS 
 
 
Trabalho avaliativo de conclusão do 
estágio curricular II em enfermagem, 
servindo como obtenção de nota 
para conclusão de curso, orientado 
pela enfermeira docente do curso, 
Joelma Santos de Oliveira souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
 
2 
 
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SUMÁRIO 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
Os métodos contraceptivos constituem importantes instrumentos de planejamento 
reprodutivo, permitindo que indivíduos e casais possam decidir de maneira livre e 
consciente sobre o momento de ter filhos, o número de filhos desejados e o 
intervalo entre as gestações. O planejamento reprodutivo integra as ações de 
saúde sexual e reprodutiva e deve estar associado ao acesso à informação, aos 
serviços de saúde e às diferentes opções contraceptivas disponíveis (BRASIL, 
2013; TRINDADE et al., 2021). 
O planejamento familiar não deve ser compreendido exclusivamente como uma 
estratégia para evitar a gravidez, mas como um conjunto de ações de educação, 
aconselhamento, assistência e oferta de métodos que possibilitam aos indivíduos 
exercer autonomia sobre sua vida reprodutiva. Nesse sentido, o aconselhamento 
deve considerar as necessidades, preferências, valores, condições clínicas e 
objetivos reprodutivos de cada pessoa (SANTOS; VIEIRA, 2008; ARAÚJO et al., 
2021). 
A literatura brasileira demonstra que o acesso à contracepção apresenta 
diferenças relacionadas a características sociais e demográficas. Em estudo 
realizado com 17.809 mulheres brasileiras em idade reprodutiva, Trindade et al. 
(2021) verificaram que, embora mais de 80% das participantes relatassem utilizar 
algum método contraceptivo, permaneciam desigualdades relacionadas à região 
de residência, escolaridade, condição socioeconômica e características raciais. 
A escolha do método contraceptivo deve, portanto, ocorrer de maneira 
individualizada, considerando eficácia, segurança, duração, reversibilidade, 
possíveis efeitos adversos, contraindicações, condições de saúde, utilização de 
medicamentos, frequência das relações sexuais e desejo reprodutivo. As 
recomendações internacionais reforçam que a elegibilidade para cada método 
depende das características clínicas e fisiológicas da pessoa usuária (WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
 
5 
Diante da diversidade de métodos disponíveis e da necessidade de garantir 
escolhas informadas, torna-se relevante conhecer as principais características dos 
métodos hormonais, intrauterinos, de barreira, comportamentais, de emergência e 
cirúrgicos. Além disso, a orientação dos profissionais de saúde constitui elemento 
essencial para que a pessoa possa compreender as alternativas existentes e 
participar ativamente da decisão contraceptiva (LIMA et al., 2025; SANTOS; 
VIEIRA, 2008). 
Assim, o presente trabalho apresenta uma revisão bibliográfica sobre os principais 
métodos contraceptivos, abordando suas classificações, mecanismos de ação, 
vantagens, limitações e aspectos relacionados à escolha e utilização, com 
destaque para a importância da assistência profissional no planejamento 
reprodutivo (BRASIL, 2013; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
2. OBJETIVO GERAL 
Analisar, por meio de revisão bibliográfica, os principais métodos contraceptivos 
disponíveis, suas classificações, mecanismos de ação, vantagens, limitações e 
características de utilização, destacando a importância da orientação profissional 
e do respeito à autonomia dos indivíduos no processo de planejamento 
reprodutivo (BRASIL, 2013; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Identificar os principais métodos contraceptivos disponíveis para homens e 
mulheres e suas respectivas classificações (BRASIL, 2013; WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2019); 
 Descrever os mecanismos de ação dos métodos hormonais, intrauterinos, 
de barreira, comportamentais, de emergência e cirúrgicos (WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2019; BRASIL, 2013); 
 Apresentar as principais vantagens, limitações, efeitos adversos e 
contraindicações relacionadas aos diferentes métodos contraceptivos 
(WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025); 
 
6 
 Discutir a importância do planejamento reprodutivo e da autonomia dos 
usuários na escolha dos métodos contraceptivos (SANTOS; VIEIRA, 2008; 
SILVA et al., 2021); 
 Analisar a importância da orientação dos profissionais de saúde no 
aconselhamento contraceptivo (SANTOS; VIEIRA, 2008; LIMA et al., 2025); 
 Abordar a importância dos preservativos na prevenção das infecções 
sexualmente transmissíveis e da gravidez não planejada (ARAÚJO et al., 
2021); 
 Discutir as desigualdades relacionadas ao acesso e à utilização dos 
métodos contraceptivos no Brasil (TRINDADE et al., 2021). 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Conceito e classificação dos métodos contraceptivos 
A contracepção pode ser compreendida como o conjunto de métodos e técnicas 
utilizados com a finalidade de impedir ou reduzir a possibilidade de ocorrência de 
uma gravidez. Os métodos contraceptivos constituem instrumentos importantes 
do planejamento familiar e podem ser organizados em diferentes categorias de 
acordo com seu mecanismo de ação e forma de utilização (SOCIEDADE 
BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2020). 
Entre as principais categorias estão os métodos hormonais, os dispositivos 
intrauterinos, os métodos comportamentais, os métodos de barreira e os métodos 
cirúrgicos. Os métodos hormonais incluem pílulas, injetáveis, implantes, adesivos 
e anéis vaginais; os dispositivos intrauterinos incluem o DIU de cobre e o sistema 
intrauterino liberador de levonorgestrel; enquanto os métodos de barreira incluem 
principalmente os preservativos (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 
2020). 
Também fazem parte das alternativas contraceptivas os métodos baseados na 
percepção da fertilidade e a contracepção de emergência. Os métodos 
permanentes incluem principalmente a vasectomia e a esterilização tubária, cuja 
indicação deve estar associada a uma decisão consciente e informada sobre a 
 
7 
intenção de não ter futuras gestações (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019; 
CAETANO, 2014). 
A existência de diferentes métodos permite que a escolha seja adaptada às 
características e necessidades de cada usuário. Entretanto, a diversidade de 
alternativas exige orientação adequada, pois os métodos apresentam diferenças 
importantes quanto à eficácia, duração, reversibilidade, efeitos adversos, 
contraindicações e dependência da adesão do usuário (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2025). 
3.2 Métodos contraceptivos hormonais 
Os métodos contraceptivos hormonais utilizam hormônios sintéticos para interferir 
no processo reprodutivo. Entre as principais alternativas estão os contraceptivos 
orais, injetáveis, implantes subdérmicos, adesivos transdérmicos e anéis vaginais, 
que apresentam diferentes formulações e formas de administração (ALVES; 
LOPES, 2007). 
Os contraceptivos hormonais combinados geralmente associam estrogênio e 
progestagênio, enquanto os métodos de progestagênio isolado utilizam somente 
derivados desse hormônio. Entre os principais mecanismos de ação encontram-se 
a inibição da ovulação, o espessamento do muco cervical e alterações 
endometriais que dificultam a fecundação (ALVES; LOPES, 2007). 
Os contraceptivos hormonais podem apresentar diferentes perfis de benefícios e 
efeitos adversos. A escolha deve considerar as características clínicas da pessoa, 
uma vez que determinadas condições podem representar contraindicações ou 
exigir avaliação específica antes da utilização de alguns métodos hormonais 
(SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 2020). 
Os contraceptivosorais dependem de utilização regular para manter sua eficácia. 
Esquecimentos e uso inadequado podem reduzir a proteção contraceptiva, 
especialmente quando comparados a métodos de longa duração que não 
dependem da administração diária (TRINDADE et al., 2021). 
 
8 
A avaliação individualizada é especialmente importante porque determinadas 
condições cardiovasculares e fatores de risco podem interferir na escolha dos 
contraceptivos hormonais. A literatura recomenda considerar o perfil clínico da 
usuária e os riscos associados a cada formulação antes da indicação 
(ROSENFELD et al., 2011). 
3.3 Dispositivo intrauterino – DIU 
O dispositivo intrauterino é um método contraceptivo reversível e de longa 
duração, sendo representado principalmente pelo DIU de cobre e pelo sistema 
intrauterino liberador de levonorgestrel. Esses métodos apresentam elevada 
eficácia e possuem a vantagem de não depender da administração diária por 
parte da pessoa usuária (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019). 
O DIU de cobre não contém hormônio e produz alterações locais no ambiente 
uterino que prejudicam a função e a mobilidade dos espermatozoides, reduzindo a 
possibilidade de fecundação. O sistema liberador de levonorgestrel libera 
progestagênio no interior do útero e promove alterações no muco cervical e no 
endométrio, contribuindo para seu efeito contraceptivo (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2019). 
Os métodos intrauterinos são considerados alternativas de elevada efetividade 
porque apresentam baixa dependência da adesão cotidiana do usuário. Essa 
característica é particularmente importante quando se considera que métodos de 
curta duração podem apresentar falhas relacionadas ao uso incorreto ou irregular 
(TRINDADE et al., 2021). 
No Brasil, entretanto, a utilização do DIU permanece inferior à de outros métodos 
contraceptivos. Trindade et al. (2021) identificaram diferenças importantes na 
utilização do DIU segundo escolaridade, região de residência e acesso a plano de 
saúde, evidenciando que a disponibilidade de um método não significa 
necessariamente acesso igualitário para toda a população. 
A escolha entre o DIU de cobre e o sistema intrauterino hormonal deve considerar 
as características clínicas, o padrão menstrual, as preferências da usuária e seus 
objetivos reprodutivos. A orientação profissional é necessária para apresentar 
 
9 
benefícios, limitações e possíveis efeitos adversos de cada alternativa (WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
3.4 Métodos contraceptivos de barreira 
Os métodos de barreira têm como princípio impedir ou dificultar fisicamente a 
passagem dos espermatozoides para o trato reprodutivo feminino. Entre eles 
estão os preservativos masculino e feminino, o diafragma e os espermicidas, 
sendo os preservativos os métodos de maior relevância para a prevenção 
simultânea da gravidez e das infecções sexualmente transmissíveis (ARAÚJO et 
al., 2021). 
O preservativo masculino e o feminino apresentam importante papel na prevenção 
das infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV, além de contribuírem 
para a prevenção da gravidez. Por essa razão, recomenda-se sua oferta e 
orientação para pessoas sexualmente ativas, independentemente da utilização de 
outro método contraceptivo (ARAÚJO et al., 2021). 
A utilização correta e consistente do preservativo é fundamental para melhorar 
sua efetividade. A orientação profissional deve incluir informações sobre 
armazenamento, colocação, retirada, descarte e necessidade de utilização de um 
novo preservativo em cada relação sexual (ARAÚJO et al., 2021). 
A utilização do preservativo pode ser associada a outro método contraceptivo, 
estratégia conhecida como dupla proteção. Essa abordagem permite combinar a 
prevenção da gravidez com a redução do risco de infecções sexualmente 
transmissíveis, sendo particularmente relevante no contexto da saúde sexual 
(TRINDADE et al., 2021). 
Apesar da importância dos preservativos, sua utilização apresenta diferenças 
segundo características sociais e demográficas. Trindade et al. (2021) verificaram 
diferenças na utilização de preservativos e dupla proteção entre regiões, 
escolaridade, raça/cor, área de residência e acesso a plano de saúde, 
demonstrando que os fatores sociais também influenciam as práticas 
contraceptivas. 
 
10 
3.5 Métodos comportamentais 
Os métodos comportamentais, também conhecidos como métodos baseados na 
percepção da fertilidade, utilizam a identificação de alterações fisiológicas que 
ocorrem durante o ciclo menstrual. Entre essas estratégias estão a observação do 
muco cervical, o acompanhamento da temperatura basal, a avaliação do ciclo 
menstrual e a identificação de outros sinais relacionados ao período fértil 
(ROHDEN, 2021). 
As práticas de percepção da fertilidade podem envolver o registro e a 
interpretação de sinais corporais, como o fluido cervical, a temperatura basal e 
alterações relacionadas ao ciclo menstrual. Essas estratégias podem ser 
utilizadas tanto com finalidade contraceptiva quanto para favorecer a concepção 
ou acompanhar características do ciclo (ROHDEN, 2021). 
A utilização dos métodos comportamentais exige conhecimento do próprio ciclo, 
acompanhamento sistemático dos sinais corporais e participação ativa dos 
usuários. Dessa maneira, sua efetividade pode ser influenciada pela capacidade 
de reconhecer corretamente os períodos férteis e seguir as orientações 
relacionadas à prevenção da gravidez (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 
2019). 
Embora possam representar uma alternativa para pessoas que preferem métodos 
não hormonais, os métodos baseados na percepção da fertilidade exigem 
orientação adequada e compreensão de suas limitações. A escolha deve 
considerar a capacidade do usuário de realizar o acompanhamento necessário e 
sua disposição para evitar relações desprotegidas durante os períodos de maior 
fertilidade (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2019). 
3.6 Contracepção de emergência 
A contracepção de emergência é utilizada após uma relação sexual sem proteção 
contraceptiva ou quando ocorre falha ou utilização inadequada de outro método. 
Entre as alternativas disponíveis estão determinados medicamentos hormonais e 
o DIU de cobre, que apresenta elevada eficácia como método de emergência 
 
11 
quando utilizado dentro do período recomendado (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2021). 
A contracepção de emergência atua principalmente antes da ocorrência da 
ovulação, dependendo do método empregado e do momento em que é utilizado. 
Sua finalidade é reduzir o risco de gravidez após uma exposição desprotegida e 
não interromper uma gravidez já estabelecida (WORLD HEALTH 
ORGANIZATION, 2021). 
O DIU de cobre também pode ser utilizado como contracepção de emergência e 
possui a vantagem de continuar oferecendo proteção contraceptiva após sua 
inserção. Essa característica torna o método uma alternativa relevante para 
pessoas que desejam uma solução de emergência associada a um método 
reversível de longa duração (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021). 
A contracepção de emergência não deve ser considerada substituta de um 
método contraceptivo regular. Após sua utilização, é importante oferecer 
aconselhamento sobre alternativas contraceptivas contínuas e sobre prevenção 
das infecções sexualmente transmissíveis, especialmente quando a exposição 
ocorreu sem preservativo (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021; ARAÚJO et 
al., 2021). 
3.7 Métodos contraceptivos cirúrgicos 
Os métodos cirúrgicos são considerados métodos permanentes e incluem a 
esterilização tubária e a vasectomia. Por apresentarem caráter definitivo, sua 
escolha deve ser realizada após informação adequada sobre o procedimento, 
riscos, benefícios, possibilidade de arrependimento e alternativas contraceptivas 
reversíveis (MARCOLINO, 2004; CAETANO, 2014). 
A vasectomia consiste na interrupção ou oclusão dos canais deferentes, 
impedindo a passagem dos espermatozóides para o ejaculado.A esterilização 
tubária, por sua vez, interfere na passagem pelas tubas uterinas, impedindo o 
encontro entre os gametas e reduzindo a possibilidade de fecundação (WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2019). 
 
12 
A decisão pela esterilização deve ocorrer de maneira livre, consciente e 
informada. Estudos brasileiros demonstram que a organização dos serviços e as 
práticas dos profissionais podem influenciar o acesso das mulheres à 
esterilização, reforçando a necessidade de garantir aconselhamento adequado e 
respeito à autonomia (MARCOLINO, 2004; CAETANO, 2014). 
A análise histórica da esterilização feminina no Brasil também demonstra que 
fatores relacionados à idade, número de filhos, condições socioeconômicas e 
organização dos serviços podem interferir no acesso à laqueadura. Caetano 
(2014) identificou situações de demanda frustrada relacionadas tanto à oferta dos 
serviços quanto às decisões dos profissionais envolvidos no processo. 
Dados brasileiros mais recentes também demonstram mudanças na prevalência 
dos métodos permanentes. Uma análise de série temporal publicada em 2026 
identificou redução da prevalência da laqueadura e aumento da vasectomia do 
parceiro em determinados períodos analisados, evidenciando transformações nas 
práticas de planejamento reprodutivo da população brasileira (EPIDEMIOLOGIA E 
SERVIÇOS DE SAÚDE, 2026). 
3.8 Importância da orientação profissional 
A orientação profissional é fundamental para garantir que os usuários conheçam 
as diferentes alternativas contraceptivas e possam participar da escolha do 
método. O aconselhamento deve ultrapassar uma abordagem exclusivamente 
técnica e considerar crenças, valores, preferências, experiências anteriores e 
expectativas relacionadas à contracepção (SANTOS; VIEIRA, 2008). 
A decisão contraceptiva deve ser centrada na pessoa, valorizando sua autonomia 
e permitindo que ela participe ativamente das decisões relacionadas à própria 
saúde. A literatura sobre tomada de decisão compartilhada destaca que o 
aconselhamento contraceptivo deve favorecer uma escolha informada e 
compatível com as preferências e necessidades individuais (SILVA et al., 2021). 
A escolha do método deve considerar condições clínicas, idade, histórico de 
saúde, medicamentos utilizados, características do ciclo menstrual, frequência 
das relações sexuais, desejo de gravidez futura, duração pretendida da 
 
13 
contracepção, possibilidade de efeitos adversos e preferências pessoais. As 
recomendações da OMS organizam a segurança dos métodos de acordo com 
condições clínicas e características individuais, reforçando a necessidade de 
avaliação antes da escolha (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
A atuação dos profissionais também é importante para garantir que informações 
sobre eficácia e limitações sejam apresentadas de maneira compreensível. O 
aconselhamento adequado pode contribuir para melhorar o conhecimento dos 
usuários, favorecer a adesão e reduzir escolhas baseadas em informações 
inadequadas ou incompletas (SANTOS; VIEIRA, 2008). 
A Atenção Primária à Saúde constitui espaço estratégico para o desenvolvimento 
dessas ações, pois permite a realização de atividades educativas, consultas, 
aconselhamento, oferta de métodos e acompanhamento longitudinal dos usuários. 
Estudos recentes sobre planejamento reprodutivo destacam a importância da 
integração entre educação, assistência de enfermagem, aconselhamento 
contraceptivo e organização dos serviços (LIMA et al., 2025). 
Além dos aspectos clínicos, as condições socioeconômicas podem interferir no 
acesso aos métodos. Trindade et al. (2021) demonstraram que região de 
residência, escolaridade, raça/cor, situação urbana ou rural e posse de plano de 
saúde estão relacionadas às diferenças observadas no uso dos métodos 
contraceptivos no Brasil. 
Dessa maneira, garantir acesso à contracepção não significa apenas 
disponibilizar diferentes métodos, mas também assegurar informação, 
acolhimento, orientação qualificada e possibilidade real de escolha. A assistência 
deve ser organizada para reduzir barreiras de acesso e respeitar os direitos 
sexuais e reprodutivos dos usuários (BRASIL, 2013; LIMA et al., 2025). 
Os profissionais de saúde possuem, portanto, papel fundamental na educação 
sexual e reprodutiva, na identificação das necessidades individuais, no 
aconselhamento, na oferta dos métodos disponíveis e no acompanhamento da 
utilização. A assistência baseada em informação científica e decisão 
 
14 
compartilhada favorece maior autonomia e contribui para escolhas contraceptivas 
mais adequadas (SANTOS; VIEIRA, 2008; SILVA et al., 2021). 
4. CONCLUSÃO 
Os métodos contraceptivos representam importantes instrumentos para a 
promoção da saúde sexual e reprodutiva, contribuindo para a prevenção de 
gestações não planejadas e para o exercício da autonomia reprodutiva. A 
diversidade de alternativas permite atender diferentes necessidades e 
preferências, desde que os usuários tenham acesso aos métodos e às 
informações necessárias para utilizá-los adequadamente (BRASIL, 2013; 
TRINDADE et al., 2021). 
Os principais métodos contraceptivos incluem os hormonais, dispositivos 
intrauterinos, métodos de barreira, métodos baseados na percepção da fertilidade, 
contracepção de emergência e métodos cirúrgicos. Cada categoria apresenta 
mecanismos de ação, níveis de eficácia, duração, benefícios, limitações e 
possíveis efeitos adversos específicos, sendo inadequada a adoção de uma única 
opção para toda a população (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA, 
2020; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
Os métodos hormonais apresentam diferentes formulações e formas de 
administração e podem oferecer elevada proteção quando utilizados 
corretamente. Entretanto, sua indicação deve considerar as condições clínicas e 
os fatores de risco individuais, especialmente porque algumas situações de saúde 
podem modificar a segurança de determinadas formulações (ALVES; LOPES, 
2007; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
Os dispositivos intrauterinos representam alternativas reversíveis de longa 
duração e elevada efetividade. Apesar dessas características, sua utilização ainda 
apresenta baixa prevalência em determinados grupos da população brasileira, 
demonstrando que a existência de métodos eficazes não garante, por si só, 
acesso equitativo ou utilização adequada (TRINDADE et al., 2021). 
 
15 
Os preservativos apresentam importância diferenciada porque, além de 
contribuírem para a prevenção da gravidez, são fundamentais para a redução do 
risco de transmissão de diversas infecções sexualmente transmissíveis. Por esse 
motivo, a utilização do preservativo deve ser incentivada mesmo entre pessoas 
que utilizam métodos hormonais ou dispositivos intrauterinos (ARAÚJO et al., 
2021). 
A contracepção de emergência constitui uma alternativa importante para 
situações de relação sexual desprotegida ou falha contraceptiva, mas não deve 
substituir os métodos regulares. Sua utilização deve ser acompanhada de 
orientação sobre métodos contraceptivos contínuos e prevenção das infecções 
sexualmente transmissíveis (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021). 
Os métodos cirúrgicos, como vasectomia e esterilização tubária, apresentam 
caráter permanente e, por isso, exigem decisão consciente e informação 
adequada. A experiência brasileira demonstra que o acesso a esses 
procedimentos também pode ser influenciado pela organização dos serviços e por 
fatores sociais, reforçando a importância do respeito à autonomia e da oferta de 
aconselhamento adequado (MARCOLINO, 2004; CAETANO, 2014). 
A literatura também evidencia que o acesso aos métodos contraceptivos não 
ocorre de maneira uniforme no Brasil. Diferenças relacionadas à região, 
escolaridade, condições socioeconômicas, área de residência e outras 
características sociais interferem nas possibilidades de escolha e utilização dos 
métodos, constituindo importante desafio paraas políticas públicas de saúde 
(TRINDADE et al., 2021). 
Nesse contexto, o aconselhamento contraceptivo deve ser realizado de forma 
humanizada, individualizada e centrada na pessoa. O profissional de saúde deve 
apresentar as alternativas disponíveis, esclarecer dúvidas, discutir benefícios e 
limitações e respeitar as preferências e os objetivos reprodutivos do usuário, 
evitando decisões impositivas ou baseadas exclusivamente na perspectiva 
profissional (SANTOS; VIEIRA, 2008; SILVA et al., 2021). 
 
16 
Conclui-se, portanto, que a contracepção deve ser compreendida como 
componente fundamental da assistência à saúde sexual e reprodutiva. A 
combinação entre disponibilidade de métodos, acesso aos serviços, educação em 
saúde, aconselhamento profissional, decisão compartilhada e respeito à 
autonomia constitui estratégia essencial para promover escolhas reprodutivas 
conscientes, seguras e informadas (BRASIL, 2013; LIMA et al., 2025; WORLD 
HEALTH ORGANIZATION, 2025). 
 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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DF: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26). 
 BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas 
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 MARCOLINO, C. Planejamento familiar e laqueadura tubária: análise do 
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 WORLD HEALTH ORGANIZATION. Medical eligibility criteria for 
contraceptive use. 6. ed. Geneva: World Health Organization, 2025. 
 
	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	METODOS CONTRACEPTIVOS
	METODOS CONTRACEPTIVOS (1)
	Trabalho avaliativo de conclusão do estágio curricular II em enfermagem, servindo como obtenção de nota para conclusão de curso, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de Oliveira souza.
	1. INTRODUÇÃO
	2. OBJETIVO GERAL
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. DESENVOLVIMENTO
	3.1 Conceito e classificação dos métodos contraceptivos
	3.2 Métodos contraceptivos hormonais
	3.3 Dispositivo intrauterino – DIU
	3.4 Métodos contraceptivos de barreira
	3.5 Métodos comportamentais
	3.6 Contracepção de emergência
	3.7 Métodos contraceptivos cirúrgicos
	3.8 Importância da orientação profissional
	4. CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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