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ATUALIZAÇÕES MEDCURSO END 2 2025 
 
 
PRINCIPAIS MUDANÇAS NA DIRETRIZ – SBD 2025 
 
No dia 12/08/2025, foi publicada a atualização das Diretrizes Brasileiras de Diabetes. Por 
se tratar de uma mudança recente, é provável que muitas bancas ainda utilizem a versão 
de 2024 como referência principal. De toda forma, organizamos um resumo das alterações 
mais relevantes: 
 
TRATAMENTO DO DM2: 
 
● Quando houver necessidade de terapia dupla, a segunda droga idealmente deve ter 
benefício cardiorrenal — ou seja, a preferência recai sobre iSGLT2 ou aGLP-1. Se 
não houver excesso de peso, iSGLT2 é a preferida. 
 
● Em pacientes com excesso de peso (sobrepeso ou obesidade), a preferência 
continua sendo aGLP-1 ou co-agonista GIP/GLP-1. Porém, se não puder fazer essas 
medicações por algum motivo, o mais indicado é prescrever iSGLT2 ou metformina. 
Além disso, para ser considerado “excesso de peso”, não é necessário ter IMC ≥ 27 
kg/m². Basta ter sobrepeso ou obesidade — ou seja, qualquer pessoa com IMC ≥ 25 
kg/m² já entraria neste grupo. 
 
● Em pacientes de alto risco cardiovascular (CV), as melhores opções continuam 
sendo aGLP-1 e iSGLT2. Porém, se não houver excesso de peso, iSGLT2 é 
preferível. Não tivemos alterações na estratificação de risco CV. 
 
● Insulina para pacientes sintomáticos! Em pacientes com DM2 ainda sem tratamento 
e que se apresentam sintomáticos (poliúria, polidipsia, perda de peso), 
recomenda-se iniciar insulinoterapia. Ou seja, essa decisão passa a ser clínica, e 
não mais associada aos níveis glicêmicos. Após a resolução da fase sintomática do 
DM2, com o paciente clinicamente estável, e com o risco cardiovascular avaliado, 
tanto a terapia dupla, como a tripla PODEM SER CONSIDERADAS em substituição 
à terapia baseada em insulina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja esse trecho: “O uso de insulina no DM2 está recomendado preferencialmente em 
pacientes sintomáticos, nas situações clínicas agudas e durante internação hospitalar. O 
seu uso poderá ser revisto após o tratamento agudo inicial, podendo ser substituído por 
uma terapia dupla ou tripla”. 
 
 
 Outra indicação de insulina seria na refratariedade ao tratamento com múltiplas drogas. 
● Se o paciente tiver excesso de peso e indicação de insulina, o mais adequado é usar 
uma caneta combinando aGLP-1 com dose fixa de insulina → iDegLira (Xultophy®), 
iGlarLixi (Soliqua®). 
 
DOENÇA RENAL DO DIABETES: 
 
● Reforça que não é necessário dosar albuminúria de 24h! Essa avaliação pode ser 
feita em amostra isolada com a medida da albuminúria (mg/L) ou pela relação 
albuminúria/creatinúria (mg/g) — a preferência é pela relação albuminúria/creatinúria. 
 
● O cálculo da TFG deve ser feito pela fórmula de CKD-EPI e, nos indivíduos com 
aumento ou redução de massa muscular, recomenda-se o uso da cistatina-C. 
 
● Para pacientes com TFG > 45 ml/min, o alvo glicêmico continua sendo HbA1c 5,0 mEq/L. 
 
 
 
 
 
 
 
ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR: 
 
A nova diretriz também trouxe um capítulo sobre o estado hiperglicêmico hiperosmolar, o 
que não havia nas anteriores. Nas recomendações, destacam-se: 
 
● Critérios diagnósticos com pequenas diferenças para a ADA: (1) Glicemia > 600 
mg/dl; (2) Osmolaridade plasmática efetiva > 320 mOsmol/L; (3) Ausência de 
hipercetonemia significativa ( 7,30, 
bicarbonato > 15 mmol/L). 
 
● O tratamento segue os mesmos princípios da cetoacidose diabética, mas a 
insulinoterapia deve ser iniciada em uma velocidade mais baixa: 0,05 UI/kg/h. 
 
● Critérios de resolução também com algumas diferenças para ADA: (1) Paciente 
alerta, se alimentando e com normalização do estado mental; (2) Osmolalidade 
plasmática abaixo de 315 mOsmol/L; (3) Glicemia abaixo de 300 UA. 
 
*EMAR: ≥ 3 EAR; DM1 com > 20 anos de duração, diagnosticado após 18 anos de 
idade; hipercolesterolemia grave (CT > 310 mg/dl ou LDL > 190 mg/dl); neuropatia 
autonômica CV instalada; retinopatia não proliferativa pelo menos moderada-grave; 
estratificador renal de muito alto risco (ver tabela a seguir). 
**EAR: DM2 > 10 anos; HFAM de DAC prematura; síndrome metabólica; HAS; 
tabagismo ativo; neuropatia autonômica CV incipiente, retinopatia não proliferativa leve; 
CAC 10–300 UA; placa aterosclerótica 100 UA (ou percentil > 75); 
● Aneurisma de aorta abdominal. 
- LDL ≥ 190 mg/dl; 
- Escore derisco ≥ 20% em 10 anos; 
- Escore de risco intermediário + fator agravante de risco*; 
- DM2: (1) homens ≥ 50 anos ou mulheres ≥ 56 anos; OU (2) 1-2 EAR. 
- Lp(a) > 180 mg/dl. 
 
*Agravantes de risco: HFAM (1º grau) de DCV prematura ( 40 anos e LDL entre 
70–159 mg/dl. 
INTERPRETAÇÃO 
>300 UA Reclassificar como muito alto risco 
>100 (ou p75) e ≤ 
300 UA 
Reclassificar como alto risco 
DM + CAC 10-300 
UA 
Reclassificar como alto risco 
Resumo das recomendações práticas em relação ao CAC. 
 
Categoria de 
risco 
DM2 DM1 Condição necessária 
Intermediário Homem

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