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2 MATERIAL DE ESTUDO – TEMA 5 PSIC. ÉTICA E DIREITOS HUMANOS 1 – REGULAMENTAÇÃO DA PSICOLOGIA: Durante uma aula sobre ética profissional, um estudante afirma que a Psicologia brasileira se desenvolveu como profissão sem necessidade de regulamentação legal. A professora esclarece que a profissão possui marcos jurídicos específicos. De acordo com o material, a regulamentação da profissão de psicólogo no Brasil ocorreu por meio da: A) Lei nº 8.080/1990. B) Lei nº 4.119/1962. C) Resolução CFP nº 13/2007. D) Constituição Federal de 1988. JUSTIFICATIVA: A Lei nº 4.119, de 27 de agosto de 1962, regulamentou a profissão de psicólogo no Brasil. Posteriormente, a Lei nº 5.766/1971 criou os Conselhos de Psicologia, fundamentais para a organização e fiscalização profissional. 2 – PSICOLOGIA ESCOLAR: Uma escola solicita que a psicóloga identifique os alunos considerados “problemáticos” e realize intervenções para adaptar seus comportamentos às normas da instituição. Segundo o material, a conduta mais adequada seria: A) Classificar os comportamentos inadequados e encaminhar todos os alunos para tratamento clínico. B) Concentrar a análise exclusivamente no aluno e em sua personalidade. C) analisar o processo de aprendizagem considerando relações escolares, contexto familiar e dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais. D) utilizar prioritariamente técnicas destinadas à normatização do comportamento. JUSTIFICATIVA: A Psicologia Escolar deve evitar uma perspectiva individualizante e medicalizante. O profissional deve compreender o sujeito inserido em suas dimensões política, econômica, social e cultural, trabalhando com a comunidade escolar e considerando diferentes fatores envolvidos na aprendizagem 3 – DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM: Um aluno apresenta dificuldades persistentes de aprendizagem. A direção atribui o problema exclusivamente à falta de esforço da criança. Considerando o conteúdo estudado, o psicólogo escolar deve: A) concordar com a direção, pois dificuldades escolares são essencialmente individuais. B) analisar conjuntamente fatores individuais, familiares, escolares, sociais e histórico-culturais. C) recomendar imediatamente tratamento medicamentoso. D) afastar professores e familiares da análise do caso. JUSTIFICATIVA: O material rejeita a fragmentação do sujeito. O psicólogo escolar deve integrar família, escola e rede de apoio e considerar o contexto social, a realidade familiar e o caráter histórico-cultural da subjetividade 4 – MEDICALIZAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR: Em uma reunião pedagógica, professores sugerem que todos os estudantes que apresentam dificuldades de adaptação sejam encaminhados para avaliação diagnóstica, pois acreditam que o problema está necessariamente nas crianças. Essa postura pode favorecer: A) Democratização do ensino. B) Medicalização e patologização das dificuldades escolares. C) Fortalecimento da análise histórico-cultural. D) Participação coletiva da comunidade escolar. JUSTIFICATIVA: O material alerta que intervenções destinadas simplesmente a corrigir e enquadrar comportamentos podem produzir patologização, psicologização do espaço escolar, culpabilização do estudante e processos de exclusão. 5 – DIREITO À EDUCAÇÃO: Uma psicóloga escolar participa de um projeto destinado à permanência de crianças socialmente vulneráveis na escola. A direção questiona se a defesa do acesso à educação realmente faz parte das preocupações éticas da Psicologia. Segundo o conteúdo estudado: A) A educação é um benefício concedido pelo Estado, e não um direito. B) A educação é responsabilidade exclusiva da família. C) A educação constitui direito humano e social, devendo ser promovida pelo Estado, pela família e pela sociedade. D) A Psicologia Escolar deve permanecer distante das políticas educacionais. JUSTIFICATIVA: O art. 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece o direito à instrução. A Constituição Federal também reconhece a educação como direito social e, no art. 205, como direito de todos e dever do Estado e da família. 6 – CÓDIGO DE ÉTICA E ESCOLA: Uma psicóloga presencia discriminação contra um aluno em razão de sua orientação sexual. A direção pede que ela não intervenha para “evitar conflitos”. Considerando os princípios fundamentais do Código de Ética apresentados no material, a psicóloga deve: A) permanecer neutra diante da discriminação. B) considerar que conflitos escolares não pertencem à Psicologia. C) atuar na promoção da dignidade e contribuir para eliminar formas de discriminação, violência e opressão. D) limitar-se a avaliar psicologicamente o aluno discriminado. JUSTIFICATIVA: O Código determina que o psicólogo trabalhe promovendo liberdade, dignidade, igualdade, integridade, saúde e qualidade de vida, contribuindo para eliminar negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. 7 – ATUAÇÃO INTERDISCIPLINAR NA ESCOLA: Uma escola pretende reformular seu projeto pedagógico e convida a psicóloga escolar para participar do processo. Segundo a Resolução nº 13/2007 apresentada no material, essa participação: A) extrapola as competências da Psicologia. B) é compatível com a atuação do psicólogo escolar em equipes interdisciplinares. C) somente pode ocorrer mediante autorização judicial. D) deve restringir-se à avaliação psicológica dos estudantes. JUSTIFICATIVA: O psicólogo escolar pode participar da elaboração, implantação, avaliação e reformulação de currículos, projetos pedagógicos, políticas e procedimentos educacionais, trabalhando de forma interdisciplinar. 8 – PSICOLOGIA HOSPITALAR: Uma paciente receberá um diagnóstico médico de grande impacto emocional. A equipe solicita acompanhamento psicológico. De acordo com o escopo da Psicologia Hospitalar, o psicólogo pode: A) apenas aplicar testes psicológicos. B) realizar avaliação e acompanhamento emocional e psíquico e atuar nas relações entre paciente, família e equipe. C) substituir o médico na comunicação do diagnóstico clínico. D) atuar somente após a alta hospitalar. JUSTIFICATIVA: O psicólogo hospitalar pode atender pacientes, familiares, cuidadores e membros da equipe, além de avaliar e acompanhar aspectos emocionais e psíquicos relacionados aos procedimentos médicos e às relações estabelecidas no hospital. 9 – TRÍADE DE AÇÃO: Um paciente internado demonstra intenso sofrimento por ter abandonado temporariamente seu trabalho, sua família e sua rotina. Também teme os efeitos adversos do tratamento. Para compreender a experiência, o psicólogo considera adoecimento, hospitalização e tratamento. Esses elementos constituem: A) Tríade diagnóstica. B) Tríade de ação. C) Tríade interdisciplinar. D) Tríade psicopatológica. JUSTIFICATIVA: A tríade de ação apresentada pelo material é composta pelo contexto do adoecimento, pelo contexto da hospitalização e pelo contexto do tratamento da doença. 10 – TRÍADE DE ATUAÇÃO: No atendimento hospitalar, o psicólogo percebe dificuldades de comunicação entre paciente, familiares e profissionais de saúde. Segundo o material, esses três elementos constituem: A) a tríade de atuação. B) a tríade de diagnóstico. C) os níveis de atenção primária. D) os níveis de psicoterapia clínica. JUSTIFICATIVA: A tríade de atuação envolve paciente, família/responsáveis/cuidadores e equipe interdisciplinar. O psicólogo pode funcionar como facilitador da comunicação entre esses diferentes participantes. 11 – DIREITO À SAÚDE: Um paciente sem recursos financeiros é informado equivocadamente de que o atendimento público de saúde constitui uma concessão estatal e não um direito. Segundo a Constituição Federal apresentada no material: A) a saúde é direito apenas dos trabalhadores formais. B) a saúde é direito de todos e dever do Estado. C) somente a assistência emergencial constitui direito. D) o acesso à saúde depende de contribuição prévia. JUSTIFICATIVA: O art. 196 da Constituição estabelecea saúde como direito de todos e dever do Estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas e acesso universal e igualitário às ações e serviços 12 – SUS: Durante uma aula, um estudante pergunta quais normas efetivaram o SUS após sua concepção na Constituição Federal de 1988. Assinale a alternativa correta: A) Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990. B) Lei nº 4.119/1962 exclusivamente. C) Resolução CFP nº 13/2007. D) CLT de 1943. Justificativa: Segundo o material, o SUS foi concebido na Constituição de 1988 e efetivado em 1990 pelas Leis nº 8.080 e nº 8.142, responsáveis por estabelecer princípios e diretrizes administrativas do sistema. 13 – CLÍNICA AMPLIADA: Um hospital abandona um modelo exclusivamente centrado em procedimentos tecnológicos e passa a considerar fatores biológicos, psicológicos e sociais envolvidos no cuidado. Essa mudança aproxima-se do conceito de: A) Clínica ampliada. B) Medicalização escolar. C) Psicoterapia individual obrigatória. D) Seleção organizacional. JUSTIFICATIVA: A Política Nacional de Atenção Hospitalar fortaleceu a humanização baseada na clínica ampliada, compreendendo saúde integral e qualidade de vida a partir da articulação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. 14 – SIGILO NO HOSPITAL: Durante uma reunião interdisciplinar, um médico solicita ao psicólogo todos os detalhes confidenciais relatados pelo paciente durante o atendimento. Qual conduta é compatível com o Código de Ética? A) Compartilhar integralmente tudo, porque profissionais da mesma instituição não estão submetidos ao sigilo. B) Recusar qualquer forma de comunicação com a equipe. C) Compartilhar apenas informações relevantes para qualificar o serviço, preservando o caráter confidencial. D) entregar obrigatoriamente as anotações completas do atendimento. JUSTIFICATIVA: O art. 6º determina que, na relação com profissionais não psicólogos, sejam compartilhadas somente informações relevantes à qualificação do serviço, preservando-se a confidencialidade. O art. 9º estabelece o dever de respeitar o sigilo profissional. 15 – QUEBRA DE SIGILO: Em determinada situação, o psicólogo identifica conflito entre a manutenção absoluta do sigilo e os princípios fundamentais do Código de Ética. Conforme o art. 10 apresentado no material, ele poderá: A) divulgar publicamente todas as informações. B) decidir pela quebra de sigilo buscando o menor prejuízo e restringindo-se às informações estritamente necessárias. C) compartilhar todo o prontuário com familiares. D) quebrar o sigilo sempre que outro profissional solicitar. JUSTIFICATIVA: O art. 10 admite, nas circunstâncias descritas, decisão pela quebra do sigilo fundamentada na busca do menor prejuízo. Havendo quebra, devem ser fornecidas somente as informações estritamente necessárias. 16 – AUTONOMIA PROFISSIONAL NO HOSPITAL - O chefe de um setor determina que o psicólogo altere sua conduta terapêutica apenas para aumentar o número diário de atendimentos, mesmo que isso prejudique a qualidade assistencial. Segundo o material, o psicólogo deve: A) cumprir a determinação sem questionamento. B) preservar sua autonomia técnica e ética, considerando a singularidade e o bem-estar do paciente. C) abandonar obrigatoriamente a equipe interdisciplinar. D) utilizar exclusivamente critérios quantitativos. JUSTIFICATIVA: O material critica a utilização de metas quantitativas como sinônimo de competência e ressalta a autonomia do psicólogo hospitalar para preservar a subjetividade, a singularidade e os fundamentos éticos de sua atuação. 17 – PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL: Uma empresa procura um psicólogo apenas para realizar recrutamento e seleção. O profissional explica que a Psicologia Organizacional contemporânea possui um campo mais amplo. Segundo a Resolução nº 13/2007 apresentada no material, esse campo também envolve: A) apenas aplicação de testes. B) desenvolvimento organizacional, equipes, consultoria, condições de trabalho e saúde do trabalhador.C) exclusivamente administração salarial. D) somente tratamento psicoterapêutico individual. JUSTIFICATIVA: O material demonstra que a Resolução nº 13/2007 ampliou o escopo da Psicologia Organizacional para desenvolvimento organizacional, equipes, consultoria, planejamento das condições de trabalho e intervenções relacionadas à saúde do trabalhador. 18 – SAÚDE MENTAL E TRABALHO: Um funcionário apresenta sofrimento psíquico relacionado a condições ocupacionais precárias. A direção afirma que problemas emocionais pertencem exclusivamente à vida privada. À luz do material, essa posição é: A) adequada, porque vida pessoal e trabalho são independentes. B) inadequada, pois existe relação entre trabalho, saúde mental, qualidade de vida e bem-estar. C) adequada apenas em empresas privadas. D) correta porque a Psicologia Organizacional não trabalha com saúde. JUSTIFICATIVA: O conteúdo afirma que não é possível separar completamente o mundo do trabalho da vida pessoal. Cabe ao psicólogo compreender as diferentes dimensões dessa interação visando preservar qualidade de vida e bem-estar. 19 – FUNÇÕES DO PSICÓLOGO ORGANIZACIONAL: Uma organização apresenta conflitos frequentes entre equipes, elevado sofrimento relacionado ao trabalho e dificuldades na gestão de pessoas. O psicólogo organizacional pode: A) atuar na mediação de conflitos, saúde do trabalhador, políticas de recursos humanos e desenvolvimento humano. B) atuar exclusivamente em demissões. C) apenas encaminhar os trabalhadores à psicoterapia externa. D) evitar qualquer intervenção relacionada ao desempenho. JUSTIFICATIVA: O material inclui entre as funções desse profissional a mediação de conflitos, diagnóstico relacionado à saúde do trabalhador, políticas de RH e programas de avaliação e melhoria do desempenho humano 20 – CLT - Antes de elaborar uma intervenção sobre condições de trabalho, um psicólogo organizacional consulta a legislação trabalhista. Segundo o conteúdo, a principal referência nacional apresentada é: A) Lei nº 8.080/1990. B) Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. C) Estatuto da Criança e do Adolescente exclusivamente. D) Resolução nº 13/2007 exclusivamente. JUSTIFICATIVA: O material apresenta a CLT, aprovada em 1943, como pilar das relações trabalhistas brasileiras e importante instrumento de consulta do psicólogo organizacional. 21 – DIREITOS HUMANOS E TRABALHO: Uma organização impede trabalhadores de escolher livremente seu emprego, mantém condições degradantes e pratica remuneração desigual para trabalhos equivalentes. Essas práticas entram em conflito com a Declaração Universal dos Direitos Humanos porque ela assegura: A) apenas o direito ao salário. B) trabalho, livre escolha de emprego, condições justas, proteção contra desemprego e igual remuneração por igual trabalho. C) exclusivamente o direito sindical. D) apenas direitos dos empregadores. JUSTIFICATIVA: O art. 23 da Declaração reconhece o direito ao trabalho, à livre escolha, às condições justas e favoráveis, à proteção contra o desemprego, à remuneração igual por igual trabalho e à organização sindical. 22 – OIT: Em uma empresa, o psicólogo identifica trabalho forçado, discriminação e utilização de trabalho infantil. Essas práticas confrontam diretamente princípios fundamentais da OIT apresentados no material, entre eles: A) liberdade sindical, eliminação do trabalho forçado, abolição do trabalho infantil e eliminação da discriminação. B) aumento obrigatório da produtividade. C) proibição da negociação coletiva. D) priorização dos interesses econômicos sobre os direitos dos trabalhadores. JUSTIFICATIVA: A Declaração dos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho destaca liberdade sindical e negociação coletiva, eliminação do trabalho forçado, abolição do trabalho infantil e eliminação da discriminação no emprego ou ocupação. 23 – SEGURANÇA E SAÚDE NOTRABALHO: Um psicólogo participa da elaboração de um programa destinado a prevenir adoecimento ocupacional e promover qualidade de vida. Segundo a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho apresentada no material, constituem princípios dessa política: A) produtividade, competitividade e hierarquia. B) universalidade, prevenção, diálogo social e integralidade. C) seleção, treinamento e remuneração. D) diagnóstico, internação e reabilitação exclusivamente. JUSTIFICATIVA: A PNSST apresenta como princípios universalidade, prevenção, precedência das ações de promoção, proteção e prevenção, diálogo social e integralidade. 24 – ÉTICA NAS ORGANIZAÇÕES: O diretor de uma empresa pede que o psicólogo ignore práticas discriminatórias para proteger a imagem institucional. Segundo o Código de Ética: A) o psicólogo pode aceitar a solicitação se houver autorização da diretoria. B) discriminação constitui problema administrativo sem relação com a Psicologia. C) é vedado ao psicólogo praticar ou ser conivente com negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão. D) a proibição aplica-se apenas à Psicologia Clínica. JUSTIFICATIVA: O art. 2º do Código de Ética veda expressamente ao psicólogo praticar ou ser conivente com atos de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão. 25 – PSICOTERAPIA: Uma pessoa procura atendimento por sofrimento emocional associado a conflitos familiares e interpessoais. O psicólogo utiliza técnicas psicológicas adequadas para compreender a situação e organizar o processo terapêutico. Essa atuação está: A) compatível com a Psicologia Clínica descrita no material. B) restrita exclusivamente à Psicologia Hospitalar. C) fora das atribuições do psicólogo. D) autorizada somente quando existe transtorno psiquiátrico diagnosticado. JUSTIFICATIVA: A Psicologia Clínica atua preventiva ou curativamente diante de questões intra e interpessoais, familiares, sociais e psíquicas, utilizando técnicas psicológicas adequadas para subsidiar diagnóstico e percurso terapêutico. 26 – MODALIDADES DE ATENDIMENTO: Uma psicóloga clínica recebe diferentes demandas envolvendo indivíduos, casais, famílias e grupos. Segundo o material, a psicoterapia: A) deve ocorrer exclusivamente de forma individual. B) pode ocorrer individualmente, em casal, família ou grupo, entre outras possibilidades de atuação. C) não pode ocorrer em instituições. D) somente pode ocorrer em hospitais psiquiátricos. JUSTIFICATIVA: O conteúdo prevê psicoterapia individual, de casal, familiar e grupal, além de outras modalidades e atuação em diferentes instituições e equipes multiprofissionais. 27 – APRIMORAMENTO PROFISSIONAL: Uma psicóloga concluiu sua graduação há vários anos e afirma que não precisa atualizar seus conhecimentos porque sua formação inicial é suficiente. Essa postura contraria qual princípio destacado no material? A) O profissional deve utilizar somente conhecimentos adquiridos durante a graduação. B) O psicólogo deve atuar com responsabilidade mediante contínuo aprimoramento profissional. C) Atualização é necessária apenas para professores universitários. D) Aprimoramento profissional é opcional quando existe experiência prática. JUSTIFICATIVA: O princípio fundamental IV do Código de Ética estabelece atuação responsável por meio do contínuo aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia como conhecimento científico e prática. 28 – DOCUMENTOS PSICOLÓGICOS: Um psicólogo organizacional precisa elaborar um documento decorrente de sua atuação profissional. Para fazê-lo adequadamente, deve considerar que: A) documentos psicológicos não possuem regulamentação específica. B) o conteúdo pode incluir qualquer informação obtida durante o atendimento. C) o Código de Ética e as resoluções do CFP estabelecem parâmetros para informações e documentos produzidos pelo psicólogo. D) documentos psicológicos podem ser elaborados livremente pela organização contratante. JUSTIFICATIVA: O material destaca artigos do Código referentes ao sigilo, depoimento em juízo e teor das informações em documentos psicológicos, além da Resolução CFP nº 6/2019, que estabelece regras para documentos escritos produzidos no exercício profissional. 29 – RESPONSABILIDADE SOCIAL: Um psicólogo afirma que sua atuação profissional deve ser exclusivamente técnica e que questões políticas, econômicas, sociais e culturais não devem ser consideradas. À luz do Código de Ética apresentado no Tema 5: A) a afirmação está correta. B) a afirmação está incorreta, pois o psicólogo deve atuar com responsabilidade social e analisar crítica e historicamente a realidade política, econômica, social e cultural. C) essas dimensões interessam apenas à Psicologia Organizacional. D) responsabilidade social é incompatível com atuação técnica. JUSTIFICATIVA: Entre os princípios fundamentais apresentados pelo material está a atuação com responsabilidade social, mediante análise crítica e histórica da realidade política, econômica, social e cultural. 30 – QUESTÃO INTEGRADORA Uma psicóloga atua simultaneamente como consultora em uma escola e em uma instituição de saúde. Na escola, evita culpabilizar estudantes por dificuldades de aprendizagem e considera fatores familiares e sociais. No hospital, trabalha interdisciplinarmente, mas compartilha apenas informações relevantes para o cuidado. Além disso, mantém atualização profissional contínua e orienta suas decisões pela dignidade e pelos direitos das pessoas atendidas. Considerando a articulação entre legislação, prática profissional e Código de Ética discutida no Tema 5, essa atuação: A) está inadequada, pois o psicólogo deve priorizar as regras institucionais acima do Código de Ética. B) está adequada apenas no contexto hospitalar. C) está coerente com uma atuação profissional ética, contextualizada, tecnicamente fundamentada e comprometida com direitos humanos e dignidade. D) está inadequada porque o psicólogo não deve analisar fatores sociais. JUSTIFICATIVA: O Tema 5 articula justamente esses elementos: o exercício profissional não se limita à aplicação técnica de procedimentos, mas deve considerar legislação, regulamentação profissional, contexto social, direitos humanos, autonomia, sigilo e Código de Ética. Na Psicologia Escolar, o sujeito não pode ser separado de sua história e contexto; no hospital, o compartilhamento interdisciplinar deve preservar a confidencialidade; e o Código exige responsabilidade, promoção da dignidade e aprimoramento profissional contínuo.