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PROJETO DE ATIVIDADES DE EXTENSÃO Número: CCG-FOR-27 Aprovação: Diretoria Acadêmica Ser Educacional PROJETO GERAL DE EXTENSÃO (DISCIPLINA DE EXTENSÃO – ANA CARLA DE MATOS SANTOS) APROVADO POR: DIRETORA ADJUNTA DE REGULAÇÃO DATA: 19/02/2024 VERSÃO: 03 CÓDIGO: PEX-MDL-55 Vida ativa: impacto da atividade física na capacidade funcional e na qualidade de vida de pessoas idosas DADOS DO PROJETO INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR: Universidade da Amazônia - UNAMA DISCIPLINA: Fisioterapia Aplicada à Saúde do Idoso CURSO(S) PROPONENTE(S): Fisioterapia ÁREA TEMÁTICA: Saúde do Idoso DOCENTE RESPONSÁVEL: (nome e matrícula) Ana Carla de Matos Santos - 011503155 QUANTIDADES DE ALUNOS NA DISCIPLINA 1. Introdução: O envelhecimento populacional é um processo dinâmico e cronológico, caracterizado pelo acúmulo de danos celulares, declínio funcional e aumento da suscetibilidade e vulnerabilidade à doenças (Luo et al., 2020). Do ponto de vista histórico, o envelhecimento é um problema recente. Até 1950, nenhum país apresentava mais que 11% de sua população com idade igual ou superior a 65 anos. Para 2050, as projeções devem alcançar 38% (Rudnicka et al., 2020). No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), a população idosa teve um crescimento de 18% (IBGE, 2017). Logo, as projeções para 2025, são de que o Brasil atinja o 6º lugar no ranking de população mais idosa do mundo todo (Escorsim, 2021). Nesse cenário, conforme a taxa de natalidade diminui e a expectativa de vida aumenta, devido a fatores como investimentos no setor da saúde, mudanças no estilo de vida e inserção das mulheres no mercado de trabalho, a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e degenerativas é crescente (Mohamad Kamal et al., 2020). A partir dessas mudanças na configuração do processo de envelhecimento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) propõe o termo “envelhecimento saudável”, que é definido pelo “processo de desenvolver e manter a capacidade funcional que permite o bem-estar na velhice” (Michel; Sadana, 2017; OMS, 2017). A atividade física é uma importante ferramenta para a prevenção e controle de doenças não transmissíveis, beneficiando tanto a saúde mental, quanto a física. O ideal é que os idosos pratiquem essas atividades por pelo menos 150 a 300 minutos em intensidade moderada (Camargo, 2020). Sabe-se que no processo de envelhecimento, ocorre um declínio no desempenho físico devido a perda de força e função muscular, e embora a atividade física não possa interromper os efeitos deletérios da passagem do tempo, é notório os benefícios adquiridos e acumulados com a prática da atividade e/ou exercício físico, evitando o surgimento de doenças e condições incapacitantes (Chodzko-Zajko et al., 2009. Portanto, o presente estudo tem o objetivo de avaliar os benefícios do exercício no desempenho físico e na qualidade de vida de pessoas idosas. 2. Justificativa: De forma mais abrangente, destaca-se que a importância da escolha do tema está em torno das mudanças na configuração populacional. A pirâmide etária nos permite visualizar essas alterações que ocorreram nos últimos tempos, onde tradicionalmente apresentava uma base larga e um topo estreito, configurando uma população predominantemente jovem em comparação aos idosos. Esse cenário foi substituído após influência de fatores demográficos, sociais e econômicos, que consequentemente inverteram a estrutura da pirâmide, assumindo uma base estreita e um topo mais robusto, o que significa uma diminuição na taxa de natalidade e aumento da expectativa de vida, ou seja, uma população mais envelhecida. Diante disso, é fundamental que setores como o da saúde se adaptem a essas modificações, para atuar em promoção, prevenção e reabilitação à saúde. Outro ponto importante para a definição do tema foi o público-alvo em locais e contextos bem específicos. Em um primeiro momento, trabalharemos com idosos em instituição de longa permanência e alta complexidade, em situação de abandono, carência e vulnerabilidade. Em outro momento, atuaremos com idosos com a segunda doença neurodegenerativa mais comum, a Doença de Parkinson (DP). Embora sejam contextos diferentes, apresentam suas semelhanças no que diz respeito ao impacto do processo de envelhecimento, sejam eles intrínsecos ou extrínsecos. Importante que trabalhos sejam desenvolvidos com essa população, afim da manutenção e desenvolvimento da capacidade funcional, e assim, maior independência. Como supracitado, são públicos muito específicos, de forma que se faz necessário pesquisa na área para intervenções mais direcionadas. Por fim, projetos de extensão permitem que os problemas reais da comunidade tenham resoluções inovadoras e criativas, a partir do momento em que a prática leva à criação de tecnologias, acesso à novas informações, ao aperfeiçoamento, e portanto, cumprem o objetivo da extensão. 3. Objetos: 3.1. OBJETIVO GERAL · Promover qualidade de vida e manutenção da capacidade funcional em pessoas idosas a partir da prática de atividade física. 3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Aprender e aplicar instrumentos avaliativos importantes para a prática clínica na saúde do idoso; · Avaliar o desempenho físico (equilíbrio, velocidade de marcha e potência de membros inferiores) de pessoas idosas; · Avaliar se um protocolo de exercício físico de 5 semanas proporciona melhora da capacidade física de pessoas idosas; · Adquirir experiência prática para avaliação e atendimento de pessoas idosas. 4. Caracterização da área: A escolha dos locais para desenvolvimento da pesquisa foi fundamentada por englobar idosos em estado de vulnerabilidade, como abandono, carência e doenças crônicas degenerativas. Atuando em dois contextos, no primeiro cenário temos 29 idosos abrigados em uma casa que é mantida por ajuda externa. A casa apresenta uma estrutura para o atendimento fisioterapêutico, no entanto não compõem quadro fixo de profissionais para a realização contínua das atividades. No segundo cenário, temos 12 idosos com diagnóstico de DP que recebem atendimento especializado e de altíssima qualidade, contudo ressalta-se que muitos idosos que poderiam receber esse suporte, muitas vezes não tem acesso devido às limitações geográficas, econômicas e até mesmo por incapacidades limitantes da própria doença. Portanto, a partir da extensão e das oportunidades de estar inseridos nesses espaços, proporciona-se benefícios em via de mão dupla para os envolvidos. 5. Possíveis locais de execução e parcerias Foram selecionados dois ambientes para a execução do projeto. O primeiro deles é a Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), mais conhecida como Casa da Fraternidade. É considerada uma organização não governamental, e foi fundada em 28 de maio de 1981 na cidade de Castanhal-Pa, localizada especificamente na Vila do Apeú-Pa. A segunda opção seria uma parceria firmada com o Programa Parkinson Pai D’égua (PPPDe), que tem suas atividades desenvolvidas na Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Castanhal-Pa. O programa é coordenada pela Professora Dra. Elren Passos Monteiro, trabalha com os eixos do ensino, pesquisa e extensão, e tem como objetivo fornecer programas de exercícios, como caminhada, dança, educação e saúde para pessoas idosas com Doença de Parkinson. 6. Materiais e métodos de abordagem · Leitura de artigos científicos para embasamento teórico e fundamentação para a prática clínica; · Escolha de instrumentos avaliativos padronizados e validados para o público alvo; · Discussão de casos clínicos para elencar melhores critérios avaliativos, além de traçar intervenções com base na literatura; · Prática supervisionada para desenvolver segurança e expertise na área em questão. 7. Resultados esperados A partir da execução deste projeto, espera-se que os alunos do 6º semestre do curso de Fisioterapia, possam adquirir conhecimento prático e teórico quando inseridos na área da saúde do idoso. De formaque, enquanto alunos e futuros profissionais, estejam preparados para proporcionar um atendimento humanizado e qualificado a essa população. Outro ponto importante, é que essa atuação em campo gera dados e informações que podem gerar conhecimento científico relevante. Na perspectiva dos benefícios gerados à sociedade, esperamos que ao abranger as pessoas idosas, possamos com base no que determina a OMS, manter e desenvolver as capacidades físicas e mentais dessa população com projeções demográficas cada vez maiores, mas que em contrapartida, precisam compreender a importância do exercício físico para reverter resultados adversos à saúde, como declínio funcional, síndrome da fragilidade, sarcopenia, elevado risco de quedas, demência, hospitalização e óbito. Além disso, destaca-se o acolhimento, a escuta e o cuidado a esses idosos, que muitas vezes são abandonados pela família. Por fim, ressaltamos o quanto é importante o estímulo por parte da instituição em fomentar o eixo da extensão, visto que esta diz respeito a devolver à sociedade aquilo que é aprendido dentro do âmbito acadêmico, ou seja a integração com a comunidade. Essa prática além de incentivar os alunos ao visar uma formação integral, destaca a imagem da universidade diante de suas intenções com o impacto e responsabilidade social. 8. Cronograma ATIVIDADES DO PROJETO 2024 AGO SET OUT NOV DEZ 1- Elaboração do projeto x 2- Apresentação do projeto x 3- Atividades de extensão x x x x 4- Entrega de relatório dos alunos x x 9. Referências Bibliográficas CAMARGO, E. M. DE. Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário: num piscar de olhos. Curitiba, PR: Edina De Camargo, 2020. CHODZKO-ZAJKO, Wojtek J. et al. Physical activity and exercise for older adults. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 41, n. 7, p. 1510-1530, 2009. ESCORSIM, S. M. O envelhecimento no Brasil: aspectos sociais, políticos e demográficos em análise. Serviço Social & Sociedade, n. 142, p. 427–446, dez. 2021. LUO, J. et al. Ageing, age-related diseases and oxidative stress: What to do next? Ageing Research Reviews, v. 57, p. 100982, jan. 2020. MICHEL, J.-P.; SADANA, R. “Healthy Aging” Concepts and Measures. Journal of the American Medical Directors Association, v. 18, n. 6, p. 460–464, jun. 2017. MOHAMAD KAMAL, N. S. et al. Aging of the cells: Insight into cellular senescence and detection Methods. European Journal of Cell Biology, v. 99, n. 6, p. 151108, ago. 2020. RUDNICKA, E. et al. The World Health Organization (WHO) approach to healthy ageing. Maturitas, v. 139, p. 6–11, set. 2020. Assinatura do professor responsável Assinatura do Ponto Focal 5 / 6 image2.png image1.png