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1 
Meningite bacteriana 
ANATOMIA – PROTEÇÃO DO SNC 
 
FUNÇÃO DAS MENINGES: 
• Proteção do encéfalo 
• Formação do arcabouço para sustentação de 
artérias, veias e seios venosos 
• Envolvem o espaço subaracnóideo (repleto de 
líquido) que é vital para o funcionamento 
adequado do encéfalo 
ESPAÇO ENTRE MENINGES 
 
LÍQUOR 
Líquido aquoso e incolor que preenche o espaço 
subaracnóide. 
Funções: 
• Absorção de impacto 
• Proteção mecânica do encéfalo 
• Diminuição do peso encefálico 
MENINGITE BACTERIANA 
Definição: infecção das meninges e do espaço 
subaracnoide. 
É uma emergência infecciosa de alta incidência em 
crianças, principalmente na faixa etária de 1 mês a 5 
anos de idade. 
FISIOPATOLOGIA 
A. Colonização nasofaríngea → invasão local → 
bacteremia com invasão meníngea 
B. Replicação bacteriana no espaço subaracnoide 
+ alteração da barreira hematoencefálica 
C. Aumento da permeabilidade vascular → 
edema vasogênico + inflamação do espaço 
subaracnóideo + hidrocefalia 
D. Esses eventos causam: 
o Aumento da pressão intracraniana 
o Redução do fluxo cerebral 
o Perda da autorregulação 
cerebrovascular 
ETIOLOGIA 
RN (ATÉ 3 MESES) 
• Streptococcus agalactiae (grupo B) 
• Bacilos Gram-negativos (E. coli, Klebsiela) 
• Listeria e enterococo 
*Provenientes da flora materna 
3 MESES 
• Streptococcus pneumoniae 
- mais grave e deixa mais sequelas 
- fatores de risco: pneumonia, sinusite e otite 
Neisseria meningitidis 
- raramente deixa sequelas neurológicas 
- os meningococo A, B, C, Y, W135 são os principais 
responsáveis 
• Haemophilus influenzae tipo b 
- causa sequelas como surdez neurossensorial 
QUADRO CLÍNICO 
SÍNDROME TOXÊMICA 
 
 
 
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2 
Sintomas: febre, mal estar, prostração, agitação 
psicomotora, sintomas respiratórios, artralgia, 
hipotensão, petéquias, exantema 
Lactentes: irritabilidade, choro intenso, recusa 
alimentar, vômitos, diarréia. 
⚠️Abaulamento de fontanela = sinal tardio 
IRRITAÇÃO MENÍNGEA 
Sintomas: rigidez de nuca, abaulamento de fan, dor 
lombar, sinal de kernig, sinal de brudzinski. 
HIPERTENSÃO INTRACRANIANA 
Sintomas: cefaléia holocraniana intensa, náuseas, 
vômitos, fotofobia, confusão mental 
DOENÇA MENINGOCÓCICA 
Sintomas: quadro súbito de choque, púrpura, civd, 
rebaixamento do nível de consciência. 
DIAGNÓSTICO 
A punção lombar é fundamental! 
CONTRA INDICAÇÕES: 
• Hipertensão intracraniana (hipertensão, edema de 
papila, coma, sinais focais) 
• Comprometimento cardiopulmonar e/ou choque 
• Infecção de pele no local da punção 
• Trombocitopenia (relativa) 
ANÁLISE 
É realizada por meio da celularidade (citometria e 
citologia) + bioquímica (proteína, glicose) + Gram e 
cultura + pesquisa de antígenos + PCR 
 
⚠️Alterações liquóricas com pleocitose + proteína 
elevada é suficiente para o diagnóstico! 
 
TRATAMENTO 
É uma emergência infecciosa! 
Conduta: colher exames e iniciar antibiótico 
imediatamente (empiricamente de acordo com a faixa 
etária) 
TRATAMENTO EMPÍRICO 
< 3 MESES: 
• Ampicilina + cefalosporina de 3ª geração OU 
• Ampicilina + aminoglicosídeo 
> 3 MESES: 
• Cefalosporina de 3ª geração 
*Acrescentar vancomicina nas regiões resistentes 
à Penicilina 
IMUNODEFICIÊNCIA CELULAR, PROCEDIMENTO 
NEUROCIRURGICO, TCE: 
• Ampicilina + Ceftazidima + Vancomicina 
TRATAMENTO ETIOLÓGICO 
NEISSERIA MENINGITIDIS E STREPTOCOCUS 
PNEUMONIAE: 
1ª escolha: Penicilina G ou Ampicilina 
2ª escolha: Cefalosporinas de 3ª geração 
 
 
 
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3 
HAEMOPHILUS INFLUENZAE 
1ª escolha: Ampicilina ou Cloranfenicol 
2ª escolha: Cefalosporinas de 3ª geração 
DURAÇÃO DO TRATAMENTO 
Varia de acordo com o agente etiológico e com a 
resposta clínica. 
Neisseria meingitidis: 5 -7 dias 
Streptococcus pneumoniae: 10 – 14 dias 
Haemophilus influenzae: 7 – 10 dias 
Streptococus agalactiae: 14 – 21 dias 
Bacilos gram negativos: 21 dias 
Listeria monocytogenes: > 21 dias 
GLICOCORTICOIDE 
Dexametasona (0,15 mg/ kg/ dose 6/6horas 2-4 dias) 
OUTRAS CONDUTAS 
• Hidratação com solução isosmolar (evitar 
hiperhidratação) 
• Elevar cabeceira 
• Manitol 20% (casos de HIC grave) na dose 0,25-
1g/kg IV lentamente por 20-30min, ou furosemida 
na dose de 1-4mg/kg/dia 
• Anticonvulsivantes 
• Ventilação mecânica (se coma ou arritimias 
ventilatórias) 
• Isolamento respiratório por 24 horas! 
CONTROLE DE CURA 
Realizar uma nova punção lombar somente em 
pacientes que não esteja respondendo 
adequadamente à antibiótico terapia! 
Indicações: 
• Paciente com resposta inadequada após 48h de 
ATB 
• Lactentes menores de 2 meses 
• Meningite por bacilos gram negativos 
• Infecção por pneumococo resistente à b-
lactâmicos 
COMPLICAÇÕES 
• Coma 
• Choque séptico 
• Comprometimento de pares cranianos 
• Secreção inapropriada do ADH 
• Empiema subdural 
• Hidrocefalia 
• Sequelas: surdez, epilepsia , retardo 
neuropsicomotor 
QUIMIOPROFILAXIA 
MENINGITE MENINGOCÓCICA: 
Rifampicina ( 1ª opção) 10 mg/ kg a cada 12 horas por 
2 dias para criança. 
*outras opção: ciprofloxacino 500 mg dose única OU 
Azitromicina 10mg/kg 
MENINGITE POR HAEMOPHILUS INFLUENZAE: 
Indicada para contatos familiares somente quando 
houver uma criança com menos de 4 anos além do 
caso índice 
Rifampicina 20 mg/ kg uma vez ao dia por 4 dias para 
crianças e 600 mg uma vez ao dia por 4 dias para 
adultos 
STREPTOCOCCUS PNEUMONIAE: 
A quimioprofilaxia para pneumococo não está 
indicada. 
PREVENÇÃO 
Vacinas: 
• H. influenzae tipo b 
• A introdução das vacinas PCV7 e PCV10 reduziu a 
incidência de meningite por penumococo 
• Para a imunização de meningococo, existem as 
vacinas C, A-C e A, C, W135, Y.

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