Prévia do material em texto
<p>MENINGITE NA INFÂNCIA</p><p>profa Selma Sabra</p><p>Introdução</p><p>Problema de saúde pública no Brasil e no mundo</p><p>Mortalidade de 100% (pré-antibiótico)</p><p>Mortalidade hoje 5 a 10%</p><p>Seqüelas 5 a 30%</p><p>200.000 novos casos anuais principalmente em crianças</p><p>menores de dois anos.</p><p>Principal sequela: déficit auditivo</p><p>Alto custo na detecção e reabilitação</p><p>Desenvolvimento da linguagem emocional, social,</p><p>acadêmico</p><p>Definição</p><p>A meningite é um processo inflamatório das meninges,</p><p>os tecidos que envolvem o encéfalo e medula espinhal.</p><p> Agentes etiológicos:</p><p> Vírus</p><p> Bactérias</p><p> Fungos</p><p> Parasitas.</p><p>Neisseria meningitidis</p><p>Haemophilus influenzae</p><p>40%</p><p>Streptococcus pneumoniae</p><p>Patogênese</p><p>A bactéria para ser patogênica necessita aderir a</p><p>mucosa; invadir e sobreviver no espaço intravascular;</p><p>cruzar a barreira hematoencefálica; e se multiplicar no</p><p>LCR.</p><p>Colonização da mucosa pela Secreção de IgA protease –</p><p>inativam anticorpos de superfície.</p><p>Cápsula polissacarídea evade do sistema imunológico.</p><p>LCR: resposta humoral, sistema do complemento e</p><p>imunoglobulinas</p><p>Meningite bacteriana</p><p>Idade do paciente Agente etiológico mais comum</p><p>Até 30 dias S. agalactiae; E. Coli e outros gram</p><p>negativos; L. monocytogenes</p><p>1 mês a 3 meses S. Pneumoniae; H. Influenzae; N.</p><p>Meningitidis; S. agalactiae;</p><p>L. monocytogenes</p><p>3 meses a 5 anos N. Meningitidis; S. Pneumoniae; H.</p><p>Influenzae</p><p>5 anos a 18 anos N. Meningitidis; S. Pneumoniae</p><p> Os agentes etiológicos das meningites</p><p>bacteriana variam de acordo com a idade do</p><p>paciente</p><p>Fatores de risco</p><p> Prematuridade</p><p> Baixo peso ao nascer</p><p> RNs cujas mães tiveram bolsa rota por mais de 24</p><p>horas, corioamniorrexe, infecções urinárias ou genitais</p><p>e complicações no parto, como sofrimento fetal e</p><p>trauma obstétrico;</p><p> Negligência na lavagem das mãos das pessoas que</p><p>manipulam o RN, assim como material e</p><p>equipamentos contaminados</p><p>Clínica</p><p> Síndrome infecciosa: febre, náuseas, vômitos, cefaléia e</p><p>mialgia.</p><p> Síndrome de irritação meníngea:</p><p> compressão do exsudato purulento sobre a emergência dos</p><p>nervos raquidianos: rigidez de nuca, sinal de Kernig, sinal</p><p>de Brudzinski, sinal de Lasègue e a posição de tripé</p><p> Síndrome de hipertensão intracraniana</p><p> cefaléia em crianças mais velhas e abaulamento de fontanela</p><p>em crianças jovens.</p><p>Clínica</p><p>RN até 3 meses 4 meses a 2 anos Acima de 2 anos</p><p>•Febre</p><p>•Hipotermia</p><p>•Vômitos</p><p>•Hiporexia</p><p>•Irritabilidade ou letargia</p><p>•Convulsões</p><p>•Abaulamento de fontanela</p><p>•Apnéia</p><p>•Febre</p><p>•Vômitos</p><p>•Irritabilidade ou letargia</p><p>•Diminuição do nível de</p><p>consciência</p><p>•Abaulamento de fontanela</p><p>•Rigidez de nuca (possível)</p><p>•Febre</p><p>•Vômitos</p><p>•Cefaléia</p><p>•Fotofobia</p><p>•Irritabilidade ou letargia</p><p>•Sinais de irritação meníngea</p><p>Sinal de Kernig</p><p>Sinal de Brudzinski</p><p>Diagnóstico</p><p>Exames laboratoriais:</p><p> hemograma completo com diferencial e contagem de plaquetas e</p><p>duas hemoculturas, glicose, coagulograma</p><p>Cultura do líquor:</p><p> demorada e susceptível a ação de antimicrobianos: confiável</p><p> isolamento do agente etiológico e sensibilidade antimicrobiana.</p><p>Reação em cadeia de polimerase (PCR):</p><p> sensibilidade de 86-94%</p><p>especificidade de 96-100%.</p><p>Útil quando usado antibiótico antes da punção lombar</p><p>Diagnóstico</p><p>Aglutinação em látex:</p><p> identificação rápida de antígenos bacterianos no líquor.</p><p> sensibilidade variável de acordo com a cepa bacteriana.</p><p> resultado em 15 minutos a uma hora</p><p> falso positivos ocorrem por isso não é utilizado</p><p>rotineiramente.</p><p>Exames de imagem:</p><p> não indicados em meningite não complicada.</p><p> Indicadas antes da punção lombar:</p><p> paciente apresenta sinais de hipertensão intracraniana</p><p> após o início do tratamento quando as anormalidades</p><p>neurológicas persistem</p><p>Punção lombar</p><p>Indicação:</p><p> Crianças com bacteremia e sinais meníngeos</p><p> Febre persistente mesmo sem sinais meníngeos.</p><p> Repetida: persistência de clínica caso a primeira cultura seja</p><p>negativa ou piora clínica.</p><p>Contra- indicação:</p><p> aumento da pressão intra-craniana: Glasgow ˂ 8, assimetria</p><p>pupilar ou sinais focais.</p><p> precipitar ou exacerbar a herniação cerebral</p><p> distúrbio de coagulação</p><p> plaquetopenia (menor de 50.000/mm3) ou INR maior que 1,4</p><p>segundos.</p><p>MENINGITE</p><p>CONTRA INDICAÇÃO PARA PUNÇÃO LOMBAR EM</p><p>SUSPEITA DE MENINGITE</p><p>• Diagnóstico clínico compatível com DM e instabilidade hemodinâmica (PA <</p><p>80 mmHg em crianças e < 90 mmH g em adultos). Retardar a punção lombar</p><p>após estabilização da pressão arterial e/ou melhora da perfusão capilar.</p><p>• Coma glasgow < 13 ou deterioração rápida do nível de consciência</p><p>• Infecção no local do sítio de punção</p><p>• Presença de sangramentos</p><p>• Sinais de hipertensão intracraniana</p><p>• Deficit neurológico focal (exceto paralisia de VI e VII par)</p><p>• Crise convulsiva focal</p><p>Exames complementares</p><p> Suspeita Clínica:</p><p> Hemocultura</p><p> Liquor*</p><p> Em caso de rebaixamento do nível de consciencia e/ou exame</p><p>neurológico anormal com papiledema é recomendado</p><p>neuroimagem antes da punção.</p><p> Tratamento empírico</p><p>Laboratório</p><p> Estudo do LCR</p><p> Realizada na regiao lombar entre L1 e S1 (mais indicado L3-L4/ L4-</p><p>L5 /L5-S1</p><p> Pressão de abertura: na maioria dos casos de meningite</p><p>bacteriana encontra-se acima de 18cmH20.</p><p> Coloração: liquido turvo ou purulento falam a favor do aumento</p><p>do nº de elementos figurados , sugestivos da doença.</p><p> Contagem de Cels: mais de 500 celulas com predomínio de</p><p>neutrófilos.</p><p> Bioquímica: hipoglicorraquia (<40mg/dl ou relação liquor/soro</p><p><0,4)</p><p> Aglutinação por látex: resultado rápido para confirmar o agente</p><p>infeccioso.</p><p> Exame microbiológico: Bacterioscopia e cultura.</p><p>** Contra indicação a PL é a infecção no local da punção</p><p>(piodermite).</p><p>Punção lombar</p><p>INTERPRETAÇÃO DOS PARÂMETROS LIQUÓRICOS</p><p>PARÂMETROS LCR normal no RN LCR normal na</p><p>criança e adulto</p><p>Aspecto Incolor ou</p><p>xantocrômico</p><p>Límpido, incolor</p><p>Citometria (céls/mm3) Até 30 Até 5</p><p>Citologia 100% MN 100% MN</p><p>Glicose (mg/dl) 32-120 40-80</p><p>Proteína (mg/dl) 19-149 20-40</p><p>Punção lombar</p><p>ACHADOS NO LCR NA MENINGITE</p><p>CÉLULAS BIOQUÍMICA</p><p>OUTROS</p><p>Ausência de bactérias à</p><p>coloração com Gram</p><p>Bactérias presentes à</p><p>coloração com Gram ou</p><p>em cultura</p><p>Coágulo de fibrina</p><p>forma-se em repouso</p><p>Número</p><p>(por</p><p>mm3)</p><p>Tipo Proteína</p><p>(mg/100m</p><p>l)</p><p>Glicose</p><p>(mmol/lit</p><p>ro)</p><p>Normal 0-5 Linfócitos 15-45 3,3-4,5</p><p>Infecção</p><p>viral</p><p>Até 2000 Linfócitos Faixa</p><p>normal</p><p>Faixa</p><p>normal</p><p>Infecção</p><p>bacteriana</p><p>aguda</p><p>1000-</p><p>50000</p><p>Polimorfos Elevada Reduzida</p><p>Tuberculos</p><p>e</p><p>Até 10000 Linfócitos Acentuada</p><p>mente</p><p>elevada</p><p>reduzida</p><p>Neuroimagem</p><p> Os exames de neuroimagem devem sempre ser</p><p>solicitados em algum momento da evolução clinica,</p><p>para que seja possível avaliar áreas de edema ou</p><p>isquemia.</p><p> RNM ou TC, sendo preferencia a RNM.</p><p>Hemocultura e biopsia das lesões</p><p> Principalmente nos casos de</p><p>meningite meningococcica as</p><p>hemoculturas costumam ser</p><p>positivas, e até mesmo as</p><p>biopsias de lesoes de pele.</p><p>Nesses casos ocorre uma</p><p>espécie de semeadura do</p><p>meningococo na derme,</p><p>gerando até mesmo dano</p><p>vascular.</p><p>Tratamento</p><p> Antibioticoterapia</p><p> Isolamento respiratório por 24h.</p><p> Hidratação</p><p> evitando hiper-hidratação que pode agravar edema cerebral</p><p> Elevar cabeceira da cama</p><p> Manitol:</p><p> promove diurese osmótica e melhora edema cerebral</p><p> (ataque 0,5-1 g/kg IV e manut de 0,25g/kg IV 4/4h)</p><p> Diazepam para tratamento das convulsões e hidantal ou</p><p>fenobarbital para controle.</p><p> Ventilação mecânica</p><p> se coma ou arritmias respiratórias.</p><p> Glicocorticoide</p><p>Antibioticoterapia</p><p> Iniciada imediatamente em caso de suspeita</p><p> pois altera pouco a sensibilidade dos métodos</p><p>diagnósticos</p><p> diminui enormemente a morbidade.</p><p> Administrada de forma</p><p>intravenosa (IV) por pelo</p><p>menos de 7-14 dias.</p><p>Faixa etária ou condição</p><p>de base</p><p>Antibiótico</p><p>RN Ampicilina+ Cefotaxima</p><p>Lactentes 1 a 3 meses Ampicilina + Cefotaxima ou Ceftriaxone</p><p>Crianças > 3 meses até adultos < 55anos Cefotaxima ou Ceftriaxone +</p><p>Vancomicina</p><p>Adultos > 55 anos ou qualquer idade</p><p>portador de alcoolismo ou doenças</p><p>debilitantes.</p><p>Ampicilina + Cefotxima ou Ceftriaxone</p><p>+ Vancomicina</p><p>Meningite Intrahospitalar, pós-trauma,</p><p>pós-neurocirurgia, em pacientes</p><p>neutropênicos ou com distúrbios da</p><p>imunidade celular.</p><p>Ampicilina + Ceftazidima +</p><p>Vancomincina</p><p>Antibioticoterapia empírica</p><p>Agente ATB Doses Interv</p><p>alos</p><p>Tempo</p><p>N.meningitidis Pen G cristalina</p><p>ou</p><p>Ampicilina</p><p>300 a 500 000UI/kg/dia – 20-</p><p>24 milhoes UI/dia</p><p>200 a 400mg/kg/dia - 12g/dia</p><p>4/4h</p><p>4/4h</p><p>7-10dias</p><p>H.Influenzae Ceftriaxone 100mg/kg/dia – 4g/dia 12/12h 7-10dias</p><p>S.pneumoniae Sensível a</p><p>penicilina:</p><p>PenG cristalina</p><p>Resistencia</p><p>intermediária:</p><p>Ceftriaxone</p><p>Resistencia a</p><p>penicilina:</p><p>Vancomicina +</p><p>Ceftriaxone</p><p>300 a 500 000UI/kg/dia- 20-</p><p>14milhoes UI/dia</p><p>100mg/kg/dia – 4g/dia</p><p>20-40mg/kg/dia (vanco) –</p><p>2g/dia</p><p>4/4h</p><p>12/12h</p><p>6/6h</p><p>(vanco</p><p>)</p><p>10-14dias</p><p>Estafilococo Oxacilina ou</p><p>Vanco</p><p>(resistentes)</p><p>200mg/kg/dia- 12g/dia</p><p>30-40mg/kg/dia – 2g/dia</p><p>4/4h</p><p>6/6h</p><p>21 dias</p><p>Enterobactérias Ceftriaxone 100mg/kg/dia – 4g/dia 12/12h 14-21 dias</p><p>P.aeruginosa Ceftazidima 60 a 100mg/kg/dia - 6g/dia 8/8h 21 dias</p><p>L.monocytogen</p><p>es</p><p>Ampicilina 200 a 400mg/kg/dia - 12g/dia 4/4h 21 dias</p><p>MENINGITE</p><p> CEFTRIAXONA – pneumococo e Hib</p><p> AMPICILINA – meningococo e listeria</p><p> Em virtude da grande resistência do pneumococo tem sido associado</p><p>vancomicina</p><p> Lactentes < de 2 meses acrescentar ampicilina para cobrir Listeria</p><p> Recém – nascidos : ceftriaxona + ampicilina com ou sem</p><p>gentamicina</p><p> 1 mês a 13 anos : ceftriaxona + vancomicina</p><p>TRATAMENTO</p><p>MENINGITE</p><p>TRATAMENTO</p><p>• USO DE CORTICOIDES</p><p>• Deve ser iniciado 20 minutos antes da</p><p>antibioticoterapia.(dexametasona</p><p>0,15mg/kg/dia 6/6h por 4 dias)</p><p>• Podem prevenir sequelas nos casos de</p><p>meningite por Haemophilus (principalmente</p><p>surdez) ou por pneumococo</p><p>MENINGITE</p><p>TRATAMENTO</p><p>• ALÉM DA ANTIBIOTICOTERAPIA:</p><p>• Isolamento respiratório por 24h em meningites por</p><p>meningococo ou hemófilo;</p><p>• Hidratação com solução isosmolar evitando a hiper-</p><p>hidratação;</p><p>• Elevar a cabeceira da cama</p><p>• Manitol: melhora o edema cerebral;</p><p>• Diazepam para o tratamento das convulsões e hidantoína ou</p><p>fenobarbital para controle;</p><p>• Ventilação mecânica: presença de coma ou arritmias</p><p>respiratórias;</p><p>Conduta</p><p> ATB empírico (Nelson 19ª edição)</p><p> Vancomicina (60mg/kg/dose)</p><p> Cefotaxima (200mg/kg/dia)</p><p> Ceftriaxona (50mg/kg/dose de 12/12h)</p><p> Ampicilina (200mg/kg/dia)</p><p> Cloranfenicol (100mg/kg/dia)</p><p> ATB empírico (Ministério da Saúde)</p><p>Conduta</p><p> ATB especifico</p><p>H. influenzae</p><p>Ceftriaxone</p><p>Cloranfenicol</p><p>7-10 dias</p><p>S. pneumoniae</p><p>Peniclina G cristalina</p><p>10-14 dias</p><p>N. meningitidis</p><p>Penicilina G cristalina</p><p>Ampiclina</p><p>5-7 dias</p><p>Fonte: Ministério da Saúde</p><p>Evolução e controle</p><p> Febre geralmente persiste por 3-5dias ,</p><p> eventualmente na doença meningococcica a febre pode</p><p>reaparecer associada a artite reativa, nesses casos o</p><p>tratamento é apenas com aspirina.</p><p> Se a febre se mantiver prolongada devemos afastar</p><p>complicações</p><p> efusão subdural, tromboflebites, abscesso cerebral e infecção</p><p>urinária.</p><p> Na meningite por pneumococo uma nova PL está indicada</p><p>em 24-36 horas para confirmar esterilização do liquor. Nos</p><p>casos que não evoluem bem em 24-48h também está</p><p>indicada nova coleta.</p><p>Complicações</p><p> Herniação cerebral: COMA</p><p> Choque séptico (meningo)</p><p> Hiponatremia/SIADH</p><p> Efusão subdural estéril</p><p> Hemófilo > pneumococo</p><p> Febre, irritabilidade, vômitos e crises convulsivas</p><p> USG e punções repetidas</p><p> Empiema</p><p> Hidrocefalia</p><p> Durante ou após resolução</p><p> Sequelas</p><p> Surdez, epilepsia, cegueira, hemiplegia, retardo psicomotor e déficit</p><p>intelectual</p><p>prognóstico</p><p> Mortalidade: <10% após período neonatal</p><p> Meningite pneumocócica:</p><p>maior mortalidade</p><p> Sequelas graves: 10-20%</p><p> Sequelas neurológicas</p><p> Perda auditiva neurossensorial</p><p> Retardo mental</p><p> Crises epiléticas recorrentes</p><p>vacinação</p><p>N. meningitidis</p><p> Vacina meningocócica C</p><p> 3 e 5 meses</p><p> Reforço com 15 meses</p><p>H. influenzae</p><p> Vacina penta</p><p> 2,4 e 6 meses</p><p>S.pneumoniae</p><p> Vacina pneumocócica 10-valente</p><p> 2,4 e 6 meses</p><p> Reforço com 12 meses</p><p>Fonte: Ministério da Saúde</p><p>Profilaxia</p><p> MENINGITE MENINGOCÓCICA</p><p> Vacinação:</p><p> Surtos ou epidemias (meningo b)</p><p> Em quem: contatos familiares e íntimos (>4 h/dia por 5-</p><p>7 dias)</p><p> Drogas: Rifampicina</p><p> Crianças: 20mg/kg de 12/12h por 2 dias</p><p> Adultos: 600 mg de 12/12h</p><p> Grávidas: Ceftriaxone IM (250mg)</p><p>MENINGITE</p><p>QUIMIOPROFILAXIA</p><p>• Fazer uso de RIFAMPICINA para prevenção de</p><p>casos secundários</p><p>• Contatos íntimos de casos de doenças</p><p>meningocócica e meningite por H.influenzae.</p><p>• Paciente no momento da alta, exceto se tto foi</p><p>feito com ceftriaxona</p><p>MENINGITE</p><p>QUIMIOPROFILAXIA</p><p>• RIFAMPICINA</p><p>• Por 2 dias</p><p>• Iniciar até 48h do contato</p><p>• Adulto: 600mg/dose ⇰ 12/12h</p><p>• Criança até 12m: 5mg/kg/dose ⇰ 12/12h</p><p>• Criança 12m a 12anos: 10mg/kg/dose ⇰12/12h</p><p>Neisseria Meningitidis</p><p>A Neisseria meningitidis é uma bactéria aeróbica,</p><p>diplococo gram-negativo, presente na nasofaringe de</p><p>indivíduos saudáveis.</p><p> O meningococo: 1ª causa de meningite após vacina</p><p>contra Haemophilus em países desenvolvidos.</p><p> incidência de 59% dos casos. Pode ser dividido em</p><p>12 sorotipos</p><p> 90% dos sorogrupos A, B e C</p><p>Neisseria Meningitidis</p><p> Clínica: típica</p><p> exantema purpúrico ou hemorrágico.</p><p> petequial localizado principalmente nas extremidades e regiões</p><p>submetidas a pressões. As petéquias podem coalescer e acometer</p><p>regiões mais profundas formando sufusões hemorrágicas ou</p><p>equimoses.</p><p> Tratamento: cefalosporina de terceira geração</p><p>Neisseria Meningitidis</p><p> Quimioprofilaxia para contactos íntimos e paciente se</p><p>não fez tratamento com ceftriaxona.</p><p> Rifampicina: por 2dias</p><p> Iniciar até 48h do contato</p><p> Adulto: 600mg/dose..........12/12 h</p><p> crianças até 12 meses: 5 mg/kg/dose............12/12 h.</p><p> crianças (12 meses a 12 anos): 10mg/kg/dose........12/12 h</p><p>Streptococcus pneumoniae</p><p> Coco gram-positivo, capsulado, oval ou em forma de</p><p>chama de vela e agrupados aos pares, normalmente</p><p>encontrado na nasofaringe de pessoas saudáveis.</p><p> O pneumococo ocupa o segundo lugar como causa de</p><p>meningite bacteriana.</p><p> Principalmente crianças menores de dois anos.</p><p>http://4.bp.blogspot.com/_8K1zjnltDUc/Sl9c7yU_6rI/AAAAAAAAAD4/GdKbp_tYego/s1600-h/Streptococcus_pneumoniae.jpg</p><p>Streptococcus pneumoniae</p><p> Clínica: típica</p><p> Erupção cutânea petequial ou purpúrica pode ocorrer em</p><p>meningite por pneumococo apesar de ser mais freqüente</p><p>na doença meningocócica.</p><p>http://4.bp.blogspot.com/_8K1zjnltDUc/Sl9c7yU_6rI/AAAAAAAAAD4/GdKbp_tYego/s1600-h/Streptococcus_pneumoniae.jpg</p><p>Streptococcus pneumoniae</p><p> Tratamento: cefalosporina de terceira geração.</p><p> Pneumococo resistente associa vancomicina</p><p> Quimioprofilaxia:</p><p> não é necessária para evitar a propagação da meningite</p><p>pneumocócica.</p><p> importante para a prevenção de infecção pneumocócica</p><p>invasiva em crianças com asplenia anatômica ou funcional.</p><p>http://4.bp.blogspot.com/_8K1zjnltDUc/Sl9c7yU_6rI/AAAAAAAAAD4/GdKbp_tYego/s1600-h/Streptococcus_pneumoniae.jpg</p><p>Haemophilus influenzae</p><p> Bactéria gram-negativa. Classificada em seis sorotipos</p><p>de acordo com a diferença antigênica presente na</p><p>cápsula polissacarídica.</p><p> Crianças menores de 5 anos doença invasiva, após</p><p>infecção de via aérea superior viral ou por micoplasma.</p><p>ruptura da barreira mucosa por alteração</p><p>do</p><p>mecanismo fisiológico de depuração mucociliar do</p><p>trato respiratório.</p><p>Haemophilus influenzae</p><p> Clínica: típica</p><p> Tratamento: cefalosporina de terceira geração.</p><p> Isolamento respiratório por 24 horas do início da</p><p>antibioticoterapia.</p><p> Os casos deverão ser notificados para realizar medidas de</p><p>controle de comunicantes para prevenir as infecções secundárias.</p><p>Quimioprofilaxia : rifampicina........4 dias</p><p> Adulto: 600mg/dose.......... 24/24 h</p><p> Até 12 meses: 10 mg/kg/dose. .............24/24 h</p><p> 12 meses a 12 anos: 20mg/Kg/dose. ........ 24/24 h</p><p>Haemophilus influenzae</p><p> Antibióticos bactericidas acarreta a liberação de produtos da</p><p>parede bacteriana, que estimulam a produção de potentes</p><p>ativadores inflamatórios (TNF-alfa e IL-1), responsável pela</p><p>letalidade e pelas seqüelas da meningite, especialmente a</p><p>surdez.</p><p>Dexametasona: bloqueia a produção destas citocinas,</p><p>diminuindo a resposta inflamatória.</p><p> crianças maiores de seis semanas: 0,6 mg/kg/dia........ 6/6h....2 a 4 dias</p><p> outra etiologia é discutível e não existe consenso. Deve ser</p><p>individualizado.</p><p>Meningite tratamento :</p><p>Dexametasona (apres . 4 mg/1 ml):</p><p>dose 0,15 mg/kg / dose de 6/6h 4 dias,</p><p>Dose máxima :10 mg</p><p>Antibiótico :</p><p>1) Ceftriaxona 100 mg/ kg/ dia</p><p>Adolescente e adulto 2 gr 12/12h</p><p>Ou</p><p>Cefotaxima 300 mg/ kg / dia de8/8 h</p><p>Associada a Vancomicina</p><p>2) PENICILINA CRISTALINA</p><p>300.000 UI /kg/ dia</p><p>Para Streptococys : 14 dias;</p><p>Para Neisseria meningitidis : 5 a 7 dias;</p><p>3) AMPICILINA</p><p>dose 300 a 400 mg/ kg / dia</p><p>Para Haemophilus influenzae B: 7 a 10 dias.</p><p>4) Ampicilina + GENTAMICINA</p><p>Dose da Gentamicina : 7,5 mg/ kg/ dia por 14 a 21 dias</p><p>Meningite tratamento IESS</p><p>Dexametasona (apres . 4 mg/1 ml):</p><p>dose 0,15 mg/kg / dose de 6/6h 4 dias,</p><p>Dose máxima :10 mg</p><p>Antibiótico :</p><p>1) Ceftriaxona 100 mg/ kg/ dia</p><p>Adolescente e adulto 2 gr 12/12h</p><p>Ou</p><p>Cefotaxima 300 mg/ kg / dia de8/8 h</p><p>Associada a Vancomicina</p><p>TRATAMENTO IESS</p><p>2) PENICILINA CRISTALINA</p><p>300.000 UI /kg/ dia</p><p>Para Streptococys : 14 dias;</p><p>Para Neisseria meningitidis : 5 a 7 dias;</p><p>3) AMPICILINA</p><p>dose 300 a 400 mg/ kg / dia</p><p>Para Haemophilus influenzae B: 7 a 10</p><p>dias.</p><p>4) Ampicilina + GENTAMICINA</p><p>Dose da Gentamicina : 7,5 mg/ kg/ dia por</p><p>14 a 21 dias</p><p>Esquemas de profilaxia recomendados Deve ser iniciado preferencialmente</p><p>até 48 horas da exposição, admitindo-se prazo máximo de 7 dias.</p><p>1. Doença meningocócica Rifampicina: - adultos: 600 mg VO 12/12 horas</p><p>por 2 dias - crianças: 20 mg/kg/dose VO 12/12 horas por 2 dias - < 1</p><p>mês: 10 mg/kg/dia VO 12/12 horas por 2 dias</p><p>2. 2. H. influenzae Rifampicina: - adultos: 600 mg/dia VO 1x/dia por 4 dias</p><p>- crianças: 20 mg/kg VO 1x/dia por 4 dias - < 1 mês: 10 mg/kg VO</p><p>1x/dia por 4 dias Esquema alternativo (doença meningocócica ou H.</p><p>influenzae) Ceftriaxone: - adultos: 250 mg IM dose única - crianças < 12</p><p>anos: 125 mg IM dose única Alternativa para adultos: Ciprofloxacino</p><p>500mg VO dose única Importante: não se indica a quimioprofilaxia se a</p><p>exposição do profissional de saúde ocorrer quando o paciente-fonte</p><p>estiver em tratamento adequado há mais de 24 horas.</p><p>MENINGITE VIRAL</p><p>Meningite viral</p><p> A meningite viral é definida como uma doença febril</p><p>associada a sinais de irritação meníngea que evolui de</p><p>forma benigna na maioria dos casos.</p><p> Agente etiológicos:</p><p> enterovirus, herpes vírus , arbovírus, vírus coriomeningite</p><p>linfocítica, vírus da raiva e influenza</p><p>Meningite viral</p><p> Clínica: semelhante a da meningite bacteriana, porém</p><p>menos grave.</p><p> cefaléia e fotofobia sem sinais de doença sistêmica</p><p> erupção cutânea</p><p> sintomas genitourinários</p><p> sintomas de encefalite: alteração do comportamento ou</p><p>personalidade, alterações motoras ou sensoriais;</p><p> História de contato com águas poluídas ou locais com</p><p>roedores há cerca de 3 semanas do início dos sintomas;</p><p>vida sexual de risco.</p><p>Definição</p><p> Processo inflamatório agudo envolvendo as meninges</p><p>e, em grau variável, o tecido cerebral por infecção viral.</p><p> LCR com pleiocitose e ausência de microorganismos</p><p>na bacterioscopia e na cultura bacteriana de rotina.</p><p> Maioria dos casos autolimitadas</p><p> Alguns casos, morbidade e mortalidade substanciais</p><p>Etiologia</p><p> Enterovírus – causa mais comum</p><p> Leve autolimtada encefalite grave</p><p> Arbovírus – originados dos atrópodes (mosquitos e</p><p>carrapatos)</p><p> Encefalite durante os meses de verão</p><p> Encefalite nos cavalos – primeira indicação de uma</p><p>epidemia incipiente</p><p> Exposição rural é mais comum, surtos urbanos e</p><p>suburbanos.</p><p> West Nile Virus – responsável pela maior epidemia nos</p><p>EUA, pode ser transmitido por transfusão sanguínea,</p><p>transplante de órgãos e vertical através da placenta.</p><p>Doença mais grave nos adultos, apenas 1% das crianças</p><p>desenvolvem doença do SNC.</p><p>Etiolgia</p><p> Herpesvírus</p><p> HSV-1: causa importante de encefalite grave esporádica em crianças</p><p>e adultos.</p><p> Envolvimento geralmente focal; ocorre progressão para coma e óbito em</p><p>70% dos casos sem terapia antiviral.</p><p> HSV-2: encefalite severa com envolvimento difuso do cérebro em</p><p>RN que contraem o vírus no peri-parto.</p><p> OBS: Já foi descrito infecção por herpes genital em adolescentes</p><p> Varicela Zoster (VZV) – SNC + varicela.</p><p> Ataxia cerebelar (manifestação SNC mais comum)</p><p> Encefalite aguda – forma mais grave</p><p> Depois da infecção primária, o vírus fica latente nas razies dos</p><p>nervos espinais e cranianos e em glanglios causando herpes zoster</p><p>no futuro, algumas vezes acompanhado de uma leve</p><p>meningoencefalite.</p><p>Etiologia</p><p> CMV – infecção congênita ou em imunocomprometidos</p><p> Não causa meningoencefalite em lactentes e crianças</p><p>normais.</p><p> Epstein-Barr (EBV) – muitas sindromes do SNC</p><p> Caxumba - regiões sem vacinação</p><p> Meningoencefalite leve</p><p> Pode haver surdez por lesão do VIII nervo craniano como</p><p>sequela</p><p> Ocasionalmente: adenovírus, vírus influenza,</p><p>parainfluenza, sarampo, rubéola ou raiva.</p><p> Após vacinações com vírus vivos: pólio, sarampo caxumba</p><p>ou rubéola</p><p>Meningite viral</p><p> Tratamento:</p><p> suporte</p><p> medidas de neuroproteção</p><p> Internação.</p><p> Antibiótico empírico, com a melhora dos sintomas associado</p><p>a cultura bacteriana negativa após 24 a 48 horas este poderá</p><p>ser suspenso.</p><p> corticóide não é recomendado.</p><p>Meningoencefalite: família herpes virus</p><p> suporte, hidratação</p><p> Aciclovir: 10mg/Kg/dose.......8/8h........14 a 21 dias.</p><p> RN : 15mg/Kg/dose........8/8h.........21 dias.</p><p>TRATAMENTO</p><p>IESS</p><p>ACICLOVIR</p><p>Apres (200mg/10ml) VO ;</p><p>Ampola 250mg diluir para 10ml ou 5ml</p><p>: 30 mg/kg/ dia de 8/8 h por 14 a 21 dias</p><p>No período neonatal 60mg /kg/ dia 8/8 h por 21 dias</p><p>:</p><p>MENINGITE VIRAL</p><p>Meningite tuberculosa</p><p> Mycobacterium tuberculosis é uma bactéria intracelular</p><p>obrigatória que dissemina por via hematogênica do pulmão para o</p><p>SNC. A resposta imunológica forma um granuloma que</p><p>interrompe a evolução da doença, mas há positivação do teste</p><p>tuberculínico.</p><p> A tuberculose é uma das doenças infecciosas mais frequentes no</p><p>mundo.</p><p> oito milhões de pessoas doentes</p><p> três milhões morrem anualmente.</p><p> Clínica: com sintomas clássicos</p><p>Meningite tuberculosa</p><p> Diagnóstico: é difícil porque os métodos disponíveis não são sensíveis nem</p><p>rápidos.</p><p> Líquor:</p><p> predomínio de PMN</p><p> glicose baixa</p><p> O nível de Adenosina Deaminase (ADA)</p><p> Sensibilidade: 50 a 89%</p><p> Especificidade:11 a 50%</p><p> alteram em outras doenças do sistema nervoso como na meningite</p><p>bacteriana</p><p> TC e RM: alterações em 75% dos casos.</p><p> Tratamento:</p><p> rifampicina, isoniazida e pirazinamida por 9 meses.</p><p> corticóide associado ao tratamento convencional</p><p>Meningite eosinofílica</p><p> A meningite eosinofílica: 10 eosinófilos/mm³</p><p>no LCR ou</p><p>eosinófilos > 10% do total de leucócitos.</p><p> invasão do SNC por helmintos principalmente o</p><p>Angiostrongylus cantonensis.</p><p> ingestão de moluscos ou alimentos crus contaminados com</p><p>larvas que migram para o cérebro onde morrem e causam a</p><p>doença.</p><p> Clínica:</p><p> A cefaléia é o sintoma mais comum (90% ).</p><p> Febre em metade dos casos</p><p> Acometimento do nervo ocular</p><p>Meningite eosinofílica</p><p> Tratamento:</p><p> medidas de suporte</p><p> contra-indicado o uso de anti-helmíntico</p><p> O quadro clínico é limitado na maioria das vezes e a</p><p>mortalidade é incomum</p><p>Meningite por criptococos</p><p> Leveduras globosas ou ovaladas, com brotamento único ou múltiplo, de colo</p><p>estreito, e envolvidas por característica cápsula mucopolissacáride.</p><p> A criptococose é uma micose sistêmica transmitida pela inalação de fungos das</p><p>espécies Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gatti.</p><p> C. neoformans: excretas de aves. Oportunista</p><p> C. gatti: eucalipto. Casos em imunocompetente.</p><p> Mortalidade: 10% nos países desenvolvidos, 43% nos países em desenvolvimento</p><p> A resposta imune normal vai eliminar ou sequestrar o fungo que permanece latente</p><p>no organismo. Alterações imunológicas determinam sintomas.</p><p> Clínica: cefaléia importante por aumento da pressão intracraniana reabsorção</p><p>LCR</p><p>Meningite por criptococos</p><p> Diagnóstico:</p><p> fácil</p><p> marcado tropismo neurológico,</p><p> abundância de elementos fúngicos no liquor e nas lesões</p><p> presença de cápsula característica</p><p> coloração tecidual específica.</p><p> Tratamento:</p><p> anfotericina B : 0,7 a 1 mg/Kg/dia.</p><p> flucitosina associado a anfotericina B--- 6 a 10 semanas.</p><p> Esta associação apresenta ação fungicida mais rápida que a anfotericina B usada</p><p>isolada.</p><p> A anfotericina B lipossomal na dose de 3 a 5 mg/kg/dia</p><p> determina uma esterilização mais rápida do LCR que a anfotericina B</p><p>convencional</p><p> além de menor índice de recaída</p><p>Conclusão</p><p>A meningite é uma doença com distribuição universal</p><p>altas incidência e mortalidade apesar de todos os</p><p>recursos disponíveis para o diagnóstico e tratamento.</p><p>Mesmo quando tratada adequadamente.</p><p>Doença grave mas evitável com vacina</p><p>Anti-pneumocócica</p><p>Anti- meningocócica</p><p>Profissional de saúde deve sempre pensar neste</p><p>diagnóstico a fim de evitar sequelas e morte.</p>