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1 
 
 
 
 
Centro Universitário Estácio Juiz de Fora – MG 
Curso de Pedagogia 
Disciplina: Linguagem e Comunicação Docente 
Professor: Alan Willian de Jesus 
Estudante: Ana Karollina da Silva 
Estudante: Sarah Cristina de Andrade Mateus 
Estudante: Ana Carolina S Franco 
 
RELATÓRIO DO PROJETO DE EXTENSÃO 
MEMÓRIA, PRESERVAÇÃO E CULTURA 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O presente relatório tem como objetivo apresentar a atividade com a turma do 5 ano do EJA 
na instituição CAIC, localizada no bairro Linhares, em Juiz de Fora. A proposta teve como o 
tema os Patrimônios Culturais da cidade e a música Samba ( A princesinha de Minas) 
buscando aproximar os alunos da cultura local e valorizar as expressões artísticas que fazem 
parte da identidade de Juiz de Fora. 
Durante a atividade, foi realizada uma roda de conversa para conhecer o que os alunos já 
sabiam sobre o tema e trocar experiências sobre os lugares e manifestações culturais da 
cidade. 
Objetivo geral: Valorizar a cultura e os patrimônios culturais de Juiz de fora, promovendo o 
diálogo e o reconhecimento da identidade cultural dos alunos do EJA. 
Promover reflexões sobre a importância da cultura local e suas tradições. 
E estimular a participação e a troca de experiências entre os alunos. 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 Esse trabalho foi baseado na ideia de que a educação deve valorizar a cultura, a vivência e o 
conhecimento dos alunos. Para Freire (1996, p. 25), “ensinar não é transferir conhecimento, 
mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Assim, o 
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aprendizado se torna mais significativo quando o aluno participa e se reconhece no que está 
sendo estudado. 
Segundo Tardif (2002, p. 39), “os saberes dos professores são saberes sociais, construídos e 
partilhados no interior das práticas e das relações”. Isso mostra a importância de considerar os 
saberes que os alunos e professores trazem da vida. 
 
Além disso, Candau (2008, p. 45) afirma que “a educação intercultural busca o 
reconhecimento e a valorização das diferentes culturas”, o que ajuda a promover o respeito e 
o diálogo dentro da escola. 
 Dessa forma, trabalhar com o tema dos patrimônios culturais e da música samba com os 
alunos do EJA foi uma forma de unir a educação à cultura, tornando o aprendizado mais 
próximo da realidade deles e valorizando suas histórias. 
 
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: 
Paz e Terra, 1996. 
 
 CANDAU, Vera Maria. Educação intercultural: entre o discurso e a prática. Petrópolis: 
Vozes, 2008. 
 
 TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2002. 
 
3 METODOLOGIA 
3 
 
 
Para a realização desse trabalho, utilizamos as metodologias ativas, que colocam o aluno 
como protagonista do próprio aprendizado, valorizando a participação, o diálogo e a troca de 
experiências. O trabalho foi desenvolvido com a turma do 5º ano do EJA, composta por 
adolescentes e adultos. Faixas etárias a partir de 17 anos 
De acordo com Berbel (2011, p. 29), “as metodologias ativas são estratégias de ensino que 
desafiam o aluno a aprender por meio da ação, da reflexão e da colaboração”. Assim, o 
professor deixa de ser apenas o transmissor do conteúdo e passa a atuar como mediador, 
acompanhando e orientando os alunos na construção do conhecimento. 
Dessa forma, todo o trabalho foi construído de maneira participativa, com base no diálogo e 
na escuta, tornando a aprendizagem mais significativa e próxima da realidade dos alunos do 
EJA. 
 
4 PLANO DE AÇÃO 
 
Tema: Memória, preservação e Cultura 
 
Público: Estudantes do EJA 
 
Duração da atividade: 1 aula (aproximadamente 1h30) 
Metodologia: Metodologias ativas 
 
Objetivo: Apresentar aos alunos do EJA um pouco mais sobre os patrimônios culturais 
de Juiz de Fora, mostrando imagens, leitura e a música “A Princesinha de Minas”, para 
que eles pudessem conhecer, valorizar e conversar sobre a cultura da nossa cidade. 
 
Ação : Selecionamos algumas imagens de Patrimônios importantes da cidade e 
pesquisamos em fontes impressas e digitais. 
 
Roda de conversa sobre a Cidade, suas histórias e memórias, 
Colocamos a música para eles ouvirem e entenderem a letra e o que a música representa. 
Fizemos um pequeno mimo (balas e pirulitos) como forma de carinho e agradecimento 
por nos ter recebido, distribuímos a cada um e percebemos o quanto isso alegrou eles. 
4 
 
 
 
* Muitos estudantes ainda não conheciam certos pontos da cidade de Juiz de Fora e se 
sentiram motivados a visitá-los. 
 
* Entenderam que os patrimônios culturais não são somente pontos turísticos de uma 
determinada cidade, podem ser também músicas, comidas, festas e etc. Entendendo 
assim a diferença entre patrimônio material e imaterial. 
 
 
 
 
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5 RELATO COLETIVO 
Durante a construção do nosso trabalho com a turma do EJA, passamos por várias etapas 
importantes. No início, nos apresentamos e explicamos o que faríamos. Depois, mostramos 
imagens dos patrimônios culturais de Juiz de Fora, fizemos a leitura do livro “Uma visita 
a Juiz de Fora” e colocamos a música “A Princesinha de Minas”, que fala sobre a nossa 
cidade. 
 Durante as atividades, percebemos que o público participou pouco, ficaram mais quietos, 
mas prestaram atenção e observaram tudo com interesse. Mesmo com pouca fala, foi 
possível ver que eles estavam curiosos e refletindo sobre o que apresentamos. 
 Como grupo, achamos que o trabalho foi muito importante, pois nos ajudou a entender 
melhor a realidade do EJA. Aprendemos que nem sempre os alunos vão interagir do jeito 
que esperamos, mas isso não significa que não estejam aprendendo. Cada aluno tem seu 
tempo e sua forma de se expressar. 
No geral, avaliamos o processo como um momento de aprendizado e crescimento, tanto 
para nós quanto para os alunos. Foi uma experiência que nos fez enxergar a importância 
da escuta, da paciência e do respeito dentro da educação. 
6 
 
 
 
 
 
6 REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação 
de Jovens e Adultos. Brasília: MEC, 2000. 
 FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 68. 
ed. São Paulo: Paz e Terra, 2022. 
 
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília: MEC, 2018. Disponível 
em: https://www.gov.br/mec/pt-br. Acesso em: 10 nov. 2025. 
 TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 20. ed. Petrópolis, RJ: 
Vozes, 2021. 
 
 MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. São Paulo: 
Universidade de São Paulo, 2018. 
UNESCO. Educação e patrimônio cultural: cadernos de educação patrimonial. Brasília: 
UNESCO, 2014. 
 
 
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RELATO INDIVIDUAL

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