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1 
 
Área 01, Aula 1 
Vigilância em Saúde: um breve histórico e 
marcos legais 
 
 
2ª Edição 
Janeiro de 2020 
CONASEMS - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde 
ProEpi - Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo 
 
 
Copyright © 2018, Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo. 
Todos os direitos reservados. 
A cópia total ou parcial, sem autorização expressa do(s) autor(es) ou com o intuito de 
lucro, constitui crime contra a propriedade intelectual, conforme estipulado na Lei nº 
9.610/1998 (Lei de Direitos Autorais), com sanções previstas no Código Penal, artigo 
184, parágrafos 1° ao 3°, sem prejuízo das sanções cabíveis à espécie. 
 
 
Expediente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de 
Saúde - CONASEMS 
QUADRO GERAL DA ORGANIZAÇÃO 
DIRETORIA EXECUTIVA 
Presidente – Wilames Freire Bezerra 
Vice-Presidente – Charles Cezar Tocantins 
Vice-Presidente – Cristiane Martins Pantaleão 
Secretário Executivo - Mauro Guimarães Junqueira 
Diretora Administrativo – Jose Eduardo Fogolin Passos 
Diretor Financeiro – Hisham Mohamad Hamida 
Diretora Financeiro-Adjunto – Orlando Jorge Pereira de Andrade de Lima 
Diretor de Comunicação Social – Maria Célia Valladares Vasconcelos 
Diretora de Comunicação Social–Adjunto – Iolete Soares de Arruda 
Diretora de Descentralização e Regionalização – Soraya Galdino de Araújo Lucena 
Diretora de Descentralização e Regionalização–Adjunto – Stela dos Santos Souza 
Diretor de Relações Institucionais e Parlamentares – Diego Espindola de Ávila 
Diretor de Relações Institucionais e Parlamentares- Adjunto- Carmino Antônio de Souza 
Diretor de Municípios de Pequeno Porte - Débora Costa dos Santos 
Diretora de Municípios de Pequeno Porte–Adjunto – Murilo Porto de Andrade 
Diretor de Municípios com Populações Ribeirinhas e em Situação de Vulnerabilidade – Januário Carneiro Neto 
Diretor de Municípios com Populações Ribeirinhas e em Situação de Vulnerabilidade – Adjunto – Vera Lucia Quadros 
1º Vice-Presidente Regional - Região Centro Oeste – Maria Angélica Benetasso 
2º Vice-Presidente Regional - Região Centro Oeste – Douglas Alves de Oliveira 
1º Vice-Presidente Regional - Região Nordeste – Normanda da Silva Santiago 
2º Vice-Presidente Regional - Região Nordeste – Leopoldina Cipriano Feitosa 
1º Vice-Presidente Regional - Região Norte – Marcel Jandson Menezes 
2º Vice-Presidente Regional - Região Norte – Rondinelly da Silva e Souza 
1º Vice-Presidente Regional - Região Sudeste – Andreia Passamani Barbosa Corteletti 
2º Vice-Presidente Regional - Região Sudeste – Eduardo Luiz da Silva 
1° Vice-Presidente Regional – Região Sul - Pablo de Lannoy Sturmer 
2° Vice-Presidente Regional – Região Sul - Adriane da Silva Jorge Carvalho 
Conselho Fiscal 1º Membro – Região Norte – Oteniel Almeida dos Santos 
Conselho Fiscal 1º Membro – Região Nordeste – Jose Afranio Pinho Pinheiro Junior 
Conselho Fiscal 2º Membro – Região Nordeste - Artur Belarmino de Amorim 
Conselho Fiscal 1º Membro - Região Centro-Oeste – Edimar Rodrigues Silva 
 Conselho Fiscal 2º Membro - Região Centro-Oeste– Patricia Marques Magalhães 
Conselho Fiscal 1º Membro - Região Sudeste - José Carlos Canciglieri 
Conselho Fiscal 2° Membro – Região Sudeste - Maria Augusta Monteiro Ferreira 
Conselho Fiscal 1º Membro - Região Sul - João Carlos Strassacapa 
Conselho Fiscal2º Membro – Região Sul- Manuel Rodriguez del Olmo 
Representantes no Conselho Nacional de Saúde – Arilson da Silva Cardoso e José Eri Borges de Medeiros 
 
RELAÇÃO NACIONAL DOS COSEMS 
COSEMS - AC - Daniel Herculano da Silva Filho - Tel: (68) 3212-4123 
COSEMS - AL - Izabelle Monteiro Alcântara Pereira - Tel: (82) 3326-5859 
COSEMS - AM - Januário Carneiro da Cunha Neto - Tel: (92) 3643-6338 / 6300 
 
 
COSEMS - AP - Marcel Jandson Menezes - Tel: (96) 3271-1390 
COSEMS - BA - Stela Santos Souza - Tel: (71) 3115-5915 / 3115-5946 
COSEMS - CE - Sayonara Moura de Oliveira Cidade - Tel: (85) 3101-5444 / 3219-9099 
COSEMS - ES - Tel: (27) 3026-2287 - Catia Cristina Vieira Lisboa 
COSEMS - GO - Tel: (62) 3201-3412 - Verônica Savatin Wottrich 
COSEMS - MA - Tel: (98) 3256-1543 / 3236-6985 - Domingos Vinicius de Araújo Santos 
COSEMS - MG - Tels: (31) 3287-3220 / 5815 - Eduardo Luiz da Silva 
COSEMS - MS - Tel: (67) 3312-1110 / 1108 - Rogério dos Santos Leite 
COSEMS - MT - Tel: (65) 3644-2406 - Marco Antonio Noberto Felipe 
COSEMS - PA - Tel: (091) 3223-0271 / 3224-2333 - Charles César Tocantins de Souza 
COSEMS - PB - Tel: (83) 3218-7366 - Soraya Galdino de Araújo Lucena 
COSEMS - PE - Tel: (81) 3221-5162 / 3181-6256 - Orlando Jorge Pereira de Andrade Lima 
COSEMS - PI - Tel: (86) 3211-0511 - Auridene Maria da Silva Moreira de Freitas Tapety 
COSEMS - PR - Tel: (44) 3330-4417 - Carlos Alberto de Andrade 
COSEMS - RJ - Tel: (21) 2240-3763 - Maria da Conceição de Souza Rocha 
COSEMS - RN - Tel: (84) 3222-8996 - Maria Eliza Garcia Soares 
COSEMS - RO - Tel: (69) 3216-5371 - Vera Lucia Quadros 
COSEMS - RR - Tel: (95) 3623-0817 - Jeovan Oliveira da Silva 
COSEMS - RS - Tel: (51) 3231-3833 - Diego Espíndola de Ávila 
COSEMS - SC - Tel: (48) 3221-2385 / 3221-2242 - Alexandre Lencina Fagundes 
COSEMS - SE - Tel: (79) 3214-6277 / 3346-1960 - Enock Luiz Ribeiro 
COSEMS - SP - Tel: (11) 3066-8259 / 8146 - Jose Eduardo Fogolin Passos 
COSEMS - TO - Tel: (63) 3218-1782 - Jair Pereira Lima 
EQUIPES DO PROJETO 
EQUIPE TÉCNICA 
Alessandro Aldrin Pinheiro Chagas 
Flávio Alexandre Cardoso Álvares 
Kandice de Melo Falcão 
EQUIPE TÉCNICO-OPERACIONAL 
Alessandro Aldrin Pinheiro Chagas 
Catarina Batista da Silva Moreira 
Flávio Alexandre Cardoso Álvares 
Jônatas David Gonçalves Lima 
Joselisses Abel Ferreira 
Kandice de Melo Falcão 
Luiz Filipe Barcelos 
Murilo Porto de Andrade 
Soraya Galdino de Araújo Lucena 
Sandro Haruyuki Terabe 
Wilames Freire Bezerra 
 
 
 
Sobre o CONASEMS 
Fazendo jus ao tamanho e à diversidade do Brasil, o Conselho Nacional de 
Secretarias Municipais de Saúde representa a heterogeneidade dos milhares de 
municípios brasileiros. 
Historicamente comprometido com a descentralização da gestão pública de saúde, o 
CONASEMS defende o protagonismo dos municípios no debate e formulação de 
políticas públicas e contribui para o aumento da eficiência, o intercâmbio de 
informações e a cooperação entre os sistemas de saúde do país. 
Conheça nossas três décadas de atuação acessando www.conasems.org.br. 
 
 
 
Equipe Técnica da Associação Brasileira de Profissionais de 
Epidemiologia de Campo - ProEpi 
Equipe técnica 
Coordenação Pedagógica - Hirla Arruda 
Tecnologia da Informação 1ª versão - Renato Lima/ Edmo Filho 
Tecnologia da Informação 2º versão - João Gabriel Brandão 
Conteudista - Walter Ramalho 
Apoio Técnico ao Núcleo Pedagógico 1ª versão - Danielly Xavier 
Revisão 1ª versão - Daniel Coradi/ José Alexandre Menezes/ Sara Ferraz 
Revisão 2º versão - Daniele Queiroz/ Sarah Mendez/ Sara Ferraz 
Design Instrucional - Guilherme Duarte 
Ilustração 1ª versão - Guilherme Duarte/ Mauricio Maciel 
Ilustração 2º versão - Guilherme Duarte 
Supervisão – Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de 
Campo – ProEpi 
Sara Ferraz 
Faculdade de Ciências da Saúde – Universidade de Brasília 
Jonas Brant 
 
 
 
Sobre a ProEpi 
Fundada em 2014, a Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia 
de Campo une pessoas comprometidas com a saúde pública e estimula a troca de 
ideias e o aperfeiçoamento profissional entre elas. Ofertando dezenas de horas de 
conteúdo profissionalizante em nossa plataforma de ensino a distância, curadoria de 
notícias, treinamentos presenciais e a mediação de oportunidades de trabalho 
nacionais e internacionais, a ProEpi busca contribuir para o aprimoramento da saúde 
pública no Brasil e no mundo. 
Apenas nos últimos dois anos, 5 materiais de ensino a distância já 
alcançaram mais de 3.000pessoas pelo Brasil e países parceiros, como 
Moçambique, Paraguai e Chile, e mais de 30 treinamentos levaram os temas mais 
relevantes para profissionais de saúde pública, como comunicação de risco e 
investigação de surtos. Além do público capacitado com nossos conteúdos 
educacionais, unimos 10.000 seguidores no Facebook e impactamos semanalmente 
cerca de 30.000 com nossa curadoria de notícias. 
A ProEpi também atua na resposta a emergências de saúde pública ao redor 
do mundo. Foram mais de duas dezenas de profissionais de saúde enviados para 
missões em Angola, Bangladesh e África do Sul que contribuíram para o bem-estar 
da população local e vivenciaram experiências de trabalho transformadoras. 
Você pode fazer parte dessa evolução ao tornar-se membro de nossa rede: 
converse conosco escrevendo para contato@proepi.org.br. 
 
 
 
Sobre a ferramenta EAD autoinstrutiva em Entomologia Aplicada à 
Saúde Pública 
Os insetos são os animais mais bem-sucedidos do planeta e encontram no 
Brasil condições muito favoráveis para sua multiplicação. Em nosso clima quente e, 
em geral, úmido, eles encontram as circunstâncias ideias para sobreviver, se 
reproduzir e transmitir doenças. Como consequência, são motivo de preocupações 
cada vez maiores por parte da população e dos profissionais de saúde de todo o 
país. 
Pensando em preparar estes profissionais para os desafios do enfrentamento 
das doenças transmitidas pelos insetos - em especial por Aedes aegypti - o 
CONASEMS desenvolveu em parceria com a ProEpi, via TRPJ nº 0125/2017, a 
ferramenta EAD autoinstrutiva em Entomologia Aplicada à Saúde Pública. 
Neste material, serão apresentados conceitos fundamentais para a 
identificação das espécies de maior importância médica, informações sobre seu 
comportamento, ciclo de vida e as doenças transmitidas por elas. Temas como a 
importância da Vigilância Epidemiológica, os métodos de captura, transporte e 
armazenamento de insetos e os indicadores entomológicos para as principais 
espécies também serão abordados. Por fim, temas de aplicação prática como os 
métodos de controle vetorial, o manejo integrado de vetores e os conceitos de 
segurança no trabalho serão discutidos. 
As aulas estão cheias de convites para que o profissional reflita sobre sua 
realidade local e interaja com seus colegas, além de exercícios que destacam e 
promovem a fixação dos conceitos mais fundamentais de cada tema. O objetivo é 
que o profissional se sinta preparado para aplicar em seu município as técnicas 
aprendidas aqui. 
Sucesso! 
 
 
9 
Sumário 
1 - Breve histórico e evolução da vigilância em saúde ..................................... 10 
2 - Breve histórico da Vigilância em Saúde no Brasil ....................................... 17 
Vamos relembrar? ............................................................................................ 22 
 
 
 
10 
Aula 1. Vigilância em Saúde: um breve histórico e marcos 
legais 
Olá! 
Vamos iniciar nossos estudos com um breve passeio sobre a 
história e evolução da Vigilância em Saúde no mundo e no 
Brasil. 
Embarque nesse novo mundo de 
conhecimentos! 
Ao final desta aula, você será capaz de: 
• Conhecer a história e evolução da vigilância em saúde 
no mundo; 
• Identificar os acontecimentos e principais personagens 
na conformação da vigilância em saúde; 
• Compreender os marcos históricos que configuraram o 
que temos como Vigilância em Saúde na atualidade. 
 
1 - Breve histórico e evolução da vigilância em saúde 
Como pudemos ver no vídeo, as ações de vigilância em 
saúde são consideradas funções essenciais da saúde 
pública. Nos registros das grandes epidemias da 
história, desde as primeiras civilizações, são 
observadas informações sobre os adoecimentos e 
desfechos, fatores de risco associados e intervenções 
realizadas no sentido de reduzir a disseminação das 
doenças. 
Saiba Mais 
Para conhecer um pouco mais 
sobre as grandes epidemias da 
história, acesse o link abaixo: 
 
Mesmo antes de Cristo, na Grécia antiga, Hipócrates (considerado o 
pai da medicina) e seus sacerdotes já desenvolviam atividades 
similares às que conhecemos hoje como “Vigilância em Saúde”. Na 
época, Hipócrates introduziu princípios de avaliação de risco, 
implementação de medidas que tentavam interromper a transmissão 
de doenças e de prevenção direcionadas para a coletividade. Esse 
Saiba Mais 
Você quer conhecer 
mais sobre 
Hipócrates e ter 
acesso aos seus 
 
Clique aqui 
http://books.scielo.org/id/8kf92/pdf/rezende-9788561673635-08.pdf
 
11 
grupo entendia que as doenças estavam relacionadas com o modo 
de vida das pessoas, com as características do ambiente em que 
viviam e que poderiam resultar da relação entre ambos. Por eles, 
também foram iniciados os conceitos de doenças agudas e doenças 
crônicas, epidemias e endemias. 
textos, obras e 
livros? 
Acesse o link abaixo 
e aproveite! 
 
Avançando alguns séculos na história, surgem práticas mais modernas de vigilância em 
saúde, oriundas da Europa Ocidental que enfrentou epidemias de doenças transmissíveis 
por inúmeras vezes. Os cemitérios e mercados cumpriam exigências para o seu pleno 
funcionamento, as quais levavam em consideração o conhecimento sobre os processos de 
saúde-doença da época. Estes deveriam estar em local apropriado e seguir regras de 
higiene. 
Na idade média, com a aglomeração de pessoas nas zonas urbanas, houve a tentativa de 
reorganização, monitoramento e controle da vida nas cidades na tentativa de prevenir a 
propagação de doenças. Nessa época foi instituída a notificação obrigatória da “Peste 
Negra”, doença vinda da Ásia Central também denominada de Morte Negra ou Peste 
Bubônica. O Porto de Veneza, na Itália, foi o primeiro a estabelecer regras com o intuito de 
tentar impedir a chegada da doença. Dentre outras ações, foi estabelecido um “Conselho de 
Experts” para determinar o isolamento das pessoas, embarcações e mercadorias. Das 
primeiras tentativas de conter a chegada da Peste Negra, surge a “Quarentena”. 
 
Outra forma de proteção foi o uso de um traje especial, 
inventado por Charles de Lorme em 1619; usado pela 
primeira vez em Paris, mais tarde amplamente utilizado 
em toda a Europa. A indumentária consistia em um 
sobretudo de tecido pesado e encerado, máscara com 
olhos de vidro e um nariz em forma de cone, como um 
bico de pássaro, que trazia substâncias aromáticas e 
palha, com a função de purificar o “mau ar” dos locais 
em que os doentes estavam. Um bastão ponteiro de 
madeira era usado para ajudar a examinar o paciente sem a necessidade de tocá-los. A 
maioria dos médicos da peste também usavam um chapéu de aba para identificar sua 
posição como médico. 
 
Clique aqui 
Figura 1 - Traje especial usado por médicos contra 
Peste Negra 
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Charles_de_Lorme&action=edit&redlink=1
http://www.grtbooks.com/Hippocrates/?aa=HI&at=SI/&yr=-460
 
12 
Fica a Dica 
Você sabe por que durante a Idade Média eram estabelecidos 
40 dias de isolamento para os doentes? 
Qual é o significado disso? 
Por que usávamos a quarentena? 
Apesar de não compreenderem ainda o que seria o período de 
incubação, médicos e cientistas da época acreditavam que 
após 40 dias, não haveria mais risco de desenvolver a doença, 
por isso o isolamento durante esse período seria importante. 
É possível também levar a um sentido religioso, pois foi de 40 dias a duração do dilúvio que 
purificou a Terra. Nesse caso, a adoção de 40 dias teria a função de purificar a pessoa da 
enfermidade. 
Ainda podemos dar um significado alquímico! 
Naquela época, os alquimistas acreditavam que um elemento químico poderia se 
transformar em outro em 40 dias. Sendo assim, o “elemento” que estivesse na pessoa 
causando a doença se transformaria após os 40 dias. 
 
Outros acontecimentos e personalidades também foram pioneiros e portanto, podemos 
destacarTitus, Galeno, Francastoro, Paracelsus, Graunt, Farr e John Snow. A linha do 
tempo a seguir demonstra a evolução da Vigilância em Saúde com as principais iniciativas 
registradas na história. 
Titus Lucretius Carus 
Poeta e filósofo romano. 
S
é
c
. I-II a
.C
. 
Relacionou a maior letalidade das 
doenças às que eram transmitidas de 
pessoa a pessoa ou do lugar à 
pessoa. 
Claudio Galeno 
Proeminente médico romano de 
origem grega. Provavelmente o mais 
talentoso médico investigativo do 
período romano. 
1
2
9
-2
1
7
 d
.C
. 
Codificou e consolidou a teoria 
hipocrática. 
 
Clique aqui 
Figura 2 - Quarentena 
https://www.youtube.com/watch?v=MSu53DI5pBk
 
13 
Girolamo Fracastoro 
Médico, matemático, geógrafo e 
poeta italiano. 
1
4
7
8
-1
5
5
3
 
Propôs a primeira “Teoria do germes” 
em que as doenças são transmitidas 
por entidades e autopropagam-se. 
Theophrastus Paracelsus 
Médico da Renascença, cujo 
interesse principal incluía alquimia, 
botânica, fisiologia, astrologia, 
ciência e ocultismo. 
1
4
9
3
-1
5
4
1
 
A doença era atribuível a causas 
ambientais de vários níveis 
considerando, por exemplo, as de 
causas cósmicas e causas mundanas. 
Identificou uma fonte de doenças a 
partir da exploração de minas de prata 
e construiu um argumento de que as 
doenças respiratórias eram causadas 
por “venenos ambientais” a partir 
dessas observações. 
 
Saber como as pessoas morrem, isto é, coletar dados sobre mortalidade, foi a matéria prima 
para as primeiras análises das condições que afetam a saúde da população. 
A partir do Século XVII, alguns cientistas se dedicaram muito aos estudo sobre mortalidade. 
Podemos citar como importantes marcos na vigilância em saúde. 
 John Graunt 
Cientista e demógrafo britânico 
1
6
2
0
-1
6
7
4
 
Introduziu o conceito de coleta 
sistemática de dados sobre mortalidade. 
Precursor na construção de Tábuas de 
Mortalidade, procedendo tratamento dos 
dados com exame crítico das fontes, uso 
de frequência e aplicação de métodos 
estatísticos para lidar com alguns tipos 
de problemas nos dados. 
William Farr 
Epidemiologista britânico, 
considerado um dos fundadores 
da estatística médica 
S
é
c
. X
IX
 
Iniciou a coleta e a análise sistemática 
das estatísticas de mortalidade na 
Inglaterra e País de Gales. Graças a 
essa iniciativa, Farr é considerado o pai 
da estatística vital e da vigilância. 
 
14 
John Snow 
Médico higienista, famoso por ter 
revertido o surto de cólera vivido 
no bairro Soho, na Inglaterra 
1
8
5
4
 
Mostrou por meio de mapas, a 
distribuição dos óbitos por cólera em 
Londres, e assim apontou que a 
concentração dos óbitos estava 
relacionada ao consumo de água na 
bomba de Broad Street. Dessa forma, 
mesmo desconhecendo o agente 
etiológico causador do cólera, identificou 
a origem daquele surto. Garantindo a ele 
o título de ”Pai da Epidemiologia”. 
 
Saiba Mais 
Conheça os detalhes da epidemia de cólera que abateu Londres, em 1854, nos arredores 
do bairro do Soho. Veja a investigação que foi conduzida, a partir do debate de duas teorias 
sobre o modo de transmissão, lendo o livro “O MAPA FANTASMA - Como a luta de dois 
homens contra o cólera mudou o destino de nossas metrópoles". 
Disponível no link abaixo. 
 
Essa investigação representa um marco na história da epidemiologia descritiva e pode ser 
apreciada vendo o filme “SNOW”: 
 
Na era pré-industrial, séculos XVII e XVIII, é introduzida a legislação sobre a Vigilância em 
Saúde Pública, adotando-se o conceito de notificação compulsória de doenças infecciosas. 
Nesse mesmo período, a Vigilância em Saúde Pública foi entendida como necessária para 
a política de desenvolvimento das nações. Argumentou-se sobre a necessidade de uma 
forma ampliada de Vigilância em Saúde Pública que lidasse com saúde escolar, prevenção 
de agravos, saúde materno-infantil, água para consumo humano e tratamento de esgoto. 
Com a Revolução Francesa (1788-1799), a saúde da população passou a ser 
responsabilidade do Estado, iniciando-se o conceito de bem-estar social. 
 
Clique aqui 
 
Clique aqui 
https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=1583921
https://www.youtube.com/embed/2TkcuHILBH0?rel=0&controls=0&showinfo=0
 
15 
A consolidação do pensamento de bem-estar social veio com o 
nascimento da “Medicina Social”, do qual Foucault traça uma 
tipologia que nos remete às três grandes áreas de atuação da 
Vigilância em Saúde: i) as intervenções voltadas para o controle de 
doenças no espaço urbano, incluindo os deslocamentos e a 
mobilidade populacional; ii) intervenções voltadas para os 
ambientes de trabalho e bairros operários; e iii) as intervenções 
voltadas para a contabilidade e a distribuição da morbidade e 
mortalidade na população em geral. 
Saiba Mais 
Quer conhecer mais sobre Focault e a “Medicina Social”? 
Acesse o link abaixo e veja quais as contribuições destes para o modelo moderno da 
Vigilância em Saúde Pública. 
 
Nas sociedades industriais modernas, a Vigilância em Saúde Pública passou a ser utilizada 
para desenvolver a legislação e promover mudanças sociais. Iniciou-se, assim, a prática de 
coleta e análise de estatísticas vitais, reportando seus resultados para as autoridades e ao 
público em geral. Ainda no século XIX foi introduzido o censo decenal, a padronização da 
nomenclatura de doenças e causas de morte e a coleta de dados de adoecimento 
considerando as características dos acometido, como idade, sexo, ocupação, nível 
socioeconômico e localidade de residência. 
Nas sociedades industriais modernas, a Vigilância em Saúde 
Pública passou a ser utilizada para desenvolver a legislação e 
promover mudanças sociais. Iniciou-se, assim, a prática de 
coleta e análise de estatísticas vitais, reportando seus 
resultados para as autoridades e ao público em geral. Ainda no 
século XIX foi introduzido o censo decenal, a padronização da 
nomenclatura de doenças e causas de morte e a coleta de 
dados de adoecimento considerando as características dos 
acometido, como idade, sexo, ocupação, nível socioeconômico 
e localidade de residência. 
 
Clique aqui 
Figura 3 - Michel Foucault 
Figura 4 - capa do documento da 21ª 
Assembleia Mundial da Saúde 
https://razaoinadequada.com/filosofos/foucault/
 
16 
Em meados do século XX, houve a elaboração dos 
conceitos de história natural das doenças e de prevenção 
primária, secundária e terciária. Porém, o grande marco 
para a Vigilância em Saúde ocorreu em 1968, quando a 
21ª Assembleia Mundial da Saúde adotou o conceito de 
“Vigilância Populacional”, definida como a coleta 
sistemática e o uso de informação epidemiológica para o 
planejamento, implementação e avaliação do controle de 
doenças. A Assembleia definiu os três principais aspectos 
da vigilância: a coleta sistemática de dados pertinentes; a 
consolidação e a avaliação ordenada desses dados; e a 
rápida disseminação dos resultados àqueles que 
necessitam de conhecê-los para tomada de decisão. 
Definiu-se, assim, que a Vigilância é “Informação para 
ação”, jargão amplamente utilizado até os dias atuais. 
Saiba Mais 
Acesse ao documento oficial da 
21ª Assembleia Mundial da 
Saúde em que, pela primeira 
vez, foram utilizados os termos 
“Vigilância Populacional” e 
“Informação para ação” 
 
No final do século XX, a Vigilância em Saúde foi se tornando parte integrante da 
“responsabilidade sanitária dos sistemas de saúde”. A dinâmica mundial de movimentação 
entre os países, principalmente de pessoas, bens e mercadorias, grande parte devida a 
globalização, resultou na constituição de plataformas globais de vigilância. Uma importante 
estratégia de vigilância global é o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) que constitui 
um acordo legal vinculativo envolvendo 196 países em todo o mundo. Seu objetivo é ajudar 
a comunidade internacional a prevenir e responder a graves riscosde saúde pública que têm 
o potencial de atravessar fronteiras e ameaçar pessoas em todo o mundo como no caso de 
uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII) é definida como “um 
evento extraordinário determinado que constitui um risco de saúde pública para outros 
Estados por meio da disseminação internacional de doenças e por potencialmente exigir 
uma resposta internacional coordenada. 
Você sabia?? 
A epidemia de zika vírus no Brasil em 2015 foi considerada 
uma ESPII? Atualmente estamos vivendo uma emergência 
dessas: a epidemia de ebola na República Democrática do 
Congo. 
Conheceremos algumas delas nas aulas seguintes. 
 
Clique aqui 
https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/95260/Official_record168_spa.pdf?sequence=1&isAllowed=y
 
17 
2 - Breve histórico da Vigilância em Saúde no Brasil 
No século XVII, mesmo sem relações de 
causalidade bem estabelecidas entre agentes 
etiológicos e doenças infecciosas, há destaque 
para um documento que traz fatos relevantes 
para a construção história da Vigilância em 
Saúde no Brasil. O “Tratado Único da 
Constituição Pestilencial de Pernambuco”, de 
1694, é considerado o segundo livro em 
vernáculo sobre a medicina oficial no Brasil 
colônia. Foi escrito pelo médico João Ferreira 
da Rosa e impresso em Lisboa no ano 
seguinte. Nele, Rosa descreveu com detalhes 
as causas, disseminação e tratamento dos 
“males” que assolavam Recife nas três 
décadas anteriores, trazendo relatos do que 
seria a primeira epidemia de febre amarela no Brasil. Os registros apontam não só para os 
casos de febre amarela, mas também para diversos contextos associados à epidemia. 
Destacou, ainda, os impactos da epidemia na sociedade, com a fiscalização de hábitos e 
costumes da população e a limpeza das ruas. 
No século XVII, mesmo sem relações de causalidade bem estabelecidas entre agentes 
etiológicos e doenças infecciosas, há destaque para um documento que traz fatos relevantes 
para a construção história da Vigilância em Saúde no Brasil. O “Tratado Único da 
Constituição Pestilencial de Pernambuco”, de 1694, é considerado o segundo livro em 
vernáculo sobre a medicina oficial no Brasil colônia. Foi escrito pelo médico João Ferreira da 
Rosa e impresso em Lisboa no ano seguinte. Nele, Rosa descreveu com detalhes as causas, 
disseminação e tratamento dos “males” que assolavam Recife nas três décadas anteriores, 
trazendo relatos do que seria a primeira epidemia de febre amarela no Brasil. Os registros 
apontam não só para os casos de febre amarela, mas também para diversos contextos 
associados à epidemia. Destacou, ainda, os impactos da epidemia na sociedade, com a 
fiscalização de hábitos e costumes da população e a limpeza das ruas. 
Figura 5 - Tratado Único da constituição Pestilencial de 
Pernambuco de 1694 
 
18 
 
Figura 6 - Rua Direita, Rio de Janeiro, década de 1820, em litografia a partir de desenho original de Johann Moritz Rugendas, incluída no 
álbum Viagem pitoresca de 1835. 
No Séc. XIX, a “Visita de Saúde” foi instaurada e as 
equipes seguiram fiscalizando as boticas de bordo, as 
cargas trazidas, a presença de doenças contagiosas 
na tripulação. O medo da importação de escravos 
doentes que pudessem gerar uma epidemia nas 
cidades portuárias era preocupação constante dos 
comerciantes. A intenção dessa ação, que podemos 
citar como uma das primeiras medidas oficiais de 
saúde pública, também era proteger os integrantes da 
Coroa e garantir o comércio de mercadorias, livrando 
o porto de doenças como peste, escorbuto, sarnas, lepra e febre amarela. Em 1889, já na 
República, a legislação sanitária foi aperfeiçoada em todo o território nacional com a adoção 
da Regulamentação dos Serviços de Saúde dos Portos, aprenderemos mais detalhes sobre 
essa temática nas aulas seguintes. 
 
Figura 8 - fotos Das Instalações Do Asilo-Colônia De Cocais. A Maioria Dos Asilos Funcionavam Como Pequenas Cidades, Porém Os 
Benefícios Só Eram Conferidos Àqueles Que Tinham Dinheiro Para Pagar. Crédito: Museu De Saúde Pública Emílio Ribas/Instituto 
Butantan. 
Figura 7 - Foto de 1968 mostra a entrada do antigo 
leprosário de Bauru, no interior de SP 
 
19 
No início do século XX, entre outros problemas de 
saúde pública, a hanseníase se disseminava 
progressivamente em um cenário favorecido pelas 
precárias condições de vida e pela falta de 
conhecimentos clínicos e laboratoriais sobre a 
doença. Em 1903, Oswaldo Cruz assumiu a 
Direção Geral de Saúde Pública com a 
responsabilidade de promover novas ações de 
prevenção e controle de doenças. No ano seguinte, 
foi publicado o Regulamento Sanitário da União, dentre outras, com a obrigatoriedade da 
vacinação antivariólica, implementação da profilaxia da febre amarela e com a exigência de 
notificação compulsória e isolamento obrigatório para pacientes com hanseníase em 
domicílio, colônias agrícolas, sanatórios, hospitais e asilos. 
Saiba Mais 
Para saber mais, leia: 
Spinalonga, a ilha grega onde leprosos eram abandonados para esperar a morte, por 
Elizabeth Warkentin da BBC-Travel. 
 
A hanseníase e sua história no Brasil: a história de um “flagelo nacional”. 
 
 
Saiba Mais 
Depois da vacinação contra varíola se tornar obrigatória, a população se recusou a ser 
vacinada e formou um movimento de resistência que ficou conhecido como a “Revolta da 
Vacina”. 
Se quiser saber mais sobre a Revolta da Vacina, leia o Caderno da Comunicação, Série 
Memória “1904 - Revolta da Vacina. A maior batalha do Rio”, que você pode acessar no link 
abaixo. 
 
 
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Figura 9 - Bebês retirados pelo estado de pais, que eram 
pacientes de hanseníase, e eram enviados a educandários 
(Foto: Acervo Jaime Prado) 
https://www.metrojornal.com.br/estilo-vida/2017/12/05/spinalonga-ilha-grega-onde-leprosos-foram-abandonados-para-esperar-morte.html
http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v22n4/0104-5970-hcsm-22-4-1491.pdf
http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4204434/4101424/memoria16.pdf
 
20 
Há também um vídeo sobre o período! 
Assista: Revolta da Vacina. 
Direção: Eduardo Vilela. Produção: Maria Cristina de Azevedo. Brasil: Setor de Imagem e 
Movimento do Departamento de Arquivo e Documentação Casa de Oswaldo Cruz. 1994. 
Disponível em: Vídeo Saúde Distribuidora da Fiocruz. Acesse em: 
 
Durante a maior parte do século XX, o Governo Federal era responsável por todas as ações 
e programas de saúde, desde o planejamento até a execução. As ações da Vigilância em 
Saúde eram restritas às campanhas em que os agentes de controle percorriam os territórios 
nos quais determinadas doenças eram mais frequentes. Nesta época, o modelo de vigilância 
era direcionado para uma população rural que tinha grande dificuldade de locomoção. 
Em 1990 foi criado o Sistema Único de Saúde, que, dispõe sobre as condições para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços 
correspondentes. Esta Lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, 
executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente, eventual, por pessoas 
naturais ou jurídicas de direito público ou privado, dentre essas estão as ações de vigilância 
em saúde. 
Mas o que é a vigilância em saúde? 
 
A Vigilância em Saúde de hoje é responsável por ações de vigilância, prevenção e controle 
de doenças transmissíveis, pela vigilância de fatores de risco para o desenvolvimento de 
doenças crônicas não transmissíveis, saúde ambiental e do trabalhador e também pela 
análise de situação de saúde da população brasileira. 
É entendida como um processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, 
disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, que visa ao 
planejamento e à implementação de medidas de saúde pública para a proteção da 
saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como 
para a promoção dasaúde. 
Conheceremos todas as ações de vigilância nas aulas seguintes. 
 
Clique aqui 
https://www.youtube.com/watch?v=amwFWGMJhUw
 
21 
Saiba Mais 
Durante a aula mencionamos a Lei Orgânica da Saúde. Caso queira conhecê-la você pode 
acessar no link abaixo! 
A Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990) regulamenta o SUS 
 
Ainda, você poderá acessar o site da Fundação Nacional de Saúde com a cronologia 
histórica da saúde pública do Brasil, no link abaixo 
 
 
Exercitando 
1 - Foi possível perceber que a Vigilância está presente em nossas vidas há muito tempo e 
que evoluiu bastante, não é? De acordo com os nossos estudos, marque “V” para as 
alternativas que você considerar verdadeira e “F” para as alternativas que você considerar 
falsa. 
a) ( ) Na Idade Média, as pessoas com lepra e peste podiam viver normalmente na 
população. 
b) ( ) No século XV, doenças começaram a ser monitoradas, foram criados os 
cemitérios e medidas de isolamento foram adotadas no porto de Veneza. 
c) ( ) No século XX, Oswaldo Cruz, assumiu a Direção Geral de Saúde e travou 
guerra contra a malária. 
2 - Atividades relacionadas ao que hoje conhecemos como Vigilância em Saúde acontecem 
desde a Grécia antiga. De acordo com o texto, enumere a sequência de eventos na história. 
a) ( ) Foram introduzidos os conceitos de doenças agudas, doenças crônicas, 
epidemias e endemias. 
b) ( ) As doenças são transmitidas por entidades e autopropagam-se. 
c) ( ) Análise descritiva apoiada pelo uso de dados espaciais de casos na 
identificação de um surto. 
d) ( ) Tratamento dos dados com exame crítico das fontes, uso de frequência e 
aplicação de métodos estatísticos. 
 
 
Clique aqui 
 
Clique aqui 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8080.htm
http://www.funasa.gov.br/cronologia-historica-da-saude-publica
 
22 
Vamos relembrar? 
Nessa aula você conheceu que desde o início da civilização 
já eram aplicadas ações de Vigilância. Você conheceu 
Hipócrates: o pai da medicina. Mesmo sem muitos recursos 
ele já fazia algumas observações relacionando as 
características das estações, o solo, água e outros fatores 
para detectar alguma doença nos pacientes. Essas 
observações são consideradas um modo primitivo de 
Vigilância em Saúde. 
Aprendeu um pouco sobre o crescimento da Vigilância pelo 
mundo, incluindo seus principais fatores e as medidas que 
foram realizadas para evitar epidemias. 
Já no Brasil, mostramos como a vigilância atuou para conter 
as epidemias nos portos para garantir o comércio de 
mercadorias, livrando-o de doenças 
Na próxima aula, vamos aprofundar os conhecimentos 
sobre a estrutura, atribuições e aplicação da Vigilância em 
Saúde nas rotinas de trabalho do profissional de saúde do 
SUS. 
 
 
 
 
23 
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24 
Referências 
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Métodos, Aplicações. Koogan G, editor. Rio de Janeiro, 2011. 699 p. 
BRASIL, MINISTÉRIO DA JUSTIÇA. A SAÚDE E A HIGIENE PÚBLICA NA ORDEM 
COLONIAL E JOANINA. Arquivo Nacional. Disponível em: 
http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=
2168&sid=163. 
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE , 
DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. Guia de Vigilância 
Epidemiológica. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. 
Guidelines for Evaluation Public Health Surveillance Systems. MMWR 
Supplements, 06 May. 1988 /37 (S-5): 1-18.14p. Disponível em: Acesso em: 27 jan. 2004. 
CHURCHILL, R. E.; TEUTSCH, S. M. Principles and Practice of Public Health 
Surveillance. 2.ed. Oxford: University press, 2000. p. 1. 
DOS ANJOS, Bianca Cruz. Tratado Único da Constituição Pestilencial de 
Pernambuco: primeira descrição dos “males” por João Ferreira da Rosa no século 
XVII.Temporalidades – Revista Discente do Programa de Pós-Graduação em História 
da UFMG. v. 8, n. 1 (jan./maio 2016) – Belo Horizonte: Departamento de História, 
FAFICH/UFMG, 2016. ISSN: 1984-6150. 
FARIA, L; SANTOS, L.A.C. A hanseníase e sua história no Brasil: a história de um 
“flagelo nacional”. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro. v.22, n.4, 
out.-dez. 2015, p.1491-1495. 
LANGMUIR, A. D.; ANDREWS, J. M. Biological warfare defence. 2 – The Epidemic 
Inteligence Service of the Communicable Disease Center. Am J.Public Health, 42: 
235-238, 1952. 
MORAES IHS. Informações em saúde: da prática fragmentada ao exercício da 
cidadania. São Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec, 1994. 
ROSEN, G. Uma história da Saúde Pública. São Paulo: Editora Unesp – Hucitec – 
Abrasco, 1994. 423p. 
 
25 
SAUSSER M, STAIN Z. ERAS. In Epidemiology: The evolution of ideas. New York: 
Oxford University Press; 2009. 
SETA, Marismary Horsth De; OLIVEIRA, Catia Veronica dos Santos e PEPE, Vera 
Lúcia Edais. Proteção à saúde no Brasil: o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. 
Ciênc. saúde coletiva [online]. 2017, vol.22, n.10. 
TACHKER, S. B. Historical Development. In: TEUTSCH, S. M.; CHURCHILL, R. E. 
(ed.) Principles and Practice of Public Health Surveillance. Oxford University 
Press, 2000. 406p. 
THACKER, S. B.; BERKELMAN, R. L. Public health surveillance in the United 
States. Epidemiol Rev, 10:164-190, 1988. 
WHANG, H. et al. Global, regional, and national levels of neonatal, infant, and 
under-5 mortality during 1990–2013: a systematic analysis for the Global Burden of 
Disease Study 2013. The Lancet. 2014; 384: 957-79. 
 
 
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Respostas dos exercícios de acordo com a ordem que surgem na 
aula 
1 - Atividades relacionadas ao que hoje conhecemos como Vigilância em Saúde 
remontam desde a Grécia antiga. De acordo com o texto, enumere a sequência de 
eventos na história. 
(1) Foram introduzidos os conceitos de doenças agudas, doenças crônicas, 
epidemias e endemias 
(2) As doenças são transmitidas por entidades e autopropagam-se 
(4) Análise descritiva apoiada pelo uso de dados espaciais de casos na 
identificação de um surto 
(3) Tratamento dos dados com exame crítico das fontes, uso de frequência e 
aplicação de métodos estatísticos 
 
2 - É possível notar que a Vigilância está presente em nossas vidas há muito tempo e 
que evoluiu bastante. De acordo com o texto, marque verdadeiro ou falso. 
(F) Na Idade Média as pessoas com lepra e pestes podiam viver normalmente 
entre a população. 
(V) No Século XV, doenças começam a ser monitoradas, foram criados os 
cemitérios e medidas de isolamento foram vistas no porto de Veneza. 
(V) No século XX, Oswaldo Cruz, assumiu a Direção Geral de Saúde. 
(F) Em 1990, doenças e agravos não transmissíveis não foram incorporadas 
no Sistema Nacional.

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