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Questões resolvidas

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Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 1
APOSTILA DE ESTUDO
FIRMAR A POSIÇÃO COMO PROFESSOR,
AFIRMAR A PROFISSÃO DOCENTE
António Nóvoa • 2017
EIXO CENTRAL Formação de professores como formação profissional universitária, articulando
universidade, escolas, profissão e espaço público. O conceito de posição organiza cinco
movimentos: disposição pessoal, interposição profissional, composição pedagógica,
recomposição investigativa e exposição pública.
Preparação para seleção de Mestrado • conteúdo baseado exclusivamente no artigo
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 2
1. IDENTIFICAÇÃO DO TEXTO
Título: Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente.
Autor: António Nóvoa. Periódico: Cadernos de Pesquisa, v. 47, n. 166, p. 1106–1133, out./dez. 2017.
Palavras-chave: formação de professores; formação profissional; ensino superior; universidades.
ESTRUTURA O artigo parte de um diagnóstico do campo da formação docente, propõe um novo lugar
institucional entre universidade e escolas, reelabora o conceito de posição e desenvolve
cinco posições para a formação profissional dos professores.
2. OBJETIVO, PROBLEMA E IDEIA CENTRAL
Pergunta orientadora: como construir programas de formação capazes de superar a distância entre ambições teóricas e
realidade das escolas e professores, recuperando essa ligação sem abandonar a dimensão universitária, intelectual e
investigativa?
Tese: a formação docente deve ser concebida como formação profissional universitária, isto é, preparação para o
exercício de uma profissão, preservando conhecimento científico e cultural e aproximando formação, profissão e escola.
Ideia-força: não se firma a posição individual do professor sem afirmar coletivamente a profissão docente; formação e
profissão se reforçam mutuamente.
3. ESTUDO DIDÁTICO COMPLETO
3.1 Abertura: ganhos e limites da universitarização
Nóvoa reconhece ganhos académicos, simbólicos e científicos decorrentes da universitarização da formação docente e das
ideias de professor reflexivo e pesquisador. O problema é o afastamento crescente entre elaboração universitária e
realidade concreta das escolas. O texto procura reconstruir essa ligação sem desvalorizar a universidade.
3.2 Desprofissionalização e disputa sobre a formação
O artigo situa a formação num cenário de baixos salários, condições difíceis, intensificação e burocratização do trabalho,
prestação de contas, caminhos rápidos de preparação docente e privatização. O autor atribui essas tendências a
processos de desprofissionalização e critica visões que reduzem a docência a atividade técnica e aplicada.
3.3 Defensores, reformadores e transformadores
A partir de Zeichner, Payne e Brayko, são apresentados três grupos. Defensores protegem as estruturas universitárias e
recusam críticas; reformadores propõem desregulação, competição e mercado; transformadores reconhecem a
necessidade de mudança profunda sem desmantelar as instituições. Nóvoa situa sua reflexão no terceiro grupo.
3.4 Formação profissional como matriz
A mudança começa por assumir que a formação docente deve ter como matriz a preparação para uma profissão. O
conceito de profissão é retomado para enfrentar a diluição da profissionalidade e recolocar o núcleo identitário docente no
centro das licenciaturas.
3.5 As três deslocações
Primeira: pensar um continuum profissional que articule formação inicial, indução e formação continuada. Segunda:
aprender com outras profissões universitárias, especialmente a medicina, sem copiá-las. Terceira: definir a especificidade
da formação docente, articulando aprendizagem cognitiva, prática e moral.
3.6 Formação médica como inspiração, não cópia
A medicina aparece como referência por também ser profissão do humano e por organizar experiências profissionais
precoces, aprendizagem ativa e formação científica. Nóvoa rejeita a simples transposição do modelo hospitalar;
interessa-lhe compreender a matriz de uma formação profissional universitária.
3.7 Um novo lugar institucional
O autor propõe um lugar fortemente ancorado na universidade, porém híbrido, situado na fronteira entre universidade e
escolas. Esse arranjo deve aproximar formação, profissão e políticas públicas e produzir condições para que os estudantes
se tornem professores e participem da renovação profissional.
3.8 Casa comum da formação e da profissão
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 3
Primeira característica: um entre-lugar habitado por universitários e representantes das escolas/profissão, com
participação nos rumos da formação inicial, indução e formação continuada. Recusa tanto a aplicação vertical da ciência
universitária quanto a glorificação acrítica da prática.
3.9 Lugar de entrelaçamentos
Segunda característica: alternância entre forte formação teórica e trabalho nas escolas, de onde emergem problemas para
reflexão e pesquisa. As palavras-chave são convergência e colaboração. O conhecimento profissional do professor não é
menor que o do especialista; é diferente e orientado à formação humana.
3.10 Lugar de encontro
Terceira característica: universidade e escola não devem apenas somar-se. O encontro produz uma terceira realidade.
Professores da educação básica e universitários precisam ter dignidade formativa equivalente, mobilidade e participação
efetiva, evitando tanto 'teoria vazia' quanto 'prática vazia'.
3.11 Lugar de ação pública
Quarta característica: a formação não se encerra entre universidade e escola; exige sociedade e comunidades locais.
Conhecer a diversidade cultural e participar do espaço público dão espessura profissional à formação.
3.12 Por que o conceito de posição?
Nóvoa critica listas fixas de atributos, saberes e competências do 'bom professor'. Prefere posição porque permite
compreender como alguém se torna profissional dentro de relações, coletivos e negociações. A posição não é fixa: é
relacional e inclui tomada pública de posição.
3.13 Cinco sentidos de posição
Posição pode significar postura (atitude pessoal), condição (lugar na profissão), estilo (modo próprio de agir),
arranjo/rearranjo (capacidade de recriar a ação) e opinião (intervenção pública). Esses sentidos sustentam as cinco
posições formativas.
3.14 Conhecimento como alicerce
Antes das cinco posições, o autor reafirma que o alicerce é o conhecimento científico e cultural. Digital, aprendizagem ao
longo da vida, neurociências, competências socioemocionais, pedagogias e convergência disciplinar podem contribuir, mas
não substituem uma sólida formação de base.
3.15 Disposição pessoal — aprender a ser professor
Transformar predisposição em disposição exige autoconhecimento, autoconstrução e reflexão desde o início do curso. Três
dimensões são aprofundadas: vida cultural e científica própria; ethos e compromisso ético com todas as crianças;
capacidade de decidir em ambientes de incerteza e imprevisibilidade.
3.16 Interposição profissional — aprender a sentir como professor
Ninguém se forma professor sem professores e sem instituições escolares. O eixo é a socialização profissional em
comunidades docentes. Professores da educação básica devem ser reconhecidos como formadores, e a escola não pode
ser mero campo de aplicação.
3.17 Indução e continuum profissional
A transição para o exercício profissional é decisiva. Residência, supervisão e apoio de professores experientes ajudam a
integrar os iniciantes. Depois, a formação continuada deve ocorrer no espaço da profissão, como reflexão partilhada
destinada a compreender e melhorar o trabalho docente.
3.18 Composição pedagógica — aprender a agir como professor
Não há dois professores iguais. Cada um constrói sua composição pedagógica em relação com os outros. Para além do
conhecimento disciplinar e do conhecimento pedagógico, Nóvoa defende um terceiro género de conhecimento:
conhecimento profissional docente, constituído no interior da profissão.
3.19 Terceiro género de conhecimento
O autor o aproxima de três ideias: compreensão da essência das relações profissionais; tacto pedagógico/ação sensata,que permite compreender e narrar a própria ação; e discernimento, capacidade de julgar e decidir em situações humanas
incertas. Não é simples saber-fazer técnico.
3.20 Recomposição investigativa — aprender a conhecer como professor
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 4
A pesquisa deve integrar a rotina da profissão. Professores analisam sistematicamente as realidades escolares e o próprio
trabalho em colaboração. Essa investigação profissional sustenta a renovação das práticas e deve organizar a formação
continuada.
3.21 Escrita, autoria e patrimônio profissional
Pesquisa implica escrita e autoria docente. Registrar casos, análises e reflexões permite acumular patrimônio profissional e
renovar práticas. A formulação do texto é marcante: uma profissão que não se escreve também não se inscreve nem se
afirma publicamente.
3.22 Exposição pública — aprender a intervir como professor
A profissão prolonga-se para o espaço público. O professor deve aprender a tomar posição sobre temas educativos,
dialogar com famílias e comunidades e participar da construção de políticas públicas. A formação inicial deve desenvolver
consciência crítica para essa intervenção.
3.23 A coda: formação e profissão
Nóvoa esclarece que as cinco posições não constituem um modelo fechado, mas dimensões negligenciadas. Ele rejeita a
imagem do professor como 'salvador' de todos os problemas educativos. Formação forte exige profissão forte; profissão
forte exige formação valorizada.
4. CONCEITOS-CHAVE EXPLICADOS
Formação profissional
universitária
Formação para o exercício da docência como profissão, unindo solidez universitária,
conhecimento, experiência escolar e participação da profissão.
Continuum
profissional
Articulação entre formação inicial, indução profissional e formação continuada ao longo da
vida docente.
Lugar híbrido / terceiro
lugar
Espaço institucional de fronteira e fertilização mútua entre universidade, escolas, profissão
e políticas públicas.
Posição Conceito relacional e dinâmico que abrange postura, lugar profissional, estilo, rearranjo e
tomada pública de posição.
Disposição pessoal Construção de si como professor: cultura, ciência, ética e preparação para a incerteza.
Interposição
profissional
Inserção e socialização no coletivo profissional, com presença formadora de professores
experientes e das escolas.
Composição
pedagógica
Modo próprio de agir profissional, construído com os outros e sustentado pelo conhecimento
profissional docente.
Recomposição
investigativa
Renovação do trabalho pedagógico mediante análise sistemática, pesquisa colaborativa,
escrita e autoria profissional.
Exposição pública Intervenção docente no espaço público da educação e participação nos grandes debates e
políticas educacionais.
Terceiro género de
conhecimento
Conhecimento profissional que supera a dicotomia entre conteúdo disciplinar e pedagogia,
integrando experiência refletida, tacto e discernimento.
5. O QUE A BANCA PODE COBRAR
Pergunta central do
artigo
Como reaproximar formação, escolas e professores sem abandonar a dimensão
universitária, intelectual e investigativa.
Transformadores Defendem mudanças profundas na formação, mas recusam sua substituição por
desregulação e mercado; é nesse grupo que o autor se situa.
Três deslocações Continuum profissional; inspiração em outras profissões universitárias; definição da
especificidade da formação docente.
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 5
Quatro características
do novo lugar
Casa comum; entrelaçamentos; encontro; ação pública.
Conceito de posição Alternativa às listas fixas de qualidades/competências; enfatiza processo, relações,
negociação e tomada de posição.
Cinco posições Disposição pessoal; interposição profissional; composição pedagógica; recomposição
investigativa; exposição pública.
Conhecimento
profissional docente
Terceiro género que não se reduz ao conhecimento da disciplina nem ao conhecimento
pedagógico.
Indução profissional Fase decisiva de entrada na profissão que requer acompanhamento, boas condições e
participação de professores experientes.
Pesquisa e autoria A investigação deve estar incorporada ao trabalho profissional e resultar em escrita, arquivo
e patrimônio docente.
Formação ↔ profissão A tese final é de reforço mútuo: não há boa formação com profissão fragilizada, nem
profissão forte com formação desvalorizada.
6. ATENÇÃO PARA A PROVA / POSSÍVEIS PEGADINHAS
• Nóvoa não propõe abandonar a universidade; quer reforçá-la mediante ligação orgânica com escolas e profissão.
• O artigo não defende praticismo: critica tanto a 'teoria vazia' quanto a 'prática vazia'.
• A medicina é inspiração para pensar formação profissional, não um modelo a copiar literalmente.
• O novo lugar institucional não é simples soma universidade + escola; pretende produzir uma terceira realidade.
• Posição não é atributo fixo nem identidade imutável; é relacional, negociada e também pública.
• Conhecimento profissional docente não substitui conhecimento disciplinar ou pedagógico; completa a trilogia formativa.
• Formação continuada não é apenas curso para corrigir lacunas; desenvolve-se também pela reflexão partilhada no
espaço profissional.
• Pesquisa docente não é pesquisa feita apenas sobre professores por agentes externos; deve integrar a rotina e a autoria
da profissão.
• Exposição pública não significa exposição pessoal; significa intervenção profissional no espaço público da educação.
• O autor não responsabiliza o professor por resolver sozinho todos os problemas educacionais.
7. QUADRO “NÃO CONFUNDA”
1 2 DISTINÇÃO
Formação profissional Treinamento técnico A primeira envolve conhecimento, ética, profissão,
pesquisa e ação; não se reduz a técnicas.
Lugar híbrido Campo de aplicação A escola participa da formação e da decisão; não recebe
apenas teorias produzidas na universidade.
Posição Lista de competências Posição é relacional, processual e negociada, não
inventário fixo.
Terceiro conhecimento Saber-fazer É conhecimento profissional refletido, coletivo e capaz de
discernimento.
Indução Formação inicial Indução refere-se sobretudo à entrada e integração no
exercício profissional.
Exposição pública Marketing docente É tomada de posição profissional e participação no espaço
público da educação.
8. O AUTOR DEFENDE × O AUTOR NÃO DEFENDE
DEFENDE Formação profissional universitária com forte vínculo à profissão.
NÃO DEFENDE Desuniversitarização ou preparação rápida e desregulada.
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 6
DEFENDE Fertilização mútua entre universidade e escolas.
NÃO DEFENDE Aplicação vertical da teoria ou glorificação da prática.
DEFENDE Professores da educação básica como formadores com dignidade e participação.
NÃO DEFENDE Escolas como meros campos de aplicação.
DEFENDE Conhecimento científico, cultural e profissional sólido.
NÃO DEFENDE Substituição do conhecimento por modismos ou mera informação.
DEFENDE Pesquisa, escrita e autoria incorporadas à profissão.
NÃO DEFENDE Pesquisa exclusivamente externa à profissão.
DEFENDE Responsabilidade coletiva e ação pública docente.
NÃO DEFENDE Professor individual como salvador de todos os problemas educacionais.
9. MAPA MENTAL
FORMAÇÃO PROFISSIONAL UNIVERSITÁRIA
↓
superar distância UNIVERSIDADE ↔ ESCOLA sem perder conhecimento/pesquisa
↓
NOVO LUGAR HÍBRIDO
casa comum • entrelaçamentos • encontro • ação pública
↓
POSIÇÃO = postura + condição + estilo + rearranjo + opinião/tomada de posição
↓
5 MOVIMENTOS
disposição pessoal → interposição profissional → composição pedagógica → recomposição investigativa →
exposição pública
↓
FORMAÇÃO ↔ PROFISSÃO
uma fortalece a outra
10. RESUMO ESTRUTURADO PARA ESTUDO
• A universitarização trouxe ganhos, mas enfraqueceu o entrelaçamento entre formação e profissão.
• O artigo posiciona-se entre os 'transformadores': mudança profunda sem desmantelamento ou mercantilização.
• A formação docente deve ser profissional e universitária, sustentada pelo conhecimento.
• O continuum profissionalconecta formação inicial, indução e formação continuada.
• O novo lugar institucional é híbrido e articula universidade, escolas, professores e sociedade.
• O conceito de posição substitui listas fixas de atributos por uma visão relacional e processual da profissionalização.
• As cinco posições organizam aprender a ser, sentir, agir, conhecer e intervir como professor.
• O conhecimento profissional docente constitui um terceiro género para além da dicotomia disciplina/pedagogia.
• Pesquisa, escrita e autoria ajudam a renovar práticas e a afirmar publicamente o patrimônio profissional.
• A tese final estabelece interdependência entre qualidade da formação e força da profissão docente.
11. 10 QUESTÕES OBJETIVAS DE FIXAÇÃO
1. Ao reconhecer os ganhos da universitarização, Nóvoa identifica como problema persistente:
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 7
A) excesso de presença dos professores nas universidades.
B) abandono completo da pesquisa.
C) distância entre elaboração académica e realidade das escolas/professores.
D) inexistência de conhecimento pedagógico.
E) impossibilidade de formar docentes no ensino superior.
2. O grupo dos 'transformadores' caracteriza-se por:
A) defender imobilismo institucional.
B) propor mercado e desregulação.
C) reconhecer a necessidade de mudança sem aceitar o desmantelamento da formação universitária.
D) rejeitar a profissão docente.
E) substituir universidades por empresas.
3. Considere I. continuum profissional; II. inspiração em profissões universitárias; III. especificidade da formação docente.
No texto, correspondem:
A) às três deslocações.
B) às três formas de privatização.
C) às etapas do terceiro conhecimento.
D) aos sentidos de posição.
E) aos tipos de escola.
4. O 'novo lugar institucional' deve ser compreendido como:
A) setor universitário isolado.
B) escola de aplicação subordinada.
C) espaço híbrido de ligação entre universidade, escolas e profissão.
D) empresa de certificação.
E) substituto da universidade.
5. Ao afirmar que o encontro de 1 + 1 produz nova realidade, o autor pretende:
A) eliminar diferenças institucionais.
B) defender mera soma de atividades.
C) caracterizar um terceiro lugar produzido colaborativamente.
D) hierarquizar a universidade.
E) reduzir a escola à prática.
6. O conceito de posição é preferido porque:
A) fixa atributos universais.
B) permite pensar profissionalização como processo relacional, negociado e público.
C) elimina identidade profissional.
D) dispensa conhecimento.
E) reduz formação a opinião.
7. Qual associação está correta?
A) disposição pessoal — aprender a pesquisar.
B) interposição profissional — aprender a sentir como professor.
C) composição pedagógica — aprender a intervir publicamente.
D) recomposição investigativa — aprender a ser professor.
E) exposição pública — aprender a agir em sala.
8. Para Nóvoa, professores da educação básica na formação inicial devem:
A) limitar-se a receber estagiários.
B) ter papel de formadores e capacidade real de participação.
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 8
C) substituir professores universitários.
D) atuar apenas na avaliação.
E) permanecer fora das decisões.
9. O terceiro género de conhecimento profissional:
A) é simples técnica.
B) elimina conhecimento disciplinar.
C) integra experiência refletida, tacto e discernimento profissional.
D) pertence apenas à universidade.
E) equivale a informação digital.
10. Na coda, a relação formação-profissão é apresentada como:
A) unilateral.
B) independente.
C) mutuamente constitutiva e fortalecedora.
D) exclusivamente técnica.
E) dispensável.
12. 5 QUESTÕES ANALÍTICAS – NÍVEL MESTRADO
11. Uma universidade amplia conteúdos teóricos das licenciaturas, mas mantém as escolas apenas como locais de estágio
e exclui professores da educação básica das decisões formativas. Segundo o artigo, qual problema permanece?
A) falta de teoria.
B) ausência do entre-lugar e da corresponsabilidade profissional.
C) excesso de pesquisa.
D) demasiada autonomia das escolas.
E) formação excessivamente pública.
12. Um programa propõe substituir grande parte da licenciatura por treinamento intensivo de poucas semanas, alegando
eficiência e contacto direto com a prática. A crítica de Nóvoa incidiria sobretudo sobre:
A) duração, apenas.
B) ausência de tecnologia.
C) redução técnica da profissão e enfraquecimento da formação profissional universitária.
D) excesso de professores experientes.
E) inexistência de avaliações objetivas.
13. Um professor iniciante domina conteúdos e teorias pedagógicas, mas diante de situações inesperadas não consegue
interpretar relações nem justificar suas decisões. Qual dimensão está mais diretamente fragilizada?
A) exposição pública.
B) conhecimento profissional docente ligado a tacto e discernimento.
C) conhecimento disciplinar.
D) recrutamento.
E) ação comunitária.
14. Uma rede organiza formação continuada apenas por palestras externas, sem análise colaborativa das práticas nem
produção escrita dos docentes. À luz da recomposição investigativa:
A) é suficiente porque pesquisa é universitária.
B) falta incorporar investigação, reflexão coletiva e autoria à rotina profissional.
C) escrita deve ser evitada.
D) professores não devem investigar.
E) formação continuada serve somente para especialização.
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 9
15. I. A posição profissional é relacional. II. Ela envolve negociação no coletivo. III. Ela também pode significar tomada
pública de posição. IV. Logo, posição equivale a uma identidade fixa definida antes da formação. Assinale:
A) I e IV apenas.
B) II e IV apenas.
C) I, II e III são sustentadas; IV é incompatível.
D) todas são sustentadas.
E) apenas IV é sustentada.
13. GABARITO COMENTADO
1. C — O texto parte exatamente do fosso entre ambições teóricas e realidade profissional.
2. C — Transformar sem desmantelar ou submeter a formação às lógicas de mercado.
3. A — São as três deslocações que estruturam a passagem à formação profissional.
4. C — É um lugar híbrido, universitário e simultaneamente aberto à profissão e às escolas.
5. C — O encontro deve criar uma terceira realidade e não uma simples adição.
6. B — Posição desloca o foco de atributos fixos para relações, negociação e ação.
7. B — Interposição trata da inserção e socialização no universo profissional.
8. B — A escola deixa de ser campo de aplicação e seus professores tornam-se formadores.
9. C — O terceiro conhecimento articula experiência refletida, tacto, discernimento e comunidade profissional.
10. C — Formação e profissão dependem e se fortalecem reciprocamente.
11. B — Sem participação dos professores e das escolas, não se constrói a casa comum proposta.
12. C — O fast-track exemplifica a visão técnica/aplicada criticada pelo autor.
13. B — A situação exige o conhecimento profissional que permite julgar e agir na incerteza.
14. B — Recomposição investigativa requer pesquisa incorporada, colaboração, escrita e autoria.
15. C — As três primeiras expressam a posicionalidade; identidade fixa contradiz o argumento.
14. 5 ITENS DE CERTO OU ERRADO
1. Nóvoa propõe reduzir o peso da universidade para substituir a formação académica pela prática escolar.
ERRADO — ele preserva a dimensão universitária e rejeita o praticismo.
2. O novo lugar institucional deve permitir fertilização mútua entre universidade e escolas.
CERTO — esta reciprocidade é central à casa comum.
3. O conceito de posição pressupõe características profissionais fixas e previamente definidas.
ERRADO — posição é relacional, negociada e dinâmica.
4. A recomposição investigativa associa pesquisa à análise sistemática do trabalho e à colaboração profissional.
CERTO — a pesquisa deve integrar a rotina da profissão.
5. A exposição pública amplia a profissão para além do espaço escolar e inclui participação nos debates e políticas
educativas.
CERTO — tomar posição publicamente integra a profissionalidade.
15. FLASHCARDS PARA REVISÃOATIVA
Qual a pergunta
orientadora?
Como superar a distância entre formação e escolas sem perder a dimensão universitária,
intelectual e investigativa?
Qual a matriz
proposta?
Formação profissional universitária.
Quais são as 3
deslocações?
Continuum profissional; inspiração em outras profissões; especificidade da formação
docente.
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 10
Quais as 4
características do novo
lugar?
Casa comum; entrelaçamentos; encontro; ação pública.
Quais as 5 posições? Disposição pessoal; interposição profissional; composição pedagógica; recomposição
investigativa; exposição pública.
Disposição pessoal
significa?
Aprender a ser professor, articulando cultura, ciência, ética e ação na incerteza.
Interposição
profissional significa?
Aprender a sentir como professor pela inserção e socialização na profissão.
Composição
pedagógica significa?
Aprender a agir e construir modo próprio de ensinar com base no conhecimento
profissional.
Recomposição
investigativa significa?
Aprender a conhecer como professor por pesquisa, reflexão, colaboração e escrita.
Exposição pública
significa?
Aprender a intervir como professor no espaço público da educação.
O que é terceiro
género de
conhecimento?
Conhecimento profissional docente que ultrapassa a dicotomia disciplina/pedagogia.
Tese final? Formação forte e profissão forte dependem uma da outra.
16. DESAFIO DE MESTRADO
QUESTÃO
INTEGRADORA
Explique como o conceito de posição permite a Nóvoa articular formação individual,
socialização profissional, conhecimento docente, pesquisa e intervenção pública sem
reduzir a profissão a uma lista de competências.
Orientação: mostre a natureza relacional da posição e conecte os cinco movimentos à tese de reforço mútuo entre formação e profissão.
17. 2 QUESTÕES SUBJETIVAS – ESTUDOS DE CASO
TEÓRICO-PROPOSITIVOS
CASO 1 — Licenciatura distante da profissão
Uma universidade possui professores pesquisadores qualificados e disciplinas teoricamente consistentes, mas os
licenciandos só entram em contato com escolas no estágio final. Professores da educação básica recebem os estudantes,
porém não participam do planejamento, avaliação ou decisões do curso. Analise o problema a partir de Nóvoa e proponha
uma reorganização formativa.
RESPOSTA-MODELO
— até 10 linhas visuais
O caso mantém o fosso entre universidade, escola e profissão criticado por Nóvoa. A
solução não é diminuir a formação universitária, mas criar um lugar híbrido que funcione
como casa comum da formação e da profissão. Professores da educação básica devem ser
reconhecidos como formadores, com participação real nas decisões. O percurso precisa
alternar estudo teórico, presença nas escolas, problematização e pesquisa. A indução e o
continuum profissional também devem ser considerados. Assim, supera-se tanto a
aplicação vertical da teoria quanto o praticismo, produzindo fertilização mútua entre
conhecimento universitário e conhecimento profissional docente.
CASO 2 — Professor iniciante e isolamento profissional
Um professor recém-formado assume sozinho turmas complexas, sem acompanhamento de colegas experientes. Diante
de situações imprevistas, sente dificuldade para decidir, registra pouco sua prática e entende a formação continuada
apenas como cursos externos. Analise a situação e proponha encaminhamentos com base nas cinco posições do artigo.
Apostila de estudo • António Nóvoa • 2017 11
RESPOSTA-MODELO
— até 10 linhas visuais
O caso evidencia fragilidade na interposição profissional, pois o iniciante não foi integrado a
uma comunidade docente nem apoiado na indução. A disposição pessoal deve fortalecer
ética, cultura e capacidade de agir na incerteza. A composição pedagógica exige construir
tacto e discernimento com colegas experientes. Pela recomposição investigativa, o
professor deve analisar, registrar e pesquisar sua prática em colaboração, transformando
experiência em conhecimento profissional. A exposição pública amplia sua participação no
coletivo escolar e social. Propõe-se mentoria, reflexão conjunta, escrita de casos e
formação continuada situada na profissão.

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