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Universidade Católica De Moçambique Instituto de Ensino a Distância IMPACTO DA OCUPAÇÃO DESORDENADA DOS SOLOS URBANOS, CASO DA VILA MUNICIPAL DE MANDIMBA (2023–2024) Inácio Azevedo De Joaquim Mitandi Código: 708220117 Mandimba, Agosto de 2026 Universidade Católica de Moçambique Instituto de Educação à Distância Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia Impacto da ocupação desordenada dos solos urbanos, caso da vila municipal de Mandimba (2023 a 2024) Nome do estudante: Inácio Azevedo De Joaquim Mitandi Código: 708220117 Monografia a ser submetida ao Centro de Ensino a Distância - Universidade Católica de Moçambique, como requisito parcial para a obtenção do grau de Licenciatura em Ensino de Geografia. O Supervisor: MSc: Rosário Robene Nicangara Mandimba, Agosto de 2026 DECLARAÇÃO DE HONRA Eu, Inácio Azevedo De Joaquim Mitandi, declaro por minha honra que o presente trabalho é da minha autoria, elaborado sob orientação académica, e que as fontes consultadas foram devidamente identificadas nas referências bibliográficas. Declaro igualmente que o texto constitui resultado de um processo de investigação académica e que quaisquer dados empíricos específicos da área de estudo deverão ser confirmados através de trabalho de campo e/ou fontes institucionais antes da submissão final. O autor ____________________________________ Inácio Azevedo De Joaquim Mitandi O supervisor ____________________________________ Rosário Robene Nicangara DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha família, pelo apoio, incentivo e compreensão ao longo da minha formação académica. Dedico-o igualmente a todos aqueles que acreditam no conhecimento como instrumento de transformação social e de melhoria das condições de vida das comunidades. AGRADECIMENTOS A realização de um trabalho desta natureza resulta do contributo de diferentes pessoas e instituições. Em primeiro lugar, agradeço a Deus pela vida, força e perseverança necessárias para concluir esta etapa da minha formação. Manifesto a minha profunda gratidão à minha família pelo apoio moral, pela compreensão e pelo encorajamento durante o percurso académico. Agradeço igualmente aos docentes que contribuíram para a minha formação em Geografia, transmitindo conhecimentos indispensáveis à compreensão das relações entre sociedade, território e ambiente. Endereço também o meu reconhecimento às autoridades administrativas e aos residentes da Vila Municipal de Mandimba que, mediante autorização e disponibilidade, poderão contribuir para a recolha de informações necessárias à compreensão da dinâmica de ocupação dos solos urbanos. Por fim, agradeço a todos os colegas, amigos e demais pessoas que, directa ou indirectamente, contribuíram para a realização deste trabalho. RESUMO O presente trabalho analisa o impacto da ocupação desordenada dos solos urbanos na Vila Municipal de Mandimba, com delimitação temporal entre 2023 e 2024. A pesquisa parte do reconhecimento de que o crescimento dos assentamentos urbanos, quando não acompanhado por instrumentos eficazes de ordenamento territorial, gestão fundiária, provisão de infraestruturas e fiscalização do uso do solo, pode produzir efeitos significativos sobre a organização espacial, a mobilidade, o ambiente e a qualidade de vida da população. O estudo pretende identificar as principais formas de ocupação desordenada, analisar os seus factores determinantes, avaliar os impactos socioambientais e examinar as respostas das autoridades locais. Metodologicamente, propõe-se uma abordagem mista, combinando pesquisa bibliográfica e documental, observação directa, entrevistas semiestruturadas e questionários, complementadas, quando possível, por análise cartográfica e comparação de imagens ou dados espaciais. A literatura recente sobre cidades africanas evidencia que a urbanização informal e a expansão de baixa densidade estão associadas a dificuldades de provisão de infraestruturas, problemas de acessibilidade, vulnerabilidade a riscos e pressão sobre os recursos ambientais. Estudos realizados em Moçambique também mostram que o planeamento urbano influencia a estrutura dos assentamentos e as condições de acesso às infraestruturas. No caso de Mandimba, os dados oficiais disponíveis indicam crescimento populacional relevante no período 2020–2024, reforçando a necessidade de compreender como a expansão urbana e a procura por terra podem afectar a organização do espaço. O trabalho procura, assim, contribuir para uma leitura geográfica da ocupação do solo urbano e para a formulação de recomendações orientadas para um crescimento urbano mais ordenado, inclusivo e ambientalmente sustentável. Palavras-chave: Ocupação urbana; Solo urbano; Ordenamento territorial; Urbanização; Mandimba; Geografia urbana. ABSTRACT This study analyzes the impact of disorderly urban land occupation in the Municipal Town of Mandimba, focusing on the period from 2023 to 2024. The research is based on the understanding that urban growth, when not accompanied by effective spatial planning, land management, infrastructure provision and development control, may generate significant effects on spatial organization, mobility, the environment and quality of life. The study aims to identify the main forms of disorderly occupation, analyze their determining factors, assess their socio-environmental impacts and examine the responses of local authorities. Methodologically, a mixed approach is proposed, combining bibliographic and documentary research, direct observation, semi-structured interviews and questionnaires, complemented, where possible, by cartographic analysis and comparison of spatial data or imagery. Recent literature on African cities shows that informal urbanization and low-density expansion are associated with difficulties in infrastructure provision, accessibility problems, exposure to risks and pressure on environmental resources. Research conducted in Mozambique also demonstrates that urban planning influences settlement structure and access conditions. In Mandimba, official statistics indicate significant population growth between 2020 and 2024, reinforcing the need to understand how urban expansion and demand for land may affect spatial organization. The study therefore seeks to contribute to a geographical understanding of urban land occupation and to recommendations aimed at more orderly, inclusive and environmentally sustainable urban growth. Keywords: Urban occupation; Urban land; Spatial planning; Urbanization; Mandimba; Urban geography. ÍNDICE LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS DUAT – Direito de Uso e Aproveitamento da Terra INE – Instituto Nacional de Estatística MTA – Ministério da Terra e Ambiente PDUL – Projecto de Desenvolvimento Urbano e Local PEU – Plano de Estrutura Urbana PGU – Plano Geral de Urbanização PPU – Plano Parcial de Urbanização SIG – Sistema de Informação Geográfica UN-Habitat – Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos ODS – Objectivos de Desenvolvimento Sustentável CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO 1.1 Contextualização A urbanização constitui uma das principais transformações espaciais da sociedade contemporânea. O crescimento das cidades altera a distribuição da população, a ocupação do território, a procura por habitação e serviços e a relação entre áreas construídas e espaços naturais. Em contextos onde a expansão urbana ocorre mais rapidamente do que a capacidade institucional de planear, regular e prover infraestruturas, podem surgir formas de ocupação que dificultam a organização do espaço urbano. O próprio Ministério da Terra e Ambiente reconhece que a implementação dos instrumentos de ordenamento territorial continua a constituir um desafio, estando em curso uma revisão do quadro legislativo para responder, entre outros factores, à rápida urbanização das vilas e à vulnerabilidade aos desastres naturais. A Vila Municipal de Mandimba insere-se neste contexto. Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que o Distrito de Mandimba passoude uma população projectada de 246.749 habitantes em 2020 para 280.595 em 2024, representando crescimento contínuo durante o período. Em 2024, a densidade populacional distrital era estimada em 64 habitantes por quilómetro quadrado. Embora estes números sejam referentes ao distrito e não exclusivamente à vila municipal, constituem um indicador contextual relevante para compreender a pressão demográfica sobre o território. Neste cenário, torna-se pertinente analisar a forma como a expansão dos espaços residenciais e das actividades económicas se articula com o ordenamento urbano, com a disponibilidade de infraestruturas e com a preservação das áreas ambientalmente sensíveis. O presente trabalho propõe uma análise geográfica do impacto da ocupação desordenada dos solos urbanos na Vila Municipal de Mandimba durante o período 2023–2024, procurando relacionar as formas de ocupação do espaço com factores demográficos, socioeconómicos, institucionais e ambientais. 1.2 Problematização O solo urbano constitui um recurso espacial limitado e estratégico para a organização das actividades humanas. A sua ocupação deve considerar a localização das habitações, vias de circulação, equipamentos sociais, actividades económicas, áreas verdes, sistemas de drenagem e zonas de protecção ambiental. Quando estes usos se desenvolvem sem adequada articulação espacial, podem surgir conflitos de uso, redução de espaços públicos, dificuldades de mobilidade, ocupação de zonas de risco, insuficiência de saneamento e aumento dos custos de provisão de infraestruturas. Estudos recentes sobre Moçambique reforçam a importância do planeamento. Mottelson (2023) demonstrou, a partir de áreas planeadas e não planeadas de Maputo, que estruturas urbanas planeadas podem apresentar melhores condições de densidade construída, espaço público, largura das vias e acessibilidade. O mesmo autor, com Venerandi, observou que diferentes condições socioeconómicas estão relacionadas com padrões distintos de consumo de terra e expansão urbana. Em Mandimba, a expansão da procura por terra deve ser entendida no quadro mais amplo das transformações demográficas e económicas do distrito. Entretanto, não basta presumir que todo crescimento urbano seja desordenado. É necessário identificar empiricamente quais áreas apresentam ocupação incompatível com instrumentos de planeamento, quais usos do solo se sobrepõem, quais problemas ambientais são observáveis e quais factores institucionais ou socioeconómicos contribuem para a situação. Diante desse contexto, surge a necessidade de investigar, sob a seguinte questão: · De que forma a ocupação desordenada dos solos urbanos influenciou a organização espacial e as condições socioambientais da Vila Municipal de Mandimba no período de 2023 a 2024? 1.3 Objectivos 1.3.1 Objectivo geral Analisar o impacto da ocupação desordenada dos solos urbanos na organização espacial e nas condições socioambientais da Vila Municipal de Mandimba, no período de 2023 a 2024. 1.3.2 Objectivos específicos Identificar as principais formas de ocupação e uso desordenado dos solos urbanos na Vila Municipal de Mandimba; Descrever os principais factores demográficos, socioeconómicos e institucionais associados à ocupação desordenada. Avaliar os impactos ambientais, sociais, económicos e espaciais decorrentes da ocupação desordenada dos solos urbanos. Propor medidas de ordenamento e gestão do solo que possam contribuir para uma expansão urbana mais organizada e sustentável. 1.4 Justificativa A escolha do tema justifica-se pela importância geográfica do solo urbano enquanto suporte das actividades humanas e elemento estruturador do território. A análise da ocupação do solo permite compreender como as decisões individuais, as dinâmicas demográficas, os mercados de terra, as políticas públicas e as condições ambientais se materializam no espaço. A relevância social do estudo está relacionada com a necessidade de compreender problemas que podem afectar directamente os moradores, tais como dificuldade de acesso às vias, ausência ou insuficiência de drenagem, localização inadequada de habitações, conflitos de uso do solo, distância aos serviços e exposição a riscos ambientais. Do ponto de vista institucional, o estudo poderá fornecer elementos úteis para as autoridades locais responsáveis pelo ordenamento, cadastro, infraestruturas e gestão urbana. Em Moçambique, instrumentos como Planos de Estrutura Urbana, Planos Gerais ou Parciais de Urbanização e Planos de Pormenor são reconhecidos como instrumentos de organização do espaço urbano. Do ponto de vista académico, o trabalho contribui para o debate sobre Geografia Urbana, ordenamento territorial, dinâmica dos assentamentos humanos e relação sociedade-natureza. A escolha de Mandimba também se justifica pela necessidade de ampliar os estudos urbanos para além das grandes cidades moçambicanas, considerando a importância crescente das vilas e cidades secundárias. 1.5 Questões de pesquisa Quais são as principais formas de ocupação desordenada dos solos urbanos observadas na Vila Municipal de Mandimba? Quais factores demográficos, socioeconómicos e institucionais contribuem para a ocupação desordenada dos solos urbanos? Quais são os principais impactos ambientais, sociais, económicos e espaciais decorrentes dessa ocupação? Como os moradores e as autoridades locais percebem os problemas relacionados com a ocupação do solo urbano? Que medidas podem ser adoptadas para melhorar o ordenamento e a gestão do solo urbano em Mandimba? 1.6 Delimitação do estudo Espacialmente, a pesquisa delimita-se à Vila Municipal de Mandimba, na Província do Niassa, tomando como referência os espaços urbanizados e áreas de expansão urbana que apresentem evidências de alterações no padrão de ocupação do solo. Temporalmente, o estudo concentra-se no período de 2023 a 2024. Tematicamente, a análise incide sobre ocupação e uso do solo urbano, ordenamento territorial, expansão urbana, infraestruturas, ambiente e condições de vida. 1.7 Estrutura do trabalho O trabalho está estruturado em seis (6) principais capítulos a saber: CAPITULO I- INTRODUÇÃO: onde faz-se uma breve contextualização do tema, motivação e são apresentados os objectivos da investigação, hipóteses ou questões da investigação, a metodologia utilizada e a sequência do trabalho; CAPITULO II- MARCO TEÓRICO: onde se faz a apresentação de ideias de autores que escreveram algo ligado ao tema em pesquisa; CAPITULO III- METODOLOGIA, ocupa-se ao estudo de tipos de métodos, instrumentos e técnicas de recolha de dados utilizados para a concretização do estudo, na parte final é apresentada as referências bibliográficas utilizadas nesta pesquisa; CAPITULO IV: APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS; por onde os dados são recolhidos, organizados, interpretados e apresentados para responder aos objetivos e às questões de pesquisa; CAPÍTULO V: DISCUSSÃO DOS DADOS; aqui o autor explica e interpreta os resultados obtidos, procurando compreender os significados e relacioná-los com os objetivos de estudo e com a literatura consultada; CAPITULO VI: CONCLUSÕES E SUGESTÕES: onde constam os aspectos conclusivos da pesquisa, mas também as sugestões que o autor desta pesquisa leva aos pesquisados. CAPÍTULO II – MARCO TEÓRICO 2.1 Conceito de solo urbano O solo urbano pode ser entendido como o espaço territorial integrado na estrutura de uma aglomeração urbana e destinado, segundo os instrumentos de ordenamento aplicáveis, a funções como habitação, comércio, serviços, equipamentos, circulação, indústria compatível, espaços verdes e outras actividades. Qadeer (1981) define o solo urbano como o terreno utilizado ou destinado a ser utilizado para actividades urbanas, destacando que a sua localização e relação com os terrenos vizinhos são fundamentais para o funcionamento da cidade. Muacuveia (2019) aborda que o solo urbano pode ser compreendido como uma porção do território integrada na dinâmica urbana e sujeita a instrumentos de planeamento e ordenamento que regulam as suas formas de uso,ocupação e transformação. Feitas as citações, podemos perceber que o solo urbano constitui um elemento central do planeamento e da gestão urbana, sendo a sua ocupação condicionada pelo quadro legal e pelos instrumentos de ordenamento territorial. 2.2 Ocupação e uso do solo urbano A ocupação e uso do solo urbano refere-se à forma como o espaço urbano é distribuído, organizado e utilizado pela população para diferentes finalidades, tais como habitação, comércio, serviços, actividades industriais, agricultura urbana, construção de infraestruturas e áreas de lazer. Segundo Muacuveia (2019), o uso e a ocupação do solo urbano devem estar associados ao planeamento e à gestão do território, de modo a orientar a utilização adequada do espaço e garantir uma organização urbana equilibrada. De forma complementar, Correia (2001) entende o uso do solo urbano como resultado da organização espacial das diferentes actividades e funções existentes na cidade, estando relacionado com os interesses sociais e económicos dos diferentes agentes que produzem o espaço urbano. Assim, para este estudo, entende-se por ocupação e uso do solo urbano a maneira como os diferentes espaços da Vila Municipal de Mandimba são utilizados e ocupados pela população, considerando a distribuição das habitações, actividades económicas, infraestruturas e equipamentos sociais, bem como o grau de organização ou desordem dessa ocupação. 2.3 Urbanização e expansão urbana A urbanização sendo um processo de transformação demográfica, económica e espacial, marcado pelo crescimento da população e das actividades urbanas. Para Mottelson e Venerandi (2023), a rápida urbanização na África Subsaariana tem impulsionado a expansão urbana, frequentemente associada à ocupação informal e a áreas de baixa densidade, dificultando a provisão de infraestruturas e a mobilidade. Por sua vez, Mottelson (2023) salienta que a expansão das cidades também depende da forma como o território é planeado, regulado e ocupado, sendo que a fraca aplicação das normas pode favorecer o crescimento fragmentado. Em comum, os autores reconhecem que urbanização e expansão urbana são processos interligados, nos quais o crescimento populacional aumenta a pressão sobre a terra e exige maior capacidade de planeamento, regulação e provisão de infraestruturas. 2.4 Ocupação desordenada e informalidade urbana A ocupação desordenada do espaço urbano refere-se ao processo de uso e transformação do solo que ocorre sem adequada observância dos instrumentos de planeamento territorial, das normas urbanísticas e da provisão prévia de infraestruturas e serviços básicos. Para Roy (2005), a informalidade não deve ser entendida apenas como uma condição de pobreza ou ilegalidade, mas como um modo de produção do espaço urbano que resulta da relação entre práticas sociais, Estado e mecanismos de regulação. Por outro lado, Watson (2009) analisa o crescimento das cidades africanas e argumenta que os modelos convencionais de planeamento urbano frequentemente não conseguem responder às dinâmicas reais de rápida urbanização e crescimento informal. Assim, a ocupação desordenada pode ser compreendida como resultado da interacção entre crescimento urbano acelerado, procura por solo e habitação e fragilidades na capacidade de planeamento e gestão territorial. 2.5 Factores da ocupação desordenada A ocupação desordenada do solo urbano resulta da combinação de diversos factores que influenciam a forma como a população ocupa e utiliza o espaço urbano, muitas vezes sem observar os princípios de planeamento, ordenamento e gestão territorial. Entre esses factores destacam-se o crescimento populacional, o êxodo rural, a pobreza, a insuficiência de habitação e infraestruturas, a falta de planeamento urbano, a fraca fiscalização e a ocupação informal de terrenos. Segundo Corrêa (2001), a produção do espaço urbano resulta da actuação de diferentes agentes sociais, cujas necessidades e interesses podem contribuir para uma organização espacial diferenciada e, em determinadas circunstâncias, para uma ocupação pouco ordenada do território. De forma complementar, Muacuveia (2019) destaca a importância do planeamento e da gestão do solo urbano para orientar a sua utilização e ocupação. A insuficiência desses mecanismos, associada às dificuldades de fiscalização e controlo da expansão urbana, pode favorecer o surgimento de ocupações incompatíveis com o planeamento territorial. Assim, para este estudo, entende-se que os factores da ocupação desordenada do solo urbano correspondem ao conjunto de condições sociais, económicas, demográficas e institucionais que contribuem para a ocupação inadequada e não planeada do espaço urbano da Vila Municipal de Mandimba, podendo resultar em problemas como construções em locais impróprios, deficiência de infraestruturas, dificuldades de circulação, falta de saneamento e maior exposição da população a riscos ambientais. 2.6 Impactos ambientais Os impactos ambientais da ocupação desordenada do solo urbano correspondem às alterações provocadas no meio ambiente em consequência da utilização inadequada e não planeada do espaço urbano. Segundo Santos (2004), a expansão e transformação do espaço urbano provocam modificações nas condições naturais do território, especialmente quando o processo de ocupação não é acompanhado por um adequado planeamento e organização espacial. De forma complementar, Tucci (2008) destaca que a urbanização sem adequado planeamento pode contribuir para a impermeabilização do solo, alteração do escoamento superficial e aumento dos problemas de drenagem e inundações, sobretudo em áreas onde a infraestrutura urbana é insuficiente. Assim, para este estudo, entende-se por impactos ambientais da ocupação desordenada do solo urbano as alterações negativas provocadas pela ocupação inadequada do espaço da Vila Municipal de Mandimba sobre os recursos naturais e as condições ambientais, podendo contribuir para a degradação do solo, poluição, redução da vegetação, problemas de drenagem e aumento da vulnerabilidade da população aos riscos ambientais. 2.8 Ordenamento territorial e gestão do solo em Moçambique O ordenamento territorial e a gestão do solo em Moçambique correspondem ao conjunto de princípios, instrumentos e acções destinados a organizar e orientar a ocupação, o uso e o aproveitamento do território, procurando garantir uma utilização racional e sustentável dos recursos naturais e do espaço. Segundo Araújo (2003), o ordenamento territorial constitui um instrumento importante para orientar a organização do espaço, considerando as características físicas, económicas, sociais e ambientais de cada território. De forma complementar, Cunha e colaboradores (2017) destacam que a gestão adequada do território deve considerar a necessidade de compatibilizar o desenvolvimento socioeconómico com a conservação dos recursos naturais, garantindo que a utilização do solo seja realizada de forma planeada e sustentável. Assim, entende-se por ordenamento territorial e gestão do solo em Moçambique o processo de organização, planeamento e controlo da ocupação e utilização do território, tendo em vista assegurar o uso adequado e sustentável do solo, prevenir conflitos e reduzir problemas ambientais e sociais. No contexto em estudo, a aplicação efectiva desses mecanismos é fundamental para orientar a expansão urbana, evitar a ocupação desordenada dos espaços e contribuir para uma melhor organização territorial e para a melhoria das condições de vida da população. 2.9 Planeamento urbano e sustentabilidade O planeamento urbano e a sustentabilidade correspondem ao processo de organização e gestão do espaço urbano de forma a garantir o crescimento ordenado das cidades, conciliando as necessidades sociais e económicas da população com a conservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais. Segundo Santos (2004), o planeamento urbano desempenha um papel importante na organização e transformação do espaço, uma vez que permite orientar o crescimento das cidades de acordo com ascaracterísticas e necessidades do território. De forma complementar, Tucci (2008) destaca que o planeamento das áreas urbanas deve considerar os aspectos ambientais, especialmente aqueles relacionados com a drenagem, o escoamento das águas pluviais e a impermeabilização do solo. Podemos então perceber que o planeamento urbano e sustentabilidade é o conjunto de estratégias e acções destinadas a orientar o crescimento e a organização das áreas urbanas de maneira equilibrada, procurando conciliar o desenvolvimento económico e social com a protecção ambiental. 2.10 Geografia, SIG e análise da ocupação do solo A Geografia, os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e a análise da ocupação do solo estão directamente relacionados com o estudo, a representação e a compreensão da forma como as sociedades utilizam e transformam o espaço geográfico. Os SIG permitem recolher, organizar, analisar e representar informações espaciais, possibilitando identificar padrões de ocupação, mudanças no uso do solo e áreas sujeitas a diferentes níveis de pressão ambiental. Segundo Câmara, Davis e Monteiro (2001), os Sistemas de Informação Geográfica constituem ferramentas importantes para a análise de fenómenos geográficos, permitindo integrar diferentes tipos de informações associadas à localização espacial. A sua utilização possibilita representar elementos do território através de mapas e analisar a distribuição espacial de fenómenos naturais e sociais. De forma complementar, Rosa (2005) destaca que as tecnologias de geoprocessamento e os SIG podem ser utilizados na análise e monitorização das transformações ocorridas no espaço geográfico, permitindo acompanhar mudanças na cobertura e no uso da terra. Essas ferramentas são particularmente relevantes para o planeamento territorial, pois fornecem informações que podem apoiar a tomada de decisões relacionadas com a ocupação e gestão do território. Assim, entende-se por Geografia, SIG e análise da ocupação do solo a utilização dos conhecimentos geográficos e das ferramentas de informação espacial para identificar, representar e analisar a distribuição e as transformações ocorridas na ocupação do território. No contexto da Vila Municipal de Mandimba, o uso dos SIG pode contribuir para identificar áreas de expansão urbana, zonas ocupadas de forma inadequada, alterações da cobertura vegetal e outras transformações do espaço, fornecendo informações importantes para o ordenamento territorial e para uma gestão mais sustentável do solo. CAPÍTULO III – METODOLOGIA Na visão de Bello (2004), metodologia refere-se à explicação do tipo de pesquisa, dos instrumentos utilizados (como questionários ou entrevistas), do tempo previsto para a pesquisa, da divisão do trabalho, das formas de tabulação e tratamento dos dados, e de todos os aspectos empregados no trabalho de pesquisa (p. 10). 3.1 Métodos Os métodos representam os caminhos utilizados para responder ao problema e aos objectivos da investigação. Neste estudo será privilegiada a combinação entre método descritivo e método indutivo. O método descritivo permitirá caracterizar as formas de ocupação do solo e os seus impactos, enquanto a indução permitirá partir das observações e informações recolhidas no terreno para formular interpretações sobre a dinâmica urbana de Mandimba. 3.2 Tipo e abordagem da pesquisa Quanto à abordagem, recomenda-se uma abordagem mista, combinando procedimentos quantitativos e qualitativos. A componente quantitativa será utilizada para organizar frequências, percentagens e indicadores provenientes dos questionários e observações. A componente qualitativa será utilizada para interpretar percepções dos moradores e autoridades e compreender os factores associados à ocupação urbana. Quanto aos objectivos, a pesquisa será descritiva e exploratória. Quanto aos procedimentos, será bibliográfica, documental e de campo. A pesquisa bibliográfica apoiará o marco teórico; a documental permitirá consultar legislação, estatísticas e instrumentos de ordenamento; e a pesquisa de campo permitirá observar directamente a realidade da Vila Municipal de Mandimba. 3.3 Técnicas e instrumentos de recolha de dados Observação directa: para identificar padrões de ocupação, condições das vias, drenagem, resíduos, localização das construções e relação entre áreas edificadas e espaços livres. Questionário: dirigido a moradores de áreas seleccionadas, procurando recolher percepções sobre causas e impactos da ocupação do solo. Entrevista semiestruturada: dirigida a representantes das autoridades locais e outros informantes-chave ligados ao ordenamento, cadastro, ambiente e infraestruturas. Pesquisa documental: consulta de dados do INE, legislação, planos urbanos, relatórios institucionais e documentos de gestão territorial. Análise cartográfica/SIG: quando houver dados suficientes, para comparar padrões de ocupação e identificar áreas de expansão, concentração e conflito de uso. 3.4 Tratamento e análise dos dados Os dados quantitativos poderão ser organizados no Microsoft Excel, permitindo calcular frequências absolutas, frequências relativas e percentagens e produzir tabelas e gráficos. Os dados qualitativos provenientes das entrevistas deverão ser organizados por categorias temáticas, como causas, impactos ambientais, impactos sociais, fiscalização, acesso à terra e propostas de solução. Para a análise espacial, poderão ser utilizados QGIS ou outro software SIG disponível. A análise poderá considerar a localização das áreas construídas, rede viária, equipamentos, áreas verdes, linhas de drenagem e zonas de expansão. Qualquer mapa produzido deverá indicar fonte, escala, orientação, legenda e sistema de referência. 3.5 População e amostra A população do estudo será constituída por moradores da Vila Municipal de Mandimba e por actores institucionais envolvidos na gestão urbana e territorial. Para uma investigação de licenciatura, pode-se trabalhar com uma amostra intencional de moradores de diferentes zonas da vila, complementada por informantes-chave. O número final deverá ser definido em função do universo acessível, dos recursos disponíveis e da orientação do supervisor. Importante: o número de participantes, percentagens e resultados do Capítulo IV não devem ser inventados. Devem ser preenchidos depois da aplicação dos instrumentos de pesquisa. 3.6 Descrição da área de estudo 3.6.1 Localização geográfica Mandimba localiza-se na Província do Niassa, norte de Moçambique. A área de estudo corresponde especificamente à Vila Municipal de Mandimba, entendida neste trabalho como o espaço urbano e suas áreas imediatas de expansão. A descrição final deverá ser complementada com mapa de localização elaborado a partir de dados cartográficos oficiais. 3.6.2 Características físico-naturais A caracterização físico-natural deverá considerar relevo, declive, solos, drenagem, cobertura vegetal, clima e principais elementos ambientais que condicionam a ocupação. Estes elementos são importantes porque determinadas áreas podem apresentar maior ou menor aptidão para construção, circulação e instalação de infraestruturas. A ocupação de áreas de drenagem ou de baixa capacidade de infiltração, por exemplo, pode aumentar a exposição a alagamentos. 3.6.3 Características demográficas e socioeconómicas Dados do INE mostram crescimento da população do Distrito de Mandimba de 246.749 habitantes em 2020 para 280.595 em 2024. Para 2023, a projecção apresentada pelo INE é de 271.771 habitantes. Estes dados demonstram uma tendência de crescimento populacional no território distrital e constituem contexto importante para o estudo das pressões sobre a terra. citeturn1search25turn1search26 A economia local deve ser analisada considerando agricultura, comércio, serviços, actividades informais, transportes e outras actividades presentes na vila. A relação entre meios de subsistência e ocupação do solo é relevante, uma vez que actividades económicas podem influenciar a localização de residências, estabelecimentos comerciais e vias. CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃOE ANÁLISE DOS DADOS Nota metodológica importante: esta secção foi estruturada para receber os dados de campo. Como não foram fornecidos questionários preenchidos, entrevistas ou levantamento cartográfico específico da Vila Municipal de Mandimba, não são apresentados números fictícios. Esta opção preserva a credibilidade científica do trabalho e permite que os resultados finais correspondam efectivamente à realidade observada. 4.1 Caracterização da ocupação urbana Nesta secção deverão ser apresentados os resultados da observação e, se disponível, da análise cartográfica. Recomenda-se descrever: (i) áreas de maior concentração de construções; (ii) direcção predominante da expansão; (iii) relação entre áreas residenciais e comerciais; (iv) condições das vias; (v) existência de espaços públicos; (vi) presença de áreas ambientalmente sensíveis; e (vii) disponibilidade de infraestruturas. 4.2 Principais formas de ocupação desordenada Construção fora dos alinhamentos ou padrões previstos nos instrumentos locais de ordenamento; Ocupação de áreas destinadas a circulação, drenagem ou reserva pública; Expansão residencial sem adequada abertura e hierarquização de vias; Localização de actividades comerciais ou produtivas incompatíveis com o uso residencial; Ocupação de áreas ambientalmente sensíveis ou sujeitas a riscos; Parcelamento irregular ou ocupação sem adequada articulação com procedimentos de gestão fundiária. A lista acima constitui categorias analíticas e não deve ser apresentada como prova de que todas essas situações existem em Mandimba. A presença de cada situação deve ser confirmada durante a observação de campo. 4.3 Factores associados à ocupação desordenada A análise deverá cruzar as respostas dos moradores e das autoridades com a literatura. As categorias esperadas incluem crescimento demográfico, procura de habitação, disponibilidade de terra, custos de regularização, conhecimento sobre planos, fiscalização, condições económicas, migração e expansão das actividades comerciais. Estudos de Maputo mostram que as condições socioeconómicas influenciam padrões de consumo de terra e expansão das habitações, mas a aplicação dessa conclusão a Mandimba deve ser feita com cautela e apenas como referência comparativa (Mottelson & Venerandi, 2023). 4.4 Impactos ambientais Após a recolha de dados, esta secção deverá apresentar evidências relativas a erosão, drenagem, alagamentos, perda de vegetação, resíduos sólidos, degradação do solo e ocupação de áreas de risco. A literatura africana indica que a expansão urbana não regulada pode produzir ou intensificar vulnerabilidades relacionadas com inundações e outros riscos, sobretudo quando o crescimento ocorre sem consideração adequada das características físicas do território (Andreasen et al., 2023). 4.5 Impactos sociais, económicos e espaciais Devem ser analisados impactos como dificuldade de circulação, distância aos serviços, custos de transporte, acesso à água e energia, conflitos de uso do solo, redução de espaços públicos e custos adicionais de infraestruturação. A experiência de Maputo apresentada por Mottelson (2023) mostra que o planeamento da estrutura viária e dos lotes pode produzir efeitos duradouros sobre acessibilidade e possibilidade de investimento em infraestruturas. 4.6 Percepção das autoridades e moradores Nesta secção deverão ser apresentadas as respostas obtidas nas entrevistas e questionários. Recomenda-se organizar os resultados em quatro grupos: percepção sobre causas; percepção sobre impactos; avaliação da actuação das autoridades; e propostas dos participantes. As respostas abertas devem ser sintetizadas sem alterar o sentido das declarações. 4.7 Modelo de tabela para resultados Indicador Frequência Percentagem Interpretação Construção em áreas sem planeamento [preencher] [preencher] [analisar] Problemas de drenagem [preencher] [preencher] [analisar] Vias sem largura adequada [preencher] [preencher] [analisar] Ocupação de áreas de risco [preencher] [preencher] [analisar] Percepção de insuficiência de fiscalização [preencher] [preencher] [analisar] Fonte: Dados da pesquisa (2026), após recolha de campo. CAPÍTULO V – DISCUSSÃO DOS DADOS A discussão dos dados deverá estabelecer uma relação entre os resultados obtidos em Mandimba e o marco teórico. O primeiro eixo de discussão deve considerar a forma espacial da expansão urbana. Caso os dados mostrem crescimento fragmentado, baixa conectividade das vias ou ocupação de espaços reservados, tais evidências poderão ser comparadas com Mottelson (2023), que encontrou diferenças relevantes entre áreas planeadas e não planeadas em Maputo. O segundo eixo deve analisar os factores sociais e económicos. Se os questionários indicarem que a procura de habitação, as condições económicas ou a disponibilidade de terra influenciam a escolha dos locais, os resultados poderão ser relacionados com Mottelson e Venerandi (2023), sem assumir que as relações observadas em Maputo são automaticamente iguais às de Mandimba. O terceiro eixo deve abordar os riscos ambientais. Caso sejam identificadas ocupações próximas de linhas de drenagem, áreas baixas ou zonas com erosão, os resultados poderão ser interpretados à luz de Andreasen et al. (2023), que demonstram a relação entre expansão urbana não regulada e risco de inundação em cidades africanas. O quarto eixo deve discutir a capacidade institucional. O Ministério da Terra e Ambiente reconhece que a implementação dos instrumentos de ordenamento territorial continua a constituir um desafio em Moçambique e que a legislação está em processo de revisão para responder às novas dinâmicas urbanas. citeturn1search3turn1search10 Assim, as conclusões sobre Mandimba devem considerar a relação entre instrumentos existentes, capacidade de implementação, fiscalização, participação comunitária e disponibilidade de informação territorial. Finalmente, a discussão deverá evitar apresentar a ocupação informal apenas como problema. A literatura recente da UN-Habitat chama atenção para o facto de que a informalidade também pode representar uma estratégia de acesso à habitação e aos meios de subsistência. O desafio de políticas públicas consiste em reduzir as privações associadas à informalidade e melhorar a integração dos assentamentos, em vez de simplesmente estigmatizá-los. citeturn0search48 CAPÍTULO VI – CONCLUSÕES E SUGESTÕES 6.1 Conclusão A ocupação dos solos urbanos constitui um processo geográfico que resulta da interacção entre população, economia, ambiente, instituições e políticas de ordenamento. No caso da Vila Municipal de Mandimba, o período 2023–2024 deve ser compreendido no contexto de crescimento populacional do Distrito de Mandimba e da necessidade crescente de organização do espaço urbano. A revisão bibliográfica demonstra que a ocupação sem adequado planeamento pode produzir impactos sobre a acessibilidade, a infraestruturação, o espaço público, a drenagem e a exposição a riscos. Estudos recentes realizados em Moçambique demonstram ainda que o planeamento urbano possui efeitos duradouros sobre a estrutura dos assentamentos e as condições de acesso. citeturn2search0turn2search1 Contudo, a conclusão empírica específica sobre o grau e a intensidade da ocupação desordenada em Mandimba deve ser formulada após a recolha e análise dos dados de campo. O presente trabalho fornece a estrutura metodológica e analítica necessária para essa avaliação, mas não substitui a observação directa nem os dados produzidos pelos participantes. 6.2 Sugestões Reforçar a divulgação dos instrumentos de ordenamento territorial e das regras de ocupação do solo junto das comunidades. Actualizar e tornar acessíveis os mapas e instrumentos de planeamento urbano, incluindo áreas de expansão, reservas para equipamentos, vias e zonas de protecção. Melhorar a articulação entre gestão de terras, cadastro, planeamento urbano, ambiente e infraestruturas. Priorizar a abertura e manutenção de vias estruturantes antes da consolidação de novas áreas residenciais.Identificar e proteger áreas de drenagem e outras zonas ambientalmente sensíveis antes da autorização de novas ocupações. Promover processos participativos de planeamento, envolvendo moradores, lideranças locais, técnicos e autoridades. Reforçar a fiscalização de construções, privilegiando orientação, regularização e prevenção antes de medidas coercivas. Investir em sistemas de informação geográfica e actualização cadastral para apoiar decisões baseadas em evidências espaciais. Promover programas de educação comunitária sobre uso do solo, riscos ambientais, resíduos e importância das áreas públicas. Realizar estudos periódicos de expansão urbana para acompanhar alterações do território e antecipar necessidades de infraestruturas. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Agyemang, F. S. K., Silva, E., & Fox, S. (2023). Modelling and simulating ‘informal urbanization’: An integrated agent-based and cellular automata model of urban residential growth in Ghana. Environment and Planning B: Urban Analytics and City Science, 50(4). https://doi.org/10.1177/23998083211068843 Andreasen, M. H., Agergaard, J., Allotey, A. N. M., & Oteng-Ababio, M. (2023). Built-in Flood Risk: The intertwinement of flood risk and unregulated urban expansion in African cities. Urban Forum, 34, 385–411. https://doi.org/10.1007/s12132-022-09478-4 Instituto Nacional de Estatística. (2024). Estatísticas do Distrito de Mandimba 2019–2023. Maputo: INE. Instituto Nacional de Estatística. (2024). Estatísticas Vitais, 2024 – Província do Niassa. Maputo: INE. Ministério da Terra e Ambiente. (s.d.). Nosso Território: Actividade de revisão da legislação de ordenamento do território de Moçambique. Maputo: MTA. Mottelson, J. (2023). On the impact of urban planning in contexts with limited enforcement of building and planning regulations: A study of the urban form of planned and unplanned informal settlements in Maputo, Mozambique. PLOS ONE, 18(9), e0292045. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0292045 Mottelson, J., & Venerandi, A. (2023). Urban density and socioeconomic characteristics of informal settlements: Evidence of interrelation from Maputo, Mozambique. Environment & Urbanization, 35(2), 349–368. https://doi.org/10.1177/09562478231195512 UN-Habitat. (2024). World Cities Report 2024: Cities and Climate Action. Nairobi: United Nations Human Settlements Programme. UN-Habitat. (2026). World Cities Report 2026: The Global Housing Crisis: Pathways to Action. Nairobi: United Nations Human Settlements Programme. UN-Habitat. (2010). Planning Sustainable Cities: UN-Habitat Practices and Perspectives. Nairobi: United Nations Human Settlements Programme. República de Moçambique. (2007). Lei n.º 19/2007, de 18 de Julho: Lei de Ordenamento do Território. República de Moçambique. (2008). Decreto n.º 23/2008, de 1 de Julho: Regulamento da Lei de Ordenamento do Território. República de Moçambique. (2006). Decreto n.º 60/2006, de 26 de Dezembro: Regulamento do Solo Urbano. APÊNDICES APÊNDICE I – QUESTIONÁRIO AOS MORADORES Tema: Impacto da ocupação desordenada dos solos urbanos, caso da Vila Municipal de Mandimba (2023–2024). Zona/bairro de residência: ______________________________ Há quanto tempo reside nesta zona? ______________________ Considera que a área onde vive cresceu nos últimos anos? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe Como avalia a organização das construções na sua zona? ( ) Boa ( ) Razoável ( ) Má Existem construções em áreas destinadas a vias, drenagem ou espaços públicos? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe Quais considera serem as principais causas da ocupação desordenada? ______________________________ Quais problemas ambientais observa na sua zona? ______________________________ Existem problemas de circulação ou acesso provocados pela disposição das construções? ( ) Sim ( ) Não Como avalia o acesso à água, energia e saneamento? ______________________________ Considera suficiente a fiscalização das construções e ocupação da terra? ( ) Sim ( ) Não ( ) Não sabe Que medidas deveriam ser tomadas para melhorar a organização urbana? ______________________________ APÊNDICE II – GUIÃO DE ENTREVISTA ÀS AUTORIDADES Quais são os principais instrumentos de ordenamento utilizados na Vila Municipal de Mandimba? Como é feito o controlo da ocupação e parcelamento do solo urbano? Quais são as principais dificuldades enfrentadas na gestão do solo? Quais são as áreas que apresentam maior pressão de ocupação? Que impactos ambientais e sociais têm sido observados? Como é feita a fiscalização das construções? Existem mecanismos de participação comunitária no planeamento urbano? Quais medidas estão previstas ou recomendadas para melhorar o ordenamento? APÊNDICE III – GRELHA DE OBSERVAÇÃO DE CAMPO Estado das vias: ______________________________ Existência de drenagem: ________________________ Presença de resíduos sólidos: ___________________ Tipo predominante de construção: ______________ Uso do solo predominante: ______________________ Áreas verdes/cobertura vegetal: _________________ Proximidade de zonas de risco: __________________ Equipamentos sociais próximos: _________________ Conflitos de uso do solo observados: ____________ Observações adicionais: _________________________