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Aula 05
CNU (Bloco 4 - Trabalho e Saúde do
Trabalhador) Conhecimentos Específicos
- Eixo Temático 4 - Segurança e Saúde
do Trabalhor e da Trabalhadora - 2024
(Pós-Edital)
Autor:
André Rocha, Edimar Natali
Monteiro, Stefan Fantini, Felipe
Canella
18 de Janeiro de 2024
67813661222 - Felipe Souza Dias
1 
 
SUMÁRIO 
FUNDAMENTOS DE HIGIENE OCUPACIONAL – AGENTES FÍSICOS .................................................................... 3 
1 AGENTES FÍSICOS ....................................................................................................................................................... 4 
1.1 Ruído (acústica) ................................................................................................................................................................... 5 
1.2 Vibrações .......................................................................................................................................................................... 17 
1.3 Temperaturas extremas ................................................................................................................................................. 20 
1.3.1 Calor........................................................................................................................................................................... 20 
1.3.2 Frio .............................................................................................................................................................................. 28 
1.4 Radiações ionizantes ...................................................................................................................................................... 30 
1.5 Radiações não ionizantes ............................................................................................................................................. 33 
1.6 Princípios de proteção radiológica ............................................................................................................................ 36 
1.6.1 Objetivo e campo de aplicação da Norma CNEN ....................................................................................... 37 
1.6.2 Grandezas associadas a proteção radiológica ............................................................................................ 37 
1.6.3 Princípios básicos para proteção radiológica ................................................................................................ 39 
1.6.3.1 Princípio da justificação..................................................................................................................................... 40 
1.6.3.2 Princípio da limitação de dose individual .................................................................................................... 41 
1.6.3.3 Princípio da otimização ..................................................................................................................................... 42 
1.6.4 Responsabilidades em práticas e intervenções .............................................................................................. 42 
1.6.4.1 Responsabilidades dos titulares e empregadores ..................................................................................... 43 
1.6.4.2 Responsabilidades do supervisor de proteção radiológica .................................................................... 44 
1.6.5 Medidas de controle para proteção radiológica.......................................................................................... 44 
2 QUESTÕES ................................................................................................................................................................. 46 
2.1 Questões sobre agentes físicos ................................................................................................................................... 46 
André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Stefan Fantini, Felipe Canella
Aula 05
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2 
 
2.1.1 Gabarito ........................................................................................................................................................................ 74 
3 QUESTÕES COMENTADAS .................................................................................................................................... 75 
3.1 Questões comentadas sobre agentes físicos ........................................................................................................... 75 
 
 
André Rocha, Edimar Natali Monteiro, Stefan Fantini, Felipe Canella
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3 
 
FUNDAMENTOS DE HIGIENE OCUPACIONAL – 
AGENTES FÍSICOS 
Olá, amigo(a) estrategista!!! Sou o Prof. Edimar Natali Monteiro. 
Nessa aula, trataremos da primeira parte do estudo conceitual/doutrinário da Higiene Ocupacional. 
Para fins didáticos esse assunto foi subdividido em três aulas: 
• Parte I – Fundamentos de higiene ocupacional - Introdução; 
• Parte II – Fundamentos de Higiene Ocupacional - Agentes físicos; e 
• Parte III – Fundamentos de Higiene Ocupacional - Agentes químicos. 
 
Nesse tipo de conteúdo, que é mais conceitual, é primordial que resolva todas as 
questões no curso da aula, bem como as questões propostas, uma vez que muitos 
conceitos serão apresentados nos comentários das questões, de modo a otimizar o 
conteúdo da aula. 
Fica o contato para eventuais dúvidas: 
 
prof.edimarmonteiro 
 
 
 
 
 
 
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4 
 
1 AGENTES FÍSICOS 
A higiene ocupacional é um ramo da ciência que estuda a interação entre o homem e o ambiente, abordando 
aspectos da influência das condições ambientais sobre a saúde e a segurança dos trabalhadores. 
Para você ter uma ideia, em um curso de Pós-Graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho a higiene 
ocupacional é a área de conhecimento com maior carga horária. Assim, o conteúdo é muito extenso. 
Nessa parte da aula, vou abordar apenas os fundamentos explorados pelas bancas ao longo dos anos. 
Ademais, uma abordagem mais aprofundada do assunto é dispensada no estudo das Normas de Higiene 
Ocupacional da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho – Fundacentro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1.1 Ruído (acústica) 
As ondas sonoras são produzidas por deformações provocadas pela diferença de pressão em um meio 
elástico: sólido, líquido ou gasoso, sendo imprescindível a existência deste meio para sua propagação. Assim, 
frise-se que, por ser uma onda mecânica, o som não se propaga no vácuo. 
Denomina-se movimento periódico aquele que se repete em intervalos regulares ou iguais de tempo. Esse 
deslocamento periódico de um lado para o outro (relativamente a um ponto médio de equilíbrio) em uma 
mesma trajetória, caracteriza o movimento oscilatório ou vibratório. 
Oscilações de sistemas materiais que ocorrem no ar resultam em variações de pressão atmosférica. Quandotais oscilações estimulam o aparelho auditivo são denominadas vibrações sonoras. Em resumo, o som é uma 
sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por uma fonte de vibração. Trata-se de um 
movimento ondulatório caracterizado por uma intensidade, uma frequência e uma velocidade de 
propagação. 
Adicionalmente, o som é considerado uma onda mecânica longitudinal tridimensional provocada por uma 
variação rápida da pressão, capaz de sensibilizar o aparelho auditivo. É uma onda mecânica pois está 
relacionada às vibrações (ondas mecânicas) que se propagam em um meio material elástico1 (sólido, líquido 
ou gasoso). Sempre que ouvimos um som, existe um corpo material que vibra, produzindo esse som! 
É uma onda longitudinal porque se propaga em uma direção paralela à direção da vibração2. Por exemplo, 
para produzirmos a "fala", a passagem do ar faz com que as cordas vocais vibrem para frente e para trás, 
produzindo regiões de compressão e refração do ar. Essas regiões deslocam-se na mesma direção da 
vibração das condas vocais. Por fim, é uma onda tridimensional porque se propaga em todas as dimensões, 
ou seja, consegue se propagar nas três direções do espaço, simultaneamente. 
Por sua vez, o ruído é uma interpretação subjetiva e desagradável do som. Na higiene ocupacional 
costuma-se denominar barulho ou ruído todo som que seja indesejável, errático. Para a OIT (Art. 3º da 
Convenção n.º 148), o termo "ruído" compreende qualquer som que possa provocar uma perda de audição 
ou ser nocivo à saúde ou contenha qualquer outro tipo de perigo. 
 
 
 
1 Ou deformável, ao contrário das ondas eletromagnéticas (radiações) que não necessitam de meio 
material para se propagar, ou seja, podem se propagar no vácuo. 
2 Ao contrário, a luz, por exemplo, é uma onda transversal, pois se propaga na direção perpendicular a 
fonte, ou seja, os raios de luz se propagam em um ângulo de 90 em relação ao bulbo da lâmpada. 
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O som é uma sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por uma 
fonte de vibração, sendo classificado como uma onda mecânica longitudinal 
tridimensional. Por sua vez, o ruído é uma interpretação subjetiva e desagradável do 
som. 
O ruído é o agente físico que mais provoca problemas à saúde dos trabalhadores, uma vez que está presente, 
e em elevada intensidade em praticamente todos os processos produtivos de todos os ramos de atividade 
econômica. 
A principal forma de acometimento à saúde dos trabalhadores se dá através da Perda Auditiva Induzida por 
Ruído - PAIR3, entretanto, estudos veem mostrando evidências de que a exposição prolongada ao ruído 
também está associada a hipertensão em algumas classes de trabalhadores. Inclusive, atualmente o ruído é 
legalmente reconhecido como fator de risco (fator etiológico) para a hipertensão arterial, através do Decreto 
n.° 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social). 
De forma resumida, a PAIR é caracterizada pela diminuição da acuidade auditiva do trabalhador por 
exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora (ruído), e tem como principal característica a 
progressão gradual da redução da acuidade auditiva e a irreversibilidade do quadro clínico. 
Colocando de outra forma, entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as 
alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional 
sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade 
e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. 
A PAIR não pode ser confundida com o trauma acústico, este último corresponde a perda auditiva súbita 
decorrente da exposição a uma pressão sonora intensa como, por exemplo, uma explosão que culmina na 
ruptura do tímpano. 
Além da PAIR e do trauma acústico, que são alterações graves e irreversíveis no aparelho auditivo, o ruído 
está associado a interferência na comunicação oral nas bandas de oitava4 representadas pelas frequências 
de 500, 1000 e 2000 Hz. Adicionalmente, destaque-se que são ainda reconhecidas como possíveis 
consequências da exposição ocupacional ao ruído consequências: 
• fisiológicas: distúrbios gastrointestinais e perturbações do sistema nervoso central. 
• Psicológicas: alteração do equilíbrio psicológico, irritabilidade em pessoas tensas e agravamento de 
estados de angústia em pessoas depressivas. 
 
3 Atualmente existem outras definições para esse grupo de doenças. 
4 A banda de oitava é composta pelas oito faixas de frequência: 31,5; 63; 125; 250; 500; 1000; 2000; 
4000; 8000 e 16000 Hz. 
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E como nosso organismo capta e decodifica o som? O pavilhão auditivo capta as vibrações, canalizando-as 
para o conduto auditivo e para o tímpano. Ao se chocarem com a membrana timpânica, a pressão e a 
descompressão alternadas do ar provocam o deslocamento do tímpano para dentro e para fora do ouvido 
médio, fazendo-o vibrar na mesma frequência da onda. 
 
Figura 1.15: Anatomia do ouvido humano 
Desse modo, a membrana timpânica transforma as vibrações sonoras em vibrações mecânicas, que são 
transmitidas aos ossículos (martelo, bigorna e estribo), que por sua vez as ampliam e intensificam, 
conduzindo-as ao ouvido interno, onde são convertidas em sinais elétricos. O nervo auditivo leva esses sinais 
até o encéfalo que os decodifica, resultando em sensação auditiva. E resumo, o ouvido humano é dividido 
em externo, médio e interno, com seus respectivos "componentes" anatômicos6: 
 
 
5 Disponível em: <Ouvido - Orelha - externo, média e interna - Audição - InfoEscola>. Acesso em 07, 
dez., 2021. 
6 Existem outros, só trouxe os mais comuns. 
Divisão do aparelho 
auditivo humano
ouvido externo pavilhão auditivo (orelha)
ouvido médio
membrana timpânica
martelo
bigorna
estribo
ouvido interno
nervos auditivos (vestibular e coclear)
cóclea
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Para que as ondas sonoras estimulem o aparelho auditivo do ser humano devem ser preenchidas as 
seguintes características: 
a) Frequência: número de vibrações por unidade de tempo, ou ainda o número de repetições das 
flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou número de ciclo/segundo (1ciclo/segundo = 1HZ). É 
determinada pela contagem do número de frentes de onda que passam por um certo ponto em um 
determinado tempo. Deve situar-se entre 20 e 20.000 Hz. Frequências sonoras inferiores a 20 Hz são 
chamados de infrassom, ao passo que as frequências superiores a 20.000 Hz (20 kHz) de ultrassom. 
Em ambos os casos, não são captadas pelo aparelho auditivo. 
 
Figura 1.2: Faixa de frequência audível 
b) Nível de pressão sonora: é dado em Pascal (Pa) que equivale a um Newton por Metro Quadrado 
(N/m²) e deve atingir um valor mínimo denominado limiar de audibilidade, admitido pela comunidade 
científica como sendo 2 X 10-5 N/m², valor este convencionado como zero dB (zero Decibel). Níveis 
de pressão sonora entre 2 X 10-5 N/m² e 200 N/m² estão dentro da faixa audível. Valores de pressão 
abaixo de 2 X 10-5 N/m² estão abaixo do limiar auditivo, não podendoser "ouvidos", ao passo que 
valores acima de 200 N/m² são extremamente danosos ao ouvido humano, provocando dor imediata. 
Por isso, esse limite superior é chamado de limiar de dor. 
 
Figura 1.3: Faixa de pressão sonora audível 
O nível de pressão sonora que provoca dor (200 N/m², limiar da dor) corresponde a 107 vezes o nível de 
pressão sonora mínimo capaz de sensibilizar a membrana timpânica humana (2 X 10-5 N/m², limiar de 
audibilidade). Dessa forma, seria inviável projetar um sistema de mensuração capaz de operar em uma faixa 
tão ampla de valores. 
Como solução a esse problema, utiliza-se uma escala em Decibel (dB), que corresponde a décima parte de 
um Bel (0,1 Bel), que, frise-se, não é uma umidade de medida, mas uma relação adimensional que pode ser 
definida pela seguinte equação logarítmica: 
𝐿 = 20 log (
𝑃
𝑃0
) 
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Em que: 
𝐿 = nível de pressão sonora (dB); 
𝑃 = pressão sonora encontrada no ambiente (Pa); 
𝑃0 = pressão sonora de referência (2 X 10-5 Pa, limiar de audibilidade) 
É justamente com base na intensidade dos níveis de pressão sonora em dB que a NR 15 determina os Limites 
de Tolerância (LT) para o ruído. Não obstante a determinação do LT para o ruído pela NR 15, frise-se que 
considerando a qualidade dos dados estatísticos relativos à exposição ocupacional ao ruído em suas variadas 
frequências, não é possível definir com precisão a fronteira do ambiente salubre com o insalubre para o 
trabalhador. Sendo assim, os LT definidos pela NR 15 são apenas valores estimados, não garantindo a 
segurança de todos os trabalhadores. 
 
Os LT para exposição ocupacional ao ruído são determinados em função dos níveis de 
pressão sonora, com escala em dB, e do tempo máximo de exposição diária permissível 
em cada um desses níveis. Entretanto, considerando a qualidade dos dados estatísticos 
relativos à exposição ocupacional ao ruído em suas variadas frequências, NÃO é 
possível definir com precisão a fronteira entre o ambiente salubre e o insalubre para o 
trabalhador. 
Além da frequência e do nível de pressão sonora, duas outras variáveis são importantes na análise do ruído 
ocupacional, tais sejam: 
• amplitude: é o deslocamento máximo da onda sonora em relação a posição de equilíbrio; 
• comprimento de onda: é a distância entre dois picos sucessivos de ondas com amplitudes similares. 
 
Figura 1.4: Amplitude e comprimento de uma onda sonora 
Agora, entrando em um campo mais objetivo do estudo da acústica, destaque-se que o dB não é uma 
quantidade linear! Representa um valor de uma escala logarítmica de base 10. Isso implica que as operações 
matemáticas com o Decibel não são lineares. Por exemplo, a soma de 100 dB + 95 dB não é igual a 195 dB! 
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Para que você entenda como essa soma deve ser realizada, vamos utilizar, inicialmente, o método gráfico 
para adição de níveis de pressão sonora, tal como mostra a Figura 1.5. 
 
Figura 1.5: Gráfico para adição de níveis de pressão sonora 
 
Imagine que uma empresa adquira dois equipamentos para seu processo produtivo, uma politriz e uma 
lixadeira. Segundo os manuais dos respectivos fabricantes, a politriz emite 95 dB de ruído e a lixadeira 100 
dB. No caso de esses equipamentos serem ligados lado a lado, qual será o nível de pressão sonora próximo 
a eles? 
Primeiramente, devemos determinar a diferença linear entre os dois níveis de pressão sonora a serem 
somados, que é 100 - 95 = 5 dB. Essa diferença deve ser identificada no eixo horizontal do gráfico, traçando-
se uma linha vertical para cima até "tocar" a curva logarítmica (linha vermelha vertical). 
Em seguida, traça-se uma linha horizontal até o eixo vertical esquerdo (linha vermelha horizontal), que define 
o nível de pressão sonora, em dB(A), a ser adicionado ao maior valor entre os níveis somados. Assim, 
obtemos o seguinte nível resultante L = 100 + 1,2 = 101,2 dB(A). Simples, não é? 
Agora quero que perceba uma coisa no gráfico. As bancas cobram isso sem fornecê-lo, então... Decore isso! 
O máximo incremento possível na escala logarítmica de soma de nível de pressão 
sonora é de 3 dB(A), e ocorre quando os equipamentos emitem o mesmo nível de 
pressão sonora, ou seja, quando a diferença é zero. Assim, se temos duas máquinas que 
emitem 100 dB(A) cada uma, o nível resultante será L = 100 + 3 = 103 dB(A). 
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Não obstante a existência do método gráfico, mais simples, para a adição de níveis de pressão sonora, 
também é possível a soma logarítmica através da seguinte equação: 
𝐿𝑇 = 10 log(10𝐿1 10⁄ + 10𝐿2 10⁄ + ⋯ + 10𝐿𝑛 10⁄ ) 
Em que: 
𝐿𝑇 = nível de pressão a ser somado ao equipamento de maior nível 
𝐿1 = nível de pressão sonora da fonte 1; 
𝐿𝑛 = nível de pressão sonora da fonte 𝑛 (enésima fonte); 
Deixando para traz os conceitos relacionados ao nível de pressão sonora e passando agora a tratar dos 
aspectos relacionados à frequência, o ruído pode ser classificado em: (a) contínuo, (b) intermitente e (c) de 
impacto: 
O ruído é contínuo quando a variação do nível de pressão sonora atinge 3 dB durante um período superior 
a 15 minutos. É intermitente quando o nível de pressão sonora varia até 3 dB em períodos inferiores a 15 
minutos e superiores a 0,2 segundo. É de impacto quando não se enquadrar nas condições anteriores. 
 
Não obstante essa definição majoritariamente adotada pela doutrina, você verá no estudo da NR 15 (caso 
haja previsão no edital de sua prova) que ela estabelece definições diferentes. Na verdade, para fins de 
higiene ocupacional os ruídos contínuo e intermitente são avaliados em conjunto. 
Dando continuidade à interação humano-ruído, sabe-se que o ouvido humano responde mais sensivelmente 
nas faixas situadas entre 2.000 e 5.000 Hz e menos sensivelmente em frequências inferiores a 2.000 Hz e 
superiores a 5.000 Hz. Com esse conhecimento, estudiosos da acústica chegaram a um padrão de curvas 
isoaudíveis que correspondem à mesma intensidade de resposta da audição humana a determinados sons. 
Isso resultou na elaboração de curvas de compensação A, B, C e D (Figura 1.6) que servem de parâmetro para 
a construção dos medidores de níveis de pressão sonora. 
RUÍDO 
Contínuo Quando a variação do nível de pressão sonora atinge 3 dB 
durante um período superior a 15 minutos. 
Intermitente 
Quando a variação do nível de pressão sonora varia até 3 dB 
em períodos inferiores a 15 minutos e superiores a 0,2 
segundo. 
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Figura 1.6: Curvas de compensação de níveis de pressão sonora. 
A Curva "A" aproxima-se das curvas de igual audibilidade humana para baixos níveis de pressão sonora. Por 
isso, a Portaria MTE n.º 3.214/1978 (NRs) adotou a curva de compensação "A" para mensurar ruído contínuo 
e intermitente. A Curva "B", para níveis médios. A Curva "C",para níveis de pressão sonora mais elevados, 
e por isso é acurva utilizada para medir ruído de impacto (no caso de o medidor não possuir circuito linear). 
Por curiosidade, a Curva "D" foi ajustada especificamente para avaliação de níveis de pressão sonora em 
aeroportos! 
Com base no conhecimento dessas curvas de compensação e em outros parâmetros técnicos para a 
avaliação dos ruídos contínuos e intermitentes (casos mais comuns) a NHO 01 da Fundacentro recomenda 
que o audiodosímetro ou dosímetro de ruído7 atenda aos seguintes requisitos técnicos: (trataremos de 
muitos desses conceitos no estudo da NHO 01 e da NR 15!) 
a) às especificações constantes da Norma ANSI S1.25-1991 ou de suas futuras revisões; e 
b) ter classificação mínima do Tipo 2. 
Além disso, o equipamento deve atender a seguinte configuração, para medição de ruído contínuo ou 
intermitente: 
a) circuito de compensação (ou ponderação): "A"; 
b) circuito de resposta: lenta (slow); 
c) critério de referência: 85 dB(A), que corresponde a dose de 100% para uma exposição de 8 horas; 
 
7 Dosímetro de ruído: medidor integrador de uso pessoal que fornece a dose da exposição ocupacional 
ao ruído 
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d) nível limiar de integração8: 80 dB(A); 
e) Incremento de duplicação de dose9 = 3 (q = 3)10; 
f) Indicação de ocorrência de níveis superiores a 115 dB(A). 
Adicionalmente, é importante destacar que a medição também pode ser feita através de medidores 
instantâneos de nível de pressão sonora, denominados decibelímetros. Não obstante, medidores de nível 
de pressão sonora mais sofisticados11 que possuem analisadores de frequência acoplados permitem a 
obtenção de níveis de ruído para faixas definidas de frequência, realizando medições em bandas de oitava 
ou terças de oitavas. Essas faixas podem ser selecionadas pelo operador, a seu critério. 
Uma vez que o dosímetro de ruído tenha sido configurado corretamente, as medições devem ser feitas com 
o microfone (sensor de pressão sonora) posicionado dentro da zona auditiva12 do trabalhador. Geralmente 
o medidor de uso pessoal fica posicionado sobre o ombro do trabalhador, preso na vestimenta, dentro da 
zona auditiva. 
Quando forem identificadas diferenças significativas entre os níveis de pressão sonora que atingem os dois 
ouvidos, as medições devem ser realizadas no lado exposto ao maior nível. O direcionamento do microfone 
deve obedecer às orientações do fabricante, constantes do manual do equipamento, de forma a garantir a 
melhor resposta do medidor. 
O uso do protetor de vento sobre o microfone (geralmente uma espuma que o encobre) é sempre 
recomendável a fim de evitar possíveis interferência da velocidade do ar, além de protegê-lo contra poeira. 
Além disso, os medidores só podem ser utilizados dentro das condições de umidade e temperatura 
especificadas pelo fabricante. 
Se os medidores forem utilizados em ambientes com a presença de campos magnéticos significativos, devem 
ser considerados os cuidados e as limitações previstas pelo fabricante. Adicionalmente, destaque-se que o 
posicionamento e a conduta do avaliador não devem interferir no campo acústico ou nas condições de 
trabalho, para não falsear os resultados obtidos. 
 
8 Nível Limiar de Integração (NLI): nível de ruído a partir do qual os valores devem ser computados 
na integração para fins de determinação de nível médio ou da dose de exposição 
9 Incremento de Duplicação de Dose (q): Incremento em decibéis que, quando adicionado a um 
determinado nível, implica a duplicação da dose de exposição ou a redução para a metade do tempo 
máximo permitido. 
10 Como veremos, a NR 15 adota q = 5 e não q = 3 como a NHO 01! 
11 Isso é válido tanto para dosímetros quanto para decibelímetros. 
12 Zona auditiva: região do espaço delimitada por um raio de 150 mm ± 50 mm, medido a partir da 
entrada do canal auditivo. 
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14 
 
Para fechar o assunto, vamos tratar das medidas de controle do ruído. Como vimos, a higiene ocupacional 
estabelece a seguinte hierarquia das medidas de controle: (1) na fonte do fator de risco, (2) na transmissão 
(entre a fonte e o receptor) e (3) no receptor (trabalhador). São exemplos: 
Controle do 
risco na 
fonte 
• Eliminação da fonte; 
• Seleção de máquinas ou equipamentos menos ruidosos; 
• Manutenção: elaboração de planos de manutenção preventiva e corretiva como por 
exemplo, balanceamento periódico de máquinas rotativas e lubrificação de 
rolamentos; 
• Modificação das fontes geradoras: Instalação de silenciadores em sistemas de ar 
comprimido, compressores, bicos de saída de ar, válvulas pneumáticas, condutores 
de sistemas de ventilação etc.; utilização de bases rígidas na montagem de máquinas 
e equipamentos para redução da vibração (isolamento de máquina), ou de sistemas 
de amortecimento para reduzir a transmissão da vibração; 
Controle na 
trajetória 
• Não sendo possível o controle na fonte, o segundo passo é a verificação de possíveis 
medidas aplicadas no meio ou trajetória. Quando o som incide sobre uma superfície, 
uma parte é refletida, outra absorvida e uma transmitida. 
• Em resumo, as medidas de controle coletivo do ruído através da intervenção em sua 
trajetória baseiam-se em dois mecanismos: absorção (que reduz a energia refletida) 
e/ou isolamento (que evita a transmissão). 
• Exemplo clássico é o Isolamento acústico ou enclausuramento de máquinas e 
equipamentos ruidosos. Nesse tipo de solução técnica são utilizadas paredes 
Isolantes cobertas com absorventes acústicos (lãs de rocha ou vidro, espumas etc.), 
o que impede que o ruído se propague para o ambiente. 
Controle no 
receptor 
• Nesse caso, recorre-se a utilização de protetores auditivos, que podem ser de três 
tipos conforme definido pela NR 6: protetor circum-auricular (tipo concha), protetor 
de inserção (tipo plug, pré-moldado, geralmente de silicone) e o protetor semi-
auricular (tipo plug, moldável, geralmente de espuma). 
No caso dos protetores auriculares, os manuais dos fabricantes fornecem os valores do Nível de Redução de 
Ruído do Protetor - 𝑵𝑹𝑹𝒔𝒇𝒑𝒓𝒐𝒕𝒆𝒕𝒐𝒓
, do inglês Noise Reduction Rating. Esses valores garantem um nível de 
proteção estatístico de 84%. Vamos a um exemplo! 
Imagine que um trabalhador realiza suas atividades em um ambiente cujo Nível de Exposição Normalizado - 
NEN13 obtido pelo avaliador foi de 95 dB(A). Observou-se, durante a avaliação, que foi fornecido ao 
trabalhador um protetor auricular tipo plug de inserção pré-moldado, com o devido Certificado de 
Aprovação - CA, cuja capacidade de atenuação é de 𝑁𝑅𝑅𝑠𝑓𝑝𝑟𝑜𝑡𝑒𝑡𝑜𝑟
= 15 dB. Pergunta-se, qual o valor efetivo 
de nível de pressão sonora a que esse trabalhador está exposto? 
 
13 Nível de Exposição Normalizado (NEN): nível de exposição, convertido para uma jornada padrão 
de 8 horas diárias, para fins de comparação com o limite de exposição. 
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15 
 
A resposta é simples 95 - 15 = 80 dB(A)! Mas professor, o senhor não disse que as operações em dB não são 
lineares. Ocorre que aqui estamos subtraindo nível de atenuação, e não nívelde pressão sonora! 
O mesmo é válido para capacidade de atenuação de isolantes acústicos, chamada de Classe de Transmissão 
Acústica (STC - do inglês Sound Transmission Class). Assim, se existe uma máquina que emite 100 dB(A) do 
lado de uma parede com STC = 20 dB, o nível de ruído que irá ser transmitido ao outro lado será de 100 - 20 
= 80 dB(A). Nesse caso, as operações também são lineares! 
Outra medida de controle do ruído, relacionada à organização do layout do trabalho, é afastar os postos de 
trabalho, ou seja, afastar os trabalhadores o máximo possível da fonte geradora de ruído. Assim como as 
ondas eletromagnéticas (de radiofrequência, raios-x etc.), as ondas mecânicas, como no caso do ruído, 
também sofrem redução considerável com o aumento da distância entre a fonte e o receptor, ainda que 
nenhuma barreira seja interposta no caminho. 
Isso ocorre porque as ondas mecânicas obedecem a lei do inverso do quadrado da distância. Isso implica 
que a intensidade da pressão sonora decai em função do quadrado da distância entre a fonte e o receptor, 
de modo que a intensidade é inversamente proporcional ao quadrado da distância. 
 
Figura 1.714: Lei do inverso do quadrado da distância aplicada à redução do ruído ocupacional 
A equação para cálculos de atenuação (redução da intensidade) seguindo é lei do inverso do quadrado da 
distância é dada por: 
NPS [L(x)] = NPS a 1 m + 20 x log [1 / L(x)] 
Em que: 
NPS [L(x)] = é o nível de pressão sonora a uma distância a [L(x)] metros da fonte; 
NPS a 1 m = é o nível de pressão sonora a 1 metro de distância da fonte geradora; 
Para que você possa compreender como essa equação é aplicada, vamos a resolução de uma questão de 
prova. 
 
14 Disponível em: < https://protecao.com.br/blogs/a-lei-do-inverso-do-quadrado-da-distancia-aplicada-
a-uma-exposicao-ao-ruido-em-campo-livre/> 
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(CESGRANRIO / PETROBRÁS) Um trabalhador está a um metro de distância de um motor em 
funcionamento, que gera um ruído de 91 dB(A) em sua zona auditiva. Após mudanças no layout do local 
de trabalho, a distância entre o trabalhador e o motor passou a ser de quatro metros. Sem levar em conta 
outras fontes, paredes e reflexões sonoras, e considerando que o log 4 = 0,6 e o log 1/4 = −0,6, o novo nível 
de pressão sonora que chega à zona auditiva do trabalhador passou a ser, em dB(A), igual a 
(A) 61 (B) 67 (C) 73 (D) 79 (E) 103 
Comentários: inicialmente, veja que o nível de pressão sonora – NPS medido a 1 m de distância do 
trabalhador é de 91 dB(A). 
A questão quer que você determine o NPS que incidirá sobre a zona auditiva desse trabalhador quando a 
distância entre ele e a fonte de ruído for de 4 m. 
Montando a equação, temos: 
NPS [4m] = 91 + 20 x log [1/4] 
Veja que a banca já traz o valor para log [1/4] = - 0,6, assim, temos: 
NPS [4m] = 91 + 20 x (- 0,6) 
NPS [4m] = 91 – 12 
NPS [4m] = 79 dB(A) 
Moleza, não? Nesse caso, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
Agora, veja como outros conhecimentos a respeito do ruído (acústica) já foram explorados pelas bancas: 
(IESES / IFC-SC) Assinale a alternativa correta: 
(A) A determinação dos efeitos dos Riscos Ambientais deve estar embasada na Natureza do Risco, na 
Concentração do Risco, na Intensidade do Risco e no Tempo de Exposição ao Risco. 
(B) O som é originado por uma vibração sonora (cordas de um violão). Quando essa vibração estimula o 
aparelho auditivo = vibração sonora. 
(C) O som se caracteriza por flutuações de pressão em um meio desconhecido. 
(D) São todas as flutuações de pressão que produzem a sensação de audição quando atingem o ouvido 
humano. 
Comentários: vamos analisar cada alternativa isoladamente. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Tratamos desse assunto na Seção 1 dessa aula. 
A alternativa B está incorreta. “O som é originado por uma vibração sonora (mecânica) (cordas de um 
violão). Quando essa vibração estimula o aparelho auditivo = vibração sonora.” 
A alternativa C está incorreta. “O som se caracteriza por flutuações de pressão em um meio desconhecido 
elástico”. São exemplos de meios elásticos os sólidos, os líquidos e os gases. 
A alternativa D está incorreta. Não são todas! Apenas aquelas situadas dentro dos limiares de audibilidade, 
ou seja, entre 20 Hz e 20 kHz, e acima de 0 dB. 
(CESPE-CEBARSPE / POLC-AL) Uma empresa de distribuição de produtos ocupa um galpão fechado, com 
leiaute físico dispondo de área para armazenamento dos estoques. Esse espaço tem vias estreitas para 
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trânsito de uma empilhadeira e faixas bem demarcadas para pedestres, todas muito próximas entre si. A 
empilhadeira, movida a óleo diesel, realiza operações de carga, descarga e transporte das caixas dentro 
da empresa, transitando pelas vias planejadas. Os operários responsáveis por etiquetagem e embalagem 
dos pacotes também trabalham nesse galpão, deslocando-se pelas faixas de pedestres. A fim de evitar 
acidentes de trabalho, a empresa encomendou o estudo de empresa especializada para revisar o leiaute. 
A partir dessa situação hipotética, julgue o próximo item. 
O ruído excessivo causado pela circulação da empilhadeira dentro do galpão pode resultar em problemas 
como ansiedade, fadiga nervosa e irritabilidade aos operários. 
Comentários: a proposição está CERTA. De fato, a exposição ocupacional ao ruído têm sido atribuída como 
causa desses agravos à saúde dos trabalhadores. 
1.2 Vibrações 
De acordo com o Manual de Aposentadoria Especial da Previdência Social, entende-se por vibração ou 
trepidação qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto fixo, podendo ser um 
movimento regular ou irregular (quando não segue nenhum padrão determinado). Colocando de outra 
forma, trata-se de um movimento oscilatório de um corpo devido a forças desequilibradas de componentes 
rotativos e movimentos alternados de uma máquina ou equipamento. 
Por sua vez, a Convenção n.° 148 da Organização Internacional do Trabalho – OIT estabelece que o termo 
“vibrações” compreende toda vibração transmitida ao organismo humano por estruturas sólidas e que seja 
nociva à saúde ou contenha qualquer outro tipo de perigo. 
A vibração pode afetar o corpo inteiro, caso em que é denominada vibração de corpo inteiro – VCI. A VCI 
ocorre quando há uma vibração dos pés (posição em pé) ou do assento (posição sentada). A vibração pode 
ainda afetar apenas uma parte do corpo. Nesse caso, a higiene ocupacional tem especial interesse nas 
vibrações em mãos e braços – VMB. 
As VCI caracterizam-se pela ocorrência em baixa frequência e alta amplitude (faixa de 1 a 80 Hz, mais 
especificamente de 1 a 20 Hz) e são típicas das atividades de transporte, especialmente com veículos pesados 
(caminhões, tratores etc.). 
Por sua vez, as VMB ou de extremidades ocorrem na faixa de 6,3 a 1250 Hz e são típicas de trabalhos com 
ferramentas manuais como politrizes, lixadeiras, furadeiras, britadeiras etc. 
As metodologias e procedimentos de avaliação das VCI e VMB são especificadas, respectivamente, pelas 
NHOs 09 e 10 da Fundacentro. Em ambos os casos, existem três variáveis fundamentais que caracterizam 
ou estão envolvidas na avaliação das vibrações: 
a) direção medida em três eixos (direções): a natureza vetorial da vibração requer a avaliação em três 
direções ortogonais: x, y e z, seja no caso das VCI (Figura 1.8a), sejano caso das VMB (Figura 1.8b); 
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b) magnitude: expressa pela raiz média quadrática da resultante obtida (√𝑎𝑥
2 + 𝑎𝑦
2 + 𝑎𝑧
2), dada em 
m/s², em que 𝑎𝑥, 𝑎𝑦 e 𝑎𝑧 correspondem, respectivamente, as acelerações resultantes nas direções x, 
y e z; 
c) frequência: medida através de bandas de oitava, dada em Hz (Hertz). 
 
(a) (b) 
Figura 1.8: (a) eixos ortogonais para caracterização das VCI, (b) eixos ortogonais para caracterização das 
VMB. 
No caso das VCI, seja na posição em pé, deitado ou sentado, o eixo "z" refere-se às vibrações no sentido 
longitudinal à coluna vertebral, e os eixos "x" e "y" as vibrações nas direções transversais (frontal-traseira e 
laterais, respectivamente). Nossa estrutura óssea tem maior resistência aos esforços no sentido longitudinal 
da coluna vertebral (eixo "z") e menor resistência nas direções perpendiculares a esses eixos, ou seja, nas 
direções dos eixos "x" e "y". Por isso, as vibrações nos sentidos transversais ("x" e "y") têm maior "peso" no 
resultado final, ou seja, na determinação da vibração resultante. 
Por sua vez, na determinada da vibração resultante para os casos de exposição a VMB, não há maior "peso" 
em nenhuma direção ("x", "y" ou "z"). 
 
Em face da natureza vetorial da vibração, a mensuração de sua magnitude, seja no uso 
de ferramentas portáteis, resultando em VMB, seja no uso de veículos, resultando em 
VCI, deverá ser realizada em três direções ortogonais ao plano de contato com a mão 
do operador ou com o assento, sendo o resultado da exposição expresso pela raiz média 
quadrática da resultante obtida nas três direções. 
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Trataremos dos limites de tolerância (LT) e níveis de ação (NA) para as VCI e VMB no estudo das NHOs 09 e 
10, respectivamente, além da NR 15. Por ora, atente-se ao mapa mental que segue, que traz esses valores 
de forma resumida. Observe os parâmetros utilizados para a caracterização das VCI e VMB. 
 
No tocante a implicância da exposição às vibrações a saúde dos trabalhadores, frise-se que os principais 
efeitos ao organismo do trabalhador podem ser de ordem vascular, neurológica, osteoarticular e muscular. 
Os principais problemas são artroses nos cotovelos e problemas motores (formigamento e 
adormecimento). Os primeiros sintomas experimentados por trabalhadores expostos a vibrações são 
formigamento ou adormecimento leve. 
Vamos fechar o estudo do agente vibração com as medidas de proteção, como de praxe. 
As medidas preventivas devem contemplar, entre outras: 
a) avaliação periódica da exposição; 
b) orientação dos trabalhadores quanto aos riscos decorrentes da exposição à vibração e à utilização 
adequada dos equipamentos de trabalho, bem como quanto ao direito de comunicar aos seus 
superiores sobre níveis anormais de vibração observados durante suas atividades; 
Critérios de
Avaliação
Vibrações de 
Mãos e Braços 
(VMB):
Parâmetro:
Arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
Critérios e 
valores de 
Referência:
NA = 2,5 m/s²
LT = 5,0 m/s²
Vibrações de 
Corpos Inteiro
(VCI):
Parâmetros:
Arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
Valor da dose de exposição resultante (VDVR)
corresponde ao valor da dose de vibração 
representativo da exposição ocupacional diária, 
considerando a resultante dos três eixos de 
medição
Critérios e 
valores de 
referência:
NA
aren = 0,5 m/s²
VDVR = 9,1 m/s1,75
LT
aren = 1,1 m/s²
VDVR = 21 m/s1,75
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c) vigilância da saúde dos trabalhadores focada nos efeitos da exposição à vibração; e 
d) adoção de procedimentos e métodos de trabalho alternativos que permitam reduzir a exposição a 
vibrações mecânicas. 
As medidas corretivas devem contemplar, entre outras: 
a) no caso de exposição às VMB, modificação do processo ou da operação de trabalho, podendo 
envolver: a substituição de ferramentas e acessórios; a reformulação ou a reorganização de bancadas 
e postos de trabalho; a alteração das rotinas ou dos procedimentos de trabalho; a adequação do tipo 
de ferramenta, do acessório utilizado e das velocidades operacionais; 
b) no controle da exposição às vibrações localizadas no uso de ferramentas portáteis, deve-se utilizar 
práticas adequadas de trabalho, incluindo instruções aos trabalhadores para que empreguem força 
mínima de pega, utilizando luvas antivibratórias, quando possível, que são mais eficientes no 
amortecimento de vibrações de alta frequência; 
c) no caso de exposição às VCI, modificação do processo ou da operação de trabalho, podendo envolver: 
o reprojeto de plataformas de trabalho; a reformulação, a reorganização ou a alteração das rotinas 
ou dos procedimentos e organização do trabalho; a adequação de veículos utilizados, especialmente 
pela adoção de assentos antivibratórios; a melhoria das condições e das características dos pisos e 
pavimentos utilizados para circulação das máquinas e dos veículos; 
d) redução do tempo e da intensidade de exposição diária à vibração; e 
e) alternância de atividades ou operações que gerem exposições a níveis mais elevados de vibração com 
outras que não apresentem exposições ou impliquem exposições a menores níveis. 
1.3 Temperaturas extremas 
1.3.1 Calor 
O calor é uma condição de risco de natureza física presente em muitos ambientes de trabalho. Quando um 
trabalhador labora próximo a uma fonte artificial de calor, ou mesmo exposto a luz solar (fonte natural), seu 
organismo passa a ter dificuldade em manter o equilíbrio homeotérimco15, experimentando um aumento na 
sua temperatura16 corporal. 
 
15 Equilíbrio homeotérmico: é a capacidade do organismo de manter a temperatura central do corpo 
constante. 
16 Temperatura: é o estado de agitação das partículas de um corpo, caracterizando seu estado térmico. 
Quanto mais agitadas estiverem essas moléculas, maior será sua temperatura. Quando menos agitadas 
essas moléculas, menor será sua temperatura. 
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Se ele permanece por um longo período exposto a essa condição, poderá experimentar uma sobrecarga 
térmica17, que ocorre quando a taxa de ganho de calor (calor gerado pelo metabolismo + calor transmitido 
pelo meio ambiente de trabalho para o organismo) é maior do que a taxa de dissipação de calor (para o 
meio). Quanto mais pesada a atividade realizada e mais elevada a temperatura ambiente, maior será a 
tendência de elevação da temperatura corporal. 
Para manter a temperatura interna constante, o organismo se utiliza de certos mecanismos, tais como a 
inibição da termogênese, vasodilatação periférica e sudorese,que consistem em processos fisiológicos que 
acelerem a perda de calor para o ambiente. 
Mecanismos de redução do calor pelo organismo, frente à temperatura corporal excessiva 
(mecanismos de termorregulação) 
Inibição da termogênese: Diminuição da produção de calor pela desaceleração do metabolismo. 
Vasodilatação periférica: Intensa dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos (pode aumentar a 
transferência de calor para a pele em até 8 vezes). 
Sudorese: Ocorre acentuada elevação na velocidade de perda de calor através da 
evaporação, quando a temperatura corporal ultrapassa do nível crítico de 
37 ℃. 
Esses mecanismos são acionados pelo organismo para evitar que o calor possa produzir reações que vão 
desde a desidratação progressiva, câimbras, exaustão, até o choque térmico. 
E como é avaliada a sobrecarga térmica durante a exposição ocupacional dos trabalhadores em ambientes 
quentes? Essa avaliação envolve tanto variáveis ambientais (externas) como internas (metabolismo). 
O metabolismo, que é variável interna ou variável fisiológica, é determinada com base em estimativas da 
taxa metabólica para diferentes tipos de atividades realizadas em uma combinação de condições (sentado, 
em pé, em movimento, trabalho leve, pesado etc.). Conheceremos essas taxas no estudo da NR 15 e NHO 
06. 
Por hora, destaque-se que a taxa metabólica está associada a produção interna de calor, ao passo que as 
variáveis externas vão determinar a perda de calor para o ambiente ou o ganho de calor pelo organismo. 
Obviamente que, para atividades pesadas, em que a taxa de produção de calor interno (taxa metabólica) é 
elevada, é desejável que as variáveis externas sejam propícias a facilitar a troca de calor do corpo com o 
ambiente, de forma a facilitar a perda de calor para a manutenção da temperatura corporal dentro da 
normalidade. 
 
17 Sobrecarga térmica: é a quantidade de energia que o organismo deve dissipar para atingir o 
equilíbrio térmico. Esta energia interna é a combinação do calor gerado pelo metabolismo e da atividade 
física. 
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E qual é essa "normalidade" professor? Em regra, a temperatura central normal média de um adulto situa-
se entre 𝟑𝟔, 𝟕 ℃ e 𝟑𝟕, 𝟐 ℃. A temperatura dos tecidos internos (temperatura corporal central) tende a 
permanecer praticamente constante, com variações fisiologias de ±𝟎, 𝟔 ℃. 
Obviamente que na avaliação da exposição ocupacional ao calor deve-se levar em consideração as 
suscetibilidades individuais, uma vez que que a sobrecarga fisiológica pode variar consideravelmente de 
pessoa para pessoa em condições idênticas de sobrecarga térmica. 
Isso ocorre principalmente quando o trabalhador é não aclimatizado. Por aclimatização, entenda a 
adaptação fisiológica decorrente de exposições sucessivas e graduais ao calor que visa reduzir a sobrecarga 
fisiológica causada pelo estresse térmico. 
A aclimatização – que deverá ser precedida de um plano de aclimatização elaborado por médico, em função 
das condições ambientais, individuais e da taxa de metabolismo relativo à rotina de trabalho – requer a 
realização de atividades físicas e exposições sucessivas e graduais ao calor, para que de forma progressiva o 
trabalhador atinja as condições de sobrecarga térmica similares àquelas previstas para a sua rotina normal 
de trabalho. 
Uma vez aclimatizado, o trabalhador torna-se menos suscetível aos efeitos da sobrecarga fisiológica ao 
calor, uma vez que a temperatura do núcleo do corpo (núcleo termorregulador) pode aumentar em até 1 
°C. 
Como vimos, a sobrecarga térmica é resultante de duas parcelas: uma externa (ambiental), oriunda das 
trocas térmicas com o ambiente, e outra interna (metabólica), resultante da atividade física que o indivíduo 
exerce. As trocas térmicas podem ser divididas em secas e úmidas: 
1) Trocas secas: 
a) condução: a troca térmica que ocorre entre dois corpos de temperaturas diferentes quando 
em contato, ou que ocorre dentro de um corpo cujas extremidades encontram-se a diferentes 
temperaturas. No caso do trabalhador, essas trocas são geralmente pequenas, ocorrendo por 
contato do corpo com ferramentas e superfícies; 
b) convecção: é a troca térmica que ocorre entre um corpo e um fluido, ocorrendo 
movimentação do último por diferença de densidade provocada pelo aumento da 
temperatura. No caso do trabalhador, essa troca ocorre com o ar à sua volta; e 
c) radiação: é a troca térmica entre dois corpos através da natureza eletromagnética que 
caracteriza a onda de calor. Corresponde a maior parcela de ganho de calor no caso de 
exposição ao calor ocupacional. As trocas por radiação entre o trabalhador e seu entorno, 
quando há fontes radiantes severas (fornos, por exemplo), são as mais importantes no 
balanço térmico e podem corresponder a 60% ou mais das trocas. 
 
2) Trocas úmidas: 
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23 
 
a) condensação: é proveniente da mudança do estado gasoso de vapor de água contido no ar 
para o estado líquido; e 
b) evaporação: é a proveniente da mudança do estado líquido da água para o estado gasoso 
(vapor). É o principal mecanismo de perda de calor pelo trabalhador e ocorre quando o suor 
evapora de seu corpo. Caso não haja evaporação do suor, devido a vestimentas inadequadas, 
por exemplo, esse principal mecanismo fica comprometido. Apesar de se ser o principal 
mecanismo de troca térmica, não é capaz, isoladamente, de liberar todo calor recebido pelo 
trabalhador por meio de condução, convecção e radiação de modo a evitar a sobrecarga 
térmica. 
A avaliação da exposição ocupacional ao calor pode ser realizada com base em parâmetros ambientais e 
fisiológicos. Esses critérios são estabelecidos através de índices, medidos ou calculados, que geram um único 
valor ou número que integra os efeitos dos parâmetros básicos de um ambiente quente no ser humano. Os 
índices de avaliação da exposição ocupacional ao calor podem ser classificados em índices de conforto e 
sobrecarga térmica, sendo, os principais: 
 
No Brasil, por força do Anexo n.° 3 da NR 15, adota-se o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo - 
IBUTG para a avaliação da exposição ocupacional ao calor, a fim de identificar e/ou prevenir possíveis 
ocorrências de sobrecarga térmica. 
A ideia por traz da criação desse índice, bem como a dos demais, é de que para avaliar a sobrecarga térmica 
que pode estar ocorrendo numa exposição ocupacional tem-se que conhecer as trocas térmicas envolvidas. 
Entretanto, a medição direta dessas taxas de troca é difícil ou pouco prática na maioria dos casos. Portanto, 
na prática, avaliam-se alguns parâmetros existentes no ambiente de trabalho, em seguida, calcula-se, através 
de uma equação, um determinado índice. 
O IBUTG é composto pelos seguintes parâmetros: temperatura do ar, velocidade do ar, 
carga radiante do ambiente e umidade relativa do ar, entretanto, não leva em 
consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e 
tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por 
fontes de micro-ondas e radiofrequência. 
Índices
De conforto térmico
(NR-17, Ergonomia)
Temperatura efetiva
Temperatura efetiva corrigida
De sobrecarga térmica
(NR-15, Insalubridade)
Índice de sobrecarga térmica (IST)
Índice de Termômetro de Globo e Úmido (ITGU)
Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG)
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Para se chegar ao valor do índice de sobrecarga térmica (IBUTG, no caso) utilizam-se sensores que 
mensuram, de forma direta ou indireta, as variáveis acima citadas. são eles, de acordo com a NHO 06 da 
Fundacentro: 
a) termômetro de mercúrio comum, ou um metálico, no caso de equipamento eletrônico: destinado 
a medição da temperatura de bulbo seco (tbs), por isso também é conhecido como termômetro de 
bulbo seco. Mede, simplesmente, a temperatura do ar; 
b) termômetro de globo: destinado a medição da temperatura de globo (tg). Mede a carga radiante 
(calor radiante) presente no ambiente; e 
c) termômetro de bulbo úmido natural: destinado a medição da temperatura de bulbo úmido natural 
(tbn). Mede a influência da umidade relativa e da velocidade do ar nas taxas de transferência de calor. 
Apesar de pequena, as radiações infravermelha e ultravioleta exercem influência na leitura indicada pelos 
termômetros de bulbo seco ou bulbo úmido, por isso, inclusive, os medidores mais modernos vêm com uma 
barreira de proteção contra radiação, com mostrado na Figura 1.9, que mostra um medidor eletrônico, mais 
utilizado atualmente: 
 
Figura 1.9: Conjunto eletrônico para medição de IBUTG 
No tocante a montagem do equipamento para a condução das avaliações, deve-se observar que a altura de 
montagem dos equipamentos deve coincidir com a região mais atingida do corpo. Quando esta não for 
definida, o conjunto deve ser montado à altura do tórax do trabalhador exposto. 
Vale destacar que os valores obtidos pelos três termômetros que compõem o equipamento não são usados 
em todos os casos, isso, pois, a determinação do IBUTG é diferente a depender da existência ou não de carga 
solar no ambiente de trabalho. Estudaremos a aplicação dessas equações nas aulas de NR 15 e NHO 06, por 
hora, apenas as conheça: 
a) para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem 
carga solar direta: 
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𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟑 𝒕𝒈 
b) para ambientes externos com carga solar direta: 
𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟐 𝒕𝒈 + 𝟎, 𝟏 𝒕𝒃𝒔 
Nessas Equações: 
𝑡𝑏𝑛 = temperatura de bulbo úmido natural em ℃; 
𝑡𝑔 = temperatura de globo em ℃. 
𝑡𝑏𝑠 = temperatura de bulbo seco (temperatura do ar) em ℃. 
Dessas equações é importante notar que: 
a) para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem 
carga solar direta: leva em consideração a temperatura de bulbo úmido natural (tbn) com 70% de 
peso no resultado e a temperatura de globo (tg) com 30% de peso no resultado e, não leva em 
consideração a temperatura de bulbo seco (tbs), ou seja, a tbs não influencia no cálculo do IBUTG em 
ambientes cobertos, sem incidência de carga solar (Guarde isso!); 
b) para ambientes externos com carga solar direta: leva em consideração a temperatura de bulbo 
úmido natural (tbn) com 70% de peso no resultado, a temperatura de globo (tg) com 20% de peso no 
resultado e a temperatura de bulbo seco (tbs), com 10% de peso no resultado. 
Agora, veja esse mapa metal com um resumo das principais informações: 
 
IBUTG
É composto pelos 
seguintes 
parâmetros 
ambinetais:
temperatura do ar
velocidade do ar
carga radiante do ambiente
umidade relativa do ar
É calculado através 
das seguintes 
variáveis:
Temperatura de 
bulbo seco - tbs
medida por um termômetro de mercúrio comum, 
ou um termômetro metálico, no caso de 
equipamento eletrônico
mede a temperatura do ar
Temperatura de 
bulbo úmido 
natual - tbn
medida por um termômetro comum, coberto por 
um pavio hidrófilo que tem uma de suas 
extermidades imersa em água
mede a influência da umidade relativa e da 
velocidade do ar nas taxas de troca térmica
Temperatura de 
globo - tg
consiste em uma esfera de cobre com 6 polegas 
pintada externamente de preto fosco, contendo 
internamente um termômetro comum 
mede a carga radiante presente no ambiente
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Importante notar que a umidade relativa do ar e a sua velocidade, apesar de exercerem influência na 
determinação do IBUTG não são grandezas medidas diretamente, mas de forma indireta através do 
termômetro de bulbo úmido (tbn). 
Entretanto, para fins de proposição de medidas de controle pode ser interessante que o higienista 
ocupacional determine o valor dessas grandezas. Sendo assim, pode obter o valor da umidade relativa do ar 
de forma indireta, para isso pode obter a temperatura de bulbo seco e temperatura de bulbo úmido e se 
valer do auxílio de tabelas ou gráficos psicrométricos (cartas psicométricas, Figura 1.10a), através do 
cruzamento dessas informações nos referidos gráficos. Pode, ainda, de forma mais prática valer-se se 
medidores eletrônicos que permitem a obtenção de forma direta da umidade relativa do ar como é o caso 
dos psicrômetros digitais. 
Adicionalmente, pode ser necessário determinar a velocidade do ar, para isso, pode se valer de 
equipamentos denominados anemômetros, que podem ser de paletas (Figura 1.10b) ou de elementos 
termosenssíveis. 
 
(a) (b) 
Figura 1.10: (a) carta psicométrica para obtenção da umidade relativa do ar de forma indireta; (b) 
anemômetro de paletas. 
No tocante às medidas de controle a serem adotadas para esse agente físico, a NHO 06 as divide em 
preventivas e corretivas: 
 
 
 
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Medidas de controle do calor 
Preventivas Corretivas 
Monitoramento periódico da exposição, que 
consiste em uma avaliação sistemática e repetitiva 
da exposição dos trabalhadores, visando a um 
acompanhamento dos níveis de exposição e das 
medidas de controle para identificar a necessidade 
de introdução de novas medidas ou modificação das 
já existentes; 
Modificação do processo ou da operação de 
trabalho, tais como, redução da temperatura ou da 
emissividade das fontes de calor, mecanização ou 
automatização do processo; 
Disponibilização de água e sais minerais para 
reposição adequada da perda pelo suor, segundo 
orientação médica; 
Utilização de barreiras refletoras ou absorventes. 
Treinamento e informação aos trabalhadores; 
Adequação da ventilação. Modificar a velocidade do 
ar pode alterar as trocas de calor tanto na condução 
e na convecção como na evaporação. 
Entretanto, deve ficar claro que aumento da 
velocidade do ar pode favorecer ou desfavorecer o 
ganho de calor pelo organismo humano, a depender 
da temperatura do ar que circulará pelo ambiente. 
Controle médico, envolvendo exames médicos 
admissionais e periódicos, com foco na exposição 
ao calor, visando à determinação e ao 
monitoramento da aptidão física e à manutenção de 
um histórico ocupacional; 
Redução da umidade relativa do ar; 
Permissão para interromper o trabalho quandoo 
trabalhador sentir extremo desconforto ao calor ou 
identificar sinais de alerta ou condições de risco à 
sua saúde. 
Alternância de operações que geram exposições a 
níveis mais elevados de calor com outras que não 
apresentem exposições ou impliquem exposições a 
menores níveis, resultando na redução da 
exposição horária; 
 
Reorganização de bancadas e postos de trabalho; 
Alteração das rotinas ou dos procedimentos de 
trabalho; 
Introdução de pausas; 
Disponibilização de locais climatizados ou 
termicamente mais amenos para recuperação 
térmica. 
Apesar de existir uma série de EPIs previstos na NR 06 para a proteção contra o calor, a NHO 06 não elenca 
as vestimentas como medidas de controle eficazes18. Isso ocorre porque, conforme a Norma, as vestimentas 
 
18 Na verdade, muitas vestimentas protegem o trabalhador contra queimaduras por contato direto com 
partes aquecidas e da incidência direta do calor radiante. Entretanto, dificultam a evaporação do suor, 
reduzindo a capacidade de dissipação de calor por evaporação, além de reduzir a circulação do ar na 
pele, o que reduz a perda de calor por convecção. 
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podem influenciar nas trocas de calor entre o organismo e o meio, dificultando, em alguns casos, a taxa 
de troca e contribuindo para o aumento da sobrecarga térmica. 
Agora, veja como esses conhecimentos já foram explorados pelas bancas. 
(CESPE-CEBRASPE / TJ-AM) Julgue os itens a seguir, que tratam de equipamentos de medição no contexto 
de higiene e medicina do trabalho. 
O psicrômetro é o instrumento indicado para se determinar a quantidade de vapor na atmosfera. 
Comentários: a proposição está CERTA. 
(FGV / FUNSAÚDE-CE) A aclimatação é uma medida de controle para atenuar os efeitos da exposição do 
trabalhador à/ao 
(A) radiação. (B) calor. (C) ruído. (D) fumo. (E) vibração. 
Comentários: a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Veremos a seguir que a aclimatação 
também é aplicada como medida de controle ao frio. 
1.3.2 Frio 
De acordo com a OIT, um ambiente frio é definido por condições que causam perdas de calor corporal 
maiores que o normal, entendendo-se por normal as condições termoneutras. Alguns estudiosos do tema19 
arriscam maior grau de objetividade, definindo ambiente frio como aquele no qual a temperatura ambiente 
esteja abaixo de 𝟏𝟖 a 𝟐𝟎 ℃. 
O desconforto térmico pelo frio surge quando o balanço corporal de calor não pode ser mantido como 
consequência de um inadequado ajuste entre a atividade (produção de calor metabólico), vestimentas e 
demais condições ambientais como umidade e velocidade do vento. 
Uma vez inseridos nesses ambientes, os trabalhadores devem estar protegidos da exposição ao frio de forma 
a evitar que a temperatura interna do corpo caia abaixo de 36 °C (trinta e seis graus centígrados), uma vez 
que isso poderá resultar em redução da atividade mental, redução da capacidade de tomar decisões 
racionais, ou perda da consciência, com risco de morte. 
No tocante às variáveis que influenciam na exposição ocupacional ao frio, a umidade e a velocidade do vento 
são aspectos que devem ser levados em consideração, juntamente com a temperatura, pois tais condições 
físicas podem agravar os efeitos do frio. A água aumenta de 25 a 30 vezes a condutibilidade de calor, o que 
significa que o trabalhador, em tempo úmido, pode perder de 25 a 30 vezes mais calor do corpo do que se 
estivesse em condições normais. O vento aumenta a suscetibilidade do indivíduo à hipotermia devido à sua 
 
19 HOLMÉR, I; GRANBERG, P. O; DAHLSTROM, G. Cold enviroments and cold work. In: Stelman JM 
(ed.), Encyclopedia of occupational health and safety geneva: ILO. 1988. pp. 4229 – 4248. 
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capacidade de causar perda de calor por convecção e evaporação. Este efeito é denominado de “fator de 
resfriamento pelo vento”. 
E como o organismo responde a exposição ocupacional ao frio? Pois bem, na tentativa de manter o corpo 
aquecido durante uma exposição prolongada ao frio, o organismo, através do centro regulador, ativa dois 
mecanismos principais: 
a) vasoconstrição periférica: é o processo de contração das fibras musculares dos vasos sanguíneos 
periféricos. Ocorre para evitar a perda excessiva de calor e manter a temperatura do sangue que 
chega ao cérebro. Entretanto, pode comprometer o fluxo circulatório para algumas regiões como 
nariz, orelha e dedos, com risco de necrose; e 
b) tremores: tremores por frio são caracterizados por contrações involuntárias das fibras superficiais de 
modo a aumentar a produção interna de calor. 
Obviamente que a exposição continuada ao frio, sem compensação, dá origem ao estresse térmico pelo frio, 
cujas reações avançam com o tempo de exposição e a intensidade. O estresse é um conjunto de reações 
orgânicas a fatores de ordens diversas (físicos, químicos, emocional, infeccioso, etc.) capazes de perturbar o 
equilíbrio do organismo (homeostase). O frio é um dos agentes físicos capazes de causar o estresse do 
organismo humano. 
Além do estresse térmico e da hipotermia, o frio pode causar doenças reumáticas e respiratórias. Além disso, 
pode acarretar o enregelamento de membros – especialmente membros periféricos como dedos, nariz e 
orelhas – podendo levar a gangrena e à amputação. 
A ACGIH define algumas apresentações clínicas progressivas da hipotermia, como mostrado no quadro a 
seguir – com algumas situações em destaque (negrito). 
Temperatura 
interna °C 
Sinais clínicos 
37,6 °C Temperatura retal normal 
37 °C Temperatura oral normal 
36 °C Aumento da taxa metabólica para compensar a perda de calor 
35 °C Tremor máximo 
34 °C Vítima consciente e respondendo com pressão sanguínea normal 
33 °C Severa hipotermia abaixo desta temperatura 
32 °C a 31 °C 
Consciência nublada, dificuldade de obter pressão, pupilas dilatadas mas reagindo à luz, 
cessação dos tremores 
30 °C a 29 °C 
Progressiva perda de consciência, aumento da rigidez muscular, pulso e pressão difíceis 
de obter, decréscimo da taxa respiratória 
28 °C Possível fibrilação ventricular com irritabilidade miocardial 
27 °C 
Cessam movimentos voluntários, pupilas não reativa à luz, reflexos de tendões e 
superficiais ausentes 
26 °C Vítima raramente consciente 
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30 
 
25 °C Fibrilação ventricular pode ocorrer espontaneamente 
24 °C Edema pulmonar 
22 a 21 °C Risco máximo de fibrilação ventricular 
20 °C Parada cardíaca 
18 °C Vítima de hipotermia acidental mais baixa 
17 °C Eletroencefalograma isoelétrico 
9 °C Paciente de hipotermia induzida artificialmente mais baixa 
Na contramão do que é preconizado pela ACGHI, que estabelece padrões objetivos para avaliação da 
exposição ocupacional ao frio, no Brasil, a avaliação desse agente é apenas qualitativa, ou seja, baseada em 
parâmetros subjetivos, uma vez que a NR 15, em seu Anexo n.° 09 estabelece apenas que “as atividades ou 
operações executadas no interior de câmaras frigoríficas, ou em locais que apresentem condições 
similares, que exponham os trabalhadores ao frio, sem a proteção adequada,serão consideradas 
insalubres em decorrência de laudo de inspeção realizada no local de trabalho". 
1.4 Radiações ionizantes 
Por radiação, entenda qualquer dos processos físicos de emissão e propagação de energia, seja por 
intermédio de fenômenos ondulatórios, seja por meio de partículas dotadas de energia cinética. Pode ser 
definida, ainda, como a energia que se propaga de um ponto a outro no espaço ou em um meio material. 
A depender da quantidade de energia, a radiação pode ser descrita como ionizante e não ionizante, segundo 
o resultado de sua interação com a matéria. Quando a energia é superior à energia de ligação dos elétrons 
de um átomo com o seu núcleo, suficiente para remover elétrons de seus orbitais, é chamada de ionizante, 
quando não, é denominada não ionizante. Veja outras definições acerca do que vem a ser radiação ionizante: 
Conselho 
Nacional de 
Energia Nuclear - 
CNEN 
As radiações ionizantes incluem energia na forma de radiação corpuscular (ex: 
partículas alfa e partículas beta emitidas por materiais radioativos, e nêutrons de 
aceleradores e reatores nucleares) e radiação eletromagnética (ex: raios gama 
emitidos por materiais radioativos e raios X de aceleradores de elétrons e máxima de 
raios X) com energia superior a 12,4 eV (elétrons-volt), correspondendo a um 
comprimento de onda inferior a, aproximadamente, 100 nm (cem nanômetros). 
ACGIH 
Radiação ionizante é qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas. 
A interação das radiações ionizantes com a matéria consiste na transferência de energia da radiação para o 
meio irradiado, levando a alterações físicas, químicas e, em caso de matéria viva, alterações bioquímicas e 
fisiológicas. Isso implica que ao interagir com a matéria sobre a qual incide, ela é capaz retirar elétrons de 
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seus átomos (processo de ionização) e modificar as moléculas (inclusive geneticamente20), sendo uma fonte 
importante de neoplasias (câncer) relacionadas ao trabalho. 
Além da quantidade de energia, a radiação ionizante se diferencia da não ionizante pelo seu comprimento 
de onda. As radiações ionizantes caracterizam-se por apresentar comprimentos de onda inferiores a 100 
nm (cem nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o comprimento de onda maior a 
capacidade de penetração na matéria (no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. Veja 
a divisão do espectro eletromagnético, através da Figura 1.11, proposto pela ACGIH, para classificar as 
radiações em ionizantes e não ionizantes. 
 
Figura 1.11: Divisão do espectro eletromagnético 
Desse quadro, tiramos, dentre outras, uma conclusão importante: 
A frequência é uma grandeza inversamente proporcional ao comprimento de onda, 
assim, como as radiações ionizantes apresentam comprimentos de onda menores, suas 
frequências são maiores quando comparadas as radiações não ionizantes. 
Em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com que se propagam, as 
radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em eletromagnéticas (não 
possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; e 
 
20 A modificação genética da molécula é a fase inicial do surgimento de cânceres de diversos tipos. 
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c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente, os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes. 
 
 
Alguns fatores são determinantes para a exposição ocupacional às radiações ionizantes, que podem levar 
a uma menor ou maior absorção de dose pelos tecidos expostos (organismo), são eles: quantidade de 
proteção contra a fonte de radiação, tempo de exposição, distância da fonte de radiação, potência do 
equipamento irradiante, entre outros. 
Em relação a distância da fonte, inclusive, destaque-se que a intensidade da radiação (ou dose recebida, D) 
decai seguindo o princípio do inverso do quadrado da distância, assim como ocorre com qualquer outra 
energia que se propaga na forma de onda, a exemplo do ruído. 
𝐷 =
1
𝑑2
 
Em que 𝐷 é a dose recebida e 𝑑 é a distância, em metros, que o trabalhador fica da fonte de radiação. Assim, 
por exemplo, a cada 2 m que o indivíduo de afasta da fonte, a dose experimentada decai a ¼. 
Radiações 
Ionizantes
Características
podem ser qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.
Apresentam comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem 
nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o 
comprimento de onda maior a capacidade de penetração na matéria 
(no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. 
Exemplos
Partículas
possuem massa e carga elétrica e 
apresem menor capacidade de 
penetração
alfa (𝛼)
beta (𝛽)
Ondas eletromagnéticas
Não posseum massa nem carga elétrica 
e possuem maior capacidade de 
penetração
raios gama (𝜸)
raios-X
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Especificamente no caso das radiações ionizantes, vou deixar para abordar as questões relacionadas às 
medidas de proteção em um tópico específico, denominado "Princípios de proteção radiológica", uma vez 
que esse assunto é bastante explorado pelas bancas, antes disso, porém, vamos ao estudo das radiações não 
ionizantes. 
Veja como esses conhecimentos já foram explorados pelas bancas: 
(CESPE-CEBRASPE / SEDF) Tendo em vista que as radiações eletromagnéticas, suas propriedades e suas 
interações com a matéria estão na origem de uma série de processos físicos fundamentais para a 
compreensão da natureza, julgue o item seguinte. 
O espectro de comprimento de onda das radiações eletromagnéticas pode variar desde ondas com 
comprimento decentenas de metros, como as ondas de rádio, até ondas com comprimentos menores do 
que o núcleo atômico, como a radiação gama. 
Comentários: a proposição está CERTA. Observe a extensa gama de comprimentos de onda na Figura 1.11. 
1.5 Radiações não ionizantes 
As radiações não ionizantes possuem energia relativamente baixa em comparação com as radiações 
ionizantes, além de maiores comprimentos de onda (superiores a 100 nm) o que também contribuir para 
redução da capacidade de penetração nos tecidos humanos. 
Como vimos, a divisão do espectro eletromagnético mostrado na Figura 1.11 estabelece uma vasta gama de 
radiações não ionizantes, dentre elas as sub-radiofrequências, as radiofrequências, as micro-ondas, a 
radiação infravermelha, a luz visível, as ultravioletas e os lasers. 
Entretanto, o Anexo n.° 7 da NR 15 considera, para os fins de exposição ocupacional, que são legalmente 
reconhecidas como radiações não ionizantes àquelas oriundas de campos eletromagnéticos pertencentes 
aos espectros das micro-ondas (comprimentos de onda entre 1 m e 1 mm), das radiações ultravioletas 
(comprimentos de onda entre 400 e 100 nm, excluindo a luz negra) e os lasers (comprimentos de onda entre 
1 mm e 140 nm). Veja essa classificação na forma de um mapa mental: 
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Essas radiações apresentam interesse do ponto de vista ambiental e ocupacional porque os seus efeitos 
sobre a saúde são potencialmente importantes. Estudos têm mostrado que entre os efeitos da exposição de 
longo prazo aos campos eletromagnéticos estão a hipertensão arterial, alterações no sistema nervoso 
central, cardiovascular, endócrino e distúrbios menstruais. 
As radiações pertencentes ao espectro das micro-ondas podem ser produzidas em estações de radar, 
radiotransmissão, telefonia e em alguns processos industriais e medicinais. Estudos têm mostrado que o 
efeito mais acentuado é o térmico (aumento de temperatura dos tecidos) e que, quanto maior a frequência 
e maiores a potência e o tempo de exposição, maior o risco de lesões internas, devido às facilidades com que 
as ondas penetram no organismo. A exposição às micro-ondas também tem sido associada a elevação da 
pressão arterial (hipertensão). 
As radiações ultravioletas podem ser de origem natural ou artificial. Em geral, são pouco penetrantes e 
apresentam efeitos sempre superficiais, podendo, após longo período de exposição, causar câncer de pele. 
Pode-se observar que as faixas denominadas eritérmicas (UV-B) e germicidas (UV-C) são as que apresentam 
maiores riscos potenciais. Essas faixas são emitidas em operações como solda elétrica, metais em fusão, 
maçaricos operados em altas temperaturas, lâmpadas germicidas e outras. 
As radiações ultravioletas (UVA, UVB e UVC) ainda estão presentes, em menor quantidade, na irradiação 
solar. Entretanto há de se destacar que a maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida 
pela atmosfera terrestre. Quase totalidade (99%) dos raios ultravioletas que efetivamente chegam à 
superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera e 
Radiações não 
ionizantes
Campos elétricos
Campos estáticos
Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências
Campos 
magnéticos
Campos estáticos
Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências
Campos 
eletromagnéticos, 
no espectro das:
Frequênias extremamente baixas (ELF) e sub-frequências
Radiofrequências
Micro-ondas
(1 m - 1 mm)
Radiação óptica
(1 mm - 100 nm)
Infravermelho
(1 mm - 760 nm)
luz visível
(760 - 400 nm)
Ultravioleta
(400 - 100 nm)
UV-A (luz negra)
(400 - 315 nm)
UV-B
(315 - 280 nm)
UV-C
(280 - 100 nm)
Lasers
(1 mm - 140 nm)
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sua parcela que chega à Terra é responsável por danos à pele. Já a radiação UV-C é totalmente absorvida 
pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera. 
Entre os efeitos danosos das radiações ultravioletas, destaca-se a ceratite actínica (olhos avermelhados), que 
se manifesta horas depois da exposição nos processos de solda, quando não adotadas as medidas de 
proteção adequadas. Além desse efeito, a exposição ocupacional à radiação ultravioleta não coerente (UV), 
com comprimentos de onda entre 180 nm (cento e oitenta nanômetros) e 400 nm (quatrocentos 
nanômetros) está associada a efeitos agudos adversos à saúde, como eritemas, fotoconjuntivite e 
fotoqueratites. 
A radiação laser (luz laser) é rigorosamente monocromática, paralela (colimada) e coerente (mesma fase). 
O diâmetro do feixe luminoso é pequeno, porém conduz grandes quantidades de energia. A duração dos 
impulsos e a energia transportada dependem do tipo de equipamento gerador. O laser portátil é formado 
por feixes laser de alta potência (da ordem de megawatts) e de extremamente curta duração (30 a 40 
microssegundos). No laser contínuo, todos os feixes laser tem duração superior a 0,1 s. Sua potência vai, 
geralmente, de alguns miliwatts a vários kilowatts21. 
Os Lasers podem ser compostos de radiações em qualquer faixa dentro da gama UV, e consistem na 
amplificação da luz por emissão de radiação estimulada. A diferença é que a luz emitida nessa condição 
apresenta as seguintes características22: 
• Coerência: ao contrário das fontes luminosas comuns (que possuem radiações luminosas com 
comprimentos de ondas distintos), o feixe de luz laser possui ondas eletromagnéticas com mesmo 
(ou estreito) comprimento de onda em plano de vibração, as quais se propagam em fase constante. 
• Monocromática: o feixe de luz laser não é composto de amplo espectro de cores, mas sim de cor 
única (único ou estreito comprimento de onda), dependendo do tipo e frequência de emissão. 
• Colimação/não divergência: as ondas que compõem o feixe laser se propagam de modo paralelo ou 
quase paralelo, tendo pequena ou desprezível dispersão ou divergência na distância percorrida. 
A radiação laser, direta ou indireta, pode afetar especialmente os olhos e a pele, ainda que a potência seja 
baixa. O laser é muito aplicado na indústria para cortar, soldar ou perfurar metais com alta precisão, ou para 
localizar falhas estruturais. É utilizada, ainda, em quase todos as especialidades médicas, na informática, nas 
telecomunicações e em diversas pesquisas científicas. 
As radiações infravermelhas podem ter origem natural ou artificial e são, assim como as ultravioletas, pouco 
penetrantes no tecido humano, causando, basicamente aquecimento superficial da pele. Apesar de não 
 
21 MENDES, R (organizador). Patologia do Trabalho. 3. Ed. São Paulo: Atheneu, 2013. 
22 PEREIRA, A. D. Tratado de segurança e saúde ocupacional: aspectos técnicos e jurídicos, NR 13 
a 15, volume 3. 2. ed. São Paulo: saraiva, 2015, pp. 217-218. 
 
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serem classificadas como radiações não ionizantes pela NR 15, para efeitos de insalubridade, a exposição às 
radiações infravermelhas de grande magnitude podem resultar em queimaduras graves. 
A avaliação da exposição ocupacional às radiações não ionizantes ocorre de forma qualitativa, de modo 
que a simples exposição do trabalhadora essas faixas de frequências previstas no Anexo n.° 7 da NR 15, sem 
a devida proteção, já é suficiente para caracterizar a nocividade da exposição. 
No tocante às medidas de controle, destacam-se aqueles de controle do risco na fonte (proteção coletiva): 
• enclausuramento de processos, de forma a impedir que a radiação se propague para diferentes 
ambientes; 
• isolamento, através de instalação de barreiras de proteção, para que a radiação não atinja 
diretamente os trabalhadores envolvidos; e 
• afixação de sinalização adequada nos locais onde há projeção de radiações. 
Como medida de proteção individual, deve-se fornecer os EPIs adequados a cada atividade de modo a 
complementar às medidas de proteção coletiva. Para os trabalhos com solda, por exemplo, é mandatório o 
uso de máscaras próprias para exposição à radiação ultravioleta. A NR 06, prevê os seguintes EPIs para 
proteção contra radiações não ionizantes: 
• óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa, radiação ultravioleta e radiação 
infravermelha; 
• protetor facial para proteção dos olhos contra luminosidade intensa; 
• protetor facial para proteção da face contra radiação infravermelha e radiação ultravioleta; 
• máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas volantes, radiação 
ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa; 
• vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem radiativa. 
1.6 Princípios de proteção radiológica 
Nesse subtópico, vamos estudar alguns princípios e diretrizes de proteção radiológica, tendo como base, 
entre outras fontes, Norma estabelecida pelo Conselho Nacional de Energia Nuclear - CNEN, especificamente 
a Norma CNEN-NN-3.01 - Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica, cuja versão atual foi definida pela 
Resolução n.° 164/2014. 
Destaque-se que as diretrizes e princípios estabelecidos por essa Norma são aplicáveis a exposições a 
radiações ionizantes, seja em serviços de saúde, seja em instalações industriais ou outra qualquer. 
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1.6.1 Objetivo e campo de aplicação da Norma CNEN 
Inicialmente, vale destacar que a Norma CNEN-NN-3.01/2014 por objetivo estabelecer os requisitos básicos 
de proteção radiológica das pessoas em relação à exposição à radiação ionizante. 
Quanto ao campo de aplicação, destaque-se que a Norma é aplicável às práticas, incluindo todas as fontes 
associadas a essas práticas, bem como às intervenções. 
Prática: Toda atividade humana que introduz fontes de exposição ou vias de exposição adicionais 
ou estende a exposição a mais pessoas, ou modifica o conjunto de vias de exposição 
devida a fontes existentes, de forma a aumentar a probabilidade de exposição de pessoas 
ou o número de pessoas expostas. 
Fontes: Equipamentos ou materiais que emitem ou são capazes de emitir radiação ionizante ou 
de liberar substâncias ou materiais radioativos. 
Intervenções: Quaisquer (todas) ações adotadas com o objetivo de reduzir ou evitar a exposição ou a 
probabilidade de exposição a fontes que não façam parte de uma prática controlada, ou 
que estejam fora de controle em consequência de um acidente, terrorismo ou sabotagem. 
1.6.2 Grandezas associadas a proteção radiológica 
As Normas CNEN define as grandezas de proteção radiológica para avaliação das exposições de indivíduos, 
no âmbito da estrutura básica de proteção radiológica estabelecida para o País para práticas e intervenções. 
A quantidade de radiação absorvida pelos tecidos vivos denomina-se dose. As grandezas utilizadas para os 
limites de dose são chamadas de grandezas de limitação de dose. Apesar de serem calculáveis, essas 
grandezas não são mensuráveis. Entretanto, podem ser estimadas a partir de grandezas básicas de dosimetria 
como dose absorvida, kerma ou fluência, bem como atividade incorporada ou atividade presente no 
ambiente. 
Dessas, a dose absorvida é a grandeza básica mais comumente utilizada no controle da exposição às radiações 
ionizantes. Nesse sentido, entende-se por Dose Absorvida (D) a grandeza dosimétrica fundamental expressa 
por: 
𝐷 =
𝑑
𝑚
 
Em que: 
𝑑 = energia média depositada pela radiação (ou energia absorvida), dada em Joule (J), em um volume 
elementar de matéria de massa “m”. 
𝑚 = massa da matéria que recebeu a radiação, dada em kg. 
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Nesse sentido, a unidade no sistema internacional para a dose absorvida (D) é o joule por quilograma (J/kg), 
denominada gray (Gy). Um Gray equivale à absorção de um Joule por quilograma (J/kg). 
Como vimos, as radiações ionizantes podem se apresentar, principalmente, na forma de partículas (alfa e 
beta) e na forma de ondas eletromagnéticas com comprimentos de onda inferiores a 100 nm (raios-x e raios 
gama). Vimos também que a capacidade de penetração difere de uma para outra. 
De modo a permitir a comparação dos efeitos das diferentes radiações ionizantes que podem incidir sobre o 
organismo humano e determinar seus efeitos em diferentes órgãos, a dose absorvida deve ser multiplicada 
pelo fator de ponderação da radiação (W), também conhecido como fator de efetividade biológica relativa 
(RBE), resultando na dose equivalente. Assim, defini-se Dose Equivalente (DE) como sendo a grandeza 
expressa por: 
𝐷𝐸 = 𝑊 ∙ 𝐷 
Em que: 
𝐷 = dose absorvida (D), dada em joule por quilograma (J/kg), denominada gray (Gy). 
𝑊 = fator de ponderação ou fator de efetividade biológica equivalente (RBE), que é um valor adimensional. 
 
Dose Equivalente (DE) também é dada em J/kg, já que o fator de ponderação (W) é um adimensional, 
entretanto, a unidade de medida para a Dose Equivalente (DE) é o Sievert (Sv). Não obstante, como os 
valores a Dose Equivalente são muito pequenos, na escala de milésimos de Sv, comumente se usa expressá-
la em mSv (miliSiervet). 
Como colocado, o fator de ponderação da radiação (W) ou fator de efetividade biológica relativa (RBE) é 
um valor adimensional e visa “calibrar” os efeitos da absorção de diferentes radiações, dado que algumas 
radiações são mais efetivas que outras em causar danos ao organismo humano, principalmente em função 
da capacidade de penetração. Com esse fator pode-se, por exemplo, comprar a dose absorvida de radiações 
provenientes de partículas alfa com a dose absorvida por outro indivíduo, mas proveniente de um 
equipamento de raio-X. 
Esses fatores de ponderação (W) ou de efetividade biológica relativa (RBE) são valores tabelados. Por 
exemplo, para radiações provenientes de partículas alfa, o valor é de 12; ao passo que para radiações 
provenientes de energias fotônicas (fótons) o fator é de 1. 
Agora, vou trazer um exemplificando para mostrar como é feito o cálculo de dose equivalente e energia 
absorvida. 
 
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Suponha que um Indivíduo Oocupacionalmente Exposto - IOE com massa corpórea de 90 kg tenha absorvido 
uma dose de radiação, incidente sobre todo o corpo (dose de corpo inteiro), medida com um dosímetro 
individual, de 3,0 x 10-4 Gy. 
Sabendo que essa radiação é proveniente de uma fonte de nêutrons com energia de 10 keV (dez mil elétrons-volt), cujo fator de ponderação é W = 10, calcule a energia absorvida e a dose equivalente. 
Pois bem, a energia absorvida (d) pode ser obtida da equação de Dose Absorvida (D), dada por D = d/m. 
Isolando a variável “d” desse expressão obtemos: 
d = m x D = 90 x (3,0 x 10-4) 
d = 0,027 Joule (J) 
Note que valor da energia absorvida (d) é muito pequeno, na casa de milésimos, logo o multiplicamos por 
1000 e obtemos o valor em mJ (mili-joule). 
d = 27 mJ 
Essa é a energia radioativa absorvida pelo IOE, mas precisamos saber a Dose Efetiva (DE), dada em Sievert 
(Sv) experimentada por esse trabalhador para fins de comparação com os Limites de Tolerância 
estabelecidos pelo CNEN. 
Assim, sabendo que o fator de ponderação (W) ou fator de efetividade biológica absorvida (RBE) para a fonte 
de emissão é de 10, podemos usar a equação de Dose Equivalente, DE = W x D, para obter: 
DE = 10 x (3,0 x 10-4) 
DE = 0,003 Sievert (Sv) 
Do mesmo modo, a valor da Dose Equivalente (DE) é muito pequeno, na casa de milésimos, logo o 
multiplicamos por 1000 e obtemos o valor em mSv (mili-Sievert). 
DE = 3 mSv 
Agora, podemos comparar o valor de DE obtido com os valore Limite de Exposição estabelecido pelo CNEN 
para os IOE. 
1.6.3 Princípios básicos para proteção radiológica 
Inicialmente, destaque-se que toda instalação radiativa deve dispor monitoração radiológica, que consiste 
na medição de grandezas relativas e parâmetros relativos à radioproteção, para fins de avaliação e controle 
das condições radiológicas das áreas de uma instalação ou do meio ambiente, de exposições ou de materiais 
radioativos e materiais nucleares, incluindo a interpretação de resultados. 
A monitoração radiológica é composta pela monitoração individual e de áreas. A monitoração individual é 
realizada através de dosímetros individuais, que devem ser obtidos, calibrados e avaliados exclusivamente 
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em laboratórios de monitoração individual acreditados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
Por sua vez, a monitoração de área é realizada através de equipamentos específicos, também acreditados 
pelo CNEN. 
Além da monitoração ambiental (individual e de área) a que está sujeito, o trabalhador deve passar por 
monitoração biológica rigorosa, incluindo realização de hemograma completo a cada 6 (seis) meses. 
No tocante aos princípios de proteção radiológica que norteiam a proteção dos trabalhadores a exposição a 
radiações ionizantes, destaque-se que há uma pequena diferença entre a literatura técnica e o estabelecido 
pela Norma CNEN-NN-3.01/2014. Para a literatura técnica, são três os princípios básicos para proteção 
radiológica do trabalhador: 
a) tempo de exposição; 
b) blindagem; e 
c) distância da fonte. 
Não obstante, a Norma CNEN-NN-3.01/2014 também reconhece três princípios de proteção radiológica, 
mas um pouco diferente: 
a) justificação; 
b) limitação da dose; e 
c) otimização. 
 
1.6.3.1 Princípio da justificação 
De acordo com o princípio da justificação, nenhuma prática ou fonte associada a essa prática será aceita 
pela CNEN a não ser que a prática produza benefícios, para os indivíduos expostos ou para a sociedade, 
suficientes para compensar o detrimento correspondente (efeitos colaterais, danos), tendo-se em conta 
fatores sociais e econômicos, assim como outros fatores pertinentes. 
Princípios de proteção 
radiológica
Literatura técnica
tempo de exposição
blindagem
distância da fonte
CNEN-NN-3.01/2014
justificação
limitação da dose
otimização
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1.6.3.2 Princípio da limitação de dose individual 
Inicialmente, vale recordar que a quantidade de radiação absorvida pelos tecidos vivos denomina-se dose. 
O efeito das radiações ionizantes em um indivíduo depende basicamente da dose absorvida (alta/baixa), da 
taxa de exposição (crônica/aguda) e da forma de exposição (corpo inteiro/localizada). 
A dose absorvida é a energia transferida pela radiação por umidade de massa nos tecidos, definida em 
Gray (Gy). Para poder comparar os efeitos das diferentes radiações ionizantes, a dose absorvida deve ser 
multiplicada pelo fator de qualidade (Q) – ou fator de ponderação (W), ou ainda fator de efetividade biológica 
relativa (RBE) – resultando na dose equivalente, cuja umidade é o Sievert (Sv). 
De acordo com o princípio da limitação da dose individual, a exposição normal dos indivíduos deve ser 
restringida de tal modo que nem a dose efetiva nem a dose equivalente nos órgãos ou tecidos de interesse, 
causadas pela possível combinação de exposições originadas por práticas autorizadas, excedam o limite de 
dose especificado na Tabela a seguir, salvo em circunstâncias especiais, autorizadas pela CNEN. 
A Tabela estabelece os limites para Indivíduos Ocupacionalmente Expostos – IEO, que correspondem aos 
indivíduos sujeitos à exposição ocupacional (ou no trabalho), bem como para o indivíduo público, assim 
entendido qualquer membro da população quando não submetido à exposição ocupacional ou exposição 
médica. Adicionalmente, destaque-se que esses limites de dose não se aplicam às exposições médicas (por 
exemplo, quando um paciente faz uma seção de radioterapia). 
Limites de Dose Anuais(a) 
Grandeza Órgão 
Indivíduo 
ocupacionalmente exposto 
Indivíduo público 
Dose efetiva Corpo inteiro 20 mSv(b) 1 mSv(c) 
Dose equivalente 
Cristalino 20 mSv(b) 15 mSv 
Pele(d) 500 mSv 50 mSV 
Mãos e pés 500 mSv --- 
(a) Para fins de controle administrativo efetuado pela CNEN, o termo dose anual deve ser considerado como dose no ano 
calendário, isto é, no período decorrente de janeiro a dezembro de cada ano. 
(b) Média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não exceda 50 mSv em qualquer ano. 
(c) Em circunstâncias especiais, a CNEN poderá autorizar um valor de dose efetiva de até 5 mSv em um ano, desde que a dose 
efetiva média em um período de 5 anos consecutivos, não exceda a 1 mSv por ano. 
(d) Valor médio em 1 cm² de área, na região mais irradiada. 
O CNEN ainda determina que para mulheres grávidas ocupacionalmente expostas, suas tarefas devem ser 
controladas de maneira que seja impossível que, a partir da notificação da gravidez, o feto receba dose 
efetiva superior a 1 mSv (um mili-Sievert) durante o resto do período de gestação. 
Na contramão do CNEN, que permite a exposição, a legislação trabalhista, através da CLT, estabelece que 
toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiações ionizantes, 
devendo ser remanejada para atividade compatível com seu nível de formação. 
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Além disso, advirta-se que indivíduos com idade inferior a 18 anos não podem estar sujeitos a exposições 
ocupacionais às radiações ionizantes. 
Agora, veja como esses conhecimentos já foram explorados pelas bancas: 
(CESGRANRIO / PETROBRÁS) Para exposição de um trabalhador à radiação ionizante, a CNEN determina a 
limitação de dose individual. A exposição normal dos indivíduos deve ser restringida de tal modo que nem 
a dose efetiva nem a dose equivalente nos órgãos ou tecidos de interesse,causadas pela possível 
combinação de exposições originadas por práticas autorizadas, excedam o limite de dose especificado. 
Esse limite de dose é 
(A) 20 mSv a dose efetiva para indivíduo ocupacionalmente exposto, considerando-se o corpo inteiro. 
(B) 20 mSv a dose equivalente para indivíduo ocupacionalmente exposto, considerando-se a pele. 
(C) 200 mSv a dose efetiva para indivíduo ocupacionalmente exposto, considerando-se a pele. 
(D) 20 mSv a dose efetiva para indivíduo do público, considerando-se o corpo inteiro. 
(E) 1 mSv a dose efetiva para indivíduo ocupacionalmente exposto, considerando-se o corpo inteiro. 
Comentários: para um IOE, o limite de dose anual é de 20 mSv, considerando-se o corpo inteiro. Não 
obstante, destaque-se que esse valor é referente a média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não 
exceda 50 mSv em qualquer ano. Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
(CESPE-CEBRASPE / TJ-SE) Com relação à avaliação e ao controle de riscos no ambiente de trabalho, julgue 
os itens subsequentes. 
Os três princípios básicos para a proteção radiológica do trabalhador são o tempo de exposição, a blindagem 
e a distância da fonte. 
Comentários: de fato, esses são os três princípios de proteção radiológicas descritos na literatura técnica. 
Veja que a questão não se refere a Norma CNEN. Portanto, a proposição está CERTA. 
1.6.3.3 Princípio da otimização 
De acordo com o princípio da otimização, nas exposições causadas por uma determinada fonte associada a 
uma prática, a proteção radiológica deve ser otimizada de forma que a magnitude das doses individuais, o 
número de pessoas expostas e a probabilidade de ocorrência de exposições mantenham-se tão baixas 
quanto possa ser razoavelmente exequível, tendo em conta os fatores econômicos e sociais. 
Nesse processo de otimização, deve ser observado que as doses nos indivíduos decorrentes de exposição à 
fonte devem estar sujeitas às restrições de dose relacionadas a essa fonte. No caso de exposições médicas 
de pacientes, a otimização médica da proteção radiológica deve ser entendida como a aplicação da dose de 
radiação necessária e suficiente para atingir os propósitos a que se destina. 
1.6.4 Responsabilidades em práticas e intervenções 
Os principais responsáveis pela aplicação da Norma CNEN-NN-3.01 são: 
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Empregador Pessoa física ou jurídica com responsabilidades e deveres reconhecidos 
com relação a seu empregado, estagiário, bolsista ou estudante, no seu 
trabalho ou treinamento, devido a um contrato ou outro acordo formal. Um 
autônomo é considerado empregador e empregado. 
Titular da Instalação: Responsável legal pela instituição, estabelecimento ou instalação a qual foi 
outorgada, pela CNEN, uma licença, autorização ou qualquer outro ato 
administrativo de natureza semelhante. Os titulares podem delegar a 
outras partes atribuições e tarefas relacionadas a essas responsabilidades, 
porém continuam responsáveis por essas atribuições e tarefas. 
Supervisor de Proteção 
Radiológica ou Supervisor 
de Radioproteção: 
Indivíduo com habilitação de qualificação emitida pela CNEN, no âmbito de 
sua atuação, formalmente designado pelo titular da instalação para assumir 
a condução das tarefas relativas às ações de proteção radiológica na 
instalação relacionada àquela prática. 
Adicionalmente, destaque-se que também são responsáveis pela aplicação da Norma quaisquer pessoas 
físicas ou jurídicas para as quais o titular ou empregador tenha formalmente delegado responsabilidade 
específica. 
1.6.4.1 Responsabilidades dos titulares e empregadores 
As responsabilidades básicas dos titulares e empregadores são: 
a) implantar, implementar e documentar um sistema de proteção radiológica, em consonância com a 
natureza e extensão dos riscos associados com as práticas e intervenções sob sua responsabilidade, 
em conformidade com a Norma CNEN-NN-3.01 e demais normas aplicáveis, estabelecidas pela CNEN; 
b) determinar as medidas e os recursos necessários para garantir o cumprimento das diretrizes de 
proteção radiológica23 da Norma, assegurar que os recursos sejam fornecidos e que essas medidas 
sejam implementadas corretamente; 
c) rever, continuamente, tais medidas e recursos, identificar quaisquer falhas e deficiências na sua 
aplicação, corrigi-las e evitar suas repetições, bem como verificar regularmente se os objetivos de 
proteção radiológica estão sendo alcançados; 
d) estabelecer mecanismos para facilitar a troca de informação e cooperação entre todas as partes 
interessadas com relação à proteção radiológica, incluindo a segurança das fontes; 
e) manter os registros apropriados relativos ao cumprimento de suas responsabilidades; 
f) tomar as ações necessárias para assegurar que os Indivíduos Ocupacionalmente Expostos - IOE24 
estejam cientes de que sua segurança é parte integrante de um programa de proteção radiológica, 
 
23 Ou princípios de proteção radiológica. 
24 IOE (Indivíduo Ocuoacionalmente Exposto) – indivíduo sujeito à exposição ocupacional. 
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44 
 
no qual os IOE possuem obrigações e responsabilidades tanto pela sua própria proteção como pela 
de terceiros. 
No caso de falhas no cumprimento de qualquer requisito da Norma CNEN-NN-3.01, os titulares e 
empregadores são responsáveis pela: 
a) investigação das causas e consequências; 
b) adoção das medidas apropriadas para evitar a repetição de falhas semelhantes; 
c) comunicação à CNEN, na forma e nos prazos por ela estabelecidos, as causas e as ações corretivas ou 
preventivas adotadas ou que devam ser adotadas. Esta comunicação deve ser em caráter de urgência, 
sempre que uma situação de emergência25 tenha se iniciado, esteja se desenvolvendo ou em vias de 
se desenvolver; e, 
d) adoção de quaisquer outras ações especificadas pela CNEN. 
1.6.4.2 Responsabilidades do supervisor de proteção radiológica 
De acordo com a Norma CNEN-NN-3.01, constituem responsabilidades do supervisor de proteção 
radiológica: 
a) assessorar e informar a direção da instalação sobre todos os assuntos relativos à proteção 
radiológica; 
b) zelar pelo cumprimento do plano de proteção radiológica aprovado pela CNEN; 
c) planejar, coordenar, implementar e supervisionar as atividades do serviço de proteção radiológica, 
de modo a garantir o cumprimento dos requisitos básicos de proteção radiológica; 
d) coordenar o treinamento, orientar e avaliar o desempenho dos IOE, sob o ponto de vista de proteção 
radiológica. 
1.6.5 Medidas de controle para proteção radiológica 
Por proteção radiológica, entenda o conjunto de medidas que visam a proteger o ser humano e seus 
descendentes contra possíveis efeitos indesejados causados pela radiação ionizante. Na prática de proteção 
radiológica, podemos destacar como medidas de controle do risco na fonte (proteção coletiva): 
• Enclausuramento de processos, de forma a impedir que a radiação se propague para diferentes 
ambientes; 
• isolamento, através de instalação de barreiras de proteção (blindagem com placas de chumbo, 
por exemplo), para que a radiação não atinja diretamente os trabalhadores envolvidos; 
 
25 Situação de emergência: situação envolvendo exposição temporária de pessoas, em decorrência 
de acidente, terrorismo ou sabotagem, que implique em intervenção. 
 
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• afixação de sinalização adequada nos locais onde há projeção de radiações; 
A Figura 1.7 mostra o símbolo utilizado internacionalmente para indicar a presença de radiação ionizante no 
ambiente, tal como preconiza a Norma CNEN-NE-3.01 (Já vi questão cobrando essas cores!): 
 
Figura 1.12: Símbolo internação para radiação ionizante 
 
 
 
 
 
 
 
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2 QUESTÕES 
2.1 Questões sobre agentes físicos 
 
01 (CESGRANRIO / TRANSPETRO / 2023) Uma nova fábrica está sendo construída, e o gerente industrial 
planeja iniciar sua produção com apenas quatro equipamentos. Cada equipamento em funcionamento 
produz um nível de pressão sonora de 70 dB (informações do fabricante), e a estratégia de produção dessa 
fábrica consiste em operar com dois equipamentos no primeiro turno (das 6 às 14h) e com os quatro 
equipamentos no segundo turno (das 14h às 22h). 
Antes de adquirir os equipamentos, o gerente industrial solicitou ao engenheiro de segurança do trabalho 
que realizasse cálculos para estimar os níveis de pressão sonora (NPS) durante o primeiro e o segundo 
turno, a fim de verificar se haveria a possibilidade de ultrapassar o limite de tolerância ao ruído. 
Após uma análise detalhada, o engenheiro de segurança do trabalho verificou que, durante o primeiro 
turno, as máquinas produziriam, aproximadamente, 
(A) 70 dB, e, no segundo, 140 dB, e o limite de tolerância seria ultrapassado somente no segundo turno. 
(B) 100 dB, e, no segundo, 140 dB, e o limite de tolerância seria ultrapassado nos dois turnos. 
(C) 140 dB, e, no segundo, 280 dB, e o limite de tolerância seria ultrapassado nos dois turnos. 
(D) 73 dB, e, no segundo, 73 dB, e o limite de tolerância não seria ultrapassado em nenhum dos turnos. 
(E) 73 dB, e, no segundo, 76 dB, e o limite de tolerância não seria ultrapassado em nenhum dos turnos. 
02 (VUNESP / UNICAMP / 2023) O ruído constitui um dos agentes de risco encontrados com maior 
frequência nos ambientes de trabalho, particularmente no meio industrial. Em relação a esse agente de 
risco, é correto afirmar que 
(A) se denomina como ruído contínuo aquele cujo nível de pressão sonora varia de forma apreciável (mais 
de 3 decibéis) e está presente durante todo o período de observação. 
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(B) se denomina como ruído intermitente aquele que apresenta com poucas variações (abaixo de 3 decibéis) 
durante o período de observação. 
(C) se denomina como ruído de impacto aquele que se apresenta em picos de energia com duração entre 1 
e 5 segundos. 
(D) isoladamente, a exposição a ruído de impacto nos ambientes de trabalho não constitui fator de risco para 
a perda auditiva induzida por ruído ocupacional – PAIRO. 
(E) dosímetros de ruído são equipamentos que devem ser utilizados para avaliação da exposição de 
trabalhadores sujeitos a variações aleatórias de pressão sonora ao longo da jornada de trabalho. 
03 (VUNESP / PREF. PINDAMONHANGABA-SP / 2023) Quando identificadas condições de trabalho com 
potencial exposição do trabalhador a níveis elevados de pressão sonora, não sendo possível a eliminação 
do risco, devem ser adotadas medidas de controle de caráter coletivo, que podem ser aplicadas na fonte 
(F) e/ou na trajetória (T); e/ou medidas de proteção individual (MPI) e/ou medidas administrativas (MA), 
com o objetivo de minimizar a exposição ao ruído. Assim sendo, assinale a alternativa em que são 
apresentados, corretamente, exemplos desses tipos de medidas de controle para ruído. 
(A) F = modificação no ritmo de funcionamento da máquina; T = enclausuramento total ou parcial da 
máquina; MPI = uso de protetores auriculares; MA = redução da jornada de trabalho. 
(B) F = instalação das máquinas sobre suportes antivibrantes; T = modificação no ritmo de funcionamento da 
máquina; MPI = exame audiométrico anual; MA = uso de protetores auriculares. 
(C) F = enclausuramento total ou parcial da máquina; T = munir de silenciadores as saídas de ar comprimido; 
MPI = uso de protetores auriculares; MA = exame audiométrico semestral. 
(D) F = utilização de barreiras absorventes; T = modificação no ritmo de funcionamento da máquina; MPI = 
redução da jornada de trabalho; MA = uso de protetores auriculares. 
(E) F = enclausuramento total ou parcial da máquina; T = modificação no ritmo de funcionamento da 
máquina; MPI = uso de protetores auriculares; MA = aumento do número de pausas. 
04 (INSTITUTO AOCP / CODEBA / 2023) Em relação aos efeitos auditivos do ruído, é correto afirmar que 
(A) a surdez permanente por trauma sonoro é devida à destruição das células sensoriais do órgão de Benz. 
(B) a partir de 85 db(A) o ruído causa extremo desconforto, sendo proibida a exposição a níveis de ruído 
acima de 90 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. 
(C) o ouvido humano não é capaz de ouvir sons na faixa de 150 a 180 Hertz. 
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(D) o ouvido humano não é capaz de ouvir sons na faixa de 30 a 100 Hertz. 
(E) a perda de audição, resultante de exposição a níveis elevados de ruído, pode ser temporária ou 
permanente. 
05 (VUNESP / UNICAMP / 2023) Um operador de gamagrafia durante quatro anos teve as seguintes doses 
anuais em mSievert: 20, 15, 10 e 30. A máxima dose permitida para o próximo ano será: 
(A) 20 mSv. (B) 25 mSv. (C) 50 mSv. (D) 15 mSv. (E) 10 mSv. 
06 (VUNESP / UNICAMP / 2023) As radiações não ionizantes (RNI) não têm energia suficiente para ionizar 
as moléculas, porém algumas delas chegam com energia muito próximo das radiações ionizantes. A RNI 
que está mais próximo das radiações ionizantes é a 
(A) Radiação UVA. 
(B) Radiação UVC. 
(C) Radiação UVB. 
(D) Radiação infravermelho. 
(E) Micro-ondas. 
07 (FUNDATEC / ELETROCAR / 2023) Nas atividades laborais com temperaturas extremas de calor, uma 
medida de controle coletivo eficiente para a exposição à sobrecarga térmica do “calor radiante” é: 
(A) Insuflar ar no local que permanece o trabalhador. 
(B) Manter a circulação do ar existente no local de trabalho. 
(C) Instalar exaustão dos vapores de água emanadas de um processo. 
(D) Utilizar barreiras refletoras de alumínio polido ou aço inoxidável. 
(E) Realizar exames médicos ocupacionais com intervalo anual. 
08 (VUNESP / UNICAMP / 2023) Qual das alternativas representa somente índices de sobrecarga térmica? 
(A) IBUTG, TE e TGU. 
(B) IST, TGU e IBUTG. 
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(C) IST, IBUTG, e TEC. 
(D) IBUTG, IST e IC. 
(E) IBUTG, TEC e TGU. 
09 (AMEOSC / PREFEITURA / 2023) Os locais de trabalho, pela própria naturezada atividade desenvolvida 
e pelas características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, 
químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, podem comprometer a 
saúde e a segurança do trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças 
ou a morte. 
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/saude-e-seguranca-no-trabalho. 
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que caracterize os riscos do tipo físicos, nos locais 
de trabalho. 
(A) São identificados pelo grande número de substâncias que podem contaminar o ambiente de trabalho e 
provocar danos à integridade física e mental dos trabalhadores, a exemplo de poeiras, fumos, névoas, 
neblinas, gases, vapores, substâncias, compostos entre outros. 
(B) Estão associados ao contato do homem com vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas, bacilos e 
outras espécies de microrganismos. 
(C) Estão ligados à execução de tarefas, à organização e às relações de trabalho, ao esforço físico intenso, 
levantamento e transporte manual de peso, mobiliário inadequado, posturas incorretas, controle rígido de 
tempo para produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de 
trabalho prolongadas, monotonia, repetitividade e situações causadoras de estresse. 
(D) São representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde 
dos trabalhadores, como: ruídos, vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade. 
10 (FUNDATEC / PREF. PORTO ALEGRE-RS / 2023) De acordo com a Conferência Americana de Higienistas 
Industriais Governamentais (sigla em inglês ACGIH), a quantidade de carga de calor a que o trabalhador 
pode estar exposto, resultante da combinação das contribuições da taxa metabólica relacionada ao 
trabalho exercido e dos fatores ambientais (isto é, temperatura, umidade e velocidade do ar e calor 
radiante) e das vestimentas exigidas para o trabalho é chamada de: 
(A) Hipotermia. (B) Hipertermia. (C) Desidratação. (D) Cãibras de calor. (E) Sobrecarga térmica. 
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11 (MS CONCURSOS / PREF. PATROCÍNIO-MG / 2023) O ruído é o agente físico que constitui um dos 
maiores riscos potenciais para saúde dos trabalhadores das indústrias como em outras atividades laborais. 
Sobre as doenças ocupacionais adquiridas pelo ruído, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) O ruído contínuo é aquele em torno de 3 dB durante um período de 15 minutos. 
(B) O ruído intermitente é aquele em torno de 3 dB em períodos acima de 15 minutos. 
(C) O ruído de impacto trata-se do pico de energia acústica de duração inferior a um segundo. 
(D) A intensidade de um som é determinada pela intensidade de movimentos das fibras basilares. 
12 (COPESE UFPI / UFPI / 2023) A vibração é considerada um agente insalubre, segundo a NR 15. Por ser 
um agente específico de algumas atividades laborais e ignorada por trabalhadores, podem ser 
imperceptíveis os impactos causados à saúde devido à exposição acentuada e sem controle. Na construção 
civil, nas operações de determinadas máquinas e ferramentas (como compactadores, marteletes e 
rompedores de concreto), e até mesmo na operação de veículos pesados, têm-se atividades em que existe 
a exposição ao agente vibração. A opção que aponta danos causados pelo agente descrito acima 
CORRETAMENTE é: 
(A) Perturbações vasculares e queimaduras. 
(B) Artroses nos cotovelos e problemas motores (formigamento e adormecimento). 
(C) Problemas no sistema nervoso e faltas de ar (dificuldade na respiração). 
(D) Choques vibratórios e diminuição na capacidade de concentração. 
(E) Perturbações vasculares e diminuição na capacidade de concentração. 
13 (UFJ / UFJ / 2023) Sobre a dose recebida pelo trabalhador na exposição à radiação, marque a alternativa 
INCORRETA. 
(A) A dose recebida é diretamente proporcional ao tempo. 
(B) A blindagem é o método de menor importância na proteção contra a irradiação externa. 
(C) Quanto maior o tempo de exposição, maior será a dose recebida. 
(D) A dose recebida é inversamente proporcional ao quadrado da distância. 
(E) A cada 2 metros que o indivíduo se afasta da fonte, a exposição diminui em ¼. 
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14 (VUNESP / PREF. RIBEIRÃO PRETO-SP / 2023) A respeito da caracterização da exposição dos 
trabalhadores aos agentes físicos existentes no ambiente de trabalho, é correto afirmar que 
(A) em relação à exposição ocupacional ao calor, deve-se considerar que o Índice de Bulbo Úmido 
Termômetro de Globo sofre influência da temperatura do ar, do calor radiante, da umidade relativa do ar e 
sua velocidade, assim como contribuições pontuais de micro-ondas, mas não leva em conta a vestimenta do 
trabalhador. 
(B) os trabalhadores devem estar protegidos da exposição ao frio de forma a evitar que a temperatura interna 
do corpo caia abaixo de 36 ºC (trinta e seis graus centígrados), pois isso poderá resultar em redução da 
atividade mental, redução da capacidade de tomar decisões racionais, ou perda da consciência, com risco de 
morte. 
(C) na avaliação da exposição à vibração de corpo inteiro em veículos autopropelidos, deve-se usar um 
sistema ortogonal de medição fixado no centro de massa da estrutura do veículo, afixado firmemente, de 
forma tal que os acelerômetros não se movimentem durante o ciclo de trabalho em avaliação. 
(D) ao medir a intensidade da exposição à radiação ultravioleta, que é uma radiação coerente, ou seja, é 
formada por ondas eletromagnéticas de mesma frequência e direção que mantêm uma relação de fase 
constante entre si, é necessário certificar-se da inexistência de agentes fotossensibilizantes no ambiente. 
(E) no caso do ruído, o limite de tolerância será excedido quando a dose for maior que 100% (cem por cento), 
conforme leitura em dosímetro ajustado para um nível de critério de 85 dB(A), para 8 horas, e incremento de 
dose igual a 0,5 dB (meio decibel). 
15 (CESGRANRIO / ELETRONUCLEAR / 2022) Durante um incêndio, houve um processo de transmissão de 
calor que ocorre a partir da movimentação de uma massa fluida, gasosa ou líquida, de uma região para 
outra, devido à diferença de densidade. 
Esse tipo de transmissão de calor é denominado 
(A) Condução (B) Convecção (C) Evaporação (D) Flutuação (E) Irradiação 
16 (SELECON / AMAZUL / 2022) Os diplomas legais estabelecem dois grupos para radiações: um ionizante 
e outro não ionizante. Um tipo de radiação ionizante é/são: 
(A) as micro-ondas 
(B) as ultravioletas 
(C) o raio laser 
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(D) o raio gama 
17 (CESGRANRIO / ELETRONUCLEAR / 2022) Uma pessoa de 75 kg manuseia um pó altamente brilhante e 
absorve uma dose, no corpo inteiro, de 2,0 x 10-4 Gy, na forma de partículas alfa, com um fator de 
efetividade biológica relativa (RBE) de 12. 
A energia absorvida pela pessoa e a dose equivalente são, respectivamente, de 
(A) 15 mJ e 2,4 mSv 
(B) 0,20 mJ e 2,4 mSv 
(C) 5,0 mJ e 60 mSv 
(D) 15 mJ e 180 mSv 
(E) 2,4 mJ e 150 mSv 
18 (CESGRANRIO / ELETRONUCLEAR/ 2022) Sobre radiações ionizantes, considere as seguintes 
afirmações: 
I - Raios X são feixes de elétrons capazes de ionizar os átomos. 
II - Radiação β ocorre como fruto de desintegrações nucleares. 
III - Raios X têm energia suficiente para ionizar os átomos e para modificar a estrutura atômica da substância 
sobre a qual incidem. 
É correto o que se afirma APENAS em 
(A) I (B) II (C) III (D) I e II (E) II e III 
19 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) Relacione as radiações não ionizantes às suas características. 
(1) Micro-ondas 
(2) Radiação infravermelha 
(3) Radiação ultravioleta 
(4) Radiação laser 
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( ) Radiação de origem natural ou artificial, pouco penetrante e efeitos sempre superficiais. Pode causar 
câncer de pele. 
( ) Feixe de luz direcional altamente concentrado em um único comprimento de onda. 
( ) Radiação de origem natural ou artificial, pouco penetrante e causa, basicamente, o aquecimento 
superficial da pele. 
( ) Radiação produzida em estações de radar, radiotransmissão e em alguns processos industriais e 
medicinais. 
Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada. 
(A) 1 – 2 – 3 – 4. (B) 2 – 4 – 3 – 1. (C) 2 – 1 – 4 – 3. (D) 3 – 2 – 1 – 4. (E) 3 – 4 – 2 – 1. 
20 (IESES / MSGÁS / 2021) O espectro sonoro é a faixa de frequências em que existem ondas sonoras, 
sejam elas audíveis ou não. De maneira geral, alguns sons são considerados inaudíveis, (ex. infrassons e 
ultrassons) por estarem situados fora de um espectro dentro do qual são chamados de sons audíveis. De 
acordo com a citação acima, assinale a alternativa correta, no que diz respeito à quais limites de 
Frequência (Hz) estariam localizados os sons inaudíveis pelo homem: 
(A) Acima de 20.000 dB(a) e abaixo de 20 dB(a). 
(B) Abaixo de 20 (Hz) e acima de 20.000 (Hz). 
(C) Abaixo de 20 Watts e acima de 20.000 Watts. 
(D) Acima de 20 (Hz) e abaixo de 20.000 (Hz). 
21 (OBJETIVA CONCURSOS / CÂMARA DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE / 2021) As consequências da 
exposição ao ruído nos seres humanos são cumulativas, e o sistema auditivo vai se deteriorando. São 
possíveis consequências da exposição aos ruídos: 
I. As fisiológicas, como as lesões do aparelho auditivo, os distúrbios gastrointestinais e as perturbações do 
sistema nervoso central. 
II. As psicológicas, como a alteração do equilíbrio psicológico, a irritabilidade em pessoas tensas e o 
agravamento de estados de angústia em pessoas depressivas. 
(A) Os itens I e II estão corretos. 
(B) Somente o item I está correto. 
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(C) Somente o item II está correto. 
(D) Os itens I e II estão incorretos. 
22 (FUNDATEC / GHC-RS / 2021) A unidade SI de pressão sonora é: 
(A) dB. (B) Pa. (C) m. (D) mca. (E) psi. 
23 (VUNESP / PREF. JAGUARIÚNA-SP / 2021) O ruído e a vibração são formas de energia que, do ponto de 
vista da Higiene do Trabalho, demandam a determinação de suas características capazes de causar efeitos 
nocivos aos trabalhadores expostos. A respeito da caracterização do risco à saúde, das técnicas de medição 
e medidas de controle associadas, é correto afirmar: 
(A) entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as alterações dos limiares auditivos, 
do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora 
elevados, que tem como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de 
exposição ao risco. 
(B) a avaliação da vibração deve ser feita para cada direção ortogonal, visto que a vibração é uma grandeza 
vetorial, possuindo magnitude e direção, e considerando que pode ocorrer de um dos eixos ser dominante 
em relação aos demais, se este eixo de vibração exceder a exposição diária, não necessariamente o limite de 
exposição estará excedido. 
(C) a exposição dos trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 130 dB 
(cento e trinta decibels) (LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 120 dB (C) 
(cento e vinte decibels), medidos no circuito de resposta lenta (SLOW), oferecerão risco grave e iminente aos 
trabalhadores expostos. 
(D) no controle da exposição às vibrações localizadas no uso de ferramentas portáteis, deve-se utilizar 
práticas adequadas de trabalho, incluindo instruções aos trabalhadores para que empreguem força mínima 
de pega, utilizando luvas antivibratórias, quando possível, que são mais eficientes no amortecimento de 
vibrações de baixa frequência. 
(E) os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibels (dB), com instrumento de 
pressão sonora operando em circuito de compensação “C” e circuito de resposta rápida (FAST), com os 
microfones instalados de forma que se situem nas proximidades do ouvido do trabalhador. 
24 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) Radiações ionizantes são aquelas que produzem a ionização do átomo, 
isto é, a radiação é capaz de subdividi-lo em duas partículas carregadas (íons). Sobe essas radiações, analise 
as afirmativas a seguir. 
I. As radiações eletromagnéticas do tipo X e gama são as menos penetrantes. 
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II. A radiação alfa é inofensiva, pois possui um poder de penetração no tecido humano muito pequeno. 
III. A radiação do tipo beta é bastante penetrante em comparação a todos os demais tipos de radiação. 
Está correto o que se afirma em 
(A) I, somente. (B) II, somente. (C) III, somente. (D) I e III, somente. (E) II e III, somente. 
25 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) Sobre o uso de decibelímetros para a determinação de risco de dano 
auditivo, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. 
( ) Deve-se utilizar um medidor de nível de pressão sonora, no mínimo, IEC classe 2. 
( ) O microfone deve ficar imediatamente ao lado da zona auditiva dos trabalhadores expostos ao ruído. 
( ) Devem ser levados em consideração todas as medições, mesmo as não significativas como, por exemplo, 
a passagem infrequente de um veículo. 
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente, 
(A) V – V – F. (B) V – F – V. (C) V – F – F. (D) F – V – V. (E) F – F – V. 
26 (VUNESP / PREF. VÁRZEA PAULISTA-SP / 2021) Alguns fenômenos físicos que, de acordo com suas 
características, podem causar danos à saúde do ser humano ocorrem associados a processos produtivos, 
constituindo área de atuação da Higiene do Trabalho. Assim, é correto afirmar que 
(A) os limites de exposição ocupacional definidos para a radiação ultravioleta referem-se à radiação 
ultravioleta não coerente (UV) com comprimentos de onda entre 180 (cento e oitenta) e 400 nm 
(quatrocentos nanometros) e representam condições nas quais, acredita-se, a maioria dos trabalhadores 
saudáveis possa ser repetidamente exposta sem efeitos agudos adversos à saúde, tais como eritemas e 
fotoqueratites. 
(B) por causa da relevância do efeito térmico, a radiação infravermelha é tratada, na Higiene do Trabalho, 
juntamente com o agente ambiental calor, sendo necessário, entretanto, destacar o setor do espectrodenominado de infravermelho distante, que corresponde à faixa mais distante da radiação visível e que, em 
situações específicas, podem ter efeito ionizante. 
(C) em relação às microondas, o efeito mais estudado sobre o organismo humano é o térmico mas, em relação 
aos efeitos dos campos elétricos e magnéticos, as pessoas expostas podem sofrer de pressão sanguínea 
baixa, taquicardia eventual, perda de tecido ósseo e alterações hormonais para exposições severas. 
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(D) na avaliação da exposição ocupacional ao calor, o Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo se 
caracteriza como um índice primário em relação à temperatura do ar, umidade relativa do ar, velocidade do 
ar e calor radiante e, como índice secundário para fontes especiais como microondas e radiofreqüência. 
27 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) A figura a seguir mostra dois equipamentos bastante utilizados para 
realizar medições na higiene ocupacional e na segurança do trabalho. 
 
Os aparelhos (1) e (2) são conhecidos, respectivamente, como 
(A) anemômetro e dosímetro. 
(B) anemômetro e luxímetro. 
(C) anemômetro e decibelímetro. 
(D) higrômetro e luxímetro. 
(E) higrômetro e decibelímetro. 
28 (INSTITUTO AOCP / ITEP / 2021) Em relação aos riscos ocupacionais tratados pela Higiene Ocupacional, 
assinale a alternativa correta. 
(A) As micro-ondas são uma forma de radiação ionizante. 
(B) Exposições a agentes biológicos abaixo de limite de tolerância definido pela NR-15 são consideradas 
seguras. 
(C) As pressões anormais são uma forma de energia e são classificadas como agentes físicos. 
(D) Os limites de tolerância para agentes químicos são válidos para absorção através da pele. 
(E) O ultrassom é um agente físico que possui frequência superior a 20.000 db(A). 
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29 (VUNESP / PREF. JAGUARIÚNA-SP / 2021) Em relação aos conhecimentos desenvolvidos na Higiene do 
Trabalho, no estudo da sobrecarga térmica, como a definição dos parâmetros envolvidos, forma de 
avaliação e efeitos sobre a saúde do trabalhador, é correto afirmar: 
(A) na medida em que há um aumento de calor ambiental, há uma reação no organismo humano no sentido 
de adaptar-se, consistindo em processos fisiológicos que acelerem a perda de calor para o ambiente, entre 
os quais incluem-se a vasoconstrição periférica e a sudorese, que é influenciada pela umidade relativa do ar. 
(B) dependendo da suscetibilidade do trabalhador ao calor, é possível promover sua rápida aclimatação para 
o trabalho em condições de sobrecarga térmica, mediante a realização de atividades físicas em condições 
ambientais semelhantes àquelas nas quais se dará a atividade de trabalho, fazendo com que a temperatura 
do núcleo do corpo aumente um ou dois graus centígrados e diminua a sobrecarga fisiológica por calor. 
(C) o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) sofre influência da temperatura do ar, do calor 
radiante, da velocidade do ar e da umidade do ar, não levando em consideração integralmente todas as 
interações de uma pessoa com o ambiente e tampouco consegue levar em conta condições especiais, como 
o aquecimento por fontes de microondas e radiofrequência. 
(D) a determinação do Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) em locais de trabalho sem 
exposição direta à radiação solar, mas com fontes de calor dispersas pelo ambiente, envolve medições da 
temperatura de bulbo úmido natural, da temperatura de globo e da temperatura de bulbo seco. 
(E) por conta da multiplicidade dos fatores envolvidos, como o ambiente, o tipo de atividade realizada, as 
características das vestimentas, o calor metabólico e os tipos de fontes, o gerenciamento da exposição 
ocupacional ao calor desconsidera as suscetibilidades individuais, posto que a sobrecarga fisiológica pouco 
varia de pessoa para pessoa em condições idênticas de sobrecarga térmica. 
30 (VUNESP / HC-UFU / 2020) No campo de estudo da Higiene do Trabalho, importa determinar as 
características das vibrações, as formas de avaliação da exposição, os possíveis efeitos nocivos nos 
trabalhadores expostos e as possibilidades de controle, sendo correto afirmar que 
(A) foi no 12o Encontro de Higienistas Ocupacionais da Europa, ocorrido em Estocolmo, em 1983, que se 
passou a contar com um Sistema de Classificação de Danos Osteomusculares Induzidos por Vibração, 
estabelecendo de forma objetiva uma relação entre dose – resposta para esse tipo de agravo à saúde dos 
trabalhadores. 
(B) as vibrações na faixa de 1 (um) a 1 000 (um mil) Hertz atuam em diferentes regiões do corpo humano, em 
função das características específicas que apresentam, sendo que, de maneira geral, as vibrações na faixa de 
100 (cem) a 1 000 (um mil) Hertz provocam enjoo e náuseas, agindo sobre o sistema digestório. 
(C) em face da inexistência de suscetibilidades individuais quanto aos efeitos da vibração no organismo 
humano, pode-se afirmar que a adoção de ferramentas com características antivibratórias e de práticas 
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adequadas de trabalho, associadas aos limites de exposição ocupacional à vibração são suficientes para a 
garantia de condições de trabalho seguras no tocante à vibração. 
(D) a avaliação da exposição ocupacional à vibração deve ser feita para a direção resultante dos vetores 
identificados nos eixos x, y e z, considerando que a principal direção da exposição à vibração situa-se no plano 
onde se dá o acoplamento da mão do operador com a manopla da ferramenta. 
(E) a avaliação da exposição ocupacional à vibração de corpo inteiro deverá ser feita utilizando-se sistemas 
de medição que permitam a determinação da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) e do 
valor da dose de vibração resultante (VDVR), parâmetros representativos da exposição diária do trabalhador. 
31 (VUNESP / HC-UFU / 2020) As altas temperaturas no ambiente de trabalho impactam negativamente o 
rendimento e a saúde dos trabalhadores, havendo, portanto, a necessidade de conhecer como se processa 
a interação térmica entre o organismo e o meio ambiente. Assim, pode-se afirmar a respeito que 
(A) uma das formas de prevenir a sobrecarga fisiológica por calor do trabalhador é promover sua aclimatação, 
que consiste na adaptação rápida a uma sobrecarga térmica semelhante àquela que encontrará no ambiente 
de trabalho. 
(B) em condições ideais, a livre movimentação do ar fresco e seco sobre a superfície da pele maximiza a 
eliminação de calor por condução e radiação que, eventualmente, pode contar com o reforço da sudorese 
no processo de troca térmica. 
(C) o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) é um índice utilizado para a avaliação da 
exposição ocupacional ao calor que leva em consideração a temperatura do ar, o calor radiante, a velocidade 
do ar e a umidade relativa do ar. 
(D) aumentos prolongados na temperatura do núcleo do corpo e exposições moderadas a algum tipo de 
sobrecarga térmica, mesmo que não sejam severas, estão associados a doenças como distúrbios do sono, 
aumento da frequência cardíaca e implicam, para temperatura do núcleo do corposuperiores a 38,5 ºC, risco 
de aborto. 
(E) em situações complexas, com diferentes fontes de calor, pode-se promover uma avaliação simplificada 
com auxílio do IBUTG, que consegue resgatar a influência do aquecimento provocado por fontes de 
microondas ou de rádiofrequência na carga térmica do ambiente de trabalho. 
 
 
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32 (VUNESP / HC-UFU / 2020) Do ponto de vista da Higiene do Trabalho, interessa determinar as 
características do ruído, as formas de avaliação da exposição, os possíveis efeitos nocivos nos 
trabalhadores expostos e as possibilidades de controle, sendo verdadeiro que 
(A) deve-se entender potência sonora como a variação dinâmica na pressão atmosférica que possui 
características que a tornam detectável pelo ouvido humano, sendo medida em Newton/m2, unidade de 
potência chamada Pascal. 
(B) na perda auditiva por exposição sistemática a níveis de pressão sonora elevados, ocorrem alterações nos 
limiares auditivos, do tipo sensorioneural, que têm como características principais a irreversibilidade e a 
progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. 
(C) na avaliação da exposição ocupacional ao ruído, considera-se grupo homogêneo o conjunto de 
trabalhadores que, uma vez expostos a níveis de pressão sonora semelhantes, apresentam nos exames 
periódicos perdas auditivas equivalentes nas frequências de 1 000 (mil), 2 000 (dois mil), 3 000 (três mil) e 4 
000 (quatro mil) Hertz. 
(D) os níveis de ruído de impacto deverão ser avaliados em decibels (dB), com medidor de nível de pressão 
sonora operando em circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta (Slow), posicionados próximos 
ao ouvido do trabalhador. 
(E) o nível de audibilidade é definido como o nível de pressão sonora do som padrão (NPS a 3 000 Hertz) 
necessário para que um número significativo de indivíduos escutem o som padrão e o desconhecido com a 
mesma intensidade, estabelecendo uma relação linear entre nível de pressão sonora e audibilidade. 
33 (CONSULPLAN / FSERJ / 2020) A avaliação da exposição ocupacional à vibração de corpo inteiro deve 
ser feita utilizando sistemas de medição que permitam a determinação da aceleração resultante de 
exposição normalizada (aren) e do Valor da Dose de Vibração Resultante (VDVR), parâmetros 
representativos da exposição diária do trabalhador. O nível de ação para a avaliação da exposição 
ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde a um valor da aceleração resultante de 
exposição normalizada (aren) de 0,5 m/s², ou ao Valor da Dose de Vibração Resultante (VDVR) de 9,1 
m/s1,75. O limite de exposição ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde ao valor da 
aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de: 
(A) 1,0 m/s² (B) 1,1 m/s² (C) 1,2 m/s² (D) 1,3 m/s² 
34 (FUNDATEC / PREF. CRISTINÁPOLIS / 2020) Nas operações de soldagem, em geral, evidencia-se a 
emissão de radiação: 
(A) Cósmica (B) Infravermelha (C) Nuclear (D) Mononuclear (E) Solar 
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35 (INHAZ DO PARÁ / FUNGOTA / 2019) Sobre a Monitoração Radiológica (ou simplesmente Monitoração), 
prevista no Anexo I, da Portaria N.° 485, marque a alternativa correta: 
(A) Consiste na medição de grandezas relativas e parâmetros relativos à proteção, para fins de avaliação e 
controle das condições radiológicas das áreas de uma instalação ou do meio ambiente. 
(B) Esta monitoração é realizada por meio de dosímetros individuais colocados sobre o corpo do indivíduo 
para fins de controle das exposições ocupacionais. 
(C) Esta monitoração tem a função primária de avaliar a dose no indivíduo monitorado. 
(D) Pode ser utilizada para verificar a adequação do plano de proteção radiológica às atividades da instalação. 
36 (VUNESP / PREF. VALINHOS-SP / 2019) Em relação aos riscos ambientais, é correto afirmar que 
(A) faz-se necessária potência acima de 100 mil watts para provocar variações de pressão intensas, capazes 
de ir além do limiar da dor, que, para a maioria dos indivíduos, situa-se entre 140 e 150 dB(A). 
(B) é praticamente inexistente a possibilidade das partículas beta penetrarem através da pele íntegra do 
indivíduo em função de sua massa e energia, representada por uma dupla carga positiva. 
(C) de acordo com a Norma de Higiene Ocupacional 09, da Fundacentro, o nível de ação para a exposição 
ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde a um valor da aceleração resultante de exposição 
normalizada (aren) de 0,5 m/s2 e ao valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 9,1 m/s1,75. 
(D) a radiação com comprimento de onda inferior a 200 nm (duzentos nanômetros), que é utilizada por sua 
ação germicida, é muito fracamente absorvida pelo ar, fazendo com que as faixas de radiações ultravioletas 
se tornem mais perigosas. 
(E) no tocante às radiações ionizantes, o organismo humano possui mecanismo sensorial que lhe permite 
detectá-las rapidamente, de maneira que se reduz drasticamente a possibilidade de inadvertidamente 
ocorrerem exposições significativas, que impliquem risco ao trabalhador exposto. 
37 (UECE / PREF. SOBRAL-CE / 2019) Decibelímetro é um instrumento de medida que mede o nível de 
(A) iluminância (B) ruído (C) vibrações (D) pressão sonora 
38 (VUNESP / PREF. VALINHOS-SP / 2019) A exposição ocupacional aos agentes físicos é área de estudo da 
Higiene do Trabalho, sendo que 
(A) os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis, com decibelímetro operando 
no circuito de ponderação “A” e circuito de resposta rápida (fast), com as leituras feitas próximas ao ouvido 
do trabalhador e de forma tal que estejam isentas de interferências. 
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(B) na avaliação da exposição ao calor, o cálculo do IBUTG – Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo 
para ambientes em carga solar deve considerar a temperatura de bulbo seco, enquanto nos ambientes 
externos isso não se faz necessário. 
(C) a exposição ocupacional à radiação ultravioleta não coerente (UV), com comprimentos de onda entre 180 
nm (cento e oitenta nanômetros) e 400 nm (quatrocentos nanômetros) está associada a efeitos agudos 
adversos à saúde, como eritemas, fotoconjuntivite e fotoqueratites. 
(D) a preocupação em relação à exposição ocupacional às radiações infravermelhas reside nas faixas 
eritemáticas e germicidas, que são aquelas que apresentam maiores riscos potenciais e são geradas em 
operações com solda elétrica, metais em fusão e maçaricos, estando também presente na irradiação solar. 
(E) a aceleração de uma manopla deve ser determinada na direção do braço, entrada da vibração no corpo, 
a partir de dispositivo instalado no ponto central da superfície de contato da ferramenta com a palma da mão 
do operador, que irá determinar o tempo de contato com a superfície vibrante e as forças de preensão 
exercidas na palma da mão. 
39 (OBJETIVA CONCURSOS / PREF. CHAPECÓ-SC / 2019) Assinalar a alternativa que preenche a lacuna 
abaixo CORRETAMENTE: 
A _____________ é um movimento oscilatório de um corpo devido a forças desequilibradas de componentes 
rotativose movimentos alternados de uma máquina ou equipamento 
(A) onda sonora (B) reverberação (C) condução (D) vibração 
40 (OBJETIVA CONCURSOS / PREF. CHAPECÓ-SC / 2019) Em relação aos efeitos do calor no organismo, 
assinalar a alternativa CORRETA: 
(A) Causa a hipotermia. 
(B) Causa a vasodilatação periférica. 
(C) Causa o enregelamento dos membros que poderá levar à gangrena e à amputação. 
(D) Pode desencadear doenças reumáticas e respiratórias. 
41 (UFLA / UFLA / 2019) Em um determinado ambiente de trabalho, funcionavam duas máquinas 
simultaneamente. Mediu-se o Nível de Pressão Sonora (NPS) com as duas em funcionamento, resultando 
em certa medida em dB (decibéis). Ao se desligar uma das máquinas, o NPS do ambiente reduziu em 3 dB 
(decibéis). Assinale a alternativa CORRETA: 
(A) As duas máquinas emitem o mesmo NPS. 
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(B) A máquina que foi desligada emitia um NPS igual a 3 dB. 
(C) A máquina que foi desligada emitia o dobro do NPS da outra. 
(D) A máquina que foi desligada emitia a metade do NPS da outra. 
42 (UFSC / UFSC / 2019) Assinale a alternativa que lista somente exemplos de radiação não ionizante. 
(A) Raio ultravioleta, raio infravermelho e raio laser. 
(B) Raios X, raio gama e raio ultravioleta. 
(C) Raio gama, raio beta e raio alfa. 
(D) Raio ultravioleta, raio infravermelho e raio alfa. 
(E) Raio beta, raio alfa e raios X. 
43 (FUNDATEC / IMESF / 2019) Os principais efeitos ao organismo do trabalhador podem ser de ordem 
vascular, neurológica, osteoarticular e muscular. Os primeiros sintomas são formigamento ou 
adormecimento leve. O texto refere-se a problemas causados pela exposição a (ao): 
(A) Calor (B) Frio (C) Laser (D) Vibrações (E) Radiações ionizantes 
44 (FGV / PREF. SALVADOR-BA / 2019) O trabalhador que desenvolve atividades em que fica exposto à 
radiações ionizantes e não ionizantes estão sob condições insalubres de trabalho. 
A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
(A) Os limites de tolerância à exposição de radiações ionizantes são estabelecidos por Norma elaborada pelo 
conselho Nacional de Energia Nuclear- CNEN. 
(B) O CNEN considera as micro-ondas, as ultravioletas e o laser como radiações ionizantes. 
(C) As operações que expõem os trabalhadores às radiações não-ionizantes serão sempre consideradas 
insalubres. 
(D) As atividades que expõem os trabalhadores às radiações da luz negra serão consideradas insalubres 
(E) As atividades que expõem os trabalhadores às radiações ultravioletas na faixa de 320 a 400 nanômetros 
serão consideradas insalubres. 
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45 (FGV / PREF. SALVADOR-BA / 2019) Segundo o Anexo 3 da NR15, que trata dos limites do trabalho com 
exposição ao calor, os aparelhos que devem ser usados na avaliação do ambiente de trabalho são 
(A) o termômetro de bulbo úmido natural e o termômetro de globo, apenas. 
(B) o termômetro de bulbo úmido natural, o termômetro de globo e o termômetro de mercúrio comum. 
(C) o termômetro de bulbo úmido natural e o termômetro de mercúrio comum, apenas. 
(D) o termômetro de globo e o termômetro de mercúrio comum, apenas. 
(E) apenas o termômetro de globo. 
46 (IADES / AL-GO / 2019) No contexto de higiene do trabalho, acerca de radiações ionizantes e não 
ionizantes, é correto afirmar que 
(A) as radiações não ionizantes englobam raios X e raios Y. 
(B) a limpeza adequada do ambiente é uma das medidas de controle de laser. 
(C) o uso de barreiras e de equipamentos de proteção individual (EPI) são medidas de controle de radiação 
ultravioleta. 
(D) as radiações não ionizantes apresentam uma frequência maior que as ionizantes. 
(E) a principal diferença entre radiações ionizantes e não ionizantes é a faixa de frequência em que ambas 
trabalham. 
47 (OBJETIVA CONCURSOS / PREF. CHAPECÓ-SC / 2019) As medidas de controle do ruído podem ser 
consideradas, basicamente, de três maneiras distintas: 
(A) Na fonte, na trajetória e na máquina. 
(B) Na audição, na máquina e na fonte. 
(C) Na fonte, na trajetória e no homem. 
(D) No homem, na máquina e na fonte. 
 
 
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48 (VUNESP / PREF. CAMPINAS-SP / 2019) Com relação ao monitoramento de exposições ocupacionais às 
temperaturas extremas, estudadas na Higiene Ocupacional, é correto afirmar que 
(A) para o cálculo do Índice de Temperatura Efetiva, é suficiente considerar as leituras da temperatura do 
termômetro de bulbo seco e da temperatura do termômetro de bulbo úmido. 
(B) a umidade relativa do ar pode ser obtida com a leitura da temperatura de bulbo seco e da temperatura 
de bulbo úmido, com o auxílio de tabelas ou gráficos psicrométricos. 
(C) a exposição ao frio é avaliada utilizando-se um termômetro de bulbo seco, enquanto que a exposição ao 
calor considera um termômetro de bulbo úmido e um termômetro de globo, quando se tem carga solar. 
(D) a velocidade do ar, avaliada por um anemômetro termoelétrico, não intervém no resultado final do IBUTG 
médio. 
(E) a radiação infravermelha ou ultravioleta não exerce qualquer influência na leitura indicada pelos 
termômetros de bulbo seco ou bulbo úmido. 
49 (FUNDATEC / IMESF / 2019) Isolamento Acústico é uma medida de controle para o risco ocupacional: 
(A) Calor (B) Frio (C) Iluminamento (D) Ruído (E) Pressão hiperbárica 
50 (IESES / PREF. GASPAR / 2019) Assinale a alternativa correta em relação as unidades de medidas 
utilizadas para com as variáveis quantitativas que podem ser usadas em uma avaliação de ruído 
ocupacional: 
(A) Frequência = Hz/seg. 
(B) Comprimento de onda = m/seg. 
(C) N.P.S. - Nível de Pressão Sonora = dB(a). 
(D) Potência sonora = W/m. 
51 (FUNDATEC / PREF. MAÇAMBARÁ / 2019) Circuitos de compensação são fundamentais na avaliação 
ambiental do ruído em ambientes de trabalho. Nesse sentido, a escala “C” deve ser utilizada para o ruído 
(A) contínuo 
(B) de impacto 
(C) intermitente 
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(D) somente de baixíssima frequência 
(E) em ambiente que exista exposição a substâncias ototóxicas. 
52 (VUNESP / TJ-SP / 2019) Considerando a avaliação da exposição ocupacional ao ruído, na abordagem 
dos locais e das condições de trabalho, identificando-se grupos de trabalhadores que apresentem iguais 
características de exposição, pode-se afirmar corretamente que 
(A) são trabalhadores com porte físico semelhante, com peso e altura aproximadamente iguais. 
(B) são grupos homogêneos e, portanto, todos os trabalhadores precisarão ser avaliados. 
(C) o resultado da avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo é representativo da exposição 
dos demais trabalhadores de outros grupos. 
(D) são grupos homogêneos e que não precisarão ser avaliados todos os trabalhadores. 
(E) esses grupos são compostos por trabalhadores que, obrigatoriamente, realizam as mesmas tarefas,mesmo atuando em diferentes setores da empresa. 
53 (IADES / AL-GO / 2019) No contexto de higiene do trabalho, a respeito da avaliação do ruído, é correto 
afirmar que 
(A) as operações em decibéis são lineares, bastando somar os níveis de ruído medidos de cada fonte. 
(B) os limites de tolerância consistem no conjunto de níveis de pressão sonora e as respectivas intensidades 
sonoras. 
(C) o efeito danoso de um ruído depende, exclusivamente, de três fatores: suscetibilidade individual, duração 
e número de repetições diárias da exposição. 
(D) os medidores de nível de pressão, quando acoplados a analisadores de frequência, resultam no nível de 
ruído correspondente à faixa de frequência selecionada. 
(E) foi adotada a curva de compensação C para medição de níveis de ruído contínuo pelas normas 
internacionais e pelo Ministério do Trabalho, uma vez que esta se aproxima mais à resposta do ouvido 
humano. 
54 (UFLA / UFLA / 2019) Uma fonte geradora de ruído emitia a pressão sonora de 500 Pa quando foi 
adquirida. Sabendo-se que, com o passar do tempo, a máquina passou a emitir 5000 Pa de pressão sonora, 
assinale a alternativa CORRETA que representa o aumento do Nível de Pressão Sonora (NPS). 
Dados: pressão de referência (p0 = 2 x 10-5 Pa); NPS = Lp = 20 log (p/p0) 
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(A) Ocorreu um aumento de 5 dB. 
(B) Ocorreu um aumento de 10 dB. 
(C) Ocorreu um aumento de 25 dB. 
(D) Ocorreu um aumento de 20 dB. 
55 (FUNDATEC / IMESF / 2019) A utilização de barreiras ou paredes revestidas de chumbo e a blindagem 
das fontes são medidas de controle coletivo para o risco ocupacional: 
(A) Ruído. 
(B) Calor. 
(C) Radiações ionizantes. 
(D) Radiações não ionizantes. 
(E) Pressões hiperbáricas e hipobáricas. 
56 (AOCP / SUSIPE-PA / 2018) A avaliação do ruído pode ser feita com diversos objetivos, como para 
caracterização de insalubridade, caracterização da aposentadoria especial, avaliação ocupacional de ruído 
e avaliação para fins de conforto. Em relação às técnicas e procedimentos utilizados na avaliação 
ocupacional do ruído, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) Para se obter bons resultados, é recomendado analisar o processo produtivo e o organograma da 
empresa. 
(B) É recomendado identificar os grupos homogêneos de exposição de acordo com a similaridade da 
exposição dos trabalhadores ao ruído. 
(C) No caso de um dosímetro de ruído, deve ser selecionado um dosímetro com circuito de ponderação “A”, 
classificação mínima do tipo 3 e circuito de resposta lenta (slow). 
(D) Deve ser definida a estratégia de avaliação, ou seja, o número de avaliações a serem realizadas, tempo 
de avaliação, grupos de exposição, entre outros. 
(E) Embora os procedimentos de avaliação estejam descritos na NR-15, anexo 1, podem ser utilizadas outras 
normas, como a NHO-01 da FUNDACENTRO. 
 
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57 (AOCP / SUSIPE-PA / 2018) Em um ambiente de trabalho, foi identificada a presença de calor. Estão 
sendo estudadas maneiras para evitar um possível desconforto térmico e sobrecarga térmica nos 
trabalhadores que desenvolvem suas atividades no referido ambiente de trabalho. Em relação às 
considerações necessárias nesse caso, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. 
I. É preciso criar um ambiente de trabalho que favoreça a perda de calor por evaporação. Todo calor recebido 
pelo trabalhador por meio de condução, convecção e radiação pode ser perdido por evaporação, evitando a 
sobrecarga térmica. 
II. Modificar a velocidade do ar pode alterar as trocas de calor tanto na condução e na convecção como na 
evaporação. 
III. O aumento da velocidade do ar pode favorecer ou desfavorecer o ganho de calor pelo organismo humano. 
IV. O organismo humano ganha calor por meio da radiação, mas não consegue perder calor por meio da 
radiação. Portanto é preciso eliminar fontes de calor do ambiente de trabalho. 
(A) Apenas II e IV. (B) Apenas I e IV. (C) Apenas I e II. (D) Apenas II e III. (E) Apenas I, II e IV 
58 (FUNDEP / INB / 2018) Segundo os limites de dose estabelecidos pela norma da Comissão Nacional de 
Energia Nuclear (CNEN NN 3.01) para indivíduos ocupacionalmente expostos, a dose efetiva deve 
ser menor que: 
(A) 1 mSv ao ano. 
(B) 5 mSv ao ano. 
(C) 15 mSv ao ano. 
(D) 20 mSv/ano de média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não ultrapasse 50 mSv em qualquer 
ano. 
59 (FUNRIO / SESAU-RO / 2017) Avalie se as afirmativas a seguir, relativas à propagação do som, são falsas 
(F) ou verdadeiras (V): 
( ) O som precisa de um meio para se propagar. As ondas de som são transmitidas através do ar e de outros 
materiais (gasosos, líquidos e sólidos). 
( ) O som é um movimento ondulatório caracterizado por uma intensidade, uma frequência e uma 
velocidade de propagação. 
( ) A velocidade de propagação do som no vácuo é constante e aproximadamente igual a 300m/s. 
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( ) A frequência de uma onda sonora é determinada pela contagem do número de frentes de onda que 
passam por um certo ponto em um determinado tempo. 
As afirmativas são respectivamente: 
(A) F, F, V e V. (B) V, F, V e V. (C) V, V, F e F. (D) V, V, F e V. (E) V, V, V e V. 
60 (IBFC / EBSERH / 2016) O som é originado por uma vibração mecânica (cordas de um violão, membrana 
de um tamborim, dentre outros) que se propaga no ar e atinge o ouvido. Quando essa vibração estimula 
o aparelho auditivo, ela é chamada de vibração sonora. Os valores para a frequência da voz e limiar de 
audibilidade estão respectivamente descritos na alternativa: 
(A) 340 – 10.000 hertz; 0,2 N/m² 
(B) 20 – 8.000 hertz; 2.000 N/m² 
(C) 20 – 20.000 hertz; 0,00002 N/m² 
(D) 4.000 – 20.000 hertz; 20 N/m² 
(E) 4.000 – 8.000 hertz; 0,02 N/m² 
61 (IBFC / EBSERH / 2016) Em um ambiente de trabalho poderemos encontrar aparelhos e equipamentos 
cujo funcionamento se baseiam em radioatividade. Acidentes radioativos não são comuns, porém é 
importante para nós sabermos os conceitos envolvendo radiação atômica e os procedimentos a serem 
adotados em emergências envolvendo fontes radioativas. Por exemplo são importantes fatores que 
determinam quanto de radiação uma pessoa receberá o que se descreve a seguir, exceção feita à 
alternativa: 
(A) Cor da pele da pessoa 
(B) Quantidade de proteção contra a fonte de radiação 
(C) Tempo de exposição 
(D) Distância da fonte de radiação 
(E) Potência do equipamento irradiante 
62 (INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2016) São modalidades de radiações ionizantes: 
(A) raios X, raios alfa, raios beta e raios gama. 
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(B) raios X, infravermelhos e raios gama. 
(C) micro-ondas de radiotelecomunicações, corrente elétrica, ultravioletas. 
(D) raios alfa, raios beta e luz visível 
(E) raios alfa, raios beta e infravermelhos.63 (IBFC / EBSERH / 2016) Os efeitos do ruído vão desde uma ou mais alterações passageiras até graves 
efeitos irreversíveis. Um dos efeitos mais comuns encontrados é a interferência com a comunicação oral 
que ocorre, principalmente: 
Analise as afirmativas abaixo e assinale alternativa correta. 
(A) Nas bandas de oitava representadas pelas frequências 500, 1000 e 2000 hertz. 
(B) Nas bandas de terço de oitava representadas pelas frequências 4000 e 8000 hertz. 
(C) Nas bandas de oitava representadas pelas frequências 63, 125 e 250 hertz. 
(D) Nas bandas de terço de oitava representadas pelas frequências 50, 100 e 200 hertz. 
(E) as bandas de oitava representadas pelas frequências 250, 350 e 450 hertz. 
64 (FGV / CODEBA / 2016) As radiações subdividem-se em Radiações Ionizantes e Não Ionizantes de acordo 
com a sua capacidade de interagir com a matéria. 
Relacione o tipo de onda aos possíveis efeitos sobre o trabalhador, decorrentes de exposição no ambiente 
de trabalho. 
( ) Raio X 
( ) Infravermelha 
( ) Microondas 
1. Ação sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos descendentes. 
2. Elevação da pressão arterial. 
3. Queimaduras. 
Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo. 
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(A) 1 – 2 – 3. (B) 1 – 3 – 2. (C) 2 – 3 – 1. (D) 3 – 2 – 1. (E) 3 – 1 – 2. 
65 (UFMT / UFMT / 2016) Acerca do trabalho realizado em áreas onde há fontes de radiações ionizantes, 
marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiações ionizantes, 
devendo ser remanejada para atividade compatível com seu nível de formação. 
( ) Toda instalação radiativa deve dispor de monitoração individual e de áreas. 
( ) Os dosímetros individuais devem ser obtidos, calibrados e avaliados exclusivamente em laboratórios de 
monitoração individual acreditados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
( ) Os trabalhadores devem realizar hemograma completo anualmente. 
Assinale a sequência correta. 
(A) F, F, F, V (B) V, V, F, F (C) V, V, V, F (D) F, F, V, V 
66 (UNICENTRO / UNICENTRO / 2016) São equipamentos necessários à avaliação do estresse térmico, em 
ambientes sem carga solar, para cálculo do índice IBUTG: 
(A) Anemômetro e termômetro de globo; 
(B) Termômetro de bulbo seco e termômetro de globo; 
(C) Termômetro de bulbo úmido natural e termômetro de bulbo seco; 
(D) Termômetro de globo e termômetro de bulbo úmido natural. 
67 (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2015) As Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica da CNEN determinam 
a necessidade de um supervisor de proteção radiológica, que é o indivíduo com habilitação de qualificação 
emitida pela CNEN, no âmbito de sua atuação, formalmente designado pelo titular da instalação para 
assumir a condução das tarefas relativas às ações de proteção radiológica na instalação relacionada àquela 
prática. 
Entre as responsabilidades do supervisor de proteção radiológica NÃO se encontra(m) 
(A) zelar pelo cumprimento do plano de proteção radiológica aprovado pela CNEN. 
(B) caracterizar a situação de periculosidade ou insalubridade por exposição à radiação ionizante. 
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(C) assessorar a direção da instalação e mantê-la informada sobre todos os assuntos relativos à proteção 
radiológica. 
(D) coordenar o treinamento, orientar e avaliar o desempenho dos IOE (Indivíduo Ocupacionalmente 
Exposto), sob o ponto de vista de proteção radiológica. 
(E) planejar, coordenar, implementar e supervisionar as atividades do serviço de proteção radiológica, de 
modo a garantir o cumprimento dos requisitos básicos de proteção radiológica. 
68 (INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2015) Entender as medidas de controle do ruído é fundamental para 
definir adequadamente os melhores meios de controle do ruído. Sobre essas medidas de controle, é 
correto afirmar que 
(A) regular motores de equipamentos ruidosos é uma medida de controle no meio. 
(B) reapertar estruturas de um equipamento ruidoso não pode proporcionar redução dos níveis de ruído 
deste equipamento. 
(C) a única medida de controle do ruído é através do uso de protetores auriculares. 
(D) nas medidas de controle no meio, quando o som incide sobre uma superfície, ele é absorvido, transmitido 
e uma parte dele é refletida. 
(E) as medidas de controle individuais são aquelas que buscam reduzir o ruído na fonte ou na trajetória. 
69 (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2015) Os raios gama podem ser entendidos como radiação 
eletromagnética de frequência mais alta que a dos raios X. 
A radiação gama 
(A) origina-se no decaimento de elétrons em camadas mais internas dos átomos. 
(B) origina-se em decaimentos radioativos no interior dos núcleos dos átomos. 
(C) possui menos energia que os raios X. 
(D) é menos penetrante que os raios X. 
(E) é uma radiação não ionizante. 
70 (COPESE-FPI / UFPI / 2015) Radiação classificada como Radiação Eletromagnética Ionizante é: 
(A) Radiação Infravermelha. 
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(B) Radiação Gama. 
(C) Laser. 
(D) Micro-ondas. 
(E) Radiação ultravioleta. 
71 (CESGRANRIO / TERMOBAHIA / 2012) Os princípios da radioproteção fornecem diretrizes básicas para 
atividades operacionais que utilizam radiação ionizante. 
A esse respeito, considere as afirmações abaixo. 
I – Justificação é um princípio de acordo com a Norma CNEN-NN-3.01. 
II – Otimização é um princípio de acordo com a Norma CNEN-NN-3.01. 
III – Limitação de Dose é um princípio de acordo com a Norma CNEN-NN-3.01. 
Está correto o que se afirma em: 
(A) III, apenas (B) I e II, apenas (C) I e III, apenas (D) II e III, apenas (E) I, II e III 
72 (IESES / POTIGÁS-RN / 2012) Assinale a alternativa INCORRETA: 
(A) Amplitude: é o deslocamento máximo da posição de equilíbrio. 
(B) Frequência (f): é definida como o nº. de repetições das flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou nº. 
de ciclo/segundo (1ciclo/segundo = 1HZ). 
(C) Comprimento de onda é a distância entre dois picos sucessivos de ondas com amplitudes similares. 
(D) Sensação da Audição: 16 a 20.000KHz (audiofrequência). 
73 (IESES / POTIGÁS-RN / 2012) Assinale a alternativa correta: 
(A) O som se caracteriza por flutuações de pressão em um meio desconhecido. 
(B) O som é originado por uma vibração sonora (cordas de um violão). Quando essa vibração estimula o 
aparelho auditivo = vibração sonora. 
(C) São todas as flutuações de pressão que produzem a sensação de audição quando atingem o ouvido 
humano. 
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(D) A determinação dos efeitos dos Riscos Ambientais deve estar embasada na Natureza do Risco, na 
Concentração do Risco, na Intensidade do Risco e no Tempo de Exposição ao Risco”. 
74 (CESGRANRIO / SPE / 2009) A norma CNEN-NN-3.01, da Comissão Nacional de EnergiaNuclear, tem por 
objetivo estabelecer os requisitos básicos de proteção radiológica das pessoas em caso de exposição à 
radiação 
(A) solar. (B) térmica. (C) ultravioleta. (D) não ionizante. (E) ionizante 
75 (ESAF / MTE / 2006) Analise as proposições sobre acústica e a seguir, assinale a opção correta. 
I – Define-se som como energia na forma de ondas mecânicas longitudinais audíveis que se propagam através 
de meio elástico 
II – A audibilidade humana está compreendida, em regra, entre 20Hz e 20kHz 
III – O que diferencia o ruído do barulho é o caráter subjetivo deste, notadamente desagradável ao ouvido 
humano. 
IV - O sistema auditivo humano divide-se didaticamente em três partes, quais sejam: epicraniana, 
mesocraniana e intracraniana 
(A) Apenas três proposições estão corretas 
(B) Todas as proposições estão corretas. 
(C) Apenas uma proposição está correta. 
(D) Apenas duas proposições estão corretas. 
(E) Todas as proposições estão erradas. 
 
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2.1.1 Gabarito 
 
01 E 16 D 31 C 46 C 61 A 
02 E 17 A 32 B 47 C 62 A 
03 A 18 E 33 B 48 B 63 A 
04 E 19 E 34 B 49 D 64 B 
05 B 20 B 35 A 50 C 65 C 
06 B 21 A 36 C 51 B 66 D 
07 D 22 B 37 D 52 D 67 B 
08 B 23 A 38 C 53 D 68 D 
09 D 24 B 39 D 54 D 69 B 
10 E 25 C 40 B 55 C 70 B 
11 B 26 A 41 A 56 C 71 E 
12 B 27 B 42 A 57 D 72 E 
13 B 28 C 43 D 58 D 73 D 
14 B 29 C 44 A 59 D 74 E 
15 B 30 E 45 B 60 C 75 A 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 QUESTÕES COMENTADAS 
3.1 Questões comentadas sobre agentes físicos 
 
01 (CESGRANRIO / TRANSPETRO / 2023) Uma nova fábrica está sendo construída, e o gerente industrial 
planeja iniciar sua produção com apenas quatro equipamentos. Cada equipamento em funcionamento 
produz um nível de pressão sonora de 70 dB (informações do fabricante), e a estratégia de produção dessa 
fábrica consiste em operar com dois equipamentos no primeiro turno (das 6 às 14h) e com os quatro 
equipamentos no segundo turno (das 14h às 22h). 
Antes de adquirir os equipamentos, o gerente industrial solicitou ao engenheiro de segurança do trabalho 
que realizasse cálculos para estimar os níveis de pressão sonora (NPS) durante o primeiro e o segundo 
turno, a fim de verificar se haveria a possibilidade de ultrapassar o limite de tolerância ao ruído. 
Após uma análise detalhada, o engenheiro de segurança do trabalho verificou que, durante o primeiro 
turno, as máquinas produziriam, aproximadamente, 
(A) 70 dB, e, no segundo, 140 dB, e o limite de tolerância seria ultrapassado somente no segundo turno. 
(B) 100 dB, e, no segundo, 140 dB, e o limite de tolerância seria ultrapassado nos dois turnos. 
(C) 140 dB, e, no segundo, 280 dB, e o limite de tolerância seria ultrapassado nos dois turnos. 
(D) 73 dB, e, no segundo, 73 dB, e o limite de tolerância não seria ultrapassado em nenhum dos turnos. 
(E) 73 dB, e, no segundo, 76 dB, e o limite de tolerância não seria ultrapassado em nenhum dos turnos. 
Comentários: inicialmente, lembre-se que 
O máximo incremento possível na escala logarítmica de soma de nível de pressão 
sonora é de 3 dB(A), e ocorre quando os equipamentos emitem o mesmo nível de 
pressão sonora, ou seja, quando a diferença é zero. Assim, se temos duas máquinas que 
emitem 100 dB(A) cada uma, o nível resultante será L = 100 + 3 = 103 dB(A). 
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Tendo essa regra de adição como base, com o funcionamento de apenas duas máquinas no primeiro turno, 
cada uma emitindo 79 dB, a operação conjunta emitirá um nível de pressão sonora de 70 + 3 = 73 dB. 
No segundo turno, temos o seguinte. Somamos de duas a duas, para reduzir para duas máquinas e, por fim, 
somamos o resultado das duas, obtendo o resultado equipamento para uma única máquina. 
Máquina A (70 dB) Máquina A + Máquina B 
70 + 3 = 73 dB 
A + B + C + D 
73 + 3 = 76 dB 
Máquina B (70 dB) 
Máquina C (70 dB) Máquina C + Máquina D 
70 + 3 = 73 dB 
Máquina D (70 dB) 
Logo, no segundo turno, quando da operação das 4 máquinas conjuntamente, o nível de pressão sonora 
emitido será de 76 dB. 
Em nenhum dos turnos, o limite de tolerância, que é de 85 dB será ultrapassado, pelo que a alternativa E 
está correta e é o gabarito da questão. 
02 (VUNESP / UNICAMP / 2023) O ruído constitui um dos agentes de risco encontrados com maior 
frequência nos ambientes de trabalho, particularmente no meio industrial. Em relação a esse agente de 
risco, é correto afirmar que 
(A) se denomina como ruído contínuo aquele cujo nível de pressão sonora varia de forma apreciável (mais 
de 3 decibéis) e está presente durante todo o período de observação. 
(B) se denomina como ruído intermitente aquele que apresenta com poucas variações (abaixo de 3 decibéis) 
durante o período de observação. 
(C) se denomina como ruído de impacto aquele que se apresenta em picos de energia com duração entre 1 
e 5 segundos. 
(D) isoladamente, a exposição a ruído de impacto nos ambientes de trabalho não constitui fator de risco para 
a perda auditiva induzida por ruído ocupacional – PAIRO. 
(E) dosímetros de ruído são equipamentos que devem ser utilizados para avaliação da exposição de 
trabalhadores sujeitos a variações aleatórias de pressão sonora ao longo da jornada de trabalho. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
As alternativas A e B estão incorretas. 
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A alternativa C está incorreta. Veremos no estuda da NR 15 que o ruído é de impacto quando apresenta picos 
de energia acústica com duração inferior a 1 segundo, a intervalos maiores que 1 segundo. 
A alternativa D está incorreta. Tanto o ruído contínuo e intermitente quanto o ruído de impacto são fatores 
de risco para perda auditiva induzida por ruído ocupacional – PAIRO. 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. De fato, o audiodosímetro ou dosímetro de ruído é o 
equipamento a ser utilizado para a avaliação da exposição ocupacional ao ruído, especialmente em 
ambientes em que os níveis de pressão sonora variam muito de um ambiente para outro ou no mesmo 
ambiente ao longo da jornada de trabalho. 
03 (VUNESP / PREF. PINDAMONHANGABA-SP / 2023) Quando identificadas condições de trabalho com 
potencial exposição do trabalhador a níveis elevados de pressão sonora, não sendo possível a eliminação 
do risco, devem ser adotadas medidas de controle de caráter coletivo, que podem ser aplicadas na fonte 
(F) e/ou na trajetória (T); e/ou medidas de proteção individual (MPI) e/ou medidas administrativas (MA), 
com o objetivo de minimizar a exposição ao ruído. Assim sendo, assinale a alternativa em que são 
apresentados, corretamente, exemplos desses tipos de medidas de controle para ruído. 
(A) F = modificação no ritmo de funcionamento da máquina; T = enclausuramento total ou parcial da 
máquina; MPI= uso de protetores auriculares; MA = redução da jornada de trabalho. 
(B) F = instalação das máquinas sobre suportes antivibrantes; T = modificação no ritmo de funcionamento da 
máquina; MPI = exame audiométrico anual; MA = uso de protetores auriculares. 
(C) F = enclausuramento total ou parcial da máquina; T = munir de silenciadores as saídas de ar comprimido; 
MPI = uso de protetores auriculares; MA = exame audiométrico semestral. 
(D) F = utilização de barreiras absorventes; T = modificação no ritmo de funcionamento da máquina; MPI = 
redução da jornada de trabalho; MA = uso de protetores auriculares. 
(E) F = enclausuramento total ou parcial da máquina; T = modificação no ritmo de funcionamento da 
máquina; MPI = uso de protetores auriculares; MA = aumento do número de pausas. 
RUÍDO 
Contínuo Quando a variação do nível de pressão sonora atinge 3 dB 
durante um período superior a 15 minutos. 
Intermitente 
Quando a variação do nível de pressão sonora varia até 3 dB 
em períodos inferiores a 15 minutos e superiores a 0,2 
segundo. 
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Comentários: questão interessante cobrando conhecimento a respeito de aplicação de medidas para o 
controle do ruído. 
modificação no ritmo de funcionamento da máquina = controle do risco na fonte (F) 
enclausuramento total ou parcial da máquina = controle na trajetória (T) 
uso de protetores auriculares = medida de proteção individual (MPI) 
redução da jornada de trabalho = medida administrativa (MA) ou de organização do trabalho. 
instalação das máquinas sobre suportes antivibrantes = controle do risco na fonte (F) 
exame audiométrico anual = medida administrativa (MA) 
munir de silenciadores as saídas de ar comprimido = controle do risco na fonte (F) 
utilização de barreiras absorventes = controle na trajetória (T) 
aumento do número de pausas = medida administrativa (MA) 
Nesse caso, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
04 (INSTITUTO AOCP / CODEBA / 2023) Em relação aos efeitos auditivos do ruído, é correto afirmar que 
(A) a surdez permanente por trauma sonoro é devida à destruição das células sensoriais do órgão de Benz. 
(B) a partir de 85 db(A) o ruído causa extremo desconforto, sendo proibida a exposição a níveis de ruído 
acima de 90 dB(A) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. 
(C) o ouvido humano não é capaz de ouvir sons na faixa de 150 a 180 Hertz. 
(D) o ouvido humano não é capaz de ouvir sons na faixa de 30 a 100 Hertz. 
(E) a perda de audição, resultante de exposição a níveis elevados de ruído, pode ser temporária ou 
permanente. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. “a surdez permanente por trauma sonoro (exposição prolongada a níveis de 
pressão sonora elevados) é devida à destruição das células sensoriais do órgão de Benz.” 
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A alternativa B está incorreta. “a partir de 85 db(A) o ruído causa extremo desconforto, sendo proibida a 
exposição a níveis de ruído acima de 90 dB(A) (115 dB(A)) para indivíduos que não estejam adequadamente 
protegidos.” 
Trataremos mais especificamente dessa proibição no estudo do Anexo n.° 1 da NR 15. 
As alternativas C e D estão incorretas. A faixa de frequência audível é de 20 Hz a 20.000 Hz, recorde-se: 
“Para que as ondas sonoras estimulem o aparelho auditivo do ser humano devem ser preenchidas as 
seguintes características: 
a) Frequência: número de vibrações por unidade de tempo, ou ainda o número de repetições das 
flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou número de ciclo/segundo (1ciclo/segundo = 1HZ). É 
determinada pela contagem do número de frentes de onda que passam por um certo ponto em um 
determinado tempo. Deve situar-se entre 20 e 20.000 Hz. Frequências sonoras inferiores a 20 Hz são 
chamados de infrassom, ao passo que as frequências superiores a 20.000 Hz (20 kHz) de ultrassom. 
Em ambos os casos, não são captadas pelo aparelho auditivo. 
 
Figura 1.2: Faixa de frequência audível 
b) Nível de pressão sonora: é dado em Pascal (Pa) que equivale a um Newton por Metro Quadrado 
(N/m²) e deve atingir um valor mínimo denominado limiar de audibilidade, admitido pela comunidade 
científica como sendo 2 X 10-5 N/m², valor este convencionado como zero dB (zero Decibel). Níveis 
de pressão sonora entre 2 X 10-5 N/m² e 200 N/m² estão dentro da faixa audível. Valores de pressão 
abaixo de 2 X 10-5 N/m² estão abaixo do limiar auditivo, não podendo ser "ouvidos", ao passo que 
valores acima de 200 N/m² são extremamente danosos ao ouvido humano, provocando dor imediata. 
Por isso, esse limite superior é chamado de limiar de dor. 
 
Figura 1.3: Faixa de pressão sonora audível 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Quem nunca foi em uma boate e ficou a noite toda 
ouvindo som auto e no outro dia estava com o limiar de audibilidade alterado. Este é um exemplo de perda 
temporária! 
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A perda permanente é o que chamamos de PAIR, recorde-se: 
“[...] a PAIR é caracterizada pela diminuição da acuidade auditiva do trabalhador por exposição continuada 
a níveis elevados de pressão sonora (ruído), e tem como principal característica a progressão gradual da 
redução da acuidade auditiva e a irreversibilidade do quadro clínico. 
Colocando de outra forma, entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as 
alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional 
sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade 
e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco.” 
05 (VUNESP / UNICAMP / 2023) Um operador de gamagrafia durante quatro anos teve as seguintes doses 
anuais em mSievert: 20, 15, 10 e 30. A máxima dose permitida para o próximo ano será: 
(A) 20 mSv. (B) 25 mSv. (C) 50 mSv. (D) 15 mSv. (E) 10 mSv. 
Comentários: inicialmente você deve lembrar que o Limite de Tolerância para a radiação ionizante é de20 
mSv de média aritmética nos últimos 5 anos, desde que, em nenhum deles, a dose exceda 50 mSV. 
Limites de Dose Anuais(a) 
Grandeza Órgão 
Indivíduo 
ocupacionalmente exposto 
Indivíduo público 
Dose efetiva Corpo inteiro 20 mSv(b) 1 mSv(c) 
Dose equivalente 
Cristalino 20 mSv(b) 15 mSv 
Pele(d) 500 mSv 50 mSV 
Mãos e pés 500 mSv --- 
(a) Para fins de controle administrativo efetuado pela CNEN, o termo dose anual deve ser considerado como dose no ano 
calendário, isto é, no período decorrente de janeiro a dezembro de cada ano. 
(b) Média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não exceda 50 mSv em qualquer ano. 
(c) Em circunstâncias especiais, a CNEN poderá autorizar um valor de dose efetiva de até 5 mSv em um ano, desde que a dose 
efetiva média em um período de 5 anos consecutivos, não exceda a 1 mSv por ano. 
(d) Valor médio em 1 cm² de área, na região mais irradiada. 
Pois bem, nos últimos 4 anos, a soma das doses foi de: 20 + 15 + 10 + 30 = 75 mSV. 
Para que a média fique em 20 mSV, a dose máxima no quinto ano (D5) deverá ser de: 
20+15+10+30+𝐷55
= 20 → 
75+𝐷5
5
= 20 → 75 + 𝐷5 = 100 → 𝐷5 = 100 − 75 = 25 mSV 
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
06 (VUNESP / UNICAMP / 2023) As radiações não ionizantes (RNI) não têm energia suficiente para ionizar 
as moléculas, porém algumas delas chegam com energia muito próximo das radiações ionizantes. A RNI 
que está mais próximo das radiações ionizantes é a 
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(A) Radiação UVA. 
(B) Radiação UVC. 
(C) Radiação UVB. 
(D) Radiação infravermelho. 
(E) Micro-ondas. 
Comentários: recorde o quadro a seguir, elaborado pela ACGIH. 
 
Veja que a radiação não ionizante que possui comprimento de onda mais próximo das ionizantes é a 
ultravioleta do tipo UVC (180 nm). Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
07 (FUNDATEC / ELETROCAR / 2023) Nas atividades laborais com temperaturas extremas de calor, uma 
medida de controle coletivo eficiente para a exposição à sobrecarga térmica do “calor radiante” é: 
(A) Insuflar ar no local que permanece o trabalhador. 
(B) Manter a circulação do ar existente no local de trabalho. 
(C) Instalar exaustão dos vapores de água emanadas de um processo. 
(D) Utilizar barreiras refletoras de alumínio polido ou aço inoxidável. 
(E) Realizar exames médicos ocupacionais com intervalo anual. 
Comentários: as três primeiras alternativas de fato são medidas de controle contra o calor, mas não a 
componente do calor radiante mas sim devido às trocas térmicas por convecção e evaporação. 
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Para o controle do calor radiante (por radiação) a medida eficaz é, sem dúvida, a utilização de “barreiras 
refletoras de alumínio polido ou aço inoxidável”, pelo que a alternativa D está correta e é o gabarito da 
questão. 
Aproveita para recordar as demais medidas de controle. 
Medidas de controle do calor 
Preventivas Corretivas 
Monitoramento periódico da exposição, que 
consiste em uma avaliação sistemática e repetitiva 
da exposição dos trabalhadores, visando a um 
acompanhamento dos níveis de exposição e das 
medidas de controle para identificar a necessidade 
de introdução de novas medidas ou modificação das 
já existentes; 
Modificação do processo ou da operação de 
trabalho, tais como, redução da temperatura ou da 
emissividade das fontes de calor, mecanização ou 
automatização do processo; 
Disponibilização de água e sais minerais para 
reposição adequada da perda pelo suor, segundo 
orientação médica; 
Utilização de barreiras refletoras ou absorventes. 
Treinamento e informação aos trabalhadores; 
Adequação da ventilação. Modificar a velocidade do 
ar pode alterar as trocas de calor tanto na condução 
e na convecção como na evaporação. 
Entretanto, deve ficar claro que aumento da 
velocidade do ar pode favorecer ou desfavorecer o 
ganho de calor pelo organismo humano, a depender 
da temperatura do ar que circulará pelo ambiente. 
Controle médico, envolvendo exames médicos 
admissionais e periódicos, com foco na exposição 
ao calor, visando à determinação e ao 
monitoramento da aptidão física e à manutenção de 
um histórico ocupacional; 
Redução da umidade relativa do ar; 
Permissão para interromper o trabalho quando o 
trabalhador sentir extremo desconforto ao calor ou 
identificar sinais de alerta ou condições de risco à 
sua saúde. 
Alternância de operações que geram exposições a 
níveis mais elevados de calor com outras que não 
apresentem exposições ou impliquem exposições a 
menores níveis, resultando na redução da 
exposição horária; 
 
Reorganização de bancadas e postos de trabalho; 
Alteração das rotinas ou dos procedimentos de 
trabalho; 
Introdução de pausas; 
Disponibilização de locais climatizados ou 
termicamente mais amenos para recuperação 
térmica. 
 
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08 (VUNESP / UNICAMP / 2023) Qual das alternativas representa somente índices de sobrecarga térmica? 
(A) IBUTG, TE e TGU. 
(B) IST, TGU e IBUTG. 
(C) IST, IBUTG, e TEC. 
(D) IBUTG, IST e IC. 
(E) IBUTG, TEC e TGU. 
Comentários: vimos que “a avaliação da exposição ocupacional ao calor pode ser realizada com base em 
parâmetros ambientais e fisiológicos. Esses critérios são estabelecidos através de índices, medidos ou 
calculados, que geram um único valor ou número que integra os efeitos dos parâmetros básicos de um 
ambiente quente no ser humano. Os índices de avaliação da exposição ocupacional ao calor podem ser 
classificados em índices de conforto e sobrecarga térmica, sendo, os principais: 
 
No Brasil, por força do Anexo n.º 3 da NR 15, adota-se o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo - 
IBUTG para a avaliação da exposição ocupacional ao calor, a fim de identificar e/ou prevenir possíveis 
ocorrências de sobrecarga térmica.” 
Nesse caso, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Termômetro de Globo e Úmido (TGU) e 
Índice Termômetro de Globo e Úmido (ITGU) se referem ao mesmo índice de sobrecarga térmica. 
09 (AMEOSC / PREFEITURA / 2023) Os locais de trabalho, pela própria natureza da atividade desenvolvida 
e pelas características de organização, relações interpessoais, manipulação ou exposição a agentes físicos, 
químicos, biológicos, situações de deficiência ergonômica ou riscos de acidentes, podem comprometer a 
saúde e a segurança do trabalhador em curto, médio e longo prazo, provocando lesões imediatas, doenças 
ou a morte. 
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/saude-e-seguranca-no-trabalho. 
Índices
De conforto térmico
(NR-17, Ergonomia)
Temperatura efetiva
Temperatura efetiva corrigida
De sobrecarga térmica
(NR-15, Insalubridade)
Índice de sobrecarga térmica (IST)
Índice de Termômetro de Globo e Úmido (ITGU)
Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG)
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Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que caracterize os riscos do tipo físicos, nos locais 
de trabalho. 
(A) São identificados pelo grande número de substâncias que podem contaminar o ambiente de trabalho e 
provocar danos à integridade física e mental dos trabalhadores, a exemplo de poeiras, fumos, névoas, 
neblinas, gases, vapores, substâncias, compostos entre outros. 
(B) Estão associados ao contato do homem com vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas, bacilos e 
outras espécies de microrganismos. 
(C) Estão ligados à execução de tarefas, à organização e às relações de trabalho, ao esforço físico intenso, 
levantamento e transporte manual de peso, mobiliário inadequado, posturas incorretas, controle rígido de 
tempo para produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas de 
trabalho prolongadas, monotonia, repetitividade e situações causadoras de estresse. 
(D) São representados por fatores ou agentes existentes no ambiente de trabalho que podem afetar a saúde 
dos trabalhadores, como: ruídos,vibrações, radiações, frio, calor, pressões anormais e umidade. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. Trata de riscos químicos. 
A alternativa B está incorreta. Trata de riscos biológicos. 
A alternativa C está incorreta. Trata de riscos ergonômicos. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
10 (FUNDATEC / PREF. PORTO ALEGRE-RS / 2023) De acordo com a Conferência Americana de Higienistas 
Industriais Governamentais (sigla em inglês ACGIH), a quantidade de carga de calor a que o trabalhador 
pode estar exposto, resultante da combinação das contribuições da taxa metabólica relacionada ao 
trabalho exercido e dos fatores ambientais (isto é, temperatura, umidade e velocidade do ar e calor 
radiante) e das vestimentas exigidas para o trabalho é chamada de: 
(A) Hipotermia. (B) Hipertermia. (C) Desidratação. (D) Cãibras de calor. (E) Sobrecarga térmica. 
Comentários: moleza, não? Sobrecarga térmica é a quantidade de energia que o organismo deve dissipar 
para atingir o equilíbrio térmico. Esta energia interna é a combinação do calor gerado pelo metabolismo e 
da atividade física. Ou seja, é a parte de calor gerado pelo metabolismo, pelo exercício físico, mais o calor 
recebido do ambiente de trabalho em função dos fatores ambientais (temperatura, umidade e velocidade 
do ar e calor radiante). 
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Logo, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
11 (MS CONCURSOS / PREF. PATROCÍNIO-MG / 2023) O ruído é o agente físico que constitui um dos 
maiores riscos potenciais para saúde dos trabalhadores das indústrias como em outras atividades laborais. 
Sobre as doenças ocupacionais adquiridas pelo ruído, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) O ruído contínuo é aquele em torno de 3 dB durante um período de 15 minutos. 
(B) O ruído intermitente é aquele em torno de 3 dB em períodos acima de 15 minutos. 
(C) O ruído de impacto trata-se do pico de energia acústica de duração inferior a um segundo. 
(D) A intensidade de um som é determinada pela intensidade de movimentos das fibras basilares. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está correta. Recorde as definições de ruído contínuo e intermitente conforme a literatura 
técnica. 
 
A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. “O ruído intermitente é aquele em torno de 3 dB 
em períodos acima de (inferiores a) 15 minutos.” 
A alternativa C está correta. Como veremos no estudo da NR 15, “[...] entende-se por ruído de impacto 
aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos 
superiores a 1 (um) segundo.” 
A alternativa D está correta. A membrana basilar percorre toda a extensão da cóclea e apresenta fibras de 
diferentes tamanhos, que vibram de acordo com a frequência do som captado, como se fossem as cordas de 
uma harpa. Logicamente que quanto maior a amplitude de vibração dessas membranas, maior a intensidade 
percebida do som. 
 
RUÍDO 
Contínuo Quando a variação do nível de pressão sonora atinge 3 dB 
durante um período superior a 15 minutos. 
Intermitente 
Quando a variação do nível de pressão sonora varia até 3 dB 
em períodos inferiores a 15 minutos e superiores a 0,2 
segundo. 
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12 (COPESE UFPI / UFPI / 2023) A vibração é considerada um agente insalubre, segundo a NR 15. Por ser 
um agente específico de algumas atividades laborais e ignorada por trabalhadores, podem ser 
imperceptíveis os impactos causados à saúde devido à exposição acentuada e sem controle. Na construção 
civil, nas operações de determinadas máquinas e ferramentas (como compactadores, marteletes e 
rompedores de concreto), e até mesmo na operação de veículos pesados, têm-se atividades em que existe 
a exposição ao agente vibração. A opção que aponta danos causados pelo agente descrito acima 
CORRETAMENTE é: 
(A) Perturbações vasculares e queimaduras. 
(B) Artroses nos cotovelos e problemas motores (formigamento e adormecimento). 
(C) Problemas no sistema nervoso e faltas de ar (dificuldade na respiração). 
(D) Choques vibratórios e diminuição na capacidade de concentração. 
(E) Perturbações vasculares e diminuição na capacidade de concentração. 
Comentários: vimos que “no tocante a implicância da exposição às vibrações a saúde dos trabalhadores, 
frise-se que os principais efeitos ao organismo do trabalhador podem ser de ordem vascular, neurológica, 
osteoarticular e muscular. Os principais problemas são artroses nos cotovelos e problemas motores 
(formigamento e adormecimento). Os primeiros sintomas experimentados por trabalhadores expostos a 
vibrações são formigamento ou adormecimento leve.” 
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
13 (UFJ / UFJ / 2023) Sobre a dose recebida pelo trabalhador na exposição à radiação, marque a alternativa 
INCORRETA. 
(A) A dose recebida é diretamente proporcional ao tempo. 
(B) A blindagem é o método de menor importância na proteção contra a irradiação externa. 
(C) Quanto maior o tempo de exposição, maior será a dose recebida. 
(D) A dose recebida é inversamente proporcional ao quadrado da distância. 
(E) A cada 2 metros que o indivíduo se afasta da fonte, a exposição diminui em ¼. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está correta. De fato, quando maior o tempo de exposição à fonte de radiação, maior será a 
dose recebida. 
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A alternativa B está incorreta e é o gabarito da questão. A blindagem é a medida de proteção mais importante 
e eficaz. A blindagem com placas de chumbo, inclusive, é o método mais empregado. 
A alternativa C está correta. Vide comentário da alternativa A. 
A alternativa D está correta. Vimos que “alguns fatores são determinantes para a exposição ocupacional às 
radiações ionizantes, que podem levar a uma menor ou maior absorção de dose pelos tecidos expostos 
(organismo), são eles: quantidade de proteção contra a fonte de radiação, tempo de exposição, distância 
da fonte de radiação, potência do equipamento irradiante, entre outros. 
Em relação a distância da fonte, inclusive, destaque-se que a intensidade da radiação (ou dose recebida, D) 
decai seguindo o princípio do inverso do quadrado da distância, assim como qualquer outra energia que se 
propaga na forma de onda, a exemplo do ruído. 
𝐷 =
1
𝑑2
 
Em que 𝐷 é a dose recebida e 𝑑 é a distância, em metros, que o trabalhador fica da fonte de radiação. Assim, 
por exemplo, a cada 2 m que o indivíduo de afasta da fonte, a dose experimentada decai a ¼. 
A alternativa E está correta. Vide comentário da alternativa anterior. 
14 (VUNESP / PREF. RIBEIRÃO PRETO-SP / 2023) A respeito da caracterização da exposição dos 
trabalhadores aos agentes físicos existentes no ambiente de trabalho, é correto afirmar que 
(A) em relação à exposição ocupacional ao calor, deve-se considerar que o Índice de Bulbo Úmido 
Termômetro de Globo sofre influência da temperatura do ar, do calor radiante, da umidade relativa do ar e 
sua velocidade, assimcomo contribuições pontuais de micro-ondas, mas não leva em conta a vestimenta do 
trabalhador. 
(B) os trabalhadores devem estar protegidos da exposição ao frio de forma a evitar que a temperatura interna 
do corpo caia abaixo de 36 ºC (trinta e seis graus centígrados), pois isso poderá resultar em redução da 
atividade mental, redução da capacidade de tomar decisões racionais, ou perda da consciência, com risco de 
morte. 
(C) na avaliação da exposição à vibração de corpo inteiro em veículos autopropelidos, deve-se usar um 
sistema ortogonal de medição fixado no centro de massa da estrutura do veículo, afixado firmemente, de 
forma tal que os acelerômetros não se movimentem durante o ciclo de trabalho em avaliação. 
(D) ao medir a intensidade da exposição à radiação ultravioleta, que é uma radiação coerente, ou seja, é 
formada por ondas eletromagnéticas de mesma frequência e direção que mantêm uma relação de fase 
constante entre si, é necessário certificar-se da inexistência de agentes fotossensibilizantes no ambiente. 
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(E) no caso do ruído, o limite de tolerância será excedido quando a dose for maior que 100% (cem por cento), 
conforme leitura em dosímetro ajustado para um nível de critério de 85 dB(A), para 8 horas, e incremento de 
dose igual a 0,5 dB (meio decibel). 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. “em relação à exposição ocupacional ao calor, deve-se considerar que o Índice 
de Bulbo Úmido Termômetro de Globo sofre influência da temperatura do ar, do calor radiante, da umidade 
relativa do ar e sua velocidade, assim como contribuições pontuais de micro-ondas, mas não leva em conta 
a vestimenta do trabalhador.” 
O IBUTG não leva em conta a contribuição das radiações micro-ondas. 
O IBUTG é composto pelos seguintes parâmetros: temperatura do ar, velocidade do ar, 
carga radiante do ambiente e umidade relativa do ar, entretanto, não leva em 
consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e 
tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por 
fontes de micro-ondas e radiofrequência. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vimos que “de acordo com a OIT, um ambiente frio 
é definido por condições que causam perdas de calor corporal maiores que o normal, entendendo-se por 
normal as condições termoneutras. Alguns estudiosos do tema26 arriscam maior grau de objetividade, 
definindo ambiente frio como aquele no qual a temperatura ambiente esteja abaixo de 𝟏𝟖 a 𝟐𝟎 ℃. 
O desconforto térmico pelo frio surge quando o balanço corporal de calor não pode ser mantido como 
consequência de um inadequado ajuste entre a atividade (produção de calor metabólico), vestimentas e 
demais condições ambientais como umidade e velocidade do vento. 
Uma vez inseridos nesses ambientes, os trabalhadores devem estar protegidos da exposição ao frio de 
forma a evitar que a temperatura interna do corpo caia abaixo de 36 °C (trinta e seis graus centígrados), 
uma vez que isso poderá resultar em redução da atividade mental, redução da capacidade de tomar 
decisões racionais, ou perda da consciência, com risco de morte.” 
A alternativa C está incorreta. Nada disso, na avaliação da exposição ocupacional às VCI me veículos 
autopropelidos (caminhões, tratores, ônibus etc.), o sistema ortogonal de medição (acelerômetro 
tridimensional) deve ser fixado no assento do trabalhador. Nada de centro de massa do veículo! 
 
26 HOLMÉR, I; GRANBERG, P. O; DAHLSTROM, G. Cold enviroments and cold work. In: Stelman JM 
(ed.), Encyclopedia of occupational health and safety geneva: ILO. 1988. pp. 4229 – 4248. 
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A alternativa D está incorreta. A radiação ultravioleta é difusa e não coerente. Apenas o laser tem essa 
característica de radiação coerente! 
A alternativa E está incorreta. “no caso do ruído, o limite de tolerância será excedido quando a dose for maior 
que 100% (cem por cento), conforme leitura em dosímetro ajustado para um nível de critério de 85 dB(A), 
para 8 horas, e incremento de dose igual a 0,5 dB (meio decibel).” 
Veremos esses critérios no estudo do Anexo n.° 1 da NR 15 e da NHO 01 da Fundacentro. Não há esse 
“incremento” trazido pela banca, pura invenção! 
15 (CESGRANRIO / ELETRONUCLEAR / 2022) Durante um incêndio, houve um processo de transmissão de 
calor que ocorre a partir da movimentação de uma massa fluida, gasosa ou líquida, de uma região para 
outra, devido à diferença de densidade. 
Esse tipo de transmissão de calor é denominado 
(A) Condução (B) Convecção (C) Evaporação (D) Flutuação (E) Irradiação 
Comentários: vimos que “(...) a sobrecarga térmica é resultante de duas parcelas: uma externa (ambiental), 
oriunda das trocas térmicas com o ambiente, e outra interna (metabólica), resultante da atividade física que 
o indivíduo exerce. As trocas térmicas podem ser divididas em secas e úmidas: 
1) Trocas secas: 
a) condução: a troca térmica que ocorre entre dois corpos de temperaturas diferentes quando 
em contato, ou que ocorre dentro de um corpo cujas extremidades encontram-se a diferentes 
temperaturas. No caso do trabalhador, essas trocas são geralmente pequenas, ocorrendo por 
contato do corpo com ferramentas e superfícies; 
b) convecção: é a troca térmica que ocorre entre um corpo e um fluido, ocorrendo 
movimentação do último por diferença de densidade provocada pelo aumento da 
temperatura. No caso do trabalhador, essa troca ocorre com o ar à sua volta; e 
c) radiação: é a troca térmica entre dois corpos através da natureza eletromagnética que 
caracteriza a onda de calor. Corresponde a maior parcela de ganho de calor no caso de 
exposição ao calor ocupacional. As trocas por radiação entre o trabalhador e seu entorno, 
quando há fontes radiantes severas (fornos, por exemplo), são as mais importantes no 
balanço térmico e podem corresponder a 60% ou mais das trocas. 
 
2) Trocas úmidas: 
a) condensação: é proveniente da mudança do estado gasoso de vapor de água contido no ar 
para o estado líquido; e 
b) evaporação: é a proveniente da mudança do estado líquido da água para o estado gasoso 
(vapor). É o principal mecanismo de perda de calor pelo trabalhador e ocorre quando o suor 
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evapora de seu corpo. Caso não haja evaporação do suor, devido a vestimentas inadequadas, 
por exemplo, esse principal mecanismo fica comprometido. Apear de se ser o principal 
mecanismo de troca térmica, não é capaz, isoladamente, de liberar todo calor recebido pelo 
trabalhador por meio de condução, convecção e radiação de modo a evitar a sobrecarga 
térmica.” 
Veja que a banca traz as características de uma troca térmica por convecção, pelo que a alternativa B está 
correta e é o gabarito da questão. 
16 (SELECON / AMAZUL / 2022) Os diplomas legais estabelecem dois grupos para radiações: um ionizante 
e outro não ionizante. Um tipo de radiação ionizante é/são: 
(A) as micro-ondas 
(B) as ultravioletas 
(C) o raio laser 
(D) o raio gama 
Comentários: vimos que “em função daquantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com 
que se propagam, as radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em 
eletromagnéticas (não possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; 
c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes. 
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Nesse caso a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. As demais alternativas trazem exemplos 
de radiações não-ionizantes. 
17 (CESGRANRIO / ELETRONUCLEAR / 2022) Uma pessoa de 75 kg manuseia um pó altamente brilhante e 
absorve uma dose, no corpo inteiro, de 2,0 x 10-4 Gy, na forma de partículas alfa, com um fator de 
efetividade biológica relativa (RBE) de 12. 
A energia absorvida pela pessoa e a dose equivalente são, respectivamente, de 
(A) 15 mJ e 2,4 mSv 
(B) 0,20 mJ e 2,4 mSv 
(C) 5,0 mJ e 60 mSv 
(D) 15 mJ e 180 mSv 
(E) 2,4 mJ e 150 mSv 
Comentários: vimos que “(...) a dose absorvida é a grandeza básica mais comumente utilizada no controle da 
exposição às radiações ionizantes. Nesse sentido, entende-se por Dose Absorvida (D) a grandeza dosimétrica 
fundamental expressa por: 
𝐷 =
𝑑
𝑚
 
Em que: 
𝑑 = energia média depositada pela radiação (ou energia absorvida), dada em Joule (J), em um volume 
elementar de matéria de massa “m”. 
Radiações 
Ionizantes
Características
podem ser qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.
Apresentam comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem 
nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o 
comprimento de onda maior a capacidade de penetração na matéria 
(no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. 
Exemplos
Partículas
possuem massa e carga elétrica e 
apresem menor capacidade de 
penetração
alfa (𝛼)
beta (𝛽)
Ondas eletromagnéticas
Não posseum massa nem carga elétrica 
e possuem maior capacidade de 
penetração
raios gama (𝜸)
raios-X
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𝑚 = massa da matéria que recebeu a radiação, dada em kg. 
Nesse sentido, a unidade no sistema internacional para a dose absorvida (D) é o joule por quilograma (J/kg), 
denominada gray (Gy). Um Gray equivale à absorção de um Joule por quilograma (J/kg). 
(...) 
De modo a permitir a comparação dos efeitos das diferentes radiações ionizantes que podem incidir sobre o 
organismo humano e determinar seus efeitos em diferentes órgãos, a dose absorvida deve ser multiplicada 
pelo fator de ponderação da radiação (W), também conhecido como fator de efetividade biológica relativa 
(RBE), resultando na dose equivalente. Assim, definisse Dose Equivalente (DE) como sendo a grandeza 
expressa por: 
𝐷𝐸 = 𝑊 ∙ 𝐷 
Em que: 
𝐷 = dose absorvida (D), dada em joule por quilograma (J/kg), denominada gray (Gy). 
𝑊 = fator de ponderação ou fator de efetividade biológica equivalente (RBE), que é um valor adimensional. 
Dose Equivalente (DE) também é dada em J/kg, já que o fator de ponderação (W) é um adimensional, 
entretanto, a unidade de medida para a Dose Equivalente (DE) é o Sievert (Sv). Não obstante, como os 
valores a Dose Equivalente são muito pequenos, na escala de milésimos de Sv, comumente se usa expressá-
la em mSv (miliSiervet).” 
No caso em questão determinamos a energia absorvida “d” da seguinte forma: 
d = m x D = 75 x (2,0 x 10-4) = 0,015 J (joule) 
d = 0,015 x 1000 = 15 mJ (quinze mili-Joule) 
Agora, obtemos a Dos Equivalente (DE), fazendo: 
DE = W x D = 12 x (2,0 x 10-4) = 0,0024 Sv (Sievert) 
DE = 0,0024 x 1000 = 2,4 mSv (dois vírgula quatro mili-Sievert) 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
 
 
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18 (CESGRANRIO / ELETRONUCLEAR / 2022) Sobre radiações ionizantes, considere as seguintes 
afirmações: 
I - Raios X são feixes de elétrons capazes de ionizar os átomos. 
II - Radiação β ocorre como fruto de desintegrações nucleares. 
III - Raios X têm energia suficiente para ionizar os átomos e para modificar a estrutura atômica da substância 
sobre a qual incidem. 
É correto o que se afirma APENAS em 
(A) I (B) II (C) III (D) I e II (E) II e III 
Comentário: vamos analisar cada uma das afirmativas. 
A afirmativa I é falsa. Raios-X não são feixes de elétrons, mas resultantes da liberação de energia ocorrida 
pelo processo de decaimento (mudança de nível de camadas eletrônicas) dos elétrons. 
Vimos que “em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com que se 
propagam, as radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em 
eletromagnéticas (não possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; 
c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizadosou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes.” 
A afirmativa II é verdadeira. Vide comentário da afirmativa I. 
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A afirmativa III é verdadeira. Não só os raios-x, mas todas as radiações ionizante “têm energia suficiente 
para ionizar os átomos e para modificar a estrutura atômica da substância sobre a qual incidem.” 
Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
19 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) Relacione as radiações não ionizantes às suas características. 
(1) Micro-ondas 
(2) Radiação infravermelha 
(3) Radiação ultravioleta 
(4) Radiação laser 
( ) Radiação de origem natural ou artificial, pouco penetrante e efeitos sempre superficiais. Pode causar 
câncer de pele. 
( ) Feixe de luz direcional altamente concentrado em um único comprimento de onda. 
( ) Radiação de origem natural ou artificial, pouco penetrante e causa, basicamente, o aquecimento 
superficial da pele. 
( ) Radiação produzida em estações de radar, radiotransmissão e em alguns processos industriais e 
medicinais. 
Assinale a opção que mostra a relação correta, segundo a ordem apresentada. 
(A) 1 – 2 – 3 – 4. (B) 2 – 4 – 3 – 1. (C) 2 – 1 – 4 – 3. (D) 3 – 2 – 1 – 4. (E) 3 – 4 – 2 – 1. 
Comentários: podemos correlacionar as seguintes características. 
(3) Radiação ultravioleta: Radiação de origem natural ou artificial, pouco penetrante e efeitos sempre 
superficiais. Pode causar câncer de pele. 
(4) Radiação laser: Feixe de luz direcional altamente concentrado em um único comprimento de onda. 
(2) Radiação infravermelha: Radiação de origem natural ou artificial, pouco penetrante e causa, 
basicamente, o aquecimento superficial da pele. 
(1) Micro-ondas: Radiação produzida em estações de radar, radiotransmissão e em alguns processos 
industriais e medicinais. 
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Portanto, a alternativa E está correta e é o gabarito da questão. 
20 (IESES / MSGÁS / 2021) O espectro sonoro é a faixa de frequências em que existem ondas sonoras, 
sejam elas audíveis ou não. De maneira geral, alguns sons são considerados inaudíveis, (ex. infrassons e 
ultrassons) por estarem situados fora de um espectro dentro do qual são chamados de sons audíveis. De 
acordo com a citação acima, assinale a alternativa correta, no que diz respeito à quais limites de 
Frequência (Hz) estariam localizados os sons inaudíveis pelo homem: 
(A) Acima de 20.000 dB(a) e abaixo de 20 dB(a). 
(B) Abaixo de 20 (Hz) e acima de 20.000 (Hz). 
(C) Abaixo de 20 Watts e acima de 20.000 Watts. 
(D) Acima de 20 (Hz) e abaixo de 20.000 (Hz). 
Comentários: como vimos, a “frequência corresponde ao número de vibrações por unidade de tempo, ou 
ainda o número de repetições das flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou número de ciclo/segundo 
(1ciclo/segundo = 1HZ). É determinada pela contagem do número de frentes de onda que passam por um 
certo ponto em um determinado tempo. Deve situar-se entre 20 e 20.000 Hz. Frequências sonoras inferiores 
a 20 Hz são chamados de infrassom, ao passo que as frequências superiores a 20.000 Hz (20 kHz) de 
ultrassom. Em ambos os casos, não são captadas pelo aparelho auditivo. 
 
Figura: Faixa de frequência audível 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
21 (OBJETIVA CONCURSOS / CÂMARA DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE / 2021) As consequências da 
exposição ao ruído nos seres humanos são cumulativas, e o sistema auditivo vai se deteriorando. São 
possíveis consequências da exposição aos ruídos: 
I. As fisiológicas, como as lesões do aparelho auditivo, os distúrbios gastrointestinais e as perturbações do 
sistema nervoso central. 
II. As psicológicas, como a alteração do equilíbrio psicológico, a irritabilidade em pessoas tensas e o 
agravamento de estados de angústia em pessoas depressivas. 
(A) Os itens I e II estão corretos. 
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(B) Somente o item I está correto. 
(C) Somente o item II está correto. 
(D) Os itens I e II estão incorretos. 
Comentários: vimos que “o ruído é o agente físico que mais provoca problemas à saúde dos trabalhadores, 
uma vez que está presente, e em elevada intensidade, em praticamente todos os processos produtivos de 
todos os ramos de atividade econômica. 
A principal forma de acometimento à saúde dos trabalhadores se dá através da Perda Auditiva Induzida por 
Ruído - PAIR27, entretanto, estudos veem mostrando evidências de que a exposição prolongada ao ruído 
também está associada a hipertensão em algumas classes de trabalhadores. Inclusive, atualmente o ruído é 
legalmente reconhecido como fator de risco (fator etiológico) para a hipertensão arterial, através do Decreto 
n.° 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social). 
De forma resumida, a PAIR é caracterizada pela diminuição da acuidade auditiva do trabalhador por 
exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora (ruído), e tem como principal característica a 
progressão gradual da redução da acuidade auditiva e a irreversibilidade do quadro clínico. 
Colocando de outra forma, entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as 
alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional 
sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade 
e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. 
A PAIR não pode ser confundida com o trauma acústico, este último corresponde a perda auditiva súbita 
decorrente da exposição a uma pressão sonora intensa como, por exemplo, uma explosão que culmina na 
ruptura do tímpano. 
Além da PAIR e do trauma acústico, que são alterações graves e irreversíveis no aparelho auditivo, o ruído 
está associado a interferência na comunicação oral nas bandas de oitava28 representadas pelas frequências 
de 500, 1000 e 2000 Hz. 
Adicionalmente, destaque-se que são ainda reconhecidas como possíveis consequências da exposição 
ocupacional ao ruído consequências: 
• fisiológicas: distúrbios gastrointestinais e perturbações do sistema nervoso central. 
 
27 Atualmente existem outras definições para esse grupo de doenças. 
28 A banda de oitava é composta pelas oito faixas de frequência: 31,5; 63; 125; 250; 500; 1000; 2000; 
4000; 8000 e 16000 Hz. 
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• Psicológicas: alteração do equilíbrio psicológico, irritabilidade em pessoas tensas e agravamento de 
estados de angústia em pessoasdepressivas.” 
Logo, as duas afirmativas são verdadeiras, pelo que a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
22 (FUNDATEC / GHC-RS / 2021) A unidade SI de pressão sonora é: 
(A) dB. (B) Pa. (C) m. (D) mca. (E) psi. 
Comentários: como vimos o “nível de pressão sonora: é dado em Pascal (Pa) que equivale a um Newton 
por Metro Quadrado (N/m²) e deve atingir um valor mínimo denominado limiar de audibilidade, admitido 
pela comunidade científica como sendo 2 X 10-5 N/m², valor este convencionado como zero dB (zero 
Decibel). Níveis de pressão sonora entre 2 X 10-5 N/m² e 200 N/m² estão dentro da faixa audível. Valores de 
pressão abaixo de 2 X 10-5 N/m² estão abaixo do limiar auditivo, não podendo ser "ouvidos", ao passo que 
valores acima de 200 N/m² são extremamente danosos ao ouvido humano, provocando dor imediata. Por 
isso, esse limite superior é chamado de limiar de dor. 
Não vá confundir a umidade de medida com a escala em Decibel (dB)! Logo, a alternativa B está correta e é 
o gabarito da questão. 
23 (VUNESP / PREF. JAGUARIÚNA-SP / 2021) O ruído e a vibração são formas de energia que, do ponto de 
vista da Higiene do Trabalho, demandam a determinação de suas características capazes de causar efeitos 
nocivos aos trabalhadores expostos. A respeito da caracterização do risco à saúde, das técnicas de medição 
e medidas de controle associadas, é correto afirmar: 
(A) entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as alterações dos limiares auditivos, 
do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora 
elevados, que tem como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de 
exposição ao risco. 
(B) a avaliação da vibração deve ser feita para cada direção ortogonal, visto que a vibração é uma grandeza 
vetorial, possuindo magnitude e direção, e considerando que pode ocorrer de um dos eixos ser dominante 
em relação aos demais, se este eixo de vibração exceder a exposição diária, não necessariamente o limite de 
exposição estará excedido. 
(C) a exposição dos trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 130 dB 
(cento e trinta decibels) (LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 120 dB (C) 
(cento e vinte decibels), medidos no circuito de resposta lenta (SLOW), oferecerão risco grave e iminente aos 
trabalhadores expostos. 
(D) no controle da exposição às vibrações localizadas no uso de ferramentas portáteis, deve-se utilizar 
práticas adequadas de trabalho, incluindo instruções aos trabalhadores para que empreguem força mínima 
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de pega, utilizando luvas antivibratórias, quando possível, que são mais eficientes no amortecimento de 
vibrações de baixa frequência. 
(E) os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibels (dB), com instrumento de 
pressão sonora operando em circuito de compensação “C” e circuito de resposta rápida (FAST), com os 
microfones instalados de forma que se situem nas proximidades do ouvido do trabalhador. 
Comentários: vamos analisar cada alternativa individualmente. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Como vimos, " O ruído é o agente físico que mais 
provoca problemas à saúde dos trabalhadores, uma vez que está presente, e em elevada intensidade, em 
praticamente todos os processos produtivos de todos os ramos de atividade econômica. 
A principal forma de acometimento à saúde dos trabalhadores se dá através da Perda Auditiva Induzida por 
Ruído - PAIR29, entretanto, estudos veem mostrando evidências de que a exposição prolongada ao ruído 
também está associada a hipertensão em algumas classes de trabalhadores. Inclusive, atualmente o ruído é 
legalmente reconhecido como fator de risco (fator etiológico) para a hipertensão arterial, através do Decreto 
n.° 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social). 
De forma resumida, a PAIR é caracterizada pela diminuição da acuidade auditiva do trabalhador por 
exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora (ruído), e tem como principal característica a 
progressão gradual da redução da acuidade auditiva e a irreversibilidade do quadro clínico. 
Colocando de outra forma, entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as 
alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional 
sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade 
e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. 
A PAIR não pode ser confundida com o trauma acústico, este último corresponde a perda auditiva súbita 
decorrente da exposição a uma pressão sonora intensa como, por exemplo, uma explosão que culmina na 
ruptura do tímpano. 
Além da PAIR e do trauma acústico, que são alterações graves e irreversíveis no aparelho auditivo, o ruído 
está associado a interferência na comunicação oral nas bandas de oitava30 representadas pelas frequências 
de 500, 1000 e 2000 Hz. 
 
29 Atualmente existem outras definições para esse grupo de doenças. 
30 A banda de oitava é composta pelas oito faixas de frequência: 31,5; 63; 125; 250; 500; 1000; 2000; 
4000; 8000 e 16000 Hz. 
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Adicionalmente, destaque-se que são ainda reconhecidas como possíveis consequências da exposição 
ocupacional ao ruído consequências: 
• fisiológicas: distúrbios gastrointestinais e perturbações do sistema nervoso central. 
• Psicológicas: alteração do equilíbrio psicológico, irritabilidade em pessoas tensas e agravamento de 
estados de angústia em pessoas depressivas." 
A alternativa B está incorreta. De fato, a avaliação ocupacional da exposição às vibrações deve ser feita nas 
três direções, recorde-se: 
Em face da natureza vetorial da vibração, a mensuração de sua magnitude, seja no uso 
de ferramentas portáteis, resultando em VMB, seja no uso de veículos, resultando em 
VCI, deverá ser realizada em três direções ortogonais ao plano de contato com a mão 
do operador ou com o assento, sendo o resultado da exposição expresso pela raiz média 
quadrática da resultante obtida nas três direções. 
Outro ponto é que existe sim um eixo dominante em relação aos demais, mas somente no caso das Vibrações 
de Corpo Inteiro – VCI. Entretanto, não há falar que “se este eixo de vibração exceder a exposição diária, não 
necessariamente o limite de exposição estará excedido”. O que há é um fator multiplicador (de 1,4, no caso) 
que confere maior “peso” às vibrações na direção do refiro eixo. 
A proposição estaria correta da seguinte forma: “a avaliação da vibração deve ser feita para cada direção 
ortogonal, visto que a vibração é uma grandeza vetorial, possuindo magnitude e direção, e considerando que 
pode (podendo) ocorrer de um dos eixos ser dominante em relação aos demais, se este eixo de vibração 
exceder a exposição diária, não necessariamente o limite de exposição estará excedido.” 
A alternativa C está incorreta. Trataremos esse assunto especificamente nos estudos da NR 15 e da NHO 01. 
O correto seria: a exposição dos trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto 
superiores a 130 140 dB (cento e quarenta decibels) (Linear), medidos no circuito de resposta para impacto, 
ou superiores a 120 115 dB (C) (cento e quinze decibel),medidos no circuito de resposta lenta (SLOW), 
oferecerão risco grave e iminente aos trabalhadores expostos. 
A alternativa D está incorreta. A respeito das medidas corretivas para exposição às vibrações, vale recordar: 
“As medidas corretivas devem contemplar, entre outras: 
a) no caso de exposição às VMB, modificação do processo ou da operação de trabalho, podendo 
envolver: a substituição de ferramentas e acessórios; a reformulação ou a reorganização de bancadas 
e postos de trabalho; a alteração das rotinas ou dos procedimentos de trabalho; a adequação do tipo 
de ferramenta, do acessório utilizado e das velocidades operacionais; 
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b) no controle da exposição às vibrações localizadas no uso de ferramentas portáteis, deve-se utilizar 
práticas adequadas de trabalho, incluindo instruções aos trabalhadores para que empreguem força 
mínima de pega, utilizando luvas antivibratórias, quando possível, que são mais eficientes no 
amortecimento de vibrações de alta frequência; 
c) no caso de exposição às VCI, modificação do processo ou da operação de trabalho, podendo envolver: 
o reprojeto de plataformas de trabalho; a reformulação, a reorganização ou a alteração das rotinas 
ou dos procedimentos e organização do trabalho; a adequação de veículos utilizados, especialmente 
pela adoção de assentos antivibratórios; a melhoria das condições e das características dos pisos e 
pavimentos utilizados para circulação das máquinas e dos veículos; 
d) redução do tempo e da intensidade de exposição diária à vibração; e 
e) alternância de atividades ou operações que gerem exposições a níveis mais elevados de vibração com 
outras que não apresentem exposições ou impliquem exposições a menores níveis.” 
A alternativa E está incorreta. Vimos que “(...) o equipamento deve atender a seguinte configuração, para 
medição de ruído contínuo ou intermitente: 
a) circuito de compensação (ou ponderação): "A"; 
b) circuito de resposta: lenta (slow); 
c) critério de referência: 85 dB(A), que corresponde a dose de 100% para uma exposição de 8 horas; 
d) nível limiar de integração31: 80 dB(A); 
e) Incremento de duplicação de dose32 = 3 (q = 3)33; 
f) Indicação de ocorrência de níveis superiores a 115 dB(A) 
Agora, veja o erro: “os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibels (dB), com 
instrumento de pressão sonora operando em circuito de compensação “C” e circuito de resposta rápida 
(FAST) (lenta, SLOW), com os microfones instalados de forma que se situem nas proximidades do ouvido do 
trabalhador”. 
24 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) Radiações ionizantes são aquelas que produzem a ionização do átomo, 
isto é, a radiação é capaz de subdividi-lo em duas partículas carregadas (íons). Sobe essas radiações, analise 
as afirmativas a seguir. 
I. As radiações eletromagnéticas do tipo X e gama são as menos penetrantes. 
 
31 Nível Limiar de Integração (NLI): nível de ruído a partir do qual os valores devem ser computados 
na integração para fins de determinação de nível médio ou da dose de exposição 
32 Incremento de Duplicação de Dose (q): Incremento em decibéis que, quando adicionado a um 
determinado nível, implica a duplicação da dose de exposição ou a redução para a metade do tempo 
máximo permitido. 
33 Como veremos, a NR 15 adota q = 5 e não q = 3 como a NHO 01! 
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II. A radiação alfa é inofensiva, pois possui um poder de penetração no tecido humano muito pequeno. 
III. A radiação do tipo beta é bastante penetrante em comparação a todos os demais tipos de radiação. 
Está correto o que se afirma em 
(A) I, somente. (B) II, somente. (C) III, somente. (D) I e III, somente. (E) II e III, somente. 
Comentários: vamos analisar cada uma das afirmativas. 
A afirmativa I é falsa. Como vimos, as radiações X e gama, que são de origem eletromagnéticas, são mais 
penetrantes em relação as radiações alfa e beta, que possuem massa. 
“Em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com que se propagam, as 
radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em eletromagnéticas (não 
possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; 
c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes. 
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A afirmativa II é verdadeira. De fato, como não conseguem ultrapassar a camada externas das células da 
pele, são basicamente inofensivas à saúde humana. Vide comentário anterior. 
A afirmativa III é falsa. Vide comentário da afirmativa I. 
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
25 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) Sobre o uso de decibelímetros para a determinação de risco de dano 
auditivo, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. 
( ) Deve-se utilizar um medidor de nível de pressão sonora, no mínimo, IEC classe 2. 
( ) O microfone deve ficar imediatamente ao lado da zona auditiva dos trabalhadores expostos ao ruído. 
( ) Devem ser levados em consideração todas as medições, mesmo as não significativas como, por exemplo, 
a passagem infrequente de um veículo. 
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente, 
(A) V – V – F. (B) V – F – V. (C) V – F – F. (D) F – V – V. (E) F – F – V. 
Comentários: vamos analisar cada uma das afirmativas. 
A primeira afirmativa é verdadeira. Vimos que “com base no conhecimento dessas curvas de compensação 
e em outros parâmetros técnicos para a avaliação dos ruídos contínuos e intermitentes (casos mais comuns) 
Radiações 
Ionizantes
Características
podem ser qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.Apresentam comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem 
nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o 
comprimento de onda maior a capacidade de penetração na matéria 
(no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. 
Exemplos
Partículas
possuem massa e carga elétrica e 
apresem menor capacidade de 
penetração
alfa (𝛼)
beta (𝛽)
Ondas eletromagnéticas
Não posseum massa nem carga elétrica 
e possuem maior capacidade de 
penetração
raios gama (𝜸)
raios-X
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a NHO 01 da Fundacentro recomenda que o audiodosímetro ou dosímetro de ruído34 atenda aos seguintes 
requisitos técnicos: (trataremos de muitos desses conceitos no estudo da NHO 01 e da NR 15!) 
c) às especificações constantes da Norma ANSI S1.25-1991 ou de suas futuras revisões; e 
d) ter classificação mínima do Tipo 2.” 
A segunda afirmativa é falsa. “O microfone deve ficar imediatamente ao lado da zona auditiva (na zona 
auditiva) dos trabalhadores expostos ao ruído.” 
A terceira afirmativa é falsa. Veremos no estuda da NHO 01 que as exposições que não são rotineiras, como 
no caso de passagem infrequentes de veículos, devem ser avaliadas como casos isolados, caso necessários. 
Portanto, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
26 (VUNESP / PREF. VÁRZEA PAULISTA-SP / 2021) Alguns fenômenos físicos que, de acordo com suas 
características, podem causar danos à saúde do ser humano ocorrem associados a processos produtivos, 
constituindo área de atuação da Higiene do Trabalho. Assim, é correto afirmar que 
(A) os limites de exposição ocupacional definidos para a radiação ultravioleta referem-se à radiação 
ultravioleta não coerente (UV) com comprimentos de onda entre 180 (cento e oitenta) e 400 nm 
(quatrocentos nanometros) e representam condições nas quais, acredita-se, a maioria dos trabalhadores 
saudáveis possa ser repetidamente exposta sem efeitos agudos adversos à saúde, tais como eritemas e 
fotoqueratites. 
(B) por causa da relevância do efeito térmico, a radiação infravermelha é tratada, na Higiene do Trabalho, 
juntamente com o agente ambiental calor, sendo necessário, entretanto, destacar o setor do espectro 
denominado de infravermelho distante, que corresponde à faixa mais distante da radiação visível e que, em 
situações específicas, podem ter efeito ionizante. 
(C) em relação às microondas, o efeito mais estudado sobre o organismo humano é o térmico mas, em relação 
aos efeitos dos campos elétricos e magnéticos, as pessoas expostas podem sofrer de pressão sanguínea 
baixa, taquicardia eventual, perda de tecido ósseo e alterações hormonais para exposições severas. 
(D) na avaliação da exposição ocupacional ao calor, o Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo se 
caracteriza como um índice primário em relação à temperatura do ar, umidade relativa do ar, velocidade do 
ar e calor radiante e, como índice secundário para fontes especiais como microondas e radiofreqüência. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
 
34 Dosímetro de ruído: medidor integrador de uso pessoal que fornece a dose da exposição ocupacional 
ao ruído 
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A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Vimos que “as radiações ultravioletas podem ser de 
origem natural ou artificial. Em geral, são pouco penetrantes e apresentam efeitos sempre superficiais, 
podendo, após longo período de exposição, causar câncer de pele. 
Pode-se observar que as faixas denominadas eritérmicas (UV-B) e germicidas (UV-C) são as que apresentam 
maiores riscos potenciais. Essas faixas são emitidas em operações como solda elétrica, metais em fusão, 
maçaricos operados em altas temperaturas, lâmpadas germicidas e outras. 
As radiações ultravioletas (UVA, UVB e UVC) ainda estão presentes, em menor quantidade, na irradiação 
solar. Entretanto há de se destacar que a maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida 
pela atmosfera terrestre. A quase totalidade (99%) dos raios ultravioleta que efetivamente chegam a 
superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera e 
sua parcela que chega à Terra é responsável por danos à pele. Já a radiação UV-C é totalmente absorvida 
pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera. 
Entre os efeitos danosos das radiações ultravioletas, destaca-se a ceratite actínica (olhos avermelhados), que 
se manifesta horas depois da exposição nos processos de solda, quando não adotadas as medidas de 
proteção adequadas. Além desse efeito, a exposição ocupacional à radiação ultravioleta não coerente (UV), 
com comprimentos de onda entre 180 nm (cento e oitenta nanômetros) e 400 nm (quatrocentos 
nanômetros) está associada a efeitos agudos adversos à saúde, como eritemas, fotoconjuntivite e 
fotoqueratites.” 
Observe ainda que a banca traz o conceito de limite de tolerância estabelecido pela higiene ocupacional: “(...) 
condições nas quais, acredita-se, a maioria dos trabalhadores saudáveis possa ser repetidamente exposta 
sem efeitos agudos adversos à saúde, tais como eritemas e fotoqueratites.” 
A alternativa B está incorreta. Não há falar, em nenhuma hipótese, que o espectro infravermelho pode ter 
“efeito ionizante”. Além disso, destaque-se que apesar de provocar aquecimento superficial da pele a 
radiação infravermelha não é tratada da mesma forma que o agente calor. 
“As radiações infravermelhas podem ter origem natural ou artificial e são, assim como as ultravioletas, 
pouco penetrantes no tecido humano, causando, basicamente aquecimento superficial da pele. Apesar de 
não serem classificadas como radiações não ionizantes pela NR 15, para efeitos de insalubridade, a exposição 
às radiações infravermelhas de grande magnitude podem resultar em queimaduras graves.” 
A alternativa C está incorreta. Confesso que não consegui rastrear de onde a banca retirou essas informações 
para formular a alternativa, mas tem um erro grosseiro nela: “em relação às microondas, o efeito mais 
estudado sobre o organismo humano é o térmico mas, em relação aos efeitos dos campos elétricos e 
magnéticos, as pessoas expostas podem sofrer de pressão sanguínea baixa (alta, hipertensão), taquicardia 
eventual, perda de tecido ósseo e alterações hormonais para exposições severas.” 
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Como vimos, “(...) estudos têm mostrado que entre os efeitos da exposição de longo prazo aos campos 
eletromagnéticos estão a hipertensão arterial, alterações no sistema nervoso central, cardiovascular, 
endócrino e distúrbios menstruais. 
As radiações pertencentes ao espectro das micro-ondas podem ser produzidas em estações de radar, 
radiotransmissão, telefonia e em alguns processos industriais e medicinais. Estudos têm mostrado que o 
efeito mais acentuado é o térmico (aumento de temperatura dos tecidos) e que, quanto maior a frequência 
e maiores a potência e o tempo de exposição, maior o risco de lesões internas, devido às facilidades com que 
as ondas penetram no organismo. A exposição às micro-ondas também tem sido associada a elevação da 
pressão arterial (hipertensão).”A alternativa D está incorreta. “na avaliação da exposição ocupacional ao calor, o Índice de Bulbo Úmido-
Termômetro de Globo se caracteriza como um índice primário em relação à temperatura do ar, umidade 
relativa do ar, velocidade do ar e calor radiante e, como índice secundário para fontes especiais como 
microondas e radiofreqüência.” 
Frise-se que o IBUTG, principalmente através da temperatura de globo, é capaz de avaliar os efeitos das 
radiações térmicas nos espectros infravermelho e ultravioleta, que são as principais componentes do calor 
radiante, mas não avaliam, mesmo de forma secundária, as radiações nos espectros das micro-ondas e 
radiofrequência. 
O IBUTG é composto pelos seguintes parâmetros: temperatura do ar, velocidade do ar, 
carga radiante do ambiente e umidade relativa do ar, entretanto, não leva em 
consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e 
tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por 
fontes de micro-ondas e radiofrequência. 
27 (FGV / FUNSAÚDE-CE / 2021) A figura a seguir mostra dois equipamentos bastante utilizados para 
realizar medições na higiene ocupacional e na segurança do trabalho. 
 
Os aparelhos (1) e (2) são conhecidos, respectivamente, como 
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(A) anemômetro e dosímetro. 
(B) anemômetro e luxímetro. 
(C) anemômetro e decibelímetro. 
(D) higrômetro e luxímetro. 
(E) higrômetro e decibelímetro. 
Comentários: o aparelho (1) é um anemômetro, utilizado para medidas a velocidade do ar (do vento) e sua 
direção, ao passo que o aparelho (2) é um luxímetro, utilizado para medir a intensidade luminosa no 
ambiente. 
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
28 (INSTITUTO AOCP / ITEP / 2021) Em relação aos riscos ocupacionais tratados pela Higiene Ocupacional, 
assinale a alternativa correta. 
(A) As micro-ondas são uma forma de radiação ionizante. 
(B) Exposições a agentes biológicos abaixo de limite de tolerância definido pela NR-15 são consideradas 
seguras. 
(C) As pressões anormais são uma forma de energia e são classificadas como agentes físicos. 
(D) Os limites de tolerância para agentes químicos são válidos para absorção através da pele. 
(E) O ultrassom é um agente físico que possui frequência superior a 20.000 db(A). 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. As radiações que compõe o espectro das micro-ondas pertencem ao grupo 
das radiações não ionizantes. 
A alternativa B está incorreta. Frise-se que não existe limite de tolerância por agentes biológicos. Para esses 
agentes a exposição é avaliada qualitativamente. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. De fato, as pressão anormais, sejam as sobrepressões 
ou subpressões, são formas de energia (energia de pressão) e por isso são classificadas como agentes físicos. 
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A alternativa D está incorreta. Não mesmo! Veremos na aula de agentes químicos que os limites de tolerância 
estabelecidos no Anexo 11 da NR 15 e aqueles estabelecidos pela ACGIH são válidos apenas pela exposição 
através das vias respiratórias. 
A alternativa E está incorreta. “O ultrassom é um agente físico que possui frequência superior a 20.000 db(A) 
(Hz).” 
Lembre-se de que a escala em decibel (dB0 é usada para nível de pressão sonora e não para frequência! 
29 (VUNESP / PREF. JAGUARIÚNA-SP / 2021) Em relação aos conhecimentos desenvolvidos na Higiene do 
Trabalho, no estudo da sobrecarga térmica, como a definição dos parâmetros envolvidos, forma de 
avaliação e efeitos sobre a saúde do trabalhador, é correto afirmar: 
(A) na medida em que há um aumento de calor ambiental, há uma reação no organismo humano no sentido 
de adaptar-se, consistindo em processos fisiológicos que acelerem a perda de calor para o ambiente, entre 
os quais incluem-se a vasoconstrição periférica e a sudorese, que é influenciada pela umidade relativa do ar. 
(B) dependendo da suscetibilidade do trabalhador ao calor, é possível promover sua rápida aclimatação para 
o trabalho em condições de sobrecarga térmica, mediante a realização de atividades físicas em condições 
ambientais semelhantes àquelas nas quais se dará a atividade de trabalho, fazendo com que a temperatura 
do núcleo do corpo aumente um ou dois graus centígrados e diminua a sobrecarga fisiológica por calor. 
(C) o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) sofre influência da temperatura do ar, do calor 
radiante, da velocidade do ar e da umidade do ar, não levando em consideração integralmente todas as 
interações de uma pessoa com o ambiente e tampouco consegue levar em conta condições especiais, como 
o aquecimento por fontes de microondas e radiofrequência. 
(D) a determinação do Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) em locais de trabalho sem 
exposição direta à radiação solar, mas com fontes de calor dispersas pelo ambiente, envolve medições da 
temperatura de bulbo úmido natural, da temperatura de globo e da temperatura de bulbo seco. 
(E) por conta da multiplicidade dos fatores envolvidos, como o ambiente, o tipo de atividade realizada, as 
características das vestimentas, o calor metabólico e os tipos de fontes, o gerenciamento da exposição 
ocupacional ao calor desconsidera as suscetibilidades individuais, posto que a sobrecarga fisiológica pouco 
varia de pessoa para pessoa em condições idênticas de sobrecarga térmica. 
Comentários: vamos analisar cada alternativa individualmente. 
A alternativa A está incorreta. “na medida em que há um aumento de calor ambiental, há uma reação no 
organismo humano no sentido de adaptar-se, consistindo em processos fisiológicos que acelerem a perda de 
calor para o ambiente, entre os quais incluem-se a vasoconstrição (vasodilatação) periférica e a sudorese, 
que é influenciada pela umidade relativa do ar”. 
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A respeito desse assunto, vale recordar que “o calor é uma condição de risco de natureza física presente em 
muitos ambientes de trabalho. Quando um trabalhador labora próximo a uma fonte artificial de calor, ou 
mesmo exposto a luz solar (fonte natural), seu organismo passa a ter dificuldade em manter o equilíbrio 
homeotérimco35, fazendo com que a sua temperatura36 corporal aumente. 
Se ele permanece por um longo período exposto a essa condição, poderá experimentar uma sobrecarga 
térmica37, que ocorre quando a taxa de produção de calor (calor gerado pelo metabolismo + calor 
transmitido pelo meio para o organismo) é maior do que a taxa de dissipação de calor (para o meio). 
Para manter a temperatura interna constante, o organismo se utiliza de certos mecanismos, tais como a 
vasodilatação periférica38 e a sudorese39, que consistem em processos fisiológicos que acelerem a perda de 
calor para o ambiente. Isso, pois, o calor pode produzir reações que vão desde a desidratação progressiva, 
câimbras, exaustão, até o choque térmico. Pessoas não aclimatizadas, isto é, não adaptadas a ambientes 
mais quentes, são as mais suscetíveis a essas reações.” 
A alternativa B estáincorreta. “dependendo da suscetibilidade do trabalhador ao calor, é possível promover 
sua rápida aclimatação para o trabalho em condições de sobrecarga térmica, mediante a realização de 
atividades físicas em condições ambientais semelhantes àquelas nas quais se dará a atividade de trabalho, 
fazendo com que a temperatura do núcleo do corpo aumente um ou dois graus centígrados (1 °C) e diminua 
a sobrecarga fisiológica por calor.” 
Sobre isso, vale recordar: 
“O metabolismo, que é variável interna ou variável fisiológica, é determinada com base em estimativas da 
taxa metabólica para diferentes tipos de atividades realizadas em uma combinação de condições (sentado, 
em pé, em movimento, trabalho leve, pesado etc.). Conheceremos essas taxas no estudo da NR 15 e NHO 
06. 
Por hora, destaque-se que a taxa metabólica está associada a produção interna de calor, ao passo que as 
variáveis externas vão determinar a perda de calor para o ambiente ou o ganho de calor pelo organismo. 
 
35 Equilíbrio homeotérmico: é a capacidade do organismo de manter a temperatura central do corpo 
constante. 
36 Temperatura: é o estado de agitação das partículas de um corpo, caracterizando seu estado térmico. 
Quanto mais agitadas estiverem essas moléculas, maior será sua temperatura. Quando menos agitadas 
essas moléculas, menor será sua temperatura. 
37 Sobrecarga térmica: é a quantidade de energia que o organismo deve dissipar para atingir o 
equilíbrio térmico. Esta energia interna é a combinação do calor gerado pelo metabolismo e da atividade 
física. 
38 Vasodilatação: intensa dilatação dos vasos cutâneos, podendo aumentar a transferência de calor 
para a pele, através do sangue, em até 8 vezes. 
39 Sudorese: acentuada elevação na velocidade de perda de calor através da evaporação, quando a 
temperatura corporal ultrapassa o nível crítico de 37 °C. É altamente influenciada pela umidade relativa 
do ar. 
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Obviamente que, para atividades pesadas, em que a taxa de produção de calor interno (taxa metabólica) é 
elevada, é desejável que as variáveis externas sejam propícias a facilitar a troca de calor do corpo com o 
ambiente, de forma a facilitar a perda de calor para a manutenção da temperatura corporal dentro da 
normalidade. 
E qual é essa "normalidade" professor? Em regra, a temperatura central normal média de um adulto situa-
se entre 𝟑𝟔, 𝟕 ℃ e 𝟑𝟕, 𝟐 ℃. A temperatura dos tecidos internos (temperatura corporal central) tende a 
permanecer praticamente constante, com variações fisiologias de ±𝟎, 𝟔 ℃. 
Obviamente que na avaliação da exposição ocupacional ao calor deve-se levar em consideração as 
suscetibilidades individuais, uma vez que que a sobrecarga fisiológica pode variar consideravelmente de 
pessoa para pessoa em condições idênticas de sobrecarga térmica. 
Isso ocorre principalmente quando o trabalhador é não aclimatizado. Por aclimatização, entenda a 
adaptação fisiológica decorrente de exposições sucessivas e graduais ao calor que visa reduzir a sobrecarga 
fisiológica causada pelo estresse térmico. 
A aclimatização – que deverá ser precedida de um plano de aclimatização elaborado por médico, em função 
das condições ambientais, individuais e da taxa de metabolismo relativo à rotina de trabalho – requer a 
realização de atividades físicas e exposições sucessivas e graduais ao calor, para que de forma progressiva o 
trabalhador atinja as condições de sobrecarga térmica similares àquelas previstas para a sua rotina normal 
de trabalho. 
Uma vez aclimatizado, o trabalhador torna-se menos suscetível aos efeitos da sobrecarga fisiológica ao 
calor, uma vez que a temperatura do núcleo do corpo (núcleo termorregulador) por aumentar em até 1 
°C.” 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Vimos que "no Brasil, por força do Anexo n.º 3 da NR 
15, adota-se o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo - IBUTG para a avaliação da exposição 
ocupacional ao calor, a fim de identificar e/ou prevenir possíveis ocorrências de sobrecarga térmica. 
A ideia por traz da criação desse índice, bem como a dos demais, é de que para avaliar a sobrecarga térmica 
que pode estar ocorrendo numa exposição ocupacional tem-se que conhecer as trocas térmicas envolvidas. 
Entretanto, a medição direta dessas taxas de troca é difícil ou pouco prática na maioria dos casos. Portanto, 
na prática, avaliam-se alguns parâmetros existentes no ambiente de trabalho, em seguida, calcula-se, através 
de uma equação, um determinado índice. 
O IBUTG é composto pelos seguintes parâmetros: temperatura do ar, velocidade do ar, 
carga radiante do ambiente e umidade relativa do ar, entretanto, não leva em 
consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e 
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tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por 
fontes de micro-ondas e radiofrequência. 
A alternativa D está incorreta. “a determinação do Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) 
em locais de trabalho sem exposição direta à radiação solar, mas com fontes de calor dispersas pelo 
ambiente, envolve medições da temperatura de bulbo úmido natural, da temperatura de globo e da 
temperatura de bulbo seco.” 
Como vimos, "(...) a determinação do IBUTG é diferente a depender da existência ou não de carga solar no 
ambiente de trabalho. Estudaremos a aplicação dessas equações nas aulas de NR 15 e NHO 06, por hora, 
apenas as conheça: 
c) para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem 
carga solar direta: 
𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟑 𝒕𝒈 
d) para ambientes externos com carga solar direta40 
𝑰𝑩𝑼𝑻𝑮 = 𝟎, 𝟕 𝒕𝒃𝒏 + 𝟎, 𝟐 𝒕𝒈 + 𝟎, 𝟏 𝒕𝒃𝒔 
 
Nessas Equações: 
𝑡𝑏𝑛 = temperatura de bulbo úmido natural em ℃; 
𝑡𝑔 = temperatura de globo em ℃. 
𝑡𝑏𝑠 = temperatura de bulbo seco (temperatura do ar) em ℃. 
Dessas equações é importante notar que: 
a) para ambientes internos (cobertos, sem exposição à carga solar) ou para ambientes externos sem 
carga solar direta: leva em consideração a temperatura de bulbo úmido natural (tbn) com 70% de 
peso no resultado e a temperatura de globo (tg) com 30% de peso no resultado e, NÃO leva em 
consideração a temperatura de bulbo seco (tbs), ou seja, a tbs não influencia no cálculo do IBUTG em 
ambientes cobertos, sem incidência de carga solar (GUARDE ISSO!); 
b) para ambientes externos com carga solar direta: leva em consideração a temperatura de bulbo 
úmido natural (tbn) com 70% de peso no resultado, a temperatura de globo (tg) com 20% de peso no 
resultado e a temperatura de bulbo seco (tbs), com 10% de peso no resultado. 
 
40 Considera-se carga solar direta quando não há nenhuma interposição entre a radiação solar e o 
trabalhador exposto, por exemplo, a presença de barreiras como: nuvens, anteparos, telhas de vidro 
etc. 
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A alternativa E está incorreta. Hão há falar em desconsiderar as suscetibilidades individuais, vide comentárioda alternativa B. 
30 (VUNESP / HC-UFU / 2020) No campo de estudo da Higiene do Trabalho, importa determinar as 
características das vibrações, as formas de avaliação da exposição, os possíveis efeitos nocivos nos 
trabalhadores expostos e as possibilidades de controle, sendo correto afirmar que 
(A) foi no 12o Encontro de Higienistas Ocupacionais da Europa, ocorrido em Estocolmo, em 1983, que se 
passou a contar com um Sistema de Classificação de Danos Osteomusculares Induzidos por Vibração, 
estabelecendo de forma objetiva uma relação entre dose – resposta para esse tipo de agravo à saúde dos 
trabalhadores. 
(B) as vibrações na faixa de 1 (um) a 1 000 (um mil) Hertz atuam em diferentes regiões do corpo humano, em 
função das características específicas que apresentam, sendo que, de maneira geral, as vibrações na faixa de 
100 (cem) a 1 000 (um mil) Hertz provocam enjoo e náuseas, agindo sobre o sistema digestório. 
(C) em face da inexistência de suscetibilidades individuais quanto aos efeitos da vibração no organismo 
humano, pode-se afirmar que a adoção de ferramentas com características antivibratórias e de práticas 
adequadas de trabalho, associadas aos limites de exposição ocupacional à vibração são suficientes para a 
garantia de condições de trabalho seguras no tocante à vibração. 
(D) a avaliação da exposição ocupacional à vibração deve ser feita para a direção resultante dos vetores 
identificados nos eixos x, y e z, considerando que a principal direção da exposição à vibração situa-se no plano 
onde se dá o acoplamento da mão do operador com a manopla da ferramenta. 
(E) a avaliação da exposição ocupacional à vibração de corpo inteiro deverá ser feita utilizando-se sistemas 
de medição que permitam a determinação da aceleração resultante de exposição normalizada (aren) e do 
valor da dose de vibração resultante (VDVR), parâmetros representativos da exposição diária do trabalhador. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. Que questão maldosa, veja o erro: “foi no 12o Encontro de Higienistas 
Ocupacionais da Europa, ocorrido em Estocolmo, em 1983, que se passou a contar com um Sistema de 
Classificação de Danos Osteomusculares (para Dedos Branco) Induzidos por Vibração, estabelecendo de 
forma objetiva uma relação entre dose – resposta para esse tipo de agravo à saúde dos trabalhadores.” 
Por curiosidade, a síndrome os “dedos brancos”, conhecida atualmente como doença ou síndrome de 
Raynold consiste em uma desordem vascular desencadeada nas extremidades dos dedos sendo provocada 
principalmente vibrações excessivas e frios. Em resumo, os dedos ficam esbranquiçados devido a falta de 
irrigação sanguínea. 
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O que se estabeleceu na referida convenção foram os valores de exposição diária à vibrações que estavam 
associados ao surgimento desses sintomas. 
A alternativa B está incorreta. Afirmativa tirada da cabeça do avaliador, só para confundir. Não possui 
nenhum embasamento teórico! Aliás, muitas questões VUNESP trazem alternativas como essa. 
A alternativa C está incorreta. Muito pelo contrário, a inexistência de suscetibilidades individuais é que não 
garantes condições 100 % seguras para exposição às vibrações. Nesse sentido, a alternativa estaria correta 
da seguintes forma: 
“em face da inexistência (existência) de suscetibilidades individuais quanto aos efeitos da vibração no 
organismo humano, pode-se afirmar que a (mesmo com a) adoção de ferramentas com características 
antivibratórias e de práticas adequadas de trabalho, associadas aos limites de exposição ocupacional à 
vibração (não) são suficientes para a garantia de condições de trabalho seguras no tocante à vibração.” 
A alternativa D está incorreta. Não mesmo, como vimos, no caso da avaliação da exposição ocupacional as 
vibrações em mãos e braços (VMB) não há direção principal, ambas (x, y e z) têm o mesmo peso, recorde-se: 
“No caso das VCI, seja na posição em pé, deitado ou sentado, o eixo "z" refere-se às vibrações no sentido 
longitudinal à coluna vertebral, e os eixos "x" e "y" as vibrações nas direções transversais (frontal-traseira e 
laterais, respectivamente). Nossa estrutura óssea tem maior resistência aos esforços no sentido longitudinal 
da coluna vertebral (eixo "z") e menor resistência nas direções perpendiculares a esses eixos, ou seja, nas 
direções dos eixos "x" e "y". Por isso, as vibrações nos sentidos transversais ("x" e "y") têm maior "peso" no 
resultado final, ou seja, na determinação da vibração resultante. 
Por sua vez, na determinada da vibração resultante para os casos de exposição a VMB, não há maior "peso" 
em nenhuma direção ("x", "y" ou "z").” 
A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Sobre esses parâmetros, vale recordar o mapa mental 
que segue. 
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31 (VUNESP / HC-UFU / 2020) As altas temperaturas no ambiente de trabalho impactam negativamente o 
rendimento e a saúde dos trabalhadores, havendo, portanto, a necessidade de conhecer como se processa 
a interação térmica entre o organismo e o meio ambiente. Assim, pode-se afirmar a respeito que 
(A) uma das formas de prevenir a sobrecarga fisiológica por calor do trabalhador é promover sua aclimatação, 
que consiste na adaptação rápida a uma sobrecarga térmica semelhante àquela que encontrará no ambiente 
de trabalho. 
(B) em condições ideais, a livre movimentação do ar fresco e seco sobre a superfície da pele maximiza a 
eliminação de calor por condução e radiação que, eventualmente, pode contar com o reforço da sudorese 
no processo de troca térmica. 
(C) o Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo (IBUTG) é um índice utilizado para a avaliação da 
exposição ocupacional ao calor que leva em consideração a temperatura do ar, o calor radiante, a velocidade 
do ar e a umidade relativa do ar. 
(D) aumentos prolongados na temperatura do núcleo do corpo e exposições moderadas a algum tipo de 
sobrecarga térmica, mesmo que não sejam severas, estão associados a doenças como distúrbios do sono, 
Critérios de
Avaliação
Vibrações de 
Mãos e Braços 
(VMB)
Parâmetro
arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
Critérios e 
valores de 
Referência
NA = 2,5 m/s²
LT = 5,0 m/s²
Vibrações de 
Corpos Inteiro
(VCI)
Parâmetros
arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
valor da dose de exposição resultante (VDVR)
corresponde ao valor da dose de vibração 
representativo da exposição ocupacional diária, 
considerando a resultante dos três eixos de 
medição
Critérios e 
valores de 
referência
NA
aren = 0,5 m/s²
VDVR = 9,1 m/s1,75
LT
aren = 1,1 m/s²
VDVR = 21 m/s1,75
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aumento da frequência cardíaca e implicam, para temperatura do núcleo do corpo superiores a 38,5 ºC, risco 
de aborto. 
(E) em situações complexas, com diferentes fontesde calor, pode-se promover uma avaliação simplificada 
com auxílio do IBUTG, que consegue resgatar a influência do aquecimento provocado por fontes de 
microondas ou de rádiofrequência na carga térmica do ambiente de trabalho. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. O erro da questão é sugerir a aclimatação rápida! Como vimos, o processo de 
aclimatação prevê exposição graduais a níveis de calor até se alcançar o nível real de trabalho, recorde-se: 
“(...) por aclimatização, entenda a adaptação fisiológica decorrente de exposições sucessivas e graduais ao 
calor que visa reduzir a sobrecarga fisiológica causada pelo estresse térmico. 
A aclimatização – que deverá ser precedida de um plano de aclimatização elaborado por médico, em função 
das condições ambientais, individuais e da taxa de metabolismo relativo à rotina de trabalho – requer a 
realização de atividades físicas e exposições sucessivas e graduais ao calor, para que de forma progressiva o 
trabalhador atinja as condições de sobrecarga térmica similares àquelas previstas para a sua rotina normal 
de trabalho. 
Uma vez aclimatizado, o trabalhador torna-se menos suscetível aos efeitos da sobrecarga fisiológica ao 
calor, uma vez que a temperatura do núcleo do corpo (núcleo termorregulador) por aumentar em até 1 
°C.” 
A alternativa B está incorreta. “em condições ideais, a livre movimentação do ar fresco e seco sobre a 
superfície da pele maximiza a eliminação de calor por condução e radiação que, eventualmente, pode contar 
com o reforço da sudorese no processo de troca térmica.” 
Não há falar que a incidência de ar fresco e seco contribuem para troca térmica por radiação, mas tão 
somente por convecção. Eventualmente, de fato, essa troca térmica pode contar com o reforço da sudorese 
no processo de troca térmica, visto que o organismo pode aumentar a taxa de transferência de calor por 
evaporação quando o ar seco e fresco potencializa a evaporação do suor originado da sudorese. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
O IBUTG é composto pelos seguintes parâmetros: temperatura do ar, velocidade do ar, 
carga radiante do ambiente e umidade relativa do ar, entretanto, não leva em 
consideração integralmente todas as interações de uma pessoa com o ambiente e 
tampouco consegue levar em conta condições especiais, como o aquecimento por 
fontes de micro-ondas e radiofrequência. 
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A alternativa D está incorreta. Viu? Mais uma invenção da cabeça do avaliador, típico da VUNESP! Mas como 
você tem percebido, esse tipo de questão você faz por eliminação, procura a correta e ignora essas 
pegadinhas. 
A alternativa E está incorreta. Mais uma fez frise-se que o IBUTG não a influências das micro-ondas e 
radiofrequências na troca térmica entre o trabalhador e o ambiente. 
32 (VUNESP / HC-UFU / 2020) Do ponto de vista da Higiene do Trabalho, interessa determinar as 
características do ruído, as formas de avaliação da exposição, os possíveis efeitos nocivos nos 
trabalhadores expostos e as possibilidades de controle, sendo verdadeiro que 
(A) deve-se entender potência sonora como a variação dinâmica na pressão atmosférica que possui 
características que a tornam detectável pelo ouvido humano, sendo medida em Newton/m2, unidade de 
potência chamada Pascal. 
(B) na perda auditiva por exposição sistemática a níveis de pressão sonora elevados, ocorrem alterações nos 
limiares auditivos, do tipo sensorioneural, que têm como características principais a irreversibilidade e a 
progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. 
(C) na avaliação da exposição ocupacional ao ruído, considera-se grupo homogêneo o conjunto de 
trabalhadores que, uma vez expostos a níveis de pressão sonora semelhantes, apresentam nos exames 
periódicos perdas auditivas equivalentes nas frequências de 1 000 (mil), 2 000 (dois mil), 3 000 (três mil) e 4 
000 (quatro mil) Hertz. 
(D) os níveis de ruído de impacto deverão ser avaliados em decibels (dB), com medidor de nível de pressão 
sonora operando em circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta (Slow), posicionados próximos 
ao ouvido do trabalhador. 
(E) o nível de audibilidade é definido como o nível de pressão sonora do som padrão (NPS a 3 000 Hertz) 
necessário para que um número significativo de indivíduos escutem o som padrão e o desconhecido com a 
mesma intensidade, estabelecendo uma relação linear entre nível de pressão sonora e audibilidade. 
Comentários: vamos analisar cada uma das afirmativas. 
A alternativa A está incorreta. Potência sonora é medida em Watts (W) e não em Pascal, que é a unidade de 
medida de nível de pressão sonora (NPS), não vá confundir isso! 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Como vimos, “(...) a PAIR é caracterizada pela 
diminuição da acuidade auditiva do trabalhador por exposição continuada a níveis elevados de pressão 
sonora (ruído), e tem como principal característica a progressão gradual da redução da acuidade auditiva e 
a irreversibilidade do quadro clínico. 
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Colocando de outra forma, entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as 
alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional 
sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade 
e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco.” 
A alternativa C está incorreta. A definição de grupo homogêneo de exposição (GHO), atualmente 
denominado de grupo de exposição similar (GES) não comporta nenhuma definição objetiva, como no caso 
as faixas de frequência. Vale recordar essa definição: 
“(...) Grupos de Exposição Similar - GES: também chamados de Grupos homogêneos de Exposição - GHO, 
correspondem a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição semelhante, de forma que o 
resultado fornecido pela avaliação da exposição de parte do grupo seja representativo da exposição de todos 
os trabalhadores que compõem o mesmo grupo. Identificando-se corretamente esse grupo, a avaliação não 
precisa ser realizada com todos os trabalhadores, mas apenas com um ou mais trabalhadores cuja exposição 
seja "típica" de cada grupo considerado. Trata-se do resultado da definição da amostra (amostragem).” 
A alternativa D está incorreta. “os níveis de ruído de impacto deverão ser avaliados em decibels (dB), com 
medidor de nível de pressão sonora operando em circuito de compensação “A” (“C”) e circuito de resposta 
lenta (Slow) (rápida, FAST), posicionados próximos ao ouvido do trabalhador.” 
A alternativa E está incorreta. Não disso, vale recordar: 
“(...) Nível de pressão sonora: é dado em Pascal (Pa) que equivale a um Newton por Metro Quadrado (N/m²) 
e deve atingir um valor mínimo denominado limiar de audibilidade, admitido pela comunidade científica 
como sendo 2 X 10-5 N/m², valor este convencionado como zero dB (zero Decibel). Níveis de pressão sonora 
entre 2 X 10-5 N/m² e 200 N/m² estão dentro da faixa audível. Valores de pressão abaixo de 2 X 10-5 N/m² 
estão abaixo do limiar auditivo, não podendo ser "ouvidos", ao passo que valores acima de 200 N/m² são 
extremamente danosos ao ouvido humano, provocando dor imediata. Por isso, esse limite superior é 
chamado de limiar de dor. 
 
Figura: Faixa de pressão sonoraaudível 
 
 
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33 (CONSULPLAN / FSERJ / 2020) A avaliação da exposição ocupacional à vibração de corpo inteiro deve 
ser feita utilizando sistemas de medição que permitam a determinação da aceleração resultante de 
exposição normalizada (aren) e do Valor da Dose de Vibração Resultante (VDVR), parâmetros 
representativos da exposição diária do trabalhador. O nível de ação para a avaliação da exposição 
ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde a um valor da aceleração resultante de 
exposição normalizada (aren) de 0,5 m/s², ou ao Valor da Dose de Vibração Resultante (VDVR) de 9,1 
m/s1,75. O limite de exposição ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde ao valor da 
aceleração resultante de exposição normalizada (aren) de: 
(A) 1,0 m/s² (B) 1,1 m/s² (C) 1,2 m/s² (D) 1,3 m/s² 
Comentários: sobre os LT e NA para exposição ocupacional às vibrações, vele recordar esse importante mapa 
mental. 
 
Nesse caso, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
 
Critérios de
Avaliação
Vibrações de 
Mãos e Braços 
(VMB)
Parâmetro
arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
Critérios e 
valores de 
Referência
NA = 2,5 m/s²
LT = 5,0 m/s²
Vibrações de 
Corpos Inteiro
(VCI)
Parâmetros
arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
valor da dose de exposição resultante (VDVR)
corresponde ao valor da dose de vibração 
representativo da exposição ocupacional diária, 
considerando a resultante dos três eixos de 
medição
Critérios e 
valores de 
referência
NA
aren = 0,5 m/s²
VDVR = 9,1 m/s1,75
LT
aren = 1,1 m/s²
VDVR = 21 m/s1,75
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34 (FUNDATEC / PREF. CRISTINÁPOLIS / 2020) Nas operações de soldagem, em geral, evidencia-se a 
emissão de radiação: 
(A) Cósmica (B) Infravermelha (C) Nuclear (D) Mononuclear (E) Solar 
Comentários: nas operações de soldagem, em geral, evidencia-se a emissão de radiações não ionizantes nos 
espectros infravermelho e ultravioleta. Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
35 (INHAZ DO PARÁ / FUNGOTA / 2019) Sobre a Monitoração Radiológica (ou simplesmente Monitoração), 
prevista no Anexo I, da Portaria N.° 485, marque a alternativa correta: 
(A) Consiste na medição de grandezas relativas e parâmetros relativos à proteção, para fins de avaliação e 
controle das condições radiológicas das áreas de uma instalação ou do meio ambiente. 
(B) Esta monitoração é realizada por meio de dosímetros individuais colocados sobre o corpo do indivíduo 
para fins de controle das exposições ocupacionais. 
(C) Esta monitoração tem a função primária de avaliar a dose no indivíduo monitorado. 
(D) Pode ser utilizada para verificar a adequação do plano de proteção radiológica às atividades da instalação. 
Comentários: como vimos, “(...) toda instalação radiativa deve dispor monitoração radiológica, que consiste 
na medição de grandezas relativas e parâmetros relativos à radioproteção, para fins de avaliação e controle 
das condições radiológicas das áreas de uma instalação ou do meio ambiente, de exposições ou de materiais 
radioativos e materiais nucleares, incluindo a interpretação de resultados.” 
Logo, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
36 (VUNESP / PREF. VALINHOS-SP / 2019) Em relação aos riscos ambientais, é correto afirmar que 
(A) faz-se necessária potência acima de 100 mil watts para provocar variações de pressão intensas, capazes 
de ir além do limiar da dor, que, para a maioria dos indivíduos, situa-se entre 140 e 150 dB(A). 
(B) é praticamente inexistente a possibilidade das partículas beta penetrarem através da pele íntegra do 
indivíduo em função de sua massa e energia, representada por uma dupla carga positiva. 
(C) de acordo com a Norma de Higiene Ocupacional 09, da Fundacentro, o nível de ação para a exposição 
ocupacional diária à vibração de corpo inteiro corresponde a um valor da aceleração resultante de exposição 
normalizada (aren) de 0,5 m/s2 e ao valor da dose de vibração resultante (VDVR) de 9,1 m/s1,75. 
(D) a radiação com comprimento de onda inferior a 200 nm (duzentos nanômetros), que é utilizada por sua 
ação germicida, é muito fracamente absorvida pelo ar, fazendo com que as faixas de radiações ultravioletas 
se tornem mais perigosas. 
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(E) no tocante às radiações ionizantes, o organismo humano possui mecanismo sensorial que lhe permite 
detectá-las rapidamente, de maneira que se reduz drasticamente a possibilidade de inadvertidamente 
ocorrerem exposições significativas, que impliquem risco ao trabalhador exposto. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. De fato, o limiar da dor é alcançado quando se níveis de pressão sonora 
atingem a zona auditiva do trabalhador com valores acima de 140 dB(A), entretanto, não é correto afirmar 
que esses níveis são alcançados somente com potências sonoras acima de 100 mil Watts, isso porque há 
ainda que se considerar a distância entre a fonte geradora e a zona auditiva do trabalhador. Caso ele esteja 
próximo a fonte, potência bem menores podem provocar esses valores de NPS. 
A alternativa B está incorreta. Não mesmo, as partículas beta tem energia suficiente para penetrar alguns 
centímetros nos tecidos humanos, recorde-se: 
“’Em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com que se propagam, as 
radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em eletromagnéticas (não 
possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; 
c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa(𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes.” 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Ainda vamos estudar a NHR 09, mas já tratei desses 
indicadores no seguinte mapa mental: 
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A alternativa D está incorreta. Como vimos. “as radiações ultravioletas podem ser de origem natural ou 
artificial. Em geral, são pouco penetrantes e apresentam efeitos sempre superficiais, podendo, após longo 
período de exposição, causar câncer de pele. 
Pode-se observar que as faixas denominadas eritérmicas (UV-B) e germicidas (UV-C) são as que apresentam 
maiores riscos potenciais. Essas faixas são emitidas em operações como solda elétrica, metais em fusão, 
maçaricos operados em altas temperaturas, lâmpadas germicidas e outras. 
As radiações ultravioletas (UVA, UVB e UVC) ainda estão presentes, em menor quantidade, na irradiação 
solar. Entretanto há de se destacar que a maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida 
pela atmosfera terrestre. A quase totalidade (99%) dos raios ultravioleta que efetivamente chegam a 
superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida 
pelo ozônio da atmosfera e sua parcela que chega à Terra é responsável por danos à pele. Já a radiação 
UV-C é totalmente absorvida pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera. 
Entre os efeitos danosos das radiações ultravioletas, destaca-se a ceratite actínica (olhos avermelhados), que 
se manifesta horas depois da exposição nos processos de solda, quando não adotadas as medidas de 
Critérios de
Avaliação
Vibrações de 
Mãos e Braços 
(VMB)
Parâmetro
arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
Critérios e 
valores de 
Referência
NA = 2,5 m/s²
LT = 5,0 m/s²
Vibrações de 
Corpos Inteiro
(VCI)
Parâmetros
arecelação resultante de exposição normalizada 
(aren)
corresposnde à aceleração resultante de 
exposição (are) convertida para uma jornada 
diária padrão de 8 horas 
valor da dose de exposição resultante (VDVR)
corresponde ao valor da dose de vibração 
representativo da exposição ocupacional diária, 
considerando a resultante dos três eixos de 
medição
Critérios e 
valores de 
referência
NA
aren = 0,5 m/s²
VDVR = 9,1 m/s1,75
LT
aren = 1,1 m/s²
VDVR = 21 m/s1,75
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proteção adequadas. Além desse efeito a exposição ocupacional à radiação ultravioleta não coerente (UV), 
com comprimentos de onda entre 180 nm (cento e oitenta nanômetros) e 400 nm (quatrocentos 
nanômetros) está associada a efeitos agudos adversos à saúde, como eritemas, fotoconjuntivite e 
fotoqueratites.” 
De fato, a radiação UVC com comprimento de onda inferior a 200 nm (entre 100 e 200 nm) tem ação 
germicida, entretanto, ela é completamente absorvida pelo oxigênio e pelo ozônio da atmosfera, assim, só 
risco se advir de fontes artificial, mas não da irradiação solar. 
A alternativa E está incorreta. Não há falar em mecanismo sensorial no corpo humano para detectar radiação 
ionizante! Deve-se utilizar equipamentos de monitoração radiológica apropriados. 
37 (UECE / PREF. SOBRAL-CE / 2019) Decibelímetro é um instrumento de medida que mede o nível de 
(A) iluminância (B) ruído (C) vibrações (D) pressão sonora 
Comentários: o decibelímetro é o instrumento destinado a medição do nível de pressão sonora, pelo que a 
alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
38 (VUNESP / PREF. VALINHOS-SP / 2019) A exposição ocupacional aos agentes físicos é área de estudo da 
Higiene do Trabalho, sendo que 
(A) os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis, com decibelímetro operando 
no circuito de ponderação “A” e circuito de resposta rápida (fast), com as leituras feitas próximas ao ouvido 
do trabalhador e de forma tal que estejam isentas de interferências. 
(B) na avaliação da exposição ao calor, o cálculo do IBUTG – Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo 
para ambientes em carga solar deve considerar a temperatura de bulbo seco, enquanto nos ambientes 
externos isso não se faz necessário. 
(C) a exposição ocupacional à radiação ultravioleta não coerente (UV), com comprimentos de onda entre 180 
nm (cento e oitenta nanômetros) e 400 nm (quatrocentos nanômetros) está associada a efeitos agudos 
adversos à saúde, como eritemas, fotoconjuntivite e fotoqueratites. 
(D) a preocupação em relação à exposição ocupacional às radiações infravermelhas reside nas faixas 
eritemáticas e germicidas, que são aquelas que apresentam maiores riscos potenciais e são geradas em 
operações com solda elétrica, metais em fusão e maçaricos, estando também presente na irradiação solar. 
(E) a aceleração de uma manopla deve ser determinada na direção do braço, entrada da vibração no corpo, 
a partir de dispositivo instalado no ponto central da superfície de contato da ferramenta com a palma da mão 
do operador, que irá determinar o tempo de contato com a superfície vibrante e as forças de preensão 
exercidas na palma da mão. 
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Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. “os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis, 
com decibelímetro operando no circuito de ponderação “A” e circuito de resposta rápida (fast) (lenta, Slow), 
com as leituras feitas próximas ao ouvido do trabalhador e de forma tal que estejam isentas de 
interferências.” 
A alternativa B está incorreta. “na avaliação da exposição ao calor, o cálculo do IBUTG – Índice de Bulbo 
Úmido-Termômetro de Globo para ambientes em carga solar deve considerar a temperatura de bulbo seco, 
enquanto nos ambientes externos (internos) isso não se faz necessário.” 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Vimos que “as radiações ultravioletas podem ser de 
origem natural ou artificial. Em geral, são pouco penetrantes e apresentam efeitos sempre superficiais, 
podendo, após longo período de exposição, causar câncer de pele. 
Pode-se observar que as faixas denominadas eritérmicas (UV-B) e germicidas (UV-C) são as que apresentam 
maiores riscos potenciais. Essas faixas são emitidas em operações como solda elétrica, metais em fusão, 
maçaricos operados em altas temperaturas, lâmpadas germicidas e outras. 
As radiações ultravioletas (UVA, UVB e UVC) ainda estão presentes, em menor quantidade, na irradiação 
solar. Entretanto há de se destacar que a maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida 
pela atmosfera terrestre. A quase totalidade (99%) dos raios ultravioleta que efetivamente chegam a 
superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera e 
sua parcela que chega à Terra é responsável por danos à pele. Já a radiação UV-C é totalmente absorvida 
pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera. 
Entre os efeitos danosos das radiações ultravioletas, destaca-sea ceratite actínica (olhos avermelhados), que 
se manifesta horas depois da exposição nos processos de solda, quando não adotadas as medidas de 
proteção adequadas. Além desse efeito a exposição ocupacional à radiação ultravioleta não coerente (UV), 
com comprimentos de onda entre 180 nm (cento e oitenta nanômetros) e 400 nm (quatrocentos 
nanômetros) está associada a efeitos agudos adversos à saúde, como eritemas, fotoconjuntivite e 
fotoqueratites.” 
A alternativa D está incorreta. “a preocupação em relação à exposição ocupacional às radiações 
infravermelhas (ultravioletas) reside nas faixas eritemáticas e germicidas, que são aquelas que apresentam 
maiores riscos potenciais e são geradas em operações com solda elétrica, metais em fusão e maçaricos, 
estando também presente na irradiação solar.” 
A alternativa E está incorreta. Não mesmo! Lembre-se que tanto as VMB quanto as VCI devem ser 
determinadas em função dos três eixos ortogonais “x”, “y”, e “z”. 
 
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39 (OBJETIVA CONCURSOS / PREF. CHAPECÓ-SC / 2019) Assinalar a alternativa que preenche a lacuna 
abaixo CORRETAMENTE: 
A _____________ é um movimento oscilatório de um corpo devido a forças desequilibradas de componentes 
rotativos e movimentos alternados de uma máquina ou equipamento 
(A) onda sonora (B) reverberação (C) condução (D) vibração 
Comentários: vimos que “de acordo com o Manual de Aposentadoria Especial da Previdência Social, 
entende-se por vibração ou trepidação qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto 
fixo, podendo ser um movimento regular ou irregular (quando não segue nenhum padrão determinado). 
Colocando de outra forma, trata-se de um movimento oscilatório de um corpo devido a forças 
desequilibradas de componentes rotativos e movimentos alternados de uma máquina ou equipamento. 
Por sua vez, a Convenção n.° 148 da Organização Internacional do Trabalho – OIT estabelece que o termo 
“vibrações” compreende toda vibração transmitida ao organismo humano por estruturas sólidas e que seja 
nociva à saúde ou contenha qualquer outro tipo de perigo.” 
Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
40 (OBJETIVA CONCURSOS / PREF. CHAPECÓ-SC / 2019) Em relação aos efeitos do calor no organismo, 
assinalar a alternativa CORRETA: 
(A) Causa a hipotermia. 
(B) Causa a vasodilatação periférica. 
(C) Causa o enregelamento dos membros que poderá levar à gangrena e à amputação. 
(D) Pode desencadear doenças reumáticas e respiratórias. 
Comentários: como vimos, a vasodilatação periférica é um dos mecanismos de termorregulação do 
organismos. 
“Para manter a temperatura interna constante, o organismo se utiliza de certos mecanismos, tais como a 
inibição da termogênese, vasodilatação periférica e sudorese, que consistem em processos fisiológicos que 
acelerem a perda de calor para o ambiente. 
 
 
 
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Mecanismos de redução do calor pelo organismo, frente à temperatura corporal excessiva 
(mecanismos de termorregulação) 
Inibição da termogênese: diminuição da produção de calor pela desaceleração do metabolismo. 
Vasodilatação periférica: intensa dilatação dos vasos sanguíneos cutâneos (pode aumentar a 
transferência de calor para a pele em até 8 vezes). 
Sudorese: ocorre acentuada elevação na velocidade de perda de calor através da 
evaporação, quando a temperatura corporal ultrapassa do nível crítico de 
37 ℃. 
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Os demais efeitos são resultados da exposição 
ao frio. 
41 (UFLA / UFLA / 2019) Em um determinado ambiente de trabalho, funcionavam duas máquinas 
simultaneamente. Mediu-se o Nível de Pressão Sonora (NPS) com as duas em funcionamento, resultando 
em certa medida em dB (decibéis). Ao se desligar uma das máquinas, o NPS do ambiente reduziu em 3 dB 
(decibéis). Assinale a alternativa CORRETA: 
(A) As duas máquinas emitem o mesmo NPS. 
(B) A máquina que foi desligada emitia um NPS igual a 3 dB. 
(C) A máquina que foi desligada emitia o dobro do NPS da outra. 
(D) A máquina que foi desligada emitia a metade do NPS da outra. 
Comentários: a respeito da adição de níveis de pressão sonora, vimos que 
O máximo incremento possível na escala logarítmica de soma de nível de pressão 
sonora é de 3 dB(A), e ocorre quando os equipamentos emitem o mesmo nível de 
pressão sonora, ou seja, quando a diferença é zero. Assim, se temos duas máquinas que 
emitem 100 dB(A) cada uma, o nível resultante será L = 100 + 3 = 103 dB(A). 
Veja que o enunciado da questão afirma que o NPS foi reduzido em 3 dB quando uma das máquinas foi 
desligada. Sendo assim, as duas só podem emitir o mesmo NPS, pelo que a alternativa A está correta e é o 
gabarito da questão. 
42 (UFSC / UFSC / 2019) Assinale a alternativa que lista somente exemplos de radiação não ionizante. 
(A) Raio ultravioleta, raio infravermelho e raio laser. 
(B) Raios X, raio gama e raio ultravioleta. 
(C) Raio gama, raio beta e raio alfa. 
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(D) Raio ultravioleta, raio infravermelho e raio alfa. 
(E) Raio beta, raio alfa e raios X. 
Comentários: reveja esse quadro com a classificação estabelecida pela ACGIH 
 
São radiações não ionizantes as faixas das radiações ultravioletas, infravermelhas e lasers, pelo que a 
alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
Os raios-X, raios-gama, raios-beta e raios-alfa estão no espectro das radiações ionizantes. 
43 (FUNDATEC / IMESF / 2019) Os principais efeitos ao organismo do trabalhador podem ser de ordem 
vascular, neurológica, osteoarticular e muscular. Os primeiros sintomas são formigamento ou 
adormecimento leve. O texto refere-se a problemas causados pela exposição a (ao): 
(A) Calor (B) Frio (C) Laser (D) Vibrações (E) Radiações ionizantes 
Comentários: vimos que “no tocante a implicância da exposição às vibrações a saúde dos trabalhadores, 
frise-se que os principais efeitos ao organismo do trabalhador podem ser de ordem vascular, neurológica, 
osteoarticular e muscular. Os primeiros sintomas são formigamento ou adormecimento leve.” 
Logo, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
44 (FGV / PREF. SALVADOR-BA / 2019) O trabalhador que desenvolve atividades em que fica exposto à 
radiações ionizantes e não ionizantes estão sob condições insalubres de trabalho. 
A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
(A) Os limites de tolerância à exposição de radiações ionizantes são estabelecidos por Norma elaborada pelo 
conselho Nacional de Energia Nuclear- CNEN. 
(B) O CNEN considera as micro-ondas, as ultravioletas e o laser como radiações ionizantes. 
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(C) As operações que expõem os trabalhadores às radiações não-ionizantes serão sempre consideradas 
insalubres. 
(D) As atividades que expõem ostrabalhadores às radiações da luz negra serão consideradas insalubres 
(E) As atividades que expõem os trabalhadores às radiações ultravioletas na faixa de 320 a 400 nanômetros 
serão consideradas insalubres. 
Comentários: vamos analisar cada alternativa individualmente. 
A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. De fato, os limites de tolerância à exposição anual à 
radiações ionizantes são estabelecido pelo CNEN, através da Norma CNEN-NN-3.01/2014. 
A alternativa B está incorreta. Micro-ondas, ultravioletas e lasers são radiações não ionizantes, vale recordar 
o conceito de radiação ionizantes estabelecido pelo CNEN. 
Conselho 
Nacional de 
Energia Nuclear - 
CNEN 
As radiações ionizantes incluem energia na forma de radiação corpuscular (ex: 
partículas alfa e partículas beta emitidas por materiais radioativos, e nêutrons de 
aceleradores e reatores nucleares) e radiação eletromagnética (ex: raios gama 
emitidos por materiais radioativos e raios X de aceleradores de elétrons e máxima de 
raios X) com energia superior a 12,4 eV (elétrons-volt), correspondendo a um 
comprimento de onda inferior a, aproximadamente, 100 nm (cem nanômetros). 
ACGIH 
Radiação ionizante é qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas. 
A alternativa C está incorreta. Na verdade, a alternativa está relacionada ao estudo da NR 15, Anexo 7. Está 
incorreta porque depende de avaliação qualitativa a ser realizada in loco. Além disso, nem todas as radiações 
ionizantes são consideradas para fins de caracterização da insalubridade. 
A alternativa D está incorreta. “(...) o Anexo n.º 7 da NR 15 considera, para os fins de exposição ocupacional, 
que são legalmente reconhecidas como radiações não ionizantes àquelas oriundas de campos 
eletromagnéticos pertencentes aos espectros das micro-ondas (comprimentos de onda entre 1 m e 1 mm), 
das radiações ultravioletas (comprimentos de onda entre 400 e 100 nm, excluindo a luz negra) e os lasers 
(comprimentos de onda entre 1 mm e 140 nm). Veja essa classificação na forma de um mapa mental: 
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A alternativa E está incorreta. Essa faixa de comprimento de onda corresponde à luz negra. 
45 (FGV / PREF. SALVADOR-BA / 2019) Segundo o Anexo 3 da NR15, que trata dos limites do trabalho com 
exposição ao calor, os aparelhos que devem ser usados na avaliação do ambiente de trabalho são 
(A) o termômetro de bulbo úmido natural e o termômetro de globo, apenas. 
(B) o termômetro de bulbo úmido natural, o termômetro de globo e o termômetro de mercúrio comum. 
(C) o termômetro de bulbo úmido natural e o termômetro de mercúrio comum, apenas. 
(D) o termômetro de globo e o termômetro de mercúrio comum, apenas. 
(E) apenas o termômetro de globo. 
Comentários: apesar de o enunciado da questão se referir a NR 15, a descrição e especificação dos 
equipamentos para avaliação da exposição ocupacional ao calor constam da NHO 06 da Fundacentro, que é 
uma Norma de Higiene Ocupacional, recorde-se: 
"Para se chegar ao valor do índice de sobrecarga térmica (IBUTG, no caso) utilizam-se sensores que 
mensuram, de forma direta ou indireta, as variáveis acima citadas. são eles, de acordo com a NHO 06 da 
Fundacentro: 
Radiações não 
ionizantes
Campos elétricos
Campos estáticos
Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências
Campos 
magnéticos
Campos estáticos
Frequências extremamente baixas (ELF) e sub-radiofrequências
Campos 
eletromagnéticos, 
no espectro das:
Frequênias extremamente baixas (ELF) e sub-frequências
Radiofrequências
Micro-ondas
(1 m - 1 mm)
Radiação óptica
(1 mm - 100 nm)
Infravermelho
(1 mm - 760 nm)
luz visível
(760 - 400 nm)
Ultravioleta
(400 - 100 nm)
UV-A (luz negra)
(400 - 315 nm)
UV-B
(315 - 280 nm)
UV-C
(280 - 100 nm)
Lasers
(1 mm - 140 nm)
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a) termômetro de mercúrio comum, ou um metálico, no caso de equipamento eletrônico: destinado 
a medição da temperatura de bulbo seco (tbs), por isso também é conhecido como termômetro de 
bulbo seco. Mede, simplesmente, a temperatura do ar; 
b) termômetro de globo: destinado a medição da temperatura de globo (tg). Mede a carga radiante 
(calor radiante) presente no ambiente; 
c) termômetro de bulbo úmido natural: destinado a medição da temperatura de bulbo úmido natural 
(tbn). Mede a influência da umidade relativa e da velocidade do ar nas taxas de transferência de calor; 
 
Figura: Conjunto eletrônico para medição de IBUTG 
 
IBUTG
é composto pelos 
seguintes 
parâmetros:
temperatura do ar
velocidade do ar
carga radiante do ambiente
umidade relativa do ar
é calculado através 
das seguintes 
variáveis:
temperatura de 
bulbo seco - tbs
medida por um termômetro de mercúrio comum, 
ou um termômetro metálico, no caso de 
equipamento eletrônico
mede a temperatura do ar
temperatura de 
bulbo úmido 
natual - tbn
medida por um termômetro comum, coberto por 
um pavio hidrófilo que tem uma de suas 
extermidades imersa em água
mede a influência da umidade relativa e da 
velocidade do ar nas taxas de troca térmica
temperatura de 
globo - tg
consiste em uma esfera de cobre com 6 polegas 
pintada externamente de preto fosco, contendo 
internamente um termômetro comum 
mede a carga radiante presente no ambiente
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A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Lembre-se de que o termômetro de mercúrio comum 
é utilizado no equipamento convencional para medição da temperatura de bulbo seco - tbs. Atualmente, já 
caiu em desuso, face a predominância dos equipamentos eletrônicos que utilizam sensores metálicos. 
46 (IADES / AL-GO / 2019) No contexto de higiene do trabalho, acerca de radiações ionizantes e não 
ionizantes, é correto afirmar que 
(A) as radiações não ionizantes englobam raios X e raios Y. 
(B) a limpeza adequada do ambiente é uma das medidas de controle de laser. 
(C) o uso de barreiras e de equipamentos de proteção individual (EPI) são medidas de controle de radiação 
ultravioleta. 
(D) as radiações não ionizantes apresentam uma frequência maior que as ionizantes. 
(E) a principal diferença entre radiações ionizantes e não ionizantes é a faixa de frequência em que ambas 
trabalham. 
Comentários: cobra conhecimentos a respeito das radiações ionizantes e não ionizantes: 
A alternativa A está incorreta. Como vimos, os raios-X e gama (𝛾) pertencem o espectro das radiações 
ionizantes, recorde-se: 
 
A alternativa B está incorreta. Essa eu nem coloquei diretamente na aula, mas é uma questão de lógica. 
Proteções contra radiações, sejam elas ionizantes ou não ionizante somente são possíveis através de 
barreiras de proteção, seja no ambiente ou no trabalhador (EPIs); ou através de medidas de organização do 
trabalho como redução do tempo de exposição etc. 
Radiações 
Ionizantes
Características
podem ser qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.
Apresentam comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem 
nanômetros), ou seja, inferioresa 100 x 10-9 m. Quanto menor o 
comprimento de onda maior a capacidade de penetração na matéria 
(no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. 
Exemplos
Partículas
possuem massa e carga elétrica e 
apresem menor capacidade de 
penetração
alfa (𝛼)
beta (𝛽)
Ondas eletromagnéticas
Não posseum massa nem carga elétrica 
e possuem maior capacidade de 
penetração
raios gama (𝜸)
raios-X
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Limpeza não é uma proteção efetiva contra todas as radiações não ionizantes, como é o caso dos lasers. 
Entretanto, têm efetividade no controle da exposição a substâncias radioativas, como é o caso de 
medicamentos quimioterápicos. Nos ambientes de manipulação desses medicamentos, recomenda-se a 
limpeza adequada de superfícies. 
A alternativa C está correta. É exatamente isso, inclusive, essas medidas de proteção são eficazes contra 
quaisquer tipos de radiação, sejam ionizantes ou não ionizantes 
" No tocante às medidas de controle, destacam-se aqueles de controle do risco na fonte (proteção coletiva): 
• enclausuramento de processos, de forma a impedir que a radiação se propague para diferentes 
ambientes; 
• isolamento, através de instalação de barreiras de proteção, para que a radiação não atinja 
diretamente os trabalhadores envolvidos; 
• afixação de sinalização adequada nos locais onde há projeção de radiações. 
Como medida de proteção individual, deve-se fornecer os EPIs adequados a cada atividade de modo a 
complementar às medidas de proteção coletiva. Para os trabalhos com solda, por exemplo, é mandatório o 
uso de máscaras próprias para exposição à radiação ultravioleta. A NR o6, prevê os seguintes EPIs para 
proteção contra radiações não ionizantes: 
• óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa, radiação ultravioleta e radiação 
infravermelha; 
• protetor facial para proteção dos olhos contra luminosidade intensa; 
• protetor facial para proteção da face contra radiação infravermelha e radiação ultravioleta; 
• máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos de partículas volantes, radiação 
ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa; 
• vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem radiativa." 
A alternativa D está incorreta. É exatamente o contrário, reveja: 
"Além da quantidade de energia, a radiação ionizante se diferencia da não ionizante pelo seu comprimento 
de onda. As radiações ionizantes caracterizam-se por apresentar comprimentos de onda inferiores a 100 
nm (cem nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o comprimento de onda maior a 
capacidade de penetração na matéria (no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. Veja 
a divisão do espectro eletromagnético, através da Figura, proposto pela ACGIH, para classificar as radiações 
em ionizantes e não ionizantes.” 
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Figura: Divisão do espectro eletromagnético 
Desse quadro, tiramos, dentre outras, uma conclusão importante: 
A frequência é uma grandeza inversamente proporcional ao comprimento de onda, 
assim, como as radiações ionizantes apresentam comprimentos de onda menores, suas 
frequências são maiores quando comparadas as radiações não ionizantes. 
A alternativa E está correta. Exatamente, como vimos no comentário da alternativa anterior, as radiações 
ionizantes ocorrem frequências mais elevadas do que as radiações não ionizantes, por isso apresentam 
menor comprimento de onda e, como consequência, maior capacidade de penetração. 
Mas professor, existem duas alternativas corretas! Sim, por isso a questão foi corretamente anulada pela 
banca, entretanto, optei por trazê-la por explorar conceitos importantes. 
47 (OBJETIVA CONCURSOS / PREF. CHAPECÓ-SC / 2019) As medidas de controle do ruído podem ser 
consideradas, basicamente, de três maneiras distintas: 
(A) Na fonte, na trajetória e na máquina. 
(B) Na audição, na máquina e na fonte. 
(C) Na fonte, na trajetória e no homem. 
(D) No homem, na máquina e na fonte. 
Comentários: como vimos, “(...) a higiene ocupacional estabelece a seguinte hierarquia das medidas de 
controle: (1) na fonte do fator de risco, (2) na transmissão (entre a fonte e o receptor) e (3) no receptor 
(trabalhador). São exemplos: 
 
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Controle do 
risco na 
fonte 
• Eliminação da fonte; 
• Seleção de máquinas ou equipamentos menos ruidosos; 
• Manutenção: elaboração de planos de manutenção preventiva e corretiva como por 
exemplo, balanceamento periódico de máquinas rotativas e lubrificação de 
rolamentos; 
• Modificação das fontes geradoras: Instalação de silenciadores em sistemas de ar 
comprimido, compressores, bicos de saída de ar, válvulas pneumáticas, condutores 
de sistemas de ventilação etc.; utilização de bases rígidas na montagem de máquinas 
e equipamentos para redução da vibração (isolamento de máquina), ou de sistemas 
de amortecimento para reduzir a transmissão da vibração; 
Controle na 
trajetória 
• Não sendo possível o controle na fonte, o segundo passo é a verificação de possíveis 
medidas aplicadas no meio ou trajetória. Quando o som incide sobre uma superfície, 
uma parte é refletida, outra absorvida e uma transmitida. 
• Em resumo, as medidas de controle coletivo do ruído através da intervenção em sua 
trajetória baseiam-se em dois mecanismos: absorção (que reduz a energia refletida) 
e/ou isolamento (que evita a transmissão). 
• Exemplo clássico é o Isolamento acústico ou enclausuramento de máquinas e 
equipamentos ruidosos. Nesse tipo de solução técnica são utilizadas paredes 
Isolantes cobertas com absorventes acústicos (lãs de rocha ou vidro, espumas etc.), 
o que impede que o ruído se propague para o ambiente. 
Controle no 
receptor 
• Nesse caso, recorre-se a utilização de protetores auditivos, que podem ser de três 
tipos conforme definido pela NR 6: protetor circum-auricular (tipo concha), protetor 
de inserção (tipo plug, pré-moldado, geralmente de silicone) e o protetor semi-
auricular (tipo plug, moldável, geralmente de espuma). 
Nesse caso, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
48 (VUNESP / PREF. CAMPINAS-SP / 2019) Com relação ao monitoramento de exposições ocupacionais às 
temperaturas extremas, estudadas na Higiene Ocupacional, é correto afirmar que 
(A) para o cálculo do Índice de Temperatura Efetiva, é suficiente considerar as leituras da temperatura do 
termômetro de bulbo seco e da temperatura do termômetro de bulbo úmido. 
(B) a umidade relativa do ar pode ser obtida com a leitura da temperatura de bulbo seco e da temperatura 
de bulbo úmido, com o auxílio de tabelas ou gráficos psicrométricos. 
(C) a exposição ao frio é avaliada utilizando-se um termômetro de bulbo seco, enquanto que a exposição ao 
calor considera um termômetro de bulbo úmido e um termômetro de globo, quando se tem carga solar. 
(D) a velocidade do ar, avaliada por um anemômetro termoelétrico, não intervém no resultado final do IBUTG 
médio. 
(E) a radiação infravermelha ou ultravioleta não exerce qualquer influência na leitura indicada pelos 
termômetros de bulboseco ou bulbo úmido. 
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Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. Inicialmente destaque-se que o Índice de Temperatura Efetiva - ITE é um 
parâmetro de avaliação de conforto ambiental, por isso, não está precisamente no campo da higiene 
ocupacional, mas sim da ergonomia. 
De todo modo, a alternativa está errada, pois o ITE deve ser determinado com base e três grandezas: 
temperatura de bulbo seco, temperatura de bulbo úmido e velocidade do ar. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Vimos que “(...) a umidade relativa do ar e a sua 
velocidade, apesar de exercerem influência na determinação do IBUTG não são grandezas medidas 
diretamente, mas de forma indireta através do termômetro de bulbo úmido (tbn). 
Entretanto, para fins de proposição de medidas de controle pode ser interessante que o higienista 
ocupacional determine o valor dessas grandezas. Sendo assim, pode obter o valor da umidade relativa do ar 
de forma indireta, para isso pode obter a temperatura de bulbo seco e temperatura de bulbo úmido e se 
valer do auxílio de tabelas ou gráficos psicrométricos (cartas psicométricas, Figura a), através do cruzamento 
dessas informações nos referidos gráficos. Pode, ainda, de forma mais prática valer-se se medidores 
eletrônicos que permitem a obtenção de forma direta da umidade relativa do ar como é o caso dos 
psicrômetros digitais. 
Adicionalmente, pode ser necessário determinar a velocidade do ar, para isso, pode se valer de 
equipamentos denominados anemômetros, que podem ser de paletas (Figura b) ou de elementos 
termosenssíveis (termoelétricos). 
 
(a) (b) 
Figura: (a) carta psicométrica para obtenção da umidade relativa do ar de forma indireta; (b) anemômetro 
de paletas. 
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A alternativa C está incorreta. “a exposição ao frio é avaliada utilizando-se um termômetro de bulbo seco, 
enquanto que a exposição ao calor considera um termômetro de bulbo úmido e um termômetro de globo, 
quando se tem carga solar (não se tem carga solar).” 
Importante destacar que, no Brasil, a avaliação da exposição ocupacional ao frio é qualitativa, entretanto, 
quando necessário, sua avaliação é realizada utilizando-se apenas o termômetro de bulbo seco, que mede a 
temperatura do ar sem considerar as influências da troca térmica. 
A alternativa D está incorreta. Como vimos, a velocidade do ar influência nas trocas térmicas corpo-
ambiente. Por isso sua influência é avaliada de forma indireta pelo termômetro de bulbo úmido natural (tbn). 
Não obstante, pode-se avaliar essa variável de forma direta com uso de um anemômetro de paletes ou um 
termoelétrico. 
A alternativa E está incorreta. Vimos que “apesar de pequena, as radiações infravermelha e ultravioleta 
exercem influência na leitura indicada pelos termômetros de bulbo seco ou bulbo úmido, por isso, 
inclusive, os medidores mais modernos vem com uma barreira de proteção contra radiação, com mostrado 
na Figura.” 
 
Figura: Conjunto eletrônico para medição de IBUTG 
49 (FUNDATEC / IMESF / 2019) Isolamento Acústico é uma medida de controle para o risco ocupacional: 
(A) Calor (B) Frio (C) Iluminamento (D) Ruído (E) Pressão hiperbárica 
Comentários: essa é moleza! Isolamento acústico é uma medida de proteção de ordem geral (coletiva) 
contra o ruído, pelo que a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
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50 (IESES / PREF. GASPAR / 2019) Assinale a alternativa correta em relação as unidades de medidas 
utilizadas para com as variáveis quantitativas que podem ser usadas em uma avaliação de ruído 
ocupacional: 
(A) Frequência = Hz/seg. 
(B) Comprimento de onda = m/seg. 
(C) N.P.S. - Nível de Pressão Sonora = dB(a). 
(D) Potência sonora = W/m. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. A frequência é dada em Hz, que equivale ao inverso do segundo (1/s) e mede 
quantos ciclos de oscilação ocorrem durante um segundo. 
A alternativa B está incorreta. O comprimento de onda é dada em metros “m”, mais comumente utiliza-se 
seu submúltiplo nanômetro (nm), que equivale a 10-9 m. 
A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Na verdade, não está correta! Como vimos, a unidade 
de medida utilizada para quantificar o NPS é o Pascal (Pa), que equivale a um Newton por metro quadrado 
(N/m²). 
O decibel (dB) é apenas uma escala logarítmica de base dez utilizada para reduzir o “range” de medidaçao, 
e vai de 0 a 140 dB. 
A questão deveria ter sido anulada pela banca! Provavelmente, ninguém recorreu. 
A alternativa C está incorreta. A potência sonora é dada em Watt (W), que equivale a um Joule por segundo 
(J/s). 
51 (FUNDATEC / PREF. MAÇAMBARÁ / 2019) Circuitos de compensação são fundamentais na avaliação 
ambiental do ruído em ambientes de trabalho. Nesse sentido, a escala “C” deve ser utilizada para o ruído 
(A) contínuo 
(B) de impacto 
(C) intermitente 
(D) somente de baixíssima frequência 
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(E) em ambiente que exista exposição a substâncias ototóxicas. 
Comentários: como vimos “(...) sabe-se que o ouvido humano responde mais sensivelmente nas faixas 
situadas entre 2.000 e 5.000 Hz e menos sensivelmente em frequências inferiores a 2.000 Hz e superiores a 
5.000 Hz. Com esse conhecimento, estudiosos da acústica chegaram a um padrão de curvas isoaudíveis que 
correspondem à mesma intensidade de resposta da audição humana a determinados sons. 
Isso resultou na elaboração de curvas de compensação A, B, C e D (Figura) que servem de parâmetro para a 
construção dos medidores de níveis de pressão sonora. 
 
Figura: Curvas de compensação de níveis de pressão sonora. 
A Curva "A" aproxima-se das curvas de igual audibilidade humana para baixos níveis de pressão sonora. Por 
isso, a Portaria MTE n.º 3.214/1978 (NRs) adotou a curva de compensação "A" para mensurar ruído contínuo 
e intermitente. A Curva "B", para níveis médios. A Curva "C", para níveis de pressão sonora mais elevados, 
e por isso é acurva utilizada para medir ruído de impacto (no caso de o medidor não possuir circuito linear). 
Por curiosidade, a Curva "D" foi ajustada especificamente para avaliação de níveis de pressão sonora em 
aeroportos!” 
Logo, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
52 (VUNESP / TJ-SP / 2019) Considerando a avaliação da exposição ocupacional ao ruído, na abordagem 
dos locais e das condições de trabalho, identificando-se grupos de trabalhadores que apresentem iguais 
características de exposição, pode-se afirmar corretamente que 
(A) são trabalhadores com porte físico semelhante, com peso e altura aproximadamente iguais. 
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(B) são grupos homogêneos e, portanto, todos os trabalhadores precisarão ser avaliados. 
(C) o resultado da avaliação da exposição de qualquer trabalhador do grupo é representativo da exposição 
dos demais trabalhadores de outros grupos. 
(D) são grupos homogêneos e que não precisarão ser avaliados todos os trabalhadores. 
(E) esses grupos são compostos por trabalhadores que, obrigatoriamente, realizam as mesmas tarefas, 
mesmo atuando em diferentes setores da empresa. 
Comentários: como vimos, um dos princípios determinantes de avaliação de riscos ocupacionais é a 
‘definição de Grupos de Exposição Similar - GES: também chamados de Grupos homogêneos de Exposição 
- GHO, correspondem a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição semelhante, de forma que 
o resultado fornecido pela avaliação da exposição de parte do grupo seja representativo da exposição de 
todos os trabalhadores que compõem o mesmo grupo. Identificando-se corretamente esse grupo, a 
avaliação não precisa ser realizada com todos os trabalhadores, mas apenas com um ou mais trabalhadores 
cuja exposição seja "típica" de cada grupo considerado. Trata-se do resultado da definição da amostra 
(amostragem).” 
Assim, nesse caso, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
53 (IADES / AL-GO / 2019) No contexto de higiene do trabalho, a respeito da avaliação do ruído, é correto 
afirmar que 
(A) as operações em decibéis são lineares, bastando somar os níveis de ruído medidos de cada fonte. 
(B) os limites de tolerância consistem no conjunto de níveis de pressão sonora e as respectivas intensidades 
sonoras. 
(C) o efeito danoso de um ruído depende, exclusivamente, de três fatores: suscetibilidade individual, duração 
e número de repetições diárias da exposição. 
(D) os medidores de nível de pressão, quando acoplados a analisadores de frequência, resultam no nível de 
ruído correspondente à faixa de frequência selecionada. 
(E) foi adotada a curva de compensação C para medição de níveis de ruído contínuo pelas normas 
internacionais e pelo Ministério do Trabalho, uma vez que esta se aproxima mais à resposta do ouvido 
humano. 
Comentários: vamos analisar cada uma das alternativas. 
A alternativa A está incorreta. Como vimos, as operações em dB não são lineares, inclusive, vale recordar o 
procedimento gráfico para soma de níveis de pressão sonora em dB: 
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"(...) frise-se que o dB não é uma quantidade linear, representando um valor de uma escala logarítmica de 
base 10. Isso implica que as operações matemáticas com o Decibel não são lineares. Por exemplo, a soma 
de 100 dB + 95 dB não é igual a 195 dB! 
Para que você entenda como essa soma deve ser realizada, vamos utilizar o método gráfico para adição de 
níveis de pressão sonora. 
 
Imagine que uma empresa adquira dois equipamentos para seu processo produtivo, uma politriz e uma 
lixadeira. Segundo os manuais dos respectivos fabricantes, a politriz emite 95 dB de ruído e a lixadeira 100 
dB. No caso de esses equipamentos serem ligados lado a lado, qual será o nível de pressão sonora próximo 
a eles? 
Primeiramente, devemos determinar a diferença linear entre os dois níveis de pressão sonora a serem 
somados, que é 100 - 95 = 5 dB. Essa diferença deve ser identificada no eixo horizontal do gráfico, traçando-
se uma linha vertical para cima até "tocar" a curva logarítmica (linha vermelha vertical). 
Em seguida, traça-se uma linha horizontal até o eixo vertical esquerdo (linha vermelha horizontal), que define 
o nível de pressão sonora, em dB(A), a ser adicionado ao maior valor entre os níveis somados. Assim, 
obtemos o seguinte nível resultante L = 100 + 1,2 = 101,2 dB(A). Simples, não é? 
Agora, quero que perceba uma coisa no gráfico. As bancas cobram isso sem fornecê-lo, então... 
O máximo incremento possível na escala logarítmica de soma de nível de pressão 
sonora é de 3 dB(A), e ocorre quando os equipamentos emitem o mesmo nível de 
pressão sonora, ou seja, quando a diferença é zero. Assim, se temos duas máquinas que 
emitem 100 dB(A) cada uma, o nível resultante será L = 100 + 3 = 103 dB(A). 
A alternativa B está incorreta. Nada disso! Para os fins da higiene ocupacional, nível e intensidade de pressão 
sonora têm o mesmo efeito prático, reveja: 
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“É justamente com base na intensidade dos níveis de pressão sonora em dB que a NR 15 determina os Limites 
de Tolerância (LT) para o ruído. Não obstante a determinação do LT para o ruído pela NR 15, frise-se que 
considerando a qualidade dos dados estatísticos relativos à exposição ocupacional ao ruído em suas variadas 
frequências, não é possível definir com precisão a fronteira do ambiente salubre com o insalubre para o 
trabalhador. Sendo assim, os LT definidos pela NR 15 são apenas valores estimados, não garantindo a 
segurança de todos os trabalhadores. 
Os LT para exposição ocupacional ao ruído são determinados em função dos níveis de 
pressão sonora, em dB, e do tempo máximo de exposição diária permissível em cada 
um desses níveis. Entretanto, considerando a qualidade dos dados estatísticos relativos 
à exposição ocupacional ao ruído em suas variadas frequências, não é possível definir 
com precisão a fronteira entre o ambiente salubre e o insalubre para o trabalhador. 
A alternativa C está incorreta. "o efeito danoso de um ruído depende, exclusivamente, de três fatores: 
suscetibilidade individual, duração e número de repetições diárias da exposição". 
O trabalhador pode ser submetido a sucessivas repetições diárias ao ruído, se a dose resultante não 
ultrapassar a umidade (100%), não sofrerá danos à audição. Reveja esse assunto: 
"Para embasar as medidas de controle dos riscos, a higiene ocupacional leva em consideração alguns fatores 
determinantes da exposição: 
a) Características físico-químicas (agentes químicos) ou natureza (agentes físicos): o conhecimento 
das características específicas de cada agente é fundamental na definição de seu potencial de 
agressividade e, inclusive, na proposição de medidas técnicas para a sua neutralização. Cada agente 
ambiental tem características e efeitos específicos de acordo com sua natureza; 
b) Concentração (agentes químicos e biológicos) ou intensidade máxima (agentes físicos): quanto 
maior a concentração ou intensidade dos agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, 
maior será a probabilidade de efeitos nocivos à saúde dos trabalhadores. A concentração dos agentes 
químicos ou a intensidade dos agentes físicos devem ser avaliadas mediante amostragens 
representativas nos locais de trabalho; 
c) Tempo de exposição: quanto maior o tempo de exposição, maiores serão as possibilidades de 
desencadeamento de doenças ocupacionais no trabalhador exposto; 
d) Sinergismo: na maioria das situações reais de trabalho, existe exposição simultânea a mais de um 
agente, originando exposições combinadas e interações de tais agentes. As consequências para a 
saúde quando da exposição a um único agente podem diferir consideravelmente das consequências 
da exposição a este mesmo agente em combinação com outros, particularmente se houver 
sinergismo ou potenciaçãodos efeitos. Por exemplo, a exposição às vibrações em ambientes frios, 
como ocorre no caso de corte de carnes em frigoríficos, potencializa a probabilidade de ocorrência 
de Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho - DORT; 
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e) Suscetibilidade Individual: a complexidade e a variabilidade do comportamento do organismo 
humano fazem com que a resposta à exposição a um dado agente ambiental possa variar de indivíduo 
para indivíduo. Nesse contexto, a suscetibilidade individual é um fator importante, e os Limites de 
Tolerância - LT não devem ser considerados como 100% seguros. Os controles fixados a 50% dos 
limites de tolerância (os Níveis de Ação - NA) devem ser prioritários; 
f) Sensibilização: comumente se manifesta por um mecanismo imunológico, podendo ainda ser 
confundida com outras condições, como a hiper-reatividade e suscetibilidade individual a um 
determinado agente, especialmente agentes químicos; 
g) fator distância da fonte de geração do material perigoso ou fonte do agente de risco: o trabalhador 
que fica mais longe dos agentes de risco deve ser identificado como indivíduo exposto de menor 
risco. Isso pois, o fator de atenuação natural resultará no decaimento das concentrações de 
compostos químicos e da intensidade dos agentes físicos entre a fonte e o ponto de exposição; 
h) fator movimentação do empregado: o trabalhador que permanece mais tempo no local de trabalho 
quando as concentrações de agentes químicos ou intensidades de agentes físicos estão mais altas 
pode caracterizar um indivíduo exposto de maior risco; 
i) fator movimentação de ar no ambiente: o indivíduo exposto de maior risco geralmente está no local 
onde o ar contaminado circula por ele (especialmente no caso de exposição a agentes químicos); 
j) fator hábito de trabalho: o trabalhador que evita a dispersão de agentes químicos no ambiente de 
trabalho deve ser identificado como indivíduo exposto de menor risco.” 
Esses fatores se aplicam a qualquer agente - seja físico, químico ou biológico, não só ao ruído! 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. "(...) importante destacar que a medição também 
pode ser feita através de medidores instantâneos de nível de pressão sonora, denominados decibelímetros. 
Não obstante, medidores de nível de pressão sonora mais sofisticados41 que possuem medidores de 
frequência acoplados, permitindo a obtenção de níveis de ruído para faixas definidas de frequência. Essas 
faixas também podem ser selecionadas pelo operador." 
A alternativa E está incorreta. Não mesmo! A curva de compensação que mais se aproxima da sensibilidade 
do ouvido humano é a "A", recorde-se: 
“A Curva "A" aproxima-se das curvas de igual audibilidade humana para baixos níveis de pressão sonora. Por 
isso, a Portaria MTE n.º 3.214/1978 (NRs) adotou a curva de compensação "A" para mensurar ruído contínuo 
e intermitente. A Curva "B", para níveis médios. A Curva "C", para níveis de pressão sonora mais elevados, 
e por isso é acurva utilizada para medir ruído de impacto (no caso de o medidor não possuir circuito linear). 
Por curiosidade, a Curva "D" foi ajustada especificamente para avaliação de níveis de pressão sonora em 
aeroportos!” 
 
41 Isso é válido tanto para dosímetros quanto para decibelímetros. 
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54 (UFLA / UFLA / 2019) Uma fonte geradora de ruído emitia a pressão sonora de 500 Pa quando foi 
adquirida. Sabendo-se que, com o passar do tempo, a máquina passou a emitir 5000 Pa de pressão sonora, 
assinale a alternativa CORRETA que representa o aumento do Nível de Pressão Sonora (NPS). 
Dados: pressão de referência (p0 = 2 x 10-5 Pa); NPS = Lp = 20 log (p/p0) 
(A) Ocorreu um aumento de 5 dB. 
(B) Ocorreu um aumento de 10 dB. 
(C) Ocorreu um aumento de 25 dB. 
(D) Ocorreu um aumento de 20 dB. 
Comentários: questão muito maldosa. Como vimos na aula, "o nível de pressão sonora que provoca dor (200 
N/m², limiar da dor) corresponde a 107 vezes o nível de pressão sonora mínimo capaz de sensibilizar a 
membrana timpânica humana (2 X 10-5 N/m², limiar de audibilidade). Dessa forma, seria inviável projetar 
um sistema de mensuração capaz de operar em uma faixa tão ampla de valores. 
Como solução a esse problema, utiliza-se uma escala em Decibel (dB), que corresponde a décima parte de 
um Bel (0,1 Bel), que, frise-se, não é uma umidade, mas uma relação adimensional que pode ser definida 
pela seguinte equação logarítmica: 
𝐿 = 20 log (
𝑃
𝑃0
) 
Em que: 
𝐿 = nível de pressão sonora (dB); 
𝑃 = pressão sonora encontrada no ambiente (Pa); 
𝑃0 = pressão sonora de referência (2 X 10-5 Pa, limiar de audibilidade)". 
Para resolver esse tipo de questão, vocês devem decorar os valores notáveis para a função log de base 10, 
tais sejam: 
log 10 1 
log 100 2 
log 1000 3 
log 10000 4 
Nesse caso, podemos utilizar como pressão de referência, àquela emitida pela máquina quando nova, ou 
seja, 500 Pa, ao invés do liminar de audibilidade. Assim, obtemos 
𝐿 = 20 log (
5000
500
) = 20 log(10) = 20 𝑑𝐵 
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Logo, a máquina apresentou um aumento no nível de pressão sonora de 20 dB, pelo que a alternativa D está 
correta e é o gabarito da questão. 
55 (FUNDATEC / IMESF / 2019) A utilização de barreiras ou paredes revestidas de chumbo e a blindagem 
das fontes são medidas de controle coletivo para o risco ocupacional: 
(A) Ruído. 
(B) Calor. 
(C) Radiações ionizantes. 
(D) Radiações não ionizantes. 
(E) Pressões hiperbáricas e hipobáricas. 
Comentários: a “utilização de barreiras ou paredes revestidas de chumbo e a blindagem das fontes” são duas 
das principais medidas de proteção contra radiações ionizantes, pelo que a alternativa C está correta e é o 
gabarito da questão. 
56 (AOCP / SUSIPE-PA / 2018) A avaliação do ruído pode ser feita com diversos objetivos, como para 
caracterização de insalubridade, caracterização da aposentadoria especial, avaliação ocupacional de ruído 
e avaliação para fins de conforto. Em relação às técnicas e procedimentos utilizados na avaliação 
ocupacional do ruído, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) Para se obter bons resultados, é recomendado analisar o processo produtivo e o organograma da 
empresa. 
(B) É recomendado identificar os grupos homogêneos de exposição de acordo com a similaridade da 
exposição dos trabalhadores ao ruído. 
(C) No caso de um dosímetro de ruído, deve ser selecionado um dosímetro com circuito de ponderação “A”, 
classificação mínima do tipo 3 e circuito de resposta lenta (slow). 
(D) Deve ser definida a estratégia de avaliação, ou seja, o número de avaliações a serem realizadas, tempo 
de avaliação, grupos de exposição, entre outros. 
(E) Embora os procedimentos de avaliação estejam descritos na NR-15, anexo 1, podem ser utilizadas outras 
normas, como a NHO-01 da FUNDACENTRO. 
Comentários: questão polêmica!!!! 
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A alternativa A está correta. Perfeito! esse é um dos princípios de avaliação de riscos preconizados pela 
higiene ocupacionais, reveja-os: 
“Apesar de cada NHO estabelecer diferentes critérios de avaliação, em função do agente de risco específico, 
existem princípios de avaliação de riscos que são comuns, ou seja, que se aplicam a todos os agentes de 
riscos e metodologias, tais sejam (na sequência): 
a) abordagem dos locais e das condições de trabalho: o higienista ocupacional deve analisar 
cuidadosamente o processo produtivo que irá avaliar. Essa avaliação pode incluir conversas com os 
profissionais, desde a mais alta gestão até o trabalhador que será avaliado; análise de documentos 
da empresa, como fluxogramas do processo produtivos, dados de exames médicos, entre outros 
(obtenção de dados administrativos); e principalmente através da observação in loco do processo 
produtivo por parte do avaliador (processo de confirmação das informações levantadas); 
b) determinação da amostra (amostragem): é o conjunto de procedimentos empregados na estimativa 
da exposição ocupacional, que permitem obter amostras representativas e resultados com 
confiabilidade determinada em função da precisão e exatidão das técnicas utilizadas. Não deve ser 
confundida com a coleta de amostra, trata-se da definição representativa de uma amostra dos 
indivíduos expostos; 
c) definição de Grupos de Exposição Similar - GES: também chamados de Grupos homogêneos de 
Exposição - GHO, correspondem a um grupo de trabalhadores que experimentam exposição 
semelhante, de forma que o resultado fornecido pela avaliação da exposição de parte do grupo seja 
representativo da exposição de todos os trabalhadores que compõem o mesmo grupo. Identificando-
se corretamente esse grupo, a avaliação não precisa ser realizada com todos os trabalhadores, mas 
apenas com um ou mais trabalhadores cuja exposição seja "típica" de cada grupo considerado. Trata-
se do resultado da definição da amostra (amostragem); 
d) definição do período de amostragem: o conjunto de medições deve ser representativo das condições 
reais de exposição ocupacional do GES. Desta forma, a avaliação deve cobrir um período necessário 
para que todas as condições habituais de trabalho (operacionais e ambientais) sejam contempladas. 
Condições de exposição não rotineiras, decorrentes de operações ou procedimentos de trabalho 
previsíveis, mas não habituais, tais como manutenções preventivas, devem ser excluídas da avaliação, 
ou, quando for o caso, avaliadas isoladamente. Havendo dúvidas sobre a representatividade da 
amostragem, deve-se avaliar, caso necessário, toda a jornada diária42; 
e) avaliação da exposição ocupacional: consiste no processo de avaliar e dimensionar (no caso de 
avaliação quantitativa) a exposição dos trabalhadores e a magnitude dos fatores ambientais, 
comparando-os com os valores de referência (nível de ação e limite de tolerância); 
f) monitoramento periódico da exposição: consiste em uma avaliação sistemática e repetitiva da 
exposição dos trabalhadores, visando a um acompanhamento dos níveis de exposição e das medidas 
 
42 Exceto no caso do calor, cuja avaliação deve se limitar aos 60 minutos mais críticos já jornada diária. 
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de controle para identificar a necessidade de introdução de novas medidas ou modificação ou 
manutenção das já existentes; 
g) monitoração biológica: consiste na avaliação da concentração dos agentes químicos ou de seus 
metabólitos, bem como da ação dos demais agentes sobre o organismo (perda auditiva etc.), visando 
averiguar os riscos à saúde do trabalhador, bem como, avalia a eficiência da avaliação e do controle 
da exposição dos trabalhadores no ambiente de trabalho.” 
A alternativa B está correta. mais um dos princípios de avaliação de riscos preconizados pela higiene 
ocupacionais, reveja o comentário anterior. 
A alternativa C está incorreta e é o gabarito da questão. Veja a maldade: "No caso de um dosímetro de ruído, 
deve ser selecionado um dosímetro com circuito de ponderação “A”, classificação mínima do tipo 3 e circuito 
de resposta lenta (slow)". 
A classe mínima deve ser 2!!! Vamos recordar as especificações técnicas e de configuração do dosímetro? 
"(...) para a avaliação dos ruídos contínuos e intermitentes (casos mais comuns) a NHO 01 da Fundacentro 
recomenda que o audiodosímetro ou dosímetro de ruído43 atenda aos seguintes requisitos técnicos: 
(trataremos de muitos desses conceitos no estudo da NHO 01 e da NR 15!) 
a) às especificações constantes da Norma ANSI S1.25-1991 ou de suas futuras revisões; e 
b) ter classificação mínima do Tipo 2. 
Além disso, o equipamento deve atender a seguinte configuração, para medição de ruído contínuo ou 
intermitente: 
a) circuito de compensação (ou ponderação): "A"; 
b) circuito de resposta: lenta (slow); 
c) critério de referência: 85 dB(A), que corresponde a dose de 100% para uma exposição de 8 horas; 
d) nível limiar de integração44: 80 dB(A); 
e) Incremento de duplicação de dose45 = 3 (q = 3)46; 
f) Indicação de ocorrência de níveis superiores a 115 dB(A). 
 
43 Dosímetro de ruído: medidor integrador de uso pessoal que fornece a dose da exposição ocupacional 
ao ruído 
44 Nível Limiar de Integração (NLI): nível de ruído a partir do qual os valores devem ser computados 
na integração para fins de determinação de nível médio ou da dose de exposição 
45 Incremento de Duplicação de Dose (q): Incremento em decibéis que, quando adicionado a um 
determinado nível, implica a duplicação da dose de exposição ou a redução para a metade do tempo 
máximo permitido. 
46 Como veremos, a NR 15 adota q = 5 e não q = 3 como a NHO 01! 
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A alternativa D está correta. mais um dos princípios de avaliação de riscos preconizados pela higiene 
ocupacionais, revejam o comentário da alternativa A. 
A alternativa E está correta. Na verdade, foi considerada correta pela banca, mas não concordo!!! Mantenho 
o que trouxe na aula: 
"O processo de avaliação de riscos (o mais técnico entre eles) deve seguir metodologias específicas para cada 
agente. Muitas dessas metodologias são estabelecidas pelas Normas de Higiene Ocupacional - NHOs da 
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO, que é uma 
autarquia ligada ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho – SST. 
A tendência é que a NR 15 e outras NRs estabeleçam como padrão as metodologias de 
avaliação estabelecidas nas NHOs da FUNDACENTRO para a maioria dos agentes físicos, 
ao passo que a maior parte das metodologias de avaliação de agentes químicos e 
biológicos são definidas em Normas da ACGIH, NIOSH, entre outras. 
O único item que traz algo relacionado a metodologia de avaliação no Anexo n.° 1 da NR 15, é o item 2: 
 
Falta muito para isso ser um procedimento de avaliação! A banca pecou nessa questão. Talvez nenhum 
candidato tenha fundamentado um bom recurso. 
57 (AOCP / SUSIPE-PA / 2018) Em um ambiente de trabalho, foi identificada a presença de calor. Estão 
sendo estudadas maneiras para evitar um possível desconforto térmico e sobrecarga térmica nos 
trabalhadores que desenvolvem suas atividades no referido ambiente de trabalho. Em relação às 
considerações necessáriasnesse caso, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. 
I. É preciso criar um ambiente de trabalho que favoreça a perda de calor por evaporação. Todo calor recebido 
pelo trabalhador por meio de condução, convecção e radiação pode ser perdido por evaporação, evitando a 
sobrecarga térmica. 
II. Modificar a velocidade do ar pode alterar as trocas de calor tanto na condução e na convecção como na 
evaporação. 
III. O aumento da velocidade do ar pode favorecer ou desfavorecer o ganho de calor pelo organismo humano. 
IV. O organismo humano ganha calor por meio da radiação, mas não consegue perder calor por meio da 
radiação. Portanto é preciso eliminar fontes de calor do ambiente de trabalho. 
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(A) Apenas II e IV. (B) Apenas I e IV. (C) Apenas I e II. (D) Apenas II e III. (E) Apenas I, II e IV 
Comentários: vamos julgar cada afirmativa isoladamente. 
A afirmativa I é falsa. Apesar de ser o principal mecanismo de troca de calor entre o trabalhador e o ambiente, 
somente a evaporação não é capaz de liberara quantidade suficiente de calor para que o organismo humano 
evite a sobrecarga térmica. A esse respeito, vale recordar: 
"(...) a sobrecarga térmica é resultante de duas parcelas: uma externa (ambiental), oriunda das trocas 
térmicas com o ambiente, e outra interna (metabólica), resultante da atividade física que o indivíduo exerce. 
As trocas térmicas podem ser divididas em secas e úmidas: 
1) Trocas secas: 
a) condução: a troca térmica que ocorre entre dois corpos de temperaturas diferentes quando 
em contato, ou que ocorre dentro de um corpo cujas extremidades encontram-se a diferentes 
temperaturas. No caso do trabalhador, essas trocas são geralmente pequenas, ocorrendo por 
contato do corpo com ferramentas e superfícies; 
b) convecção: é a troca térmica que ocorre entre um corpo e um fluido, ocorrendo 
movimentação do último por diferença de densidade provocada pelo aumento da 
temperatura. No caso do trabalhador, essa troca ocorre com o ar à sua volta; e 
c) radiação: é a troca térmica entre dois corpos através da natureza eletromagnética que 
caracteriza a onda de calor. Corresponde a maior parcela de ganho de calor no caso de 
exposição ao calor ocupacional. As trocas por radiação entre o trabalhador e seu entorno, 
quando há fontes radiantes severas (fornos, por exemplo), são as mais importantes no 
balanço térmico e podem corresponder a 60% ou mais das trocas. 
 
2) Trocas úmidas: 
a) condensação: é proveniente da mudança do estado gasoso de vapor de água contido no ar 
para o estado líquido; e 
b) evaporação: é a proveniente da mudança do estado líquido da água para o estado gasoso 
(vapor). É o principal mecanismo de perda de calor pelo trabalhador e ocorre quando o suor 
evapora de seu corpo. Caso não haja evaporação do suor, devido a vestimentas inadequadas, 
por exemplo, esse principal mecanismo fica comprometido. Apear de se ser o principal 
mecanismo de troca térmica, não é capaz, isoladamente, de liberar todo calor recebido pelo 
trabalhador por meio de condução, convecção e radiação de modo a evitar a sobrecarga 
térmica. 
As afirmativas II e III são verdadeiras. Recorde as medidas de controle do calor. 
 
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Medidas de controle do calor 
Preventivas Corretivas 
monitoramento periódico da exposição, que 
consiste em uma avaliação sistemática e repetitiva 
da exposição dos trabalhadores, visando a um 
acompanhamento dos níveis de exposição e das 
medidas de controle para identificar a necessidade 
de introdução de novas medidas ou modificação das 
já existentes; 
modificação do processo ou da operação de 
trabalho, tais como, redução da temperatura ou da 
emissividade das fontes de calor, mecanização ou 
automatização do processo; 
disponibilização de água e sais minerais para 
reposição adequada da perda pelo suor, segundo 
orientação médica; 
utilização de barreiras refletoras ou absorventes. 
treinamento e informação aos trabalhadores; 
adequação da ventilação. Modificar a velocidade do 
ar pode alterar as trocas de calor tanto na condução 
e na convecção como na evaporação. 
Entretanto, deve ficar claro que aumento da 
velocidade do ar pode favorecer ou desfavorecer o 
ganho de calor pelo organismo humano, a depender 
da temperatura do ar que circulará pelo ambiente. 
controle médico, envolvendo exames médicos 
admissionais e periódicos, com foco na exposição 
ao calor, visando à determinação e ao 
monitoramento da aptidão física e à manutenção de 
um histórico ocupacional; 
redução da umidade relativa do ar; 
permissão para interromper o trabalho quando o 
trabalhador sentir extremo desconforto ao calor ou 
identificar sinais de alerta ou condições de risco à 
sua saúde. 
alternância de operações que geram exposições a 
níveis mais elevados de calor com outras que não 
apresentem exposições ou impliquem exposições a 
menores níveis, resultando na redução da 
exposição horária; 
 
reorganização de bancadas e postos de trabalho; 
alteração das rotinas ou dos procedimentos de 
trabalho; 
introdução de pausas; 
disponibilização de locais climatizados ou 
termicamente mais amenos para recuperação 
térmica. 
A afirmativa IV é falsa. Essa é questão de física mesmo! Todo corpo, com temperatura superior ao zero 
absoluto, tanto ganha quanto perde calor por radiação! 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
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58 (FUNDEP / INB / 2018) Segundo os limites de dose estabelecidos pela norma da Comissão Nacional de 
Energia Nuclear (CNEN NN 3.01) para indivíduos ocupacionalmente expostos, a dose efetiva deve 
ser menor que: 
(A) 1 mSv ao ano. 
(B) 5 mSv ao ano. 
(C) 15 mSv ao ano. 
(D) 20 mSv/ano de média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não ultrapasse 50 mSv em qualquer 
ano. 
Comentários: você precisa decorar o limite de exposição anual para os IOE. 
“A Tabela estabelece os limites para Indivíduos Ocupacionalmente Expostos – IEO, que correspondem aos 
indivíduos sujeitos à exposição ocupacional (ou no trabalho), bem como para o indivíduo público, assim 
entendido qualquer membro da população quando não submetido à exposição ocupacional ou exposição 
médica. Adicionalmente, destaque-se que esses limites de dose não se aplicam às exposições médicas (por 
exemplo, quando um paciente faz uma seção de radioterapia). 
Limites de Dose Anuais(a) 
Grandeza Órgão 
Indivíduo 
ocupacionalmente exposto 
Indivíduo público 
Dose efetiva Corpo inteiro 20 mSv(b) 1 mSv(c) 
Dose equivalente 
Cristalino 20 mSv(b) 15 mSv 
Pele(d) 500 mSv 50 mSV 
Mãos e pés 500 mSv --- 
(a) Para fins de controle administrativo efetuado pela CNEN, o termo dose anual deve ser considerado como dose no ano 
calendário, isto é, no período decorrente de janeiro a dezembro de cada ano. 
(b) Média aritmética em 5 anos consecutivos, desde que não exceda 50 mSv em qualquer ano. 
(c) Em circunstâncias especiais, a CNEN poderá autorizar um valor de dose efetiva de até 5 mSv em um ano, desde que a dose 
efetiva média em um período de 5 anos consecutivos,não exceda a 1 mSv por ano. 
(d) Valor médio em 1 cm² de área, na região mais irradiada. 
O CNEN ainda determina que para mulheres grávidas ocupacionalmente expostas, suas tarefas devem ser 
controladas de maneira que seja impossível que, a partir da notificação da gravidez, o feto receba dose 
efetiva superior a 1 mSv (um mili-Sievert) durante o resto do período de gestação. 
Na contramão do CNEN, que permite a exposição, a legislação trabalhista, através da CLT, estabelece que 
toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiações ionizantes, 
devendo ser remanejada para atividade compatível com seu nível de formação. 
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Além disso, advirta-se que indivíduos com idade inferior a 18 anos não podem estar sujeitos a exposições 
ocupacionais à radiações ionizantes." 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
59 (FUNRIO / SESAU-RO / 2017) Avalie se as afirmativas a seguir, relativas à propagação do som, são falsas 
(F) ou verdadeiras (V): 
( ) O som precisa de um meio para se propagar. As ondas de som são transmitidas através do ar e de outros 
materiais (gasosos, líquidos e sólidos). 
( ) O som é um movimento ondulatório caracterizado por uma intensidade, uma frequência e uma 
velocidade de propagação. 
( ) A velocidade de propagação do som no vácuo é constante e aproximadamente igual a 300m/s. 
( ) A frequência de uma onda sonora é determinada pela contagem do número de frentes de onda que 
passam por um certo ponto em um determinado tempo. 
As afirmativas são respectivamente: 
(A) F, F, V e V. (B) V, F, V e V. (C) V, V, F e F. (D) V, V, F e V. (E) V, V, V e V. 
Comentários: vamos analisar cada afirmativa individualmente. 
A primeira afirmativa é verdadeira. Como vimos, “as ondas sonoras são produzidas por deformações 
provocadas pela diferença de pressão em um meio elástico: sólido, líquido ou gasoso, sendo imprescindível 
a existência deste meio para sua propagação. Assim, frise-se que, por ser onda mecânica, o som não se 
propaga no vácuo.” 
A segunda afirmativa é verdadeira. Como vimos, “as ondas sonoras são produzidas por deformações 
provocadas pela diferença de pressão em um meio elástico: sólido, líquido ou gasoso, sendo imprescindível 
a existência deste meio para sua propagação. Assim, frise-se que, por ser onda mecânica, o som não se 
propaga no vácuo. 
Denomina-se movimento periódico aquele que se repete em intervalos iguais de tempo. Esse deslocamento 
periódico de um lado para o outro (relativamente a um ponto médio de equilíbrio) em uma mesma trajetória, 
caracteriza o movimento oscilatório ou vibratório. 
Oscilações de sistemas materiais que ocorrem no ar podem resultam em variações de pressão atmosférica. 
Quando tais oscilações estimulam o aparelho auditivo são denominadas vibrações sonoras. Em resumo, o 
som é uma sensação auditiva provocada por variações de pressão geradas por uma fonte de vibração. 
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Trata-se de um movimento ondulatório caracterizado por uma intensidade, uma frequência e uma 
velocidade de propagação.” 
A terceira afirmativa é falsa. Velocidade de preparação do som no vácuo? Sendo uma onda mecânica, o som 
não se propaga no vácuo! 
A quarta afirmativa é verdadeira. Vimos que a “frequência: número de vibrações por unidade de tempo, ou 
ainda o número de repetições das flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou número de ciclo/segundo 
(1ciclo/segundo = 1HZ). É determinada pela contagem do número de frentes de onda que passam por um 
certo ponto em um determinado tempo. Deve situar-se entre 20 e 20.000 Hz. Frequências sonoras inferiores 
a 20 Hz são chamados de infrassom, ao passo que as frequências superiores a 20.000 Hz (20 kHz) de 
ultrassom. Em ambos os casos, não são captadas pelo aparelho auditivo." 
Portanto, a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
60 (IBFC / EBSERH / 2016) O som é originado por uma vibração mecânica (cordas de um violão, membrana 
de um tamborim, dentre outros) que se propaga no ar e atinge o ouvido. Quando essa vibração estimula 
o aparelho auditivo, ela é chamada de vibração sonora. Os valores para a frequência da voz e limiar de 
audibilidade estão respectivamente descritos na alternativa: 
(A) 340 – 10.000 hertz; 0,2 N/m² 
(B) 20 – 8.000 hertz; 2.000 N/m² 
(C) 20 – 20.000 hertz; 0,00002 N/m² 
(D) 4.000 – 20.000 hertz; 20 N/m² 
(E) 4.000 – 8.000 hertz; 0,02 N/m² 
Comentários: mais uma questão cobrando a faixa de frequência audível e o limiar de audibilidade, recorde-
se: 
"(...) para que as ondas sonoras estimulem o aparelho auditivo do ser humano devem ser preenchidas as 
seguintes características: 
a) Frequência: número de vibrações por unidade de tempo, ou ainda o número de repetições das 
flutuações de pressão ou ciclos/segundo ou número de ciclo/segundo (1ciclo/segundo = 1HZ). É 
determinada pela contagem do número de frentes de onda que passam por um certo ponto em um 
determinado tempo. Deve situar-se entre 20 e 20.000 Hz. Frequências sonoras inferiores a 20 Hz são 
chamados de infrassom, ao passo que as frequências superiores a 20.000 Hz (20 kHz) de ultrassom. 
Em ambos os casos, não são captadas pelo aparelho auditivo. 
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Figura: Faixa de frequência audível 
b) Nível de pressão sonora: é dado em Pascal (Pa) que equivale a um Newton por Metro Quadrado 
(N/m²) e deve atingir um valor mínimo denominado limiar de audibilidade, admitido pela comunidade 
científica como sendo 2 X 10-5 N/m², valor este convencionado como zero dB (zero Decibel). Níveis 
de pressão sonora entre 2 X 10-5 N/m² e 200 N/m² estão dentro da faixa audível. Valores de pressão 
abaixo de 2 X 10-5 N/m² estão abaixo do limiar auditivo, não podendo ser "ouvidos", ao passo que 
valores acima de 200 N/m² são extremamente danosos ao ouvido humano, provocando dor imediata. 
Por isso, esse limite superior é chamado de limiar de dor. 
 
Figura: Faixa de pressão sonora audível 
Portanto, a alternativa C está correta e é o gabarito da questão. 
61 (IBFC / EBSERH / 2016) Em um ambiente de trabalho poderemos encontrar aparelhos e equipamentos 
cujo funcionamento se baseiam em radioatividade. Acidentes radioativos não são comuns, porém é 
importante para nós sabermos os conceitos envolvendo radiação atômica e os procedimentos a serem 
adotados em emergências envolvendo fontes radioativas. Por exemplo são importantes fatores que 
determinam quanto de radiação uma pessoa receberá o que se descreve a seguir, exceção feita à 
alternativa: 
(A) Cor da pele da pessoa 
(B) Quantidade de proteção contra a fonte de radiação 
(C) Tempo de exposição 
(D) Distância da fonte de radiação 
(E) Potência do equipamento irradiante 
 
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Comentários: vimos que“Alguns fatores são determinantes para a exposição ocupacional às radiações 
ionizantes, que podem levar a uma menor ou maior absorção de dose pelo tecidos expostos (organismo), 
são eles: quantidade de proteção contra a fonte de radiação, tempo de exposição, distância da fonte de 
radiação, potência do equipamento irradiante, entre outros.” 
Logo, a exceção fica por conta da “cor da pela da pessoa”, pelo que a alternativa A está correta e é o gabarito 
da questão. 
62 (INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2016) São modalidades de radiações ionizantes: 
(A) raios X, raios alfa, raios beta e raios gama. 
(B) raios X, infravermelhos e raios gama. 
(C) micro-ondas de radiotelecomunicações, corrente elétrica, ultravioletas. 
(D) raios alfa, raios beta e luz visível 
(E) raios alfa, raios beta e infravermelhos. 
Comentários: vimos que “em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com 
que se propagam, as radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em 
eletromagnéticas (não possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; 
c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes.” 
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Das alternativas trazidas pelas bancas, apenas a "A" traz somente exemplos de radiações ionizantes. Todas 
as demais contemplam exemplos de radiações não ionizantes como: infravermelhos, micro-ondas, 
ultravioleta e luz visível. Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
63 (IBFC / EBSERH / 2016) Os efeitos do ruído vão desde uma ou mais alterações passageiras até graves 
efeitos irreversíveis. Um dos efeitos mais comuns encontrados é a interferência com a comunicação oral 
que ocorre, principalmente: 
Analise as afirmativas abaixo e assinale alternativa correta. 
(A) Nas bandas de oitava representadas pelas frequências 500, 1000 e 2000 hertz. 
(B) Nas bandas de terço de oitava representadas pelas frequências 4000 e 8000 hertz. 
(C) Nas bandas de oitava representadas pelas frequências 63, 125 e 250 hertz. 
(D) Nas bandas de terço de oitava representadas pelas frequências 50, 100 e 200 hertz. 
(E) as bandas de oitava representadas pelas frequências 250, 350 e 450 hertz. 
Comentários: vimos que “o ruído é o agente físico que mais provoca problemas à saúde dos trabalhadores, 
uma vez que está presente, e em elevada intensidade, em praticamente todos os processos produtivos de 
todos os ramos de atividade econômica. 
Radiações 
Ionizantes
Características
podem ser qualquer partícula ou radiação eletromagnética que, ao 
interagir com a matéria, ioniza seus átomos ou moléculas.
Apresentam comprimentos de onda inferiores a 100 nm (cem 
nanômetros), ou seja, inferiores a 100 x 10-9 m. Quanto menor o 
comprimento de onda maior a capacidade de penetração na matéria 
(no tecido humano) sobre a qual incide, provocando maior dano. 
Exemplos
Partículas
possuem massa e carga elétrica e 
apresem menor capacidade de 
penetração
alfa (𝛼)
beta (𝛽)
Ondas eletromagnéticas
Não posseum massa nem carga elétrica 
e possuem maior capacidade de 
penetração
raios gama (𝜸)
raios-X
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A principal forma de acometimento à saúde dos trabalhadores se dá através da Perda Auditiva Induzida por 
Ruído - PAIR47, entretanto, estudos veem mostrando evidências de que a exposição prolongada ao ruído 
também está associada a hipertensão em algumas classes de trabalhadores. Inclusive, atualmente o ruído é 
legalmente reconhecido como fator de risco (fator etiológico) para a hipertensão arterial, através do Decreto 
n.° 3.048/99 (Regulamento da Previdência Social). 
De forma resumida, a PAIR é caracterizada pela diminuição da acuidade auditiva do trabalhador por 
exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora (ruído), e tem como principal característica a 
progressão gradual da redução da acuidade auditiva e a irreversibilidade do quadro clínico. 
Colocando de outra forma, entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as 
alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional 
sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade 
e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. 
A PAIR não pode ser confundida com o trauma acústico, este último corresponde a perda auditiva súbita 
decorrente da exposição a uma pressão sonora intensa como, por exemplo, uma explosão que culmina na 
ruptura do tímpano. 
Além da PAIR e do trauma acústico, que são alterações graves e irreversíveis no aparelho auditivo, o ruído 
está associado a interferência na comunicação oral nas bandas de oitava48 representadas pelas frequências 
de 500, 1000 e 2000 Hz." 
Portanto, a alternativa A está correta e é o gabarito da questão. 
63 (FGV / CODEBA / 2016) As radiações subdividem-se em Radiações Ionizantes e Não Ionizantes de acordo 
com a sua capacidade de interagir com a matéria. 
Relacione o tipo de onda aos possíveis efeitos sobre o trabalhador, decorrentes de exposição no ambiente 
de trabalho. 
( ) Raio X 
( ) Infravermelha 
( ) Microondas 
 
47 Atualmente existem outras definições para esse grupo de doenças. 
48 A banda de oitava é composta pelas oito faixas de frequência: 31,5; 63; 125; 250; 500; 1000; 2000; 
4000; 8000 e 16000 Hz. 
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1. Ação sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos descendentes. 
2. Elevação da pressão arterial. 
3. Queimaduras. 
Assinale a opção que indica a relação correta, de cima para baixo. 
(A) 1 – 2 – 3. (B) 1 – 3 – 2. (C) 2 – 3 – 1. (D) 3 – 2 – 1. (E) 3 – 1 – 2. 
Comentários: como vimos, as radiações gamas (𝜸)e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem 
massa, nem carga elétrica. A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo 
dos átomos ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X 
são produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons. O poder de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é 
muito maior que os das partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede 
de chumbo. Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes. 
No caso das micro-ondas das radiações infravermelhas, vimos que: 
"As radiações pertencentes ao espectro das micro-ondas podem ser produzidas em estações de radar, 
radiotransmissão, telefonia e em alguns processos industriais e medicinais. Estudos têm mostrado que o 
efeito mais acentuado é o térmico (aumento de temperatura dos tecidos) e que, quanto maior a frequência 
e maiores a potência e o tempo de exposição, maior o risco de lesões internas, devido às facilidades com que 
as ondas penetram no organismo. A exposição às micro-ondas também tem sido associada a elevação da 
pressão arterial (hipertensão). 
As radiações infravermelhas podem ter origem natural ou artificial e são, assim como as ultravioletas, pouco 
penetrantes no tecido humano, causando, basicamente aquecimento superficial da pele. Apesar de não 
serem classificadas como radiações não ionizantes pela NR 15, para efeitos de insalubridade, a exposição às 
radiações infravermelhas de grande magnitude podem resultar em queimaduras graves." 
Assim, temos: 
(raios-X) = ação sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos descendentes. 
(micro-ondas) = elevação da pressão arterial. 
(infravermelha) = queimaduras. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
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65 (UFMT / UFMT / 2016) Acerca do trabalho realizado em áreas onde há fontes de radiações ionizantes, 
marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
( ) Toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiações ionizantes, 
devendo ser remanejada para atividade compatível com seu nível de formação. 
( ) Toda instalação radiativa deve dispor de monitoração individual e de áreas. 
( ) Os dosímetros individuais devem ser obtidos, calibrados e avaliados exclusivamente em laboratórios de 
monitoração individual acreditados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
( ) Os trabalhadores devem realizar hemograma completo anualmente. 
Assinale a sequência correta. 
(A) F, F, F, V (B) V, V, F, F (C) V, V, V, F (D) F, F, V, V 
Comentários: vamos analisar cada afirmativa individualmente. 
A afirmativa I é verdadeira. Vimos que “o CNEN ainda determina que para mulheres grávidas 
ocupacionalmente expostas, suas tarefas devem ser controladas de maneira que seja impossível que, a partir 
da notificação da gravidez, o feto receba dose efetiva superior a 1 mSv (um mili-Sievert) durante o resto 
do período de gestação. 
Na contramão do CNEN, que permite a exposição, a legislação trabalhista, através da CLT, estabelece que 
toda trabalhadora com gravidez confirmada deve ser afastada das atividades com radiações ionizantes, 
devendo ser remanejada para atividade compatível com seu nível de formação.” 
A afirmativas II e III são verdadeiras. Como vimos, “(...) toda instalação radiativa deve dispor de monitoração 
individual e de áreas. A monitoração individual é realizada através de dosímetros individuais, que devem 
ser obtidos, calibrados e avaliados exclusivamente em laboratórios de monitoração individual acreditados 
pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Por sua vez, a monitoração de área é realizada através 
de equipamentos específicos, também acreditados pelo CNEN.” 
A afirmativa IV é falsa. Como vimos, “além da monitoração ambiental (individual e de área) a que está sujeito, 
o trabalhador deve passar por monitoração biológica rigorosa, incluindo realização de hemograma 
completo a cada 6 (seis) meses.” 
Logo, a alterativa C está correta e é o gabarito da questão. 
 
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66 (UNICENTRO / UNICENTRO / 2016) São equipamentos necessários à avaliação do estresse térmico, em 
ambientes sem carga solar, para cálculo do índice IBUTG: 
(A) Anemômetro e termômetro de globo; 
(B) Termômetro de bulbo seco e termômetro de globo; 
(C) Termômetro de bulbo úmido natural e termômetro de bulbo seco; 
(D) Termômetro de globo e termômetro de bulbo úmido natural. 
Comentários: se não há carga solar, não se faz necessária a medição da temperatura de bulbo seco (tbs), 
necessitando apenas da medidas das temperaturas de bulbo úmido (tbs) e temperatura de globo (tg), pelo 
que a alternativa D está correta e é o gabarito da questão. 
67 (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2015) As Diretrizes Básicas de Proteção Radiológica da CNEN determinam 
a necessidade de um supervisor de proteção radiológica, que é o indivíduo com habilitação de qualificação 
emitida pela CNEN, no âmbito de sua atuação, formalmente designado pelo titular da instalação para 
assumir a condução das tarefas relativas às ações de proteção radiológica na instalação relacionada àquela 
prática. 
Entre as responsabilidades do supervisor de proteção radiológica NÃO se encontra(m) 
(A) zelar pelo cumprimento do plano de proteção radiológica aprovado pela CNEN. 
(B) caracterizar a situação de periculosidade ou insalubridade por exposição à radiação ionizante. 
(C) assessorar a direção da instalação e mantê-la informada sobre todos os assuntos relativos à proteção 
radiológica. 
(D) coordenar o treinamento, orientar e avaliar o desempenho dos IOE (Indivíduo Ocupacionalmente 
Exposto), sob o ponto de vista de proteção radiológica. 
(E) planejar, coordenar, implementar e supervisionar as atividades do serviço de proteção radiológica, de 
modo a garantir o cumprimento dos requisitos básicos de proteção radiológica. 
Comentários: questão cobrando conhecimento a respeito da responsabilidade do supervisor de proteção 
radiológica, recorde-as: 
“De acordo com a Norma CNEN-NN-3.01, constituem responsabilidades do supervisor de proteção 
radiológica: 
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a) assessorar e informar a direção da instalação sobre todos os assuntos relativos à proteção 
radiológica; 
b) zelar pelo cumprimento do plano de proteção radiológica aprovado pela CNEN; 
c) planejar, coordenar, implementar e supervisionar as atividades do serviço de proteção radiológica, 
de modo a garantir o cumprimento dos requisitos básicos de proteção radiológica; 
d) coordenar o treinamento, orientar e avaliar o desempenho dos IOE, sob o ponto de vista de proteção 
radiológica. 
Destaque-se, ainda, que o substituto eventual do supervisor de proteção radiológica deve estar devidamente 
treinado ou habilitado, a critério da CNEN, para exercer a função de supervisor de proteção radiológica 
naquela prática.” 
Veja quenão cabe ao supervisor de proteção radiológica “caracterizar a situação de periculosidade ou 
insalubridade por exposição à radiação ionizante”. Isso é função do Engenheiro ou Médico do Trabalho. 
Assim, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
68 (INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2015) Entender as medidas de controle do ruído é fundamental para 
definir adequadamente os melhores meios de controle do ruído. Sobre essas medidas de controle, é 
correto afirmar que 
(A) regular motores de equipamentos ruidosos é uma medida de controle no meio. 
(B) reapertar estruturas de um equipamento ruidoso não pode proporcionar redução dos níveis de ruído 
deste equipamento. 
(C) a única medida de controle do ruído é através do uso de protetores auriculares. 
(D) nas medidas de controle no meio, quando o som incide sobre uma superfície, ele é absorvido, transmitido 
e uma parte dele é refletida. 
(E) as medidas de controle individuais são aquelas que buscam reduzir o ruído na fonte ou na trajetória. 
Comentários: inicialmente, recorde as medidas de controle do ruído: 
Controle do 
risco na 
fonte 
• Eliminação da fonte; 
• Seleção de máquinas ou equipamentos menos ruidosos; 
• Manutenção: elaboração de planos de manutenção preventiva e corretiva como por 
exemplo, balanceamento periódico de máquinas rotativas e lubrificação de 
rolamentos; 
• Modificação das fontes geradoras: Instalação de silenciadores em sistemas de ar 
comprimido, compressores, bicos de saída de ar, válvulas pneumáticas, condutores 
de sistemas de ventilação etc.; utilização de bases rígidas na montagem de máquinas 
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e equipamentos para redução da vibração (isolamento de máquina), ou de sistemas 
de amortecimento para reduzir a transmissão da vibração; 
Controle na 
trajetória 
• Não sendo possível o controle na fonte, o segundo passo é a verificação de possíveis 
medidas aplicadas no meio ou trajetória. Quando o som incide sobre uma superfície, 
uma parte é refletida, outra absorvida e uma transmitida. 
• Em resumo, as medidas de controle coletivo do ruído através da intervenção em sua 
trajetória baseiam-se em dois mecanismos: absorção (que reduz a energia refletida) 
e/ou isolamento (que evita a transmissão). 
• Exemplo clássico é o Isolamento acústico ou enclausuramento de máquinas e 
equipamentos ruidosos. Nesse tipo de solução técnica são utilizadas paredes 
Isolantes cobertas com absorventes acústicos (lãs de rocha ou vidro, espumas etc.), 
o que impede que o ruído se propague para o ambiente. 
Controle no 
receptor 
• Nesse caso, recorre-se a utilização de protetores auditivos, que podem ser de três 
tipos conforme definido pela NR 6: protetor circum-auricular (tipo concha), protetor 
de inserção (tipo plug, pré-moldado, geralmente de silicone) e o protetor semi-
auricular (tipo plug, moldável, geralmente de espuma). 
Agora, vamos analisar cada alternativa isoladamente. 
A alternativa A está incorreta. " regular motores de equipamentos ruidosos é uma medida de controle no 
meio (na fonte)”. A banca poderia ter utilizado o termo mais apropriado: “na trajetória”. 
A alternativa B está incorreta. Não só pode, mas se trata de medida de controle do risco na fonte, a mais 
efetiva, inclusive. 
A alternativa C está incorreta. Não mesmo! O uso de EPIs deve ser residual, apenas quando as medidas de 
controle do risco na fonte, as medidas de controle na trajetória e as medidas administrativas e de 
organização do trabalho não puderem eliminar completamente o risco. 
A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. De fato, esses são fenômenos acústicos que devem 
ser observados na adoção de medidas de controle na trajetória (no meio). 
A alternativa E está incorreta. "as medidas de controle individuais são aquelas que buscam reduzir o ruído 
na fonte ou na trajetória (no receptor, no caso, no trabalhador). 
69 (CESGRANRIO / PETROBRÁS / 2015) Os raios gama podem ser entendidos como radiação 
eletromagnética de frequência mais alta que a dos raios X. 
A radiação gama 
(A) origina-se no decaimento de elétrons em camadas mais internas dos átomos. 
(B) origina-se em decaimentos radioativos no interior dos núcleos dos átomos. 
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(C) possui menos energia que os raios X. 
(D) é menos penetrante que os raios X. 
(E) é uma radiação não ionizante. 
Comentários: vamos recordar as principais características dos diferentes tipos de radiações ionizantes. 
"Em função da quantidade de massa, carga elétrica e do comprimento de onda com que se propagam, as 
radiações ionizantes podem ser classificadas em partículas (possuem massa) ou em eletromagnéticas (não 
possuem massa): 
a) partículas alfa (𝜶): possuem valores de massa e carga elétrica relativamente grandes e podem ser 
facilmente detidas por uma folha de papel ou poucos centímetros de ar. Em geral, não conseguem 
ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim, basicamente 
inofensivas. Podem, ocasionalmente, provocar lesões graves quando penetram no organismo através 
de um ferimento ou aspiração; 
b) partículas beta (𝜷): resultam de desintegrações nucleares e possuem um poder de penetração maior 
que a das partículas alfa, podendo penetrar cerca de um centímetro nos tecidos, ocasionando danos 
à pele, mas não aos órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas; 
c) radiações gama (𝜸) e raios-X: são ondas eletromagnéticas, não possuem massa, nem carga elétrica. 
A diferença entre elas é a origem - a radiação gama (𝛾) é emitida a partir do núcleo dos átomos 
ionizados ou excitados (originam-se no interior dos núcleos dos átomos); enquanto os raios-X são 
produzidos na acomodação dos elétrons de átomos ionizados ou excitados, ou seja, originam-se no 
decaimento de elétrons (da energia liberada pela mudança no nível de camadas eletrônicas). O poder 
de penetração dessas radiações, especialmente das radiações gama (𝛾), é muito maior que os das 
partículas alfa (𝛼) e beta (𝛽), podendo atravessar vários centímetros de uma parede de chumbo. 
Especialmente os raiso-X podem agir sobre as células sexuais, podendo ser repassadas aos 
descendentes.” 
A alternativa A está incorreta. Essa é a origem dos raios-X. 
A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. De fato, os raios gama têm origem no interior dos 
núcleos dos átomos. 
As alternativas C, D e E estão incorretas. Os raios gama possuem frequência mais alta que os raios-X, 
portanto, possuem mais energia, menor comprimento de onda e consequentemente maior capacidade de 
penetração. 
 
 
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70 (COPESE-FPI / UFPI / 2015) Radiação classificada como Radiação Eletromagnética Ionizante é: 
(A) Radiação Infravermelha. 
(B) Radiação Gama. 
(C) Laser. 
(D) Micro-ondas. 
(E) Radiação ultravioleta. 
Comentários: das alternativas trazidas, apelas a radiação grama é ionizante, as demais, são não ionizantes. 
Portanto, a alternativa B está correta e é o gabarito da questão. 
71 (CESGRANRIO / TERMOBAHIA / 2012) Os princípios da radioproteção fornecem diretrizes básicas para 
atividades

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