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Teoria do Conhecimento Platão concebe o conhecimento como uma reminiscência das ideias patentes no mundo inteligível. Isso significa que para Platão, o conhecimento sensível não é suficiente, ele dá aos homens somente a percepção da coisas, isto é, o conhecimento sensível dá origem simplesmente à opinião. A teoria da reminiscência de Platão baseia-se na ideia de que aprender não é receber o conhecimento que vem fora de nós, porém é relembrar algo que a nossa alma já sabia antes de reencarnar nos nossos corpos. “E ele terá a ciência, sem que lhe tenha ensinado, mas sim interrogado, recuperando ele mesmo, de si mesmo, a ciência […] recuperar alguém a ciência, ele mesmo em si mesmo, não é rememorar? (PLATÃO, 2001, p. 65). As ideias que já estão presentes na alma, são despertadas por meio do questionamento e por meio desse questionamento, as ideias despertadas transformam-se em um conhecimento sólido. Outrossim, a reminiscência é o processo pelo qual a alma, tendo contemplado as ideias no mundo inteligível, antes de renascer, recorda desse conhecimento ao perceber do mundo sensível. Logo, aprender em Platão não é outra coisa senão recordar aqueles conhecimentos que a nossa alma possui. Pois carece que um homem entenda segundo o que se chama de ideia, de muitas sensações indo à unidade, por raciocínio concebida, é isto é reminiscência daqueles seres que outrora vou nossa alma, quando caminhou com um deus e de cima olhou o que agora nós afirmamos que é, e para cima virou-se ao que essencialmente é (PLATÃO, 2016, p. 89). A reminiscência, parte de muitas percepções, e reunindo essas percepções numa única ideia por meio desse raciocínio. E todo esse exercício só é possível porque a alma já contemplou essas ideias que por meio do raciocínio, podemos alcançar através da lembrança. Entretanto, segundo a reminiscência Platónica nós só conhecemos, por exemplo: da ideia de igualdade, beleza, justiça, porque esse tipo de conhecimento não é originado pela nossa experiência sensorial (sensível), porque as coisas iguais que nós percebemos através dos nossos sentidos são sempre imperfeitas. “Ao ver um retrato de Símias, não é fácil recordar-se do próprio Símias? […] é necessário que antes tenhamos tido ocasião de conhecer esse ser de que se aproxima o dito objeto, ainda que imperfeitamente (PLATÃO, 1972, p. 84). O conhecimento prévio de um determinado objeto não é fruto dos sentidos, ele é é adquirido pela alma antes de reencarnar no corpo. Isso nos leva à existência da alma antes do corpo. Portanto, o belo, o igual, o bom, não são aprendidos pela experiência sensível mas estão presentes na alma. A teoria de conhecimento do Platão também pode ser considerada inatista, na medida em que conhecemos já está na nossa alma, só nos resta despertá-lo. Referências… PLATÃO. (1972). Diálogos: o Banquete, Fédon, sofista, político. Trad. José Cavalcante de Sousa. São Paulo: Victor Civita. PLATÃO. (2001). Mênon. Trad. Maura Iglesias. Rio de Janeiro: PUC-RIO; Loyola. ________ (2016). Fedro. Trad. José Cavalcante de Sousa. São Paulo: Editora 34.