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"O FUTEBOL NÃO GOSTA DA MULHER, MAS TÊM MUITAS MULHERES QUE AMAM O FUTEBOL. VAMOS CONTINUAR POR AQUI" PROBLEMATIZANDO O MACHISMO ATRAVÉS DE NARRATIVAS SOBRE O FUTEBOL FEMININO Discente: Helena Kira Orientadores: Neyse Luz Muniz e Pedro Alves Castro Instituto de Educação Física - UFF Abril/2024 A Helena que tinha o sonho de ser jogadora de futebol Dando o pontapé inicial na investigação Não se nasce apaixonada por futebol, torna-se: Preconceitos construídos considerando os pilares de domínio masculino A vida além da bola: O futebol além do gramado Não estou só: Entrelaçamentos narrativos A aula de Educação Física como espaço de reflexionamento e resistência aos determinantes sociais de gênero O apito (que não é) final “ESQUEMA TÁTICO” A HELENA QUE TINHA O SONHO DE SER JOGADORA DE FUTEBOL Minha voz se junta às vozes de outras mulheres que desafiam as normas, quebram as barreiras e se recusam a serem silenciadas. Porque, no final das contas, meu sonho pode ter sido interrompido, mas minha luta está apenas começando. “Embora meu sonho de me tornar uma jogadora de futebol profissional tenha sido interrompido pelo machismo, minha determinação de lutar por um futuro mais igualitário e inclusivo no esporte permanece inabalável”. DANDO O PONTAPÉ INICIAL NA INVESTIGAÇÃO Prado, Soligo e Simas (2022) - Tridimensionalidade presente na pesquisa narrativa Larrosa (2002) - Compreensão de experiência Esporte dominado por homens e associado à masculinidade 9 anos - 3ª série “Mulher macho” Esteriótipos Formas de se vestir “Memórias subterrâneas” (Pollak) “Durante a construção da escrita narrativa desta investigação estou relembrando, vivendo e me redescobri como uma mulher ainda mais apaixonada pelo futebol.” NÃO SE NASCE APAIXONADA POR FUTEBOL, TORNA-SE: PRECONCEITOS CONSTRUÍDOS CONSIDERANDO OS PILARES DE DOMÍNIO MASCULINO A VIDA ALÉM DA BOLA: O FUTEBOL ALÉM DO GRAMADO Megan Rapinoe LGBTQIAP+ Racismo Justiça racial “Ir para o jogo tornou-se muito mais tenso. Muita gente julgava o fato de estar na torcida, porque a mulher tem que ficar em casa. Não pode ter a mesma liberdade que um homem.” Ana Paula Lima (Torcedora) 01 02 03 "O povo fica me criticando. Isso dói, o povo fica me chamando de 'machão', tudo quanto. Eu viro a cara e continuo jogando a minha bola." Klara Maria (Atleta) "Aos 24 minutos do segundo tempo e na saída da arbitragem do campo de jogo, a torcida do Clube de Regatas Brasil proferiu o seguinte canto: 'Rapariga, rapariga, rapariga.'" Edina Alves Batista (Árbrita) NÃO ESTOU SÓ: ENTRELAÇAMENTOS NARRATIVOS “É um prazer imenso estar aqui com vocês, nesse dia que posso dizer, sem sombra de dúvida, para nós mulheres, histórico. Não conheço nenhum caso no mundo, de uma entrevista coletiva, temos convidados e convidadas somente mulheres. Quando nós tivemos essa ideia, nós divulgamos e por incrível que pareça, ouvi muitas perguntas de homens "por que só mulheres?". Digo para esses homens: não sejam histéricos! Não é isso que dizem pra gente? Queria que esse encontro simbolizasse para os homens que eles sintam em uma hora o que nós mulheres sentimos desde que nascemos.” Leila Pereira (Presidente do Palmeiras) 04 05 06 “Nossa sociedade foi estruturada sobre bases machistas. Enquanto público, não estamos preparados para assistir, ouvir, admirar ou consumir conteúdos produzidos por mulheres. Mas é claro, que, quando falamos de futebol, a situação se agrava. Até meados de 1940, nós éramos proibidas de jogar, de assistir e até de comentar o esporte. […] Primeiro, as repórteres vieram desbravando o terreno; depois, as comentaristas fincaram suas opiniões nas bancadas, e agora, finalmente, chega a vez das narradoras. Espero que seja o último passo para um cenário de equidade.” Renata Silveira (Narradora) “Aos 11, 12 anos. Apanhei demais dos meus irmãos mais velhos. Levava pontapés e socos. Eles não queriam que eu jogasse com os meninos. Os vizinhos também falavam que eu ia aparecer grávida, que ia virar marginal por jogar futebol com os meninos. Mas, quanto mais falavam, eu fazia o dobro.” Formiga (Ex atleta) “O meu pai e minha família, na verdade, sempre me apoiaram muito nessa questão do futebol, sempre me ajudaram. Em 2016, estava na época das Olimpíadas (que foram aqui no Brasil) e a gente estava assistindo e acompanhando muito o futebol feminino, e meu pai começou a pesquisar mais sobre, até que ele achou um clube (que é o Centro Olímpico) que foi meu primeiro clube de base e iria ter peneira (...)” Jovem atleta do Flamengo07 “Eu teria bem mais oportunidades, mas o nível seria bem maior, nível de dificuldade. Mas, em relação à visibilidade, eu acho que não tem nem como comparar. O futebol masculino tem muita mais visibilidade. Mas se tem uma coisa que está crescendo muito nos últimos tempos é a visibilidade do futebol feminino, está crescendo bastante.” “Acho que é a principal dificuldade encontrada é em relação a estrutura, com certeza. A estrutura do futebol feminino é fraquíssima. Claro que hoje em dia já está muito melhor, muito melhor mesmo, mas sempre foi fraca, em relação tanto aos clubes, quanto às competições...” Jovem atleta do Flamengo07 “A visibilidade do futebol feminino está melhorando também, porque, nos últimos tempos, a qualidade do futebol feminino tem melhorado muito, né? Antigamente, o futebol não era no nível muito atrativo para as pessoas assistirem, e hoje em dia, o nível que nós meninas estamos apresentando tem sido bem mais atrativo. Por exemplo, transmissões de jogos de partidas estão batendo muito altas visualizações, algo que está começando a atrair o povo. Claro, ainda está distante, mas já tem um baita crescimento.” Conversa com mulheres do mundo do futebol História do futebol feminino Uniformes A AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA COMO ESPAÇO DE REFLEXIONAMENTO E RESISTÊNCIA AOS DETERMINANTES SOCIAIS DE GÊNERO Debate sobre esteriótipo de gênero e mídia Leitura de literatura e artigos críticos A AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA COMO ESPAÇO DE REFLEXIONAMENTO E RESISTÊNCIA AOS DETERMINANTES SOCIAIS DE GÊNERO Jogos mistos e coletivos Rememorar minhas experiências Como as atitudes machistas no futebol feminino impactam a formação identitária das jovens que apreciam o futebol Promover a igualdade de gênero no ambiente educacional sobre a importância do trabalho pedagógico na desconstrução desses estereótipos de gênero Olivia: Educação e luta contra o machismo O APITO (QUE NÃO É) FINAL ESPORTE E MÍDIA. Renata Silveira culpa machismo por atraso de mulheres no futebol. Disponível em: https://esporteemidia.com/2022/07/renata-silveira-culpa-machismo-por-atraso-de-mulheres-no-futebol.html. Acesso em: 27 de março de 2024 ESPN. Leila Pereira explica entrevista só para mulheres; Palmeiras rebate críticas: 'Não sejam histéricos'. 2024 Disponível em: https://www.espn.com.br/futebol/palmeiras/artigo/_/id/13104940/leila-pereira-explica-entrevista-so-para-mulheres-palmeiras- rebate-criticas-nao-sejam-histericos. Acesso em: 27 de março de 2024 MARCELA RAFAELA, "O futebol não gosta de mulher". ESPORTUDO.W 2023. Instagram. Recuperado de https://www.instagram.com/esportudo.w/p/C3--YcgOHW4/. Acesso em: 25 de março de 2024 FORBES. A jogadora Megan Rapinoe fala sobre a luta pela igualdade dentro e fora do campo. Forbes Brasil, 29 de abril de 2021. Disponível em: https://forbes.com.br/videos/2021/04/a-jogadora-megan-rapinoe-fala-sobre-a-luta-pela-igualdade-dentro-e-fora- do-campo/. Acesso em: 02 de março de 2024. BIOGRAFY.COM. "Megan Rapinoe". Acessado em [data de acesso]. Disponível em: https://www.biography.com/athletes/megan- rapinoe. cesso em: 17 de abril de 2024. REREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Globo Esporte. "Jogadora mirim que chorou ao relatar ser ofendida de 'machão' ganha apoio para não desistir do futebol". Publicado em 5 de outubro de 2022. Disponível em: https://ge.globo.com/pi/noticia/2022/10/05/jogadora-mirim-que- chorou- ao-relatar-ser-ofendida-de-machao-ganha-apoio-para-nao-desistir-do-futebol.ghtml. Acesso em: 17 de março de 2024 GLOBO ESPORTE. Torcedora do Coritiba é agredida por policiais antes do jogo; veja o vídeo. Disponível em: https://ge.globo.com/pr/futebol/times/coritiba/noticia/2012/11/torcedora-do- coritiba-e-agredida-por-policiais-antes-do-jogo- veja-o-video.html. Acesso em: 17 de março de 2024 GLOBO ESPORTE. STJD multa o CRB por cânticos discriminatórios da torcida contra árbitra Edina Alves. 2022. 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