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Unidade 1
Cor, Percepção e Expressão
Aula 1
Aspectos Físicos da Cor
Aspectos Físicos da Cor
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Dica para você
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, você vai conhecer como funciona a percepção do olho humano no que se refere
às cores e entender a diferença entre a cor luz e a cor pigmento.
Esse conteúdo será imprescindível para uma maior compreensão sobre como um profissional de
artes gráficas, design e audiovisual, deverá trabalhar as cores para expressar emoções, resolver
conflitos e criar ambientações. Tudo isso começa com a percepção humana sobre as cores.
Vamos começar!?
Ponto de Partida
Olá, estudante! Boas-vindas ao estudo desta unidade.
O conteúdo vai se concentrar nos aspectos físicos da cor por meio da percepção da cor, da sua
origem e como aplicar esse conhecimento para expressar as suas ideias nos trabalhos que
desenvolverá ao longo de sua carreira e de sua vida.
Disciplina
SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
Nesta aula, busque compreender como enxergamos as cores e como elas atuam em nossa
percepção. Afinal, onde está a cor? Nos objetos? Na luz? Uma coisa podemos afirmar: não existe
cor sem luz, portanto a relação entre cor e luz é bem estreita
Vamos lá?
Vamos Começar!
Percepção das Cores
Antes de entender as cores, é necessário que você se debruce sobre a compreensão da luz. Um
dos maiores estudiosos da área foi o cientista Isaac Newton. Ele realizou um experimento de
refração da luz através de um prisma sobre uma superfície e observou que a luz solar se divide
em um espectro de sete cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Sobre um
de seus icônicos experimentos, a pesquisadora Luciana Martha Silveira descreve:
Com um prisma de vidro, triangular, Newton fez experimentações no campo do fenômeno das
cores. Onde outros haviam apenas exibido os espectros coloridos produzidos pelo prisma,
Newton analisou os fenômenos da dispersão e da composição da luz branca. Suas experiências
mostraram que a luz branca, ou luz solar, era uma mistura de luzes de várias cores componentes,
hoje chamados de radiações monocromáticas. (SILVEIRA, 2015, p. 25)
Disciplina
SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
Figura 1 | O prisma de Newton. Fonte: Pixabay.
Analisando a luz branca proveniente de uma fonte natural, no caso o sol, Newton chegou à
conclusão de que esta é formada por diversas outras cores. É preciso comentar, entretanto, que
nem toda fonte de luz é uma fonte natural. Existem também fontes de luz artificiais. São elas: as
lâmpadas incandescestes e fluorescentes, telas de televisores, além de telas de computadores e
celulares. A radiação luminosa compreende, portanto, fontes naturais e artificiais. Sabendo da
existência e da diferença entre dois tipos de fonte de luz, podemos, então, aprofundar o nosso
conceito de cores.
Cor pigmento
As cores pigmento são cores provenientes de feixes de luz natural. Todas as cores que o olho
humano percebe que não são provenientes de fontes artificiais se encaixam nessa categoria.
Como funciona a percepção da cor pelo olho humano? Segundo Silveira (2015, p. 47), “um corpo
é chamado de vermelho porque tem a capacidade de absorver quase todos os raios da luz
branca incidente, refletindo para os nossos olhos apenas a totalidade dos vermelhos”.
No caso de cores pigmento, a luz solar incide sobre um objeto. Este receberá as cores do feixe
de luz branca e absorverá todas, menos uma. Esta será refletida e será captada pelo olho. No
fundo do olho humano, existe uma área chamada retina. Nela temos a presença de dois tipos
distintos de células, os cones e os bastonetes. “A camada mais interna é a retina: a porção do
olho que percebe a luz. Ela contém células bastonetes, que são responsáveis pela visão em
condições de pouca luz, e as células cone, responsáveis pela visão de cores e detalhes”
(COMO..., 2015).
Disciplina
SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
 Figura 2 | Anatomia do olho humano. Fonte: Freepik.
No caso, o feixe colorido refletido pelo objeto será interpretado pelas células cones, o que nos
dará a visão da cor. Para que ambas as células consigam decodificar imagens e nos prover a
visão, é necessário que haja luz.
Cor luz
Disciplina
SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
As cores luz, por sua vez, são provenientes de fontes de luz artificial. Elas são percebidas e
decodificadas pelas células cones da mesma maneira que as cores pigmento, mas é importante
ressaltar que sua fonte é diferente. Cores luz possuem na sua origem uma fonte luminosa, já que
são projetadas pela tela de um aparelho eletrônico. As cores luz não precisam ser absorvidas e
refletidas por um objeto, pois saem “prontas” do seu destino.
Segundo Lupton e Phillips (2008), a cor existe, literalmente, no olho do observador, pois só
podemos percebê-la quando a luz é refletida por um objeto ou emitida por uma fonte.
A nossa percepção da cor depende do material ou pigmentação desse material e, também, do
tipo e da intensidade da fonte luminosa que incide sobre ele. Além disso, percebemos as cores
em relação às outras cores em torno delas, porque elas podem se apresentar como tons mais
claros ou mais escuros, dependendo das cores do entorno.
Siga em Frente...
A origem da cor
Vamos iniciar este conteúdo falando sobre a origem da cor preta. Existe dois sistemas/esquema
de cor: cor pigmento e cor luz, conforme visto a pouco. Os dois sistemas de cor funcionam de
maneiras complementares, tendo origens diferentes para a cor preta. Cores pigmento são cores
que têm a absorção do objeto como seu processo diferencial.
Para uma cor ser percebida pelo olho humano, o objeto precisa absorver todas as cores e refletir
uma, que será assim captada e interpretada. As cores luz não passam por esse processo, pois
são projetadas diretamente de um monitor. A radiação luminosa de uma cor luz já está presente
na sua projeção, que é diretamente captada e interpretada pelo olho humano, não precisando,
portanto, ser absorvida e refletida por um objeto.
De onde vem a cor preta, então?
Quando um corpo absorve todos os feixes de cor da luz branca e não reflete nenhuma, esse
corpo tem a cor preta. Então, o mundo das cores pigmento é um mundo que podemos chamar de
subtrativo. Isso é, para cores mais escuras, é necessário que haja a sobreposição de cada vez
mais cores.
As cores subtrativas são as cores refletidas por um objeto, ou seja, a cor que é visível é aquela
que não foi absorvida pelo objeto. As suas cores primárias são: o ciano (azul), o magenta
(vermelho) e o amarelo. Daí a sigla do seu sistema: CMY (cian, magenta e yellow). Essas cores
são consideradas como cores-pigmento, pois foram obtidas pela mistura das cores primárias
aditivas: a mistura do verde com o azul gera o ciano; a mistura do vermelho com o azul origina o
magenta; por fim, adicionando-se verde ao vermelho temos o amarelo.
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
Importante ressaltar que aqui existe uma particularidade: o preto absoluto é uma cor inatingível
para o esquema de cores pigmento. Isso porque, mesmo que o objeto nos dê a percepção do
preto, ele sempre refletirá uma pequena quantidade de luz. Lembre-se: o olho precisa de luz para
perceber a cor. Portanto, mesmo que o objeto seja preto, ele vai refletir alguma quantidade de luz.
Isso também serve para um objeto branco. Mesmo que este nos dê a percepção do branco, ele
sempre absorverá alguma quantidade de luz.
Figura 3 | Esquema de cores pigmento. Fonte: Flaticon.
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
As cores luz funcionam de maneira inversa, pois têm uma etapa a menos na sua percepção.
Vamos a mais um exemplo: quando um monitor de computador está́ ligado e você tem a cor
branca aparecendo, isso quer dizer que todas as cores que aquele monitor emite estão sendoutilizando cores que vão fazer com que o seu trabalho seja facilmente identificável?
Procure sempre tomar cuidado com a legibilidade e o contraste das suas cores, e sempre faça
testes em aparatos coloridos, procurando a melhor visualização possível da sua marca. 
Você pode dar início ao seu trabalho pesquisando qual flor utilizar. Flores azuis são raras na
natureza, mas temos algumas espécies, tais como a Myosotis sylvatica e suas parentes, ou a
Agapanthus africanus. Você pode adquirir uma foto de alguma espécie e, utilizando a ferramenta
de seleção de cor (conta-gotas), tirar algumas amostras de cores da flor escolhida. Cada flor tem
diversas cores, mesmo sendo de matiz azul. Você poderá, por exemplo, selecionar um matiz de
azul mais claro, um mais escuro e um mediano, para assim ter diversas opções.
Utilizando a sua liberdade artística, você poderá modular as cores, alterando saturação e valor.
Depois de decidido o matiz básico da sua composição, você poderá adicionar cores que
combinem com o primeiro matiz selecionado. Por exemplo, se escolhermos um matiz de azul-
claro, temos diversas possibilidades de combinação. Podemos trabalhar com uma paleta
análoga e combiná-la com um roxo ou um lilás. Pensando numa paleta complementar, podemos
trabalhar o azul-claro combinado a um amarelo e um laranja. É importante ressaltar que estamos
falando de uma mascote que tem o seu lastro na realidade, mas uma flor não necessariamente
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precisa ter as folhas e o cabo do matiz verde – ainda mais se considerarmos que o verde não
deve ser utilizado dentro da paleta neste exercício, apenas como contraste. Escolha com cuidado
qual paleta de cores vai trabalhar, seja uma paleta análoga ou uma paleta complementar, e não
se esqueça de justificar a sua escolha.
Selecionadas suas cores, aplique-as em aparatos coloridos, em fotos de estufas, e faça testes
para demonstrar a legibilidade. Se preciso, isole a cor com contornos, podendo estes ser brancos
ou coloridos. Aqui, você vai apresentar um estudo de contrastes, então foque sempre na
legibilidade da imagem, em como as cores conseguem ser claramente reconhecidas e
percebidas, sem causar confusão visual. Dê orientações de dois ou mais aparatos coloridos em
que a paleta de cores funciona bem, e demonstre onde ela não funciona.
É importante criar um mapa visual claro em que as suas escolhas fiquem aparentes, sem dar a
impressão de serem aleatórias. Para isso, tome especial cuidado ao justificar o que está sendo
proposto.
Não existe cor sem luz! A cor aditiva é a cor que ocorre pela adição de luz. Quando duas cores
primárias aditivas são misturadas, o resultado é uma cor muito mais luminosa. Se a mistura for
criada pela síntese das três cores primárias, o resultado é o branco – a luz. Já a cor subtrativa é a
cor que ocorre pela subtração da luz. Nesse caso, as cores são obtidas pela absorção de parte
da luz. Por isso, ao misturarmos duas cores básicas desse sistema, o resultado corresponde a
cores que tendem para os tons mais escuros. Se forem misturadas as três, o resultado é o preto.
Vamos acompanhar o resumo visual do conteúdo explanado nesta unidade.
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
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Agora que você possui todo este conhecimento, mão na massa! Inicie trabalhos e propostas
coloridas em seus trabalhos de design. Bom trabalho! 
ANDRADE, F. Falando sobre cores: entenda o que é CMYK, RGB e Pantone. Sala 7 Design, [S. I.],
2016. Disponível em: https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-
que-e-cmyk-rgb-e-pantone. Acesso em: 16 fev. 2023.
FARINA, M.; PEREZ, C.; BASTOS, D. Psicodinâmica das cores em comunicação. 5a edição revista
e ampliada. São Paulo: Edgard Blücher, 2006.
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-que-e-cmyk-rgb-e-pantone.
https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-que-e-cmyk-rgb-e-pantone.
PRISMA de Newton. Museu Interativo da Física, [S. l.], c2023. Disponível em:
https://minf.ufpa.br/prisma#:~:text=O%20Prisma%20%C3%A9%20um%20objeto,refra%C3%A7%C
3%A3o%20e%20a%20dis pers%C3%A3o%20luminosa. Acesso em: 16 fev. 2023.
ROCHA, J. C. Cor luz, cor pigmento e os sistemas RGB e CMY. Revista Belas Artes, n. 3, mai-ago
2010. Disponível em: https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/3/cor-luz-
cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf. Acesso em: 17 fev. 2023.
SILVEIRA, L. M. Introdução à teoria da cor. 2a edição. Curitiba: Editora UTFPR, 2015.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 1a edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2001.
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https://minf.ufpa.br/prisma#:~:text=O%20Prisma%20%C3%A9%20um%20objeto,refra%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20dis%20pers%C3%A3o%20luminosa
https://minf.ufpa.br/prisma#:~:text=O%20Prisma%20%C3%A9%20um%20objeto,refra%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20dis%20pers%C3%A3o%20luminosa
https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/3/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf.
https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/3/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf.projetadas na sua intensidade máxima. “Para a percepção de outras cores, precisa ocorrer
variação da intensidade das cores base daquele sistema” (ANDRADE, 2016, [s. p.]).
Lembre-se de que a luz branca, natural ou artificial, é formada por um raio de cores diversas. Para
vermos cores provenientes de fontes naturais, é preciso que sejam refletidas e captadas pelo
nosso olho. Agora, para vermos variedade de cores provenientes de fontes artificiais, estas
precisam brilhar em intensidades diferentes, pois não são absorvidas e refletidas pelo objeto.
Num sistema de cores luz, o branco é a junção de todas as cores brilhando em sua intensidade
máxima, enquanto as cores propriamente ditas são formadas pela variação das cores base
brilhando em intensidades diferentes. Suas cores primárias são: o vermelho, o verde e o azul-
violetado.
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Figura 4 | Esquema de cores luz. Fonte: Flaticon.
As cores aditivas são baseadas nas cores que os nossos olhos captam (vermelho, verde e azul).
São chamadas de sistema ou modelo RGB (red, green e blue). Nesse sistema, a cor ocorre pela
incidência da luz, que é emitida por um objeto. É como funcionam as TVs, a tela do computador,
a tela do cinema ou as câmeras digitais.
Mas, e o preto? Para a cor preta, é originada por meio da sobreposição das cores primárias desse
sistema, dando origem a um cinza neutro, visto que é impossível atingir o preto puro. Nenhuma
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cor é projetada por aquele monitor, como se ele tivesse “desligado” as cores. A projeção de
nenhuma cor resulta na cor preta. De maneira contrária às cores pigmento, um sistema
subtrativo, em que a absorção de todas as cores resulta na cor preta, as cores luz funcionam
como um sistema aditivo. A adição de todas as cores brilhando em intensidade máxima resulta
no branco. Por sua vez, a ausência da projeção das cores resulta no preto.
Aplicação das cores
Sabemos, então, que existem dois tipos de fontes luminosas: a natural e a artificial. Também
entendemos que cada fonte luminosa funciona com um esquema de cores, sejam elas cores
pigmento ou cores luz.
E qual é a importância disso para o profissional que atua na área de artes gráficas e audiovisual?
Cada sistema de cores funciona com cores básicas diferentes. “A cor primária é assim
denominada por ser cada uma das três cores indecomponíveis. Quando misturadas em
proporções variáveis produzem todas as cores do espectro visível” (SILVEIRA, 2015, p. 47).
Em qualquer sistema de cor, existem três cores puras que não podem ser adquiridas mediante
nenhuma mistura. Isso porque são precisamente estas que originam as demais. Cada sistema
de cor funciona com suas respectivas primárias.
Sistema RGB
As cores luz correspondem ao sistema RGB, no qual as cores básicas são red (vermelho), green
(verde) e blue (azul). Todo arquivo proveniente de uma mídia digital trabalhará com esse
esquema de cores. Então, todas as mídias digitais são regidas pelo sistema RGB.
Para melhor compreender as cores luz primárias, consideram-se três projetores: um para a luz
vermelha, um para a verde e outro para a azul. Além disso, deve-se dispor de um anteparo branco
que possa refletir totalmente (ou quase) a luz. (...) A partir da mistura dessas três cores
projetadas, modificando a intensidade relativa dos projetores, é possível obter um grande número
de cores. (SILVEIRA, 2015, p. 50)
Sistema CMYK
Retornemos para as cores pigmento. Estas funcionam dentro do sistema CMYK. As cores
básicas desse sistema são: o ciano, o magenta, o yellow (amarelo) e o key (preto). Esse key será
aprofundado na aula seguinte. Toda vez que esse sistema for aplicado, estamos falando de
materiais impressos. “As cores primárias para este conjunto são o magenta, o amarelo e o ciano.
A mistura destas três cores, assim como a sobreposição destes três filtros coloridos
interceptando a luz branca, produz igualmente o cinza-neutro por síntese subtrativa” (SILVEIRA,
2015, p. 49).
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Vamos Exercitar?
Suponhamos que você trabalhará com criação de arte para postagens em rede social ou com a
edição de um pequeno vídeo comercial para televisores. O seu arquivo final funcionará com
esquema de cores luz, ou seja, no sistema RGB, já que o produto final será exibido em um
monitor (celular, televisor).
Agora, supondo que você esteja trabalhando no desenvolvimento de um pôster de filme, cartaz,
panfleto ou cartão de visita, o produto necessariamente deverá ser regido pelo sistema CMYK,
pois é uma mídia que será impressa. É muito importante se atentar para a finalidade do material
sendo produzido, seja ele voltado para as artes gráficas ou para a área audiovisual. Assim,
sempre se deve optar pelo sistema de cores correto. Utilizar o sistema CMYK em uma mídia
digital resulta em cores “desbotadas”, e utilizar cores RGB em uma mídia impressa nos entrega
trabalhos com cores muito “estouradas”.
Saiba mais
Caro estudante!
Como sugestão de aprofundamento para o seu aprendizado, faça a leitura do artigo do professor
João Carlos Rocha, intitulado “Cor luz, cor pigmento e os sistemas RGB e CMY”. Nesse texto, ele
explica com mais profundidade os temas tratados aqui, trazendo informações importantes
voltadas para a parte física da teoria das cores, tais como oscilações de ondas, temperatura de
cor e ainda outros sistemas de cores existentes. Disponível em: https://www.belasartes.br/wp-
content/uploads/2023/05/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf. Acesso em: jan.
2024.
Deixamos também como sugestão uma matéria da revista Veja. Ela trata da substância mais
escura já criada pelo homem, absorvendo mais de 99% de luz e tornando-se praticamente
invisível ao olho humano. É uma visão curiosa e acreditamos que surpreenderá você. Disponível
em: https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-criam-material-mais-escuro-do-mundo. Acesso
em: jan. 2024.
Para concluir, temos um artigo intitulado: “A influência das cores no audiovisual”. Nele,
encontramos as bases da física das cores, bem como a história do cinema colorido e, também,
uma pincelada no conteúdo das próximas aulas, como a noção do círculo cromático, paleta de
cores e a influência das cores nas emoções. Disponível em:
https://portalintercom.org.br/anais/sudeste2013/resumos/R38-1304-1.pdf. Acesso em: jan.
2024.
Referências
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
https://www.belasartes.br/wp-content/uploads/2023/05/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf
https://www.belasartes.br/wp-content/uploads/2023/05/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf
https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-criam-material-mais-escuro-do-mundo
https://portalintercom.org.br/anais/sudeste2013/resumos/R38-1304-1.pdf
ANDRADE, F. Falando sobre cores: entenda o que é CMYK, RGB e Pantone. Sala 7 Design, [S. I.],
2016. Disponível em: https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-
que-e-cmyk-rgb-e-pantone. Acesso em: jan. 2024.
CIENTISTAS criam material mais escuro do mundo. Revista Veja, [S. l.], 2016. Disponível em:
https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-criam-material-mais-escuro-do-mundo/. Acesso em:
jan. 2024.
COMO funciona a visão. Focus Medicina dos Olhos, [S. l.], 2015. Disponível em:
http://focusmedicinadosolhos.com.br/index.php/artigos/como-funciona-a-visao. Acesso em: jan.
2024.
PRISMA de Newton. Museu Interativo da Física, [S. l.], c2023. Disponível em:
https://minf.ufpa.br/prisma#:~:text=O%20Prisma%20%C3%A9%20um%20objeto,refra%C3%A7%C
3%A3o%20e%20a%20dispers%C3%A3o%20luminosa. Acesso em: jan. 2024.
ROCHA, J. C. Cor luz, cor pigmento e os sistemas RGB e CMY. Revista Belas Artes, n. 3, mai-ago
2010. Disponível em: https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/3/cor-luz-
cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf. Acesso em: jan. 2024.
SILVEIRA, L. M. Introdução à teoria da cor. 2a edição. Curitiba: Editora UTFPR, 2015.
STAMATO, A. B. T.; STAFFA, G.; VON ZEIDLER, J. P. A influência das cores no audiovisual. In:
Congressode ciências da comunicação da região sudeste, 18., 2013, Bauru. Disponível em:
https://www.portalintercom.org.br/anais/sudeste2013/resumos/R38-1304-1.pdf. Acesso em:
jan. 2024.
Aula 2
Círculo Cromático
Círculo Cromático
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https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-que-e-cmyk-rgb-e-pantone.
https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-que-e-cmyk-rgb-e-pantone.
https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-criam-material-mais-escuro-do-mundo/
http://focusmedicinadosolhos.com.br/index.php/artigos/como-funciona-a-visao.
https://minf.ufpa.br/prisma#:~:text=O%20Prisma%20%C3%A9%20um%20objeto,refra%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20dispers%C3%A3o%20luminosa.
https://minf.ufpa.br/prisma#:~:text=O%20Prisma%20%C3%A9%20um%20objeto,refra%C3%A7%C3%A3o%20e%20a%20dispers%C3%A3o%20luminosa.
https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/3/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf.
https://www.belasartes.br/revistabelasartes/downloads/artigos/3/cor-luz-cor-pigmento-e-os-sistemas-rgb-e-cmy.pdf.
https://www.portalintercom.org.br/anais/sudeste2013/resumos/R38-1304-1.pdf.
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, você vai conhecer conteúdos sobre o círculo cromático e tudo que está
relacionado às cores. A cor em uma peça audiovisual ou gráfica é um personagem à parte, e é
importantíssimo saber expor aquilo que se deseja fazendo uso dela.
O aprendizado da aula de hoje é indispensável, pois fornece o conhecimento necessário para a
montagem de paletas de cores eficientes, auxiliando na ambientação e em peças gráficas e
audiovisuais. Vamos começar!?
Ponto de Partida
Olá, estudante! Boas-vindas ao estudo desta unidade.
A cor é um elemento importantíssimo dentro de um projeto independentemente da área de
atuação profissional, basta o profissional saber expor aquilo que se deseja fazendo uso dela.
Aqui, daremos nomes às cores. Vamos compreender a estrutura de três círculos cromáticos
diferentes, sendo eles o de Newton, o de cores pigmento e o de cores luz, além de suas
respectivas utilizações. Também nos aprofundaremos nas cores primárias, secundárias e as
terciárias. Para finalizar, trabalharemos as noções de cores análogas, cores complementares,
cores frias e quentes.
Vamos lá?
Vamos Começar!
Os Círculos Cromáticos
Os sistemas de cores funcionam com tríades, cujas bases são as cores primárias. Quando estas
se misturam, dão origem às cores secundárias, que, por seguinte, originam as terciárias. Tal
estrutura de cores e suas misturas, por sua vez, dão origem ao círculo cromático. Cada sistema
de cores possui seu respectivo círculo.
O círculo de Newton
O círculo de cores de Newton é formado a partir da separação da luz branca, que resulta em sete
cores, sendo elas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Dessas sete cores, três
são primárias: o azul, o amarelo e o vermelho.
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Figura 1 | As três cores primárias do círculo de Newton. Fonte: Silveira, 2015.
Na combinação equivalente entre azul e amarelo, temos o verde. Entre o amarelo e o vermelho,
temos o laranja. Entre o vermelho e o azul, temos o violeta, formando assim as três cores
secundárias.
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Figura 2 | As três cores secundárias do círculo de Newton. Fonte: Silveira, 2015.
Colocando as primárias e as secundárias em seus lugares, temos as bases do círculo cromático.
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Figura 3 | O círculo de Newton. Fonte: Silveira, 2015.
As cores terciárias se originam com a mistura entre primárias e secundárias. Estas são também
conhecidas como cores intermediárias, visto a sua natureza composta. O círculo cromático de
Newton é um sistema subtrativo de cores; isso quer dizer que, ao centro, na mistura das três
primárias, temos o preto. Como já foi discutido na aula anterior, esse preto se trata de um cinza
neutro, uma vez que é impossível criar uma cor 100% preta. Essas são as características do
círculo cromático de Newton.
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Figura 4 | O círculo de Newton com preto. Fonte: Silveira, 2015.
 
O círculo CMYK
As cores nesse sistema são compostas por pigmentos translúcidos que, quando sobrepostos,
criam o preto; portanto, também é um sistema subtrativo. Essas cores são utilizadas para
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impressos por serem confiáveis quimicamente, sendo precisas nas suas misturas. As suas cores
básicas são: o ciano, magenta e amarelo.
Essas cores são consideradas como cores-pigmento, pois foram obtidas pela mistura das cores
primárias aditivas: a mistura do verde com o azul gera o ciano; a mistura do vermelho com o azul
origina o magenta; por fim, adicionando-se verde ao vermelho e temos o amarelo. Se a mistura
for feita utilizando-se as três cores (CMY), o resultado será uma cor escura, próxima do preto. Por
conta disso, foi acrescentada a letra K (proveniente do termo black, que em português significa
preto) ao final da sigla CMY. Então, a sigla passou a ser CMYK.
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Figura 5 | As três cores primárias do círculo CMY. Fonte: Silveira, 2015.
As cores secundárias surgem sempre do mesmo modo, por meio da mistura de duas primárias.
No caso do círculo de cores CMYK, elas são o vermelho, o verde e o azul.
Figura 6 | As três cores secundárias do círculo CMY. Fonte: Silveira, 2015.
Quando colocamos as secundárias e as terciárias no lugar, temos o círculo abaixo. Recordemo-
nos que a mistura das três primárias corresponde à criação de um cinza neutro, não à cor preta
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pura. No centro desse círculo, é justamente essa a cor a que está sendo representada. No
esquema de cores CMYK, temos a cor K, ou key. Falaremos mais dela futuramente.
Figura 7 | O círculo CMYK com preto. Fonte: Silveira, 2015.
O círculo RGB
O círculo cromático RGB é utilizado para todas as mídias digitais. Suas cores primárias
compreendem às cores vermelho, azul e verde. Nesse sistema, quando há a mistura de duas
cores, o resultado sempre será uma cor mais luminosa. Portanto, a mistura das três cores
primárias resultará no branco, que é a intensidade máxima de luz.
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Figura 8 | As três cores primárias do círculo RGB. Fonte: Silveira, 2015.
Da junção entre azul e vermelho, temos o magenta. Do vermelho e verde, temos o amarelo. E por
fim, do azul e verde, temos o ciano.
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Figura 9 | As três cores secundárias do círculo RGB. Fonte: Silveira, 2015.
Colocando todas as cores no lugar, temos o círculo abaixo:
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Figura 10 | O círculo RGB com branco. Fonte: Silveira, 2015.
O interior do círculo RGB contém a cor branca, pois, conforme já foi falado, esse é um sistema
que funciona com cores projetadas por luz. Portanto, a ausência da luz resulta na cor preta, e o
brilho máximo das três cores resulta no branco.
Siga em Frente...
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Agrupamento das cores
A cor Key (K)
No sistema CMYK, se trabalharmos apenas com as cores CMY e tentarmos produzir o preto,
teremos duas consequências além do cinza neutro: gastaremos muita tinta, pois precisaremos
utilizar 100% da concentração das primárias, e encharcaremos o papel. Nenhuma das duas
consequências é desejada.
Para produzir o preto puro, temos a cor key. Ela funciona como a quarta primária desse sistema,
sendo uma tinta preta 100%. Na figura abaixo, podemos atestar a diferença entre o preto
formado pela mistura das primárias e o preto key.
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Figura 11| Destaque da cor key. Fonte: Silveira, 2015.
Cores quentes e frias
Sabendo da existência e utilidade da cor key, podemos voltar a analisar o círculo cromático.
Dentro dele, existe uma forma muito básica de agruparmos as cores. São elas as cores quentes
e as cores frias.
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Figura 12 | Destaque da cor key. Fonte: Silveira, 2015.
As cores que compreendem o caminho entre vermelho, laranja e amarelo são percebidas pelo
cérebro como cores que remetem ao calor. De maneira semelhante, as cores que compreendem
o caminho entre verde, azul e violeta se aproximam da sensação de frio. Essa é uma associação
simplista, mas funcional. Ela nos ajuda a montar uma paleta de cores, mas não pode ser tomada
como universal. Observe os dois tons abaixo.
Figura 13 | Dois tons de verde. Fonte: Silveira, 2015.
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Aqui temos a presença de dois tons de verde. Segundo o círculo de cores, verde seria uma cor
considerada fria. Entretanto, temos uma cor que se aproxima do azul – o verde do lado esquerdo
– e outra que se aproxima do amarelo – o verde do lado direito. Cores nunca podem ser vistas
por meio de uma abordagem simplista, visto que uma pequena variação em sua tonalidade pode
mudar a impressão que está causa ao observador.
Porém, em termos da percepção cromática, esse conhecimento não basta como explicação às
principais questões que envolvem a percepção da cor, a começar pela diferença entre a
percepção de um objeto colorido e da sua cor tratada isoladamente. Sabe-se que raras vezes se
vê a cor de forma isolada, e sim a cor ligada a objetos. (SILVEIRA, 2015, p. 116).
Cores análogas
O segundo modo de agrupar cores é classificá-las entre análogas e complementares.
Começando pelas cores análogas, estas aparecem quando estão próximas umas das outras
dentro do círculo cromático. Observe a imagem abaixo.
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Figura 14 | Cores análogas. Fonte: Silveira, 2015.
Perceba que, num segmento do círculo cromático, conseguimos isolar três cores que estão
relativamente próximas umas das outras. Esse tipo de seleção traz cores que conversam bem
entre si, passando suavidade. “Quando se escolhe uma paleta com duas ou mais cores vizinhas
ou muito próximas no Círculo Cromático, os olhos tendem a reconhecê-las como possuidoras de
uma grande similaridade, promovendo a imediata interpretação de uma composição harmoniosa,
consensual” (SILVEIRA, 2015, p. 131).
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Cores complementares
Quando falamos de cores complementares, estamos falando de cores opostas dentro do círculo
de cores. Observe a imagem a seguir. Destacados, temos um verde azulado e um alaranjado. São
cores posicionadas de lados opostos do círculo e, quando colocadas lado a lado, criam grande
contraste. “Ao mesmo tempo, quando se utiliza os dois tons exatamente contrários no círculo, as
cores competem por atenção e acabam criando uma dualidade na percepção que se torna
dinâmica” (SILVEIRA, 2015, p. 134).
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Figura 15 | Cores complementares. Fonte: Silveira, 2015.
Cor e harmonia
A cor possui três propriedades: matiz, saturação e brilho. Essas dimensões são independentes
uma da outra, ou seja, podemos modificar qualquer uma sem interferir na outra. Porém, é
necessário ter a medida das três para alcançar o seu principal objetivo, que é descrever uma cor
com precisão.
Quando vemos o sistema RGB, por exemplo, estamos enxergando os matizes vermelho, verde e
azul. A saturação (ou croma) é a pureza da cor. Essa pureza é determinada pela quantidade de
cinza que é acrescida à cor. Quanto mais cinza, mais escura a cor ficará. Por isso, quanto menos
cinza uma cor tiver, mais saturada ela será. O brilho (também chamado de valor ou
luminosidade) diz respeito à quantidade de luminosidade de uma cor.
Figura 16 | Três dimensões da cor: matiz, saturação e brilho. Fonte: adaptada de:
http://www.auladearte.com.br/lingg_visual/cor.htm#axzz4RPI1pC00. Acesso em: 2 jan. 2024.
Desde a antiguidade, o homem tenta dominar o conhecimento das cores, bem como definir quais
são as consideradas básicas (primárias) e como elas se relacionam. Tudo isso com a finalidade
de criar uma referência visual capaz de permitir interações cromáticas harmoniosas nas obras de
arte.
A monocromia, por exemplo, é a utilização de um único matiz, porém com saturação e brilho
diferentes. É o que chamamos de efeito gradiente. Outras combinações podem ser feitas de
acordo com a necessidade de cada ocasião. Por exemplo, podemos construir uma combinação
triádica, que utiliza três cores de mesma distância no círculo, causando um grande contraste; ou
relacionar três análogas e uma complementar; e assim por diante. Ter domínio sobre a harmonia
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e o equilíbrio entre as cores é de fundamental importância para a elaboração de desenhos e
projetos coloridos, sobretudo quando são combinadas e contrastantes, pois uma acaba por
destacar a sua diferença da outra e vice-versa. 
Vamos Exercitar?
Saber compreender o que cada cor ou o que o conjunto delas é capaz de transmitir é
importantíssimo para a área de design. Pensando no conceito de cores frias, se aplicadas a uma
cena de praia (em que temos a influência de elementos quentes como o sol, a areia ou as
pedras), podem nos passar uma incrível sensação de solidão. Da mesma maneira, uma cena de
chuva e frio (pense num dia escuro, molhado, úmido e ventoso), se retratada com cores quentes,
pode nos trazer uma renovadora sensação de esperança.
As cores pensadas para as áreas gráficas e o audiovisual são personagens à parte, e
normalmente são percebidas como coadjuvantes. É raro ouvir alguém comentar: “Você reparou
que a cor verde do filme representava o universo fantástico?” Entretanto, o espectador sente,
sem perceber, que a cor de fato influencia na sua interpretação de uma obra.
É a partir da junção dos elementos apresentados em um filme que temos a construção e
compreensão da história. São as interações entre os personagens, os figurinos, os cenários, as
trilhas sonoras e ainda outros diversos elementos que compõem uma cena que fazem surgir o
sentido proposto pelo roteirista e/ou diretor. Dentro desta construção de significados também
estão as cores. Todos os elementos são escolhidos cuidadosamente para uma maior
expressividade do que está sendo exibido. (SOUZA, 2016, p. 26)
Para a utilização de uma cor num contexto é preciso haver uma gramática própria. Certos
elementos narrativos, quando relacionados a uma cor, criam um padrão. Por exemplo, pense num
personagem taciturno que se veste apenas de cinza, marrom e preto. Certo dia, ele recebe uma
carta e sai de casa vestindo uma camisa florida e uma calça abóbora berrante. O gestual do
personagem muda, a fala muda, e o esquema de cores também. A troca de cores aqui evidencia
uma quebra de padrões, tornando-se parte imprescindível da narrativa. Algo claramente
aconteceu. Algo bom. “No caso da cor, ela é capaz de revelar para quem assiste ao filme
detalhes de um personagem, como, por exemplo, seu estado psicológico e emocional” (SOUZA,
2016, p. 28).
Pensando na área gráfica, imaginemos um panfleto de uma escola de inglês. De um lado, uma
pessoa que não fala o idioma e, do outro, uma pessoa que fala. Os dois lados utilizam cores
complementares. Só de utilizar um esquema de cores opostas em localidade dentro do círculo, já
mostramos alguma dualidade. Se a isso ainda juntarmos o gestual dos personagens, sendo o
lado que não fala inglês com uma aparência tímida, e o lado que fala com uma aparência
arrojada e confiante, criamos um mundo de distância entre os dois lados. Para complementar,
usamos para o lado que fala inglês um alaranjado, cor quente que nos remete à alegria, e para o
lado que não fala, um azulado, cor um pouco mais neutra, que nos passa tranquilidade. Desse
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modo, reforçamos a noção de confiança na pessoa que fala inglês, atingindo o propósitodo
panfleto.
A utilização das cores deve ser algo consciente, calculado, e jamais feito ao acaso. A
compreensão do círculo de cores, as possibilidades de combinações e suas interpretações nos
levam até́ a criação de um personagem: a narrativa por meio da cor. 
Saiba mais
Caro estudante!
Como sugestão de aprofundamento para o seu aprendizado, faça a leitura do artigo a seguir.
Nele, você encontrará um trabalho de conclusão de curso sobre o filme “Os excêntricos
Tenenbaums”, do cineasta e diretor Wes Anderson. Recomendamos a leitura do item 3.2, que
começa na página 22, tópico que trata do uso da cor. O trabalho de Wes Anderson é muito rico,
portanto, fica a recomendação de qualquer produção que leve o nome dele. Disponível em:
https://www2.ufjf.br/facom//files/2016/06/A-cor-como-elemento-narrativo-análise-do-filme-Um-
dia-um-gato1.pdf. Acesso: jan. 2024.
No seguinte artigo, você poderá fazer a leitura sobre o uso das cores no mundo da história em
quadrinhos.
Para concluir, uma leitura mais leve, mas não menos interessante, com o livro ilustrado infantil “O
monstro das cores”, que você encontra no seguinte link:
https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-
cores_95_66.pdf. Acesso em: jan. 2024. 
Referências
ANDRADE, F. Falando sobre cores: entenda o que é CMYK, RGB e Pantone. Sala 7 Design, [S. I.],
2016. Disponível em: https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-
que-e-cmyk-rgb-e-pantone. Acesso em: jan. 2024.
CARVALHO, L. S. de. Uma análise da direção de arte dos Excêntricos Tenenbaums. Orientador:
Felipe Polydoro. 2019. 58 f. TCC – (Graduação), Curso de Comunicação Organizacional, da
Universidade de Brasília, Brasília, 2019. Disponível em:
https://bdm.unb.br/bitstream/10483/28017/1/2019_LorenaSantosDeCarvalho_tcc.pdf. Acesso
em: jan. 2024.
LLENAS, A. O monstro das cores. 1a edição, Belo Horizonte: Editora Aletria, 2018. Disponível em:
https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-
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https://www2.ufjf.br/facom/files/2016/06/A-cor-como-elemento-narrativo-an%C3%A1lise-do-filme-Um-dia-um-gato1.pdf
https://www2.ufjf.br/facom/files/2016/06/A-cor-como-elemento-narrativo-an%C3%A1lise-do-filme-Um-dia-um-gato1.pdf
https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-cores_95_66.pdf
https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-cores_95_66.pdf
https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-que-e-cmyk-rgb-e-pantone.
https://sala7design.com.br/2016/06/28/falando-sobre-cores-entenda-o-que-e-cmyk-rgb-e-pantone.
https://bdm.unb.br/bitstream/10483/28017/1/2019_LorenaSantosDeCarvalho_tcc.pdf.
https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-cores_95_66.pdf.
cores_95_66.pdf. Acesso em: jan. 2024.
SILVEIRA, L. M. Introdução à teoria da cor. 2a edição. Curitiba: Editora UTFPR, 2015.
SOUZA, T. E. de. A cor como elemento narrativo – uma análise do filme “Um dia, um gato”.
Orientador: Erika Savernini Lopes. 2016. 57 f. TCC – (Graduação), Curso de Comunicação Social,
Jornalismo, da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora,
2016. Disponível em: https://www.ufjf.br/facom/files/2016/06/A-cor- como-elemento-narrativo-
an%C3%A1lise-do-filme-Um-dia-um-gato1.pdf. Acesso em: jan. 2024.
YIDA, V.; ANDRAUS, G. As cores do personagem na história em quadrinhos. 9a arte, São Paulo,
vol.5, n.1, 1osemestre/2016.
Disponível em: https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-
monstro-das- cores_95_66.pdf. Acesso em: jan. 2024. 
Aula 3
Aspectos Fisiológicos da Cor
Aspectos Fisiológicos da Cor
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Olá, estudante!
Nesta videoaula, vamos nos aprofundar em como acontece a visão; de forma mais específica, no
estímulo que as células cones sofrem ao perceber e interpretar cores dentro do olho humano.
Outro ponto que abordaremos são as escalas acromáticas e cromáticas a partir da matiz, valor e
saturação de uma cor. O conteúdo descrito nesta aula é de muita importância, pois possibilita
trabalhar no meio visual de maneira eficiente e assim você estará apto para desenvolver vários
tipos de esquemas cromáticos ou acromáticos para utilizar em seus projetos
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https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-cores_95_66.pdf.
https://www.ufjf.br/facom/files/2016/06/A-cor-%20como-elemento-narrativo-an%C3%A1lise-do-filme-Um-dia-um-gato1.pdf
https://www.ufjf.br/facom/files/2016/06/A-cor-%20como-elemento-narrativo-an%C3%A1lise-do-filme-Um-dia-um-gato1.pdf
https://www.apabb.org.br/arquivos/upload/paginas_arquivos/2020/03/24/o-monstro-das-%20cores_95_66.pdf
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Vamos começar!?
Ponto de Partida
Olá, estudante! Boas-vindas ao estudo desta unidade.
É necessário entender como percebemos e interpretamos as cores a partir do olho humano e,
por esse motivo, estudaremos três teorias distintas sobre como se dá́ o fenômeno da visão.
Depois, vamos compreender o funcionamento das escalas acromáticas e cromáticas, passando
pelos conceitos de matiz, valor e chroma (saturação). Por fim, entenderemos as leis do contraste
das cores criado pelo químico Eugène Chevreul, teoria esta que reconhece três tipos de
contraste, os quais discutiremos aqui.
Vamos lá?
Vamos Começar!
Como enxergamos as cores
Primeiramente, precisamos entender como funciona a visão. Ela pode ser interpretada de duas
formas principais: a visão de baixa luminosidade e a de alta luminosidade. Quando nossos olhos
são apresentados a um ambiente com baixa luminosidade, as células bastonetes entram em
ação. Esse grupo celular é responsável pela percepção das escalas de preto. É possível que
vejamos alguma coisa nos períodos noturnos justamente por causa das células bastonetes.
Agora, repare que, quando estamos num ambiente com pouca luz, ou não enxergamos, ou
enxergamos poucas cores. Isso porque, para a percepção das cores através das células cones, é
necessário que haja luz. Se a luz que enxergamos provém do sol e é a luz branca, decomponível
em todos os espectros visíveis de cores, é natural que em um ambiente com baixa luminosidade
as cores fiquem ausentes. Para o funcionamento correto das células cones, precisamos, antes
de mais nada, da presença da luz.
Dito isto, passaremos a estudar as três principais teorias de como se dá a visão da cor. A
primeira delas é a teoria de Young-Helmholtz.
Teoria de Young- Helmholtz
A primeira e principal teoria de como se dá a visão das cores no olho humano leva em
consideração a existência de três tipos de cones. Cada um deles seria responsável pela
percepção de um grupo de cores básicas.
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A maior parte dos fenômenos relacionados com a percepção da cor pode ser explicada pela
existência, no olho humano, de três cones receptores, ou estímulos de excitação, sensíveis à luz,
um para cada uma das três cores primárias, chamados valores tri estímulos fisiológicos ou
psicofisiológicos, que correspondem à percepção azul-violeta, verde e vermelho-alaranjada do
olho humano normal, isto é, cones receptores que reagem, respectivamente, ao azul-violeta, ao
verde e ao vermelho-alaranjado. (FARINA, PEREZ, BASTOS, 2006, p. 51)
Na visão humana, portanto, não existe um receptor para cada cor existente no espectro. Como
conseguimos, então, ver uma gama tão grande de cores? Ao perceber a cor ciano, por exemplo,
os receptores da cor verde e azul-violeta entram em atividade na mesma intensidade,
transmitindopara o cérebro a visão da cor ciano. Caso haja variação na atividade dessas células,
a cor ciano pode ser mais ou menos intensa. Essa teoria foi utilizada como princípio para a
criação da televisão colorida. Repare que o funcionamento da teoria é bastante semelhante ao
funcionamento das cores luz.
Teoria de Hering
Na teoria de Hering, o fisiologista alemão levava em conta a existência de três tipos de células
receptivas de cor de dupla ação. Um primeiro grupo de cones seria responsável pela percepção
das cores azul e amarela; um segundo grupo seria responsável pelas cores verde e vermelha; e
um terceiro pelas cores preto e branco. Como já sabemos, essa teoria não pode ser comprovada,
pois o grupo de células responsável pela visão acromática é formado  pelos bastonetes.
Teoria de Ladd Franklin
A psicóloga Ladd Franklin trabalhou com Von Helmholtz, criador da primeira teoria citada aqui, e
assistiu a diversas de suas palestras. Pensando nos ensinamentos adquiridos, Ladd Franklin
desenvolveu a teoria que correlaciona a visão de cores e o processo evolutivo das espécies. O
homem primitivo teria apenas a visão do preto e branco, através das células bastonetes.
Gradativamente e seguindo o processo evolutivo, o homem ganharia a habilidade de enxergar
novas cores.
Pronto, você já conheceu as principais teorias de como se dá a visão da cor, agora vamos
conhecer como se dão as escalas das cores (modulações).
 
Modulação das cores
Existem escalas acromáticas e escalas cromáticas. Quando tratamos de escalas acromáticas,
falamos de escalas que compreendem a gradação entre o preto e o branco, englobando todos os
cinzas puros no meio desse caminho. Quando falamos em escala cromática, estamos falando de
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modulação desta cor. A modulação de uma cor pode ocorrer na saturação, no tom ou na
luminosidade. Iremos agora explanar estes conceitos.
Matiz ou Tom
Quando falamos de uma cor propriamente dita, estamos nos referindo ao “matiz”. Matiz é o
termo utilizado para definir uma cor. Qual é o cerne desta cor? É vermelho, amarelo, azul, rosa?
Esses termos todos são matizes. Podemos afirmar, então, que matiz é o termo técnico para o
nome da cor sem nenhuma modulação. “(...) matiz é a característica que diferencia uma cor da
outra: o azul do amarelo, o azul do vermelho etc.” (SILVEIRA, 2015, p. 62).
Figura 1 | Exemplos de matizes. Fonte: Silveira, 2015.
O termo “tom” refere-se às variações de uma mesma cor quando se adicionam a ela certas
quantidades de branco, preto ou cinza.  É difícil afirmar como uma cor é na realidade, porque ela
pode se modificar em relação ao seu contexto (ARNHEIM, 1998). Um tom, como um verde, que
parecia suave e apagado no mostruário da loja de tintas, quando aplicada em uma parede pode
parecer opressivo, devido à sua relação com o espaço ou contexto. Alguns atributos da cor
podem nos ajudar a suavizar ou intensificar os tons, clarear ou escurecê-los.
Valor ou Luminosidade
Ao utilizarmos o termo “valor” ou “luminosidade”, estamos trabalhando o grau de claridade ou
obscuridade de uma cor. Uma cor de alto valor é uma cor clara, pois se aproxima do branco. De
semelhante modo, um valor baixo é mais próximo do preto. “A luminosidade decorre da
iluminação, assim como a saturação e a cor. É por isso que, à noite, na praia, não vemos a areia
tão branca como de dia. Quando acrescentamos o preto a uma determinada cor, reduzimos a sua
luminosidade” (FARINA, PEREZ, BASTOS, 2006, p. 71).
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Figura 2 | Exemplo de valores. Fonte: Silveira, 2015.
Saturação ou Chroma
A saturação se refere ao grau de pureza de uma cor. Quanto mais saturada, mais próxima será a
cor de seu matiz original. Quanto menos saturada, mas próxima a cor em si estará do cinza. “(...)
o croma, por sua vez, é a qualidade de saturação de cada cor que indica seu grau de pureza”
(SILVEIRA, 2015, p. 62).
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Figura 3 | Escalas de saturação. Fonte: Silveira, 2015.
Observe a imagem a seguir. Nela, podemos ver aplicada a variação de saturação e valor num
matiz azul.
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Figura 4 | Variações da matiz. Fonte: Silveira, 2015.
Do lado esquerdo, temos a variação de um matiz muito saturado e pouco saturado e, do lado
direito, temos uma variação de matiz de alto valor e baixo valor. Com uma única cor, trabalhando
a saturação e o seu valor, conseguimos, portanto, montar uma paleta de cores análogas
funcional. Recordando, as cores análogas são cores que se posicionam próximas no disco
cromático e têm a mesma temperatura.
Figura 5 | Paleta de cores análogas. Fonte: Silveira, 2015.
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Contraste das cores e as suas aplicações
As cores não podem ser compreendidas solitariamente. Quando relacionamos cores, a junção
entre duas ou mais delas pode potencializar, anular ou disfarçar a sua percepção. A essa
propriedade de ressaltar ou ocultar características, damos o nome de contraste.
De todo o exposto até aqui, podemos concluir que a força expressiva da cor, quando usada numa
composição, está subordinada a uma série de regras, que podem alterar, aumentar ou moderar o
seu poder. Conforme seu uso, a cor pode até anular sua expressividade. À medida que
estudamos o fenômeno, verificamos que o impacto emocional que nos oferece a cor não é, na
obra humana, gratuito. (FARINA; PEREZ; BASTOS, 2006, p. 73)
Observe o exemplo a seguir:
Figura 6 | Contraste entre preto e branco. Fonte: Silveira, 2015.
Quando posicionamos um quadrado cinza dentro de quadrados brancos ou pretos, a nossa visão
reage tentando balancear a composição. O cinza é o tom dentro dos dois quadrados, mas na
imagem de borda preta, o cinza aparenta ser mais claro e, na imagem de borda branca, mais
escuro.
O contraste é uma ferramenta importante para trabalhos gráficos e audiovisuais. É ele que
permite a legibilidade de peças gráficas e a identificação (ou não) de formas. Quando falamos de
contraste, estamos aplicando todos os conhecimentos de matiz, valor e saturação. Trabalhando
com essas modulações, conseguimos fazer composições de alto ou baixo contraste.
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Na imagem abaixo, temos dois quadrados azuis do mesmo matiz. De semelhante forma, os
quadrados amarelo-alaranjados também têm o mesmo matiz, mas valores diferentes. O
quadrado da esquerda tem um alto valor, e o da esquerda, baixo valor. No caso do quadrado de
baixo valor, este tem o mesmo valor do que o quadrado azul. Podemos dizer, então, que o
conjunto da direita tem alto-contraste, pois tem matizes opostas e valores diferentes. O quadrado
da direita, por sua vez, tem matizes opostas, mas valores iguais, resultando em baixo contraste.
Figura 7 | Contraste entre matizes e valores. Fonte: Silveira, 2015.
 Variando, por sua vez, matizes, valores e saturações, podemos adquirir toda sorte de contrastes.
Para compreender por que o contraste funciona ou não, precisamos mencionar as leis do
contraste simultâneo.
Leis do contraste
A teoria do contraste foi criada pelo químico francês Michel Eugène Chevreul. Nela, temos três
tipos de contraste: simultâneo, sucessivo e misto. O contraste sucessivo se dá quando o olho se
sensibiliza a uma cor por certo tempo e, como resultado, produz a complementar daquela cor
numa superfície branca. Observe o quadrado abaixo por 15 segundos e, após esse tempo,
focalize a visão na área branca da imagem. Você deverá ver a aparição da cor complementar do
quadrado, no caso, o verde.
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Figura 8 | Contraste sucessivo. Fonte: Silveira, 2015.
O contraste simultâneo, por sua vez, é quando observamos duas ou mais cores ao mesmo
tempo. Estas se influenciam, principalmente em suas linhas de contato. Por exemplo, ao
colocarmos duas cores quentes lado a lado, estas se esfriam mutuamente. Colocando uma cor
quente e uma fria, elas adquirem certo equilíbrio visual; duas cores frias, por sua vez, se
esquentam.
Figura9 | Contraste simultâneo. Fonte: Silveira, 2015.
Por fim, o contraste misto ocorre quando misturamos os dois primeiros tipos de contraste. Ao
saturarmos a nossa visão com uma cor e a carregarmos para um anteparo já colorido, temos a
criação de um contraste misto de cores. Observe o quadrado vermelho por alguns segundos,
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depois, desloque a visão para o anteparo azul. Deverá aparecer a fusão das duas cores, um azul-
violetado.
Figura 10 | Contraste misto. Fonte: Silveira, 2015.
Pensando nos tipos de contraste, é possível explorar as combinações de cores para mapear a
influência que estas exercem sobre elas mesmas. Observe a imagem abaixo. É até́ difícil de
acreditar que se trata do mesmo tom de verde, roxo, vermelho e azul.
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Figura 11 | Mapa de contrastes. Fonte: Silveira, 2015.
Saber manipular contrastes nos cria a possibilidade de esconder ou ressaltar elementos
narrativos e criar conforto ou desconforto. Por exemplo, textos com baixo contraste se tornam
pouco legíveis, possibilitando esconder uma mensagem num arquivo gráfico. 
Vamos Exercitar?
Imagens com alto-contraste preto e branco podem nos passar mensagens diferentes dentro de
um filme. Uma imagem totalmente branca com poucas áreas pretas pode nos dar uma sensação
de invasão e falta de privacidade, devido ao excesso de luz. Da mesma forma, uma cena toda
escura com algum foco branco pode nos transmitir insegurança, devido ao desconhecimento do
que forma o cenário.
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Figura 12 | Alto-contraste preto/branco. Fonte: Gettyimagens.
Figura 13 | Alto-contraste cores. Fonte: Gettyimagens.
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Seja qual for o tipo de estrutura que o profissional esteja trabalhando, compreender como
funciona a visão, as noções de matiz, valor, saturação e contraste nos levará à produção de
imagens interessantes e cheias de significados. 
Saiba mais
Caro estudante!
Como sugestão de aprofundamento no seu aprendizado, leia o artigo a seguir. Você encontrará,
no texto escrito por Ana Karina Miranda de Freitas, pontos importantes sobre o uso das cores,
bem como sobre a sua aplicação na produção de embalagens e no mercado infantil.
A cor com foco no mundo da moda é estudada na tese de mestrado de Josivan Pereira da Silva.
O capítulo 2 do estudo é especialmente interessante, pois trata de alguns temas da aula, fazendo
mais uma reflexão sobre a cor no contexto cultural. Disponível em:
https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100133/tde-07122016-
204356/publico/trabalho.pdf. Acesso: jan. 2024.
Referências
FARINA, M.; PEREZ, C.; BASTOS, D. Psicodinâmica das cores em comunicação. 5a edição revista
e ampliada. São Paulo: Edgard Blücher, 2006.
FREITAS, A. K. de. Psicodinâmica das cores em comunicação. NuCom, Limeira, ano 4, no 12,
out/dez 2007.
 SILVA, J. da. Análise do cromatismo nas coleções de Christian Lacroix. Tese (Mestrado em
Ciências Têxtil e Moda) – Escola de artes, ciências e humanidades, Universidade de São Paulo, p.
112, 2016. Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/100/100133/tde-
07122016-204356/publico/trabalho.pdf. Acesso em: jan. 2024.
SILVEIRA, L. M. Introdução à teoria da cor. 2a edição. Curitiba: Editora UTFPR, 2015. 
Aula 4
A Cor na Comunicação Visual
A Cor na Comunicação Visual
Disciplina
SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, vamos abordar conceitos sobre como estabelecer paletas de cores um pouco
mais complexas. Vamos, trabalhar também a maneira ideal para que o texto dê leitura,
transmitindo a mensagem e aplicando esses conhecimentos ao ambiente em que a peça será
visualizada. Por fim, traremos a teoria das formas e as suas diversas interações.
O conteúdo desta aula é de fundamental importância, pois mostra como as escolhas das cores
influenciam no resultado e na visão da peça gráfica ou na apresentação de um material ou
projeto a ser desenvolvido.
Vamos começar!?
Ponto de Partida
Olá, estudante! Boas-vindas ao estudo desta unidade.
Falaremos aqui sobre como as cores influenciam na visão da peça gráfica ou na apresentação
do material a ser desenvolvido. As cores podem elevar uma peça tornando-a facilmente legível,
bem como dificultar sua leitura, tornando-a uma peça ineficiente, incapaz de transmitir a
mensagem. Salientaremos as paletas de cores complexas, como as de quatro cores, triádicas e
complementares divididas; e veremos um modo de modular as cores, tornando-as mais
interessantes. Veremos o conceito básico sobre as formas (ponto, linha e formas planas) nas
suas mais diversas representações. Vamos, ainda, correlacionar as formas com a cor.
Vamos começar? 
Vamos Começar!
Paleta de cores
Disciplina
SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
Chamamos “paleta de cores” qualquer seleção de duas ou mais cores. As paletas mais básicas
são as chamadas análogas ou complementares. Esse tipo de paleta é muito prático, mas pode
ser simplista demais. Para solucionar problemas mais complexos, temos algumas sugestões de
paletas.
Paleta triádica
Podemos dizer que uma paleta de cores é triádica quando esta trabalha com três cores
equidistantes. Observe a imagem abaixo:
Figura 1 | Paleta triádica. Fonte: Silveira, 2015.
Ao utilizar duas cores praticamente opostas no círculo, que são o verde azulado e o amarelo
alaranjado, e a sua perfeita cor intermediária, o magenta avermelhado, temos uma paleta
eficiente para desenvolver trabalhos gráficos e audiovisuais.
Os Esquemas de Combinações de Cores Triádicas Assonantes são o equilíbrio perfeito entre três
cores do Círculo Cromático, numa paleta formada em um triângulo equilátero. Este esquema
promove o equilíbrio geométrico por se tratar de paletas construídas a partir de cores
equidistantes no Círculo Cromático, e também promove o equilíbrio psíquico por ser uma paleta
formada a partir de dois significados opostos e um intermediário. (SILVEIRA, 2015, p. 136)
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
- Paleta com quatro cores
Neste esquema de cores, a forma interna que seleciona as cores no círculo cromático não é um
triângulo, e sim um quadrilátero, podendo este ser ou um retângulo ou um quadrado. Essa
composição de paleta pode ser muito interessante, pois trabalha com dois conjuntos de
análogas que entre si são complementares.
Figura 2 | Paleta com quatro cores. Fonte: Silveira, 2015.
Segundo Silveira (2015), o Esquema de Combinações de Cores utiliza paletas formadas com
quatro cores a partir do Círculo Cromático. Dentro dos chamados Esquemas de Combinações de
Cores “Geométricos”, assim como os esquemas de Combinações de Cores Triádicas Assonantes
e Complementares Divididas, oferece uma grande faixa de possibilidades.
Legibilidade
A legibilidade diz respeito à qualidade do entendimento da forma: quando a composição possui
tamanha legibilidade que a sua leitura ocorre sem dificuldades, sem equívocos, pois a sua leitura
aproxima-se do indubitável.
Passaremos agora a falar da cor aplicada à legibilidade. Um dos aspectos que influenciam
diretamente na transmissão da mensagem escrita ao observador é se esta é facilmente
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
compreendida ou não. Quando relacionamos a leitura com cores, fatalmente estamos falando de
contraste. Este é indispensávelna legibilidade de formas. Os signos que formam as letras, que
por sua vez formam as palavras, dependem diretamente da visualização para serem
compreendidos e interpretados. Em uma estrutura em que temos um contraste ineficiente, este
não nos propicia uma visão clara de blocos de texto, atrapalhando a leitura e interrompendo a
transmissão da mensagem. Ao trabalharmos o contraste entre a fonte e o fundo, é preciso
trabalhar a modulação entre as cores, principalmente entre os seus valores.
Figura 3 | Leitura. Fonte: Silveira, 2015.
Dizemos que o primeiro quadrado não deu leitura entre a fonte e o fundo, pois ambos têm o
mesmo valor, apesar de matizes diferentes. O segundo quadrado, por sua vez, deu leitura, pois a
letra contém um valor acima e um valor abaixo da cor do quadrado. Temos, portanto, contraste.
Por conta disto, temos leitura.
A cor e as formas básicas de composição
Quando falamos de formas básicas, trabalhamos com três tipos principais de formas. Vamos
exemplificar um por um abaixo.
- Ponto: um ponto deverá seguir algumas especificações. Ser pequeno, relativamente redondo e
ter bordas minimamente regulares. Essas características são relativas, por isso a forma deve ser
avaliada num contexto.
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Figura 4 | Tipos de pontos. Fonte: Silveira, 2015.
Observe, na figura abaixo, que os pontos possuem o mesmo tamanho, mas contidos em planos
com tamanhos diferentes, que podem parecer ou dar a impressão de serem maiores ou
menores.
Figura 5 | Pontos em diferentes planos. Fonte: Silveira, 2015.
- Linha: uma linha deverá ter a espessura fina e o comprimento aparentemente longo.
Novamente, tais conceitos são relativos.
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Figura 6 | Tipos de linhas. Fonte: Silveira, 2015.
Perceba, na figura, abaixo que as linhas possuem a mesma espessura, mas estão contidas em
planos de tamanhos diferentes e causam a impressão de parecerem maiores ou menores.
Figura 7 | Linhas em diferentes planos. Fonte: Silveira, 2015.
- Plano: toda forma bidimensional que não é reconhecida nem como ponto, nem como linha é um
plano.
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Figura 8 | Tipos de planos. Fonte: Silveira, 2015.
Portanto, quando tratarmos de formas básicas, sempre consideraremos os elementos: ponto,
linha e plano. Você já conhece as formas básicas, agora vamos adicionar um pouco de
complexidade a este conteúdo, fazendo a junção da cor, da legibilidade e da localidade na
composição de elementos formais.
Siga em Frente...
Legibilidade e localidade
Quando falamos da legibilidade das palavras, é importante levar em conta a localidade em que a
fonte será aplicada. O contraste entre branco e preto é eficiente, mas não salta à visão. O
contraste entre o preto e o amarelo, por sua vez, nos chama a atenção. Por conta disto, é
possível verificar tal contraste sendo utilizado em placas de avisos.
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Figura 9 | Placas de avisos. Fonte: Silveira, 2015.
Cores e formas: modulação das cores
Quando trabalhamos com paletas de cores, devemos aplicar a modulação de saturação e valor a
elas. Se não fizermos isso, teremos como resultado paletas de cores infantis. A imagem abaixo
contém algumas opções de paletas de cores triádicas.
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Figura 10 | Paletas triádicas. Fonte: Silveira, 2015.
Perceba que ao trabalharmos sempre com cores puras, sem nenhuma variação entre saturação
ou valor, as cores arremetem muito a uma caixa de lápis de cor. Uma forma de deixarmos as
paletas mais interessantes é trabalharmos as modulações de cor. Ao fazermos isso,
conseguimos paletas triádicas mais ricas visualmente.
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Figura 11 | Paletas triádicas com modulação. Fonte: Silveira, 2015.
De semelhante modo, podemos aplicar a mesma lógica para a paleta de quatro cores. Com as
variações de saturação e valor, conseguimos paletas interessantes, que fogem ao conceito
extremamente puro, nos provendo cores variadas para trabalharmos.
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Figura 12 | Paletas de quatro cores com variações. Fonte: Silveira, 2015.
Formas e distribuição da cor
Formas podem ter características positivas e negativas. Tradicionalmente, consideramos a
forma contendo a cor. Esta é considerada a forma positiva. Quando a forma é branca sobre um
fundo colorido, consideramos a forma como negativa.
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Figura 13 | Forma positiva e forma negativa. Fonte: Silveira, 2015.
Quando aplicamos a cor ao trabalho, podemos ter uma variada gama de percepções. Tomemos
como exemplo uma forma e um fundo. A forma pode ter a mesma cor do que o fundo, e o fundo
pode ter a mesma cor do que a forma. Quando isto acontece, ambos se tornam invisíveis.
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Figura 14 | Forma invisível. Fonte: Silveira, 2015.
Apenas aplicando o conceito de positivo e negativo, podemos ter diversas visualizações. Tome
como exemplo a imagem abaixo:
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
Figura 15 | Visualização de formas. Fonte: Silveira, 2015.
Neste exemplo, temos a imagem invisível, com forma e fundo da mesma cor; as imagens
positivas e negativas; e as formas contornadas, transformando a imagem invisível em visível.
Vamos Exercitar?
Com destaque para o conteúdo da legibilidade, vamos usar como exemplo a cidade de Londres.
Trata-se de uma grande metrópole que tem como característica o fenômeno da neblina. Londres
é uma cidade úmida, chuvosa, cinza e cheia de neblina. Seus icônicos ônibus são pintados de um
vermelho berrante.
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Figura 16 | Ônibus Londrino. Fonte: Pixabay.
Pelo mesmo motivo, as cabines telefônicas dessa cidade são vermelhas, assim, são facilmente
visíveis. O mesmo se aplica à leitura. É sempre indispensável compreender onde o texto será
fisicamente aplicado, a fim de poder decidir qual contraste é o mais eficiente.
É preciso fazer escolhas muito conscientes quando trabalhamos com algum conteúdo escrito,
seja em obras gráficas ou audiovisuais. A palavra carrega um significado e, dependendo da
direção da obra, ela pode adquirir uma forma não desejada, passando uma mensagem
dissonante. 
Saiba mais
Caro estudante!
Como sugestão de leitura, veja o capítulo 15: Uma nova linguagem da forma. Disponível em:
https://unaerpcomunicacao.files.wordpress.com/2018/05/historia-do-design-grafico-philip-b-
meggs-e-alston.pdf. Acesso em: jan. 2024.
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
https://unaerpcomunicacao.files.wordpress.com/2018/05/historia-do-design-grafico-philip-b-meggs-e-alston.pdf
https://unaerpcomunicacao.files.wordpress.com/2018/05/historia-do-design-grafico-philip-b-meggs-e-alston.pdf
O documentário Helvetica, que trata da criação e utilização da fonte ocidental mais eficiente e
adotada no mundo pode agregar conhecimento com suas curiosidades interessantes! 
Disponível em: https://vizer.tv/filme/online/helvetica. Acesso em: jan. 2024. 
Referências
FRASER, T.; BANKS, A. O guia completo da cor. Tradução de Renata Bottini. São Paulo: Senac São
Paulo, 2007.
HELVETICA. Dir. Gary Hutswit. Reino Unido, 2007. Disponível em:
https://vizer.tv/filme/online/helvetica. Acesso em: jan. 2024.
MEGGS, P. B.; PURVIS, A. W. História do design gráfico. 4a edição norte-americana. São Paulo:
Editora Cosac Naify, 2007. Disponível em:
https://unaerpcomunicacao.files.wordpress.com/2018/05/historia-do-design-grafico-philip-b-
meggs-e- alston.pdf. Acesso em: jan. 2024.
MORAES, J. C. P. de. A teoria da forma de Kandinsky: uma compreensão artística e subjetiva de
elementos geométricos. Amazônia | RECM, [S. l.], v.16 (35), 2020, p. 45-60.
SILVEIRA, L. M. Introdução à teoria da cor. 2a edição. Curitiba: Editora UTFPR, 2015.
WONG, W. Princípios de forma e desenho. 1a edição. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2001.
Aula 5
Cor, Percepção e Expressão
Videoaula de Encerramento
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https://unaerpcomunicacao.files.wordpress.com/2018/05/historia-do-design-grafico-philip-b-meggs-e-%20alston.pdf
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Dica para você
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Olá, estudante!
Nesta videoaula, você vai fixar o conhecimento adquirido durante a unidade de ensino. Verá que a
cor é um elemento primordial para aplicação e execução de diversos trabalhos dentro da área de
design. Conhecer a sua origem, as suas características, a sua estrutura e a sua modulação
permite que você tenha domínio sobre o assunto e consiga aplicar o conhecimento.
Este material será importante na sua vida profissional, pois o emprego deste conteúdo será
recorrente em sua carreira nos mais diversos tipos de trabalhos que você vai executar na área do
design.
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Para desenvolver a competência desta unidade, que trata das bases da teoria de cores, trazendo
estudos do físico e filósofo Newton, passando pelas leis do contraste do químico Chevreul e pela
teoria de como se dá a visão no olho humano de Young e Helmholtz. Também trata os conceitos
de matiz, valor e saturação, e mostrará como essas modulações influenciam no contraste. E
ainda explana sobre as cores formadas por pigmentos e por luz, organizando as cores em
paletas de maneira eficiente.
Para isso, é necessário relembrar resumidamente o conteúdo, que se inicia em agosto do ano de
1665, quando a peste bubônica assolava a Inglaterra, fazendo com que o Trinity College
interrompesse as suas atividades e liberasse os seus alunos para que passassem o isolamento
em locais de sua escolha. O recém-formado filósofo Isaac Newton voltou, então, para a sua
pequena cidade de origem, Woolsthorpe. Foi neste lugar, no seu período de confinamento, que
Newton iniciou os seus estudos sobre cores.
Seu experimento mais memorável seria o do prisma, em que uma estrutura piramidal de vidro era
atravessada por um feixe de luz branca proveniente do sol, projetando assim a dispersão da cor
branca em sete feixes de cores diferentes, sendo elas o vermelho, laranja, amarelo, verde, azul,
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SINTAXE DA EXPRESSÃO VISUAL
anil e violeta. A partir desse experimento, Newton se dispôs a estudar como funcionavam as
cores, criando o chamado círculo de cores de Newton, em que três cores primárias (amarelo, azul
e vermelho) dariam origem a cores secundárias (sendo a mistura entre amarelo e azul o verde, a
mistura entre amarelo e vermelho o laranja e a mistura entre azul e vermelho o violeta). O preto
seria a mistura das cores básicas, originando um cinza neutro imperfeito, e o branco seria
formado pela reflexão de todas as cores do espectro.
A partir da teoria da cor de Newton, foi dada a largada para a criação de conteúdos científicos
sobre o funcionamento das cores. Em 1839, o químico Michel Eugène Chevreul publicava o livro
“Da lei do contraste simultâneo das cores”, em que tratava sobre como as cores influenciam
umas às outras, podendo parecer muito diferentes daquilo que realmente são quando colocadas
em contato. Trabalhando as variações do matiz da cor, alterando valores e saturações, o químico
conseguiu criar um completo catálogo de cores que o auxiliavam na classificação de suas
amostras têxteis. Chevreul criou as leis do contraste, teorizando aquilo que pintores sabiam
explicar na prática, sendo amplamente difundido em seu tempo.
Entre 1801 e 1852, dois teóricos, Thomas Young e Hermann von Helmholtz, complementaram a
teoria das cores de Newton criando a teoria Young-Helmholtz, que se propunha a explicar como o
olho humano percebia e interpretava as cores. Receptores fotossensíveis localizados na retina
chamados de células cones seriam divididos em três tipos, todos capazes de captar cores, mas
reagindo em diferentes intensidades para feixes de cores específicos, dando a visão
multicolorida que os humanos são capazes de enxergar.
Compreendendo como a visão funciona de maneira aprofundada, foram criados esquemas de
cores para finalidades específicas. Cores percebidas pelo olho humano por meio da projeção e
da reflexão da luz branca solar utilizariam o esquema de cores formadas por pigmentos, o
sistema CMYK, que tem como primárias o ciano, o magenta, o amarelo e o preto key, sendo um
sistema subtrativo de cores. Cores percebidas por meio da projeção de telas, por sua vez, são
adquiridas através de feixes de luz pelo sistema RGB, que contém as cores primárias verde,
vermelho e azul, sendo um sistema aditivo.
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Figura 1 | Sistema de cores RGB e CMYK. Fonte: http://www.designersbrasileiros.com.br/diferenca-entre-rgb-e-cmyk/. Acesso
em: jan. 2024.
As cores podem ser organizadas em paletas, levando em consideração o sentimento que está
seleção pretende causar. Utilizando cores próximas no círculo cromático, temos uma paleta
chamada de análoga, que transmite ao observador uma sensação de calma. Uma patela de cores
opostas é chamada de complementar, e nos apresenta grande contraste. Paletas mais
complexas, como a triádica e a de quatro cores, trazem soluções mais elaboradas.
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Figura 2 | Exemplos de combinações de cores utilizando-se o círculo cromático. Fonte:
http://www.designinteriores.com.br/wp-content/uploads/2011/09/Combinacoes.png. Acesso em: jan. 2024.
Na prática, para aplicar cores em projetos é necessário saber que, além de matizar, elas também
transmitem mensagens e provocam reações no observador. São associações que muitas vezes
vêm de hábitos sociais (preto significa o luto e o branco representa a virgindade das noivas) ou
da observação da natureza (azul remete ao céu, portanto passa a sensação de calma, enquanto
o verde lembra a natureza e, por isso, dá a sensação de bem-estar). Isso é o que chamamos de
psicologia das cores, um fato estudado ao longo do tempo e que possui diversas vertentes. 
É Hora de Praticar!
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Você é o responsável pela parte gráfica e audiovisual de uma empresa do ramo de floricultura.
No mês de março, pensando antecipadamente no Dia das Mães, foi encaminhada para o seu
setor uma solicitação de produção de uma paleta de cores para uma mascote. Essa paleta
deverá ser elaborada para uso de material impresso e comerciais de televisão. Existem três
cláusulas na produção da mascote:
1. A mascote deve fugir do senso comum, não utilizando a flor rosa nem as cores da rosa
como base para a sua criação.
2. A mascote deve seguir a paleta de cores da empresa, contendo pelo menos um matiz de
tom azul, à escolha do setor responsável pela criação. A paleta de cores NÃO DEVERÁ
conter matiz verde, visto que essa cor é a da concorrência direta da empresa; entretanto, a
mascote será aplicada e vídeos comerciais da estufa da empresa, devendo, portanto, ser de
fácil visão sobre uma superfície verde.
3. A mascote deverá ser baseada em partes ou na sua totalidade em uma flor real, sendo
necessária uma pesquisa sobre os tipos de flores existentes, as suas paletas de cores e as
suas características físicas.
Para a apresentação final, é necessária a montagem de um mock-up, uma imagem ilustrativa da
paleta de cores aplicada a um cenário, e uma sugestão justificada da aplicação da paleta sobre
aparatos coloridos, mostrando qual funciona bem e qual não serve para melhor legibilidade. 
Como uma paleta de cores pode se destacar entre a concorrência ao fugir do senso comum,