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INFLUÊNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA NA QUALIDADE DE VIDA DA INFÂNCIA À TERCEIRA IDADE Cristiano de Almeida Menezes, Marinaldo Teixeira da Silva1; Sérgio Henrique V. Xavier2 ¹ - Discentes do curso de Educação Física (Centro Universitário Unifael) ² - Docente do curso de Educação Física (Centro Universitário Unifael) 1 INTRODUÇÃO A atividade física desempenha papel essencial na promoção da saúde e da qualidade de vida em todas as fases da vida. Desde a infância, seu impacto é notório no desenvolvimento motor, cognitivo e social. As crianças e adolescentes fisicamente ativos apresentam melhor desempenho escolar, menor prevalência de obesidade e maior bem-estar emocional. Assim, o incentivo à prática regular desde os primeiros anos de vida torna-se uma estratégia preventiva fundamental para doenças crônicas e transtornos mentais (Santos et al., 2023). Durante a adolescência, a prática regular de exercícios físicos favorece o equilíbrio hormonal, o fortalecimento do sistema imunológico e a construção da autoestima. Silva, Gomes e Andrade (2020) demonstram, em análise longitudinal, que adolescentes que mantêm uma rotina de atividade física apresentam maior estabilidade emocional e menor propensão ao sedentarismo na vida adulta. Esses benefícios acumulados ao longo do tempo refletem diretamente em melhores condições de saúde futura, reduzindo gastos públicos com tratamentos e internações. Na fase adulta, os desafios da rotina e a sobrecarga de responsabilidades podem afastar muitos indivíduos da prática regular de atividades físicas. No entanto, manter-se ativo é essencial para prevenir doenças cardiovasculares, obesidade, depressão e ansiedade (Ritti-Dias et al., 2021). A atividade física contribui para o aumento da disposição, melhora da concentração e maior capacidade de enfrentamento ao estresse diário, reforçando sua importância como ferramenta de promoção de saúde contínua (Souza et al., 2021). Na terceira idade, a atividade física assume ainda maior relevância, pois auxilia na manutenção da autonomia, na prevenção de quedas e na preservação das funções cognitivas. Gonçalves, Silva e Costa (2023) realizaram uma revisão sistemática que aponta a melhora significativa na qualidade de vida de idosos ativos, especialmente no que se refere à mobilidade, humor e interação social. complementam que, mesmo iniciando-se a prática tardiamente, os ganhos físicos e emocionais são perceptíveis, reforçando o conceito de envelhecimento ativo (Calabria et al., 2020). Além dos benefícios físicos, a atividade física também exerce impactos significativos sobre a saúde mental. Queiroz et al. (2020) destacam que idosos praticantes regulares de exercícios físicos relatam menor incidência de sintomas depressivos, maior autoestima e melhores relações interpessoais. Já Fernandes Rocha et al. (2024) mostram, em estudo comparativo, que idosos sedentários apresentam menor percepção de bem-estar e qualidade de vida em comparação com aqueles que se mantêm ativos. Esses achados demonstram a importância da prática contínua ao longo de toda a vida como promotora de saúde integral. Apesar do vasto conhecimento sobre os benefícios da atividade física em diferentes fases da vida, ainda é possível observar altos índices de sedentarismo na infância, adolescência e, sobretudo, entre os idosos. Muitos fatores contribuem para essa realidade, como a falta de políticas públicas de incentivo, carência de espaços adequados e barreiras culturais (Pinto, 2020). Nesse sentido, é fundamental refletir: como a atividade física influencia a qualidade de vida desde a infância até a terceira idade? Este trabalho tem como objetivo geral compreender a influência da prática de atividade física na qualidade de vida dos indivíduos da infância à terceira idade. Como objetivos específicos, pretende-se: identificar os benefícios da atividade física na infância e adolescência; discutir a importância da prática regular durante a vida adulta; e apresentar os impactos da atividade física na saúde e bem-estar dos idosos. A escolha por esse tema justifica-se pela relevância crescente da atividade física como estratégia de promoção da saúde pública, considerando o aumento do sedentarismo e das doenças crônicas não transmissíveis. Além disso, compreender os efeitos da atividade física ao longo da vida contribui para o desenvolvimento de políticas e ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Ao destacar os benefícios da prática em cada fase etária, este estudo visa incentivar hábitos saudáveis e oferecer subsídios para o enfrentamento do sedentarismo em diferentes contextos sociais. 2 MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, fundamentada em fontes secundárias de informação, com o objetivo de reunir, selecionar e analisar criticamente a produção científica existente sobre os benefícios da prática de atividade física para a qualidade de vida ao longo do ciclo vital, desde a infância até a terceira idade. A abordagem metodológica adotada será a dedutiva, partindo de conceitos e teorias consolidadas nas áreas da Educação Física, Saúde Pública, Gerontologia e Desenvolvimento Humano, para então relacioná-los ao objeto específico da pesquisa. As bases de dados utilizadas para a busca dos materiais científicos foram: SciELO (Scientific Electronic Library Online), PubMed, BVS Saúde (Biblioteca Virtual em Saúde) e Google Acadêmico. Além dessas, também foram consultadas fontes complementares, como livros técnicos, dissertações, teses e anais de congressos que abordam os efeitos da atividade física em diferentes faixas etárias e sua relação com a qualidade de vida. De acordo com Marconi e Lakatos (2022), além de fornecer um panorama abrangente sobre o tema em questão, a pesquisa bibliográfica permite ao leitor aprofundar-se na compreensão de conceitos, teorias e abordagens metodológicas utilizadas por outros pesquisadores. Por meio da análise crítica das obras consultadas, é possível avaliar a consistência e a relevância das informações apresentadas, identificar divergências e convergências entre diferentes autores e construir um argumento embasado e fundamentado. Para a seleção dos estudos, foram definidos critérios de inclusão e exclusão. Os critérios de inclusão foram: artigos e publicações que abordassem diretamente a prática de atividade física na infância, adolescência, fase adulta e terceira idade; estudos revisados por pares; materiais publicados entre os anos de 2020 e 2025; e textos disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol. Já os critérios de exclusão incluíram: publicações anteriores a 2020; artigos sem revisão por pares; estudos que tratassem da atividade física de forma genérica, sem enfoque na qualidade de vida; e documentos sem metodologia clara ou com dados inconclusivos. A busca pelos estudos foi realizada por meio da definição e combinação de descritores específicos, utilizados em português, inglês e espanhol, conforme a base consultada. Os termos empregados incluíram: “Atividade física” / “Physical activity” / “Actividad física”; “Qualidade de vida” / “Quality of life” / “Calidad de vida”; “Infância” / “Childhood” / “Infancia”; “Adolescência” / “Adolescence” / “Adolescencia”; “Adultos” / “Adults” / “Adultos”; e “Terceira idade” / “Elderly” / “Tercera edad”. Para ampliar a abrangência e precisão dos resultados, foram utilizados operadores booleanos AND e OR, permitindo a combinação entre os descritores nas pesquisas realizadas nas bases de dados. 3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CALABRIA, A. C.; Conopca, P. O.; Silva, R. P. T. et al. A influência da atividade física na qualidade de vida do idoso: uma revisão bibliográfica. Anais do VII CIEH. Campina Grande: Realize Editora, dez. 2020. Disponível em: https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/73208.Acesso em: 27 jul. 2025. FERNANDES ROCHA, J. N.; Mansine, A. P.; De Oliveira Fonseca, L.; Garcia Ceron, G. Comparativo de qualidade de vida entre idosos sedentários e praticantes de atividade física. Revista Brasileira de Reabilitação e Atividade Física, v. 13, n. 1, p. 1–8, set. 2024. https://www.researchgate.net/publication/. Acesso em: 15 jul. 2025. GONÇALVES, A. K.; SILVA, M. P.; COSTA, A. M. Efeitos da atividade física na qualidade de vida de idosos: uma revisão sistemática (2018-2023). Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 39, n. 8, e00123423, 2023. Disponível em: https://www.cadernosdesaude.org/artigo/00123423. Acesso em: 22 jul. 2025. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2022. PINTO, P. S. S. Perfil de idosos em relação à capacidade funcional, nível de atividade física, consumo alimentar e percepção da qualidade de vida. Dissertação (mestrado), UFRGS, 2020. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/handle/. Acesso em: 19 jul. 2025. QUEIROZ, L. L. et al. Qualidade de vida e impacto do tempo de atividade física na saúde dos idosos. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, Universidade Federal de Uberlândia, 2020. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/RFCMS/article/view/23854. Acesso em: 13 jul. 2025 RITTI-DIAS, R.; TRAPE, Á. A.; FARAH, B. Q.; PETREÇA, D. R.; LEMOS, E. C. de; CARVALHO, F. F. B. de. Atividade física para adultos: Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, Pelotas, v. 26, p. 1-11, 2021. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/14557. Acesso em: 2 jul. 2025. SANTOS, H. S.; Santana, M. C. de; Malta Mantovani, J. E. et al. Avaliação dos efeitos da atividade física na saúde mental: uma revisão sistemática. Rease, v. 9, n. 7, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/. Acesso em: 28 jul. 2025. SILVA, L. F.; GOMES, T. S.; ANDRADE, R. C. 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