Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SE JOGA: DESIGN GRÁFICO E COMUNICAÇÃO 
PROFUNDIDADE: Perspectiva, Luz, Sombra, Cor e Dimensão 
 Olhe para as peças de design abaixo 
 
Com todas as diferenças de estilo entre elas, existe uma característica 
comum, que contribui para a percepção de qualidade da obra. Sabe o que é? 
A sensação de profundidade! 
Veja que os elementos não estão apenas dispostos, como se estivessem em 
um mesmo plano, ou seja, como se fossem colocados em uma mesa separadamente 
e sem interação. Pelo contrário, você percebe uma noção de profundidade, em 
alguns casos tão bem construída que parece ser possível entrar naquele universo. 
Essa sensação de profundidade é construída de diversas formas através de 
inúmeras técnicas e veremos algumas possibilidades na aula de hoje. 
Comecemos com o básico. Digamos que eu possua a seguinte situação: 
Estou montando um Estático para divulgar uma edição de um 
campeonato amador de futebol. 
Eu começo inserindo as bolas de futebol na minha área de trabalho, mas 
parece tudo muito... “chato”. 
 
. 
Isso ocorre porque podemos enxergar a realidade em nossa volta como 
sendo dividida em “planos”. Se você gosta de fotografia ou cinema já ouviu alguém 
dizer que algo está “no primeiro plano” ou que alguma coisa está como “plano de 
fundo”. Lembra que uma forma é uma sequência de linhas uma depois da outra? 
Então, se eu pego um quadrado, por exemplo, e coloco um em cima do outro de 
modo que não consiga ver o fim de um, ou início de outro, em algum momento eu 
formarei um cubo! 
 
Nosso mundo inteiro é feito de formas tridimensionais, ou seja, são como 
cubos, esferas, pirâmides, cones, etc. Podemos segmentar a realidade em “Planos”, 
em “folhas”. Quando eu coloco um elemento atrás do outro, por exemplo, em um 
design, eu estou transmitindo a ideia de que os dois elementos estão em planos 
diferentes, sendo que um está num Plano mais perto do observador e o outro em 
um plano mais distante. 
 
Quando eu transmito essa ideia para o espectador eu estou passando a 
noção de profundidade para ele. 
Colocar um elemento na frente do outro não é a única forma de transmitir a 
sensação de profundidade no design. Veja, por exemplo, essa sequência de 
quadrados: 
 
Eles não parecem ter qualquer sentido de profundidade. Parecem todos 
estarem um do lado do outro (e não um na frente do outro). Podemos iniciar o 
trabalho com profundidade apenas mudando as dimensões das formas. Em outros 
termos, vamos deixar alguns quadrados menores. 
 
Depois disso, podemos ir um pouco mais além e mudar a saturação e a 
luminosidade (tom) desses quadrados. Veremos mais sobre esses temas no futuro, 
porém pra hoje basta entender que a saturação é o quanto a cor é “forte” e 
“vibrante”, enquanto a luminosidade se trata se a cor está mais clara ou escura. 
Okay? Então veja o que acontece com essa simples mudança: 
 
Aos poucos a sensação de profundidade ganha forma. Não há nada de 
errado na distribuição desses quadrados, todavia vou deixá-los alinhados pela base 
apenas para estimular essas sensações ainda mais, pois não existem elementos ao 
redor para construir uma ideia de “espaço”. 
 
 
Agora, acrescentando um pouco de sombra para indicar que a forma ao lado 
está sombreando a forma anterior, chegamos num estágio bem satisfatório: 
 
Certinho... Mas como aplicar isso em uma peça de design real, complexa, 
com o intuito de comunicar algo e cumprir com objetivos? 
Vamos seguir nossa situação-problema de um Estático para um 
campeonato de futebol amador. Parei naqueles dois elementos chatos, sem 
profundidade. Como eu posso iniciar a construção dessa sensação? Primeiro, 
redimensionando! 
 
 
Com as formas redimensionadas, agora eu vou dessaturar a bola que eu 
quero que esteja em um plano atrás. 
 
Diferença sutil. Complemento sobrepondo uma bola na outra, para mostrar 
que a maior está na frente. 
 
Ressalto essas sensações adicionando sombras na forma do fundo. 
 
 
Posso adicionar o título agora. 
 
 
Esse título pode se incorporar no jogo de profundidade, se colocado entre as 
formas. 
 
Alterando um pouco a relação entre título e formas eu consigo melhorar a 
legibilidade e ainda dar mais sensação de tridimensionalidade. Incorporando no 
título o jogo de luz e sombra também. 
 
 
Posso complementar mais, incluindo agora bolas em planos ainda mais atrás 
e ainda mais à frente. Essas que estão de maneira mais “extrema” pra frente ou pra 
trás, podemos transmitir a ideia de que estão muuuuitooo pra lá ou pra cá através 
do desfoque, simulando movimento, mas também o desfoque da câmera, que 
quando capta um determinado plano desfoca os demais, seja os planos ao fundo 
seja os primeiros planos. 
 
Terminando de adicionar detalhes como mais informações, vinheta, textura, 
etc, concluo um design simples, mas que ganha um contorno de maior qualidade 
pelo jogo de profundidade criado: 
 
 
Além de todas as técnicas que usamos, poderíamos ter incluído outras. Um 
exemplo é a questão do contorno, que não se enquadraria nesses casos citados, 
porém sim, um desenho com traços mais finos traz ideia de maior distância, 
enquanto com traços mais grossos traz ideia de proximidade. Seguindo na onda 
dos traçados, objetos bem detalhados dão a ideia de estarem perto, enquanto 
objetos pouco detalhados passam a sensação de distância. 
 
Vejamos exemplos: 
 
Olhe como os traços dos prédios próximos são grossos e os traços ao fundo 
são finos. Observe como as janelas dos primeiros prédios são detalhadas e as dos 
prédios ao fundo são apenas linhas. Observe também como as sombras da frente 
estão fortes e escuras e, conforme nos afastamos, as sombras das janelas deixam 
de ser em preto para ser em cinza. 
 
 
Observe como os traços que revestem o personagem Pain, de Naruto, são 
mais grossos que os traços que revestem as casas da Vila destruída. Também 
perceba como a vila carece de muitos detalhes, se der um zoom verá traços finos e 
formas simples, nada muito preciso. Mesmo assim, não prejudica a qualidade, pelo 
contrário, se as casas fossem super detalhadas isso prejudicaria a sensação de 
profundidade da obra. 
Técnicas de perspectiva também são muito úteis na construção de 
profundidade. Durante o Renascimento surgiram inúmeras formas de trabalhar 
essas ideias, mas a principal foi através dos pontos de fuga. 
Se formos na Linha do trem e olharmos ela se perdendo no horizonte, 
perceberemos um fato intrigante: mesmo sendo formada por linhas paralelas, ou 
seja, que não se cruzam, ela parece ir se juntando conforme fica mais longe. 
 
Qualquer forma, quanto mais afastada se encontra de nós, menor é o seu 
tamanho, dentro de uma coerência provocada pela distância. No desenho em 
perspectiva, são as linhas inclinadas (diagonais) que criam a ilusão de profundidade. 
Essas linhas tendem a se reunir em um “ponto” em comum, encolhendo tudo ao 
redor para que caiba nesse ponto. Essa questão do tamanho é o que faz com que 
coisas muito grandes, se estiverem muito distantes, pareçam muito pequenas. A lua 
tem 3.474,8 km de diâmetro e mesmo assim parece menor do que um lápis de 17 
cm quando colocamos eles lado a lado. 
O ponto para o qual todos esses objetos seguem é o “Ponto de Fuga”. Pode haver 
mais de um ponto de fuga, que fica colocado sobre a linha do horizonte, justamente 
o limite entre o céu e a terra. 
 
 
 
 
Conhecer essa técnica é primordial para dominar a transmissão de 
profundidade na sua peça, uma vez que a interação dos elementos tridimensionais 
precisa obedecer a uma lógica coerente, ou o resultado final ficará estranho. 
 
 
 
 
 
 
Observe que, para transmissão das ideias de profundidade e 
tridimensionalidade, faz-se necessário um domínio mínimo de uma série de técnicas 
e conceitos, bem como atentar-se a vários elementos: 
 
1. Dimensão 
2. Perspectiva 
3. Luz e Sombra 
4. Tonalidade das cores 
5. Saturação das cores 
6. Volume 
7. Traçado 
8. Nível de Detalhamento 
9. Etc. 
Quanto mais avançarmos nasaulas e praticarmos cada fundamento, maiores 
serão nossas capacidades e nosso potencial em construir peças de design que 
tocam o público e alcançam seus objetivos.

Mais conteúdos dessa disciplina