Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Profa. Ma. Neusa Nishida
UNIDADE I
Infografia
 Como leitores e consumidores de conteúdo, podemos nos deparar no dia a dia com 
reportagens publicadas em jornais, revistas e sites em que a narrativa se apresenta com a 
junção de texto e imagem. Esse recurso é denominado infográfico ou infografia.
Narrativa visual
 A infografia consiste em uma combinação de texto e imagem com o objetivo de esclarecer ao 
leitor assuntos cuja complexidade ultrapassa os limites do repertório das pessoas comuns 
(Moraes, 2013, p. 41).
 A infografia se pauta na produção de um conteúdo pertencente ao gênero informativo. Ela 
não tem o objetivo de ter um enfoque opinativo. 
 Kanno (2013) comenta que a infografia torna a comunicação 
mais didática com o uso de uma linguagem verbal mais direta, 
dividida em tópicos, que permite uma leitura mais imediata por 
parte dos leitores. A leitura acontece de modo não linear, em 
que o leitor “navega” pelos tópicos, indo e vindo. Muito 
diferente de um texto em colunas.
Narrativa visual
Narrativa visual
Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Lehen-mundu-gerra-laburpen-infografia.jpg
 Um estudo realizado por Santaella (1998) sobre percepção aponta que a visão representa 
75% de assimilação das informações que estão ao nosso redor, seguida da audição, com 
20%, e olfato, paladar e tato, com 5%.
 Jornais e revistas buscam, por meio de recursos visuais, explorar esse sentido predominante 
do ser humano, para valorizar a sua publicação.
 Eles são estruturados tendo em vista um apelo visual obtido por meio do uso de cores, 
gráficos, fotografias e ilustrações, para, então, conquistar os leitores.
Infografia – um jornalismo visual
 Possibilita uma leitura dinâmica.
 Torna a informação jornalística mais atrativa.
 Representa dados estatísticos de maneira mais intuitiva e fácil de ser consumida.
 Mostra o que realmente importa de modo eficiente, de fácil leitura e compreensão, e 
visualmente confortável.
Funcionalidades da infografia 
 A pesquisa, a apuração de dados e a informação com qualidade são aspectos importantes 
na infografia, pois os aspectos visuais serão escolhidos tendo como base o conteúdo textual 
escrito pelo jornalista.
 A relação texto e elementos visuais precisa estar sincronizada em prol de uma informação 
útil e confiável ao leitor.
Funcionalidades da infografia 
 Enciclopédias.
 Manuais de instruções de uso de produtos.
 Passo a passo de um procedimento cirúrgico.
 Guias turísticos.
 Dados estatísticos apurados na realização de uma pesquisa.
Aplicabilidades da infografia 
Sancho (2001) aponta os seguintes aspectos presentes em um infográfico:
 Utilidade: benefício do infográfico.
 Visualidade: elementos visuais facilitam a leitura.
 Informação: organização de dados.
 Significação: assunto de interesse do leitor.
 Compreensão: linguagem simples.
 Estética: associar texto e imagem.
 Iconicidade: elementos de fácil entendimento.
 Tipografia: título, crédito do autor e fonte das informações.
 Concordância: revisão e veracidade das informações.
Características da infografia 
 Kanno (2013, p. 25) relata uma pesquisa realizada por The Poynter Institute que indica que 
apenas 25% dos leitores veem o texto e 80% veem os infográficos. 
 Conforme Bulawski (2009, p. 50), essa mesma pesquisa realizada por The Poynter Institute 
apontou que, quando o leitor visualiza uma página, sua atenção não está voltada para 
nenhuma posição determinada. Seu olhar se direcionará para o elemento (fotografia, título, 
gráfico, ilustração) predominante na página e, a partir desse elemento, irá para outras partes 
da página. A leitura é feita basicamente em duas etapas: primeiro ocorre uma varredura do 
conteúdo da página, que dura frações de segundos; depois a leitura em si começa, primeiro 
olhando para fotos, manchetes, chamadas e, posteriormente, lendo o texto.
O leitor e a infografia 
 A criação e a produção de um infográfico requerem o conhecimento não somente da área de 
jornalismo, como também da área de design.
 A infografia é um trabalho elaborado por uma equipe composta por jornalistas, infografistas, 
diagramadores, fotógrafos.
 Tanto o jornalista quanto o infografista, o diagramador e o fotógrafo precisam ampliar seus 
repertórios no sentido de contribuir para além do seu principal campo de atuação.
O jornalista e a infografia 
Indique qual alternativa não se caracteriza como uma funcionalidade de um infográfico.
a) Mostra o que realmente importa de modo eficiente, de fácil leitura e compreensão e 
visualmente confortável. 
b) Possibilita uma leitura dinâmica.
c) Torna a informação jornalística mais atrativa.
d) A relação texto e elementos visuais não precisa estar sincronizada em prol de uma 
informação útil e confiável ao leitor.
e) Representa dados estatísticos de maneira mais intuitiva e fácil de ser consumida.
Interatividade
Indique qual alternativa não se caracteriza como uma funcionalidade de um infográfico.
a) Mostra o que realmente importa de modo eficiente, de fácil leitura e compreensão e 
visualmente confortável. 
b) Possibilita uma leitura dinâmica.
c) Torna a informação jornalística mais atrativa.
d) A relação texto e elementos visuais não precisa estar sincronizada em prol de uma 
informação útil e confiável ao leitor.
e) Representa dados estatísticos de maneira mais intuitiva e fácil de ser consumida.
Resposta
 Na linguagem verbal construímos o texto por meio de letras, palavras e frases; na linguagem 
visual construímos uma representação com uma diversidade de elementos básicos, como 
ponto, linha, forma, direção, tom, cor, textura, escala e movimento.
 O infográfico é resultado de um trabalho que engloba as áreas do jornalismo e do design
gráfico. Quando citamos design gráfico, incluímos a parte visual de um infográfico. Nesse 
sentido, a ampliação do conhecimento sobre as ferramentas visuais e os métodos para 
escolher e aplicar essas ferramentas de maneira eficaz é muito válido na elaboração de 
um infográfico.
Linguagem visual
 O produtor da mensagem faz escolhas desses elementos com base no significado que 
pretende passar para o receptor da informação.
 Os elementos básicos são explicados a seguir com base em Dondis (2003).
Linguagem visual
 É a unidade mais simples e irredutível da comunicação visual e, dependendo da forma como 
ela é aplicada, causa significados diferentes. 
Linguagem visual – ponto 
Fonte: acervo pessoal.
 Uma sequência de pontos produz uma linha. Linha reta representa precisão; linha curva, 
espontaneidade; linha fina, delicadeza; linha espessa, força; linha vertical, olhar para o alto; 
linha horizontal, estabilidade; linha diagonal, tensão.
Linguagem visual – linha
Fonte: acervo pessoal.
 Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo. Cada uma das formas tem 
suas características específicas, e a cada uma se atribui uma grande quantidade de 
significados. Ao quadrado se associam enfado, honestidade, retidão e esmero; ao círculo, 
infinitude, calidez e proteção; ao triângulo, ação, conflito, tensão.
Linguagem visual – forma
Fonte: acervo pessoal.
 Todas as formas básicas expressam três direções visuais básicas e significativas: no 
quadrado, a direção horizontal e a vertical representam estabilidade e equilíbrio; no círculo, 
a direção curva representa abrangência e repetição; no triângulo, a direção diagonal tem 
referência direta com a ideia de instabilidade e, por conta disso, é a mais provocadora das 
formulações visuais por causar uma sensação perturbadora.
Linguagem visual – direção
Fonte: acervo pessoal.
 As variações de luz ou de tom são os meios pelos quais distinguimos oticamente a 
complexidade da informação visual do ambiente. Três tons principais: escuro,
meio-tom e claro.
Linguagem visual – tom
Fonte: acervo pessoal.
 Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético,é o fundamento 
da expressão. A cor está impregnada de informação, e é uma das mais penetrantes 
experiências visuais que temos em comum. Constitui uma fonte de valor inestimável para 
os comunicadores visuais.
Linguagem visual – cor
 Pode ser percebida tanto pelo tato quanto pela visão. Pode ser lisa, porosa, mista.
Linguagem visual – textura
 É a definição dada para a relação entre medidas de um espaço e sua representação gráfica.
Linguagem visual – escala
Fonte: acervo pessoal.
 Se encontra mais frequentemente implícito do que explícito no modo visual. Só conseguimos 
demonstrar o movimento quando em vídeo. Um quadro, uma foto ou a estampa de um tecido 
podem ser estáticos, mas a quantidade de repouso que projetam pode implicar movimento, 
em resposta à ênfase e à intenção que o artista teve ao concebê-los.
Linguagem visual – movimento
Fonte: acervo pessoal.
 A semiótica é a ciência que tem por objeto de investigação todas as formas de linguagem, ou 
seja, todo e qualquer fenômeno de produção de significação e de sentido (Santaella, 2004).
 Ao elaborar um infográfico com linguagem visual, o desafio é fazer com que o sentido e o 
significado que o produtor da mensagem pretende passar sejam absorvidos pelo leitor.
 No texto verbal de um infográfico sobre o trabalho infantil 
consta que a cada dez crianças que trabalham sete atuam na 
agricultura; na linguagem visual, o pictograma de uma criança 
se repete dez vezes, sendo sete com a cor vermelha e três 
com a cor preta. Independentemente da escolha da paleta de 
cores, o uso das cores vermelha e preta em um mesmo 
elemento reforça o que o texto verbal diz. Além disso, sinaliza 
de forma enfática um dado estatístico preocupante. A 
decodificação ocorrerá conforme o perfil do leitor 
(idade, formação). 
Semiótica 
 O estudo dos signos é também conhecido como semiótica – termo cunhado pelo filósofo 
norte-americano Charles S. Peirce. Peirce estava preocupado com o mundo em que vivemos 
e com a forma como usamos a linguagem e os signos para entender esse mundo. Peirce 
afirma que existem três tipos principais de signos: os signos icônicos, os signos indiciais e os 
signos simbólicos (Noble; Bestley, 2013, p. 92).
Semiótica 
 Ícone é a representação visual por semelhança, isto é, tem relação de semelhança real com 
determinado objeto ou coisa ou pessoa. Por exemplo, retratos, desenhos de pessoas, 
lugares, objetos.
 Índice é a representação visual por proximidade e associação de uma determinada “coisa” a 
“outra coisa”. Por exemplo, ossos, pratos, casinhas de cachorro são objetos familiares que 
podem representar o próprio cão. Nuvens negras indicam chuva; marcas de pegada indicam 
a passagem de algo ou alguém.
 Símbolo é a representação visual por convenção. O termo 
convenção refere-se ao significado (interpretação) dado 
anteriormente. Logo, essa categoria de signo é mais 
complexa, pois não indica semelhança ou relação direta com o 
que representa. Para compreender um símbolo, é necessário 
aprender o que ele significa. Por exemplo, logotipos, placas de 
trânsito, fórmulas matemáticas.
Semiótica 
Análise da linguagem visual e semiótica de um infográfico
Fonte: 
https://commons.wikimed
ia.org/wiki/File:Infograf%
C3%ADa_Covid-19.png
Na ______________ _________ construímos uma representação com uma diversidade de 
elementos básicos, como ponto, linha, forma, direção, tom, cor, textura, escala e movimento. 
Indique a alternativa correta que aponta as palavras que faltam para completar a frase acima.
a) Linguagem visual.
b) Linguagem verbal.
c) Semiótica.
d) Percepção visual.
e) Percepção estética.
Interatividade
Na ______________ _________ construímos uma representação com uma diversidade de 
elementos básicos, como ponto, linha, forma, direção, tom, cor, textura, escala e movimento. 
Indique a alternativa correta que aponta as palavras que faltam para completar a frase acima.
a) Linguagem visual.
b) Linguagem verbal.
c) Semiótica.
d) Percepção visual.
e) Percepção estética.
Resposta
 Após conhecermos os elementos básicos da linguagem visual, é importante entendermos 
como podemos organizar esses itens em um infográfico de forma a proporcionar uma leitura 
visual de fácil compreensão.
 Uma organização visual que facilita a leitura pode ser alcançada tendo como referência os 
estudos e as experiências realizados pela Gestalt no campo da percepção visual da forma.
 A Gestalt é um campo de conhecimento utilizado no design que explica a maneira como os 
receptores das mensagens percebem os elementos visuais que estão ao seu redor.
Percepção visual
 Essa maneira de perceber os elementos visuais partiu das pesquisas realizadas por 
psicólogos da Gestalt e estudadas nas primeiras escolas de design na Alemanha, por volta 
de 1919, que se dedicavam à psicologia experimental. Os psicólogos buscavam identificar 
como as pessoas tinham a percepção dos elementos. Com base nesses estudos, 
observaram que algumas maneiras de organização dos elementos agradavam mais 
do que outras.
 Quando vemos a imagem de uma casa, nosso olhar identifica 
cada uma das partes que a compõe: janelas, portas, telhado, 
parede etc. Nosso cérebro reúne todos esses elementos e 
interpreta como sendo uma casa porque temos guardado em 
nossa memória cada um desses componentes. Se algum 
desses elementos não for identificado, não há a formação da 
imagem da casa. 
Percepção visual
 Utilizando os estudos da Gestalt para analisar um infográfico sobre a rota de carga Ásia-
Europa, por exemplo, notamos que ele é composto de título, subtítulos, blocos de texto 
pequenos, ilustração e mapas. Todas essas informações são enviadas ao nosso cérebro e 
são unificadas, fazendo com que interpretemos tal conteúdo disposto na forma de infografia.
Percepção visual
Fonte: 
https://commons.
wikimedia.org/wi
ki/File:The_Asia-
Europe_Route_(
7099553881).jpg
20% 15% 10% 10% 5% 40%
Appliances
& Kitchenware 
Furniture Textiles
& Apparel
Vehicles
& Auto parts
Toys 
& Games
Miscellaneous
 Max Wherteimer, Kurt Koffka e Wolfgang Köhler têm parte de seus estudos transcritos na 
obra Gestalt do objeto, de Gomes Filho (2008). Fizemos um recorte desses estudos e 
apresentamos a seguir oito princípios da Gestalt.
 Unidade.
 Segregação.
 Fechamento.
 Continuidade.
 Proximidade.
 Semelhança.
 Unificação.
 Pregnância da forma.
Percepção visual
 Uma unidade pode ser compreendida como um único elemento que se encerra em si mesmo 
ou como parte de um todo. Tudo o que vemos ao nosso redor é uma unidade: uma estrela, 
uma xícara de café, um círculo.
 Tanto a infografia completa quanto todos os elementos que fazem parte dela são 
considerados unidades. 
Leis da Gestalt – Unidade 
Fonte: acervo pessoal.
 Decomposição dos elementos e das unidades de um design em partes separadas que se 
relacionam entre si, mas conservam seu caráter individual. Um automóvel é composto de 
partes que se relacionam entre si, mas conservam seu caráter individual (roda, 
porta, retrovisor etc.).
 As partes que compõem um infográfico (gráficos, tabelas, pictogramas, ilustrações, imagens, 
cores etc.) se relacionam para dar um sentido único à infografia, mas têm 
características peculiares. 
Leis da Gestalt – Segregação 
Fonte: acervo pessoal.
 O fechamento é o agrupamento de elementos de maneira a constituir uma figura total mais 
fechada ou mais completa. 
 Quando vemos um círculo na cor preta e dentro dele há uma estrela na cor branca sem o 
contorno, identificamos que é uma estrela pelo agrupamento de ambos os elementos. 
 Em um infográfico sobre a emissão de gases do efeito estufa, por exemplo, em vez de 
ilustrar a barra horizontal de um gráfico com um retângulo com contorno, a forma pode ser 
preenchida com os elementos que contribuem para a emissão de gases, sem contorno. O 
preenchimento por si só faz o desenho da barra na horizontal.Leis da Gestalt – Fechamento 
Fonte: acervo pessoal.
 É a impressão visual de como as partes se sucedem por meio da organização perceptiva 
(repetição) da forma de modo coerente, sem interrupções na sua trajetória. 
 Um exemplo são poltronas de um cinema (repetição de formas). Em um infográfico, pode 
ser usado o gráfico de barras, que apresenta repetição das barras, mesmo sendo de 
tamanhos diferentes.
Leis da Gestalt – Continuidade
Fonte: acervo pessoal.
 Estímulos mais próximos entre si, por forma, cor, textura e outros, terão maior tendência a 
serem agrupados e a constituírem um todo ou unidades dentro do todo. Exemplos: lápis de 
cor em uma caixa, cupcakes na vitrine de uma confeitaria e sequência de quadrados 
ou retângulos.
 Em um infográfico, a proximidade pode ocorrer com a repetição de um mesmo pictograma 
para representar determinada quantidade de pessoas. 
Leis da Gestalt – Proximidade
Fonte: acervo pessoal.
 Em condições iguais, os estímulos mais semelhantes entre si (cor, forma, tamanho, direção 
etc.) terão maior tendência a serem agrupados, a constituírem parte ou unidades. Exemplos: 
teclados de um piano, cartas do baralho e sequência de círculos ou corações.
 Em um infográfico, a barra de um gráfico pode ser representada com grãos de café. Nesse 
caso, os grãos são semelhantes e tendem a ser agrupados para constituir uma barra.
Leis da Gestalt – Semelhança
Fonte: acervo pessoal.
 É a igualdade ou semelhança dos estímulos produzidos pelo campo visual. Princípios de 
harmonia, ordenação visual e coerência da linguagem estão presentes no objeto ou na 
composição. Leis da proximidade e semelhança estão presentes em partes do objeto ou nele 
como um todo. Exemplos: mandala e pizza fatiada.
 Em um infográfico, por exemplo, com a imagem do corpo humano no centro da composição 
e blocos de texto ao redor que indicam cada uma das partes que compõe o corpo, a 
unificação está presente ao privilegiar a harmonia na distribuição uniforme dos elementos 
no espaço do infográfico.
Leis da Gestalt – Unificação
Fonte: acervo pessoal.
 Um objeto com alta pregnância apresenta uma organização visual que facilita a 
compreensão e possibilita uma leitura rápida. Um objeto com baixa pregnância apresenta 
uma organização visual confusa, dificultando a leitura. 
 Alta pregnância está relacionada com uma composição minimalista, clean. A tipologia tem 
traços simples, é legível e permite a rápida leitura. Baixa pregnância está relacionada com 
uma composição complexa, com muitos elementos, como uma pintura abstrata, e a leitura é 
mais demorada.
Leis da Gestalt – Pregnância da forma
Fonte: acervo pessoal.
Alta pregnância Baixa pregnância
Decomposição dos elementos e das unidades de um design em partes separadas que se 
relacionam entre si, mas conservam seu caráter individual. As partes que compõem um 
infográfico (gráficos, tabelas, pictogramas, ilustrações, imagens, cores etc.) se relacionam 
para dar um sentido único à infografia, mas têm características peculiares. 
Aponte qual é essa lei da Gestalt.
a) Unificação.
b) Fechamento.
c) Continuidade.
d) Semelhança.
e) Segregação.
Interatividade
Decomposição dos elementos e das unidades de um design em partes separadas que se 
relacionam entre si, mas conservam seu caráter individual. As partes que compõem um 
infográfico (gráficos, tabelas, pictogramas, ilustrações, imagens, cores etc.) se relacionam 
para dar um sentido único à infografia, mas têm características peculiares. 
Aponte qual é essa lei da Gestalt.
a) Unificação.
b) Fechamento.
c) Continuidade.
d) Semelhança.
e) Segregação.
Resposta
 De acordo com Azambuja, Mendes e Silva (2021, p. 86), o profissional deve apresentar e 
desenvolver soluções que aliem beleza, funcionalidade, forma e conteúdo por meio de 
estratégias compositivas da estética.
 A estética aplicada na infografia diz respeito à ordenação dos elementos visuais de maneira 
a tornar a leitura agradável e atrativa para o leitor. 
Percepção estética
 A beleza está relacionada à harmonia. Na produção de um infográfico, a escolha de 
elementos visuais (ilustração, imagem, pictograma, gráfico) deve ser coerente com a 
informação textual. A relação texto e imagem tem como proposta reforçar a mensagem a 
ser transmitida. A beleza está na combinação perfeita desses elementos.
 As categorias conceituais referentes à percepção estética são expostas por Gomes Filho 
(2008, p. 43) ao elencar: harmonia, equilíbrio e contraste com suas respectivas propriedades.
Percepção estética
 Predomínio da ordem e da regularidade visual na composição, possibilitando uma leitura 
simples e clara. 
 Quando visualizamos uma composição e os elementos estão dispostos de forma organizada.
 Sensação de clareza e simplicidade.
Percepção estética – harmonia
Fonte: acervo pessoal.
 É o resultado de uma desarticulação na integração das unidades ou partes constitutivas do 
objeto. Ela se caracteriza pela apresentação de desvios, irregularidades e desnivelamentos 
visuais em partes ou no objeto como um todo.
 É como se os produtos da prateleira de um hipermercado estivessem bagunçados e 
desalinhados. Em uma composição, a desarmonia causa sensação de confusão e a 
leitura é demorada.
Percepção estética – desarmonia
Fonte: acervo pessoal.
 Ao distribuirmos os elementos que fazem parte de uma composição, podemos observar que, 
dependendo da maneira como os elementos estão dispostos, eles podem nos causar uma 
sensação monótona ou dinâmica.
Percepção estética – equilíbrio
Fonte: acervo pessoal.
 É o estado no qual as forças, agindo sobre um corpo, não conseguem equilibrar-se 
mutuamente. Uma composição ou um objeto visualmente desequilibrado parece acidental, 
transitório e, portanto, instável.
 Quando vemos a imagem de um prédio ou um texto levemente inclinado na diagonal, isso 
causa a sensação de desequilíbrio. A instabilidade pode ser utilizada como uma técnica 
compositiva para provocar, inquietar, surpreender e chamar a atenção do observador. Não 
estamos acostumados a visualizar dessa maneira.
Percepção estética – desequilíbrio
Fonte: acervo pessoal.
 Poderosa ferramenta de expressão, o meio para intensificar o significado passado por um 
objeto ou composição. Atrai a atenção do observador.
Percepção estética – contraste
 Baseia-se nas sucessivas oposições de claro-escuro. O efeito da luz, reproduzindo-se sobre 
os objetos, cria a noção de volume – com a presença ou ausência da cor.
Percepção estética – contraste de luz e tom
Fonte: acervo pessoal.
 A cor é a parte mais emotiva do processo visual. Possui uma grande força e pode ser 
empregada para expressar e reforçar a informação visual. O uso proposital do claro-escuro e 
de cores quentes-frias pode fazer com que os objetos pareçam mais leves ou mais pesados, 
mais amenos ou mais agressivos.
Percepção estética – contraste de cor
 As formas horizontais passam a sensação de maior solidez e de maior estabilidade sobre o 
plano em que se assentam, enquanto com as verticais acontece o contrário, ou seja, as 
formas verticais passam a sensação de leveza e menos estabilidade.
Percepção estética – contraste horizontal e vertical
Fonte: acervo pessoal.
 A proporção implica, obviamente, sempre uma comparação entre dois ou mais elementos. 
É o contraste de escalas, ou seja, imagens amplas ao lado de imagens reduzidas.
Percepção estética – contraste de proporção
Fonte: acervo pessoal.
Análise da percepção estética de um infográfico
Fonte: 
https://commons.wikime
dia.org/wiki/File:Dermato
logist_infographic.png
Quando nos colocamos na posição de um leitor ao contemplar um infográfico, a primeira 
impressão diz sobre a aparência do trabalho. Analisamos se os elementos estão
bem organizados, se despertam nosso interesse em absorver o conteúdo e se a leitura não 
causa desconforto no sentido de entender rapidamente a sequênciadas informações.
Mostra o que realmente importa de modo eficiente, de fácil leitura e compreensão e 
visualmente confortável. 
Essa análise se refere à:
a) Linguagem visual.
b) Percepção estética.
c) Semiótica.
d) Percepção visual.
e) Narrativa visual.
Interatividade
Quando nos colocamos na posição de um leitor ao contemplar um infográfico, a primeira 
impressão diz sobre a aparência do trabalho. Analisamos se os elementos estão
bem organizados, se despertam nosso interesse em absorver o conteúdo e se a leitura não 
causa desconforto no sentido de entender rapidamente a sequência das informações.
Mostra o que realmente importa de modo eficiente, de fácil leitura e compreensão e 
visualmente confortável. 
Essa análise se refere à:
a) Linguagem visual.
b) Percepção estética.
c) Semiótica.
d) Percepção visual.
e) Narrativa visual.
Resposta
 AZAMBUJA, Cristina Splenger; MENDES, Giselly Santos; SILVA, Silvia Cristina da. Estética 
e semiótica aplicadas ao design. Curitiba: Intersaberes, 2021. 
 BULAWSKI, Fabiane Maldaner. Jornalismo visual e infografia. Trabalho de conclusão de 
curso (Graduação em Comunicação Social – Jornalismo) – Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. 143f. Disponível em: 
https://lume.ufrgs.br/handle/10183/22313. Acesso em: 01 set. 2021.
 DONDIS, Doni. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
 GOMES FILHO, João. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: 
Escrituras, 2008.
 KANNO, Mario. Infografe. Como e por que usar infográficos 
para criar visualizações e comunicar de forma imediata e 
eficiente. São Paulo: Infolide.com, 2013. Disponível em: 
https://moodle.ufsc.br/pluginfile.php/1543509/mod_resource/co
ntent/1/infografemariokannopagsimples-130822154840-
phpapp02.pdf. Acesso em: 01 set. 2021.
Referências
 MORAES, Ary. Infografia: história e projeto. São Paulo: Blucher, 2013.
 NOBLE, Ian; BESTLEY, Russell. Pesquisa visual: introdução às metodologias de pesquisa 
em design gráfico. Porto Alegre: Bookman, 2013.
 SANCHO, José Luis Valero. La infografía: técnicas, análisis y usos periodísticos. València: 
Universitat de València, 2001.
 SANTAELLA, Lucia. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 2004.
 SANTAELLA, Lucia. Percepção: uma teoria semiótica. São Paulo: Experimento, 1998.
Referências
ATÉ A PRÓXIMA!

Mais conteúdos dessa disciplina