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Assistência de Enfermagem Oncológica

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UNIPLAN
CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL
BACHARELADO EM ENFERMAGEM
JULIANA REIS DA SILVA
UL23106368
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO
AVALIAÇÃO CLÍNICA, TRATAMENTO, SEGURANÇA E CUIDADO INTEGRAL
ALTAMIRA - PA
2026
JULIANA REIS DA SILVA BATISTA
JULIANA REIS DA SILVA
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO
AVALIAÇÃO CLÍNICA, TRATAMENTO, SEGURANÇA E CUIDADO INTEGRAL
Trabalho acadêmico apresentado ao curso de
Bacharelado em Enfermagem do Centro
Universitário Planalto do Distrito Federal como
requisito parcial de avaliação da disciplina, sob
orientação da enfermeira docente Joelma Santos
de Oliveira Souza.
ALTAMIRA - PA
2026
JULIANA REIS DA SILVA BATISTA
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...............................................................................................................................1
2 OBJETIVOS...................................................................................................................................2
2.1 Objetivo geral......................................................................................................................2
2.2 Objetivos específicos.........................................................................................................2
3 DESENVOLVIMENTO................................................................................................................. 3
3.1 Câncer e cuidado oncológico...........................................................................................3
3.2 Avaliação clínica e acolhimento.......................................................................................3
3.3 Diagnóstico, estadiamento e plano terapêutico............................................................ 3
3.4 Assistência na quimioterapia............................................................................................4
3.5 Segurança no uso de antineoplásicos............................................................................5
3.6 Assistência na radioterapia...............................................................................................5
3.7 Assistência no período perioperatório............................................................................ 6
3.8 Dor oncológica e controle de sintomas...........................................................................7
3.9 Alterações hematológicas e risco de infecção.............................................................. 7
3.10 Nutrição, mucosite, náuseas e eliminações................................................................ 8
3.11 Emergências oncológicas...............................................................................................8
3.12 Aspectos psicossociais e comunicação....................................................................... 9
3.13 Cuidados paliativos e fim de vida..................................................................................9
3.14 Processo de Enfermagem e rede de atenção.............................................................9
4 METODOLOGIA......................................................................................................................... 10
5 CONCLUSÃO..............................................................................................................................11
6 REFERÊNCIAS...........................................................................................................................12
1
1 INTRODUÇÃO
O câncer compreende um amplo grupo de doenças caracterizadas pelo
crescimento desordenado de células, com possibilidade de invasão de tecidos e
disseminação para outros órgãos. A trajetória do paciente pode envolver
investigação diagnóstica, cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo,
imunoterapia, transplante de células-tronco hematopoéticas e cuidados paliativos, de
forma isolada ou combinada.
A assistência de enfermagem ao paciente oncológico exige avaliação
contínua, domínio técnico, comunicação terapêutica e atenção às necessidades
físicas, emocionais, sociais e espirituais. O enfermeiro participa do acolhimento,
identifica riscos, administra terapias prescritas, monitora efeitos adversos, orienta o
autocuidado e articula o acompanhamento com a equipe multiprofissional.
O tratamento pode provocar fadiga, náuseas, vômitos, mucosite, alterações
cutâneas, dor, mielossupressão, perda de peso, alterações de eliminações e maior
vulnerabilidade a infecções. A gravidade varia conforme o tipo de neoplasia, estágio,
modalidade terapêutica, comorbidades e resposta individual. Por isso, a observação
de tendências clínicas e a educação sobre sinais de alerta são essenciais.
O cuidado oncológico também envolve prevenção de eventos adversos,
segurança no manuseio de medicamentos antineoplásicos, proteção de acessos
venosos, prevenção de quedas e lesões, controle de sintomas e apoio à tomada de
decisões. Cuidados paliativos podem ser integrados precocemente, em conjunto
com tratamentos modificadores da doença, visando qualidade de vida.
Este trabalho aborda a assistência de enfermagem ao paciente oncológico
com foco em avaliação clínica, modalidades terapêuticas, manejo de sintomas,
emergências, cuidados paliativos e Processo de Enfermagem, seguindo a estrutura
acadêmica do modelo fornecido.
2
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo geral
Analisar a assistência de enfermagem ao paciente oncológico, destacando
avaliação clínica, segurança terapêutica, prevenção de complicações, manejo de
sintomas, educação em saúde e cuidado integral.
2.2 Objetivos específicos
• Contextualizar o câncer e as principais modalidades de tratamento.
• Descrever a avaliação clínica e o acolhimento do paciente oncológico.
• Apresentar cuidados de enfermagem na quimioterapia e radioterapia.
• Discutir segurança no manuseio de antineoplásicos e acessos venosos.
• Abordar cuidados perioperatórios em cirurgia oncológica.
• Identificar efeitos adversos e estratégias de controle de sintomas.
• Reconhecer alterações hematológicas e sinais de infecção.
• Descrever emergências oncológicas que exigem resposta rápida.
• Destacar comunicação, apoio psicossocial e educação do paciente e família.
• Relacionar cuidados paliativos, fim de vida e controle da dor.
• Organizar a assistência por meio do Processo de Enfermagem e da rede do SUS.
3
3 DESENVOLVIMENTO
3.1 Câncer e cuidado oncológico
O câncer pode surgir em diferentes tecidos e apresentar comportamento
biológico variável. A confirmação diagnóstica costuma envolver avaliação clínica,
exames de imagem, exames laboratoriais e análise anatomopatológica. A definição
do tratamento considera tipo tumoral, localização, extensão da doença,
características moleculares, condição funcional e preferências do paciente.
O cuidado de enfermagem acompanha todas as etapas. Na prevenção e
detecção precoce, inclui educação em saúde e orientação para acesso oportuno.
Durante o tratamento, concentra-se em segurança, monitoramento e manejo de
efeitos adversos. Na reabilitação, busca preservar funcionalidade e autonomia. Em
doença avançada, intensifica o controle de sintomas e o suporte ao paciente e à
família.
3.2 Avaliação clínica e acolhimento
A avaliação inicial investiga diagnóstico, estágio, tratamentos prévios,
comorbidades, alergias, medicamentos em uso, dor, febre, fadiga, ingestão
alimentar, hidratação, eliminações, sono, mobilidade, pele, mucosas e estado
emocional. Peso, sinais vitais e capacidade funcional ajudam a reconhecer
mudanças ao longo do tratamento.
O acolhimento deve permitir que o paciente expresse dúvidas, medos e
expectativas. Informações sobre procedimentos precisam ser claras e compatíveis
com o nível de compreensão. A presença de familiar ou cuidador pode ser
estimulada quando desejada pelo paciente, respeitando privacidade, autonomia e
confidencialidade.
Achado Atenção de enfermagem
Febre Avaliar imediatamente, especialmente durante
mielossupressão.
Dor nova/intensa Caracterizar,mensurar e comunicar piora.
Dispneia Avaliar esforço, saturação e sinais de emergência.
Sangramento Observar local, intensidade e sinais hemodinâmicos.
Confusão Investigar causas metabólicas, infecciosas e
medicamentosas.
3.3 Diagnóstico, estadiamento e plano terapêutico
O diagnóstico definitivo de muitas neoplasias depende de biópsia e exame
anatomopatológico. Exames de imagem e laboratoriais auxiliam na avaliação da
4
extensão da doença e no planejamento terapêutico. A enfermagem prepara o
paciente para procedimentos, confere identificação, jejum quando indicado, alergias,
exames prévios e condições de segurança.
O estadiamento descreve a extensão do câncer e contribui para definir
prognóstico e tratamento. O paciente pode receber cirurgia, quimioterapia,
radioterapia, hormonioterapia, terapia-alvo, imunoterapia ou transplante, em
diferentes sequências. A enfermagem precisa compreender o objetivo do tratamento
— curativo, adjuvante, neoadjuvante, de controle ou paliativo — para orientar
adequadamente.
Antes de cada ciclo ou procedimento, a equipe avalia condição clínica,
exames laboratoriais, toxicidades anteriores e capacidade de prosseguir com a
terapêutica. Alterações relevantes devem ser comunicadas antes da administração.
A checagem do plano evita erros de paciente, medicamento, dose, via e tempo.
A educação deve explicar possíveis efeitos adversos e sinais que exigem
contato imediato. O paciente precisa saber como acessar o serviço fora do horário
habitual, especialmente em caso de febre, sangramento, dispneia, dor não
controlada, vômitos persistentes, diarreia intensa, redução importante da ingestão ou
alteração do nível de consciência.
Modalidade Finalidade/cuidados
Cirurgia Remoção tumoral; preparo e recuperação
perioperatória.
Quimioterapia Ação sistêmica; monitorar toxicidades e acesso
venoso.
Radioterapia Ação localizada; cuidados com pele e região
irradiada.
Terapia-alvo/imunoterapia Tratamentos específicos; observar eventos adversos
próprios.
Cuidados paliativos Alívio do sofrimento e qualidade de vida em qualquer
fase indicada.
3.4 Assistência na quimioterapia
A quimioterapia utiliza medicamentos antineoplásicos capazes de interferir no
crescimento e na divisão celular. Pode ser administrada por via intravenosa, oral,
subcutânea, intramuscular, intratecal ou outras vias específicas. A enfermagem
verifica prescrição, identificação, protocolo, dose, via, tempo de infusão, exames,
alergias e condições do acesso antes de iniciar.
Durante a infusão, o paciente deve ser observado quanto a dor, ardor, edema,
eritema, dispneia, prurido, calafrios, alterações hemodinâmicas e outros sinais de
reação. Suspeita de extravasamento exige interrupção imediata da infusão e
5
aplicação do protocolo institucional, pois alguns agentes podem causar lesão
tecidual importante.
Náuseas, vômitos, fadiga, alopecia, mucosite, alterações gastrointestinais e
mielossupressão estão entre efeitos frequentes de diferentes esquemas. A
intensidade e o momento de aparecimento variam. A enfermagem orienta hidratação,
alimentação fracionada, higiene oral, prevenção de lesões e uso correto das
medicações prescritas.
Na quimioterapia oral, a adesão e o armazenamento correto são essenciais.
O paciente deve compreender horários, cuidados no manuseio, o que fazer em caso
de esquecimento ou vômito e quais medicamentos ou produtos devem ser discutidos
com a equipe antes do uso.
Situação Conduta de enfermagem
Reação infusional Interromper/pausar conforme protocolo, avaliar e
acionar equipe.
Extravasamento Suspender infusão, manter acesso conforme
protocolo e tratar local.
Náuseas/vômitos Avaliar intensidade, hidratação e resposta aos
antieméticos.
Mucosite Higiene oral, avaliação de lesões e suporte à
alimentação.
Febre Considerar urgência em paciente neutropênico.
3.5 Segurança no uso de antineoplásicos
Medicamentos antineoplásicos exigem processos padronizados de
recebimento, preparo, transporte, administração e descarte. A equipe utiliza
equipamentos de proteção e segue normas de biossegurança para reduzir
exposição ocupacional. Derramamentos e acidentes devem possuir fluxo
institucional definido.
A administração segura depende de dupla checagem dos elementos críticos
da prescrição e da identificação inequívoca do paciente. Acesso venoso deve ser
avaliado quanto a permeabilidade, dor, sinais inflamatórios e risco de
extravasamento. Cateteres centrais requerem técnica asséptica, curativo adequado
e vigilância para infecção, trombose e obstrução.
3.6 Assistência na radioterapia
A radioterapia utiliza radiação ionizante direcionada ao tumor ou à região de
interesse. Os efeitos adversos dependem da área irradiada, dose total,
fracionamento e tratamentos associados. A consulta de enfermagem orienta
6
autocuidado, avalia toxicidades e reforça a importância de não interromper sessões
sem avaliação da equipe.
Reações cutâneas podem incluir eritema, ressecamento, prurido e
descamação. A pele deve ser observada regularmente e os produtos usados na
região precisam seguir orientação do serviço. O paciente deve evitar trauma, fricção,
exposição solar e substâncias irritantes sobre a área tratada.
Radioterapia de cabeça e pescoço pode causar mucosite, xerostomia e
dificuldade alimentar; tratamento de tórax pode provocar sintomas esofágicos; região
pélvica pode cursar com alterações urinárias e intestinais. A enfermagem monitora
hidratação, nutrição, dor, pele e mucosas, comunicando toxicidades relevantes.
3.7 Assistência no período perioperatório
A cirurgia oncológica pode ter finalidade diagnóstica, curativa, redutora de
massa tumoral, reconstrutiva ou paliativa. No pré-operatório, a enfermagem confirma
identificação, procedimento, exames, jejum, alergias, medicamentos, preparo de
pele quando indicado e compreensão das orientações. Medos e dúvidas devem ser
acolhidos.
No pós-operatório, monitoram-se sinais vitais, dor, nível de consciência,
sangramento, drenos, ferida operatória, perfusão, função respiratória, diurese e
retorno das funções gastrointestinais. Mobilização precoce, exercícios respiratórios,
prevenção de tromboembolismo e controle da dor favorecem recuperação.
Procedimentos oncológicos podem resultar em estomias, mastectomia,
linfadenectomia, amputações ou alterações funcionais e de imagem corporal. A
educação deve iniciar antes da alta, com demonstração prática dos cuidados e
participação progressiva do paciente.
Em pacientes com estomia, avaliam-se coloração e viabilidade do estoma,
pele periestomal, débito e adaptação do dispositivo. Após procedimentos com risco
de linfedema, a equipe orienta medidas preventivas e reconhecimento de edema,
peso, tensão, dor ou alterações cutâneas.
Foco pós-operatório Observação
Dor Escala, localização, resposta à analgesia.
Ferida/drenos Sangramento, secreção, volume e sinais de infecção.
Respiração Expansão, tosse, saturação e mobilização.
Mobilidade Risco de queda, trombose e perda funcional.
Autocuidado Treino para ferida, estomia ou dispositivos.
7
3.8 Dor oncológica e controle de sintomas
A dor oncológica pode resultar do tumor, de metástases, de procedimentos ou
do próprio tratamento. A avaliação deve registrar localização, intensidade, qualidade,
duração, fatores de melhora e piora, impacto no sono e nas atividades, além da
resposta às intervenções anteriores.
Escalas numéricas, visuais ou comportamentais ajudam a acompanhar
tendências. O tratamento pode combinar analgésicos, adjuvantes e medidas não
farmacológicas. A enfermagem administra medicamentos conforme prescrição,
observa sedação, náusea, constipação, alterações respiratórias e eficácia do
esquema.
Fadiga é frequente e pode relacionar-se à doença, anemia, tratamento,
distúrbios do sono, dor e sofrimento emocional. O cuidado inclui planejamento de
atividades, conservação de energia, sono adequado, mobilidade compatível e
investigação de causas tratáveis.
Dispneia requer avaliação de saturação, frequência,esforço respiratório,
posição e fatores desencadeantes. Medidas de conforto, posicionamento e
tratamento da causa são priorizados. Ansiedade pode agravar a percepção de falta
de ar e deve ser acolhida sem atribuir sintomas físicos exclusivamente ao
componente emocional.
Prurido, edema, soluços, insônia e alterações neurológicas também podem
comprometer a qualidade de vida. O objetivo é reconhecer o sintoma, mensurá-lo,
intervir e reavaliar, evitando que o paciente permaneça em sofrimento por falta de
comunicação ou registro.
Sintoma Avaliação essencial
Dor Intensidade, local, tipo, impacto e resposta.
Fadiga Função, sono, anemia, nutrição e tratamento.
Dispneia Esforço, saturação, ausculta e causa provável.
Ansiedade Gatilhos, segurança, comunicação e suporte.
Constipação Frequência, dieta, hidratação e opioides.
3.9 Alterações hematológicas e risco de infecção
A mielossupressão pode reduzir neutrófilos, hemoglobina e plaquetas.
Neutropenia aumenta o risco de infecção; anemia pode causar fadiga, palidez,
dispneia e intolerância ao esforço; trombocitopenia aumenta o risco de sangramento.
Resultados laboratoriais devem ser correlacionados com sinais clínicos.
Febre durante neutropenia é uma emergência clínica. O paciente deve ser
orientado a medir temperatura e procurar atendimento conforme critérios fornecidos
8
pelo serviço, sem aguardar piora. Higiene das mãos, cuidados com pele e mucosas
e prevenção de exposições infecciosas são importantes.
3.10 Nutrição, mucosite, náuseas e eliminações
Perda de apetite, alteração do paladar, mucosite, xerostomia, náuseas,
vômitos, diarreia e constipação podem comprometer ingestão e hidratação. A
enfermagem monitora peso, aceitação alimentar, balanço hídrico, dor ao engolir e
sinais de desidratação, solicitando apoio nutricional quando necessário.
Na mucosite, a cavidade oral deve ser inspecionada e mantida limpa com
técnicas não traumáticas. Lesões dolorosas podem reduzir alimentação e aumentar
risco de infecção. Produtos irritantes, álcool e tabaco devem ser evitados.
Náuseas e vômitos precisam ser avaliados quanto à relação com o tratamento,
frequência e impacto na ingestão. Antieméticos prescritos devem ser utilizados
corretamente. Diarreia persistente pode provocar desidratação e distúrbios
eletrolíticos; constipação pode ser agravada por opioides, baixa ingestão e
imobilidade.
Alteração Sinais de alerta
Neutropenia Febre, calafrios, deterioração clínica.
Trombocitopenia Petéquias, sangramento, hematomas extensos.
Anemia Dispneia, taquicardia, fadiga incapacitante.
Diarreia/vômitos Desidratação, oligúria, tontura, incapacidade de
ingerir líquidos.
3.11 Emergências oncológicas
Emergências oncológicas podem decorrer da progressão tumoral ou do
tratamento. Síndrome de lise tumoral, compressão medular, síndrome da veia cava
superior, hipercalcemia, neutropenia febril, hemorragia, anafilaxia e extravasamento
de vesicantes exigem reconhecimento rápido e protocolos específicos.
Na compressão medular, dor vertebral nova, fraqueza, alterações sensitivas e
perda do controle vesical ou intestinal são sinais de alerta. Na síndrome da veia
cava superior, edema de face e pescoço, dispneia e circulação venosa superficial
podem ocorrer. Alterações neurológicas agudas ou convulsões também demandam
avaliação imediata.
A enfermagem prioriza avaliação de via aérea, respiração, circulação,
consciência, sinais vitais, acesso venoso e comunicação rápida com a equipe.
Horário de início dos sintomas, intervenções e resposta clínica devem ser
registrados.
9
3.12 Aspectos psicossociais e comunicação
O diagnóstico de câncer pode provocar medo, incerteza, alterações na
imagem corporal, mudanças familiares, dificuldades financeiras e sofrimento
emocional. A enfermagem deve reconhecer sinais de ansiedade, depressão,
isolamento, sofrimento intenso e sobrecarga do cuidador, encaminhando para apoio
multiprofissional quando indicado.
A comunicação deve ser verdadeira, gradual e sensível. O profissional verifica
o que o paciente já sabe, o que deseja saber e quem gostaria de envolver nas
conversas. Decisões compartilhadas respeitam autonomia e valores, sem abandonar
o paciente diante de prognóstico desfavorável.
3.13 Cuidados paliativos e fim de vida
Cuidados paliativos são cuidados ativos e integrais destinados a prevenir e
aliviar sofrimento em pessoas com doenças graves. Na oncologia, podem ser
associados precocemente ao tratamento modificador da doença, com atenção a
sintomas físicos, necessidades psicológicas, sociais e espirituais.
A enfermagem participa do controle de dor, dispneia, náuseas, constipação,
secreções, ansiedade, delirium e lesões de pele, além de apoiar família e cuidadores.
O foco é conforto, dignidade e coerência entre as intervenções e os objetivos de
cuidado definidos com o paciente.
No fim de vida, procedimentos sem benefício devem ser revistos pela equipe
conforme decisões clínicas e éticas. Cuidados de higiene, posicionamento,
umidificação de mucosas, alívio de dor, privacidade e presença familiar podem
assumir prioridade. A comunicação sobre mudanças clínicas deve ser clara e
compassiva.
3.14 Processo de Enfermagem e rede de atenção
O Processo de Enfermagem organiza avaliação, diagnóstico, planejamento,
implementação e evolução. Em oncologia, os dados incluem sintomas,
funcionalidade, nutrição, pele, mucosas, acessos, eliminações, exames, tratamento,
compreensão, apoio familiar e necessidades emocionais.
Diagnósticos e necessidades podem envolver dor, fadiga, risco de infecção,
integridade da pele, nutrição, náusea, ansiedade, risco de sangramento,
10
conhecimento e autocuidado. As intervenções são individualizadas e reavaliadas
conforme resposta.
A rede de atenção deve articular Atenção Primária, serviços habilitados em
oncologia, urgência, reabilitação, atenção domiciliar e cuidados paliativos. A alta
precisa conter orientações, medicamentos, sinais de alerta e retorno definido.
4 METODOLOGIA
Trata-se de revisão narrativa, descritiva e educativa sobre assistência de
enfermagem ao paciente oncológico. A estrutura foi organizada de acordo com o
modelo acadêmico fornecido, mantendo capa, folha de rosto, sumário, introdução,
objetivos, desenvolvimento, metodologia, conclusão e referências.
Foram priorizados documentos institucionais do Instituto Nacional de Câncer,
Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde e Conselho Federal de
Enfermagem, além de conteúdos técnicos relacionados ao tratamento oncológico e
à segurança assistencial. A revisão contemplou quimioterapia, radioterapia, cirurgia,
controle de sintomas, emergências, cuidados paliativos e Processo de Enfermagem.
Os descritores utilizados para organização temática foram “assistência de
enfermagem”, “oncologia”, “câncer”, “quimioterapia”, “radioterapia”, “dor oncológica”,
“emergências oncológicas”, “cuidados paliativos” e “Processo de Enfermagem”.
Foram excluídos materiais publicitários e conteúdos sem relação direta com o
objetivo do trabalho.
A síntese foi estruturada por necessidades assistenciais e modalidades
terapêuticas, destacando avaliação, prevenção de complicações, segurança,
educação e continuidade do cuidado. O conteúdo possui finalidade acadêmica e não
substitui protocolos institucionais, prescrições ou avaliação individual do paciente.
Por utilizar fontes públicas e não envolver participantes, dados pessoais ou
intervenção, o trabalho não demandou submissão a comitê de ética. As
recomendações clínicas apresentadas devem ser interpretadas conforme protocolos
atualizados e atribuições profissionais.
11
5 CONCLUSÃO
A assistência de enfermagem ao paciente oncológico é complexa e
acompanha todo o percurso do cuidado, desde a investigação e o diagnóstico até o
tratamento, reabilitação, seguimento e cuidados paliativos. A atuação qualificada
depende de avaliação sistemática, comunicação, segurança e capacidade de
reconhecer alterações precoces.
Quimioterapia, radioterapiae cirurgia apresentam riscos e efeitos adversos
específicos. A enfermagem possui papel essencial na checagem das terapias,
vigilância de acessos, prevenção de infecções, manejo de sintomas, educação para
o autocuidado e orientação sobre sinais de alerta. Febre em neutropenia,
sangramento, dispneia, alterações neurológicas e dor intensa requerem resposta
rápida.
O controle da dor, náuseas, fadiga, mucosite, alterações nutricionais e
sofrimento emocional deve ser integrado ao plano terapêutico. Cuidados paliativos
não se restringem aos últimos dias de vida e podem contribuir para qualidade de
vida e apoio à família ao longo da doença avançada.
Conclui-se que o Processo de Enfermagem fortalece a individualização e a
continuidade do cuidado, permitindo registrar necessidades, definir resultados,
implementar intervenções e avaliar respostas. A articulação entre serviços do SUS e
equipe multiprofissional é indispensável para uma assistência segura, humanizada e
centrada no paciente.
12
6 REFERÊNCIAS
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Tratamento do câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2022.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Quimioterapia: perguntas frequentes. Rio de Janeiro:
INCA, 2022.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Radioterapia. Rio de Janeiro: INCA, 2023.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Cuidados paliativos. Rio de Janeiro: INCA, 2023.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Assistência de Enfermagem em Quimioterapia. Rio
de Janeiro: INCA, atualização 2024.
BRASIL. Instituto Nacional de Câncer. Assistência de Enfermagem em Cuidados Paliativos
em Oncologia. Rio de Janeiro: INCA, atualização 2025.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução COFEN nº 736, de 17 de janeiro de
2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto
socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Brasília, DF: COFEN, 2024.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Cancer. Geneva: WHO, 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Palliative care. Geneva: WHO.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer no
âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde.
	1 INTRODUÇÃO
	2 OBJETIVOS
	2.1 Objetivo geral
	2.2 Objetivos específicos
	3 DESENVOLVIMENTO
	3.1 Câncer e cuidado oncológico
	3.2 Avaliação clínica e acolhimento
	3.3 Diagnóstico, estadiamento e plano terapêutico
	3.4 Assistência na quimioterapia
	3.5 Segurança no uso de antineoplásicos
	3.6 Assistência na radioterapia
	3.7 Assistência no período perioperatório
	3.8 Dor oncológica e controle de sintomas
	3.9 Alterações hematológicas e risco de infecção
	3.10 Nutrição, mucosite, náuseas e eliminações
	3.11 Emergências oncológicas
	3.12 Aspectos psicossociais e comunicação
	3.13 Cuidados paliativos e fim de vida
	3.14 Processo de Enfermagem e rede de atenção
	4 METODOLOGIA
	5 CONCLUSÃO
	6 REFERÊNCIAS

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