Prévia do material em texto
Anestesiologia aula 2 Técnica anestésicas mandibulares · Bloqueio dos nervos alveolar inferior, bucal e lingual · Bloqueio do nervo mentoniano · Bloqueio gow-gates · Bloqueio de vazirani-akinosi Bloqueio do N. A. I., bucal e lingual · Tambem conhecida como anestesia pterigomandibular · Agulha longa, preferencialmente calibre 25 · Existem duas técnicas · Técnica Direta e Indireta Pterigomandibular Técnica direta: ponto de punção depressão entre a linha obliqua externa e ligamento pterigomandibular, 1 cm acima do plano oclusal. Nervos anestesiados: alveolar inferior Região anestesiada: dentes da hemi – arcada abordada, mucosa vestibular de pré pra frente e lingual · Inserir a agulha, ate tocar o osso, recuar 1 mm e depositar a solução anestésica. A profundidade media ate tocar no osso sera de 20 a 25 mm, cerca de dois terços da agulha Técnica indireta: possui 3 tempos sendo o terceiro igual a técnica direta Ponto de punção: depressão entre a linha obliqua externa e ligamento pterigomandibular, 1cm acima do plano oclusal Nervos anestesiados: alveolar inferior, bucal e lingual Posição 1: a agulha penetra inicialmente 5mm atingindo o nervo bucal onde depositamos anestésico Posição 2: após introduzir mais 5mm (10mm no total) e injetamos anestésico, bloqueando o nervo lingual · Retirar ligeiramente a agulha, mas NÃO remove-la totalmente do tecido · Giramos o conjunto ate a area de pré – molares Posição 3: reintroduzimos ate tocar no osso e recuamos 1 mm e depositamos o anestésico. Causas de falhas: · Injeção muito baixa ou muito anterior · Inervação acessória – nervo milo-hioide ou incisivo contra-lateral Nervo Bucal · Como complementar do bloqueio direto · Região de punção membrana mucosa distal e vestibular, ate o dente molar mais distal no arco · Pontos de referencia molares inferiores, prega muco-vestibular · Penetrar cerca de 2 a 4 mm Nervo Mentoniano · Utilizado em intervenções entre 1° pré molar e incisivo central · Ponto de punção fundo de saco entre pre molares · Nervos anestesiados: mentoniano e incisivo · Inserção da agulha paralela ao longo eixo do dente entre pré molares, bisel vontado para o osso com agulha curta (+/- 5 a 6mm) Técnica de Gow-Gates · Bloqueio do tronco do nervo mandibular, quando há falha na técnica convencional · Anestesia os nervos: auriculo-temporal, alveolar inferior, lingual, bucal, milo-hiodeo, incisivo e mentual · Agulha longa )preferencialmente calibre 25G) · Area de introdução mucosa da face distal do ramo mandibular, em uma linha que vai da incisura intertragus ate o ângulo da boca, imediatamente distal ao segundo molar superior · Alvo face lateral do condilo, abaixo da inserção do musculo petigoideo lateral · Colocar o paciente em posição supina · Pedir ao paciente que estenda o pescoço e abra a boca bem durante o procedimento · A introdução da agulha é em media de 25mm · Não injetar anestésico se o osso não for tocado Tecnica de Vazirani-Akinosi · Técnica usualmente criada para anestesia pacientes com trismo · Area de introdução · Tecidos moles sobre a borda medial (lingual) do ramo mandibular diretamente adjacente a tuberosidade da maxila, na altura da junção mucogengival correspondente ao terceiro molar superior · O cilindro da seringa é segurado paralelo ao plano oclusal maxilar e, a agulha ao nível da junção muco gengival · Agulha deve avançar 25mm. Distancia medida da tuberosidade maxilar · Usada em casos nos quais o paciente não consegue abrir a boca Anestésicos Locais · É definida como uma perda de sensibilidade, causada por uma depressão da excitação nas terminações nervosas · É um bloqueio reversível da condução nervosa, determinando perda das sensações, em nível local sem alteração do nível de consistência Mecanismo de ação: Os A.L. na sua forma não-ionizada atravessam a membrana do axionio, penetram na célula nervosa e se ligam a receptores específicos nos canais de sódio Com isso reduz-se ou impede-se a entrada do ion na célula, resultando no bloqueio da condução nervosa e, consequentemente na percepção da dor Bloqueiam fisicamente por interações lipofílicas (ocluindo o poro) os canais de sódio das membranas dos terminais neurônios Como o potencial de ação é dependente do fluxo de sódio, ao não correr, não há propagação do sinal nervoso Características · Os A.L. estão disponíveis como sais (geralmente na forma de cloridrato) exibindo três porções bem definidas em sua configuração química 1. Porção hidrofílica: permite injeção nos tecidos 2. Porção lipofílica: permite difusão através da bainha nervosa 3. Porção intermedia: une as porções lipofílica e hidrofílica Classificação · É a cadeira intermediaria que permite classificar as anestésicos locais em Esteres ou Amidas · Sendo assim, podemos classificar os A.L. nesses dois grupos: ESTERES E AMIDAS Grupo ester >cocaína, benzocaina, tetracaína, procaína, clorprocaina, propoxicaina e piperocaina. Grupo amida>articaina, mepivacaina, bupivacaina, lidocaína, prilocaina, etidocaina e ropivacaina. · Os esteres foram os primeiros a serem sintetizados, tendo como precusor a cocaína · De todos os que vimos anteriormente, somente a benzocaina ainda é empregada na odontologia (anestésico tópico) · As amidas surgiram a partir de 1948 com a síntese da lidocaína · E, por seu menor potencial alérgico, menor toxidade e melhor efetividade, são mais utilizados na odontologia Lidocaina · É o anestésico mais utilizado em odontologia · Foi o primeiro anestésico do grupo amida · Duração intermediaria · Sua concentração mais comum é de 2% · Inicio de ação 2 a 3 minutos · Metabolizado no fígado e excretado pelo rins · Meia vida 90 minutos · Sua dose máxima recomendada é de 4,4mg/kg. Maximo absoluto 300mg Mepivacaina · Duração intermediaria · Sua concentração mais comum é de 2% com vaso e 3% sem vaso · Possui discreta ação vasodilatadora · Por isso, quando usada sem vaso consegue uma duração de 20 min na técnica infiltrativa e 40 minutos em bloqueio regional · Inicio de ação 1,5 a 2 min · Sofre metabolização hepática e eliminação pelos rins · Meia vida de 2 horas · Potencia e toxidade igual da lidocaína · Sua dose máxima é de 4,4mg/kg. Maxima absoluto 300mg Bupivacaina · Inicio de ação de 6 a 10 minutos · Potencia 4 vezes maior que a lidocaína · Longa duração · Promove anestesia por ate 3 dias e nos tecidos moles por ate 12 horas · Metabolizada no fígado e ele=iminada nos rins · Meia vida de 3 horas · Possui cardiotoxidade 4 vezes maior que a lidocaína · Por isso pe comercializada na concentração de 0,5% · Dose máxima é de 1,3mg/kg · Máximo absoluto 90mg Prilocaina · Potencia similar a lidocaína · Inicio de ação um pouco mais lento 2 a 4 minutos · Sua ação vasodilatadora é menor que a mepivacaina · Porem, não pe vendida pura no brasil · É metabolizada no fígado e pulmão. Excreção renal · A orto-toluidina é seu principal metabolito e pode induzir a formação metemoglobina, causando metemoglobinemia em sobredosagem · Meia vida de 90 minutos · Toxidade igual da lidocaína · Frequentemente comercializada na dosagem de 3% · Possui dose máxima de 6mg/kg · Máximo absoluto 400mg Articaina · Rápido inicio de ação 1 a 2 minutos · Potencia superior a da lidocaína · Metabolizada no fígado e no plasma sanguíneo. Excretada pelos rins · Meia vida de 30 minutos · Toxidade semelhante a lidocaína · Alta difusão em tecido ósseo · Pode causar metemoflobinemia · Risco aumentado de parestesia · Comerciamente encontrada a 4% · Dose máxima de 7mg/kg · Máximo absoluto 500mg Critérios de escolha · a solução anestésica deve ser escolhida em função do tempo de duração da anestesia pulpar · grau de hemostasia exigidos para determinado procedimento · condições sistêmicas do paciente · procedimentos de media duração · quando se deseja anestesia pulpar acima de 30 minutos e tecidos moles acim de 2 a 4 horas · lidocaína 2% com epinefrina 1 100.000 · mepivacaina 2% com epinefrina 1 100.000 · articaina 4% com epinefrina 1 100.000 (200.000) · prilocaina 3% com felipressina 0,03 UI/ml Procedimentos demedia duração: · quando há contra-indicação ou absoluta ao uso de epinefrina ou outras aminas simpatomineticas · prilocaina 3% com felioressina 0,03 UI/ml Procedimentos de curta duração: · ou quando há contra-indicação absoluta ao uso de epinefrina ou outras aminas simpatomineticas · mepivacaina 3% sem vaso Procedimentos de maior tempo de duração · ou quando há expectativa de dor pós-operatoria de maior intensidade · bupivacaina 0,5 com epinefrina 1 200.000 Calculo da dose máxima Exemplo: lidocaína 2% Contem 2g do sal em 100 ml de solução =20mg/ml 20mg x 1,8 (1 tubete) = 36mg de lidocaína quando empregada na concentração de 2% Calculo dose máxima da lidocaína 4,4mg/kg Vamos pegar um adulto de 60 kg 60 x 4,4 = 264mg 264mg/36mg = 7,3 tubetes image5.jpeg image6.jpeg image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg