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Lei 14.112/2020 criou parcelamento e transação tributária próprios para empresas em recuperação, a 3ª Turma do STJ passou a entender que a certidão negativa, ou positiva com efeito de negativa, é exigência inafastável, como decidido no REsp 2.053.240/SP. O próprio julgado ressalvou os débitos das fazendas estaduais, distrital e municipais. COMO CAI NA PROVA. Se a questão perguntar se o juiz pode dispensar a certidão negativa com base na preservação da empresa, a resposta atual do STJ é não. Afinal, o princípio não revoga regra expressa e a reforma criou meios de regularização fiscal. Em sentido oposto, a recuperação judicial das Americanas S.A. é lembrada como exemplo de jurisprudência que eleva a preservação da empresa a ponto de afastar regras expressas da lei, o que reforça a crítica acima. Qual interesse a lei protege Teoria Ideia central Contratualista Visão individualista, em que o interesse da empresa é o interesse dos sócios, como lucro e segurança. Institucionalista publicística Foco na preservação da pessoa jurídica e na sua relevância perante o Estado. Institucionalista integracionista Foco na organização interna e na integração dos interesses de todos os envolvidos, como empregados, credores e comunidade. Afasta o tom estatal do modelo anterior e se inspira na participação operária e na cogestão. O Brasil adotou o institucionalismo moderado. Assim, a lei pondera o interesse dos sócios, os shareholders, com o de outros grupos afetados pela atividade, os stakeholders, sem anular a primazia do interesse social. 3 QUEM PODE PEDIR RECUPERAÇÃO Recuperação Judicial e Falência | Quem pode pedir recuperação 4 Art. 1º, LREF, e art. 966 do Código Civil Art. 1º Esta Lei disciplina a recuperação judicial, a recuperação extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária, doravante referidos simplesmente como devedor. Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Portanto, devedor para a lei é o empresário individual ou a sociedade empresária. Por outro lado, sociedades simples e entidades filantrópicas ficam fora da recuperação e da falência. Vale lembrar também que o empresário exerce livremente sua atividade, art. 170, parágrafo único, da Constituição, enquanto o profissional liberal depende de requisitos legais, art. 5º, XIII. PEGADINHA. Cooperativa nunca é empresária, ainda que exerça atividade econômica, enquanto a sociedade anônima é sempre empresária, qualquer que seja o seu objeto. Requisitos cumulativos do art. 48 Art. 48, LREF Poderá requerer recuperação judicial o devedor que, no momento do pedido, exerça regularmente suas atividades há mais de 2 anos e que atenda aos seguintes requisitos, cumulativamente. I. não ser falido e, se o foi, estejam declaradas extintas, por sentença transitada em julgado, as responsabilidades daí decorrentes. II. não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial. III. não ter, há menos de 5 anos, obtido concessão de recuperação judicial com base no plano especial. IV. não ter sido condenado ou não ter, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por qualquer dos crimes previstos nesta Lei. Ser empresário é requisito necessário, mas não suficiente. Em regra, o exercício regular por mais de dois anos se prova por certidão da Junta Comercial. Além disso, o prazo de cinco anos do inciso II conta da concessão, de modo que, se o pedido anterior não chegou a ser concedido, não é preciso esperar. Produtor rural Ponto Sociedade empresária Produtor rural Natureza do registro Declaratória, porque a qualidade de empresário não depende do registro Constitutiva, porque só é empresário depois da inscrição na Junta Prazo de 2 anos Provado pela certidão da Junta Soma a atividade como pessoa física, provada por documentos fiscais, ao período após o registro Momento do pedido Exige registro regular Basta estar inscrito na Junta ao pedir, ainda que há pouco tempo Recuperação Judicial e Falência | Quem pode pedir recuperação 5 Ponto Sociedade empresária Produtor rural Créditos anteriores ao registro Não se aplica Entram no plano, desde que decorram exclusivamente da atividade rural, art. 49, § 6º PEGADINHA. As anotações listam os créditos anteriores do produtor rural entre os excluídos. Na verdade, os créditos anteriores ao registro entram na recuperação quando decorrem da atividade rural e estão discriminados nos documentos do pedido. Ficam fora apenas os que não têm essa origem. COMO CAI NA PROVA. O produtor rural inscrito há menos de dois anos pode pedir recuperação, desde que comprove mais de dois anos de atividade rural organizada no total. Quem fica fora do sistema Art. 2º, LREF Esta Lei não se aplica a I. empresa pública e sociedade de economia mista. II. instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. Empresas públicas e sociedades de economia mista têm personalidade de direito privado e, quando exploram atividade econômica, seguem o regime das empresas privadas. Por isso, discutiu-se se poderiam pedir recuperação. Contudo, em outubro de 2025 o STF julgou o Tema 1.101, no RE 1.249.945/MG, e declarou constitucional o art. 2º, I, mesmo para estatais que atuam em concorrência, já que a extinção delas depende de lei pelo paralelismo das formas. Empresa pública Qualquer tipo societário e capital público Sociedade de economia mista Somente sociedade anônima e capital misto Também as concessionárias de serviço público de energia elétrica não podem pedir recuperação judicial, por força da MP 577/2012, convertida na Lei 12.767/2012, embora outras concessionárias possam. Por fim, a situação das associações e fundações privadas sem fins lucrativos ainda é controvertida e aguarda pacificação no STJ. Grupos econômicos Ponto Consolidação processual, art. 69-G Consolidação substancial, art. 69-J O que é Empresas do grupo pedem juntas, em litisconsórcio Ativos e passivos tratados como de um único devedor Planos e assembleias Um plano e uma assembleia para cada empresa Plano único e assembleia única Resultado Pode ser concedida para umas e negada para outras, litisconsórcio simples Concedida ou negada para todas, litisconsórcio unitário Recuperação Judicial e Falência | Quem pode pedir recuperação 6 Ponto Consolidação processual, art. 69-G Consolidação substancial, art. 69-J Quem decide Requerimento das empresas O juiz, de forma excepcional e independentemente de assembleia Para a consolidação substancial, o juiz precisa constatar interconexão e confusão entre ativos ou passivos, a ponto de não ser possível separar a titularidade sem gasto excessivo. Além disso, essa confusão deve vir somada a pelo menos duas das seguintes hipóteses, que são garantias cruzadas, relação de controle ou dependência, identidade total ou parcial do quadro societário e atuação conjunta no mercado. Segundo o REsp 2.001.535/SP, citado em aula, presentes os requisitos do art. 69-J, o juiz deve determinar a inclusão das empresas no polo ativo, porque se forma litisconsórcio ativo necessário, sob pena de extinção sem resolução do mérito. PEGADINHA. Litisconsórcio simples permite decisões diferentes para cada litisconsorte, enquanto o unitário exige decisão igual para todos. Logo, a consolidação processual combina com o simples e a substancial combina com o unitário. 4 CRÉDITOS SUJEITOS E NÃO SUJEITOS Art. 49, caput, LREF Estão sujeitos à recuperação judicial todos os créditos existentes na data do pedido, ainda que não vencidos.Na concordata, só os quirografários participavam. Hoje, ao contrário, a regra é ampla e tem um marco temporal, que é a data do pedido. Assim, o que define se o crédito entra é o fato gerador, e não o vencimento, de modo que os créditos com fato gerador posterior ao pedido ficam fora e são pagos normalmente. Situação Quando nasce o crédito Duplicata Na data da prestação do serviço ou da compra e venda, e não na data do saque. Sentença declaratória ou condenatória Vale a data do fato, então o crédito entra ainda que a sentença seja posterior ao pedido. Sentença constitutiva Se tiver efeito ex tunc, entra. Se tiver efeito ex nunc, não entra. Água, energia e gás O consumo até a data do pedido entra e o posterior não. Por isso, a concessionária não pode cortar o serviço por dívida sujeita à recuperação. Entretanto, pode cortar, mediante aviso prévio, por falta de pagamento de faturas posteriores ao pedido. Créditos que ficam fora Hipótese Observação Obrigações a título gratuito Doações e liberalidades, art. 5º, I. Recuperação Judicial e Falência | Créditos sujeitos e não sujeitos 7 Hipótese Observação Despesas para participar do processo Não são exigíveis, mas encargos de condenação, como honorários, podem entrar. Câmaras de compensação e liquidação Seguem regime próprio. Créditos posteriores ao pedido Pela regra do caput do art. 49. Coobrigados, fiadores e obrigados de regresso O credor conserva seus direitos contra eles, art. 49, § 1º. Se a empresa tomou crédito e os sócios foram avalistas, a obrigação deles não se suspende nem é alterada pelo plano. Proprietário fiduciário, arrendador mercantil e demais do art. 49, § 3º Prevalece o direito de propriedade, com o limite dos bens essenciais durante o stay period. Créditos do produtor rural alheios à atividade rural Art. 49, § 6º. Créditos tributários Não se submetem ao plano, e as execuções fiscais seguem. Súmula 480 do STJ O juízo da recuperação judicial não é competente para decidir sobre a constrição de bens não abrangidos pelo plano de recuperação da empresa. Desse modo, se o juízo trabalhista penhorou bens pessoais dos sócios, o juízo da recuperação não pode mandar liberar esses valores, já que tais bens não fazem parte do plano. Crédito fiscal antes e depois da reforma Ponto Antes da Lei 14.112 Depois da Lei 14.112 Execuções fiscais Não se suspendiam Continuam sem suspensão Certidões negativas Dispensadas por muitas decisões Exigidas, segundo o STJ Constrição de bens Divergência entre a 1ª e a 2ª Seção do STJ sobre o juízo competente O juízo da recuperação pode substituir constrições sobre bens de capital essenciais até o encerramento, art. 6º, § 7º-B Bens de capital essenciais, segundo o STJ, são bens móveis ou imóveis, não perecíveis nem consumíveis, empregados no processo produtivo da empresa. Por consequência, dinheiro em conta não é bem de capital essencial, como decidiu a 2ª Seção do STJ, já que se trata de bem móvel fungível. Penhor e alienação fiduciária de crédito Ponto Penhor de crédito Cessão ou alienação fiduciária de crédito Sujeição Sujeito à recuperação Não sujeito, a chamada trava bancária Efeito Se o plano não altera o crédito, o credor levanta o valor. Se altera, segue os limites do plano. O credor não se submete ao plano, mas durante o stay period não pode retirar bens de capital essenciais. Recuperação Judicial e Falência | Créditos sujeitos e não sujeitos 8 Ponto Penhor de crédito Cessão ou alienação fiduciária de crédito Valores que caem na conta no stay period Seguem o plano Podem ser retidos pelo credor, pois dinheiro não é bem de capital essencial Art. 49, § 3º, LREF, trecho final O crédito do proprietário fiduciário, do arrendador mercantil e dos demais ali previstos não se submete à recuperação, não se permitindo, contudo, durante o prazo de suspensão a que se refere o § 4º do art. 6º desta Lei, a venda ou a retirada do estabelecimento do devedor dos bens de capital essenciais a sua atividade empresarial. COMO CAI NA PROVA. Pergunta clássica é se o credor fiduciário pode retomar a máquina essencial durante o stay period. A resposta é não, já que ele só pode retirá-la depois que o prazo terminar. 5 PEDIDO, PROCESSAMENTO E STAY PERIOD Petição inicial e disclosure statement O pedido deve vir instruído com os documentos do art. 51, que formam o disclosure statement da empresa. Como existe forte assimetria de informações entre devedor e credores, quanto mais clara a exposição, maior a chance de o plano ser aprovado. Inciso Documento exigido pelo art. 51 I Causas concretas da situação patrimonial e razões da crise. II Demonstrações contábeis dos 3 últimos exercícios, com balanço, resultados acumulados, resultado desde o último exercício, fluxo de caixa e sua projeção e descrição do grupo societário. III Relação completa dos credores, sujeitos ou não, com endereço físico e eletrônico, natureza, valor atualizado, origem e vencimentos. IV Relação dos empregados, com funções, salários e valores pendentes. V Certidão da Junta, ato constitutivo atualizado e atas de nomeação dos administradores. VI Bens particulares dos sócios controladores e dos administradores. VII e VIII Extratos bancários e de aplicações e certidões de protesto. IX Relação das ações judiciais e arbitragens, inclusive trabalhistas, com os valores estimados. X e XI Relatório do passivo fiscal e relação do ativo não circulante, inclusive o não sujeito, com os negócios do art. 49, § 3º. O valor da causa corresponde ao total dos créditos sujeitos à recuperação, art. 51, § 5º. Além disso, se o pedido for feito antes do prazo de entrega do balanço do exercício anterior, o devedor junta um balanço prévio e depois o definitivo, art. 51, § 4º. Recuperação Judicial e Falência | Pedido, processamento e stay period 9 Competência É competente o juízo do principal estabelecimento do devedor, art. 3º. Como sede do contrato, maior parte dos ativos e centro administrativo nem sempre coincidem, prevalece o local de onde emana a maior parte das decisões. Ademais, o juízo que recebe o pedido fica prevento para qualquer outro pedido de recuperação ou falência do mesmo devedor. Administração e venda de bens O pedido não afasta os administradores, que continuam à frente da empresa, salvo em situações excepcionais de prejuízo à massa de credores. Na falência, ao contrário, as atividades se encerram ou passam a outro gestor. Art. 66, LREF Após a distribuição do pedido de recuperação judicial, o devedor não poderá alienar ou onerar bens ou direitos de seu ativo não circulante, inclusive para os fins previstos no art. 67 desta Lei, salvo mediante autorização do juiz, depois de ouvido o Comitê de Credores, se houver, com exceção daqueles previamente autorizados no plano de recuperação judicial. PEGADINHA. O arrendamento da unidade produtiva não é alienação nem oneração, por isso não depende dessa autorização. Decisão de processamento Petição inicial → Decisão de processamento → Plano → Assembleia → Concessão A decisão que defere o processamento é interlocutória, e o exame do juiz é formal, já que o mérito econômico cabe aos credores. Quanto ao recurso, o STJ fixou no Tema 1.022 que cabe agravo de instrumento contra todas as interlocutórias da recuperação e da falência, com base no parágrafo único do art. 1.015 do CPC. Depois, a reforma transformou essa orientação em regra expressa no art. 189, § 1º, II. Item O que a decisão do art. 52 determina A Nomeia o administrador judicial, pessoa física ou jurídica, de preferência advogado, economista, administrador de empresas ou contador, art. 21. Se for pessoa jurídica, indica o profissional responsável, que não pode ser trocado sem autorização do juiz. B Dispensa as certidões negativas para que o devedor continue suas atividades rotineiras. C Suspende as ações e execuções, abrindo o stay period, e suspende a prescrição. D Exige contas mensais, sob pena de destituição dos administradores. E Intima eletronicamente o Ministério Público e as Fazendas de ondehouver estabelecimento. F Manda publicar edital com o resumo do pedido, a decisão, a relação de credores e os prazos de habilitação e de objeção. Stay period O stay period dura 180 dias corridos, contados do deferimento do processamento, e pode ser prorrogado uma única vez por igual prazo, em Recuperação Judicial e Falência | Pedido, processamento e stay period 10 caráter excepcional, se o devedor não tiver contribuído para a demora. Havendo tutela de urgência, o início pode ser antecipado. Durante esse prazo também fica suspensa a prescrição, pela lógica da actio nata. A finalidade é evitar que execuções individuais levem os bens e inviabilizem a empresa antes que os credores decidam coletivamente. Enquanto isso, as ações continuam no juízo em que estavam. Não se suspendem Como funciona Ações que demandam quantia ilíquida Seguem até a liquidação do valor. Ações trabalhistas Seguem até a apuração do crédito na Justiça do Trabalho, que depois é pago na recuperação ou na falência. Execuções fiscais Seguem, ressalvada a substituição de constrições sobre bens de capital essenciais. Credores do art. 49, § 3º Seguem, mas não podem retirar bens de capital essenciais durante o prazo. PEGADINHA. As anotações dizem que todas as execuções se suspendem, sujeitas ou não. Pela redação atual do art. 6º, II e III, dada pela Lei 14.112/2020, a suspensão e a proibição de constrições alcançam as execuções de créditos sujeitos à recuperação. Os credores não sujeitos seguem com suas medidas, respeitado o limite dos bens essenciais. Universalidade do juízo e par conditio creditorum Falência Universalidade plena, porque todas as ações de cobrança e execução contra a falida vão para o mesmo juízo. Recuperação Universalidade limitada, porque não atrai as ações de conhecimento que apuram dívidas. O fundamento é o par conditio creditorum, que garante igualdade de tratamento entre credores. Na falência ele é pleno, ao passo que na recuperação admite diferenças justificadas entre credores. Coobrigados A suspensão não alcança fiadores, avalistas e devedores de regresso, conforme a Súmula 581 do STJ. Além disso, a cláusula do plano que libera os coobrigados ao fim do stay period só vale para o credor que votou a favor. Se ele votou contra, se absteve ou faltou, mantém a garantia, porque do contrário a perderia sem consentir. 6 VERIFICAÇÃO DE CRÉDITOS A verificação é feita pelo administrador judicial, com base nos livros e documentos do devedor e nos documentos apresentados pelos credores, art. 7º. Diante da relação publicada pelo devedor, o credor pode estar em três situações. Se o crédito não consta, ele faz a habilitação. Se consta com erro, apresenta divergência. Se está correto, Recuperação Judicial e Falência | Verificação de créditos 11 nada precisa fazer, e o valor segue para o quadro geral de credores. 1º edital relação do devedor → 15 dias habilitação ou divergência → 45 dias 2º edital, relação do AJ → 10 dias impugnação 5 dias contestação, art. 11 → 5 dias devedor e comitê, art. 12 → 5 dias parecer do AJ → Julgamento e quadro geral, art. 18 Todos os prazos da lei são contados em dias corridos, excluindo o dia do começo e incluindo o do vencimento, art. 189, § 1º, I. Se não houver necessidade de perícia, o juiz pode julgar a impugnação antecipadamente. Ponto Fase administrativa Fase judicial Perante quem Administrador judicial, hoje pelo site dele Juiz, em incidente autuado em separado Custas Não há Há Advogado Dispensável Obrigatório Existência Sempre existe Só se houver impugnação ou habilitação retardatária PEGADINHA. Habilitação, divergência e impugnação não são petições nos autos principais. Se forem juntadas ali, devem ser desentranhadas. PEGADINHA. As anotações chamam de 1º quadro geral a relação publicada depois dos 45 dias. Na verdade, essa é a relação do administrador, objeto do 2º edital. O quadro geral só é consolidado e homologado depois do julgamento das impugnações. Além disso, depois da manifestação do devedor e do comitê ainda há o parecer do administrador, em 5 dias. Habilitação retardatária É a feita depois dos 15 dias do art. 7º, § 1º. Em regra, o credor retardatário não vota na assembleia, salvo o trabalhista, art. 10, § 1º, e salvo se o crédito já estiver no quadro na data do conclave. Momento Como é processada Até a homologação do quadro geral Recebida como impugnação, art. 10, § 5º. Depois da homologação Ação de retificação pelo procedimento comum do CPC, art. 10, § 6º. Na falência, a habilitação retardatária está sujeita a custas e tem prazo decadencial de 3 anos contados da publicação da sentença de falência, art. 10, § 10. Já o credor trabalhista apura o valor na Justiça do Trabalho e depois pede a reserva de valor no processo de recuperação. Impugnação Recuperação Judicial e Falência | Verificação de créditos 12 É um incidente dirigido ao juízo da recuperação, salvo quanto ao crédito trabalhista, cujo valor se discute na Justiça do Trabalho. Pode ser apresentada pelo comitê, por qualquer credor, pelo devedor, por seus sócios ou pelo Ministério Público, e até por legitimado extraordinário, como o agente fiduciário que representa os debenturistas. Serve para atacar a legitimidade, o valor ou a classificação de um crédito e também para pedir a inclusão de crédito ausente da lista. Por isso, difere da habilitação retardatária, que só o próprio titular pode apresentar. Ponto Regra Prazo 10 dias da publicação da relação do administrador, art. 8º. Petição Requisitos do art. 319 do CPC e do art. 9º, com os documentos do art. 13. Resposta 5 dias, art. 11. Honorários Devidos se houver resistência. Recurso Agravo, art. 17, e o relator pode dar efeito suspensivo para fins de voto na assembleia. Fora do prazo Sem previsão legal, mas há precedentes que admitem. PEGADINHA. As anotações dizem que cabe ação rescisória se não houver impugnação tempestiva. Atenção, porque a via prevista na lei é a ação do art. 19. Por ela, o administrador, o comitê, qualquer credor ou o Ministério Público podem pedir, até o encerramento do processo, a exclusão, a reclassificação ou a retificação de crédito em caso de falsidade, dolo, simulação, fraude, erro essencial ou documentos ignorados na época do julgamento. 7 PLANO, ASSEMBLEIA E CRAM DOWN Meios de recuperação O art. 50 traz 18 meios em rol exemplificativo, que se dividem entre os que reestruturam o passivo, como prazos e descontos, e os que reestruturam o ativo, como a venda de bens e de unidades produtivas. A liberdade é ampla, mas encontra dois limites gerais, que são as normas de ordem pública e a aceitação dos credores. Art. 54, LREF O plano de recuperação judicial não poderá prever prazo superior a 1 ano para pagamento dos créditos derivados da legislação do trabalho ou decorrentes de acidentes de trabalho vencidos até a data do pedido de recuperação judicial. § 1º O plano não poderá, ainda, prever prazo superior a 30 dias para o pagamento, até o limite de 5 salários-mínimos por trabalhador, dos créditos de natureza estritamente salarial vencidos nos 3 meses anteriores ao pedido de recuperação judicial. A cláusula que fixa prazo maior que 30 dias para os créditos salariais do § 1º é nula. Por outro lado, o prazo de um ano para os trabalhistas pode chegar a dois anos se o plano der garantias suficientes, for aprovado pela classe trabalhista e pagar o Recuperação Judicial e Falência | Plano, assembleia e cram down 13 crédito integralmente, art. 54, § 2º. Limite Regra Garantias Supressão ou substituição de garantia real só com aprovação expressa do titular, art. 50, § 1º. O STJ também não admite suprimir garantia fidejussória do credor que não concordou. Moeda estrangeira A variação cambial é mantida como índice de correção, salvo concordância expressa do credor, art. 50, § 2º. Mesma classe Não pode haver distinção entre credores da mesma classe, salvo por critério objetivo e razoável, como faixas de valor do crédito. Deságio Cabe aos credores decidir, mas há decisões quereconhecem abuso, como a do TJPE diante de deságio de 92% do passivo. Carência e fiscalização judicial Depois da concessão, o devedor permanece em recuperação até cumprir as obrigações que vencerem em até 2 anos, independentemente de eventual carência, art. 61. Antes da reforma havia decisões que contavam esse prazo só a partir do fim da carência, mas hoje a contagem começa na concessão. Descumprimento do plano Consequência Dentro dos 2 anos de fiscalização Convolação em falência por simples pedido no próprio processo, art. 61, § 1º, e art. 73, IV. Depois desse prazo O credor pede a execução específica ou a falência em pedido autônomo, art. 62 e art. 94, III, g. PEGADINHA. As anotações falam em fiscalização sindical e em art. 84. O correto é fiscalização judicial, do art. 61, e o pedido autônomo de falência se funda no art. 94, III, g, combinado com o art. 62. Venda de ativos sem sucessão Quem compra bens de empresa em crise teme herdar dívidas. Originalmente, o art. 60, parágrafo único, que trata da recuperação, afastava de forma expressa só a sucessão tributária, enquanto o art. 141, II, da falência afastava também a trabalhista. Contudo, a Lei 14.112/2020 igualou os dois e afastou a sucessão em obrigações de qualquer natureza, inclusive ambiental, regulatória, administrativa, penal, anticorrupção, tributária e trabalhista. O plano do devedor e a objeção O plano é apresentado pelo devedor no prazo improrrogável de 60 dias corridos da publicação da decisão que deferir o processamento, sob pena de convolação em falência, art. 53. Ele deve trazer a discriminação dos meios de recuperação, a demonstração de viabilidade econômica e o laudo econômico-financeiro e de avaliação dos bens, assinado por profissional habilitado ou empresa especializada. Em seguida, publica-se edital, e qualquer credor tem 30 dias para apresentar objeção, art. 55. Basta uma objeção para que o juiz convoque a assembleia, ao passo que, sem objeção no prazo, o plano é homologado. Além disso, o credor pode desistir da Recuperação Judicial e Falência | Plano, assembleia e cram down 14 objeção e assim dispensar a assembleia, já que o dispositivo que proibia essa desistência não entrou na lei. PEGADINHA. As anotações chamam o plano do art. 53 de plano apresentado pelos credores. Na verdade, o art. 53 trata do plano do devedor, e o plano dos credores é o plano alternativo do art. 56. Plano alternativo dos credores Antes da reforma, rejeitado o plano, a saída era a falência, salvo cram down. Hoje, se o plano do devedor for rejeitado e não houver cram down, o administrador põe em votação a concessão de 30 dias para os credores apresentarem plano próprio, art. 56, § 4º. Esse prazo também se abre se o stay period terminar sem votação do plano, art. 6º, § 4º-A. Requisito Conteúdo, art. 56, § 6º I Não estarem presentes os requisitos do cram down. II Cumprimento do art. 53. III Apoio escrito de credores com mais de 25% dos créditos sujeitos ou mais de 35% dos créditos presentes na assembleia. IV Não imputação de novas obrigações aos sócios do devedor. V Isenção das garantias pessoais prestadas por pessoas naturais aos créditos novados. VI Não imposição ao devedor ou aos sócios de sacrifício maior que o da falência. PEGADINHA. As anotações dizem que o plano alternativo precisa ser aprovado pelo devedor. Isso não é correto, porque o plano dos credores existe justamente para superar a resistência do devedor. O que depende da concordância expressa do devedor são as alterações ao plano dele feitas em assembleia, art. 56, § 3º. Assembleia geral de credores A assembleia só é necessária se houver objeção ao plano e ele não tiver sido aprovado por termo de adesão. Quando se reúne, é soberana, de modo que o juiz controla apenas a legalidade do plano, e não sua viabilidade econômica. Ainda assim, há limites de ordem pública, como os prazos de pagamento dos trabalhistas. Na falência o papel da assembleia é reduzido, enquanto na recuperação ela é protagonista. Sua principal função é aprovar, rejeitar ou modificar o plano, mas também pode constituir o comitê de credores e deliberar sobre a desistência do pedido antes da apresentação do plano, art. 35. Ponto Regra Prazo para realização Até 150 dias do deferimento, prazo impróprio e prorrogável se o atraso não for culpa do devedor, art. 56, § 1º. Convocação Pelo juiz, de ofício ou a pedido de credores com mais de 25% dos créditos de uma classe, art. 36, § 2º. Recuperação Judicial e Falência | Plano, assembleia e cram down 15 Ponto Regra Edital No diário oficial e no site do administrador, com 15 dias de antecedência e os requisitos do art. 36, sob pena de nulidade. As despesas ficam com o devedor. Instalação Em 1ª convocação, com credores titulares de mais da metade dos créditos de cada classe. Em 2ª, com qualquer número. O mesmo edital pode marcar as duas. Presidência O administrador, que escolhe um secretário entre os credores. Se a pauta for o afastamento dele, preside o credor de maior crédito. Pelo princípio da unicidade, se a assembleia durar mais de uma sessão, as seguintes são continuação da primeira. Note-se ainda que a lei não fixa o rito interno da assembleia. PEGADINHA. Não cabe liminar para suspender ou adiar a assembleia por discussão sobre crédito, art. 40, regra considerada constitucional. Do mesmo modo, decisão judicial posterior sobre a existência, o valor ou a classificação de um crédito não invalida a deliberação já tomada, art. 39, § 2º. Se o credor votou com peso X e depois o tribunal reconhece peso Y, a assembleia continua válida. Quem vota Votam os credores que constem de qualquer das relações publicadas e assinem a lista de presença. Se o crédito ficou fora por equívoco, a jurisprudência admite tutela de urgência, inclusive em mandado de segurança, para garantir a participação. Não votam as pessoas do art. 43, como sócios e sociedades ligadas ao devedor, nem quem tem vínculo próximo com ele. Também não vota o credor cujo crédito o plano não altera, art. 45, § 3º. Por exemplo, se o plano paga integralmente os quirografários até R$ 50.000,00, o credor de R$ 20.000,00 não vota. O credor pode votar por procurador, desde que entregue o mandato ao administrador até 24 horas antes, art. 37, § 4º. Já o sindicato pode representar os trabalhadores associados por substituição, desde que apresente a relação dos associados até 10 dias antes da assembleia, art. 37, §§ 5º e 6º. PEGADINHA. As anotações falam em lista de sindicalizados na data da votação. O prazo da lei é de até 10 dias antes da assembleia. Classes e quórum de aprovação Classe Credores Contagem I Trabalhistas e de acidente de trabalho Por cabeça II Com garantia real Valor e cabeça III Quirografários, com privilégio especial, com privilégio geral e subordinados Valor e cabeça IV Microempresas e empresas de pequeno porte Por cabeça Recuperação Judicial e Falência | Plano, assembleia e cram down 16 Nas classes II e III, o plano precisa de credores que representem mais da metade do valor dos créditos presentes e, cumulativamente, da maioria simples dos presentes. Já nas classes I e IV, basta a maioria simples dos presentes, sem importar o valor, art. 45. Se o quórum não for alcançado, o caminho passa a ser o cram down. Cram down Art. 58, § 1º, LREF O juiz poderá conceder a recuperação judicial com base em plano que não obteve aprovação na forma do art. 45 desta Lei, desde que, na mesma assembléia, tenha obtido, de forma cumulativa, I. o voto favorável de credores que representem mais da metade do valor de todos os créditos presentes à assembléia, independentemente de classes. II. a aprovação de 3 das classes de credores ou, caso haja somente 3 classes com credores votantes, a aprovação de pelo menos 2 das classes ou, caso haja somente 2 classes com credores votantes, a aprovação de pelo menos 1 delas. III. na classe que o houver rejeitado, o voto favorável de mais de 1/3 dos credores, computados na forma dos §§ 1º e 2º do art. 45 desta Lei. O cram down permite aojuiz conceder a recuperação com base em plano rejeitado, desde que presentes, cumulativamente, os três requisitos. Por isso, quando todos estão presentes, o juiz deve conceder. Além disso, o plano assim aprovado não pode tratar de forma diferente os credores da classe que o rejeitou, art. 58, § 2º. No REsp 1.337.989/SP, julgado em 2018 sob relatoria do Ministro Luis Felipe Salomão, o STJ admitiu mitigar o inciso III quando um único credor domina a classe e rejeita o plano de forma absoluta, sobrepondo-se ao interesse da comunhão de credores. Desse julgado nasceu a ideia de cram down flexibilizado. Ainda assim, o art. 39, § 6º, incluído em 2020, define que o credor vota segundo seu interesse e sua conveniência, e o voto só será anulado por abuso quando for exercido de forma manifesta para obter vantagem ilícita. Portanto, votar contra por interesse econômico não é abuso, mas votar por má-fé ou para prejudicar é. COMO CAI NA PROVA. Os três requisitos do cram down são cumulativos. Se faltar um, em regra não há cram down, salvo a flexibilização excepcional do credor que domina sozinho a classe. Aprovação por termo de adesão Até 5 dias antes da assembleia, o devedor pode comprovar a aprovação do plano por termo de adesão assinado pelos credores, observado o quórum do art. 45, art. 56-A. Nesse caso, a assembleia é dispensada, e os credores têm 10 dias para oposição. Havendo oposição, o devedor tem 10 dias para se manifestar e, em seguida, o administrador opina em 5 dias. As oposições só podem tratar de quórum, procedimento, irregularidade do termo ou ilegalidade do plano. Termo de adesão até 5 dias antes da AGC → Oposição em 10 dias → Devedor em 10 dias → Administrador em 5 dias Recuperação Judicial e Falência | Plano, assembleia e cram down 17 PEGADINHA. As anotações indicam 5 dias para a manifestação do devedor. Pelo art. 56-A, § 2º, o devedor tem 10 dias, e os 5 dias são do administrador judicial. 8 NÚMEROS QUE MAIS CAEM Número O que é 2 anos Atividade regular mínima para pedir recuperação, art. 48. 5 anos Intervalo mínimo entre concessões, art. 48, II e III. 180 dias, mais 180 Stay period, prorrogável uma única vez, art. 6º, § 4º. 15 dias Habilitações e divergências ao administrador, art. 7º, § 1º. 45 dias Publicação da relação do administrador, art. 7º, § 2º. 10 dias Impugnação, art. 8º. 5 dias Contestação da impugnação, manifestação do devedor e do comitê e parecer do administrador, arts. 11 e 12. 3 anos Decadência da habilitação retardatária na falência, art. 10, § 10. 60 dias Apresentação do plano pelo devedor, art. 53. 30 dias Objeção ao plano, art. 55, e apresentação do plano alternativo, art. 56, § 4º. 150 dias Realização da assembleia, art. 56, § 1º. 15 dias Antecedência do edital de convocação da assembleia, art. 36. 24 horas e 10 dias Entrega da procuração e da lista do sindicato, art. 37, §§ 4º e 6º. 25% de uma classe Pedido de convocação da assembleia por credores, art. 36, § 2º. 25% ou 35% Apoio ao plano alternativo, art. 56, § 6º, III. Mais da metade e mais de 1/3 Créditos presentes e votos na classe que rejeitou, para o cram down, art. 58, § 1º. 5, 10 e 10 dias Termo de adesão antes da assembleia, oposição e resposta do devedor, art. 56-A. 1 ano, até 2 Pagamento dos créditos trabalhistas, art. 54. 30 dias e 5 salários Créditos salariais dos 3 meses anteriores ao pedido, art. 54, § 1º. 2 anos Fiscalização judicial depois da concessão, art. 61. 150 salários mínimos Limite do crédito trabalhista na falência, art. 83, I. Recuperação Judicial e Falência | Números que mais caem 18juiz conceder a recuperação com base em plano rejeitado, desde que presentes, cumulativamente, os três requisitos. Por isso, quando todos estão presentes, o juiz deve conceder. Além disso, o plano assim aprovado não pode tratar de forma diferente os credores da classe que o rejeitou, art. 58, § 2º. No REsp 1.337.989/SP, julgado em 2018 sob relatoria do Ministro Luis Felipe Salomão, o STJ admitiu mitigar o inciso III quando um único credor domina a classe e rejeita o plano de forma absoluta, sobrepondo-se ao interesse da comunhão de credores. Desse julgado nasceu a ideia de cram down flexibilizado. Ainda assim, o art. 39, § 6º, incluído em 2020, define que o credor vota segundo seu interesse e sua conveniência, e o voto só será anulado por abuso quando for exercido de forma manifesta para obter vantagem ilícita. Portanto, votar contra por interesse econômico não é abuso, mas votar por má-fé ou para prejudicar é. COMO CAI NA PROVA. Os três requisitos do cram down são cumulativos. Se faltar um, em regra não há cram down, salvo a flexibilização excepcional do credor que domina sozinho a classe. Aprovação por termo de adesão Até 5 dias antes da assembleia, o devedor pode comprovar a aprovação do plano por termo de adesão assinado pelos credores, observado o quórum do art. 45, art. 56-A. Nesse caso, a assembleia é dispensada, e os credores têm 10 dias para oposição. Havendo oposição, o devedor tem 10 dias para se manifestar e, em seguida, o administrador opina em 5 dias. As oposições só podem tratar de quórum, procedimento, irregularidade do termo ou ilegalidade do plano. Termo de adesão até 5 dias antes da AGC → Oposição em 10 dias → Devedor em 10 dias → Administrador em 5 dias Recuperação Judicial e Falência | Plano, assembleia e cram down 17 PEGADINHA. As anotações indicam 5 dias para a manifestação do devedor. Pelo art. 56-A, § 2º, o devedor tem 10 dias, e os 5 dias são do administrador judicial. 8 NÚMEROS QUE MAIS CAEM Número O que é 2 anos Atividade regular mínima para pedir recuperação, art. 48. 5 anos Intervalo mínimo entre concessões, art. 48, II e III. 180 dias, mais 180 Stay period, prorrogável uma única vez, art. 6º, § 4º. 15 dias Habilitações e divergências ao administrador, art. 7º, § 1º. 45 dias Publicação da relação do administrador, art. 7º, § 2º. 10 dias Impugnação, art. 8º. 5 dias Contestação da impugnação, manifestação do devedor e do comitê e parecer do administrador, arts. 11 e 12. 3 anos Decadência da habilitação retardatária na falência, art. 10, § 10. 60 dias Apresentação do plano pelo devedor, art. 53. 30 dias Objeção ao plano, art. 55, e apresentação do plano alternativo, art. 56, § 4º. 150 dias Realização da assembleia, art. 56, § 1º. 15 dias Antecedência do edital de convocação da assembleia, art. 36. 24 horas e 10 dias Entrega da procuração e da lista do sindicato, art. 37, §§ 4º e 6º. 25% de uma classe Pedido de convocação da assembleia por credores, art. 36, § 2º. 25% ou 35% Apoio ao plano alternativo, art. 56, § 6º, III. Mais da metade e mais de 1/3 Créditos presentes e votos na classe que rejeitou, para o cram down, art. 58, § 1º. 5, 10 e 10 dias Termo de adesão antes da assembleia, oposição e resposta do devedor, art. 56-A. 1 ano, até 2 Pagamento dos créditos trabalhistas, art. 54. 30 dias e 5 salários Créditos salariais dos 3 meses anteriores ao pedido, art. 54, § 1º. 2 anos Fiscalização judicial depois da concessão, art. 61. 150 salários mínimos Limite do crédito trabalhista na falência, art. 83, I. Recuperação Judicial e Falência | Números que mais caem 18