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Curso Técnico em Planejamento e Controle da Produção (PCP) IFSULMINAS – ANO 2026 
Mapeamento e Análise Crítica de SCM — Café Especial em Grãos Torrado (250g) 
 
Produto escolhido : Café Especial em Grãos Torrado (250g) Materia : Logistica Empresarial 
Resolução da Tarefa semana 5 – ( 10 Pontos ) 
Atividade: Mapeamento Prático de Supply Chain 
Management - SCM 
Aluno : Rafael Henrique de Jesus da Silva 
Mapeamento da Cadeia de Suprimentos 
A cadeia a seguir abrange dois níveis a montante (upstream - antes da torrefação) e dois níveis a jusante (downstream - 
após a torrefação). 
1. Visão Geral da Cadeia de Suprimentos (Fluxo da Cadeia) 
Nível 2 Montante 
Fornecedores de 
Insumos & 
Embalagens 
→ 
Nível 1 Montante 
Fazendas 
Produtoras & 
Cooperativas 
→ 
Empresa Focal 
Torrefadora de Cafés 
Especiais 
→ 
Nível 1 Jusante 
Distribuidores & 
Operadores 
Logísticos 
→ 
Nível 2 Jusante 
Cafeterias, 
Empórios & 
Consumidor 
 
2. Agentes, Papéis e Agregação de Valor 
Nível / Agente Principais Funções Valor Agregado ao Produto 
Montante - Nível 2 
Fornecedores de Insumos e 
Embalagens 
Fornecimento de fertilizantes 
orgânicos/minerais e fabricação de 
embalagens multicamadas com válvula 
desgasificadora unidirecional. 
Garantia da saúde do solo e nutrição do 
cafeeiro; preservação do aroma, frescor 
e vida útil pós-torra. 
Montante - Nível 1 
Fazendas Produtoras e 
Cooperativas 
Cultivo, colheita seletiva manual, 
beneficiamento (via úmida ou seca) e 
secagem dos grãos crus (green coffee). 
Construção do perfil sensorial 
(pontuação SCAA > 80 pontos), 
rastreabilidade de origem e certificações 
de sustentabilidade. 
Empresa Focal 
Torrefadora de Cafés 
Especiais 
Recebimento do grão cru, 
desenvolvimento de curvas de torra 
personalizadas, controle de qualidade 
(cupping) e empacotamento. 
Transformação do grão in natura em 
produto final pronto para consumo, 
desenvolvendo atributos sensoriais e 
identidade de marca. 
Jusante - Nível 1 
Distribuidores e Operadores 
Logísticos 
Armazenamento intermediário em CDs 
com temperatura/umidade controladas e 
transporte fracionado/rodoviário. 
Redução do lead time de entrega, 
manutenção da integridade física e 
proteção contra contaminação sensorial. 
Jusante - Nível 2 
Cafeterias, Empórios e 
Consumidor Final 
Comercialização direta, moagem sob 
demanda, extração de bebidas e 
consumo final. 
Entrega da experiência final do 
consumidor, atendimento especializado 
e fechamento do ciclo de valor da 
cadeia. 
 
3. Análise Crítica: Desafios e Oportunidades de Melhoria 
Gestão de Estoques 
Desafio: Incompatibilidade entre a sazonalidade da safra de 
café cru e o curto tempo de prateleira sensorial do café 
torrado (pico de sabor entre 7 e 30 dias após a torra). 
Oportunidade: Adoção do modelo Make-to-Order (MTO) com 
torra semanal sob demanda, mantendo estoque regulador 
apenas para o grão cru em ambiente climatizado. 
Transporte e Logística 
Desafio: Alta sensibilidade do grão torrado a variações de 
umidade, temperatura e absorção de odores externos durante 
o transporte rodoviário. 
Oportunidade: Parcerias com operadores logísticos 
especializados em cargas frágeis/alimentícias de alto valor e 
monitoramento IoT em tempo real das condições de 
transporte. 
Comunicação entre Agentes 
Desafio: Assimetria de informações e baixa visibilidade das 
oscilações da demanda do consumidor final para os 
produtores no campo. 
Oportunidade: Implementação de plataformas integradas 
(CPFR/VMI) e uso de QR Codes nas embalagens, 
conectando o consumidor à história da fazenda e gerando 
dados em tempo real. 
Sustentabilidade e Meio Ambiente 
Desafio: Impacto ambiental pelo uso de embalagens 
multicamadas de difícil reciclagem e pela pegada de carbono 
no cultivo e transporte. 
Oportunidade: Transição para embalagens aluminizadas 
biodegradáveis/compostáveis, incentivo à agricultura 
regenerativa e programas de logística reversa nas cafeterias. 
 
Conclusão Final 
A elaboração deste mapeamento da cadeia de suprimentos (Supply Chain Management) do café especial de 250g 
permitiu visualizar de forma prática a complexidade e a interconexão existente entre os agentes envolvidos, desde o 
cultivo no campo até o consumo final. 
Ficou evidente que a geração de valor em uma cadeia de suprimentos não ocorre de forma isolada em um único 
agente, mas sim ao longo de cada etapa do fluxo. Desde a escolha dos insumos e o cuidado no manejo agrícola a 
montante (upstream), passando pelo rigor no processo produtivo da torrefadora (empresa focal), até a eficiência logística e 
o atendimento no ponto de venda a jusante (downstream), cada elo desempenha um papel fundamental para garantir a 
qualidade superior exigida pelo mercado de cafés especiais. 
A análise crítica realizada revelou que os maiores desafios da cadeia estão centrados no alinhamento entre a 
preservação das qualidades sensoriais do produto e a eficiência logística e operacional. A adoção de estratégias como a 
torra sob demanda (Make-to-Order), a integração da comunicação via sistemas compartilhados de dados (CPFR/VMI) e a 
transição para embalagens e práticas agrícolas mais sustentáveis apresentam-se não apenas como soluções para esses 
gargalos, mas também como oportunidades estratégicas para aumentar a competitividade e responder às crescentes 
exigências do consumidor moderno. 
Em suma, o exercício reforça que o sucesso na gestão de suprimentos depende da coordenação integrada, da 
visibilidade de dados e da busca contínua por inovação e sustentabilidade ao longo de toda a rede de parceiros.

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