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APRENDIZAGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
O ensino da Língua Portuguesa passou por 
diversas transformações ao longo da história 
brasileira. Inicialmente, o trabalho escolar era 
totalmente centrado na alfabetização 
mecânica e na aprendizagem das normas 
gramaticais. As cartilhas, os livros de leitura, as 
gramáticas e as antologias literárias eram os 
principais materiais utilizados pelos 
professores. Nos anos iniciais do Ensino 
Fundamental, predominavam exercícios 
repetitivos de leitura e escrita, enquanto nas 
séries mais avançadas o ensino concentrava-
se na gramática normativa e na análise de 
textos literários clássicos. 
Nesse período, acreditava-se que aprender 
Língua Portuguesa significava dominar 
corretamente as regras da escrita. Por isso, as 
aulas valorizavam a ortografia, a 
classificação das palavras, a análise sintática 
e a memorização das normas gramaticais. Os 
estudantes eram constantemente avaliados 
pela capacidade de escrever sem erros, 
enquanto aspectos relacionados à 
compreensão, interpretação e produção de 
textos recebiam pouca atenção. 
As atividades de produção textual eram 
bastante limitadas. Em geral, os alunos 
recebiam um tema ou uma gravura e eram 
convidados a produzir uma composição livre, 
sem qualquer orientação sobre finalidade, 
interlocutor, gênero textual ou contexto 
comunicativo. Esperava-se que escrevessem 
de forma criativa apenas utilizando a 
imaginação, sem que houvesse um ensino 
sistematizado sobre como produzir um texto 
de qualidade. 
 
 
 
 
 
 
Esferas sociais e diversidade de gêneros 
discursivos 
 
O livro apresenta diversos exemplos de 
gêneros pertencentes às diferentes esferas 
sociais. 
Esfera cotidiana: bilhetes, listas, cartas, 
receitas, conversas, recados. 
Esfera jornalística: notícias, reportagens, 
entrevistas, manchetes, artigos de opinião. 
Esfera escolar: resumos, relatórios, verbetes, 
problemas matemáticos, instruções. 
Esfera literária: poemas, contos, lendas, 
crônicas, mitos, fábulas. 
Esfera publicitária: anúncios, cartazes, 
panfletos, slogans. 
Esfera religiosa: orações, sermões, parábolas 
e homilias. 
Quanto maior o contato dos estudantes com 
essa diversidade de gêneros, maiores serão 
suas possibilidades de participação social, 
compreensão da realidade e exercício da 
cidadania. 
 
O papel do professor na atualidade 
 
O professor precisa compreender as 
transformações ocorridas no ensino da Língua 
Portuguesa para evitar reproduzir práticas 
antigas baseadas exclusivamente na 
RESUMO FEITO POR GRUPO REOLUNES / VAMOS ESTUDAR JUNTOS? 
 63 99255-4284 
 
 
UNIDADE 1 – CONSIDERAÇÕES RELEVANTES NO 
ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NOS ANOS 
INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 
 Princípios e objeto da Língua Portuguesa 
 
 
 
gramática normativa ou em atividades 
mecânicas. O planejamento deve considerar 
as práticas sociais da linguagem, selecionar 
gêneros discursivos adequados aos objetivos 
de aprendizagem e criar situações reais de 
leitura, escrita, oralidade e escuta. 
O docente assume o papel de mediador do 
conhecimento, organizando experiências 
que possibilitem aos estudantes desenvolver 
competências comunicativas, interpretar 
diferentes textos, produzir discursos 
significativos e utilizar a linguagem de forma 
crítica e consciente nos diversos contextos 
sociais. 
 
Ensino da Língua Portuguesa na 
educação brasileira 
A organização do ensino da Língua 
Portuguesa na Educação Básica passou por 
importantes transformações ao longo dos 
anos. As mudanças ocorreram 
principalmente após a publicação dos 
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), 
que propuseram uma nova forma de 
compreender a linguagem. A disciplina 
deixou de priorizar apenas o ensino da 
gramática normativa e passou a considerar a 
língua como uma prática social, utilizada em 
diferentes situações de comunicação. Nessa 
perspectiva, o estudante deve aprender a 
utilizar a linguagem para ler, escrever, falar, 
ouvir, interpretar e participar das práticas 
sociais de maneira crítica e consciente. 
A nova concepção de ensino da Língua 
Portuguesa 
 
Os PCNs passaram a orientar que o ensino 
fosse organizado considerando os usos reais 
da linguagem na sociedade. Dessa forma, a 
escola deixou de trabalhar apenas 
conteúdos gramaticais isolados e passou a 
desenvolver atividades relacionadas às 
práticas de leitura, escrita, oralidade e 
escuta. 
Principais mudanças 
✔ A língua passou a ser entendida como 
instrumento de interação social. 
✔ O ensino deixou de ser baseado apenas na 
gramática normativa. 
 
✔ As atividades passaram a considerar as 
situações reais de comunicação. 
✔ O aluno tornou-se sujeito ativo no processo 
de aprendizagem. 
✔ A aprendizagem passou a relacionar 
escola e sociedade. 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) 
Os PCNs, publicados em 1997, representaram 
um marco para o ensino da Língua 
Portuguesa. O documento estabelece que 
produzir linguagem significa produzir discursos 
em diferentes contextos sociais, considerando 
quem fala, para quem fala, com qual 
objetivo e em qual situação ocorre a 
comunicação. 
Os PCNs defendem que: 
✔ A linguagem é uma prática social. 
✔ Todo texto possui uma finalidade 
comunicativa. 
✔ O aluno deve aprender a utilizar diferentes 
formas de linguagem. 
✔ A escola deve aproximar o ensino das 
situações reais do cotidiano. 
✔ Ler e escrever são práticas que acontecem 
dentro e fora da escola. 
 
Objetivos do ensino da Língua Portuguesa 
 
O principal objetivo da disciplina é formar 
usuários competentes da língua, capazes de 
utilizar a linguagem em diferentes contextos 
sociais. 
O aluno deve ser capaz de 
✔ Ler diferentes tipos de textos. 
✔ Interpretar informações. 
✔ Produzir textos adequados a diferentes 
situações. 
✔ Argumentar de forma crítica. 
✔ Comunicar ideias com clareza. 
✔ Utilizar corretamente a linguagem oral e 
escrita. 
✔ Participar das práticas sociais de leitura e 
escrita. 
✔ Exercer a cidadania por meio da 
linguagem. 
 
 
 
 
Modalidades organizativas para o 
ensino da Língua Portuguesa 
O que são modalidades organizativas? 
As modalidades organizativas são diferentes 
formas de organizar o trabalho pedagógico 
em sala de aula. Cada modalidade possui 
objetivos específicos, duração variável e 
formas próprias de desenvolvimento. A 
escolha da modalidade depende dos 
conteúdos que serão ensinados, das 
habilidades que se pretende desenvolver e 
das características da turma. 
As modalidades organizativas permitem 
✔ Planejar o ensino de forma sistemática. 
✔ Organizar os conteúdos ao longo do ano 
letivo. 
✔ Favorecer a aprendizagem contínua. 
✔ Integrar leitura, escrita, oralidade e análise 
linguística. 
✔ Diversificar as estratégias de ensino. 
✔ Tornar as aulas mais dinâmicas e 
significativas. 
 
Atividades Permanentes 
As atividades permanentes são aquelas 
realizadas com frequência durante todo o 
ano letivo. Elas fazem parte da rotina da sala 
de aula e têm como objetivo desenvolver 
hábitos relacionados à leitura, à escrita e à 
oralidade. Como acontecem regularmente, 
proporcionam aos estudantes contato 
constante com diferentes práticas de 
linguagem, favorecendo o desenvolvimento 
gradual das competências linguísticas. 
O livro destaca que essas atividades devem 
ser planejadas com intencionalidade 
pedagógica, evitando que se tornem 
momentos repetitivos ou apenas recreativos. 
Cada atividade permanente precisa 
contribuir para ampliar o repertório cultural, 
linguístico e comunicativo dos alunos. 
 
Características das atividades permanentes 
✔ Acontecem semanalmente ou 
diariamente. 
✔ Fazem parte da rotina da turma. 
✔ Desenvolvem hábitos de leitura e escrita. 
 
 
✔ Favorecem a oralidade. 
✔ Estimulam a autonomia dos estudantes. 
✔ Possibilitamacompanhamento contínuo da 
aprendizagem. 
Exemplos 
✔ Leitura diária realizada pelo professor. 
✔ Roda de leitura. 
✔ Contação de histórias. 
✔ Produção de diário da turma. 
✔ Leitura compartilhada. 
✔ Conversas sobre textos lidos. 
✔ Registro das atividades do dia. 
 
A Unidade 2 aborda a importância da 
compreensão textual no processo de 
alfabetização e letramento. O livro destaca 
que ensinar Língua Portuguesa não significa 
apenas ensinar o aluno a decodificar 
palavras, mas desenvolver a capacidade de 
compreender, interpretar, refletir e utilizar 
diferentes textos em situações reais de 
comunicação. Também enfatiza a relevância 
da escuta, da oralidade e da literatura infantil 
na formação de leitores críticos e autônomos. 
 
Compreensão leitora 
A compreensão leitora envolve a 
capacidade de construir sentidos durante a 
leitura. O aluno deixa de ser apenas um 
decodificador de palavras e passa a interagir 
com o texto, utilizando seus conhecimentos 
prévios para interpretar informações, levantar 
hipóteses e produzir novos conhecimentos. 
 
A compreensão leitora consiste em: 
✔ Construir significados durante a leitura. 
✔ Relacionar o texto aos conhecimentos 
prévios. 
✔ Fazer inferências sobre informações 
implícitas. 
✔ Identificar a finalidade do texto. 
✔ Reconhecer o gênero textual. 
✔ Desenvolver pensamento crítico. 
✔ Formular hipóteses antes, durante e após a 
leitura. 
✔ Localizar informações importantes. 
✔ Interpretar diferentes tipos de textos. 
 
UNIDADE 2 - ENSINO DA COMPREENSÃO 
TEXTUAL: ESCUTA, LEITURA E 
LITERATURA INFANTIL 
 
 
 
 
Estratégias de compreensão leitora 
✔ Ativar conhecimentos prévios. 
✔ Observar título e imagens. 
✔ Antecipar informações. 
✔ Fazer perguntas sobre o texto. 
✔ Identificar palavras desconhecidas. 
✔ Reler trechos quando necessário. 
✔ Elaborar resumos. 
✔ Identificar ideia principal. 
✔ Comparar informações. 
✔ Tirar conclusões. 
 
O papel do professor 
✔ Planejar momentos diários de leitura. 
✔ Trabalhar diferentes gêneros textuais. 
✔ Estimular perguntas e discussões. 
✔ Incentivar a interpretação. 
✔ Desenvolver autonomia leitora. 
✔ Mediar a construção dos sentidos do texto. 
 
 
Compreensão de textos orais 
 
A compreensão de textos orais é uma 
habilidade essencial para o desenvolvimento 
da linguagem e da aprendizagem dos 
estudantes. O livro destaca que ouvir não 
significa apenas escutar sons ou palavras, 
mas compreender, interpretar, refletir e 
atribuir significado às informações 
transmitidas por meio da fala. Desde os 
primeiros anos de vida, as crianças aprendem 
a se comunicar oralmente antes mesmo de 
dominarem a leitura e a escrita, por isso a 
escola deve valorizar essa competência e 
criar oportunidades para que os alunos 
desenvolvam a escuta atenta e a 
comunicação oral de forma consciente e 
participativa. 
A linguagem oral está presente em diferentes 
situações do cotidiano escolar, como 
conversas, explicações do professor, 
apresentações, debates, entrevistas, 
contação de histórias e momentos de 
interação entre os colegas. Em todas essas 
situações, os estudantes precisam 
compreender o que está sendo dito, 
identificar as intenções do falante, organizar 
suas ideias e expressar opiniões de maneira 
clara e respeitosa. Assim, o ensino da 
compreensão oral deve ser planejado da 
mesma forma que o ensino da leitura e da 
 
 
escrita, fazendo parte das práticas 
permanentes da sala de aula. 
 
O que é compreensão de textos orais? 
A compreensão oral corresponde à 
capacidade de interpretar mensagens 
transmitidas por meio da linguagem falada, 
considerando não apenas as palavras 
utilizadas, mas também a intenção 
comunicativa, o contexto da conversa, a 
entonação da voz, os gestos, as expressões 
faciais e outros elementos que contribuem 
para a construção dos sentidos. 
A compreensão oral envolve: 
✔ Ouvir atentamente diferentes tipos de 
textos orais. 
✔ Compreender as informações 
apresentadas. 
✔ Identificar o assunto principal. 
✔ Reconhecer a intenção do falante. 
✔ Relacionar as informações aos 
conhecimentos prévios. 
✔ Fazer perguntas quando houver dúvidas. 
✔ Respeitar os momentos de fala dos colegas. 
✔ Desenvolver a escuta ativa. 
 
Importância da escuta no processo de 
aprendizagem 
O livro ressalta que a escuta é uma prática 
fundamental para o desenvolvimento das 
competências comunicativas. Quando o 
estudante aprende a ouvir atentamente, 
torna-se capaz de compreender orientações, 
participar de discussões, construir argumentos 
e ampliar seus conhecimentos por meio da 
interação com outras pessoas. 
A escuta ativa também favorece o 
desenvolvimento da concentração, da 
memória, da interpretação e do respeito às 
diferentes opiniões. Além disso, contribui para 
fortalecer as relações interpessoais, uma vez 
que ouvir o outro é uma forma de reconhecer 
e valorizar diferentes formas de pensar e de se 
expressar. 
Benefícios da escuta ativa 
✔ Desenvolve a atenção e a concentração. 
✔ Melhora a compreensão das informações. 
✔ Favorece a comunicação. 
✔ Amplia o vocabulário. 
✔ Desenvolve a argumentação. 
✔ Estimula o respeito às opiniões dos colegas. 
✔ Contribui para a convivência escolar. 
 
✔ Facilita o processo de aprendizagem. 
 
 
Os textos orais trabalhados na escola 
Assim como acontece com os textos escritos, 
os textos orais apresentam diferentes gêneros, 
finalidades e formas de organização. A 
escola deve proporcionar aos estudantes o 
contato com uma grande variedade desses 
gêneros, preparando-os para participar das 
diversas situações comunicativas presentes 
na sociedade. 
Principais gêneros orais 
✔ Conversas. 
✔ Rodas de conversa. 
✔ Entrevistas. 
✔ Debates. 
✔ Seminários. 
✔ Palestras. 
✔ Contação de histórias. 
✔ Relatos pessoais. 
✔ Notícias transmitidas oralmente. 
✔ Apresentações de trabalhos. 
✔ Dramatizações. 
✔ Podcasts e gravações de áudio. 
 
Estratégias para desenvolver a compreensão 
oral 
O professor desempenha papel fundamental 
na criação de situações que favoreçam o 
desenvolvimento da oralidade e da escuta. 
As atividades devem estimular a participação 
dos estudantes, permitindo que todos tenham 
oportunidades de ouvir, falar, argumentar e 
compartilhar conhecimentos. 
Estratégias utilizadas pelo professor 
✔ Realizar rodas de conversa. 
✔ Promover contação de histórias. 
✔ Fazer leitura em voz alta. 
✔ Organizar debates. 
✔ Desenvolver entrevistas. 
✔ Utilizar vídeos e áudios educativos. 
✔ Propor recontos de histórias. 
✔ Incentivar apresentações orais. 
✔ Estimular perguntas e respostas. 
✔ Promover discussões sobre diferentes 
temas. 
 
O papel do professor 
O professor atua como mediador das 
situações de comunicação oral, organizando 
atividades que possibilitem aos estudantes 
desenvolver competências relacionadas à 
escuta, à fala e à interação social. Cabe ao 
 
docente criar um ambiente acolhedor, onde 
todos possam expressar suas ideias, 
respeitando diferentes opiniões e 
aprendendo a argumentar de maneira 
adequada. 
Além disso, o professor deve orientar os alunos 
sobre a importância de ouvir com atenção, 
esperar o momento adequado para falar, 
utilizar linguagem apropriada e participar das 
atividades de forma colaborativa. Essas 
práticas favorecem não apenas a 
aprendizagem da Língua Portuguesa, mas 
também o desenvolvimento da cidadania e 
da convivência democrática. 
Cabe ao professor 
✔ Incentivar a participação dos estudantes. 
✔ Organizar situações reais de comunicação. 
✔ Valorizar a diversidade de opiniões. 
✔ Desenvolver atividades de escuta e 
oralidade. 
✔ Mediar debates e discussões. 
 
 
A Unidade 3 aborda o ensino da produção 
textual como um processo de construção de 
sentidos. O livro destaca que produzir um 
texto não significa apenasescrever 
corretamente, mas comunicar ideias, 
opiniões e informações de forma organizada, 
considerando o objetivo da comunicação, o 
destinatário e o gênero discursivo utilizado. 
Dessa forma, o ensino da produção textual 
deve ocorrer por meio de situações reais de 
uso da linguagem, permitindo que os 
 
UNIDADE 3 - ENSINO DA PRODUÇÃO DE 
TEXTOS ORAIS E ESCRITOS 
 
 
 
 
 
estudantes desenvolvam competências de 
escrita e oralidade de maneira significativa. 
 
A organização por gêneros discursivos 
para o trabalho com produção textual 
 
O ensino da produção textual é organizado a 
partir dos gêneros discursivos, pois são eles 
que fazem parte das práticas sociais de 
comunicação. Cada gênero possui uma 
finalidade específica, uma estrutura própria e 
características linguísticas que orientam sua 
produção. Assim, ao produzir um texto, o 
aluno deve compreender para quem 
escreve, qual é o objetivo da escrita e em 
qual contexto esse texto será utilizado. 
A utilização dos gêneros discursivos aproxima 
o ensino da realidade dos estudantes, 
permitindo que desenvolvam habilidades 
para produzir textos presentes em seu 
cotidiano. O trabalho com diferentes gêneros 
amplia o repertório linguístico, favorece a 
criatividade e contribui para a formação de 
escritores competentes. 
 
O que são gêneros discursivos? 
Os gêneros discursivos são formas de 
comunicação utilizadas nas diferentes 
situações da vida social. Cada gênero 
apresenta características relacionadas à sua 
finalidade, organização e linguagem. 
Características dos gêneros discursivos 
✔ Possuem finalidade comunicativa. 
✔ Apresentam estrutura própria. 
✔ Circulam em diferentes contextos sociais. 
✔ Variam conforme a situação de 
comunicação. 
✔ Organizam a produção textual. 
✔ Facilitam a interação entre as pessoas. 
 
Exemplos de gêneros trabalhados na escola 
Gêneros do cotidiano 
✔ Bilhete. 
✔ Carta. 
✔ Convite. 
✔ Lista. 
✔ Receita. 
✔ Diário. 
 
Gêneros jornalísticos 
✔ Notícia. 
 
✔ Reportagem. 
✔ Entrevista. 
✔ Artigo de opinião. 
✔ Manchete. 
 
Gêneros literários 
✔ Conto. 
✔ Fábula. 
✔ Poema. 
✔ Lenda. 
✔ Crônica. 
 
Gêneros digitais 
✔ E-mail. 
✔ Mensagem eletrônica. 
✔ Blog. 
✔ Comentários em redes sociais. 
 
O papel do professor 
✔ Selecionar gêneros adequados à faixa 
etária. 
✔ Apresentar diferentes exemplos. 
✔ Explicar a finalidade de cada gênero. 
✔ Incentivar produções contextualizadas. 
✔ Desenvolver leitura e escrita de forma 
integrada. 
✔ Orientar a revisão dos textos. 
 
 
Princípios do trabalho com produção 
textual: a sequência didática 
 
O que é uma Sequência Didática? 
A sequência didática é um conjunto 
organizado de atividades que tem como 
objetivo ensinar um gênero discursivo de 
maneira gradual e sistematizada. 
A sequência didática permite: 
✔ Desenvolver a produção textual de forma 
organizada. 
✔ Trabalhar leitura, escrita e oralidade de 
maneira integrada. 
✔ Favorecer a aprendizagem progressiva. 
✔ Desenvolver autonomia na produção de 
textos. 
✔ Melhorar a qualidade da escrita. 
✔ Compreender as características dos 
gêneros discursivos. 
✔ Estimular a reflexão sobre a língua. 
 
Etapas da Sequência Didática 
 
 
 
 
O desenvolvimento da sequência didática 
acontece por meio de diferentes etapas, 
cada uma com objetivos específicos que 
contribuem para a aprendizagem da 
produção textual. 
1. Apresentação da situação comunicativa 
Nesta etapa, o professor apresenta o gênero 
que será estudado e explica sua finalidade, o 
público-alvo e o contexto em que ele circula. 
Objetivos: 
✔ Apresentar o gênero textual. 
✔ Despertar o interesse dos alunos. 
✔ Identificar conhecimentos prévios. 
✔ Explicar a finalidade da atividade. 
 
2. Leitura e análise de modelos 
Os alunos entram em contato com diferentes 
exemplos do gênero para compreender suas 
características. 
Nessa etapa os estudantes observam: 
✔ Estrutura do texto. 
✔ Organização das informações. 
✔ Linguagem utilizada. 
✔ Finalidade comunicativa. 
✔ Recursos linguísticos. 
✔ Público ao qual o texto se destina. 
 
3. Produção inicial 
Após conhecer o gênero, os alunos elaboram 
uma primeira versão do texto. 
Essa produção permite ao professor: 
✔ Identificar dificuldades. 
✔ Avaliar conhecimentos prévios. 
✔ Planejar intervenções pedagógicas. 
✔ Organizar atividades complementares. 
 
4. Desenvolvimento das atividades 
O professor propõe atividades voltadas para 
os aspectos que precisam ser aperfeiçoados 
na escrita dos estudantes. 
São trabalhados: 
✔ Organização textual. 
✔ Ortografia. 
✔ Pontuação. 
✔ Coerência. 
✔ Coesão. 
✔ Ampliação do vocabulário. 
✔ Adequação da linguagem. 
✔ Estrutura do gênero. 
 
 
 
5. Produção final 
Depois das atividades de aprendizagem, os 
alunos produzem uma nova versão do texto, 
aplicando os conhecimentos desenvolvidos 
durante toda a sequência didática. 
A produção final possibilita: 
✔ Comparar a evolução dos estudantes. 
✔ Verificar a aprendizagem. 
✔ Consolidar os conhecimentos. 
✔ Valorizar o processo de escrita. 
 
O papel do professor 
Durante toda a sequência didática, o 
professor atua como mediador do processo 
de aprendizagem, orientando, 
acompanhando e incentivando os 
estudantes. 
Cabe ao professor: 
✔ Planejar todas as etapas. 
✔ Selecionar textos de qualidade. 
✔ Organizar atividades diversificadas. 
✔ Incentivar a participação dos alunos. 
✔ Corrigir de forma orientadora. 
✔ Valorizar a reescrita. 
✔ Acompanhar o desenvolvimento individual. 
 
O trabalho com o processo de 
textualização 
 
O que é textualização? 
A textualização corresponde ao processo de 
construção do texto desde o planejamento 
até sua versão final. 
Esse processo envolve: 
✔ Planejamento. 
✔ Organização das ideias. 
✔ Produção da primeira versão. 
✔ Revisão. 
✔ Reescrita. 
✔ Produção da versão final. 
 
Etapas do processo de textualização 
1. Planejamento do texto 
Antes de escrever, o aluno precisa organizar 
suas ideias e definir o objetivo da produção. 
Durante o planejamento é importante: 
✔ Definir o tema. 
✔ Identificar o gênero textual. 
✔ Conhecer o público leitor. 
✔ Determinar a finalidade do texto. 
✔ Selecionar informações importantes. 
✔ Organizar as ideias. 
 
 
 
2. Escrita da primeira versão 
Nesta etapa, o estudante transforma suas 
ideias em texto, procurando desenvolver o 
tema de forma organizada. 
Durante a escrita é necessário: 
✔ Desenvolver o assunto. 
✔ Utilizar linguagem adequada. 
✔ Organizar os parágrafos. 
✔ Relacionar as ideias. 
✔ Respeitar as características do gênero. 
 
3. Revisão do texto 
Após concluir a primeira versão, o texto deve 
ser relido cuidadosamente. 
Na revisão são observados: 
✔ Ortografia. 
✔ Pontuação. 
✔ Clareza das ideias. 
✔ Coerência. 
✔ Coesão. 
✔ Organização textual. 
✔ Repetição de palavras. 
✔ Adequação da linguagem. 
 
4. Reescrita 
Depois da revisão, o aluno modifica o texto 
para melhorar sua qualidade. 
A reescrita permite: 
✔ Corrigir erros. 
✔ Acrescentar informações. 
✔ Retirar partes desnecessárias. 
✔ Melhorar a organização. 
✔ Tornar a linguagem mais clara. 
✔ Aprimorar a comunicação. 
 
A importância da revisão e da reescrita 
O livro enfatiza que revisar e reescrever fazem 
parte da produção textual. Essas etapas 
permitem que o estudante reflita sobre sua 
escrita, identifique dificuldades e aperfeiçoe 
o texto antes de sua versão final. 
A revisão também favorece o 
desenvolvimento da autonomia, pois o aluno 
aprende a avaliar sua própria produção e 
compreender que todo texto pode ser 
melhorado. 
Benefícios da revisão 
✔ Melhora a qualidade da escrita. 
✔ Desenvolve senso crítico. 
✔ Favorece a aprendizagem. 
✔ Corrige inadequações. 
✔ Aprimora a organização textual. 
 
 
✔ Amplia a autonomia do escritor. 
 
O papel do professor 
O professor acompanha todasas etapas da 
textualização, oferecendo orientações, 
sugestões e intervenções que auxiliam os 
estudantes na construção dos textos. 
Compete ao professor: 
✔ Orientar o planejamento. 
✔ Acompanhar a escrita. 
✔ Incentivar a revisão. 
✔ Valorizar a reescrita. 
✔ Mediar as dificuldades dos alunos. 
✔ Estimular a autonomia na produção textual. 
 
A Unidade 4 apresenta a importância da 
análise e da reflexão linguísticas no ensino da 
Língua Portuguesa. O livro destaca que o 
estudo da língua não deve estar baseado 
apenas na memorização de regras 
gramaticais, mas na reflexão sobre como a 
linguagem funciona em diferentes situações 
de comunicação. Dessa forma, os alunos 
aprendem a observar, interpretar e utilizar os 
recursos da língua de maneira consciente, 
desenvolvendo competências relacionadas 
à leitura, à escrita, à oralidade e à análise dos 
textos. A gramática deixa de ser ensinada de 
forma isolada e passa a ser trabalhada dentro 
dos textos e dos diferentes gêneros 
discursivos, favorecendo uma aprendizagem 
mais significativa. 
A análise linguística permite que os 
estudantes compreendam o funcionamento 
da língua por meio da observação de seus 
diferentes elementos. 
UNIDADE 4 - ENSINO DA ANÁLISE E DA 
REFLEXÃO LINGUÍSTICAS 
 
 
 
Análise e reflexão linguísticas: Aspectos 
Fono-Ortográficos e Morfossemânticos 
 
O livro explica que os aspectos fono-
ortográficos estão relacionados aos sons da 
fala e à escrita correta das palavras, 
enquanto os aspectos morfossemânticos 
dizem respeito à formação das palavras, às 
classes gramaticais e aos significados 
produzidos na comunicação. O objetivo não 
é decorar regras, mas compreender como 
esses elementos contribuem para a 
construção dos textos. 
 
Aspectos fono-ortográficos 
Os aspectos fono-ortográficos envolvem a 
relação entre os sons da fala e sua 
representação na escrita. O estudante 
aprende a reconhecer regularidades da 
língua, compreender as convenções 
ortográficas e utilizar corretamente a escrita 
em diferentes situações. 
São trabalhados: 
✔ Relação entre fala e escrita. 
✔ Sons das letras. 
✔ Fonemas e grafemas. 
✔ Ortografia. 
✔ Acentuação. 
✔ Pontuação. 
✔ Uso das letras. 
✔ Segmentação das palavras. 
✔ Correspondência entre sons e escrita. 
 
Aspectos morfossemânticos 
Os aspectos morfossemânticos relacionam a 
estrutura das palavras aos seus significados 
 
 
dentro dos textos. O estudo ocorre sempre 
considerando o contexto em que as palavras 
são utilizadas. 
Envolvem o estudo de: 
✔ Formação das palavras. 
✔ Classes gramaticais. 
✔ Flexão de gênero. 
✔ Flexão de número. 
✔ Flexão verbal. 
✔ Significado das palavras. 
✔ Sinônimos. 
✔ Antônimos. 
✔ Ampliação do vocabulário. 
✔ Relações de sentido. 
 
Objetivos da análise linguística 
✔ Desenvolver a reflexão sobre a língua. 
✔ Compreender o funcionamento da escrita. 
✔ Melhorar a produção textual. 
✔ Aperfeiçoar a leitura. 
✔ Desenvolver autonomia linguística. 
✔ Utilizar a gramática em contextos reais. 
 
O papel do professor 
✔ Trabalhar a gramática dentro dos textos. 
✔ Relacionar teoria e prática. 
✔ Estimular a reflexão sobre a língua. 
✔ Desenvolver atividades contextualizadas. 
✔ Valorizar diferentes usos da linguagem. 
✔ Incentivar a revisão da escrita. 
 
Análise e reflexão linguísticas: Aspectos 
Textuais e Discursivos 
 
O livro destaca que compreender uma língua 
vai além do conhecimento das palavras e 
das regras gramaticais. É necessário entender 
como os textos são organizados, quais são 
seus objetivos comunicativos e de que 
maneira os recursos linguísticos produzem 
sentidos. Por isso, a análise linguística também 
envolve os aspectos textuais e discursivos, 
permitindo que os estudantes compreendam 
como diferentes textos são construídos e 
utilizados nas práticas sociais. 
Essa abordagem favorece o 
desenvolvimento da leitura crítica e da 
produção textual, pois incentiva os alunos a 
observar não apenas a estrutura da língua, 
mas também as intenções comunicativas 
presentes em cada texto. 
 
 
 
 
 
Aspectos textuais 
Os aspectos textuais dizem respeito à 
organização interna do texto, permitindo que 
as ideias sejam apresentadas de forma clara, 
coerente e compreensível. 
São analisados: 
✔ Coerência. 
✔ Coesão. 
✔ Organização dos parágrafos. 
✔ Sequência das ideias. 
✔ Título. 
✔ Introdução. 
✔ Desenvolvimento. 
✔ Conclusão. 
✔ Progressão textual. 
✔ Unidade de sentido. 
 
Aspectos discursivos 
Os aspectos discursivos estão relacionados ao 
contexto em que o texto é produzido e 
utilizado. 
São considerados: 
✔ Finalidade do texto. 
✔ Público-alvo. 
✔ Intenção comunicativa. 
✔ Gênero discursivo. 
✔ Contexto de produção. 
✔ Linguagem utilizada. 
✔ Interlocutores. 
✔ Situação comunicativa. 
✔ Recursos argumentativos. 
Ao analisar diferentes textos, os estudantes 
desenvolvem a capacidade de 
compreender como a linguagem produz 
sentidos e como as escolhas linguísticas 
variam conforme a situação comunicativa. 
 
 
 
 
 
O trabalho com a análise e a reflexão 
linguísticas 
 
O livro enfatiza que a análise e a reflexão 
linguísticas devem estar presentes em todas 
as práticas de ensino da Língua Portuguesa. 
Em vez de ensinar regras gramaticais 
isoladamente, o professor deve promover 
situações em que os estudantes observem, 
analisem e compreendam como os recursos 
linguísticos funcionam nos textos que leem, 
escrevem e produzem oralmente. 
Essa proposta integra leitura, escrita, 
oralidade e análise linguística, permitindo que 
os alunos utilizem a língua de forma 
consciente nas diferentes situações de 
comunicação. O objetivo é desenvolver 
usuários competentes da linguagem, 
capazes de refletir sobre suas escolhas 
linguísticas e utilizar a norma padrão quando 
necessário, respeitando também a 
diversidade linguística existente na 
sociedade. 
 
 
 
Como desenvolver a análise linguística 
A reflexão sobre a língua deve ocorrer 
durante todas as atividades realizadas em 
sala de aula. 
Pode ser desenvolvida por meio de: 
✔ Leitura de diferentes textos. 
✔ Produção textual. 
✔ Revisão dos textos produzidos. 
✔ Reescrita. 
✔ Discussões sobre escolhas linguísticas. 
✔ Comparação entre diferentes textos. 
✔ Análise de gêneros discursivos. 
✔ Atividades de oralidade. 
✔ Situações reais de comunicação. 
 
Princípios do trabalho com análise linguística 
✔ Contextualização. 
✔ Reflexão sobre a língua. 
✔ Integração entre leitura e escrita. 
✔ Valorização dos gêneros discursivos. 
✔ Participação ativa dos estudantes. 
✔ Aprendizagem significativa. 
✔ Desenvolvimento da autonomia. 
✔ Uso social da linguagem. 
 
Benefícios para os estudantes 
✔ Melhor compreensão da língua. 
✔ Ampliação do vocabulário. 
✔ Aprimoramento da escrita. 
✔ Desenvolvimento da leitura crítica. 
✔ Produção textual mais eficiente. 
✔ Maior segurança na comunicação oral. 
✔ Capacidade de revisar os próprios textos. 
✔ Formação de usuários competentes da 
língua. 
 
O papel do professor 
O professor atua como mediador do processo 
de reflexão linguística, incentivando os 
 
estudantes a analisar os textos, compreender 
os efeitos de sentido produzidos pelas 
escolhas linguísticas e utilizar esses 
conhecimentos na leitura, na escrita e na 
oralidade. 
Compete ao professor: 
✔ Planejar atividades contextualizadas. 
✔ Integrar gramática, leitura e produção 
textual. 
✔ Estimular a observação da língua em uso. 
✔ Promover momentos de reflexão. 
✔ Incentivar a revisão e a reescrita. 
✔ Valorizar a participação dos estudantes. 
✔ Desenvolver autonomia linguística.

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