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PPG -Inflamação Granulomatosa (3ª Prova)

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Plano de Aula Respondido – PPG – 3ª PROVA 
Alberto Galdino - Biomedicina 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA 
DISCIPLINA DE PATOLOGIA GERAL 
 
PLANO DE AULA 
 
Assunto: Inflamação Granulomatosa 
Sala: Sala 4 do Departamento de Patologia 
Duração da Aula: 50-60 minutos (dividida em dois momentos distintos) 
Ministradora: Cláudia Cazal Lira 
Estratégia ensino/ aprendizagem: Aula expositiva através de multimídia com projeção de slides 
com auxílio de programa PowerPoint®. 
Recursos utilizados: Data-show, computador portátil (laptop) e apontador a laser. 
 
Objetivo Geral: 
Compreender os mecanismos de desenvolvimento da inflamação crônica granulomatosa. 
Identificar agentes agressores e mecanismos intrínsecos do hospedeiro envolvidos no processo. 
Objetivos específicos: 
Ao final da aula o aluno deverá estar capacitado a: 
 
1. Conceituar inflamação granulomatosa 
2. Identificar os agentes agressores envolvidos no processo 
3. Identificar e relacionar o mecanismo de defesa do hospedeiro com o desenvolvimento da 
inflamação granulomatosa 
4. Identificar e conceituar os tipos de granuloma 
5. Identificar de descrever a função das células envolvidas neste processo 
6. Descrever as características morfológicas da inflamação granulomatosa 
 
Conteúdo programático: 
 
1. Introdução 
 1.1 Definição de Inflamação Granulomatosa 
A inflamação granulomatosa é um padrão distinto de reação inflamatória crônica caracterizada 
pelo acúmulo focal de macrófagos ativados, que geralmente desenvolvem uma aparência 
epitelióide (semelhante ao epitélio). Ela ocorre em um número limitado de condições 
imunologicamente mediadas, infecciosas e algumas não-infecciosas. Sua gênese está 
intimamente relacionada com as reações imunológicas. O reconhecimento do padrão 
granulomatoso em uma biópsia é importante devido o número limitado de condições que podem 
ser a causa e pelo diagnóstico associado às lesões. 
 
Pode representar a manifestação de muitas doenças 
 Doenças infecciosas (bactérias, vermes, larvas, parasitas) 
 Processos tóxicos 
 Doenças alérgicas 
 Autoimunes 
 Neoplásicas 
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Etiologia 
 Bacteriana (tb, Hansen, Sífilis, Arranhadura de Gato, etc.) 
 Verminótica ( Esquitossomose, Cisticercose, etc.) 
 Micoses Profundas (Paracoco, Esporotricose, Cromomicose, etc.) 
 Corpo Estranho (Talco, Amido, Óleo Mineral, Tatuagem, Silicone, etc). 
 Desconhecida (Cirrose Biliar Hepática, Sarcoidose, Tiroidite Granulomatosa) 
 
Principais Componentes 
Macrófagos, Linfócitos, Plasmócitos, Mastócitos, Eosinófilos, Neutrófilos, Fibroblastos, Necrose. 
 
Patogenia do Granuloma Epitelióide 
1- Processamento do agente agressor por células APC (MHC-Classe II) 
2- Recrutamento de linfócitos T CD4+ (Th1 ou Th2) 
 Th1 (imunidade celular): IL-2, INF-γ e TNF (manutenção inicial do granuloma, 
recrutar macrófagos). 
 Th2 (resposta humoral): IL-4, IL-5, IL-10, IL-13 
3- Agregação de macrófagos ativados e formação de células gigantes 
 
Complicações: FIBROSE e NECROSE. 
 
 
2. Granuloma 
2.1 conceito 
Um granuloma é um foco de inflamação crônica consistindo de agregados microscópicos de 
macrófagos transformados em células semelhantes a células epiteliais cercadas por um colar de 
leucócitos mononucleares, especialmente linfócitos e ocasionalmente, plasmócitos. Os 
granulomas mais velhos desenvolvem uma cápsula de fibroblastos e tecido conjuntivo 
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2.2 Tipos 
Existem dois tipos de granulomas, que diferem quanto a sua patogenia: os granulomas de corpos 
estranhos e os granulomas epitelioides (imunes). 
 OS GRANULOMAS DE CORPOS ESTRANHOS são provocados por corpos estranhos 
relativamente inertes. Tipicamente, os granulomas de corpos estranhos se formam 
quando materiais como o talco (associado ao uso de drogas intravenosas), suturas ou 
outras fibras são grandes o suficiente para impedir a fagocitose por um único macrófago e 
não provocam uma resposta inflamatória. As células epitelióides e as gigantes se formam 
e aderem a superfície do corpo estranho envolvendo-o . O material estranho geralmente 
pode ser identificado no centro do granuloma, especialmente se for visualizado com luz 
polarizada, na qual ele aparece refratário. 
 OS GRANULOMAS EPITELIOIDES (IMUNES) são causados por partículas insolúveis, 
tipicamente microrganismos, que são capazes de induzir uma resposta imunológica 
celular. Esse tipo de resposta não produz necessariamente um granuloma, mas o faz 
quando o agente provocador é pouco degradável ou é uma partícula. Nessas, os 
macrófagos engolfam o material estranho, processam-no e apresentam parte dele aos 
linfócitos T apropriados, ativando-os. As células T que reagem produzem citocinas, como 
a IL-2, que ativam outras células T, perturbando a resposta, e o INFγ, que é importante na 
ativação dos macrófagos e na sua transformação em células epitelióides e células 
gigantes multinucleadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O esquema acima demonstra o processo que segue após uma reação inflamatória aguda cuja 
reposta não foi suficiente para debelar o agente agressor. Uma vez não eliminado, o mediadores 
químicos fazem com que a região onde está localizado o agente nocivo seja inundada por 
macrófagos. Se este agente agressor apresentar um caráter imunogênico, o granuloma que se 
formará na região é classificado como granuloma epitelióide complexo. Caso o agente agressor 
não apresente imunogenicidade (como um corpo estranho, por exemplo), ou seja, que não é 
capaz de ativar o linfócito T, o granuloma formado é o granuloma puro. 
 
Resumo da formação do granuloma epitelióide complexo: o macrófago apresenta o antígeno 
processado aos linfócitos T auxiliares. Estes liberam linfocinas (fator quimiotático monocitário, fator 
inibidor da migração, fatores ativadores de macrófagos: IFN-γ, IL-4 e FNT). Desta maneira, ocorre 
o acúmulo e a ativação dos macrófagos (células epitelióides) recrutados para região. Estas células 
epitelióides passam a secretar então as monocinas (favorecendo a proliferação de fibroblastos e 
fibrose), fatores quimiotáticos para outros tipos celulares (linfócitos, plasmócitos, etc) efetores de 
crescimento de vasos (promovendo a angiogênese para a nutrição do granuloma). Pode haver 
também a produção de produtos tóxicos aos tecidos (metabólitos do oxigênio e proteases). 
 
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Resumo da formação do granuloma puro (tipo corpo estranho): diferentemente do antígeno 
que desencadeou a formação do granuloma epitelióide complexo, este tipo de granuloma é 
formado a partir de um agente invasor não-imunogênico. Deste modo, só haverá a formação 
arranjos nodulares de histiócitos. A ativação deste histiócito não se dá de maneira eficiente. 
 
MORFOLOGIA DO GRANULOMA EPITELIÓIDE COMPLEXO (IMUNITÁRIO) 
 O granuloma epitelióide complexo é aquele formado após uma apresentação antigênica (com a 
participação de macrófagos e linfócitos T). Com isso, este granuloma é caracterizado por 
pequenas coleções de células epitelióides (macrófagos altamente ativados) circundados por um 
halo de linfócitos. 
 Os macrófagos ativados são chamados de células epitelióides por lembrarem o formato das 
células da camada espinhosa da epiderme. Estas células apresentam-se agrupadas com formatos 
variados: redondas, ovais ou fusiformes com citoplasma abundante e eosinófilo (quando coradas, 
tornam-se vermelhas). Vale salientar que estas células epitelióides estão mais voltadas com a 
secreção extracelular de mediadores químicos do que com a realização do processo de fagocitose 
(sendo este processo realizado pelo macrófago comum). 
 É comum encontrar