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Resumão 2ª prova Parasitologia

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ou 
coprofagia. 
 Auto-infecção interna: pode ocorrer durante vômitos ou movimentos 
retroperistálticos do intestino, possibilitando presença de proglotes grávidas ou ovos 
de T. solium no estômago. Estes, depois de ação do suco gástrico e posterior ativação 
das oncosferas voltariam ao intestino delgado, desenvolvendo o ciclo auto-infectante. 
 Heteroinfecção: quando os humanos ingerem alimentos ou água contaminados com 
os ovos da T. solium disseminados no ambiente pelas dejeções de outro paciente. 
Obs: Os ovos de T. saginata não são infectantes para o homem. 
 
Patogenia e Sintomatologia 
- Forma assintomática 
- Forma oligossintomática 
- Forma sintomática 
 
Parasito x Hospedeiro 
- Carga parasitária: número de ovos / número de cisticercos 
- Resposta imune do hospedeiro 
- Estado nutricional 
- Idade 
 
Teníase 
• Ação espoliativa → Desnutrição 
• Ação traumática → Pode deixar pontos hemorrágicos, destruir do epitélio e produzir 
inflamação com infiltrado celular com hipo ou hipersecreção de muco. 
• Ação mecânica → obstrução intensa 
• Ação tóxica → fenômenos tóxico alérgicos através de substâncias excretadas. 
Na maioria dos casos a teníase é assintomática, mas pode provocar certos sintomas como 
dores abdominais, náuseas, debilidade, perda de peso, flatulência, diarréia ou constipação. 
 
 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Cisticercose 
As alterações da cisticercose têm início com a fixação da larva no tecido, se desenvolvendo 
dois processos distintos: Uma ação mecânica (deslocamento ou compressão dos tecidos) Uma 
ação inflamatória (Presença de linfócitos, plasmócitos, eosinófilos e monócitos). 
Os sintomas dependem de fatores como: 
– Localização, tamanho e número de larvas que infectaram o indivíduo; 
– Fase de desenvolvimento dos cisticercos 
– Resposta imunológica do hospedeiro aos antígenos da larva 
 
Teníase – criança e imunodeprimido 
Náusea, astenia e dor ao se locomover, constipação intestinal ou diarreia, vômito, flatulência, 
prurido anal (no caso de T. saginata), apetite excessivo, dor abdominal e epigástrica “dor de 
fome”. 
Devido ao longo período do parasitismo: 
- Reação tóxica alérgica 
- Hemorragia na mucosa 
- Desnutrição grave 
 
Cisticercose – fase de invasão: lesões intestinais / lesões sistêmicas agudas 
Hiperemia intestinal, hepática, pulmonar, renal e peritonite hemorrágica 
- Fase de localização: vasos sanguíneos → cérebro, língua, coração, globo ocular, músculos 
longos. 
Coração: bradicardia, dispnéia e ruídos anormais. 
Globo ocular: perda de visão parcial ou total, perda do globo ocular, ↑da pressão intraocular, 
atrofia do nervo óptico, ptose (deslocamento da pálpebra), dacrioadenite. 
Cérebro: córtex cerebral e meningite (cefaleia, epilepsia, alucinações, demência, vômito 
cerebral ‘vômito em forma de jato’). 
 
* O cisticerco permanece ativo por 3 meses → calcificação (morre) 
 
Imunologia 
 Aumentos significativos de infócitos T e B, ↑ de eosinófilos no sangue e LCR 
 Predominância de IgG, havendo aumento menos acentuado de IgE e IgM (indicando 
que a resposta imunológica, tanto celular quanto humoral ao parasito está 
relacionada com a quantidade e viabilidade de cisticercos, localização nos órgãos, ou 
na musculatura ou com a reatividade imunológica do hospedeiro. 
 O cisticerco é capaz de produzir um escape da resposta imune humoral. O 
componente C1q pode ser inibido pela ação da paramiosina. 
 A taenistatina inibe as vias clássicas e alternativas do complemento, e parece 
interferir juntamente com outros fatores com a proliferação de linfócitos e com a 
função dos macrófagos, inibindo a resposta celular. 
 Nos paciente com neurocisticercose tem-se observado aumento da concentração 
das imunoglobulinas IGg, IgM, IgE, IGA e IgD. 
 
Profilaxia 
• Impedir o acesso do suíno e do bovino às fezes humanas 
• Melhoramento do sistema dos serviços de água, esgoto ou fossa 
• Tratamento em massa dos casos humanos 
• Orientar o não consumo de carne crua ou malcozida 
• Estimular a melhoria do sistema de criação de animais 
• Inspeção rigorosa de carne e fiscalização dos matadouros 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Diagnóstico 
Teníase 
O diagnóstico pode ser clínico (mais difícil por ser predominantemente assintomática). 
- Parasitológico de fezes (direto ‘fita gomada/cálice de sedimentação’ e indireto ‘toxinas’) 
O exame laboratorial para investigação de ovos é mais utilizado empregando métodos 
rotineiros como o método de Faust e Hoffman, ou pelo método da fita gomada. 
-Para o diagnóstico específico/diferencial, há necessidade de se fazer tamização (lavagem em 
peneira fina) de todo o bolo fecal, recolher as proglotes existentes e identificá-las pela 
morfologia da ramificação uterina. 
 
Cisticercose 
- Imagem (raio X, ultrassonografia, RMN, tomografia etc.) 
-Imuno (ELISA, imunofluorescência) ‘pouca utilidade’ 
Tem como base aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratorias. O diagnóstico laboratorial é 
fundamentado em observações anatomopatológicas das biópsias, necropsias e cirurgias. O 
cisticerco pode ser identificado por meio direto, através de exame oftalmoscópico de fundo de 
olho ou ainda pela presença de nódulos subcutâneos no exame físico. 
 
Tratamento 
Tratar primeiro a teníase e depois a cisticercose. 
 Praziquantel e Albendazol (se não tiver cisticercose) 
 Niclosamida 
 Semente de abóbora 
 Cirurgia 
 
Cura: 3 meses 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2ª Prova - PARASITOLOGIA 
Resumo – Alberto Galdino 
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Trichuris trichiura 
TRICURÍASE 
Classe - Nematoda 
Ordem - Trichuroidea 
Família - Trichuridae 
Gênero - Trichuris 
Espécie - Trichuris trichiura 
Sub-Reino - Metazoa 
Filo - Nemathelminthes 
 
Epidemiologia 
 Distribuição cosmopolita. 
 No mundo existe cerca de 1 bilhão de pessoas infectadas, das quais aproximadamente 
350 milhões apresentam idade inferior a 15 anos. 
 A tricuríase é mais prevalente em regiões de clima quente e úmido e condições 
sanitárias precárias. 
 
Transmissão 
 Via oral-fecal 
 Alimentos/água contaminados 
 Vetores mecânicos (moscas, baratas) 
 2 a 3 semanas para virar embrionado 
 
Morfologia 
 VERMES ADULTOS ‘macho’ e ‘fêmea’ 
‘Macho’ (3 a 4,5cm): extremidade posterior ventralmente curvada 
‘Fêmea’ (3 a 5cm): extremidade anterior mais afilada na região esofagiana e alargamento da 
extremidade posterior. 
 
o Os vermes adultos apresentam uma forma típica semelhante a um chicote, devido ao 
afilamento da região esofagiana, que compreende cerca de 2/3 do comprimento total 
do corpo e do alargamento posterior, na região do intestino e órgãos genitais, que 
corresponde a 1/3 do comprimento total do corpo. No final do intestino encontra-se o 
ânus. 
o A forma adulta possui um nítido dimorfismo sexual: tem o macho e a fêmea. 
o Eles possuem: abertura bucal desprovida de lábios, localizado na extremidade anterior 
do parasito; Esôfago delgado com musculatura pouco desenvolvida e na porção 
posterior é circundado por células glandulares (ESTICÓCITOS). 
o Os vermes adultos medem cerca de 3 a 5 cm de comprimento, sendo o macho menor 
que a fêmea. 
o Fêmea: possui: 1 ovário, 1 útero, 1 vagina 
o Macho: Possui: 1 testículo, 1 canal deferente, 1 canal ejaculador, 1 espículo (protegido 
por uma bainha recoberta por pequenos espinhos), porção posterior ventralmente 
recurvada. 
 
 LARVA 
 OVO: formato de barril. Embrionado e não-embrionado 
A casca do ovo é formada por 3 camadas: 
-Externa: Lipídica 
-Intermediária: Quitinosa 
-Interna: Vitelínica. 
 
O que favorece a 
resistência desses ovos a 
fatores ambientais. 
2ª Prova