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Resumo - Fisiologia do Sistema Respiratório - COMPLETO

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FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO – Alberto Galdino LoL 
 
FISIOLOGIA DA RESPIRAÇÃO 
 
A respiração provê oxigênio aos tecidos e remove o dióxido de carbono. A fim de alcançar tais 
objetivos, a respiração pode ser dividida em 4 funções principais: 
 
1) influxo e efluxo de ar entre atmosfera e os alvéolos pulmonares. Ventilação Pulmonar: 
2) . Difusão de oxigênio e dióxido de carbono entre os alvéolos e o sangue
3) e suas Transporte de oxigênio e dióxido de carbono no sangue e nos líquidos corporais 
trocas com as células de todos os tecidos do corpo. 
4) e outros aspectos da respiração. Regulação da Ventilação 
 
 
VIAS AÉREAS 
Da traqueia, via respiratória única, aos alvéolos, há 23 ramificações, sendo as 16 primeiras 
condutoras e as 7 últimas transicionais e de trocas. A estas ramificações, corresponde um 
aumento de área de secção transversa do sistema respiratório e uma consequente lentificação 
da velocidade do fluxo aéreo (velocidade de fluxo= débito/área de secção transversa). 
 
 As vias mais centrais, condutoras, não participam nas trocas, constituindo o espaço 
morto anatómico, que é cerca de 30% em cada ventilação. Entre elas, encontram-se vias de 
maior calibre envolvidas por tecido cartilaginoso, que impede o seu colapso, e vias de menor 
calibre com um forte componente muscular, que lhes permite uma dilatação e constrição 
independente do volume pulmonar -os brônquios. 
 Com as sucessivas ramificações seguem-se vias de calibre inferior a 1mm, que deixam 
de ter cartilagem - os bronquíolos. Estes se encontram incrustados na rede de tecido 
conjuntivo pulmonar, dependendo o seu calibre do volume pulmonar, o que constitui uma 
importante diferença funcional em relação aos anteriores. Os bronquíolos respiratórios, cujas 
paredes são indefinidas, correspondem às aberturas dos alvéolos, sendo por isso designados 
ductos alveolares. 
 Os alvéolos pulmonares são revestidos por um epitélio simples e fino. O tecido alveolar 
ocupa uma fracção mínima do volume total do pulmão, deixando uma grande fracção (40 a 
50%) para uma vasta rede capilar. Como resultado, a distância média entre o gás alveolar e a 
hemoglobina nos eritrócitos é de apenas 1,5µm, o que torna bastante eficientes as trocas. 
Independentemente deste reduzido volume, a área de superfície alveolar interna é 
aproximadamente 1m2/Kg de peso corporal. 
 A unidade funcional do pulmão, para efeitos de trocas, recebe a designação de 
Unidade Respiratória Terminal. É composta por um bronquíolo terminal e respectivos ductos 
alveolares (bronquíolos respiratórios) e alvéolos. Existirão cerca de 60000 destas unidades, 
cada qual com 250 ductos alveolares e 5000 alvéolos anatômicos. 
O epitélio das vias aéreas tem um componente ciliar e secretor ausente a partir dos 
bronquíolos. 
 As fibras musculares brônquicas são predominantemente inervadas pelo 
parassimpático, que tem ação constritora ligeira a moderada. Podem ser ativadas por reflexos 
com origem pulmonar (reflexos da tosse e do espirro), quando há irritação das vias 
respiratórias. Estes reflexos poderão estar hiperativos nos doentes asmáticos. 
 O simpático exerce um fraco controlo direto, visto que há poucas terminações 
nervosas deste sistema a nível brônquico. Contudo, há receptores β2-adrenérgicos que 
respondem a catecolaminas circulantes. O simpático enerva diretamente as glândulas 
submucosas, os gânglios parassimpáticos e o músculo liso vascular. 
 Está descrita, também, uma inervação não-colinérgica e não-adrenérgica com ação 
broncodilatadora mediada pelo VIP (vasoactive intestinal peptide). 
FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO – Alberto Galdino LoL 
 
 As fibras musculares brônquicas parecem, igualmente, ser sensíveis ao arrefecimento, 
respondendo com broncoconstrição; este mecanismo poderá estar na base das crises de asma 
(broncoconstrição) induzidas pelo frio e pelo exercício. 
 
ÁCINO PULMONAR 
A parte do pulmão situada distalmente ao bronquíolo 
respiratório é chamada de ácino pulmonar. O ácino 
pulmonar é constituído de: 
 Bronquíolos respiratórios (RB) 
 Ductos alveolares (AD) 
 Sacos alveolares (AS) 
 Alvéolos. 
Um conjunto de três a cinco ácinos forma um lóbulo 
pulmonar que é envolto por delgado septo conjuntivo denominado septo inter-lobular. 
 
UNIDADE ALVÉOLO-CAPILAR 
 Os alvéolos são grupamentos 
parecidos com ‘uvas’ nas extremidades dos 
bronquíolos. Sua principal função é a troca 
gasosa entre o ar no alvéolo e o sangue. 
Cada alvéolo é composto por uma camada 
simples e fina de troca. Dois tipos de células 
epiteliais são encontrados nos alvéolos, os 
Pneumatócitos, sendo eles: 
 
 : são Células Alveolares TIPO 1
maiores e mais finas de modo que 
os gases podem se difundir 
rapidamente através delas. 
(envolvidos nos processos de troca) 
 são menores, mas sintetizam e secretam o SURFACTANTE. Células Alveolares TIPO 2: 
O Surfactante mistura-se com o fluido do alvéolo para facilitar a expansão dos pulmões 
durante a respiração. 
 Os vasos sanguíneos cobrem cerca de 80-90% da superfície alveolar, formando uma 
lâmina quase contínua de sangue que está em contato com os alvéolos cheios de ar. 
A troca de gases do pulmão ocorre pela difusão através das células alveolares TIPO 1 com os 
capilares. Na maior parte da área de troca, a membrana basal que cobre o epitélio pulmonar 
fundiu-se com o endotélio, e somente uma pequena quantidade de fluido intersticial está 
presente. A proximidade dos capilares sanguíneos com o ar nos alvéolos é essencial para a 
troca rápida dos gases. 
 
HISTOLOGIA DO TECIDO PULMONAR 
 
 
 
FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO 
RESUMO – Alberto Galdino LoL 
 
A membrana respiratória é formada por membranas basais e epitélio. É o espaço entre o ar e o 
sangue. É bidirecional. 
 
ESPAÇO MORTO ANATÔMICO E FISIOLÓGICO 
Parte do ar que a pessoa respira nunca alcança 
as áreas de trocas gasosas, por simplesmente 
preencher as vias respiratórias onde essas trocas 
nunca ocorrem, tais como o nariz, a faringe e a 
traquéia. Esse ar é chamado AR DO ESPAÇO 
MORTO, por não ser útil para as trocas gasosas. 
Na expiração, o ar do espaço morto é expirado 
primeiro, antes de qualquer ar dos alvéolos 
alcançar a atmosfera. Portanto, o espaço morto 
é muito desvantajoso para remover os gases 
expiratórios dos pulmões. 
 
500ml é o volume corrente, ou seja, os ares inspirados a cada respiração normal, destes 
500ml, 150ml estão no espaço morto anatômico (área onde não ocorre qualquer troca gasosa) 
então estes 150ml são denominados ar do espaço morto anatômico. 
 
500ml – 150ml = 350ml, renovação do ar sendo este o que faz as trocas gasosas. 
 
Quando o espaço morto alveolar é incluido na medida total do espaço morto, ele é chamado 
ESPAÇO MORTO FISIOLÓGICO, em contraposição ao espaço morto anatômico. Ele ventila e não 
perfunde. O ar dos alvéolos sem perfusão não faz trocas gasosas e é considerado espaço 
morto (sem função). 
Espaço morto fisiológico: é na realidade a soma do espaço morto anatômico com outros 
volumes gasosos pulmonares que não participam da troca gasosa. 
 
-Por exemplo: determinada área do pulmão é ventilada, mas não perfundida e os gases que 
chegaram aos alvéolos nestas regiões não podem participar das trocas gasosas e é 
funcionalmente morto. 
-Também pode ocorrer o contrario onde ocorre a perfusão, mas não ocorre a ventilação, o que 
resulta em um sangue que não pode fazer as trocas gasosas e a este sangue o chamamos de 
sangue shunt por sua incapacidade de realizar as trocas gasosas. 
-O espaço morto fisiológico é maior que o anatômico. 
 
CIRCULAÇÃO PULMONAR (Trocas Gasosas) E BRÔNQUICA (Parênquima Pulmonar) 
Na circulação pulmonar o sangue do coração manda pro pulmão fazer as trocas e o sangue fica 
arterializado. Na circulação brônquica, há a nutrição da parede dos brônquios, bronquíolos.