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MTO_2013_17set2012_terceira_versao

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comunicação oficial 
entre o Presidente da República e o Congresso Nacional. Seu conteúdo é regido pelo art. 11 do 
PLDO 2013: 
Art. 11. A Mensagem que encaminhar o Projeto de Lei Orçamentária de 
2013 conterá: 
I - resumo da política econômica do País, análise da conjuntura econômica 
e atualização das informações de que trata o § 4
o
 do art. 4
o
 da Lei de 
Responsabilidade Fiscal, com indicação do cenário macroeconômico para 
2013, e suas implicações sobre a Proposta Orçamentária de 2013; 
II - resumo das políticas setoriais do governo; 
III - avaliação das necessidades de financiamento do Governo Central 
relativas aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, explicitando 
receitas e despesas e os resultados primário e nominal implícitos no Projeto 
de Lei Orçamentária de 2013, na Lei Orçamentária de 2012 e em sua 
reprogramação e os realizados em 2011, de modo a evidenciar: 
a) a metodologia de cálculo de todos os itens computados na avaliação das 
necessidades de financiamento; e 
b) os parâmetros utilizados, informando, separadamente, as variáveis 
macroeconômicas de que trata o Anexo de Metas Fiscais referido no inciso 
II do § 2
o
 do art. 4
o
 da Lei de Responsabilidade Fiscal, verificadas em 2011 
e suas projeções para 2012 e 2013; 
[Sumário] 
 
 78 
7. ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DA EXECUÇÃO 
7.1. DECRETO DE PROGRAMAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA E 
DE LIMITAÇÃO DE EMPENHO E MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA 
(CONTINGENCIAMENTO) 
Em decorrência da necessidade de garantir o cumprimento dos resultados fiscais 
estabelecidos na LDO e de obter maior controle sobre os gastos, a Administração Pública, em 
atendimento aos arts. 8
o
, 9
o
 e 13 da LRF, faz a programação orçamentária e financeira da execução 
das despesas públicas, bem como o monitoramento do cumprimento das metas de superávit 
primário. 
A preocupação de manter o equilíbrio entre receitas e despesas no momento da execução 
orçamentária já constava na Lei n
o
 4.320, de 1964, prevendo a necessidade de estipular cotas 
trimestrais das despesas que cada UO ficava autorizada a utilizar. 
Esse mecanismo foi aperfeiçoado na LRF, que determina a elaboração da programação 
financeira e do cronograma mensal de desembolso, bem como a fixação das metas bimestrais de 
arrecadação, no prazo de 30 dias após a publicação dos orçamentos. 
Verificada a frustração na arrecadação da receita prevista ou o aumento das despesas 
obrigatórias, que venham a comprometer o alcance das metas fiscais, torna-se necessária a adoção 
de mecanismos de ajuste entre receita e despesa. 
A limitação dos gastos públicos é feita por decreto do Poder Executivo e por ato próprio dos 
demais Poderes, de acordo com as regras fixadas nos arts. 48 e 49 do PLDO 2013, para o exercício 
de 2013. No âmbito do Poder Executivo, esse decreto ficou conhecido como Decreto de 
Contingenciamento, que, normalmente, é detalhado por portaria interministerial (MP e MF), 
evidenciados os valores autorizados para movimentação e empenho e para pagamentos no decorrer 
do exercício. Em resumo, os objetivos desse mecanismo são: 
a) estabelecer normas específicas de execução orçamentária e financeira para o exercício; 
b) estabelecer um cronograma de compromissos (empenhos) e de liberação (pagamento) 
dos recursos financeiros para o Governo; 
c) cumprir a legislação orçamentária (LRF, LDO etc.); e 
d) assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas ao longo do exercício financeiro e 
proporcionar o cumprimento da meta de resultado primário. 
 
7.1.1. BASES LEGAIS 
a) Lei n
o
 4.320, de 1964: 
Art. 47 Imediatamente após a promulgação da Lei de Orçamento e com 
base nos limites nela fixadas, o Poder Executivo aprovará um quadro de 
cotas trimestrais da despesa que cada unidade orçamentária fica autorizada 
a utilizar. 
Art. 48 A fixação das cotas a que se refere o artigo anterior atenderá os 
seguintes objetivos: 
a) assegurar às unidades orçamentárias em tempo útil a soma de recursos 
necessários e suficientes a melhor execução do seu programa anual de 
trabalho; 
b) manter, durante o exercício, na medida do possível, o equilíbrio entre a 
receita arrecadada e a despesa realizada, de modo a reduzir ao mínimo 
eventuais insuficiências de tesouraria. 
[Sumário] 
 79 
b) Lei Complementar n
o
 101, de 4 de maio de 2000 - LRF: 
Art. 8
o
 Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em 
que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na 
alínea c do inciso I do art. 4
o
, o Poder Executivo estabelecerá a 
programação financeira e o cronograma de execução mensal de 
desembolso. 
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados à finalidade específica 
serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, 
ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.” 
Art. 9
o
 Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita 
poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou 
nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o 
Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes 
necessários, nos trinta dias subseqüentes, limitação de empenho e 
movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes 
orçamentárias. 
 § 1
o
 No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a 
recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de 
forma proporcional às reduções efetivadas. 
 § 2
o
 Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações 
constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento 
do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. 
§ 3
o
 No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público 
não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o Poder 
Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios 
fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. 
§ 4
o
 Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder 
Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada 
quadrimestre, em audiência pública na comissão referida no § 1
o
 do art. 
166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e 
municipais. 
§ 5
o
 No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre, o 
Banco Central do Brasil apresentará, em reunião conjunta das comissões 
temáticas pertinentes do Congresso Nacional, avaliação do cumprimento 
dos objetivos e metas das políticas monetárias, creditícia e cambial, 
evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados 
demonstrados nos balanços. 
[...] 
Art. 13. No prazo previsto no art. 8
o
, as receitas previstas serão 
desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, 
com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de 
combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações 
ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do 
montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa. 
 
c) PLDO 2013: 
Art. 48. Os Poderes e o Ministério Público da União deverão elaborar e 
publicar por ato próprio, até trinta dias após a publicação da Lei 
Orçamentária de 2013, cronograma anual de desembolso mensal, por 
órgão, nos termos do art. 8
o
 da Lei de Responsabilidade Fiscal, com vistas 
ao cumprimento da meta de superávit primário estabelecida nesta Lei. 
[Sumário] 
 80 
§1
o
 No caso do Poder Executivo, o ato referido no caput e os que o 
modificarem conterão, em milhões de reais: 
I - metas quadrimestrais para o superávit primário