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moral e intelectualmente o homem‖.
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 Eurico Gaspar Dutra 
 Em seu título IV sobre a Declaração dos Direitos, continha dois capítulos: um sobre a 
Nacionalidade e a Cidadania e outro sobre Direitos e Garantias Individuais. O ―Caput‖ do art. 
141, sobre os direitos e garantias individuais, não incluía o direito à subsistência; em seu lugar, 
colocava o ―direito à vida‖. No Titulo V, trata da ―Da Ordem Econômica e Social‖ e no VI ―Da 
Família, da Educação e da Cultura‖. 
 
A Constituição de 1967. Após o Governo do General Dutra, volta ao Poder, 
democraticamente, Getúlio Vargas (1951 – 1954), que premido pela conjuntura foi obrigado a 
demitir-se em 24 de agosto de 1954 e no mesmo dia, suicida-se, deixando uma carta-testamento. 
 Com relação à Carta-testamento de Vargas ensina Afonso Arinos: (LER O ANEXO – 09) 
.―Esta é a conclusão a que leva a análise histórica do documento, assim redigido: À sanha dos meus 
inimigos deixo o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter feito pelos humildes tudo aquilo que 
desejava”.
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Assume o Poder o Vice-Presidente João Café Filho (1954 – 1955), que adoece e a 
Presidência passa para o Presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz, que governa por 48 
horas, sendo deposto por um movimento militar liderado pelo general Teixeira Lott, que também 
impede a volta de Café Filho. Assume o Presidente do Senado, o Senador Nereu Ramos, que 
 
108
 Cf. ALIOMAR BALEEIRO e Barbosa Lima Sobrinho. Coleção Constituições Brasileiras: 194 6, Brasília: 
Senado Federal, MCT e CEE, 1999, p. 18. 
109
Cf. JÂNIO QUADROS e de Afonso Arinos Melo Franco. História do Povo Brasileiro, 1ª ed. São Paulo: J. 
Quadros Editores Culturais. 1967, p. 148, 149 e 150. 
 
 
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entrega a Presidência a Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956 – 1961), eleito 
democraticamente e que governa com o lema: ―Transporte, energia, alimentação‖; constrói 
Brasília, para onde transfere a capital em 21 de abril de 1960. No governo de Juscelino espocam 
rebeliões golpistas, mas não impediram que concluísse o seu mandato. 
 
 Lideres Políticos após a morte de Getúlio Vargas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 João Café Filho Carlos Luz Teixeira Lott Nereu Ramos 
 
Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956 – 1961), eleito democraticamente e que governa com 
o lema: “Transporte, energia, alimentação”; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Posse no Catete Inauguração de Brasília 
 
Elege-se Jânio Quadros, para o quarto qüinqüênio, empossado em 31 de janeiro de 
1961, renunciou em agosto de 1961 e o cargo passou ao Presidente da Câmara dos Deputados. A 
2 de setembro de 1961 votou-se um Ato Adicional, que instituiu o regime parlamentarista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Jânio Quadros 
 Presidente João Goulart e o Primeiro Ministro Tancredo Neves. 
 
 
 
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Tendo voltado da China o Vice-Presidente João Goulart (1961 – 1964) assume o 
cargo de Chefe de Estado, já que o Chefe de Governo era o Primeiro Ministro Tancredo Neves. 
Nesse período temos ainda na função de Primeiro Ministro, Brochado da Rocha e Hermes Lima. 
Em 6 de janeiro de 1963, um plebiscito restabeleceu o regime Presidencialista, mas o Presidente 
Goulart, despreparado, instável, inseguro, perde o estribo do Poder e sem prestar atenção aos 
mais sensatos é deposto no dia 1° de abril de 1964, pelo Movimento Revolucionário instaurado no 
dia anterior. 
O Comando Militar Revolucionário domina o Poder e efetua prisões políticas dos 
simpatizantes do governo anterior. Em 9 de abril expediu-se o Ato Institucional n° 1, 
desaparecendo a democracia e iniciando uma nova ditadura, o que pode ser comprovado pelo 
preâmbulo do AI.1: 
―Fica, assim, bem claro que a revolução não procura 
legitimar-se através do congresso. Este é que recebe deste ato 
institucional, resultante do poder constituinte, inerente a todas as 
revoluções, a sua legitimação‖.
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 O Ato Institucional n° 1, manteve a Ordem 
Constitucional vigente, mas impôs várias cassações de 
mandatos e a suspensão de direitos políticos. Elege-se 
em 11 de abril de 1964 o Marechal Humberto de 
Alencar Castelo Branco (1964 – 1969), para a função 
de Presidente da República. Novas crises e novos Atos, 
AI 2, AI 3 e finalmente o AI 4, convocando 
extraordinariamente o Congresso Nacional, que estava 
em recesso imposto por manu militari, para a votação 
e promulgação de um novo projeto de Constituição 
elaborado pelo governo, já que a de 1946 não atendia 
às exigências nacionais e só ―uma nova Constituição 
poderia assegurar a continuidade da obra 
revolucionária‖-(AI.4). 
 
CASTELO BRANCO TOMA POSSE EM ABRIL DE 64 
 
 Constituição de 1967. 
 
 A Constituição de 1967, conhecida, apenas, como Constituição do Brasil, 
111
 foi 
promulgada em 24 de janeiro de 1967 e entrou em vigor no dia 15 de março, quando assumia a 
Presidência o Marechal Arthur da Costa e Silva (1967 – 1969) A nossa Carta Política de 1967 
sofreu forte influência da Constituição de 1937, cujos constitutivos básicos assimilou. 
 
 Entre suas características podemos destacar: preocupação fundamental com a 
segurança nacional; os poderes Presidenciais e os da União foram enormemente acrescidos; 
reformula o sistema tributário; reduz a autonomia individual, permitindo a suspensão de direitos e 
garantias constitucionais; estabelece a eleição indireta para o Executivo, por meio de um colégio 
eleitoral formado por representantes federais e estaduais. ―O que na verdade se criou foi uma 
oligarquia juridicamente amparada. Oligarquia tendente a manter o predomínio das classes 
armadas no poder‖.
112
 
 
110
 Cf. JÂNIO QUADROS e de Afonso Arinos Melo Franco. História do Povo Brasileiro, 1ª ed. São Paulo: J. 
Quadros Editores Culturais. 1967, p. 285. 
111
 Cf. JOSÉ AFONSO da Silva. Curso de Direito Constitucional Positivo, 10ª ed, Rio de Janeiro, Malheiros 
Editores, 1995, p. 88. 
112
 Cf. JÂNIO QUADROS e de Afonso Arinos Melo Franco. História do Povo Brasileiro, 1ª ed. São Paulo: J. 
Quadros Editores Culturais. 1967, p. 306. 
 
 
 
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No Titulo II, estabelece uma Declaração de Direitos Com quatro capítulos: Da 
Nacionalidade; Dos Direitos Políticos; Dos Partidos Políticos e Dos Direitos e Garantias 
Individuais. Nos Títulos III e IV trata da ―Da Ordem Econômica e Social‖ e ―Da Família, da 
Educação e da Cultura‖. 
 
 Empossado em 15 de março de 1967, na presidência da república, o Marechal 
Arthur da Costa e Silva suporta varias crises e em 13 de dezembro de 1968 edita o AI. 5, 
rompendo totalmente com a Ordem Constitucional e mergulhando o país num dos períodos mais 
lúgubre e antijurídico da nossa história constitucional , suspendendo o ―habeas-corpus‖ nos 
casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia 
popular. 
 
 
Ato Institucional Nº5 ou AI-5. Redigido pelo ministro da justiça Luís Antônio da Gama 
e Silva levou o Movimento de 1964 a perder o que ainda restava de legetimidade. (LER O 
ANEXO – 10). 
A Emenda Constitucional n° 1 à Constituição do Brasil de 1976. 
 
 
 
 
 Impedido o Marechal Costa e Silva de 
governar por uma moléstia insidiosa, o Poder Executivo é 
atribuído provisoriamente (30/8/69 – 31/10/69) a uma junta 
militar, formada pelos Ministros da Marinha de Guerra, do 
Exército e da Aeronáutica Militar, respectivamente, o 
Almirante Augusto Hamann