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Direito Processual Civil

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e artigo 267, V, do CPC). 
 
Coisa julgada 
 - Uma vez definitivamente decidida a lide por sentença transitada em julgado, 
configura-se a coisa julgada. 
a) quando se reproduz ação anteriormente ajuizada. b) há coisa julgada, quando se 
repete ação que já foi decidida por sentença, de que não caiba mais recurso. 
Pressupostos pios de coisa julgada é haver um processo findo, com sentença 
transitada em julgado. Alegando coisa julgada, o réu deverá prová-la por meio de 
certidão da sentença, transitada em julgado, proferida no mesmo ou em outro juízo 
(Artigo 301, parágrafo terceiro e 267, V, do CPC). 
 
Conexão - A argüição de conexão visa a transferência do processo para outro juiz ou 
juízo, cuja competência esteja preventa, ou reunião do processo, em que é alegada 
com processo já ajuizado, no mesmo ou em outro juízo. O réu poderá alegar 
continência, caso seja necessária a formulação de defesa, quanto a este instituto 
 
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(artigo 105 do CPC). Embora não exista menção a respeito, a continência também é 
passível de alegação. 
 
Incapacidade de parte - defeito de representação ou falta de autorização. Contempla 
defesa contra o processo por falta de pressupostos processuais referentes às partes 
(artigos 13 e 267, IV, do CPC). 
 
Convenção de arbitragem - existindo tal convenção, extingue-se o feito; (Lei n. 
9.307/96 – artigo 1º e artigo 267, VII). 
 
Carência de ação - versa sobre as condições da ação, que devem coexistir para que 
possa o juiz entrar no exame do mérito (artigo 267, VI). 
 
Falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar, ou ainda, 
sobre a falta de honorários de advogado de processo declarado extinto sem 
julgamento de mérito, quando o autor intentar nova ação (artigos 835 e 268, parte 
final, ambos do CPC). 
 
- Conforme o disposto no parágrafo quarto, do art. 301 do CPC, o Juiz poderá, desde 
que nos autos constem elementos e mesmo que o réu não os tenha suscitado, decidir 
de ofício sobre as matérias versadas no artigo 301 do CPC. 
 
- Art. 128 do CPC - O Juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta, sendo-lhe 
defeso conhecer de questões não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da 
parte. Tais são as defesas consistentes nas exceções de prescrição de direitos 
disponíveis, novação, compensação, retenção, benefício de excussão ou de ordem, ou 
de outras já ditas nas laudas anteriores. 
 
- Após o oferecimento da contestação, são admitidas novas defesas (Art. 303 do 
CPC), quando fundadas em direito superveniente à própria contestação, isto é, 
direito que somente se constituiu ou se integrou posteriormente a esta. Assim, por 
exemplo, os aluguéis, as rendas, as prestações periódicas em geral, que se tornarem 
exigíveis somente depois da contestação. 
 
- Também se admitem defesas novas quando versarem sobre a matéria que o juiz 
possa e deva conhecer de ofício, seja de matéria de direito substancial (prescrição, 
v.g), ou de matéria de direito processual (tudo o que vem enumerado no artigo 301 
do CPC, salvo a convenção de arbitragem). 
 
- São, ainda, admissíveis defesas novas depois da contestação, quando por lei 
puderem ser formuladas em qualquer tempo e juízo. Assim, por exemplo, o 
impedimento do juiz, ou a sua suspeição da qual teve ciência o réu posteriormente à 
contestação; a prescrição, que pode ser alegada em qualquer instância, pela parte 
interessada (art. 162 do CPC). 
 
 
 
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IX - DAS EXCEÇÕES 
Artigos 304 a 314 c/c artigos 112 a 124 do CPC. 
 
1. Conceito. 
 
As exceções são incidentes processuais que podem ser provocados por quaisquer das 
partes. As exceções não ocasionam a extinção do processo, apenas obstam a avaliação 
e decisão do mérito da causa. 
 
2. Momento processual das exceções. 
 
Conforme artigo 305 do CPC, "pode ser exercido em qualquer tempo, ou grau de 
jurisdição, cabendo à parte oferecer exceção, no prazo de quinze (15) dias, contados 
do fato que ocasionou a incompetência, o impedimento ou a suspeição." 
 
A incompetência absoluta pode ser oferecida em qualquer fase processual, 
independente de exceção, conforme dispõe o artigo 113 do CPC. 
 
A exceção de incompetência absoluta é argüida através de preliminar na peça 
contestatória ou em qualquer tempo ou grau de jurisdição, através de petição 
fundamentada. 
 
Se o réu, ciente da existência do óbice da incompetência absoluta, deixar de suscitá-lo 
na contestação, o juiz poderá incorrê-lo nas penas do artigo 22 do CPC e no ônus 
previsto no artigo 113, parágrafo 1º do CPC. 
 
Somente os atos decisórios na incompetência absoluta serão declarados nulos (artigo 
113, parágrafo 2º do CPC). 
 
No tocante à incompetência relativa (artigo 112 do CPC), esta é prorrogável (artigo 
114 do CPC), caso o réu não venha a decliná-la, quando da contestação. 
 
Conforme dispõem os artigos 306 e 265, III, do CPC, apresentada a exceção, 
suspende-se o processo até que seja julgado referido incidente processual. 
 
3. Tipos de Exceção. 
 
- Exceção de incompetência absoluta – Verificação dos artigos 111, 113, do 304, 305, 
CPC. 
- Exceções de Impedimento e Suspeição. 
 
Verificação dos dispositivos inseridos nos artigos 134 e 135, 136 a 138 do CPC. 
 
Procedimento das Exceções de Incompetência, Impedimento e Suspeição. 
 
 
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Exceção de incompetência absoluta – O juízo deverá manifestar-se de ofício, ou após 
a manifestação do réu quando for a exceção suscitada na contestação. 
 
Exceção de incompetência relativa – artigos 307 a 311 do CPC. 
 
Exceção de impedimento e suspeição – artigos 312 a 314 do CPC. 
 
X – DA RECONVENÇÃO 
 
1. Conceito. 
 
“É uma composição do conventio, de convenire, tomada na acepção jurídica de citar 
judicialmente ou acusar em juízo." (Vocabulário Jurídico – DE PLÁCIDO E SILVA) 
 
"O réu poderá, ao ensejo da sua resposta, reconvir ao autor, quando demandado em 
procedimento comum ordinário e agora sumário (art. 315 et seq.), movendo contra o 
autor uma ação de conhecimento, isto é, voltada a uma sentença." (Arruda Alvim) 
 
A reconvenção não substitui a defesa, pois, mesmo que o réu apresente reconvenção, 
o objeto do processo sofre alargamento, passando a conter duas lides: a originária, 
entre o autor e o réu, e a reconvencional, entre o réu/reconvinte e o 
autor/reconvindo, sendo que ambas serão julgadas na mesma sentença (art. 318) 
 
A reconvenção é uma faculdade do réu. Ele pode promover a reconvenção, quando 
da sua resposta. 
 
2. Características e Pressupostos da Reconvenção. 
 
Autônoma – a ação reconvencional é autônoma, não estando sujeita ao destino da 
principal. Ambas ficam unidas pela conexão. Porém, se o autor desistir da ação 
principal, ou for extinta, a reconvenção poderá prosseguir e vice-versa com relação à 
ação principal. Nada impede que ambas ações sejam julgadas procedentes. 
 
Há necessidade de observância, na reconvenção, dos pressupostos processuais e 
condições da ação. 
 
Conexão com a ação principal (pedido ou causa de pedir) ou com o fundamento da 
defesa. 
 
- que haja uma causa pendente, e esta que seja necessariamente do autor; 
 
- que não esteja precluso o termo de defesa nessa causa, pois a preclusão deve ser 
proposta no prazo de 15 dias - prazo simultâneo da contestação. 
 
- que haja identidade de procedimentos. Reconvenção é a ação do réu contra o autor 
num processus simultaneus, em que os atos processuais para os fins de uma e outra 
 
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andem igual passo, de modo que, sem prejuízo à ordem do juízo, possam ser 
julgadas