Buscar

DIREITO PROCESSUAL CIVIL III - 2 BIM

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 3, do total de 16 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 6, do total de 16 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes
Você viu 9, do total de 16 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você também pode ser Premium ajudando estudantes

Prévia do material em texto

DIREITO PROCESSUAL CIVIL III 
APELAÇÃO 
Recurso por excelência. 
Visa a anulação ou a reforma da sentença proferida pelo juiz de 1ª instância. 
Cabe contra sentenças e decisões interlocutorias. 
JUIZO DE ADMISSIBILIDADE 
Interposição perante o juízo a quo (órgão que proferiu a decisão). 
APELAÇÃO CONTRA SENTENÇA 
É cabível contra sentença definitiva ou terminativa. 
O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é 
impugnável na apelação. 
Casos que não cabe apelação na sentença: 
1. Embargos infringentes: recurso cabível das sentenças proferidas em execuções 
fiscais de valor igual ou inferior a 50 obrigações reajustáveis do tesouro nacional - 
ORTN. Julgado pelo a quo. Interposto em 10 dias, sem preparo. 
2. Recurso ordinário: não cabe apelação na sentença proferida pelos juízes federais nos 
processos que forem partes de um lado, atestado estrangeiro ou organismo 
internacional e do outro o município ou pessoa residente ou domiciliada no Brasil. 
3. Recurso inominado: sentenças proferidas nos juizados especiais cíveis. Recurso para 
o colégio recursal. 10 dias, a contar da ciência da sentença. 
4. Decretação da falência: decisão que decreta falência cabe agravo e sentença que 
julga a improcedência do pedido cabe apelação. 
APELAÇÃO CONTRA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA PELO VENCIDO 
Decisões que não cabem agravo de instrumento. 
APELAÇÃO CONTRA DECISÃO INTERLOCUTÓRIA PELO VENCEDOR 
Recorre as decisões interlocutorias no momento em que apresenta as contrarrazões a 
apelação interposta pelo vencido. 
REGULARIDADE FORMAL 
Cada recurso tem requisitos legais. 
A apelação deve conter: 
1. Petição escrita: se quiser, a parte pode fazer oralmente mas na audiência. 
2. Dirigida ao juízo de primeiro grau: a quo. 
3. Nomes e a qualificação das partes; 
4. A exposição do fato e do direito: resumo da causa até então. 
5. As razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade: error in 
procedendo ou error in iudicando. Primeiro deve alegar as razões do pedido de 
reforma e em segundo lugar é o argumento, apresento os motivos. 
6. Pedido de reforma ou de decretação de nulidade: pode pedir as duas coisas, mas 
aí primeiro pede a invalidação e depois a reforma. 
TEMPESTIVIDADE 
Prazo para interpor o recurso é de 15 dias. A contar da intimação. 
Procedimento referente a justiça da infância e juventude é 10 dias. 
PREPARO 
É necessário. 
E caso seja processo físico, precisa da despesa do correio. 
EFEITOS 
• SUSPENSIVO: de regra, possui efeito suspensivo ex lege. 
Exceção: 
Nesses casos, pode 
requerer efeito 
suspensivo ope judicis. 
Pode ser pedido ao 
tribunal ou ao relator se 
já distribuída a 
apelação. 
A eficácia da sentença poderá ser suspensa pelo relator se o apelante demonstrar a 
probabilidade de provimento do recurso ou se houver risco de dano grave ou difícil 
reparação. 
§ 1º Além de outras hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos 
imediatamente após a sua publicação a sentença que: 
I - homologa divisão ou demarcação de terras; 
II - condena a pagar alimentos; 
III - extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os 
embargos do executado; 
IV - julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; 
V - confirma, concede ou revoga tutela provisória; 
VI - decreta a interdição.
• DEVOLUTIVO: quando a parte recorre, está devolvendo determinada matéria para 
reapreciação do judiciário. 
- Extensão: determinada pelo recorrente, pelo tantum devolutum quantum apellatum 
(matéria impugnada). 
- Profundidade: objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões 
suscitadas e discutidas no processo, ainda que não solucionadas, desde que relativas 
ao capítulo impugnado. 
JULGAMENTO ANTECIPADO DO MÉRITO 
Para isso, a causa deve estar madura para julgamento, não precisa de mais nada. 
Estando a causa em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde 
logo o mérito quando: 
Tem que cumular a causa madura e as hipóteses acima. 
PROCEDIMENTO 
É interposto no juízo a quo e julgada no ad quem. 
I - reformar sentença fundada no art. 485 ; 
II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela 
congruente com os limites do pedido ou da causa de 
pedir; 
III - constatar a omissão no exame de um dos 
pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo; 
IV - decretar a nulidade de sentença por falta de 
fundamentação.
AGRAVO DE INSTRUMENTO 
Realizado pelo juízo ad quem. Parte recorre em separado. O processo fica no 1º grau de 
jurisdição e recurso vai diretamente para o tribunal. 
CABIMENTO 
É interposto no juízo a quo e julgada no ad quem (TJ’s ou TRF’s) 
Cabe agravo contra as decisões interlocutorias que versam sobre: 
I. Tutelas provisórias; 
II. Mérito do processo; 
III. Rejeição da alegação de convenção de arbitragem; 
IV. Incidente de desconsideração de personalidade jurídica; 
V. Rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua 
revogação; 
VI. Exibição ou posse de documento ou coisa; 
VII. Exclusão de litisconsorte; 
VIII.Rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; 
IX. Admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; 
X. Concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à 
execução; 
XI. Redistribuição do ônus da prova nos termos do art 373; 
XII. Outros casos expressos em lei. 
O Superior Tribunal de Justiça no julgamento do tema repetitivo 988 fixou a seguinte 
tese: “O rol do art. 1.015 do CPC é de taxatividade mitigada, por isso admite a 
interposição de agravo de instrumento quando verificada a urgência decorrente da 
inutilidade do julgamento da questão no recurso de apelação”. 
O rol é taxativo por que precisa nos casos lei. E mitigado por que a taxatividade é 
relativa, não é absoluta. 
Mas, quando for verificada a urgência decorrente de unitilidade do julgamento no 
recurso de apelação, ou seja, algo de urgente, pode interpor agravo. 
REGULARIDADE FORMAL 
O agravo vai ser dirigido ao tribunal diretamente por meio de petição e tem que conter: 
I. Nome das partes; 
II. Exposição do fato e do direito; resumo da causa 
III. Razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido; 
IV. Nome e endereço completo dos advogados constantes nos autos. 
Não sendo eletrônico os autos, o 
agravante tomara essa 
providência no prazo de 3 dias a 
contar da interposição do agravo 
(para avisar ao juiz que esta 
interpondo agravo, por que ai o 
juiz pode se retratar, ele não e 
obrigado a avisar) 
TEMPESTIVIDADE 
15 dias, para interpor agravo. 
PREPARO 
Exige preparo. Acompanha a petição o pagamento das custas e do porte de retorno 
(autos físicos). 
EFEITOS 
• SUSPENSIVO: de regra, não suspenderá a decisão recorrida. O relator do recurso de 
agravo poderá conceder efeito suspensivo ope judicis, caso a imediata produção de 
seus efeitos houver risco de dano grave de difícil ou impossível reparação e ficar 
demonstrado a probabilidade de provimento do recurso. 
Art. 1.017. A petição de agravo de instrumento será instruída: 
I - obrigatoriamente, com cópias da petição inicial, da 
contestação, da petição que ensejou a decisão agravada, da 
própria decisão agravada, da certidão da respectiva intimação 
ou outro documento oficial que comprove a tempestividade e 
das procurações outorgadas aos advogados do agravante e 
do agravado; 
II - com declaração de inexistência de qualquer dos 
documentos referidos no inciso I, feita pelo advogado do 
agravante, sob pena de sua responsabilidade pessoal; 
III - facultativamente, com outras peças que o agravante 
reputar úteis.
§ 2º No prazo do recurso, o agravo será interposto por: 
I - protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo; 
II - protocolo realizado na própria comarca, seção ou subseção judiciárias; 
III - postagem, sob registro, com aviso de recebimento; 
IV - transmissão de dados tipo fac-símile, nos termos da lei; 
V - outra forma prevista em lei.
• DEVOLUTIVO: vai ter efeito devolutivo, por que quando a parte recorre, está 
devolvendodeterminada matéria para reapreciação do judiciário. 
EXAME DE MÉRITO 
Ad quem. O mérito do agravo pode ser error in iudicando (vício de juizo) ou error in 
procedendo (vício no procedimento). 
PROCEDIMENTO 
Apos receber o agravo, o relator no prazo de 5 dias: 
I. Poderá atribuir efeito SUSPENSIVO ao recurso, ou deferir, em antecipação de tutela; 
II. Ordenara a intimação do agravado pessoalmente; 
III. Determinará a intimação do MP, de forma eletrônica preferencialmente, para se 
manifestar em 15 dias. 
A contar da intimação do agravado, relator vai solicitar dia para julgamento em prazo 
não superior a 1 mês. 
-Quando falta requisito de admissibilidade 
-Juiz de 1º grau se retratou
AGRAVO INTERNO 
É a aplicação do princípio da colegialidade,que garante que as decisões monocráticas 
dos relatores sejam revistas pelo órgão colegiado, quer cumprir o principio da 
colegialidade. 
JUIZO DE ADMISSIBILIDADE 
Pelo órgão colegiado. De acordo com a doutrina se o relator não se retratar, levará o 
agravo para julgamento pelo órgão colegiado. 
CABIMENTO 
Contra decisão proferida pelo relator. 
E contra decisão do presidente ou vice que: 
I. negar seguimento a recurso extraordinário que discuta questão constitucional à 
qual o STF não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso 
extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com 
entendimento do STF exarado em regime de repercussão geral; 
II. negar seguimento a recurso extraordinário ou a recurso especial interposto 
contra decisão que esteja em conformidade com entendimento do STF ou do STJ, 
respectivamente, exarado no regime de julgamento de recursos repetitivos; 
III. sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não 
decidida pelo STF ou pelo STJ, conforme se trate de matéria constitucional ou 
infraconstitucional. 
IV. que indeferir o requerimento referido no art. 1035, § 6o, CPC ou que aplicar 
entendimento firmado em regime de repercussão geral ou em julgamento de 
recursos repetitivos; 
V. que indeferir o requerimento aludido no art. 1036, § 2o, CPC); 
VI. Ainda, caberá agravo interno contra outra decisão unipessoal proferida em tribunal 
(além da decisão do relator) 
REGULARIDADE FORMAL 
O agravo vai ser dirigido ao relator da decisão monocrática recorrida. 
A petição deverá impugnar especificamente os fundamentos da decisão recorrida, não 
se admite agravo interno com impugnações genéricas. 
TEMPESTIVIDADE 
15 dias, para interpor agravo. 
PREPARO 
Pode ser cobrado, de acordo com a doutrina, visto que o CPC não fala nada. 
EFEITOS 
• SUSPENSIVO: Pode ter efeito suspensivo ope judicis. 
A doutrina defende a ideia de que se o recurso anterior ao agravo interno ja tinha efeito 
suspensivo, quando o agravo interno é interposto esse efeito se prolonga até a decisao 
do agravo. 
EXAME DE MÉRITO 
Órgão colegiado. Pode ser error in iudicando ou error in procedendo. 
PROCEDIMENTO 
O agravo interno será dirigido ao relator (vai ver o recurso e encaminhar para o órgão 
colegiado) que intimara o agravado para manifesta-se sobre o recurso no prazo de 15 
dias. 
Apos o contraditório do recurso, o relator poderá exercer juízo de retratação (se tiver 
retratação, o agravo perde o objeto, não é mais necessário) 
Não havendo retratação, o relator levará o agravo ao julgamento pelo órgão colegiado. 
- Agravo manifestamente inadmissível ou improcedente: feita pelo órgão colegiado, 
quando for declaração manifestamente (de cara você já percebe) inadmissível ou 
improcedente em votação unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada 
condenará o agravante a pagar ao agravado multa entre 1% e 5% do valor atualizado 
da causa. 
Obs:A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do 
valor da multa. Por que o legislador entende que é uma forma de atrasar o processo. 
Exceção ao depósito prévio: pode ser feito no final, quem for beneficiado pela assistência 
judicial gratuita e a fazenda publica. 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 
É o instrumento que a parte se vale para pedir ao magistrado prolator de uma dada 
sentença, que a esclareça, em seus pontos obscuros, ou a complete, quando omissa, 
ou finalmente, que lhe repare ou elimine eventuais contradições. 
 
Cabe embargos contra decisão que 
julga embargos, quando o vicio persiste 
ou quando a decisão do embargo 
possuir vícios. 
É cabível conta despacho, de acordo 
com Araquem de Assis, visto que 
despacho também pode conter vícios. 
JUIZO DE ADMISSIBILIDADE 
Efetuada pelo juízo que proferiu a decisão embargada. A quo. 
INTERESSE RECURSAL 
Resulta do prejuízo causado a parte em virtude da dificuldade ou impedimento da 
compreensão exata da decisão embargada, impossibilitando a recorribilidade. 
REGULARIDADE FORMAL 
A petição dos embargos deve ter: 
1. Endereçamento ao juízo que preferiu a decisão embargada; 
2. Apontamento do vicio da decisão (erro, obscuridade, contradição ou omissão). 
3. Pedido de esclarecimento, integração ou mudança da decisão. 
PREPARO 
Não possui. 
Art. 1.022. Cabem embargos de declaração contra 
qualquer decisão judicial para: 
I - esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; 
II - suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual 
devia se pronunciar o juiz de ofício ou a 
requerimento; 
III - corrigir erro material. 
Parágrafo único. Considera-se omissa a decisão que: 
I - deixe de se manifestar sobre tese firmada em 
julgamento de casos repetitivos ou em incidente de 
assunção de competência aplicável ao caso sob 
julgamento; 
II - incorra em qualquer das condutas descritas no art. 
489, § 1º .
Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 
5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, com 
indicação do erro, obscuridade, contradição ou 
omissão, e não se sujeitam a preparo.
EFEITOS 
• DEVOLUTIVO: Depende do conceito que você adota.Não possui, ja que o julgamento 
é de competência do próprio órgão prolator da decisão. Possui, visto que está 
devolvendo a matéria para reapreciação. 
• SUSPENSIVO: Não possui, porém, admite atribuição ope judicis do efeito suspensivo. 
• OBSTATIVO OU INTERRUPTIVO: a oposição dos embargos interrompe o prazo para 
os outros recursos, por qualquer das partes. O prazo volta a contar por completo após 
a causa interruptiva. 
Embargos intempestivo não interrompe o prazo. 
EXAME DE MÉRITO 
Próprio juiz que proferiu a decisão embargada. 
Se restringe aos errores in procedendo, o embargo de erro in iudicando será 
improcedente ou nem será conhecido. 
Quando se busca sanar obscuridade ou contradição os embargos são destinados a 
esclarecer a decisão. No caso de omissão, tem por fim a integração da decisão. 
Os vícios devem ser intrínsecos (só de ler a decisão da pra perceber) a decisão 
recorrida. 
Se tiver que buscar fora da decisão é extrínseco. 
Acórdão - Órgão colegiado 
Decisão monocrática - relator 
OBSCURIDADE 
Ocorre quando não é possível compreender total ou parcialmente na leitura da decisão o 
que o julgador pretendia. Falta de clareza. 
CONTRADIÇÃO 
Representa incongruência lógica, entre os distintos elementos da decisão judicial. 
OMISSÃO 
Julgador deia de apreciar questões relevantes para o julgamento, suscitadas pelas partes 
ou reconhecíveis de oficio. 
ERRO MATERIAL 
Inexatidões materiais ou erros de cálculos. 
É corrigido de oficio pelo juiz. 
EFEITOS INFRINGENTES OU MODIFICATIVOS 
Em rega, os embargos não reformam ou anulam a decisão. 
Entretanto, eventualmente, a decisão que julga os embargos de declaração implicara em 
modificação da decisão embargada. 
TEMPESTIVIDADE E PROCEDIMENTO 
Interposto em 5 dias. 
Oposto o embargo com efeito modificativo, o juiz mandara intimar o embargado para 
no prazo de 5 dias, se manifestar sobre os embargos (contrarrazões). 
Se não tiver efeito modificativo o juiz julgara os embargos em 5 dias. 
Obs: nos juizados especiais cíveis é possível a oposição oral de embargos. 
FUNGIBILIDADE DOS EMBARGOS PARA AGRAVO INTERNO 
O órgão julgador conhecerados embargos de declaração como agravo interno se 
entender ser este o recurso cabível, desde que, intime o recorrente para no prazo de 5 
dias, complementar as razoes recursais. 
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROTELATÓRIOS (inadmissível ou improcedente) 
Quando manifestamente protelatórios os embargos, o juiz ou o tribunal, em decisão 
fundamentada, condenarão o embargante a pagar ao embargado multa não excedente a 
2% sobre o valor atualizado da causa. 
1º embargos - multa ate 2%; 
2º embargos - multa ate 10% e condição de depósito prévio da multa para interpor 
qualquer outro recurso (fazenda publica ou beneficiário de justiça gratuita só precisa depositar a multa 
no fim do processo). 
3º embargos - não será admitido. (Apenas pode ser admitido se a decisão for omissa, 
obscura). 
OBS: caso a multa de 2% não atingir a finalidade sancionatória, pode ser arbitrado um 
valor ao caso concreto. 
OBS: Parte recorre antes do embargo, o embargo é acolhido para modificar a decisão 
embargada, intima a parte que fez o outro recurso para que em 15 dias complemente ou 
altere as razoes no limite do que o embargo modificou. 
Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 
5 (cinco) dias, em petição dirigida ao juiz, com 
indicação do erro, obscuridade, contradição ou 
omissão, e não se sujeitam a preparo. 
§ 2º O juiz intimará o embargado para, querendo, 
manifestar-se, no prazo de 5 (cinco) dias, sobre os 
embargos opostos, caso seu eventual acolhimento 
implique a modificação da decisão embargada
RECURSOS PARA OS TRIBUNAIS SUPERIORES 
RECURSO ORDINÁRIO 
Vai de um tribunal para o STJ/STF. 
JUIZO DE ADMISSIBILIDADE 
Ad quem. 
É interposto no a quo mas vai para o ad quem. 
CABIMENTO 
Cabe recurso ordinário, que será julgado pelo: 
- STF, decisões denegatórias em mandado de segurança, habeas data e mandado de 
injunção. Extingue o processo sem resolução de mérito ou improcedência. 
- STJ, decisões denegatórias em mandados de segurança decididos em única instância 
pelos tribunais regionais deferias ou pelos tribunais de justiça dos estados ou Distrito 
Federal. 
Outra hipótese é contra sentença (ou decisões interlocutorias não agraváveis) proferidas 
no processo em que tiverem como partes: Estado estrangeiro/Organismo internacional e 
do outro lado Município/Pessoa residente ou domiciliada no país. 
TEMPESTIVIDADE E PROCEDIMENTO 
15 dias. 
Interposto perante o tribunal de origem, cabendo ao seu presidente ou vice determinar a 
intimação do recorrido para que em 15 dias apresente contrarrazões. Findo esse prazo, 
os autos serão remetidos ao tribunal superior, independentemente de juízo de 
admissibilidade. 
EFEITOS 
• SUSPENSIVO: De regra, não tem. Pode ter o ope judicis. 
• DEVOLUTIVO: como apelação, quando a parte recorre, está devolvendo determinada 
matéria para reapreciação do judiciário. 
EXAME DE MÉRITO 
Pode alegar error in procedendo ou error in judicando. 
Ad quem. 
RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO 
São classificados como recursos extraordinários, pois, discutem apenas o direito 
objetivo (questões de direito, ou seja, se a CF foi aplicada corretamente, se é 
constitucional ou não de tal ato, norma). 
São recursos de fundamentação vinculada (só pode alegar no recurso aquilo que a CF 
fala que pode ser discutida, alegada). 
EXTRAORDINÁRIO 
Questões constitucionais - STF 
 
 
 ESPECIAL 
 Questões federais 
 STJ 
JUIZO DE ADMISSIBILIDADE (cabimento) 
Realizado em 2 momentos. 
1º, será exercido pelo presidente ou vice do tribunal recorrido. Se for positivo os 
recursos são remetidos para o tribunal superior. Se for negativo o juízo de 
admissibilidade, caberá recurso de agravo. 
2º, é o exercido pelo STF ou STJ, conforme o caso. 
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas 
decididas em única ou última instância, quando a 
decisão recorrida: 
a) contrariar dispositivo desta Constituição ; 
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei 
federal; 
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado 
em face desta Constituição . 
d) julgar válida lei local contestada em face de lei 
federal.
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, 
em única ou última instância, pelos Tribunais 
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, 
do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão 
recorrida: 
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes 
vigência; 
b) julgar válido ato de governo local contestado em 
face de lei federal; (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
c) der a lei federal interpretação divergente da que 
lhe haja atribuído outro tribunal.
CABIMENTO 
Decisões que envolvam questões federais (REsp) ou constitucionais (RE). 
Para caber o REsp ou RE, é necessário o esgotamento das instâncias ordinárias 
(esgotar todos recursos ordinários) 
No caso de recurso especial, será cabível contra as decisões proferidas pelos: TRF, TJ ou 
do DF e territórios. (TJDFT) 
No caso de recurso extraordinário, pode ser interposto contra decisões proferidas por 
qualquer órgão jurisdicional. 
REGULARIDADE FORMAL 
Será interposta perante o presidente ou vice do tribunal recorrido (a quo). 
Possibilidade e interposição conjunta dos recursos deve ocorrer em petições distintas: 
TEMPESTIVIDADE 
15 dias. 
PREQUESTIONAMENTO 
REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE. Tem que falar sobre matéria expressamente 
enfrentada (decidida) na decisão recorrida. 
Alguns autores como José Miguel Garcia Medina, o CPC adotou o chamado 
prequestionamento ficto, nem sempre é possível alcançar o expresso, então, vai falar que 
a matéria não foi expressa, mas foi alegada. 
A Matéria nao precisa ser expressamente decidida, bastante que a tese tenha sido 
devolvida ao tribunal. 
As vezes o acórdão nao vai colocar a matéria expressamente, mas e foi devolvida para ser 
julgada e nao foi de forma expressa decidida, entao faz o embargos para provocar o 
tribunal. 
Art. 1.029. O recurso extraordinário e o recurso especial, nos casos 
previstos na Constituição Federal, serão interpostos perante o 
presidente ou o vice-presidente do tribunal recorrido, em petições 
distintas que conterão: 
I - a exposição do fato e do direito; 
II - a demonstração do cabimento do recurso interposto; 
III - as razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão 
recorrida.
REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS 
REQUISITO DE ADMISSIBILIDADE PARA RE. Recorrente devera demonstrar a 
repercussão geral (questões relevantes do ponto de vista econômico, social ou jurídicos 
que ultrapassem os interesses subjetivos do processo) das questões constitucionais 
discutidas no caso, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente 
podendo recusá-lo pela manifestação de 2/3 dos seus membros. 
Competência para apreciar repercussão geral é do STF. 
Reconhecida, o relator do STF determinara a suspensão do processamento de todos os 
processos pendentes, individuais, ou coletivos, que versem sobre a questão e tramitem 
em território nacional. 
Negada, o presidente ou vice do tribunal de origem negara seguimento aos recursos 
extraordinários sobrestados na origem que versem sobre matéria idêntica. 
EFEITOS 
• DEVOLUTIVO: ocorre se admitido recurso, pois devolvera ao tribunal superior. 
• SUSPENSIVO: de regra, não possui. Pode ter ope judicis. 
EXAME DE MÉRITO (provimento) 
Será realizado pelo STJ (REsp) ou STF (RE). 
PROCEDIMENTO 
Começa no tribunal recorrido e após os recursos, são remetidos para o STJ ou STF. 
NO JUIZO A QUO 
Recebida a petição, intimado o recorrido para apresentar contrarrazões em 15 dias, findo 
o prazo, os autos devem ser conclusos ao presidente ou vice do tribunal recorrido que 
devera: 
§ 5º O pedido de concessão de efeito suspensivo a 
recurso extraordinário ou a recurso especial poderá 
ser formulado por requerimento dirigido: 
I - ao tribunal superior respectivo,no período 
compreendido entre a interposição do recurso e sua 
distribuição, ficando o relator designado para seu 
exame prevento para julgá-lo; 
II - ao relator, se já distribuído o recurso; 
III - ao presidente ou vice do tribunal recorrido, no 
período compreendido entre a interposição do 
recurso e a publicação da decisão de admissão do 
recurso. 
I. Negar seguimento, a) recurso extraordinário que discuta questão constitucional a 
qual o STF não tenha reconhecido a existência de repercussão geral ou a recurso 
extraordinário interposto contra acórdão que esteja em conformidade com 
entendimento do STF exarado no regime de repercussão geral; b) a recurso 
extraordinário ou a recurso especial interposto contra acórdão que esteja em 
conformidade com entendimento do STF ou do STJ, respectivamente exarado no 
regime de julgamento de recursos repetitivos. CABE AGRAVO INTERNO. 
II. Encaminhar o processo ao órgão julgador para realização do juízo de retratação, 
se o acórdão recorrido divergir do entendimento do STF ou do STJ exarado. 
III. Sobrestar o recurso que versar sobre controvérsia de caráter repetitivo ainda não 
decidida pelo STF ou pelo STJ.CABE AGRAVO INTERNO 
IV. Selecionar o recurso como representativo de controvérsia constitucional ou 
infraconstitucional; 
V. Realizar o juízo de admissibilidade; 
INTERPOSICAO CONJUNTA 
Temos a decisao recorrida, que ofender matéria federal e constitucional, a parte pode 
apresentar conjuntamente os 2 recursos,eles nao precisam ser interpostos juntos, apesar 
de ser prazo comum, posso interpor no 10 dia o RE e no 15 o REsp. 
Os autos serão remetidos ao STJ. 
Concluído o julgamento do recurso especial, os autos serão remetidos ao STF para a 
apreciação do recurso extraordinário. 
FUNGIBILIDADE NO RECURSO ESPECIAL E NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 
Se o relator, no STJ, entender que o recurso especial versa sobre questão 
constitucional, deverá conceder prazo de 15 dias para que o recorrente demonstre a 
existência de repercussão geral e se manifeste sobre a questão constitucional (Art. 1032, 
CPC). 
Cumprida essa diligência, o relator do recurso especial remeterá o recurso ao STF que, 
em juízo de admissibilidade, poderá devolvê-lo ao STJ. 
 
 
OBS: Dependendo do que foi decidido no STJ, não vai para o STF. 
1º no STJ para julgar especial e depois se for necessário vai pro STF para julgar o 
extraordinário. 
OBS: Se relator acha que tem que julgar primeiro o extraordinário, sobrestara o 
julgamento e remeterá os autos ao STF; 
OBS: STF não é obrigado a julgar o extraordinário. Se ele rejeitar a prejudicialidade, 
devolve para o STJ julgar o especial, ai, nesse caso, o STJ vai ser obrigado a julgar. 
DECISÃO RECORRIDA
RE
REsp
STJ STF

Continue navegando