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APOSTILA DE DIREITO CIVIL II

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da ação, 
quando a ação e o direito têm origem comum, trata-se de prazo de 
caducidade; outrossim, se o direito preexiste à ação, que só aparece com a 
violação daquele, o prazo é de prescrição. 
• Renúncia à prescrição é o ato pelo qual o prescribente se despoja do direito 
de invocá-la. Ela pode ser expressa ou tácita, mas depende de dois 
pressupostos: a) que dela não decorra prejuízo para terceiro; b) que já se 
haja consumado. Por conseguinte, a lei veda a renúncia quando ainda em 
curso, ou quando não iniciada a prescrição. Na renúncia expressa, esta se 
revela através de uma declaração autêntica, não sujeita à forma especial, 
enquanto na tácita esta se caracteriza quando o devedor, ciente de que 
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contra si já se consumou a prescrição, pratica algum ato ostensivo, que 
envolve o reconhecimento do direito prescrito. Ex. pagamento de dívida já 
vencida. 
• Quanto ao prazo em que a prescrição deve ser alegada, essa o pode ser em 
qualquer instância (artº 193 do CCB), o que vale dizer que o interessado 
pode aduzi-la, em forma de exceção, na primeira ou em superior instância, 
na ação ou na execução. Contra os incapazes não corre os prazos 
prescricionais, sendo certo que se iniciado, se suspende. Se relativamente 
incapaz e aqueles que não se encontram na administração de seus bens, a 
lei permite que a prescrição contra eles se consume, conferindo-lhes ação 
regressiva contra seus representantes. 
• Quanto à suspensão e interrupção da prescrição, esta se suspende por força 
de disposição da lei em casos determinados e, ao reiniciar seu curso, o 
prazo anteriormente transcorrido aproveita ao devedor, enquanto que a 
interrupção da prescrição é o ato deliberado do credor pelo qual, lançando 
mão de forma adequada, torna sem efeito o prazo já transcorrido. Quanto 
aos casos que impedem ou suspendem a prescrição, lemos os artºs 197 a 
199 e as causas que interrompem a prescrição os artºs 202 a 204, todos do 
CCB. 
• Finalmente, quanto aos prazos prescricionais, este é regulado pelos artº 205 
e 206 do CCB, onde, regra geral, as ações pessoais prescrevem em vinte 
(20) anos, as reais entre presentes em dez (10) anos e entre ausentes em 
quinze (15) anos, aplicando-se a todos os casos nas quais o CCB não previu 
outro prazo (artº 179) a regra acima exposta. 
 
 
 
 
 
 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
 
 
 
 
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