Apostila aulas praticas 2013

@quimica-tecnologica-dos-materiais PUC-CAMPINAS
#Apostila#Química

Pré-visualização

e reagentes:
	

	01 Bico de Bunsen
	Solução de azul de metileno 0,1%

	01 Pinça de metal
	Gelo

	02 Béquers de 400 mL
	Pedaços de fios de cobre

	02 Béquers de 150 mL
	Pedaços de estanho

	01 Termômetro
	Pedaços de fita de magnésio



Procedimento experimental:

1ª Parte: O bico de Bunsen
Acompanhe a demonstração do professor, referente ao uso do Bico de Bunsen e manuseio dos seus controles. Existem dois ajustes no Bico de Bunsen, conforme mostra a Figura 1.

O primeiro é uma válvula agulha, localizada na parte inferior ou lateral do equipamento, que controla a vazão do gás. O segundo consiste em um anel rotatório provido de aberturas e que controla a entrada de ar atmosférico. Quando as aberturas estão completamente fechadas, é observada uma chama amarela, chamada de chama luminosa. Se o anel for posicionado de modo a se obter a máxima abertura, a chama se apaga. Quando o bico de Bunsen é ajustado corretamente, a chama é totalmente azul e não luminosa.












Figura 1.1 – Esquema representando o bico de Bunsen


ATENÇÃO: manusear o bico de Bunsen com cuidado, pois existe o risco de queimaduras. Sempre que o bico de Bunsen não estiver sendo usado, o mesmo deve ser desligado. 


Acender o bico de Bunsen: fechar totalmente as aberturas do anel rotatório, abrir a válvula do gás e só então aproximar a fonte de ignição (palito de fósforo aceso, isqueiro ou acendedor). 


Quando a chama amarela for observada, girar, cuidadosamente, o anel rotatório até a obtenção da chama azul. 

Questões para pensar: Qual a função do gás e do ar atmosférico? Porque a chama é amarela quando as aberturas estão fechadas e é azul quando temos um suprimento de ar atmosférico?
2a. Parte – Propriedades físicas das substâncias
A - Sólidos, Líquidos e Gases:


ATENÇÃO: manusear o bico de Bunsen com cuidado, pois existe o risco de queimaduras. Sempre que o bico de Bunsen não estiver sendo usado, o mesmo deve ser desligado. 


Colocar pequenos pedaços de gelo em um béquer de 400 mL e, em um segundo béquer de 400 mL, adicione 200 mL de água. 

Comparar as propriedades da água, quando ela se encontra no estado líquido e no estado sólido. 

Colocar agora o béquer com água, sobre uma tela de amianto suportada em um tripé e aquecer a água, com o bico de Bunsen. 
Utilizar um termômetro para medir as diferentes temperaturas da água e anotar as suas observações sobre os estados físicos da água. 

Questões para pensar: Qual a origem das bolhas que você observa? Se a água fosse aquecida até que todo o líquido evaporasse, seria possível calcular o volume ocupado pelo vapor?

B - Mobilidade molecular em líquidos:


ATENÇÃO: use luvas de amianto ao manusear objetos quentes, existe o risco de queimaduras. 

LEMBRE-SE: vidros quentes parecem exatamente iguais a vidros frios! Porém os vidros quentes podem causar queimaduras.


Em um béquer de 150 mL, adicionar 100 mL de água em ebulição.

A um segundo béquer de 150 mL, adicionar 100 mL de água de torneira, na temperatura ambiente. 

Cuidadosamente, adicionar a cada um dos béquers, da mesma maneira, algumas gotas de solução de corante azul de metileno e observar as diferenças de comportamento do corante.

Utilizar um termômetro para medir as temperaturas da água nos dois béquers e anotar as suas observações sobre a mobilidade das moléculas.


C - Ponto de fusão de metais:

ATENÇÃO: manusear o bico de Bunsen com cuidado, pois existe o risco de queimaduras. Sempre que o bico de Bunsen não estiver sendo usado, o mesmo deve ser desligado.


LEMBRE-SE: metais quentes parecem exatamente iguais a metais frios! Porém os metais quentes podem causar queimaduras.


Com o auxílio de uma pinça de metal, prender um pedaço de fio de Cobre e expor o metal à chama do bico de Bunsen.

Identificar em qual região da chama o metal funde.

Repetir os passos (1) e (2) com amostras de Estanho e de Magnésio.

Identificar as temperaturas aproximadas de cada uma das regiões da chama do bico de Bunsen, de acordo com o ponto de fusão dos metais testados, e anotar as suas observações.


Questões:

Como você explica uma combustão?

Porque a janela do bico de Bunsen deve ficar aberta durante o seu uso?

Por que, quando o bico de Bunsen está aceso e com a janela fechada, a chama fica amarela e há produção de fuligem?

Identificar, na Figura 2, as temperaturas aproximadas das regiões da chama do bico de Bunsen.

Qual a composição aproximada do ar atmosférico?

O que é GLP e qual a sua composição básica?

Qual a aplicação dos conhecimentos sobre reações de combustão e propriedades físicas de substâncias podem ter em sua atividade profissional como engenheiro?









Figura 1.2 – Representação da chama do bico de Bunsen.


�
EXPERIMENTO 02: DIFERENÇAS ENTRE COMPOSTOS ORGÂNICOS E INORGÂNICOS E ESTEQUIOMETRIA DE UMA REAÇÃO

Objetivos específicos: - diferenciar os compostos iônicos de compostos moleculares através do ponto de fusão, da solubilidade, da condutividade elétrica; diferenciar hidrocarbonetos alifáticos de aromáticos através da combustão.     


Introdução teórica:

	Os compostos orgânicos (moleculares) possuem ligações covalentes, enquanto os compostos inorgânicos são formados, em sua maior parte, por ligações iônicas. As forças de atração entre as moléculas orgânicas são as forças de van der Waals, cuja intensidade é fraca. No caso de compostos formados por ligações iônicas, existem também forças de atração eletrostáticas, que são muito mais fortes do que as de van der Waals.

	As diferenças nas forças de atração resultam em comportamentos diferentes dos compostos moleculares e iônicos quanto à fusão, solubilidade em água, em solvente orgânico e condutividade elétrica.

	Além disto, os compostos orgânicos participam de reações de combustão (um tipo de reação química), podendo sofrer combustão completa ou incompleta. Na combustão completa ocorre apenas a formação de dióxido de carbono (CO2): Composto orgânico ( CO2. Na combustão incompleta ocorre a formação de coque (carbono puro - C) e de monóxido de carbono (CO): Composto orgânico ( C + CO. Quando são queimados, os compostos orgânicos liberam água, de acordo com as reações abaixo:

R - H + O2 ( CO2 + H2O 		(1)

Ar - H + O2 ( CO + C+ H2O		(2)


	Materiais e reagentes:
	

	01 Espátula
	01 Funil de vidro

	09 Tubos de ensaio
	02 Cápsulas de porcelana

	01 Bico de Bunsen
	Cloreto de sódio P.A.

	02 Pipetas graduadas de 5 mL
	Sacarose P.A.

	01 Pêra de borracha
	Ácido esteárico P.A.

	01 Lâmpada com instalação elétrica
	Etanol P.A.

	01 Bagueta de vidro
	Tolueno ou Benzeno P.A.

	02 Copos de béquer
	Água de cal ou de barita (solução)



Procedimento experimental:

1a. Parte: Diferenças observadas na fusão

1. Acender e regular a chama de um bico de Bunsen.

2. Colocar, com o auxílio de uma espátula, uma pequena quantidade de cloreto de sódio em um tubo de ensaio limpo e seco.

3. Aquecer o tubo de ensaio, lentamente, em chama direta. 

ATENÇÃO: Para executar esta operação, utilizar uma pinça de madeira para prender o tubo de ensaio. Manter o tubo de ensaio inclinado à cerca de 45o e certificar-se que a boca do tubo de ensaio esteja voltada para uma direção em que não possa ocorrer a projeção de material quente sobre o operador ou um colega. 

4. Observar e anotar quais as alterações sofridas pela amostra durante o aquecimento.

5. Repetir as etapas (1) a (4) utilizando sacarose como amostra em um outro tubo de ensaio.

6. Repetir as etapas (1) a (4) utilizando ácido esteárico como amostra em um terceiro tubo de ensaio.

2a. Parte: Diferenças observadas na solubilidade
1. Numerar 03 tubos de ensaio e colocar, com o auxílio de uma espátula, uma pequena quantidade amostra em cada um dos tubos, de acordo com a lista abaixo.

Tubo (1): cloreto de sódio

Tubo (2): sacarose 

Tubo (3): ácido esteárico

2. Adicionar, com o auxílio de uma pipeta graduada, 5 mL de água aos três

Ainda não temos comentários aqui
Seja o primeiro!