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Notas de Aula pontaletes

Apostila sobre estruturas de madeira pontaletadas para coberturas. Apresenta introdução ao uso da madeira e critérios de projeto (escoamento, vento, conforto), traçado de telhados (cumeeiras, espigões, águas furtadas; subdivisão em quadriláteros) e madeiramento: trama, ripas, caibros e terças.

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FACULDADES LOGATTI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTRUTURAS METÁLICAS E DE MADEIRA II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SISTEMAS ESTRUTURAIS 
 
ESTRUTURAS DE MADEIRA PONTALETADAS PARA COBERTURAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Emerson Ricardo A. Rodrigues 
 
 
 
 
ESTRUTURAS DE MADEIRA PONTALETADAS PARA COBERTURAS 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A utilização da madeira em estruturas pontaletadas atinge toda a sua plenitude no que diz 
respeito às coberturas, principalmente as residenciais. 
Uma cobertura bem feita deve ter estrutura de forma tal que o telhado (parte externa, 
composta por telhas e peças complementares, tais como cumeeiras, rufos, etc.) tenha seus 
diversos planos com inclinações constantes, permitindo assim um rápido e eficiente 
escoamento das águas, além de garantir a sua integridade em relação à ação dos ventos, 
permitindo, também, e na medida do possível, a manutenção do conforto térmico do ambiente 
a ser coberto. 
Nota-se, no entanto, que a maioria dos profissionais ligados à construção civil não tem dado o 
devido valor e importância à esse tipo de estrutura, deixando tal responsabilidade entregue aos 
carpinteiros, que, quer por falta de conhecimentos, quer por tradição, ou executam as 
estruturas superdimensionadas, ou contrariamente, subdimensionadas, ocasionando 
respectivamente desperdícios de material ou ligações de elementos inadequadas. 
É necessária, portanto, a adoção de metodologias racionais para o desenvolvimento de 
projetos para essas estruturas, sendo oferecidos, a seguir, subsídios para os mesmos bem 
como para a montagem de estruturas residenciais. Tal abordagem permite a transposição 
dessas informações para outros tipos de estruturas. 
 
 
 
2. TRAÇADO DOS TELHADOS 
 
A primeira etapa de um projeto de uma cobertura residencial é a definição do traçado dos 
telhados, quando o projetista, juntamente com o proprietário da obra, deve estabelecer 
aspectos estéticos e relativos a custo. Convém lembrar que tais preocupações devem 
iniciar-se quando da definição do projeto arquitetônico, da disposição dos cômodos, da 
fachada, etc., dando coerência à cobertura em relação ao projeto propriamente dito. Muitas 
vezes, pequenas modificações na distribuição dos cômodos da residência podem facilitar a 
execução da cobertura, como por exemplo o deslocamento de uma parede a fim de provocar 
um alinhamento de forma a evitar a construção de uma viga invertida sobre a laje para apoio 
de um pontalete. 
As figuras a seguir mostram os diversos planos inclinados (águas), e suas intersecções, 
chamadas "cumeeiras (a)", "espigões (b)" e "águas furtadas ou rincões (c)", respectivamente; 
nota-se que a cumeeira é um divisor de águas horizontal, os espigões são divisores inclinados, 
e as águas furtadas são receptores inclinados. 
O traçado dos telhados nada mais é, portanto, do que a projeção em planta das linhas de 
cumeeiras, espigões e águas furtadas, com a indicação dos diversos panos, além da 
localização dos condutores verticais, bem como das linhas de calha, quando existirem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 1. - planos dos telhados e suas intersecções 
 
 
 
Os traçados dos telhados podem ser feitos de várias formas, porém a maneira mais fácil e 
rápida é a da subdivisão da planta do edifício a ser coberto em vários quadriláteros, aplicando-
se, para cada um desses quadriláteros, os procedimentos para traçados de telhados de quatro 
águas, e unindo-os, a seguir, conservando-se suas linhas comuns. Tal processo pode ser tanto 
mais difícil, quanto mais recortada é a edificação, sendo apresentados, a seguir, alguns 
exemplos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 2. - traçados de telhados 
Um telhado cujo traçado foi feito de acordo com essas regras terá inclinação constante em 
todos os seus panos, e, além disso, proporcionará pé direito externo também constante. Caso 
haja a opção para telhados sem tantas águas ou recortes, pode-se proceder às simplificações, 
porém com inclinações e pés direitos externos variando (figura a seguir). 
É extremamente difícil estabelecer-se parâmetros para comparação de custos entre tais opções 
de traçados, já que se por um lado têm-se inclinações diferentes, cumeeiras não eqüidistantes, 
etc., por outro têm-se, no caso de poucas águas, a necessidade de execução de oitões de 
fechamento, por exemplo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 3 - traçados de telhados 
 
 
 
3. MADEIRAMENTO DA COBERTURA 
 
3.1. INTRODUÇÃO 
 
Trama é o quadriculado constituído de terças, caibros e ripas, que apoiam-se sobre a armação 
da cobertura (tesouras ou pontaletes), que por sua vez servem de apoio às telhas (figura a 
seguir). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 4 - trama dos telhados 
3.2. RIPAS, CAIBROS E TERÇAS 
 
As ripas, que constituem a última parte da trama e são dispostas perpendicularmente aos 
caibros, são encontradas em seções de (1,2x5) cm ou (1,5x5) cm, em comprimentos que 
variam no intervalo de 2,0 a 5,0 metros, de 0,5 em 0,5 m. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 5. - seção das ripas 
 
 
 
O espaçamento entre ripas consecutivas depende basicamente do tamanho da telha utilizada, e 
o afastamento entre caibros (apoio das ripas) é função dos esforços distribuídos sobre as 
mesmas (usualmente igual a 50 cm). 
Os caibros, que se apóiam sobre as terças e por sua vez servem de apoio às ripas, são 
encontrados em seções (5x6) cm ou (6x8) cm, com comprimentos variando de 2,0 a 6,0 
metros, também de 0,5 em 0,5 m. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 6. - seção dos caibros 
 
 
 
A seção a ser adotada para essas peças varia diretamente com o espaçamento entre as terças 
(usualmente de 2,0 a 3,0 m, para caibros de seção (5x6) a (6x8) cm, respectivamente) . 
As terças, que se apóiam nas tesouras ou em pontaletes, e servem de apoio aos caibros, têm 
seção comercial igual a (6x12) ou (6x16) cm, com comprimentos variando de 2,5 a 6,0 
metros, também de 0,5 em 0,5 m. 
A seção a ser adotada varia em função do espaçamento entre estruturas (usualmente (6x12) a 
(6x16) cm, proporcionalmente para espaçamentos de2,5 a 3,0 metros).
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 7. - seção das terças 
 
 
As seções e vãos máximos permitidos para as peças variam também de acordo com a espécie 
de madeira utilizada, portanto deve-se determinar com precisão tais parâmetros, 
contrariamente às práticas de obra. A gama de espécies disponíveis no mercado é grande, e 
suas propriedades devem ser exploradas ao máximo. 
Em coberturas residenciais costuma-se desprezar o efeito do vento, já que obtêm-se pequenas 
alturas e consequentemente menores superfícies sujeitas ao efeito da pressão, além do fato de 
que, por serem isoladas por laje ou forro, impedirem o efeito de sucção. 
 
 
 
3.3. APOIO DA TRAMA 
 
Entre os elementos ainda tratados de modo conservador na construção civil brasileira 
encontram-se as estruturas de sustentação dos telhados de edifícios. 
As tesouras de madeira vêm sendo construí das há muito tempo do mesmo modo, com as 
mesmas configurações geométricas, com detalhes inadequados, seções transversais muitas 
vezes robustas demais para certas situações, etc. 
O seu uso foi uma evidência de que era preciso cobrir um determinado espaço de forma a 
permitir o escoamento de águas das chuvas (plano inclinado), e que "duas águas" 
propiciariam um telhado com menor altura, necessitando, portanto, de elementos treliçados 
para garantir que esses vãos fossem vencidos; porém, no caso de construções com apoios 
intermediários (as paredes internas das residências, por exemplo), discute-se a viabilidade 
dessa aplicação, já que talvez seja mais econômico apoiar os "montantes" da estrutura 
treliçada diretamente sobre os tais apoios (paredes), conforme mostra a figura aseguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 8. - esquema de uma estrutura pontaletada 
Outro aspecto que influenciou o uso dos pontaletes foi o aparecimento de novos materiais e 
concepções para aplicação em telhados, mais especificamente as telhas tipo capa e canal ou 
mesmo de fibrocimento, com pequenas inclinações, que por sua vez inviabilizariam a 
utilização das estruturas treliçadas. De forma inversa, quanto mais alto for o telhado, mais 
viável a utilização das treliças, já que os pontaletes trabalham fundamentalmente à 
compressão, necessitando, portanto, de escoramento lateral para inibir os efeitos da 
flambagem. 
 
 
 
3.4. OS PONTALETES 
 
Como já citado anteriormente, em construções residenciais que oferecem condições de apoios 
intermediários (paredes internas, por exemplo), é mais aconselhável o uso de estruturas 
pontaletadas, que trabalham exclusivamente à compressão axial (figura a seguir). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 9. - esquema de uma estrutura pontaletada 
 
 
 
 
O pontalete é fixado em um berço de madeira, que por sua vez é simplesmente apoiado sobre 
a laje, e sua estabilidade é obtida pelo peso próprio do telhado. 
Esse apoio, concentrado sobre a laje, deve estar posicionado preferencialmente sobre paredes, 
e caso não seja possível esse cuidado, é necessária a construção de uma viga de concreto, 
invertida sobre a laje, para apoio. 
O afastamento entre esses pontaletes estará limitado pela seção das terças, e caso haja a 
necessidade de vãos maiores, existe a opção das mãos francesas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 10 - esquema de "mãos francesas" 
 
 
 
4. LIGAÇÕES ENTRE OS ELEMENTOS DA COBERTURA 
 
Todas as indicações e/ou recomendações referentes às ligações de elementos de madeira 
prescritas na NBR 7190 devem ser obedecidas nesses casos. Obviamente a maior ou menor 
trabalhabilidade da espécie de madeira escolhida, bem como a experiência do carpinteiro 
responsável pela obra poderão proporcionar pequenas variações entre a utilização de um ou 
outro elemento de ligação, além de um ou outro detalhe mais adequado para uma ligação. 
 
 
4.1. LIGAÇÃO ENTRE RIPAS E CAIBROS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 11 - ligação entre ripas e caibros
 4.2. LIGAÇÃO ENTRE CAIBROS E TERÇAS 
 
Usualmente são empregados pregos 25x30, e as emendas devem ser feitas sobre as terças por 
facilidade construtiva, daí a necessidade de sua previsão para a compra do material. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 12. -ligação entre caibros e terças 
 
 
 
4.3. LIGAÇÕES ENTRE TERÇAS, PONTALETES E BERÇOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 13. -ligação entre terças, pontaletes e berços 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 14 - ligação entre pontaletes e berços 
 
 
 
 
 
 
4.4. OUTRAS LIGAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 15 - ligação entre pontaletes, terças de cumeeira e caibros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 16 - ligação entre cumeeiras, espigões e caibros 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 17 - telhados com beirais aparentes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 18 - telhados com beirais camuflados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
figura 19 - telhados com variação de inclinação 
 
5. LISTAGEM PARA COMPRA DA MADEIRA A SER UTILIZADA 
 
Um bom projeto de estrutura de cobertura é aquele no qual a madeira a seu utilizada é 
especificada de forma racional e responsável, evitando-se situações onde o volume de 
material é simplesmente estimado em função da área a ser coberta, acarretando sobras ou falta 
de peças de determinados comprimentos, tornando-se importante o conhecimento da posição 
das emendas das peças, bem como dos comprimentos comerciais de todo o material a ser 
empregado. 
As ripas são especificadas em metro linear, devendo-se traçar em escala (em planta ou em 
corte) todas as suas linhas; é importante salientar que tanto a primeira como a última linha de 
ripas são duplas. Assim sendo, obtêm-se a quantidade total de madeira para as ripas 
acrescendo-se ao final uma margem de 10%, cujo objetivo é estimar possíveis perdas de 
material em função de emendas e/ou imprecisões de projeto. 
Já com relação aos caibros e terças, é imprescindível a indicação exata do local das suas 
emendas, e após essa localização, o encaixe do comprimento real com as medidas comerciais 
de comprimento. Nessa situação podem restar, ao final dos cortes, pequenas sobras de 
madeira, que por sua vez serão empregas para a confecção de calços, por exemplo. 
Convém lembrar que, mesmo com a restrição feita na normalização brasileira para cálculo de 
estruturas de madeira relativa à consideração de vigas contínuas, deve-se, sempre que 
possível, executar tais elementos com o maior número de tramos possível, já que a 
continuidade de uma viga trará benefícios aos diversos dimensionamentos a serem 
considerados. Outra recomendação é a relativa ao fato de que as emendas devem ser feitas 
exatamente sobre os elementos de sustentação (pontaletes, neste caso), sendo a localização 
exata dos pontaletes fundamental para facilitar todo esse trabalho. 
 
 
6. COBERTURA RESIDENCIAL COM ESTRUTURA EM PONTALETES 
 
 
 
6.1. DETALHES GERAIS 
 
Com o objetivo de auxiliar o profissional técnico na elaboração de uma estrutura pontaletada 
para cobertura residencial, serão apresentadas a seguir as etapas a serem consideradas nos 
projetos destas estruturas, obedecendo a seguinte seqüência: 
. projeto arquitetônico completo; 
 . planta com indicação das águas, linhas de espigão, cumeeiras, águas furtadas, calhas 
internas e externas, elevações frontais e laterais do telhado, tamanho e tipo de beiral, 
inclinação do telhado, e tipo de telha e acessórios a serem utilizados; 
 . planta com a localização dos pontaletes juntamente com as linhas de terças, 
cumeeiras, águas furtadas e espigões; 
 . planta das emendas das peças; 
 . planta de forma das vigas invertidas com seção e ferragens, e localização dos 
reservatórios de água; 
. planta com posicionamento das ripas e dos caibros; 
. detalhes de ligações e dos principais pontos do telhado; 
. listagem dos materiais (madeira, telhas e ferragens); 
 . observações construtivas, tais como o controle do material recebido em obra 
(controle de qualidade), condições de abrigo, seqüência construtiva, e finalmente, a inspeção 
da obra acabada. 
A seguir são apresentados esquemas e detalhes de um projeto de uma estrutura de madeira 
feito nessas condições. 
 
 
 
 
6.2. LISTAGEM DOS MATERIAIS 
 
 
 
6.2.1. RIPAS 
 
Com a planta de localização das ripas, e com escala adequada, somam-se os seus 
comprimentos, acrescentando-se 10%, alcançando aproximadamente 820 metros lineares. 
 
 
 
6.2.2. CAIBROS 
 
Com a planta respectiva, mede-se os seus comprimentos, de emenda a emenda, acrescenta-se 
aproximadamente 10 cm a cada valor medido (perda por ligação), e encaixa-se o valor obtido 
nas dimensões comerciais. O quadro a seguir resume esse procedimento. 
 
 
 
 seção (5x6) cm 
 Comprimento (m) Quantidade (un) 
 2,5 07 
 3,0 04 
caibros 3,5 09 
 4,0 10 
 4,5 14 
 5,0 41 
 5,5 03 
 
quadro 1 - material - caibros 
 
 
 
 
 
 
 
 
6.2.3. VIGAS (TERÇAS, CUMEEIRAS, ÁGUAS-FURTADAS E ESPIGÕES) 
 
Com a planta respectiva, mede-se os seus comprimentos, de emenda a emenda, acrescenta-se 
aproximadamente 10 cm a cada valor medido (perda por ligação), e encaixa-se o valor obtido 
nas dimensões comerciais. O quadro a seguir resume esse procedimento. 
 
 
 seção (6x12) cm 
 Comprimento (m) Quantidade(un) 
 3,0 07 
Vigas 3,5 12 
 4,0 06 
 4,5 08 
 5,0 10 
 
quadro 2 - material - vigas 
 
 
 
 
 
6.2.4. PONTALETES 
 
Com a planta e cortes respectivos, mede-se os seus comprimentos, de emenda a emenda, 
acrescenta-se aproximadamente 10 cm a cada valor medido (perda por ligação), e encaixa-se 
o valor obtido nas dimensões comerciais. O quadro a seguir resume esse procedimento. 
 
 
 
 
 
 
 seção (6x12 ou 6x16) cm 
 Comprimento (m) Quantidade (un) 
Vigas 2,5 01 
 4,5 04 
 5,5 (berços) 01 
 
quadro 3 - material - pontaletes 
 
 
 
 
 
6.2.5. TELHAS 
 
A telha especificada nesse projeto é a capa e canal, com consumo médio de 28 unidades por 
metro quadrado, o que resulta, para uma área coberta de 185 metros quadrados, 
aproximadamente 5200 unidades. 
 
 
 
 
7. OBSERVAÇÕES FINAIS E ESQUEMAS GERAIS 
 
Deve-se tomar algumas precauções, antes do início da obra, a fim de se deixar bem claro aos 
responsáveis pela execução do telhado que a segurança da estrutura estará diretamente 
relacionada à eficiência de todas as ligações, sendo imprescindível a fiscalização durante o 
transcorrer da mesma. 
É fundamental, também, a verificação da qualidade da madeira, ou seja, que ela esteja em 
perfeitas condições ainda no seu recebimento na obra, devendo-se recusar peças com 
quaisquer tipos de defeitos; tais como rachaduras, empenamentos, manchas escurecidas, 
buracos de insetos, etc., além da chamada madeira "verde", ou seja, com altos teores de 
umidade. 
Outra preocupação é o armazenamento desse material em lugar protegido da ação das 
intempéries (por exemplo sob a laje), tomando-se o cuidado de promover o .seu 
empilhamento, evitando-se assim o contato direto com o chão ou solo. Caso não seja possível 
essa providência, deve-se cobri-lo com algum tipo de lona ou plástico. 
Finalmente, as disposições construtivas recomendadas na normalização vigente, tais como 
pré-furação de peças, espaçamento entre pinos metálicos, etc., devem ser respeitadas para o 
bom desempenho da estrutura acabada. 
São apresentados, a seguir, os esquemas gerais do madeiramento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6627:1981. Pregos comuns 
e arestas de aço para madeiras. Rio de Janeiro, 1981. 
 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7190:1997. Projeto de 
estruturas de madeira. Rio de Janeiro, 1997. 
 
 
CALIL JUNIOR, C. Fôrmas de madeira para concreto armado. São Carlos: EESC-USP, 
2003. 75p. 
 
 
CALIL JUNIOR, C.; BARALDI, L. T; STAMATO, G. C.; FERREIRA, N. S. S. Estruturas 
de madeira: Notas de aula. São Carlos: EESC-USP, 2000. 1O2p. 
 
 
CALIL JUNIOR, C.; LAHR, F. A. R; DIAS, A. A. Dimensionamento de elementos 
estruturais de madeira. São Paulo: Editora Manole Ltda, 2003. 152p. 
 
 
DAMIANO, A. R G. Coberturas residenciais. In: ENCONTRO BRASILEIRO EM 
MADEIRAS E EM ESRTUTURAS DE MADEIRA, 1, 1983, São Carlos, Anais... São 
Carlos, USP-EESC, 1983, v.4. 
 
 
GESUALDO, F. A. R. Estruturas de madeira: Notas de aula. Uberlândia: Universidade 
Federal de Uberlândia, 2003. 98p. 
 
 
JUNIOR, O. B. Estruturas de Madeira: Notas de aula. Ribeirão Preto: Centro Universitário 
Moura Lacerda, 2001. 
 
 
MOLITERNO, A. Caderno de projetos de telhados em estruturas de madeira. São Paulo: 
Editora Edgard Blücher, 1997. 461 p. 
 
 
PFEIL, W. Estruturas de madeira. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 
1994. 295p.

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