A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
132 pág.
Patologia das Edificações 2016

Pré-visualização | Página 1 de 5

Disciplina: Patologia das Edificações Professor: Engº Rennan Medeiros, Esp.
INTRODUÇÃO AS PATOLOGIAS 
DAS EDIFICAÇÕES
UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: PATOLOGIA DAS EDIFICAÇÕES
5º SEMESTRE
SUMÁRIO
 Introdução
 Conceitos e definições
 Origem de manifestações patológicas
 Para que estudar patologia na construção civil
 Metodologia para estudos de problemas patológicos
 Exemplos práticos
QUESTÕES PRELIMINARES
1. Sabem como projetar e executar corretamente uma edificação?
2. Estão cientes dos vícios do mercado? (Experiência dos mestres 
de obras, empreiteiro não técnico, ...)
3. O que significa falta de experiência do ponto de vista de 
formação?
4. Domínio do conhecimento: quem tem?
- O que o mercado pede hoje?
Assistente técnico: indicado pelas partes interessadas
PERITO
JUDICIAL
Laudo
Pericial
Elaboram
pareceres 
técnicos 
baseados em
vistorias
Pode recorrer a 
profissionais 
para
esclarecimentos 
técnicos em 
temas 
específicos
PERITO
NBR 13752
Profissional legalmente habilitado pelos Conselhos
Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia,
com atribuições para proceder a perícia.
Fonte: Djalma Aguiar (Seminário de Patologia/2007 – Pós-graduação – UFSC)
Laudo - Peça na qual o perito,
profissional habilitado, relata o que
observou e dá as suas conclusões ou
avalia, fundamentadamente, o valor de
coisasoudireitos
Parecer técnico - Opinião, conselho ou
esclarecimento técnico emitido por um
profissional legalmente habilitado sobre
assuntodesua especialidade
ABNT - NBR 13752
Fonte: Francisco Maia Neto – Perícias Judiciais de Engenharia, Edit. Del 
Rey, 2000 Resolução n. 345, de 25/07/1990, CONFEA
Vistoria – constatação de um fato,
mediante exame circunstanciado e
descrição minuciosa dos elementos que o
constituem, sem a indagação das causas
que o motivaram
Arbitramento – atividade que envolve a
tomada de decisão ou posição entre
alternativas tecnicamente controversas
ouquedecorremdeaspectos subjetivos
Fonte: Francisco Maia Neto – Perícias Judiciais de Engenharia, Edit. Del Rey, 2000 
Resolução n. 345, de 25/07/1990, CONFEA
Avaliação – Atividade que envolve a
determinação técnica do valor qualitativo
ou monetário de um bem, de um direito
ou de um empreendimento
Perícia – Atividade que envolve a
apuração das causas/origens que
motivaram determinado evento ou da
asserçãodedireitos
NAMEDICINA
PATOLOGIA
Parte da Medicina que se ocupa das doenças, suas
origens, sintomas e naturezas, em seres humanos.
TERAPIA
Parte da Medicina que se ocupa da cura e tratamento das
doenças em seres humanos.
INTRODUÇÃO
NA MEDICINA
PROFILAXIA
Parte da Medicina que se ocupa das medidas necessárias à
prevenção das doenças.
SINTOMA
Manifestação patológica.
INTRODUÇÃO
NA CONSTRUÇÃO CIVIL
PATOLOGIA DAS EDIFICAÇÕES
Estuda as origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestações e
consequências das situações em que as edificações ou suas partes
deixam de apresentar um desempenho mínimo pré-estabelecido.
Em resumo: “Estudo das doenças nas edificações”
TERAPIA DAS EDIFICAÇÕES
Trata da correção dos problemas patológicos apresentados nas
edificações.
INTRODUÇÃO
Manifestações Patológicas ou Patologias?
Normal = Comum ?
Origem = Causa ?
(Exemplo: umidade em parede)
INTRODUÇÃO
Manifestações patológicas
(sintomas):
-Fissuras e trincas na
superfície de uma viga de
concreto armado;
- Partes da armadura
exposta;
- Deflexões excessivas.
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 1
CAUSA (IMEDIATA): CORROSÃO ELETROQUÍMICA (COM
EXPANSÃO VOLUMÉTRICA) DOS COMPONENTES ME-
TÁLICOS DA ARMADURA DA VIGA.
Causa (secundária): alcalinidade do concreto insuficiente para
evitar corrosão do aço, devido ao cobrimento insuficiente, concreto
muito poroso (ou permeável?) e a intensa exposição da viga aos
agentes agressivos ambientais.
Mecanismo de ocorrência
Origem?
Origem: falha de projeto (ou de execução??)
 Especificações do tipo de cimento, das propriedades do
concreto e da espessura de cobrimento inadequados para
as condições de exposição do local.
 Desempenho mínimo satisfatório???
 Sintomas
 Causas (primária,
secundária)
 Origem
 Mecanismo de ocorrência
 Desempenho
mínimo 
satisfatório?
 -Consequências
 (prognóstico)
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 2
 Sintomas
 Causa (primária,
secundária)
 Origem
 Mecanismo de ocorrência
 Desempenho mínimo
satisfatório?
 Consequências
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 3
 Sintomas
 Causa (primária,
secundária)
 Origem
 Mecanismo de ocorrência
 Desempenho
mínimo satisfatório?
 Consequências
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 4
 Causa (primária, 
secundária)
 Origem
 Mecanismo de ocorrência
 Desempenho mínimo 
satisfatório?
 Consequências
 ESTUDO DE CASO 1
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 5
 Causa (primária, secundária)
 Origem
 Mecanismo de ocorrência
 Desempenho mínimo
 satisfatório?
 Consequências
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 6
 Sintomas
 Causa (primária, secundária)
 Origem
 Mecanismo de ocorrência
 Desempenho mínimo satisfatório?
 Consequências
INTRODUÇÃO – EXEMPLO 7
DURABILIDADE
 Capacidade de um material de resistir a mudanças em suas
propriedades, ou seja, resistir à degradação
 Capacidade de um material de manter o seu desempenho
acima dos níveis especificados, de maneira a atender as
necessidades dos usuários em cada situação específica
 Capacidade de um produto manter suas propriedades ao
longo do tempo, sob condições normais de uso
 Conservação de desempenho por tempo adequado
 Capacidade do edifício ou de seus sistemas de desempenhar
suas funções ao longo do tempo e sob condições de uso e
manutenção especificadas, até um estado limite de utilização
(NBR 15575-1:2013).
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
VIDA ÚTIL (Geral) 
 Tempo em que é mantida a capacidade de serviço,
dentro das exigências mínimas de desempenho
 Período de tempo durante o qual as propriedades do
produto permanecem acima dos limites mínimos
admissíveis, quando submetidos aos serviços normais de
manutenção
 Período de tempo durante o qual o edifício (ou seus
sistemas) mantém o desempenho esperado, quando
submetido apenas às atividades de manutenção
predefinidas em projeto (NBR 15575-1:2013).
NBR15575-1:2013 (Válida a partir de julho 2013)
 Vida útil requerida: definida para atender às exigências
dos usuários (a ser estabelecida em projeto ou em
especificações de desempenho)
 Vida útil de projeto: período de tempo em que um
sistema é projetado para atender aos requisitos de
desempenho estabelecido nesta norma, desde que
cumprido o programa de manutenção previsto no manual
de operação, uso e manutenção. Vida útil requerida para
o edifício ou para seus sistemas.
* Não confundir com prazo de garantia!
INTRODUÇÃO
A VUP do edifício habitacional, estabelecida em comum
acordo entre os empreendedores e os projetistas, e também
os usuários, quando for o caso, ainda na fase de concepção
do projeto, propicia seu atendimento. Porém, para que possa
ser atingida é necessário que sejam atendidos
simultaneamente todos os seguintes aspectos:
a) emprego de componentes e materiais de qualidade
compatível com a VUP;
b) execução com técnicas e métodos que possibilitem a
obtenção da VUP;
c) atendimento em sua totalidade dos programas de
manutenção corretiva e preventiva;
d) atendimento aos cuidados preestabelecidos para se fazer
um uso correto do edifício;
e) utilização do edifício em concordância ao que foi previsto
em projeto.
Tabela C.6 - Exemplos de VUP* aplicando