Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1 
 
 
 
 
Comandos elétricos 
 
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais -FIEMG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Belo Horizonte 
2010 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
 
 
 
 
Presidente da FIEMG 
Olavo Machado Júnior 
Diretor Regional do SENAI 
Lúcio José de Figueiredo Sampaio 
Gerente de Educação Profissional 
Edmar Fernando de Alcântara 
 
Elaboração 
Eustáquio Damasceno Pereira 
Ronaldo José de Oliveira 
 
Unidades Operacionais 
 
 CETEL – Centro Tecnológico de Eletrônica “César Rodrigues” 
 CETEM – Centro de Excelência em Tecnologia e Manufatura “Maria Madalena” 
 
 
 
 
CFP - Luiz César Albertini – SENAI - Vespasiano
 
 
 
 3 
 
 
 
Sumário 
 
 
 
Apresentação 
 
1. Dispositivos de proteção e controle ............................................................... 6 
1.1 Introdução aos dispositivos ................................................................... 6 
1.2 Fusíveis ................................................................................................. 6 
1.3 Disjuntor ............................................................................................... 21 
1.4 Disjuntor motor .................................................................................... 28 
1.5 Dispositivos diferenciais residuais ....................................................... 30 
1.6 Relé Térmico de Sobrecarga ............................................................... 34 
1.7 Contatores ........................................................................................... 42 
1.8 Botões de comando ............................................................................. 53 
1.9 Relé de Tempo .................................................................................... 61 
1.10 Chave Auxiliar Tipo Fim de Curso ..................................................... 66 
1.11 Sensores ............................................................................................ 72 
1.12 Motor de Indução Trifásico ................................................................ 81 
1.13 Transformadores Para Comandos Elétricos ...................................... 89 
1.14 Chaves Seccionadoras ...................................................................... 97 
1.15 Sinalização ...................................................................................... 105 
1.16 Terminais ......................................................................................... 109 
1.17 Bornes de conexão .......................................................................... 113 
1.18 Soft-Starter ...................................................................................... 120 
1.19 Inversores de Freqüência ................................................................ 133 
 
2. Noções de segurança em eletricidade ....................................................... 148 
2.1 Introdução .......................................................................................... 148 
2.2 Choque elétrico .................................................................................. 148 
2.3 Medidas de Segurança Contra o Risco Elétrico ................................ 152 
 
3. Esquemas elétricos ...................................................................................... 157 
3.1 Redes de alimentação ....................................................................... 157 
3.2 Tipos de esquemas elétricos ............................................................. 159 
3.3 Interligação das bobinas do motor trifásico de indução ..................... 161 
3.4 Sistemas de partidas para motores de indução trifásicos .................. 165 
 
Referências bibliográficas...........................................................................................186 
 
 
 
 
 
 4 
 
 
 
PPrreeffáácciioo 
 
 
 
“Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do 
conhecimento”. 
Peter Drucker 
 
 
 
O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os 
perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção, 
coleta, disseminação e uso da informação. 
 
O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país, sabe disso, e 
consciente do seu papel formativo, educa o trabalhador sob a égide do conceito da 
competência: 
 
“formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo, com 
iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos técnicos 
aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e 
consciência da necessidade de educação continuada.” 
 
Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento, na sua área tecnológica, 
amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária. 
Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua Infovia, da conexão de 
suas escolas à rede mundial de informações – internet - é tão importante quanto 
zelar pela produção de material didático. 
 
Isto porque, nos embates diários, instrutores e alunos, nas diversas oficinas e 
laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais 
didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos. 
 
O SENAI deseja, por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua 
curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os 
diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada ! 
 
 
Gerência de Educação Profissional 
 
 
 
 
 
 
 5 
 
 
 
AApprreesseennttaaççããoo 
 
Comandos elétricos são circuitos que utilizam dispositivos elétricos destinados 
a comandar e controlar o funcionamento de sistemas elétricos, tais dispositivos tem 
funções definidas para proteção, controle, sinalização, conexão, comutação, 
temporização,etc. 
 Os dispositivos usados em acionamentos elétricos industriais são 
dimensionados de acordo com as características elétricas das cargas que irão 
acionar. O bom desempenho destes dispositivos depende de uma série de fatores, 
como: condições ambientais, procedência de fabricação, tempo de uso e 
principalmente de sua correta instalação e manutenção. 
 
 O técnico deve estar seguro, e ser eficaz ao fazer montagens e manutenções 
nos sistemas elétricos, principalmente quando se trata da substituição de dispositivos 
que compõe os circuitos, onde se torna necessário estar atento quanto às 
características dos componentes, para garantir a eficácia no funcionamento desses 
sistemas. Para que a montagem e manutenção dos sistemas elétricos sejam 
eficazes, é necessário que o técnico conheça as principais características dos 
componentes dos circuitos. 
 
 Este recurso didático tem como objetivo fornecer informações tecnológicas 
sobre os principais dispositivos usados nos sistemas elétricos industriais, onde, 
eletricistas e técnicos possam interpretar diagramas, especificar dispositivos, montar 
e dar manutenção nos circuitos elétricos. 
 
 
 
 
 
 
 
 6 
 
 
 
11.. DDiissppoossiittiivvooss ddee PPrrootteeççããoo ee CCoonnttrroollee 
1.1 Introdução 
 Os equipamentos e máquinas industriais, como por exemplo: tornos, impressoras, 
prensas, guilhotinas entre outros, dependem fundamentalmente da eletricidade para 
seu funcionamento. A maior parte desses equipamentos e máquinas é controlada por 
dispositivos de comando para sua correta partida, parada, controle, proteção, etc. 
 Os dispositivos de comando elétrico são desenvolvidos para proporcionar 
novas tecnologias aos equipamentos com foco principalmente em automatizar os 
processosde produção, por isso, os dispositivos de comando empregados em 
circuitos de baixa tensão, são dos tipos mais variados e com características de 
funcionamento bem distintas, dependendo das funções especificas que cada 
dispositivo efetua no circuito. 
 Todo circuito elétrico deve possuir proteções a fim de se evitar danos às 
instalações, aos equipamentos e riscos de acidentes pessoais. Neste capítulo serão 
analisados os dispositivos utilizados para cada necessidade e o método mais 
adequado para escolha certa em cada situação. Através da análise de curvas de 
atuações desses dispositivos, da potência instalada e da ação seletiva entre eles, é 
possível coordenar as proteções entre si, garantindo o máximo de segurança às 
instalações e usuários. 
 
1.2 Fusíveis 
São dispositivos usados nas instalações elétricas, cuja função é Interromper o 
fluxo de corrente elétrica toda vez que esta corrente for excessiva e puder causar 
danos ao sistema. 
 
A Figura 1.1 apresenta alguns tipos de fusíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 7 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.1: Tipos de fusíveis. 
 
 
11..22..11 SSiimmbboollooggiiaa 
 
 
 
Figura 1.2: Simbologia do fusível. 
Fonte: ABNT. NBR 5444/1989. 
 
11..22..22 AApplliiccaaççããoo 
Os fusíveis são aplicados em toda e qualquer instalação elétrica e no Brasil, a 
ABNT normatiza sua utilização. Em geral os fusíveis são utilizados em aparelhos 
eletrônicos, residências, automóveis e indústrias etc. Eles protegem os circuitos contra 
os efeitos de curto-circuito ou sobrecargas que podem, em algumas situações, 
provocar incêndios e explosões. 
 
11..22..33 CCoonnssttiittuuiiççããoo 
O fusível é constituído basicamente por: contatos, corpo isolante, elo de fusão e 
indicador de queima. 
 
 
 
 
 
 8 
 
 
 
 
 
Figura 1.3: Partes componentes do fusível. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p.13/122. 
 
 Contatos 
Servem para fazer a conexão dos fusíveis com os componentes das 
instalações elétricas. São feitos de latão ou cobre prateado, para evitar oxidação e 
mau contato. 
 Corpo Isolante 
É feito de material isolante de boa resistência mecânica, que não absorve 
umidade, geralmente de cerâmica, porcelana ou esteatita. Dentro do corpo isolante se 
aloja o elo fusível e, em alguns casos, um elo indicador de queima, imerso em 
material granulado extintor - areia de quartzo - de granulometria adequada. 
 Elo de Fusão 
Material condutor de corrente elétrica com baixo ponto de fusão. É feito em 
forma de fios ou lâminas. 
Tipos de Elos de Fusão: 
 
1. Em forma de fio 
 
 
 
Figura 1.4: A fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo (fio). 
 
 
 
 
 
 9 
 
 
 
 
 
2. Em forma de lâmina 
 
 
 
Figura 1.5: Elo fusível com seção constante - a fusão pode ocorrer em qualquer ponto do elo. 
 
 
 
Figura 1.6: Elo fusível com seção reduzida normal - a fusão sempre ocorre na parte onde a seção é 
reduzida. 
 
 
 
Figura 1.7: Elo fusível com seção reduzida por janelas - a fusão sempre ocorre na parte entre as 
janelas de maior seção. 
 
 
 
Figura 1.8: Elo fusível com seção reduzida por janelas e um acréscimo de massa no centro - a fusão 
ocorre sempre entre as janelas. 
 
 
 
 10 
 
 
 
 
 
 
 Elo indicador de queima (espoleta) 
Facilita a identificação da queima de um fusível, pois, se desprende em caso de 
queima. 
É constituído de um fio muito fino, que está ligado em paralelo com o elo fusível. 
No caso de fusão do elo fusível, o fio do indicador de queima não suportará a corrente 
e também se fundirá, provocando o desprendimento da espoleta. (Figura 1.9) 
 
 
Fig. 1.9: Elo indicador de queima do fusível. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p.13. 
 
11..22..44 CCaarraacctteerrííssttiiccaass ddooss ffuussíívveeiiss qquuaannttoo aaoo ttiippoo ddee aaççããoo 
 
 Fusíveis de ação rápida ou normal 
Neste caso a fusão do elo ocorre logo após receber uma sobrecarga ou curto 
circuito. São próprios para proteger circuitos com cargas resistivas, como lâmpadas 
incandescentes e resistores em geral. 
 
 Fusíveis de ação ultra-rápida 
Neste caso, a fusão do elo é imediata, quando recebe uma sobrecarga ou curto-
circuito mesmo sendo de curta duração. São próprios para proteger circuitos 
eletrônicos, pois os semicondutores são muito sensíveis e precisam ser protegidos 
contra sobrecargas, mesmo de curta duração. 
 
 
 
 
 11 
 
 
 
 Fusíveis de ação retardada 
A fusão do elo só acontece quando houver sobrecargas de longa duração ou 
curto-circuito. São próprios para proteger circuitos com cargas indutivas e/ou 
capacitivas, como motores, transformadores, capacitores e indutores em geral. 
 
11..22..55 CCaarraacctteerrííssttiiccaass eellééttrriiccaass ddooss ffuussíívveeiiss 
 
 Corrente nominal (In) 
A principal característica de um fusível é a sua corrente nominal. É o valor da 
máxima corrente que o fusível suporta em regime contínuo, sem se queimar. 
Correntes maiores que a nominal irão provocar a ruptura do elo fusível após algum 
tempo e esta relação, tempo x corrente de ruptura é a curva característica do fusível. 
O valor de corrente vem impresso no corpo do componente. Existem, porém, fusíveis 
nos quais a corrente nominal vem identificada por código de cores; ver Tabela 1 no 
final deste capítulo. 
 Tensão Nominal (Un) 
É o valor da máxima tensão de isolamento do corpo isolante do fusível. 
 
 Resistência de Contato 
A resistência de contato entre a base e o fusível pode causar aquecimento, 
podendo até causar a queima do fusível. 
 
 Capacidade de Ruptura 
É a capacidade que um fusível possui de proteger com segurança um circuito, 
fundindo apenas seu elo de fusão, não permitindo que a corrente elétrica continue a 
circular. Seu valor é dado em kA (quilo Ampere). Ver Figura 1.10. 
 
 Característica Tempo x Corrente 
Esta característica é representada em diagrama tempo x corrente em escala 
logarítmica. A curva característica tempo de fusão x corrente desenvolve-se a partir da 
corrente mínima de fusão que seria capaz de fundir o elemento. 
 
 
 
 12 
 
 
 
A Figura 1.10 apresenta um exemplo de leitura para fusível rápido, num 
diagrama de característica tempo de Fusão x Corrente. 
 
 
Figura 1.10: Curvas características Tempo x Corrente de fusíveis rápidos. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 20. 
 
O perfil da curva característica depende principalmente da dissipação de calor 
no elemento fusível. Na norma VDE 0636 estão definidas faixas de tempo e de 
corrente dentro das quais essas curvas devem se situar. 
Analisando a Figura 1.11: um fusível de 10A não se funde com a corrente de 
16A, pois, a reta vertical que correspondente a 10A não cruza a curva correspondente 
do fusível. Com uma corrente de 30A o fusível se fundirá em aproximadamente 18 
segundos. 
 
 Influência da temperatura ambiente 
Nos catálogos estão representadas as características tempos de fusão x 
corrente médias levantadas à temperatura ambiente de 20º (mais ou menos 5º). 
Alguns tipos de fusíveis sofrem uma influência desprezível com a temperatura, 
em uma margem bem grande de variação desta. 
 
 
 
 13 
 
 
 
 
Figura 1.11: Curvas características Tempo x Corrente de fusíveis retardados. 
Fonte: <http://www.fusivel.com.br/4-38-weg>. Acesso em: 25 maio 2007. 
 
 
 Substituição 
Quando houver a queima de um fusível, em nenhuma hipótese deverá haver o 
recondicionamento do mesmo, devendo ser substituído por outro de mesma 
capacidade de corrente e características. 
 
 DimensionamentoÉ a escolha de um fusível adequado para fazer proteção de um determinado 
circuito. A escolha do fusível deve ser feita de tal modo que uma anormalidade elétrica 
fique restrita a um setor, sem atingir as demais partes do mesmo. 
 
 
 
 14 
 
 
 
Para dimensionar um fusível é necessário levar em consideração as seguintes 
grandezas elétricas: 
 Corrente nominal do circuito; 
 Corrente de curto-circuito; 
 Tensão nominal. 
 
11..22..66 SSiisstteemmaass ddee sseegguurraannççaa DDiiaazzeedd ee NNHH 
Existem diversos tipos de fusíveis usados para proteção dos circuitos elétricos 
(cartucho, Diazed, de vidro, NH e outros). Dar-se-á ênfase ao estudo dos fusíveis 
Diazed e NH, por serem os sistemas de proteções mais utilizados nas áreas 
industriais. 
 
 Segurança Diazed 
A segurança Diazed é composta de um conjunto de componentes, onde se 
encontra alojado o fusível. Este conjunto é composto de base, parafuso de 
ajuste,fusível, tampa, anel de proteção e cobertura da base. 
Observe a Figura 1.12. 
 
Figura 1.12: Segurança Diazed 
 
 Base 
Elemento de porcelana que reúne e sustenta as demais partes da segurança 
Diazed. Comporta um corpo metálico roscado interna e externamente, ligado a um 
dos bornes. O outro borne está isolado do primeiro, e é ligado ao parafuso de ajuste. 
Estas bases podem ser fornecidas com dispositivo de fixação rápida, para montagem 
sobre trilho, conforme apresentado na Figura 1.13. 
 
 
 
 
 15 
 
 
 
 
Figura 1.13: Base do sistema de Segurança Diazed. 
 
 Cobertura da Base 
 
É um elemento de baquelite ou porcelana, cuja função é alojar a base aberta, 
não permitindo que nenhuma parte sob tensão fique exposta. São fornecidas para 
bases de até 63ª, conforme Figura 1.14. 
 
 
Figura 1.14: Cobertura da base. 
 
 Parafuso de Ajuste 
 
É um elemento feito de porcelana, com um parafuso metálico na parte 
posterior, para ser introduzido na base. Na parte anterior, possui um rebaixo, cujo 
diâmetro não permite a colocação de fusível de maior capacidade de corrente. Existe 
 
 
 
 16 
 
 
 
um código de cores padronizado para identificar a corrente nominal do parafuso de 
ajuste, ver Tabela 1 no final deste capítulo. 
 
 
Figura 1.15: Parafuso de ajuste. 
 
 Chave para parafuso de ajuste 
 
Serve para fixar os parafusos de ajuste à base das seguranças Diazed. 
 
 
Figura 1.16: a) Chave para parafuso de ajuste – b) Forma de encaixe da chave ao parafuso. 
 
 
 Tampa 
 
Peça constituída em porcelana com casquilho metálico que tem a função de 
alojar o fusível permitindo a troca do mesmo, em caso de queima, com a instalação 
sob tensão Possui tamanhos D II - rosca E27 e D III - rosca E33. O tamanho D II é 
para fusíveis até 25A e tamanho D III para fusíveis até 63A. 
 
 
 
 
 17 
 
 
 
 
Figura 1.17: Tampa. 
 
 Anel de Proteção 
É um elemento fabricado em porcelana ou plástico roscado internamente. Sua 
função é isolar a rosca metálica da base com relação ao painel e evitar possíveis 
choques acidentais. Possui tamanho e rosca igual à tampa. (Figura 1.18). 
 
 
Figura 1.18: Anel de proteção. 
 
 Fusível 
É a peça de maior importância no sistema. Possui um corpo de porcelana ou 
esteatite, que tem ótima resistência mecânica e uma excelente rigidez dielétrica, onde 
estão impressas suas características elétricas. A Tabela 1, no final deste capítulo, 
mostra o código de cores padronizado para cada valor de corrente nominal. As cores 
estão numa espoleta indicadora de queima que se encontra presa pelo elo indicador 
de queima. (Figura 1.19) 
 
 
 
 18 
 
 
 
 
Figura 1.19: Fusível diazed. 
 
 Dispositivo de segurança NH 
A segurança NH é composta de fusível, base e punho, isolados para tensões 
até 500Vca ou 600Vca. 
 
 
 
Figura 1.20: Segurança NH. 
 
 
 Fusível 
A segurança NH reúne as características de fusível retardado para correntes de 
sobrecarga e fusível rápido para correntes de curto circuito. Possui corpo de 
porcelana, onde estão impressas suas características elétricas, conforme apresentado 
na Figura 1.21. 
 
 
 
 
 19 
 
 
 
 
 
Figura 1.21: Fusível NH. 
 
 Base 
Possui contatos especiais prateados que garantem contato perfeito e alta 
durabilidade. Uma vez retirado o fusível, a base constitui uma separação visível das 
fases, tornando dispensáveis, em muitos casos, a utilização de um seccionador 
adicional. A base é construída de esteatite, plástico ou termofixo, possuindo meios de 
fixação a quadros ou placas. A pressão das garras é garantida por molas de aço. Veja 
na Figura 1.22. 
 
 
 
Figura 1.22: Base de segurança NH. 
 
 
 Punho 
 
Também denominado Saca Fusível, destina-se à montagem ou substituição de 
fusíveis NH de suas respectivas bases, mesmo estando a instalação sob tensão. 
(Figura 1.23). 
 
 
 
 20 
 
 
 
 
Figura 1.23: Utilização do punho em montagem ou substituição de fusíveis NH. 
 
Tabelas de correntes: 
 
Tabela 1 
Capacidade de corrente e código de cores para fusível Diazed. 
 
Corrente nominal (A) Código de Cor 
 
Para bases 
2 Rosa 
Rosca 
E27 
4 Marrom 
6 Verde 
10 Vermelho 
16 Cinza 
20 Azul 
25 Amarelo 
35 Preto 
Rosca 
E33 
50 Branco 
63 Cobre 
 
Fonte: <http:www.siemens.com.br/fusiveis>. Acesso em: 25 maio 2007. 
 
 
 
 
 
 21 
 
 
 
Tabela 2 
Capacidade de corrente para fusível NH. 
Fonte: <http:www.siemens.com.br/fusiveis>. Acesso em: 25 maio 2007. 
 
 
1.3 Disjuntor 
11..33..11 DDeeffiinniiççããoo 
 É um equipamento de comando e proteção de circuitos elétricos, cuja finalidade 
é conduzir continuamente a corrente de carga sob condições nominais e interromper 
correntes anormais de sobrecarga e de curto circuito. (Figura 1.24) 
 
Figura 1.24: Mini disjuntores. 
Fonte: <http://www.ge.com.br/mini_dr>. Acesso em: 01 jun. 2007. 
 
 
Tamanho 
 
 
Corrente Nominal 
(A) 
Tamanho 
 
Corrente Nominal 
(A) 
000 
6 
1 
40 
10 50 
16 63 
20 80 
25 100 
32 125 
40 160 
50 200 
63 224 
80 250 
100 
 
00 
125 
160 
 
 
 
 22 
 
 
 
 
Por definição do Dicionário brasileiro de eletricidade, da ABNT tem-se: 
Dispositivo de manobra: dispositivo elétrico destinado a estabelecer ou interromper 
corrente, em um ou mais circuitos elétricos. 
 
O Disjuntor unipolar (monopolar) é constituído por um único pólo. O o disjuntor 
multipolar (bipolar ou tripolar) é constituído por dois ou mais pólos ligados 
mecanicamente entre si de modo a atuarem em conjunto. 
 
Os valores nominais de corrente do disjuntor são impressos externamente em 
sua carcaça, seja em alto-relevo, seja na forma de uma placa. Esses valores são 
obtidos segundo as normas de ensaio que se aplicam ao dispositivo, na forma 
individual, ou seja; é ensaiado uma unidade de disjuntor, seja unipolar ou multipolar, 
perante condições de temperatura e altitude estabelecidas em norma. 
 
Os disjuntores são normalmente dotados de relés de sobrecarga e de curto-
circuito, cada um tendo a sua curva característica, que devem ser adequadamente 
coordenadas entre si. 
 
 
11..33..22 CCoonnssttiittuuiiççããoo 
 
 
Na Figura 1.25 pode-se observar a constituição interna de um disjuntor 
monopolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 23 
 
 
 
 
Figura 1.25: Constituição interna disjuntor monopolar. 
Fonte: <http://www.ge.com.br/mini_dr>. Acesso em: 01jun. 2007. 
 
 Descrição das partes internas 
1 - Proteção externa termoplástic: protege os elementos internos do disjuntor; 
2 - Terminal superior: terminal de conexão ao circuito externo; 
3 - Câmara de extinção de arco: extinguir e dissipar o calor gerado durante a 
comutação do disjuntor. 
4 - Bobina: responsável pelo disparo instantâneo (magnético) 
5 - Alavanca: (0 – desligado –verde visível e 1 ligado – vermelho visível); 
6 e 7 - Contato fixo e Contato móvel,respectivamente: quando apoiados um ao outro 
permite circular corrente no circuito. 
8 - Guia para o arco: sob condições de falha o contato móvel se afasta do contato fixo 
e o arco resultante é guiado para a câmara de extinção evitando danos ao bimetal em 
casos de altas correntes (curto-circuito); 
9 - Bimetal: é responsável pelo disparo do dispositivo por sobrecarga térmica; 
10 - Terminal inferior: terminal de conexão ao circuito externo; 
11 - Clip: dispositivo para fixação em trilho DIN. 
 
 
 
 24 
 
 
 
11..33..33 PPrriinnccííppiioo ddee ffuunncciioonnaammeennttoo 
 
Analise a Figura 1.26: 
 
Figura 1.26: Princípio de funcionamento do disjuntor. 
Fonte: <www.mspc.eng.br/elemag>. Acesso em: 18 jun. 2007. 
 
 
Entre os bornes 1 e 2, a corrente passa pela resistência de baixo valor R (que 
está próxima da lâmina bimetálica B), pela bobina do eletroímã E e pelo par de 
contatos C. Este tende a abrir pela ação da mola M2, mas, o braço atuador A impede 
com ajuda da mola M1. A corrente nominal que produz ação térmica sobre o bimetal 
varia aproximadamente na mesma proporção em que varia a corrente nominal do 
condutor com a temperatura. O eletroímã E é dimensionado para atrair a extremidade 
do atuador A, somente em caso de corrente muito alta (curto circuito) e, nesta 
situação, A irá girar no sentido indicado, liberando a abertura do par de contatos C 
pela ação de M2. A intensidade magnética capaz de acionar o atuador é proporcional 
ao número de espiras da bobina e da intensidade da corrente elétrica. 
 
De forma similar, R e o bimetal B são dimensionados para que este último não 
toque a extremidade de A dentro da corrente nominal do disjuntor. Acima desta, o 
aquecimento do bimetal o levará a tocar o atuador A, interrompendo o circuito de 
forma idêntica à do eletroímã. 
 
 
 
 
 25 
 
 
 
 
 Disjuntor magnético 
A ação magnética funciona conforme descrito acima e na ocorrência de curtos-
circuitos. (Figura 1.27 - a) 
 Disjuntor térmico 
Conforme analisado anteriormente, o disjuntor térmico protege os condutores 
contra as sobrecargas. (Figura 1.27 - b) 
 Disjuntor termo magnético 
Denominação dada aos disjuntores que combinam ambas as formas de 
proteção. (Figura 1.27 - c). 
Os três símbolos da Figura 1.27(a, b e c) referem-se a disjuntores monofásicos. 
A manobra através de um disjuntor é feita manualmente – geralmente por meio da 
alavanca – ou pela ação de seus relés de sobrecarga (bimetálico) e de curto-cicuito 
(eletromagnético). 
 
 
 
Figura 1.27: Simbologia – disjuntor monopolar. 
 
Observa-se nesse ponto, que os relés não desligam o circuito: eles apenas 
induzem ao desligamento, atuando sobre o mecanismo de molas, que aciona os 
contatos principais. É válido mencionar que para disjuntor de elevadas correntes 
nominais, os relés de sobre-correntes são constituídos por transformadores de 
corrente e módulo eletrônico que irá realizar a atuação do disjuntor por correntes de 
sobrecargas, correntes de curto-circuito com disparo temporizado e instantâneo e até 
disparo por corrente de falha à terra. 
 
 
 
 
 26 
 
 
 
11..33..44 AApplliiccaaççããoo 
Cada aplicação requer um tipo específico de disjuntor para manobra e 
proteção. Os disjuntores possuem curvas características classificadas, por exemplo 
em curva B e C. Observe a Figura 1.28. 
 
 
Figura 1.28: Curvas características de disjuntores. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/conceito_teoria>. Acesso em: 11 abr. 2007. 
 
A curva B refere-se a disjuntores destinados à proteção de condutores e a 
curva C destina-se à proteção de cargas em geral. 
 
11..33..55 CCaarraacctteerrííssttiiccaass ccoommppaarraattiivvaass ddee ffuussíívveell xx ddiissjjuunnttoorr 
 
Disjuntor e fusível exercem basicamente a mesma função: ambos têm como 
maior e mais difícil tarefa, interromper a circulação da corrente de curto-circuito, 
mediante a extinção do arco que se forma. Esse arco se estabelece entre as peças de 
contato do disjuntor ou entre as extremidades internas do elemento fusível. Em ambos 
os casos, a elevada temperatura que se faz presente leva a uma situação de risco que 
pode assim caracterizar-se: 
 
 
 
 
 27 
 
 
 
 A corrente de curto-circuito (Ik) 
É a mais elevada das correntes que pode vir a circular no circuito, e como é em 
superior à corrente nominal, só pode ser mantido por um tempo muito curto, sob pena 
de danificar ou mesmo destruir componentes de um circuito. Portanto, o seu tempo de 
desligamento deve ser extremamente curto. 
Essa corrente tem influência tanto térmica (perda joule) quanto eletrodinâmica, 
pelas forças de repulsão que se originam quando essa corrente circula entre 
condutores dispostos em paralelo, sendo por isso mesmo, fator de dimensionamento 
da seção condutora de cabos. 
O seu valor é calculado em função das condições de impedância do sistema, e 
é por isso variável nos diversos pontos de um circuito. De qualquer modo, representa 
em diversos casos até algumas dezenas de quilo-ampéres que precisam ser 
manobrados, seja pela atuação de um fusível, seja pelo disparo por um relé de curto-
circuito que ativa o mecanismo de abertura dos contatos do disjuntor. 
Entretanto, existem algumas vantagens no uso do fusível, e outras usando 
disjuntor. Veja no quadro 1 a comparação entre as características do fusível e 
disjuntor. A confiabilidade de operação do fusível ou disjuntor é assegurada pela 
conformidade das normas vigentes e referências do fabricante. 
 
Quadro 1 
Características para desempenho no curto-circuito. 
 
 
Fusível 
 
Disjuntor 
 Dispensa cálculo fino da corrente de 
curto-circuito; 
 Alta capacidade de interrupção; 
 Elevada limitação; 
 Otimização do tempo de Interrupção; 
 Disponibilidade fácil; 
 Baixo custo. 
 Necessita cálculo fino da corrente 
de curto-circuito; 
 Capacidade de interrupção variada; 
 Limitação em alta capacidade de 
interrupção; 
 Tempo de interrupção variado; 
 Disponibilidade com restrições; 
 Custo variado. 
 
 
 
 28 
 
 
 
1.4 Disjuntor motor 
11..44..11 DDeeffiinniiççããoo 
O disjuntor motor ou também guarda motor, é um dispositivo de manobra 
mecânico utilizado para estabelecer, conduzir e interromper correntes sob condições 
normais do circuito, e interromper correntes sob condições anormais do circuito, 
como: curto-circuito, sobrecarga ou subtensão. (Figura 1.29). 
 
Figura 1.29: Disjuntor motor. 
Fonte:GE. Disjuntor_Motor_SFK.00 
 
 
11..44..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
 
Figura 1.30: Disjuntor motor magnético (a) e termomagnético (b) 
 
 
 
 29 
 
 
 
11..44..33 TTiippoo ddee ddiissjjuunnttoorr mmoottoorr 
 
 Disjuntor-motor magnético 
 Segundo informações do fabricante este disjuntor possui as seguintes 
características: 
 Proteção contra curto-circuito e seccionamento com possibilidades de bloqueio 
mecânico por circuito individual de motores; 
 Disparador térmico ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de 
mecanismo diferencial com sensibilidade a faltas de fase,incorporado no relé 
de sobrecarga; 
 Disparador magnético fixo e calibrado em 12 vezes a corrente nominal do 
disjuntor. 
 Disjuntor-motor termomagnético 
Este disjuntor tem as seguintes características: 
 Proteção contra curto-circuito e seccionamento com possibilidades de bloqueio 
mecânico por circuito individual de motores; 
 Disparador térmico ajustável para proteção contra sobrecargas e dotado de 
mecanismo diferencial com sensibilidade a faltas de fase, incorporado no 
disjuntor-motor; 
 Disparador magnético fixo e calibrado em 12 vezes a corrente nominal do 
disjuntor. 
Ambos apresentam outras características aqui não relacionadas e que poderão 
ser obtidas consultando o Catálogo do Fabricante. 
 
11..44..44 CCuurrvvaa ddee ddiissppaarroo ddoo ddiissjjuunnttoorr--mmoottoorr 
 
Exemplificando: a Figura 1.31 apresenta a curva de disparo do disjuntor-motor 
marca GE, modelo SFKOJ. O tempo de disparo está em função da corrente ajustada 
a frio. Em estado aquecido, devido à passagem da corrente nominal de serviço, os 
tempos de atuação dos relés de sobrecarga ficam reduzidos em 4 vezes. Temos, 
portanto, na Curva 1: disparo térmico, funcionamento com 2 pólos e na Curva 2: 
disparo térmico, funcionamento com 3 pólos. 
 
 
 
 
 30 
 
 
 
 
Figura 1.31: Curva de disparo. 
Fonte: <http://www.ge.com.br/disjuntor_motor>. Acesso em: 01 jun. 2007. 
 
 
1.5 Dispositivos diferenciais residuais 
 
11..55..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
São dispositivos contra fuga de corrente elétrica, permitem otimização de 
energia e evitam choques elétricos. Eles asseguram o comando e seccionamento dos 
circuitos elétricos. 
A utilização deste tipo de dispositivo é obrigatória nas edificações segundo a 
norma NBR 5410/97, que define seu uso nas áreas frias ou sujeitas a umidade, como 
banheiros, áreas de serviço e áreas externas. 
 
 
 
 
 
 
 
 31 
 
 
 
Figura 1.32: Dispositivo diferencial residual. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/dispositivos>. Acesso 20 jun. 2007. 
 
11..55..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
 
Figura 1.33: Dispositivo diferencial residual. 
 
11..55..33 CCoonnssttiittuuiiççããoo 
A Figura 1.34 ilustra uma vista em corte e a constituição interna de um 
dispositivo diferencial capaz de detectar correntes de falta CA, CC pulsante e CC 
lisas. 
 
 
 
 32 
 
 
 
Figura: 1.34: Constituição interna de um dispositivo diferencial residual. 
Fonte: ABNT. NBR 5410. 
 
Legenda 
 
R – relé de disparo; 
A – unidade de medição e comparação para correntes residuais contínuas lisas.; 
T – botão de teste; 
W1 – sensor de correntes senoidais e correntes contínuas pulsantes; 
W2 – sensor de correntes contínuas puras. 
 
 
11..55..44 FFuunncciioonnaammeennttoo 
 
Referindo-se ainda sobre a Figura 1.34, o dispositivo mede permanentemente a 
soma vetorial das correntes que percorrem os condutores de um circuito. Enquanto o 
circuito mantiver eletricamente equilibrado, a soma das correntes em seus condutores 
é praticamente nula. Se houver falha de isolação no equipamento ou alguma pessoa 
tocar na parte viva do circuito protegido pelo DR, surgirá uma corrente de fuga à terra. 
Isso ocorrendo, a soma vetorial das correntes nos condutores monitorados pelo DR 
não será mais nula. 
 
O dispositivo detecta exatamente essa diferença de corrente. Quando a 
intensidade de corrente de fuga atinge um determinado valor, o relé R é ativado e por 
sua vez desativa os contatos principais do próprio dispositivo ou outro dispositivo – 
contator ou disjuntor – a ele associado. 
 
 
 
 
 
 33 
 
 
 
 Segurança 
Uma pequena falha em um eletrodoméstico, um fio decapado, uma tomada ou 
um interruptor com defeito pode colocar em sérios riscos a saúde da sua família e 
até a sua residência. É sempre bom lembrar que todas as funções biológicas do 
organismo humano são feitas por meio de pequenos impulsos elétricos. Portanto, 
não é difícil imaginar o que poderá causar de dano à saúde uma descarga elétrica, 
mais conhecida como choque. 
 
11..55.. 55 TTiippooss 
 Disjuntor com proteção diferencial-DDR 
Os DDR's são disjuntores com proteção diferencial, onde já estão 
incorporados em um único produto as funções do DR (Diferencial Residual) e do 
Mini-Disjuntor. O DDR possui proteção diferencial contra contatos diretos e indiretos 
e proteção contra sobrecarga e curto-circuito. Normalmente são disponíveis nas 
curvas B e C e sensibilidade de 30 e 300 mA. Sendo assim o DDR protege as 
pessoas dos efeitos maléficos de um choque elétrico (corrente até 30mA) e os 
equipamentos 
patrimoniais (correntes entre 100 e 500mA). Apresenta um custo maior em relação 
ao IDR. 
Figura 1.35: Dispositivo diferencial residual. 
Fonte: <http://www.ge.industrial.com.br/produtos/protecao>. Acesso em: 20 jun. 2007. 
 
 
 
 
 34 
 
 
 
 Interruptor diferencial residual – IDR 
É um importante dispositivo de proteção e detecção de fuga de corrente. Além 
de proteger pessoas contra os efeitos do choque elétrico por contato direto ou indireto 
causado por fuga de corrente, protege contra perda de energia elétrica. Um dos 
principais pontos de sua segurança é que ele é capaz de detectar uma pequena 
diferença entre a corrente que entra e sai do circuito. Ao detectar essa fuga de 
corrente, o IDR desliga automaticamente os circuitos elétricos, garantindo a 
segurança de pessoas e patrimônios. 
 
1.6 Relé Térmico de Sobrecarga 
 
11..66..11 DDeeffiinniiççããoo 
 São dispositivos que atuam pelo efeito térmico provocado pelas sobrecorrentes 
de longa duração, ou quando ocorre sobrecarga que superaquecem o circuito ou 
partes do circuito a níveis inadmissíveis. Este superaquecimento pode ocorrer, por 
exemplo, em função de: 
 Sobrecarga mecânica na ponta do eixo do motor; 
 Falta de uma fase; 
 Tempo de partida prolongado de um motor. 
 
 
 
 
Figura 1.36: Relé térmico de sobrecarga. 
Fonte: WEG. p. 278-279. 
 
 
 
 
 
 
 
 35 
 
 
 
11..66..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
Figura 1.37: Simbologia do relé de sobrecarga. 
 
11..66..33 PPrriinncciippiioo CCoonnssttrruuttiivvoo ddee uumm RReelléé ddee SSoobbrreeccaarrggaa 
 Um relé de sobrecarga é composto dos seguintes componentes: 
 
Figura 1.38: Composição do relé de sobrecarga. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 67. 
 
 
 
 
 36 
 
 
 
 Contatos Auxiliares 
Geralmente o relé térmico de sobrecarga possui dois contatos, um 
normalmente fechado NF (abridor) e outro normalmente aberto NA (fechador). O 
contato NF é responsável pela interrupção de funcionamento do circuito elétrico em 
caso de sobrecarga, podendo retornar a posição inicial de forma automática ou 
manual. Já o contato NA normalmente é utilizado na sinalização de relé atuado. 
 Botão de Rearme 
 Têm a função de rearmar os contatos auxiliares do relé de sobrecarga. 
 Lâmina Bimetálica Auxiliar 
 Tem a função de fazer a compensação do ajuste, de acordo com a variação da 
temperatura ambiente. 
 Lâminas Bimetálicas Principais 
 Tem a função de acionar o dispositivo mecânico quando sofrem uma dilatação 
e conseqüente deflexão devido a elevação da corrente elétrica, comutando os 
contatos móveis do relé. 
 Mecanismo de Regulagem (Ajuste de Corrente) 
 Permite efetuar a regulagem da corrente solicitada pela carga, que poderá 
circular no circuito. 
 
11..66..44 FFuunncciioonnaammeennttoo 
 Os relés de sobrecarga foram desenvolvidos para operar baseados no princípio 
de pares termoelétricos. O princípio de operação do relé é baseadonas diferentes 
dilatações que os metais apresentam, quando submetidos a uma variação de 
temperatura. Duas ou mais lâminas de metais diferentes (normalmente ferro e níquel) 
são unidas através de soldas, sob pressão ou eletroliticamente. Quando aquecidas 
elas se dilatam diferentemente e se curvam. Esta mudança de posição é usada para 
comutação de um contato. 
 Durante o esfriamento, as lâminas voltam à posição inicial. O relé está, então, 
novamente pronto para operar, desde que não exista no conjunto um dispositivo 
mecânico de bloqueio. O relé térmico permite que o seu ponto de atuação seja 
ajustado com o auxílio de um dial. Isto possibilita ajustar o valor de corrente que para 
a atuação do relé. 
 
 
 
 37 
 
 
 
 Deve-se calibrar a corrente de ajuste do relé em função da corrente nominal do 
componente a ser protegido, por exemplo, um motor. 
 
 
Figura 1.39: Dilatação do bimetal. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 68. 
 
 
 Ação da corrente nas lâminas 
 
 As lâminas do relé de sobrecarga bimetálico podem ser aquecidas de diversas 
formas pela corrente: 
 
1. Aquecimento Direto 
 
 As Lâminas estão no circuito principal e são percorridas pela corrente total ou 
parte dela. O aquecimento, neste caso, é função da intensidade de corrente e da 
resistência das lâminas. 
 
 
Figura 1.40: Aquecimento direto. 
Fonte: SENAI. MG. Dispositivos de proteção e controle. 1999. p. 68. 
 
 
 
 
 
 
 
 38 
 
 
 
 
2. Aquecimento Indireto 
 Neste caso, as lâminas ou são envolvidas ou recebem calor de um elemento 
resistivo. 
 
Figura 1.41: Aquecimento indireto. 
Fonte: SENAI-MG. 1999. p. 68. 
 
 
3. Aquecimento Semi-Direto 
 As Lâminas são aquecidas pela passagem de corrente e, adicionalmente, por 
um elemento resistivo. O elemento resistivo pode ser ligado em série ou paralelo com 
as lâminas. Este tipo de relé é usado para pequenas correntes de atuação para se 
conseguir a dilatação necessária. Veja a Figura 1.41. 
 
 
Figura 1.42: Aquecimento indireto em série e em paralelo. 
Fonte: SENAI. MG. Dispositivos de proteção e controle. 1999. p. 68. 
 
11..66..55 RReellééss ddee SSoobbrreeccaarrggaa ccoomm OOppeerraaççããoo aattrraavvééss ddee 
TTrraannssffoorrmmaaddoorreess ddee CCoorrrreennttee 
Utilizam-se dois tipos de transformadores de correntes: 
 Os que operam linearmente até aproximadamente 10 vezes a corrente nominal 
primária; 
 Os que operam em sobrecorrente de sobrecarga a partir da corrente nominal. 
 
 
 
 
 
 39 
 
 
 
Figura 1.43: Aquecimento através de transformador de corrente (TC). 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 69. 
 
11..66..66 CCaarraacctteerrííssttiiccaass ddee ddiissppaarroo ddoo rreelléé ddee ssoobbrreeccaarrggaa 
 
A característica de disparo do relé de sobrecarga indica os vários tempos de 
atuação em função de múltiplos ajustes e devem ser definidas sob a forma de curvas 
fornecidas pelo fabricante, conforme mostra a Figura 1.44. 
 
 
 
 40 
 
 
 
 
Figura 1.44: Curvas de disparos de cargas. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 69. 
 
11..66..77 CCoonnddiiççõõeess ddee sseerrvviiççoo 
 
 Influência da Temperatura Ambiente 
 As características de disparo correspondem a um valor determinado da 
temperatura ambiente, e são baseadas na ausência de carga prévia do relé de 
sobrecarga (ou seja, estado frio). Este valor de temperatura ambiente deve ser 
claramente indicado nas curvas de disparo; os valores preferenciais são de + 200 C ou 
+ 400 C. 
 
 
 
 41 
 
 
 
 Compensação de Temperatura 
 Os relés de sobrecarga térmicos possuem compensação de temperatura 
ambiente, exemplificando: 
Com uma temperatura ambiente de + 300 C, as lâminas bimetálicas principais 
se dilatarão, curvarão e terão deslocado através do cursor, uma parte do percurso e, 
para um determinado valor de corrente, resultaria um tempo de disparo menor. Para 
que isto seja evitado, o cursor atua sobre a lâmina bimetálica auxiliar. Esta lâmina não 
é, contudo, percorrida pela corrente. Ela é aquecida somente pela temperatura 
ambiente e se curvará na proporção das lâminas principais. Desta forma as lâminas 
aquecidas pela corrente determinarão um mesmo tempo de disparo para qualquer 
temperatura ambiente .Este tipo de compensação de temperatura satisfaz na faixa de 
200 a + 500 C. 
 Proteção contra Religamento Involuntário 
 Após um disparo por sobrecarga, as lâminas bimetálicas necessitam resfriarem 
e retornarem à sua posição inicial até que o relé esteja novamente em condições de 
serviço. Assim, o intervalo de repouso necessário ao motor fica obrigatoriamente 
assegurado. 
 Relés de sobrecarga em rearme automático são utilizados com contatores 
comandados por botão de impulso. Após o tempo de resfriamento, o contato auxiliar 
do relé retorna à sua posição inicial não ativando o circuito de comando. 
 Relés de sobrecarga em rearme manual são utilizados em contatores 
comandados por chave de posição fixa. O contato auxiliar do relé permanece aberto 
após o tempo de resfriamento, impedindo ativar-se o circuito de comando. 
 Proteção contra Falta de Fase 
 A curva característica de disparo de um relé de sobrecarga trifásico é dada na 
condição de que todas as três lâminas são percorridas por correntes equilibradas. No 
caso de falta de fase, apenas duas lâminas são aquecidas e devem produzir, 
sozinhas, o deslocamento/força necessários para atuação do mecanismo de disparo. 
 Os Relés de sobrecarga trifásicos, com proteção contra falta de fase, oferecem 
a vantagem de atuação mais rápida quando sob carga bifásica, ou seja, falta de uma 
fase. 
 
 
 
 
 42 
 
 
 
1.7 Contatores 
 
11..77..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
São dispositivos de manobra mecânicos, acionados eletromagneticamente e 
operados à distância. São construídos para uma elevada freqüência de operações e 
capazes de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições normais do 
circuito, inclusive sobrecargas no funcionamento. São usados para manobra de 
circuitos auxiliares de vários tipos, ligação de motores e outras cargas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.45: Contator. 
Fonte: SENAI. MG. 1998. p. 49.; WEG. s. d. p. 251. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 43 
 
 
 
11..77..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
A Figura 1.46 representa a simbologia de um contator com seus contatos 
principais, 02 contatos auxiliares NA e 01 contato auxiliar NF. 
 
Figura 1.46: Símbolo de contator. 
 
 Identificação dos terminais de contatores 
 
A identificação dos terminais de um contator é utilizada para facilitar a 
execução de projetos de comandos e a localização e função desses elementos na 
instalação. 
A seguir será apresentada a identificação dos diversos terminais de um 
contator. 
 
 Bobinas 
 
São identificadas de forma alfanumérica com A1 e A2. 
 
 
Figura 1.47: Símbolo da bobina de um contator. 
 
 
 
 
 
 44 
 
 
 
 Terminais dos Contatos Principais 
Devem ser identificados por números unitários e por um sistema alfanumérico. 
Os terminais 1L1, 3L2 e 5L3 são ligados na rede (fonte) e os terminais 2T1, 4T2 e 6T3 
devem ser conectados na carga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.48: Identificação de contatos principais. 
 
 Terminais dos Contatos Auxiliares 
Os terminais dos circuitos auxiliares são identificados com dois números, onde: 
 A unidade representa a função do contato; 
 A dezena representa a seqüência denumeração. 
 
A Figura 1.49 mostra um sistema de identificação de contatos auxiliares: 
 
 
 
Figura 1.49: Identificação de contatos auxiliares. 
Fonte: WEG. s. d. p. 247. 
 
 
 
 
 
 
 
 45 
 
 
 
11..77..33 CCoonnssttiittuuiiççããoo 
 
O contator é constituído de sistema de acionamento (núcleo móvel, núcleo fixo 
e bobina) e sistema de manobra de carga (contatos móveis e fixos e câmara de 
extinção de arco). 
 
 Contatos 
Podem ser fixos ou móveis. Também podem ser principais (usados para 
conduzir a corrente de carga) e auxiliares (usados para a comutação de circuitos 
auxiliares, sinalização e intertravamento elétrico, entre outras aplicações). 
 Contatos Fixos: partes dos contatos que são fixadas à carcaça do contator; 
 Contatos Móveis: peças movidas quando se energiza a bobina do contator. 
Esses contatos farão contato físico com os contatos fixos, estabelecendo o 
circuito. 
 Câmara de extinção 
É um compartimento que envolve os contatos principais. Seu principal objetivo 
é a extinção da faísca, ou arco voltáico, que surge quando se interrompe um circuito 
elétrico que está energizado. O arco é extinto pelo processo denominado “sopro 
dinâmico”, através do campo magnético formado por ele. 
 Terminais de Conexão 
Destinam-se à interligação do contator com outros dispositivos do circuito. 
 Carcaça 
 É a parte que aloja e sustenta todos os componentes do contator. É feita de 
material isolante e que ofereça boa resistência elétrica e mecânica. 
 Suporte dos Contatos Móveis 
Sustenta mecanicamente os contatos móveis e se encontra preso ao núcleo 
móvel. É feito de material isolante de alta resistência mecânica. 
 Núcleo Móvel 
 Elemento feito de lâminas de ferro sobrepostas, isoladas entre si, acoplado 
mecanicamente ao suporte dos contatos móveis. 
 
 
 
 
 
 
 46 
 
 
 
 Núcleo Fixo 
Elemento responsável pela concentração das linhas de força do campo 
magnético criado pela bobina, evitando que elas se dispersem. É feito de lâminas de 
ferro sobrepostas, isoladas entre si. Nos contatores com acionamento em corrente 
alternada é inserido, nos pólos magnéticos do núcleo fixo, um anel metálico, 
denominado de anel de defasagem (anel de curto - circuito). 
Sua função é a de evitar ruídos e trepidações do contator quando a corrente 
alternada passar pelo zero, momento em que não haveria campo magnético, 
conforme Figura 1.50. 
 
 
 
Figura 1.50 - Anel de defasagem. 
Fonte: SENAI. MG. 1998. p. 51. 
 
 
 Bobina 
 
 Elemento responsável pela criação do campo eletromagnético que faz 
movimentar o sistema móvel do contator. A bobina é constituída por um condutor de 
cobre esmaltado, enrolado em forma de espiras num carretel isolante. 
 
 A Figura 1.51apresenta o desenho em corte de um contator, onde poderão ser 
observados seus componentes. 
 
 
 
 47 
 
 
 
 
Figura 1.51: Constituição de um contator. 
Fonte: WEG. .s. d. p. 245. 
 
 
11..77..44 AAcceessssóórriiooss 
 Supressor de Surto 
São dispositivos conectados em paralelo com a bobina do contator e utilizados 
no amortecimento das sobretensões provocadas durante as operações de abertura, 
que podem danificar componentes sensíveis. 
São compostos de circuitos RC ou Varistores (Figura 1.51). 
 
Figura 1.52: Supressor de surto. 
Fonte: SENAI. MG. 1998. p. 51 
 
 
 
 
 48 
 
 
 
 Bloco de Contatos auxiliares 
Alguns contatores possuem contatos auxiliares diretamente na sua carcaça. 
Atualmente, os blocos de contatos são acessórios que poderão ser acoplados aos 
contatores. 
Os contatos auxiliares podem ser abertos (NA) ou fechados (NF). Na Figura 
1.52 pode-se observar os detalhes de um bloco de contatos auxiliares com fixação no 
topo e fixação lateral. 
 
 
Figura 1.53: Bloco de contatos auxiliares. 
Fonte: WEG. s. d. p. 246. 
 
 Temporizador Pneumático 
Elemento de temporização fixado na parte frontal dos contatores é fabricado 
para retardo na energização ou retardo na desenergização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 49 
 
 
 
 
 
Figura 1.54: Bloco de contato auxiliar temporizado. 
Fonte: WEG. s. d. p.. 264. 
 
 
 Intertravamento Mecânico 
É a combinação que garante mecanicamente a impossibilidade de fechamento 
simultâneo entre dois contatores. A sua montagem normalmente é feita lateralmente, 
entre os dois contatores. 
 
 
Figura 1.55: Intertravamento mecânico. 
Fonte: WEG. s. d. p. 263. 
 
11..77..55 FFuunncciioonnaammeennttoo 
a) Acionamento 
 Quando a bobina do contator é energizada a partir de um dispositivo de 
comando (botoeiras, chaves fim de curso, relés, etc.), cria-se um campo magnético, e 
o núcleo fixo atrai o núcleo móvel, deslocando os contatos móveis que estão 
 
 
 
 50 
 
 
 
acoplados mecanicamente a este, desta forma haverá a comutação dos contatos 
principais e auxiliares. 
b) Desligamento 
Para desligamento do contator, é necessário interromper a alimentação da 
bobina, fazendo com que desapareça o campo magnético provocado por molas, o 
retorno do núcleo móvel e, conseqüentemente, o retorno dos contatos ao estado de 
repouso. 
 
11..77..66 TTiippooss ddee CCoonnttaattoorreess 
 De acordo com as características elétricas e as condições de serviço, os 
contatores podem ser classificados em: Contatores Tripolares de Potência e 
Contatores Auxiliares. 
 Contator Tripolar 
 É destinado a efetuar o acionamento de diversos tipos de cargas das 
instalações industriais, como motores elétricos, capacitores, sistemas de 
aquecimento, etc. 
 Suas principais características são: 
 Podem possuir contatos principais e auxiliares; 
 Maior robustez de construção; 
 Facilidade de associação a relés; 
 Tamanho físico de acordo com a potência da carga; 
 A potência da bobina do eletroímã varia de acordo com o tipo de 
contator; 
 Geralmente tem câmara de extinção de arco; 
 Pode-se inserir blocos de contatos auxiliares e outros acessórios 
fornecidos pelo fabricante. 
 Contator Auxiliar 
 É destinado a efetuar o comando de pequenas cargas. É utilizado no comando 
de sinalizações, eletroválvulas, bobinas de contatores tripolares, etc. Também são 
utilizados para aumentar o número de contatos auxiliares dos contatores tripolares. 
 
 
 
 
 
 51 
 
 
 
 Suas principais características são: 
 Tamanho físico variável, conforme o número de contatos; 
 Corrente nominal de carga máxima igual a 10 A para todos os 
contatos; 
 Câmara de extinção inexistente. 
 
11..77..77 CCaarraacctteerrííssttiiccaass EEllééttrriiccaass ee DDiimmeennssiioonnaammeennttoo 
O contator é um dos dispositivos mais usados para seccionamento nas 
instalações elétricas industriais. Para fazermos a escolha de um contator, devemos 
conhecer suas características elétricas, que são informações padronizadas por 
normas e estão contidas nos selos de identificação e nos catálogos de fabricantes. 
 As principais características elétricas de um contator são: 
 Tensão Nominal de Isolação: valor da tensão que caracteriza a 
resistência de isolamento entre as partes isolantes e condutoras do contator; 
 Tensão Nominal de Serviço: valor eficaz da tensão em que o contator 
deverá operar ( 220V - 380V); 
 Potência Nominal Elétrica e Mecânica: potência real consumida por um 
equipamento elétrico e que deverá ser transferida através dos contatos 
principais do contator; 
 Corrente Nominal de Serviço: corrente máxima que os contatos de um 
dispositivo suportam, sem danificar as partes isolantes.É indicada pelo 
fabricante e depende da tensão nominal de serviço, da freqüência e da 
categoria de emprego; 
 Freqüência de Manobras: número de manobras (abertura ou fechamento 
dos contatos) por hora que o contator deve realizar. Quanto maior for o 
número de manobras especificado pelo fabricante, maior será a vida útil dos 
contatos; 
 Tensão de Comando: tensão de alimentação da bobina do contator, que 
deve operar perfeitamente com até 85% dessa tensão; 
 Número de Contatos Auxiliares: definidos de acordo com a necessidade 
do circuito; 
 
 
 
 
 52 
 
 
 
 Categorias de Emprego: determina as condições para a ligação e 
interrupção da corrente e da tensão nominal de serviço 
correspondentemente, para a utilização normal do contator, nos mais 
diversos tipos de aplicação para CA e CC. 
 
Observe o Quadro 02: 
Quadro 2 
Categorias de Emprego de Contatores, conforme IEC 947 
Tipo de 
Corrente 
Categoria Aplicação 
AC AC – 1 
 
AC – 2 
 
AC – 3 
 
AC – 4 
 
 
AC – 5a 
AC – 5b 
AC – 6a 
AC – 6b 
AC – 7a 
AC – 7b 
AC – 8a 
 
AC – 8b 
 
AC – 12 
 
AC – 13 
AC – 14 
AC – 15 
 
Manobras leves; carga ôhmica ou pouco indutiva (aquecedores, lâmpadas 
incandescentes e fluorescentes compensadas). 
Manobras leves; comando de motores com anéis coletores (guinchos,bombas, 
compressores). Desligamento em regime. 
Serviço normal de manobras de motores com rotor gaiola (bombas, ventiladores, 
compressores). Desligamento em regime.* 
Manobras pesadas. Acionar motores com carga plena; comando intermitente 
(pulsatório); reversão a plena marcha e paradas por contracorrente (pontes 
rolantes, tornos, etc.). 
Chaveamento de controle de lâmpadas de descargas elétricas 
Chaveamento de lâmpadas incandescentes 
Chaveamento de transformadores 
Chaveamento de bancos de capacitores 
Aplicações domésticas com cargas pouco indutivas 
Cargas motoras para aplicações domésticas 
Controle de compressor-motor hermeticamente refrigerado com reset manual 
para liberação de sobrecarga** 
Controle de compressor-motor hermeticamente refrigerado com reset automático 
para liberação de sobrecarga** 
Controle de cargas resistivas e cargas de estado sólido com isolamento através 
de acopladores ópticos. 
Controle de cargas de estado sólido com transformadores de isolação. 
Controle de pequenas cargas eletromagnéti 
Controle de cargas eletromagnéticas (> 72VA) 
DC DC – 1 
DC – 3 
 
 
DC – 5 
 
Cargas não indutivas ou pouco indutivas, (fornos de resistência) 
Motores CC com excitação independente: partindo, em operação contínua ou 
em chaveamento intermitente. Frenagem dinâmica de motores CC. 
Motores CC com excitação série: partindo, operação contínua ou em 
chaveamento intermitente. Frenagem dinâmica de motores CC. 
Chaveamento de lâmpadas incandescentes 
 
 
 
 53 
 
 
 
DC – 6 
DC – 12 
 
DC – 13 
DC – 14 
 
Controle de cargas de cargas resistivas e cargas de estado sólido através de 
acopladores ópticos. 
Controle de eletroímãs 
Controle de cargas eletromagnéticas que têm resistores de economia no 
circuito. 
 
* A categoria AC – 3 pode ser usada para regimes intermitentes ocasionais por um período de tempo limitado 
como em set-up de máquinas; durante tal período de tempo limitado o número de operações não pode exceder 5 
por minuto ou mais que 10 em um período de 10 minutos. 
** Motor-compressor hermeticamente refrigerado é uma combinação que consiste em um compressor e um 
motor, ambos enclausurados em um invólucro, com eixo não externo, onde o motor opera neste meio 
refrigerante. 
 
Fonte: WEG. s. d. p. 258. 
 
 
1.8 Botões de comando 
 
11..88..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
São dispositivos destinados a estabelecer ou interromper momentaneamente, 
no local ou à distância e de forma indireta, o comando de equipamentos de manobra 
e/ou de operação. 
 
 
 
 
 
Figura 1.56: Diversos modelos de botões. 
Fonte: <http://www.schmersal.com.br/catalogos/> Acesso em: 18 jun. 2007. 
Fonte: <http://www.catalogo.weg.com.br/files> Acesso em: 18 jun. 2007. 
 
 
 
 
 
 54 
 
 
 
 1.8.2 Simbologia 
 
 
Figura 1.57: Simbologia para botões. 
 
 
11..88..33 CCoonnssttiittuuiiççããoo 
Existem vários tipos de botões de comando. Geralmente, são compostos por 
um elemento frontal de comando (cabeçote) e um bloco de contatos. 
Pelo princípio de montagem modular, há possibilidade de adaptar vários blocos 
de contato por botão de comando elétrico e cada bloco possuindo contatos NA, NF ou 
ambos, ampliando assim, a aplicação deste dispositivo de comando. Este princípio é 
denominado de blocos de contatos intercambiáveis e conforme aplicação, os 
cabeçotes podem apresentar diâmetros de 10, 15, 16, 22 e 30 mm. 
 Bloco de Contato 
Elemento constituído de um corpo isolante, contatos móveis, fixos e bornes 
para conexões. 
 
 
Figura 1.58: (a) Bloco de contatos simples. (b) Bloco de contatos duplo. 
Fonte: <http://www.weg.com.br/FILES/Artigos/4-515>. Acesso em: 18 jun. 2007. 
 
 
 
 
 55 
 
 
 
 Corpo isolante 
Serve para envolver os contatos e sustentar os bornes para conexões. É feito 
de material termoplástico (isolante) de boa resistência mecânica. 
 Contatos 
São elementos responsáveis pela continuidade da corrente elétrica do circuito. 
Os contatos são, normalmente, em forma de pastilha de liga de prata 
superdimensionada, tanto nas partes fixas como nas móveis, garantindo assim uma 
alta capacidade de ruptura, que acarreta uma vida mais longa para os contatos. 
Alguns fabricantes fornecem, sob encomenda, contatos com banho de ouro. 
 Bornes para Conexões 
São elementos que estabelecem a ligação dos condutores aos contatos fixos. 
 Elemento Frontal de Comando 
O elemento de acionamento do botão de comando pode ser de vários tipos: 
 Normal 
 Utilizados nos comandos elétricos em geral. É um botão de longo curso e 
praticamente inexiste a possibilidade de manobra acidental. 
 Faceado Simples 
 Possui somente um dispositivo para acionamento. (Figura 1.59) 
 
 
 
 
Figura 1.59: Botão de acionamento normal e faceado. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/botões 3sb3[1]>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 
 
 
 
 
 56 
 
 
 
 Faceado duplo 
 Possui dois dispositivos para acionamento: um botão verde (liga) e um botão 
vermelho (desliga) e, em alguns casos, um dispositivo de sinalização luminoso, que 
acenderá ao ser acionado o botão verde. (Figura 1.60). 
Este tipo de elemento pode ser encontrado com ligações internas, que facilita a 
sua conexão aos circuitos de comando. Os fabricantes fornecem no corpo do 
componente o diagrama de ligação. 
 
 
Figura 1.60: Botão de acionamento faceado duplo iluminado. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/Botoesduplos>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 Saliente 
 Sua construção torna o acionamento mais rápido, porém oferece a 
possibilidade de manobra acidental, se não houver guarnição. (Ver Figura 1.61). 
Alguns tipos de botões de comando possuem cabeçotes dotados de uma lâmpada 
interna, que acenderá quando acionarmos o dispositivo, sinalizando a operação. 
 
 
 
Figura 1.61: Elemento saliente iluminado. 
Fonte: <http://.www.weg.com.br/files>. Acesso em: 23 maio 2007. 
 
 
 
 
 57 
 
 
 
 Saliente com guarnição 
 Possuem uma guarnição (guarda total) que impede o acionamento acidental do 
botão promovendo maior segurança. (Ver Figura 1.62). 
 
 
 
Figura 1.62: Botão de comando saliente com guarda total. 
Fonte: <http://www.schmersal.com.br/catalogos>Acesso em: 23 maio 2007. 
 
 
 Tipo de cogumelo 
 
 Normalmente são destinados a interromper circuitos em caso de emergência. 
(Ver Figura 1.62). 
 
 
Figura 1.63: Botão de comando tipo cogumelo. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/botõessignum>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 Seletor de Posição 
O seletor é essencialmente um comutador para aplicações industriais, que 
permite resolver certos problemas de esquemas elétricos. São aqueles nos quais o 
acionamento é obtido através do giro de alavancas, knobs, chaves tipo yale e pode 
acionar uma ou mais seções de contatos NA ou NF. 
O comutador com Chave Yale é Indicado para comando de circuitos onde 
somente o operador responsável executa a manobra. Os tipos de cabeçote de 
comando mais comuns para botões de comutação estão demonstrados na Figura 
1.63. 
 
 
 
 58 
 
 
 
 
Figura 1.64: (a) Seletor de posição tipo Alavanca. (b) Yale. (c) Knob. 
Fontes: <http://www.schmersal.com.br/catalogos>. Acesso em: 23 maio 2007. 
<http://www.weg.com.br/files>. Acesso em: 23 maio 2007. 
<http://www.weg.com.br >. Acesso em: 23 maio 2007. 
 
 
 
11..88..44 CCllaassssiiffiiccaaççããoo ddooss bboottõõeess ccoonnffoorrmmee ssiisstteemmaa ddee ttrraavvaammeennttoo eellééttrriiccoo 
 
 Acionamento por impulsão livre (sem retenção) 
 
São aqueles nos quais o acionamento é obtido através de pressão do dedo do 
operador, no cabeçote de comando dos botões; tirando-se o dedo do botão, ele 
retorna automaticamente à posição de repouso. 
Os contatos são montados de tal forma que ao ser acionado, abre-se o NF e 
logo após fecha-se o NA, voltando à posição de repouso por meio de molas, quando 
cessa a pressão sobre ele exercida. (Ver Figura 1.64). 
 
 
 
 
Figura 1.65: Impulsão livre (sem retenção). 
Fonte: < http://www.schmersal.com.br/catalogos>. Acesso em: 23 maio 2007. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 59 
 
 
 
 Acionamento por impulsão com retenção 
Quando pressionado, se mantém na posição a que foi acionado, até novo 
acionamento. Normalmente botões de emergência do tipo cogumelo com trava ou 
chave Yale são vermelhos. Observe a Figura 1.66: 
 
 
Figura 1.66: (a)Impulsão com retenção/girar para soltar (b)Retenção com chave Yale. 
Fonte: <http://www.schneider.com.br/XB4_XB5>. Acesso em: 11 set. 2007. 
 
 11..88..55 BBoottõõeess lluummiinnoossooss 
 
Existem dois tipos: com alimentação direta e com alimentação através de 
transformador. A Figura 1.67 apresenta o modelo com alimentação direta. 
 
 
 
Figura 1.67: Faceado com guarnição e alimentação direta. 
Fonte: <http://www.schmersal.com.br/catalogos/fnewfix> Acesso em: 23 maio 2007 
 
11..88..66 BBoottooeeiirraass 
 
É a denominação que se dá a um conjunto formado, geralmente, por dois ou 
mais botões de comando elétrico. São empregados nos circuitos industriais típicos de 
serviços pesados, como por exemplo, em máquinas que possuem dois ou mis 
motores elétricos. O comando destes motores é feito separadamente, através de 
botões distintos, localizados em um mesmo invólucro. (Ver Figura 1.68). 
 
 
 
 
 60 
 
 
 
 Aplicação: comando de pontes rolantes, talhas, alarme contra 
incêndio, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.68: Caixas e botoeiras. 
Fonte: <http://www.schmersal.com.br/catalogos> Acesso: 24 maio 2007. 
 
11..88..77 CCóóddiiggoo ddee CCoorreess 
 
Os botões de comando são fabricados segundo um código internacional de 
cores, o que facilita a identificação do regime de funcionamento das máquinas 
comandadas por esses botões. O Quadro 3 mostra as cores e a indicação de suas 
funções. 
Quadro 3 
Código de cores e funções de botões 
 
Cor padronizada Regime de Funcionamento 
Vermelho 
 Parar/desligar; 
 Parada de emergência. 
Verde ou Preto 
 Acionamento; 
 Início do ciclo de operação de máquina. 
Amarelo 
 Atenção, cuidado; 
 Partida de retrocesso fora das condições normais de 
operação; 
 Partida de um movimento para evitar condições de perigo. 
Branco ou Azul Claro 
 Qualquer função para a qual as cores mencionadas não têm 
validade; 
 Informações especiais. 
 
 
 
 
 
 61 
 
 
 
11..99 RReelléé ddee TTeemmppoo 
11..99..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
Os relés de tempo são dispositivos empregados nos circuitos de comandos 
elétricos, com o objetivo de fazer a temporização de manobras, em circuitos auxiliares 
de comando, circuitos de proteção, etc. 
 
11..99..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
 
 
Figura 1.69: Simbologia de temporizadores. 
 
11..99..33 TTiippooss ddee rreellééss ddee tteemmppoo qquuaannttoo àà aaççããoo ddooss ccoonnttaattooss 
 
 Instantâneo a Energização 
 
 Alimentando-se o dispositivo, inicia-se a contagem do tempo e 
simultaneamente os contatos serão ativados. Após o tempo programado, os contatos 
serão desativados. Interrompendo-se a alimentação durante o processo de contagem 
do tempo, o mesmo é anulado e os contatos serão desativados. 
 
 
 
Figura 1.70 - Temporização instantânea. 
 
 
 
 
 62 
 
 
 
 Com Retardo a Energização 
 
 Alimentando-se o dispositivo, inicia-se a contagem do tempo. Transcorrido o 
tempo programado, os contatos serão ativados e só serão desativados quando a 
alimentação for desligada. Interrompendo-se a alimentação durante a contagem do 
tempo, o mesmo será anulado. 
 
 
Figura 1.71: Temporização com retardo a energização. 
 
 Com Retardo a Desenergização 
 
 Alimentando-se o dispositivo, os contatos serão ativados instantaneamente 
(haverá a comutação dos contatos). Ao desenergizarmos o dispositivo, inicia-se a 
contagem do tempo. Após o tempo programado, os contatos serão desativados 
 
 
 
Figura 1.72: Temporização com retardo a desenergização. 
 
11..99..44 TTiippooss ddee rreellééss ddee tteemmppoo qquuaannttoo aaoo pprriinnccííppiioo ddee ffuunncciioonnaammeennttoo ee ààss 
ccaarraacctteerrííssttiiccaass ffííssiiccaass ee ccoonnssttrruuttiivvaass 
 
 Os temporizadores podem ser classificados quanto ao princípio de 
funcionamento e características construtivas, em: 
 
 
 
 
 
 63 
 
 
 
 Eletrônico (Analógico e Digital); 
 Pneumático; 
 Eletromecânico; 
 Térmico. 
 Daremos ênfase ao estudo dos temporizadores eletrônicos e pneumáticos, por 
serem dispositivos que apresentam uma série de vantagens sobre os demais, como: 
maior precisão, menor desgaste, ocupam menor espaço físico, etc. 
 
 Temporizadores eletrônicos 
 São dispositivos usados nos circuitos elétricos com o objetivo de processar a 
temporização de manobras. 
 
 
Figura 1.73: Temporizador. 
Fontes: <http://www.jaguareletrica.com.br/produtos> Acesso em: 23 maio 2007. 
<http://www.tron-ce.com.br/produtos/produtos_tempo> Acesso em: 23 maio 2007. 
 
 Constituição 
 É constituído de um circuito eletrônico de temporização, que atua sobre um relé 
magnético, o circuito está alojado em uma caixa de material isolante. Na parte frontal 
dessa caixa são colocados um seletor de tempo (que gira sobre uma escala 
numerada, representando o tempo em segundos) e os bornes para ligação dos 
condutores. 
 Funcionamento 
 Quando os bornes A1 e A2 (a e b) forem energizados, o circuito eletrônico 
entrará em operação, realizando a temporização pré-selecionada através do botão 
seletor. Uma vez vencido este tempo, é feito o acionamento do relé magnético, que 
comutará os seus contatos (abrirá 15 - 16 e fechará 15 - 18). 
 
 
 
 64 
 
 
 
Os contatos do relémagnético voltarão à posição de repouso quando os bornes A1 e 
A2 (a e b) forem desenergizados. 
Obs: Retardo na energização. 
 
 Características elétricas 
 
 Suas principais características elétricas são: 
 Tensão de Acionamento: normalmente 24V, 127V ou 220V; 
 Tensão Máxima de Serviço: normalmente de 250V; 
 Corrente Nominal: corrente dos contatos do relé (normalmente 10A); 
 Faixa de Ajuste: é a faixa de tempo a ser ajustada no seletor externo. 
 
 Temporizadores pneumáticos 
 
 É um dispositivo de temporização com características eletropneumáticas, cujo 
funcionamento está baseado na ação de um eletroímã que aciona uma válvula 
pneumática, dando temporização definida e regulável. 
 
 
 
 
Figura 1.74: Temporizador pneumático. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 99. 
 
 Constituição 
 
A Figura 1.75 apresenta os componentes do relé pneumático, em vista explodida. 
 
 
 
 
 65 
 
 
 
 
Figura 1.75: Vista explodida de relé pneumático. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 100. 
 
Legenda 
1. Alavanca de armamento do temporizador, que liga a sanfona ao bloco de contatos elétricos. 
2. Balancim. 
3. Mola Superior. 
4. Válvula. 
5. Sanfona (resistente aos óleos e envelhecimento). 
6. Contatos abridores e fechadores. 
7. Dispositivo de acionamento da regulagem do temporizador. 
 
 Funcionamento 
 
 Temporizador Pneumático ao Trabalho: estando o temporizador pneumático 
acoplado ao contator e sendo este alimentado, o núcleo atrairá o balancim, que libera 
a sanfona, que irá encher-se de ar, deslocando-se em direção ao balancim. 
 Terminado o tempo, regulado previamente, a sanfona estará cheia de ar e 
pressionará uma pequena alavanca, que liberará o balancim. O seu deslocamento 
provocará a abertura do contato NF e o fechamento do contato NA, que 
permanecerão assim enquanto o contator estiver alimentado. 
 
 
 
 66 
 
 
 
 Quando seccionarmos a alimentação do contator, o seu núcleo deslocará o 
balancim em direção à sanfona, expulsando o ar nela contido. Com isto, os contatos 
voltarão à posição original de repouso, deixando o temporizador pneumático apto 
para um novo ciclo de operação. 
 
 Temporizador Pneumático ao Repouso: estando o temporizador 
pneumático acoplado ao contator, os contatos NA e NF do temporizador estão em 
repouso. Quando o contator for alimentado, o núcleo forçará o deslocamento do 
balancim em direção à sanfona, pressionando-a para que expulse o ar nela contido. 
Também ocorrerá a abertura do contato NF e o fechamento do contato NA. 
 Quando seccionarmos a alimentação do contator, o balancim voltará à posição 
original, liberando a sanfona para que se encha de ar novamente. Quando terminar o 
tempo programado, a sanfona estará cheia de ar e pressionará uma pequena 
alavanca (disparador), que acionará o sistema de sustentação dos contatos, fazendo 
com que estes voltem à posição de repouso, isto é, o contato NF fechará e o contato 
NA abrirá. 
 Para iniciar um novo ciclo de operação, devemos acionar novamente o 
temporizador pneumático. 
 
1.10 Chave Auxiliar Tipo Fim de Curso 
 
11..1100..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
Fim de Curso é uma chave que opera em função de posições pré-
determinadas, atingidas por uma ou mais partes móveis do equipamento controlado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 67 
 
 
 
 
Figura 1.76: Chave fim de curso. 
Fonte: <http://www.kap.com.br>. Acesso em: 17 maio 2007. 
 
11..1100..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
O símbolo usado na representação das chaves fim de curso está representado 
na Figura 1.77. 
 
 
 
Figura 1.77- Simbologia de chave fim-de-curso. 
 
11..1100..33 CCoonnssttiittuuiiççããoo 
 É basicamente composta por um corpo (carcaça), bloco de contatos e um 
elemento de acionamento (cabeçote). 
 
 
 
 
 
 68 
 
 
 
 Corpo 
É o elemento responsável pela proteção mecânica dos contatos e bornes. Serve 
como suporte de fixação do elemento de acionamento. Feito de materiais de elevada 
resistência mecânica e trabalham em temperaturas variadas (Ver Figura 1.78). 
 
 
Figura 1.78: Corpo de chave fim – de – curso. 
Fonte: SENAI. MG. 1999. p. 40. 
 
 Bloco de Contatos 
 É o elemento responsável pelo acionamento elétrico do circuito de comando, 
quando acionado mecanicamente pelo cabeçote. 
 
 Sistemas de Contatos 
 
a) Contatos Simples ou por Impulso 
 Possuem um estágio intermediário entre a operação dos contatos NF e NA, 
dependente da velocidade de atuação. 
b) Contatos Instantâneos 
 Não possuem estágio intermediário entre a operação dos contatos NF e NA. A 
abertura e fechamento dos contatos não dependem da velocidade de atuação. 
 
 Contatos Prolongados 
 São usados para situações específicas. Ex: Quando acionado, o contato NA 
fechará antes que o contato prolongado NF abra, que ficará fechado até quase o final 
do curso da ação, quando então se abrirá. 
 
OBS: os bornes dos contatos são identificados por código numérico, idêntico aos contatos 
auxiliares dos outros dispositivos já estudados, padronizados pela I.E.C. 
 
 
 
 69 
 
 
 
 Elemento de acionamento (cabeçote) 
Elemento que abriga os mecanismos de acionamento da chave fim - de – 
curso. É escolhido de acordo com o comando a ser executado. Existem vários tipos 
de cabeçote, que trabalham em dois movimentos básicos: percurso de ação retilínea 
e percurso de ação angular, e seu retorno pode ser automático ou por acionamento. 
a) Percurso de Ação Retilínea 
 Os cabeçotes podem ser acionados na posição vertical ou horizontal, conforme 
apresentado na Figura 1.79. 
 
Figura 1.79: Cabeçote de percurso retilíneo. 
Fonte: http://www.kap.com.br./chavefimdecurso > Acesso em: 17maio 2007. 
 
b) Percurso de Ação Angular 
 Para cabeçotes de alavanca e cabeçotes de hastes, o mecanismo operador 
externo (Batente) deverá acionar perpendicularmente ao eixo de rotação da alavanca 
(Haste). 
 
 
Figura 1.80: Cabeçote de percurso angular. 
Fonte: http://www.kap.com.br./chavefimdecurso > Acesso em: 17 maio 2007. 
 
 
 
 
 70 
 
 
 
A Figura 1.81 ilustra algumas recomendações de acionamento, as setas 
indicam o sentido do acionamento do cabeçote. 
 
 
Figura 1.81: Percurso de Acionamento. 
Fonte: <http://www.kap.com.br/chavefimdecurso >Acesso em: 17 maio 2007. 
 
 
A Figura 1.82 mostra alguns tipos de acionamentos (cabeçotes) das chaves fim 
– de – curso disponíveis no mercado. 
 
 
Figura 1.82: Tipos de acionamentos de chaves fim – de – curso. 
Fonte: http://www.kap.com.br/chavefimdecurso>. Acesso em: 17 maio 2007. 
 
11..1100..44 FFuunncciioonnaammeennttoo 
 
Acionando-se o cabeçote de comando, através de partes móveis de máquinas 
como hastes, excêntricos, ressaltos, etc. Será executada a comutação dos contatos, 
que irão operar diretamente em circuitos auxiliares e de comando. 
 
 
 
 
 71 
 
 
 
 11..1100..55 CCaarraacctteerrííssttiiccaass 
 
As principais características das chaves fim – de – curso são: 
 
 Tensão Nominal de Isolamento 
 Varia de acordo com o material usado na fabricação do dispositivo. 
Normalmente é de 500VCA ou 600 VCC. 
 
 Corrente Nominal 
 É baseada na estrutura de seus contatos e bornes. Normalmente é de 10A. 
 
 Número de manobras 
 Define a vida útil do dispositivo. 
Ex: 10 milhões de manobras, 50 milhões de manobras, etc. 
 
 Grau de Proteção 
 O grau de proteção é expresso em código devidamente normalizado, que 
classifica para determinado equipamento, sua proteção contra choques, penetraçãode corpos estranhos sólidos e líquidos. 
Ex: IP 65 
 IP: Significa Grau de Proteção; 
 Primeiro algarismo (6): proteção total contra contato com partes sob tensão 
ou em movimento. Proteção total contra penetração de pó; 
  Segundo algarismo (5): proteção contra jatos de água, provenientes de 
qualquer direção. 
 No Quadro 4, estão relacionadas as diversas classificações a que estão 
sujeitos os invólucros dos aparelhos elétricos, no que diz respeito ao grau de 
proteção. 
 
 
 
 72 
 
 
 
 
Quadro 4 
Índices de Proteção 
 
1.11 Sensores 
 
11..1111..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
O sensor é um dispositivo capaz de monitorar a variação de uma grandeza 
física e transmitir esta informação a um sistema de controle. Nas indústrias com 
processos automatizados os sensores são elementos muito importantes. Há vários 
tipos de sensores em um processo automatizado que pode ser colocado em 
diferentes pontos. Podemos afirmar que todos os processos que necessitam de algum 
tipo de controle ou supervisão requerem sensores para fornecer informações. 
 
 
 
1º 
Algarismo 
 
Proteção do acesso às partes energizadas 
2º 
Algarismo 
 
Proteção contra líquidos 
0 Sem proteção 0 Sem proteção 
1 Proteção contra toque acidental com a mão. 
Proteção contra corpos estranhos sólidos, de 
dimensões acima de 50 mm. 
1 Proteção contra gotas de água na 
vertical. 
2 Proteção contra toque dos dedos. 
Proteção contra corpos estranhos sólidos, de 
dimensões acima de 12 mm. 
2 Proteção contra gotas de água 
até uma inclinação de 15 graus 
com a vertical. 
3 Proteção contra acessos acidentais de 
ferramentas. 
3 Proteção contra respingos de 
água até uma inclinação de 60 
graus com a vertical. 
4 Proteção contra ferramentas. 
Proteção contra corpos sólidos acima de 1 mm. 
4 Proteção contra respingos de 
água de todas as direções. 
5 Proteção completa contra toque. 
Proteção contra acúmulo de poeiras nocivas. 
5 Proteção contra jatos de água de 
todas as direções. 
6 Todas as peças energizadas completamente 
protegidas. 
Blindagem à prova de pó. 
6 Proteção contra submersão. 
 
 
 
 73 
 
 
 
11..1111..22 TTiippooss ddee sseennssoorreess 
 
 Microchave ou sensor de fim de curso 
As microchaves transmitem apenas sinais digitais, ou seja, possuem apenas 
dois estados (ligado ou desligado, aberto ou fechado). 
O sinal de saída da microchave é elétrico e indica se ela foi ou não acionada. 
Este sinal pode servir de entrada, por exemplo, para o controlador do avanço e recuo 
de um cilindro pneumático. Não é aconselhável usar sensor do tipo detector por 
contato em aplicações que exijam grande número de comutações do sensor porque 
abrir e fechar a chave um grande número de vezes, provoca desgaste nos contatos 
elétricos do sensor. A Figura 1.83 ilustra uma microchave industrial. 
 
 
 
Figura 1.83: Microchave. 
Fonte: <http://www.metaltex.com.br>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 
 Sensor de contato (reed-switch) 
O sensor de contato reed switch funciona de maneira semelhante a 
microchave. A diferença é que seu acionamento não é pela ação de um contato físico, 
mas pela ação de um campo magnético, como o de um imã, por exemplo. 
O sensor é composto de uma ampola de vidro que contém duas lâminas e um 
gás inerte. Quando o conjunto estiver sob a ação de um campo magnético, as lâminas 
se unem fechando o contato elétrico. 
O contato irá abrir quando o campo magnético deixar de existir. Este sensor 
pode ter os contatos abertos ou fechados na posição de repouso (sem ação de 
campo magnético), sendo que os abertos são chamados de contatos NA (normal 
aberto) e os fechados de contatos NF (normal fechado). 
 
 
 
 74 
 
 
 
 
 
Figura 1.84: Composição do sensor de contato (reed-switch). 
 
 
 
 
 
Figura 1.85: Símbolo do sensor de contato (reed-switch). 
 
 
 
 Sensores de proximidade 
 
O sensor de proximidade é uma chave eletrônica semelhante a um fim de 
curso mecânico, com a vantagem de não possuir nem contatos, nem atuadores 
mecânicos. O sinal de um sensor pode ser usado para habilitar, desabilitar ou 
controlar o funcionamento de um circuito, dispositivo ou equipamento. 
 
A Figura 1.86 apresenta alguns tipos de sensores de proximidade. 
 
 
 
 
 75 
 
 
 
 
 
Figura 1.86: Sensores de proximidade. 
Fonte: <http://www.b2babimaq.com.br >. Acesso em: 18 fev. 2009. 
 
 
 
 O acionamento dos sensores, entretanto, não depende de contato físico com 
as partes móveis dos equipamentos, basta apenas que estas partes se aproximem, a 
uma distância que varia de acordo com o tipo de sensor utilizado. 
Os sensores de aproximação foram desenvolvidos para atender às 
especificações de sistemas mais modernos, onde é necessário conciliar, alta 
velocidade e grande confiabilidade nos acionamentos. 
 
 Sensores Indutivos 
 
O sensor indutivo é utilizado para detectar a presença ou o deslocamento de 
objetos metálicos. O seu funcionamento é baseado, no princípio da variação da 
indutância eletromagnética. 
 
 
 
 
 76 
 
 
 
 
 
Figura 1.87. Principio de funcionamento do sensor indutivo. 
 
A superfície externa frontal do sensor forma uma região chamada "região ativa" 
onde o sensor detecta a presença ou deslocamento de objetos. Quando se aproxima 
um objeto metálico da região ativa do sensor há mudanças na amplitude do sinal do 
circuito oscilador que são percebidas pelo demodulador. As variações percebidas pelo 
demodulador são transformadas em nível de tensão e aplicadas no detector de nível 
da tensão. Na saída, o sinal que foi enviado é amplificado e compatibilizado com os 
níveis de tensão especificados pelo fabricante. Há diversos modelos de sensores 
indutivos que variam, principalmente em relação à distância de acionamento. Os tipos 
mais comuns são de construção com corpo plástico ou metálico, como mostra a 
Figura 1.88: 
 
 
Figura 1.88: Sensor indutivo. 
Fonte: <http://www.metaltex.com.br>. Acesso em: 18 fev. 2009. 
 
 
 
 
 77 
 
 
 
A utilização dos sensores indutivos possui vantagens como: 
 Alta durabilidade; 
 Baixa manutenção; 
 Boa imunidade às influências do ambiente em que ele está instalado; 
 Alta sensibilidade. 
O símbolo de um sensor indutivo é apresentado na Figura 1.89. 
 
 
Figura 1.89: Símbolo de um sensor indutivo. 
 
 
 Sensores Capacitivos 
 
O sensor capacitivo é utilizado para detectar materiais metálicos e não 
metálicos como plásticos vidros líquidos e etc. O princípio de funcionamento deste 
tipo de sensor está baseado na variação da capacitância de um capacitor. 
 
 A distância de detecção normalmente varia de 0 a 20 mm, dependendo da 
massa do material a ser detectado e das características determinadas pelo fabricante. 
Da mesma forma que o sensor indutivo, os sensores capacitivos são construídos com 
um de corpo plástico ou metálico. O diagrama de blocos do sensor capacitivo 
apresenta um funcionamento semelhante ao do diagrama do sensor indutivo. A 
diferença encontra-se no estágio oscilador. Quando um objeto é colocado na região 
ativa do sensor, ocorre uma mudança da freqüência de oscilação devido à alteração 
do valor da capacitância formada pela placa sensível e a região ativa. 
 
 
 
 78 
 
 
 
 
 
Figura 1.90: Princípio de funcionamento de um sensor capacitivo. 
 
Os sensores capacitivos são menos utilizados que os indutivos. Eles são 
utilizados na medição de pequenas pressões diferenciais ou na medição do nível de 
um líquido emum tanque. 
 
 
Figura 1.91: Sensor capacitivo. 
Fonte: <http://www.metaltex.com.br>. Acesso em: 18 fev. 2009. 
 
O símbolo de um sensor capacitivo está apresentado na Figura 1.92: 
 
 
 
Figura 1.92: Símbolo do sensor capacitivo. 
 
 
 
 
 
 79 
 
 
 
 Sensores Ópticos (Fotoelétricos) 
 
Os sensores ópticos detectam a aproximação de qualquer tipo de objeto, desde 
que este não seja transparente. À distância de detecção normalmente varia de 0 a 
100 mm, dependendo da luminosidade do ambiente. Normalmente, os sensores 
ópticos são construídos em dois corpos distintos, sendo um emissor de luz e outro 
receptor. Quando um objeto se coloca entre os dois, interrompendo a propagação da 
luz entre eles, um sinal de saída é então enviado ao circuito elétrico de comando. 
Outro tipo de sensor de proximidade óptico, muito usado na automação industrial, é o 
do tipo reflexivo no qual emissor e receptor de luz são montados num único corpo, o 
que reduz espaço e facilita sua montagem entre as partes móveis dos equipamentos 
industriais. A distância de detecção é, entretanto menor, considerando-se que a luz 
transmitida pelo emissor deve refletir no material a ser detectado e penetrar no 
receptor, o qual emitirá o sinal elétrico de saída. 
 
 
 
 
Figura 1.93: Aparência típica de sensores fotoelétricos. 
Fonte: <http://www.metaltex.com.br>. Acesso em: 18 fev. 2009. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 80 
 
 
 
O símbolo de um sensor óptico está representado na Figura 1.94: 
 
 
 
Figura 1.94: Símbolo do sensor óptico. 
 
 
 Encoder 
Um gerador de Pulsos (encoder) é um sensor/transdutor que converte 
movimento ou posição mecânica através de um eixo em uma série de pulsos 
eletrônicos. Existem vários modelos com especificações mecânicas e eletrônicas 
diferentes. Um exemplo é o encoder incremental que é chamado assim porque o sinal 
de saída é produzido sucessivamente e a Informação dada é o quanto foi 
incrementado à posição atual em relação à posição de referência. A posição de 
referência (o "zero" do encoder) é dada ao se acionar, por exemplo, uma microchave. 
Este tipo de encoder não informa a posição angular, mas sim o deslocamento em 
relação a uma posição de referência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 81 
 
 
 
 
Figura 1.95: Dispositivo chamado de encoder. 
 
 
Figura 1.96: Encoder incremental. 
Fonte: <http://www.metaltex.com.br>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 
1.12 Motor de Indução Trifásico 
 
11..1122..11 IInnttrroodduuççããoo 
Os motores elétricos de indução podem ser monofásicos ou trifásicos. Os 
motores de indução monofásicos são mais utilizados para o acionamento de 
pequenas cargas, como ventiladores, pequenas bombas e aparelhos de uso 
doméstico. 
 
 
 
 82 
 
 
 
O motor de indução trifásico, ou simplesmente MIT, é o motor mais utilizado na 
indústria em virtude de sua robustez, baixo custo, vida útil e facilidade na 
manutenção, por isso será o tema estudado neste capítulo. 
 
 
 
Figura 1.97: Motor de indução trifásico. 
Fonte: WEG. 2004. p. 2. 
 
11..1122..22 DDeeffiinniiççããoo 
 
Motor elétrico é uma máquina que tem como função converter energia elétrica 
em mecânica através do movimento rotativo de um eixo, quando é aplicada em seus 
enrolamentos uma tensão elétrica alternada. 
 
11..1122..33 TTiippooss ddee MMoottoorreess EEllééttrriiccooss ddee IInndduuççããoo TTrriiffáássiiccoo 
 
 Motor Síncrono 
Os motores síncronos são motores de velocidade constante e proporcional com 
a frequência da rede. Seu uso é limitado a grandes potências e acionamentos 
especiais, que requerem velocidades invariáveis em função da carga. 
 
 Motor Assíncrono 
É utilizado na grande maioria das máquinas e equipamentos industriais por 
serem robustos e mais baratos. Sua velocidade sofre ligeiras variações em função da 
variação da carga mecânica que é inserida ao seu eixo. 
 
 
 
 
 83 
 
 
 
 Classificação dos motores Assíncronos 
 
Os motores assíncronos podem ser do tipo rotor gaiola de esquilo, são assim 
chamados porque seu enrolamento rotórico tem a característica de ser curto-
circuitado, assemelhando-se a uma gaiola de esquilo. Outro tipo de motor assíncrono 
é o motor de anéis ou motor de rotor bobinado, que possui a mesma característica 
construtiva do motor de indução com relação ao estator, mas o seu rotor é bobinado 
com um enrolamento trifásico, cujo acesso é feito através de três anéis com escovas 
coletoras no eixo. 
 
11..1122..44 CCoonnssttrruuççããoo 
 
O MIT é composto, basicamente por duas partes: 
 Estator e rotor, conforme mostra a Figura 1.97. 
 
 
 
: 
Figura 1.98: Motor de indução trifásico em corte. 
Fonte: WEG. 2004. p.11. 
 
 
 
 
 84 
 
 
 
 Rotor 
O rotor é constituído de um eixo onde é acoplada uma carga mecânica, o 
mesmo possui um “pacote” de chapas magnéticas denominado núcleo, que tem como 
objetivo melhorar a permeabilidade magnética do meio. O enrolamento do rotor pode 
ser bobinado ou do tipo Gaiola de Esquilo. 
No rotor Gaiola de Esquilo, os condutores são normalmente de alumínio em 
forma de barras e estão curto circuitados em cada terminal por anéis contínuos, como 
mostra a figura acima. 
Já o rotor Bobinado é constituído de um enrolamento trifásico, fechado 
internamente em estrela, acessível através de três anéis com escovas coletoras no 
eixo, conforme mostra a Figura 1.98. 
 
Figura 1.99: Motor assíncrono de rotor de anéis. 
Fonte: WEG. 2004. p.19 
 
 L0-0=0 
 É formado por uma carcaça normalmente construída de ferro fundido, que é a 
estrutura de todo o conjunto. Internamente a ela existe o núcleo que é um “pacote” de 
chapas magnéticas com a função de concentrar as linhas de indução criadas pelos 
enrolamentos quando são conectados à corrente alternada. Nas ranhuras do núcleo 
do estator, existe o enrolamento trifásico que é constituído de três conjuntos de 
bobinas de cobre defasadas de 120º geométricos. Estas bobinas interagem-se, 
produzindo um campo magnético girante, que só é possível graças à construção do 
estator (as bobinas estão defasadas de 120º geométricos), e por serem alimentados 
por correntes alternadas trifásicas, cujas fases estão defasadas entre si de 120º 
elétricos. 
 
 
 
 85 
 
 
 
11..1122..55 PPrriinnccííppiiooss ddee FFuunncciioonnaammeennttoo 
 Quando é aplicada uma tensão alternada nos enrolamentos do estator, surge 
um campo magnético girante, devido à circulação de corrente. As linhas de indução 
deste campo magnético “cortam” os condutores do rotor, induzindo neles uma 
diferença de potencial (DDP), como o circuito está fechado, surge uma corrente 
induzida que gera um campo magnético em volta dos condutores do rotor, que tende 
a acompanhar, ou alinhar-se, com o campo girante produzido pelo estator, criando 
assim o movimento do eixo do motor. 
 
11..1122..66 CCaarraacctteerrííssttiiccaass ggeerraaiiss ddooss mmoottoorreess 
Os motores elétricos possuem uma placa de identificação, colocada pelo 
fabricante para identificar o motor e mostrar suas principais características, na qual 
pelas normas, deve ser fixada na carcaça do motor em local visível. 
 
Figura 1.100: Dados de placa de um motor. 
 
 
 
 86 
 
 
 
Para instalar adequadamente um motor elétrico, é necessário saber interpretar 
os dados da placa. Geralmente encontramos os seguintes dados nesta placa. 
a) Identificação do Fabricante: nome, marca e endereço do fabricante; 
b) Número de Fases: (porexemplo, TRIFÁSICO ou 3FAS); 
c) Modelo: modelo do motor; 
d) Freqüência Nominal: é a freqüência do sistema elétrico para o qual o motor foi 
projetado; 
 
e) Categoria do Motor: as normas estabelecem 5 categorias básicas de motores: 
classe N, classe H, classe D, classe NY, classe HY (a antiga norma NBR 7094 
estabelecia apenas 3 categorias de motores: N , H e D). A maioria dos motores é 
categoria N. 
f) Potência Nominal: é a potência que o motor pode fornecer dentro de suas 
características nominais, em regime continuo (Watts, CV ou HP); 
g) Velocidade Nominal: indica a velocidade em rotações por minuto (RPM) em 
condições nominais; 
h) Fator de Serviço: é o fator aplicado à potência nominal que indica a máxima 
sobrecarga permissível continuamente. O fator de serviço FS = 1,0 significa que o 
motor não foi projetado para funcionar continuamente acima de sua potência nominal, 
Se o fator de serviço for de 1,15, significa que é admissível uma sobrecarga de 15% 
acima da potência nominal; 
i) Classe de Isolamento: a classe de isolamento identifica o tipo de materiais 
isolantes empregados no isolamento do motor. De acordo com a ABNT as classes de 
isolamento são: 
Classe A = 105°C 
Classe E =120°C 
Classe B = 130°C 
Classe F = 155°C 
Classe H = 180°C 
j) Ip/In: é a relação entre a corrente de partida e a corrente nominal. 
 
 
 
 
 87 
 
 
 
k) Grau de Proteção: a norma NBR 6146 define os graus de proteção dos 
equipamentos elétricos por meio das letras características IP, seguidas por dois 
algarismos, o 1º Algarismo indica o grau de proteção contra penetração de corpos 
sólidos estranhos e contato acidental e o 2º Algarismo indica o grau de proteção 
contra penetração de água no interior do motor. 
 
 
Quadro 5 
Graus de proteção 
 
Fonte: WEG. 2004. p.103. 
 
 
 
 
 88 
 
 
 
l) Tensão Nominal: é a tensão da rede para o qual o motor foi projetado, suportando 
uma variação de aproximadamente 10% (em Volts); 
 
m) Corrente Nominal: é corrente absorvida quando o motor funciona em potência 
nominal (em A); 
 
n) Letra-Código: muitos fabricantes fornecem uma letra-código indicando a relação 
entre corrente nominal com rotor bloqueado sob tensão nominal. Com isso fornece 
uma relação aproximada entre os KVA consumidos por CV de potência com o rotor 
bloqueado. 
 
o) Rendimento Nominal: o rendimento representa a relação em percentual entre a 
potência elétrica fornecida pela rede e a potência mecânica fornecida no eixo. 
m) Fator de potência: Indica a relação entre a potência aparente e a potência ativa. 
 
p) Regime: o regime é o grau de regularidade da carga a que o motor é submetido. 
Os motores normais são projetados para regime contínuo, isto é, um funcionamento 
com carga constante, por tempo indefinido, desenvolvendo potência nominal. São 
previstos, por norma, vários tipos de regimes de funcionamento. 
 
q) Formas de ligação: indica por meio de esquemas e números a forma de se ligar o 
motor. O motor de indução pode ser ligado a uma, duas, ou quatro tensões diferentes, 
padronizadas por norma. As tensões que poderão ser aplicadas ao estator serão 
determinadas pelo tipo de ligação e dependerão do número de terminais (pontas) do 
estator, como por exemplo, o motor de 3 terminais só poderá ser ligado em uma 
tensão, o motor de 6 e 9 terminais poderá ser ligado em 2 tensões e o motor de 12 
terminais poderá ser ligado em 4 tensões. 
No entanto, independente do número de terminais e da tensão aplicada aos terminais 
do motor, através da combinação desejada, a bobina só trabalha com uma tensão, a 
tensão de triângulo. 
As Figuras a seguir apresentam as ligações de motores trifásicos que atualmente são 
as mais usadas em baixa tensão. 
 
 
 
 89 
 
 
 
 Ligação de motores de 06 (seis) terminais: 
 
Figura 1.101: Ligação de motores de seis terminais em triângulo e estrela. 
 
 Ligação de motores de 12 (doze) terminais: 
 
 
Figura 1.102: Ligação de motores de 12 terminais em triângulo-triângulo(220V), estrela-estrela(380V) e 
triângulo(440V). 
 
 
1.13 Transformadores para Comandos Elétricos 
 
11..1133..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
 São dispositivos empregados em comandos elétricos para modificar os valores 
de tensão e/ou corrente, numa determinada relação de transformação, que varia de 
acordo com a aplicação. O transformador de comando tem como objetivo 
compatibilizar a tensão/corrente da rede elétrica com a tensão/corrente necessária no 
comando. 
 
 
 
 90 
 
 
 
11..1133..22 TTiippooss ddee ttrraannssffoorrmmaaddoorreess 
 
 Transformadores de tensão 
 
 São transformadores redutores de tensão cuja função é alimentar circuitos de 
controle, sinalização e comandos (Figura 1.102). 
 
 
Figura 1.103: Transformador de tensão (aspecto físico). 
Fontes: <http://www.inventec.com.br/acessorios> Acesso em: 24 maio 2007. 
<http://www.valvestate.fateback.com>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 
 Simbologia 
Os símbolos do transformador de tensão são mostrados na Figura 1.104. 
 
Figura 1.104: Símbolos do transformador de tensão. 
 
 Constituição 
 São compostos por duas bobinas, sendo uma bobina primária e uma 
secundária, montadas sobre um núcleo de ferro – silício laminado. 
  Núcleo de Ferro: responsável pela concentração do campo magnético 
criado a partir da alimentação do enrolamento primário; 
  Enrolamento Primário: bobina onde aplicamos a tensão que será 
modificada; 
 
 
 
 91 
 
 
 
  Enrolamento Secundário: bobina onde será obtida a tensão 
desejada. 
 
 
Figura 1.105: Construção do transformador. 
Fonte: <http://www.geocities.com/saladefisica/funciona/transformador>. Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 
 
 Funcionamento 
 
Quando uma tensão alternada é aplicada ao enrolamento primário, cria-se um 
campo magnético variável. O enrolamento secundário, ao ser cortado pelo fluxo 
variável, produzirá uma Força Eletromotriz Induzida no enrolamento secundário, que 
é o valor de tensão desejada de saída. 
 
 
 
 
 
 92 
 
 
 
 
Figura 1.106: Funcionamento do transformador. 
Fonte: <http://br.geocities.com/saladefisica7/funciona/transformador> Acesso em: 24 maio 2007. 
 
 
 Características 
 
 Para especificar corretamente um transformador de tensão, é necessário 
conhecer as principais características do dispositivo: 
 
 Relação de Transformação: é a relação entre a tensão aplicada ao 
enrolamento primário e a tensão induzida no enrolamento secundário; 
Ex: Relação de transformação 2:1 – significa que, se aplicarmos 220V no 
enrolamento primário, teremos no secundário 110V. 
 Tensão Nominal do Primário: máxima tensão que deve ser aplicada ao 
enrolamento primário do transformador; 
 Tensão Nominal do Secundário: tensão de saída do transformador. Será 
obtida de acordo com a relação de transformação; 
 Corrente Nominal do Secundário: corrente máxima que pode percorrer o 
enrolamento secundário. 
 
 
 
 
 
 93 
 
 
 
 Aplicações 
 
 Reduzir a tensão da rede a nível compatível com o valor da tensão de 
alimentação dos componentes de comando (bobinas, sinaleiros luminosos, relés, 
etc.). 
 Segurança das pessoas, nas intervenções de manobras e correções de 
defeitos do equipamento. 
 Separar o circuito principal do circuito auxiliar, restringindo e limitando 
possíveis curtoscircuitos a valores que não afetem os condutores do circuito a 
que estão ligados. 
 
 Auto-transformador 
 
 Dispositivo usado para reduzir a tensão de partida dosmotores de rotor em 
curto - circuito, mantendo um conjugado para a partida e aceleração do motor. 
 
 Simbologia 
 
O símbolo do autotransformador trifásico é mostrado na Figura 1.107. 
 
 
Figura 1.107: Autotransformador trifásico. 
 
 
 
 
 
 94 
 
 
 
 Constituição 
 
 É constituído por três bobinas enroladas sobre um núcleo de ferro laminado, 
formando um conjunto trifásico. As bobinas possuem derivações, normalmente 65% e 
80%, que são ligadas à carga. Os três bornes superiores das bobinas são ligados à 
rede elétrica e nos outros três inferiores se faz um fechamento em estrela (Y), 
conforme mostra a Figura 1.108. 
 
 
 
Figura 1.108: Conexões e taps do autotransformador. 
 
 Funcionamento 
 
 Os motores trifásicos de rotor em curto-circuito absorvem na partida valores de 
corrente que podem atingir até 07 vezes o seu valor nominal. 
 Ligando-se a alimentação da rede aos terminais de entrada do 
autotransformador e a carga em uma de suas derivações, com percentual definido 
(65% ou 80%), reduziremos ao percentual do valor da derivação a tensão na carga, 
reduzindo a corrente na partida do motor. 
 Importante: a capacidade do autotransformador deve ser compatível com a 
potência do motor. 
 
 
 
 95 
 
 
 
 Transformador de corrente – TC 
O transformador de corrente é um dispositivo que reduz os valores de correntes 
a outros de menor intensidade, de acordo com sua relação de transformação (Figura 
1.109). 
 
 
Figura 1.109 Transformador de corrente. 
 
 
 Simbologia 
Os símbolos do transformador de corrente estão mostrados na Figura 1.110. 
 
 
 
Figura 1.110: Símbolos do transformador de corrente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 96 
 
 
 
 Funcionamento 
 O enrolamento primário é o próprio barramento ou cabo que conduz a corrente 
da carga, que tem um valor elevado, e deverá ser reduzida. Essa corrente induz uma 
corrente na bobina do secundário, tão menor quanto maior a relação de 
transformação do TC. O secundário alimenta os instrumentos ou dispositivos que irão 
funcionar com corrente reduzida. 
 Devido às características construtivas do TC, surgem tensões de vários 
kilovolts nos terminais do secundário, caso seja aberto em funcionamento. 
 
Os inconvenientes destes fatos são: 
 Risco de vida para operadores; 
 Aquecimento excessivo: causa a destruição do isolamento e pode 
provocar contato entre o circuito primário, o secundário e a terra; 
 Se não houver danos; possibilidade de alteração nas características de 
funcionamento e de precisão. 
 
 Por medida de segurança pessoal e do próprio aparelho, nunca deixe o TC com o 
secundário aberto. Se for necessário realizar qualquer operação neste circuito, deve-se curto 
– circuitá-lo antes com um condutor de baixa impedância. 
 
 
 Aplicações 
 São normalmente usados em circuitos onde se deseja fazer medições ou 
proteção. 
 Medição: imagine uma situação em que se necessite medir uma corrente de 
1000A. Usando-se um TC com relação de 1000/50 e um amperímetro 
adequado para esta situação (com escala graduada de 0 – 1000A), faz-se a 
medição. Quando circular uma corrente de 1000 A pelo circuito, será de 50A a 
corrente no secundário do TC e no amperímetro, que indicará a medida real, ou 
seja, 1000A . 
 
 
 
 97 
 
 
 
 
Figura 1.111: TC com relação de transformação de 1000/50A. 
Fonte: SENAI. MG. p. 110. 
 
 
 Proteção: neste caso, o TC é associado a um relé térmico, cuja corrente 
nominal é inferior à da rede. Se usarmos um TC com relação 200 / 5, significa 
que quando houver uma corrente de 200 A na rede, a corrente no relé será de 
5 A. Dessa forma, o relé térmico terá seu tamanho reduzido e poderá ser um 
relé normalizado (da linha de produção). 
 
1.14 Chaves Seccionadoras 
 
11..1144..11 -- DDeeffiinniiççããoo 
Segundo a norma IEC-60947-3, seccionador é um dispositivo de manobra 
(mecânico) que assegura, na posição aberta, uma distância de isolamento que 
satisfaz requisitos de segurança especificados. O seccionador deve ser capaz de 
fechar ou abrir um circuito, ou quando a corrente estabelecida ou interrompida é 
desprezível, ou quando não se verifica uma variação significativa na tensão entre 
terminais de cada um dos seus pólos. 
Um seccionador deve ser capaz também de conduzir correntes em condições 
normais de circuito, e também de conduzir por tempo especificado, as correntes em 
condições anormais do circuito, tais como as de curto-circuito. 
 
 
 
 
 98 
 
 
 
As chaves seccionadoras têm as seguintes funções: 
 
 Isolar equipamentos ou linhas para a execução de manutenção; 
 Manobrar circuitos (transferência de circuitos entre os barramentos de 
uma subestação); 
 “Bypassar” equipamentos, por exemplo: disjuntores ou capacitores 
série para execução de manutenção ou por necessidade operativa. 
 
 
No contexto apresentado, Bypassar significa criar um caminho alternativo para a 
corrente elétrica. 
 
As seccionadoras somente podem operar quando houver uma variação de 
tensão insignificante entre os seus terminais ou nos casos de interrupção ou 
restabelecimento de correntes insignificantes. 
 
11..1144..22 TTiippooss ddee CChhaavveess 
 
 Chave Seccionadora Primária 
É um equipamento destinado a interromper, de modo visível, a continuidade 
metálica de um determinado circuito.Devido a seu poder de interrupção ser praticamente 
nulo, as chaves seccionadoras devem ser operadas com o circuito a vazio (somente 
tensão).Também são fabricadas chaves seccionadoras interruptoras, do tipo manual 
ou automática, que são capazes de desconectar um circuito operando a plena carga. 
As chaves seccionadoras podem ser construídas com um só pólo (unipolares) 
ou com três pólos (tripolares). As primeiras são próprias para utilização em redes 
aéreas de distribuição; o segundo tipo, normalmente, é utilizado em subestações de 
instalação abrigada, em cubículo de alvenaria ou metálico. 
 
 
 
 
 99 
 
 
 
Observe as Figuras 1.112 e 1.113 
 
Figuras 1.112: Secionador monopolar de alta tensão a vazio (fechado - aberto). 
Fonte: <http://www.celsa.com.co/protecciones/espanol/seccionador>. Acesso em 05 jul. 2007. 
 
 
 Mecanismo de operação 
O mecanismo de operação da seccionadora pode ser manual ou motorizado. A 
operação manual pode ser feita por uma simples vara isolante (por exemplo: chave-
fusível em redes de distribuição) ou por uma manivela (ou volante) localizada na base 
do seccionador. A operação motorizada pode ser feita por um único mecanismo que, 
através de hastes, comanda a operação conjunta dos três pólos ou por mecanismos 
independentes para cada pólo do seccionador (pantográficos e semi-pantográficos). 
A seccionadora motorizada, geralmente, tem mecanismos de operação 
manual, usados em caso de defeito do mecanismo motorizado ou no caso de ajuste 
das lâminas durante os serviços de manutenção. 
 
 
 
 
 
 
 100 
 
 
 
 
 
Figura: 1.113: Seccionador tripolar a vazio – alta tensão. 
Fonte: <http://www.amt.efacec.pt/images>. Acesso em: 05 jul. 2007. 
 
 
 
 
 
Figura 1.114: Interruptor-Seccionador fusível – alta tensão. 
Fonte: <http://www.amt.efacec.pt/images>. Acesso em: 05 jul. 2007. 
 
 
 
 
 
 101 
 
 
 
 Especificação Sumária 
Para especificar uma chave seccionadora tripolar primária é necessário que 
sejam definidos os seguintes elementos: 
 corrente nominal, em A; 
 tensão nominal, em kV; 
 tensão suportável a seco, em KV; 
 tensão suportávelsob chuva, em kV; 
 tensão suportável de impulso (TSI), em kV; 
 uso (interno ou externo); 
 corrente de curta duração para efeito térmico, valor eficaz, em kA; 
 corrente de curta duração para efeito dinâmico, valor de pico, em kA; 
 tipo de acionamento (manual: através de alavanca de manobra, ou 
motorizada). 
 
 Chave seccionadora tripolar de baixa tensão 
É um equipamento capaz de permitir a abertura de todos os condutores não 
aterrados de um circuito, de tal modo que nenhum pólo possa ser operado 
independentemente. As chaves seccionadoras podem ser classificadas em dois tipos: 
seccionadora com abertura sem carga e seccionadora sob carga ou interruptor. 
 Chave seccionadora com abertura sem carga (a vazio) 
 
O Seccionador a vazio é um equipamento de manobra que deve operar sempre 
a vazio, ou seja; sem corrente. 
 É uma chave de comando manual (local ou à distância quando 
motorizada). 
 Destina-se especificamente para fins de manutenção; 
 Pode ser construída para instalações abrigadas ou no tempo; 
 Geralmente é equipada com contatos auxiliares, permitindo o 
intertravamento com disjuntores ou outros equipamentos de manobra; 
 Não contém câmara para extinção de arco voltaico, o que a torna 
inadequada para operação sob carga. 
 
 
 
 
 102 
 
 
 
 Simbologia 
 
Observe as Figuras 1.115 e 1.116 
 
 
 
Figura 1.115: Simbologia de seccionador acionado sem carga. 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.116: Simbologia de seccionador-fusível acionado sem carga. 
 
 
 
 
 Chave seccionadora sob carga ou interruptor 
 
Tem a capacidade de operar com o circuito desde a condição de carga nula até 
a de carga plena. As seccionadoras de atuação em carga são providos de câmaras de 
extinção de arco e de um conjunto de molas capaz de imprimir uma velocidade de 
operação elevada. (Figura 1.117). 
 
 
 
 
 103 
 
 
 
 
Figura 1.117: Seccionador para manobra sob carga. 
Fonte: <http://www.jaguareletrica.com.br/imagens/seccionadora>. Acesso em: 05 jul. 2007. 
A principal função das chaves seccionadoras é permitir que seja feita 
manutenção segura numa determinada parte do sistema. Quando as seccionadoras 
são instaladas em circuitos de motores, deve-se desligar tanto os motores como o 
dispositivo de controle. 
Sobre os dispositivos de seccionamento pode-se estabelecer: 
 A posição dos contatos ou dos outros meios de seccionamento deve ser visível 
do exterior ou indicada de forma clara e segura; 
 Os dispositivos de seccionamento devem ser projetados e/ou instalados de 
forma a impedir qualquer restabelecimento involuntário. Esse restabelecimento 
poderia ser causado, por exemplo, por choque ou vibrações; 
 Devem ser tomadas medidas para impedir a abertura inadvertida ou 
desautorizada dos dispositivos de seccionamento, apropriados à abertura sem 
carga. 
Recomenda-se que as seccionadoras utilizadas em circuitos de motores de até 
600 V devem ser dimensionadas pelo menos para 115% da corrente nominal, isto é: 
I = 1,15 x Inm 
Quando são instalados em circuitos de capacitor, devem ser dimensionados 
pelo menos para 135% da corrente nominal do banco, ou seja: 
Isec = 1,35 x Icap 
 
 
 
 104 
 
 
 
As chaves seccionadoras devem ser dimensionadas para suportar, durante o 
tempo de 1s, a corrente de curto-circuito, o valor eficaz (corrente térmica) e o valor de 
crista da mesma corrente (corrente dinâmica). 
 Seccionadoras sem porta fusíveis 
 Apresentam as mesmas características das seccionadoras sob carga, 
porém, não permitem a incorporação de fusíveis. 
 Os fusíveis, quando previstos, devem ser montados separadamente 
 
 
Figura 1.118: Simbologia de seccionador sob carga. 
 
 
 Seccionadoras com porta fusíveis 
 
 
 
Figura 1.119 : Seccionadoras sob carga. 
Fonte:http://www.mediaibox.siemens.com.br/templates/produto. Acesso em: 05 jul. 2007. 
 
 
 
 
 105 
 
 
 
 São chaves tripolares normalmente utilizadas em instalações industriais no 
ramo de alimentação de motores; 
 Também são utilizadas como chave geral de distribuição de circuitos; 
 São usadas com fusíveis incorporados, sobrepostos na sua parte frontal; 
 Oferecem segurança na troca de fusíveis, uma vez que quando desligadas, 
os fusíveis ficam sem tensão. 
 Permitem um seccionamento seguro mesmo quando a carga estiver 
conectada. 
 
 Simbologia 
 
 
Figura 1.120: Simbologia de seccionador-fusível sob carga. 
 
 
 1.15 Sinalização 
 
11..1155..11 IInnttrroodduuççããoo 
A sinalização é uma forma visual, ou sonora, de indicar uma determinada 
operação em um circuito, em uma máquina ou num conjunto de máquinas. Pode ser 
feita por buzinas, campainhas, sinaleiros luminosos ou sinalizadores audiovisuais. 
Neste estudo serão abordados apenas os sinaleiros luminosos. 
 
11..1155..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
Os símbolos dos sinalizadores mais usados estão no Quadro 6. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 106 
 
 
 
Quadro 6 
Sinalização audiovisual. 
 
 
 
11..1155..33 SSiinnaalleeiirrooss lluummiinnoossooss 
São sinaleiros usados para indicar as condições de operação de um circuito, 
através de um visor com cores padronizadas. (Figura 1.121). 
 
 
Figura 1.121: Alguns modelos de sinaleiros luminosos. 
Fonte:<http://www.schmersal.com.br/catalogos>.Acesso em: 28 maio 2007. 
 
 Constituição 
 
O sinaleiro luminoso é constituído de um elemento frontal de sinalização e um 
elemento soquete que podem estar agrupados em uma peça e em alguns casos 
são modulares, conforme descrito a seguir: 
 
 
 
 107 
 
 
 
a) Elemento frontal de Sinalização 
 Possui um visor colorido à frente de uma lâmpada conforme mostra figura 
1.121. As cores dos visores são padronizadas para as principais aplicações e estão 
relacionadas no Quadro 7. 
 
 
 
 
Figura 1.122: Visor frontal de sinaleiro. 
Fonte: http://www.schmersal.com.br/catalogos. Acesso em: 28 maio 2007. 
 
 
 
Quadro 7 
Cores padronizadas de sinalizadores. 
 
 
 
 
 
Cor 
Condições de 
operação 
Exemplos de aplicação 
Vermelho Condições Anormais 
 Indicação de que a máquina está paralisada devido à 
atuação de um dispositivo de proteção, perante, por 
exemplo, uma sobrecarga ou a qualquer falha. 
Verde 
Equipamento pronto 
para operar 
 Partida normal; todos os dispositivos auxiliares 
funcionam e estão prontos para operar. A pressão 
hidráulica ou a tensão estão nos valores 
especificados. O ciclo de operação está concluído e a 
máquina está pronta para operar novamente. 
Amarelo Atenção ou cuidado 
 O valor de uma grandeza aproxima-se do seu valor 
limite (corrente, temperatura).-Sinal para ciclo de 
operação automático. 
Branco 
Circuitos sob tensão em 
operação 
(funcionalmente) normal 
 Chave principal na posição LIGA.-Escolha da 
velocidade ou do sentido de rotação.-Acionamentos 
individuais e dispositivos auxiliares estão operando. 
 Máquina em movimento. 
Azul Informação 
 Todas as funções para as quais não se aplicam as 
cores acima 
 
 
 
 108 
 
 
 
Em alguns casos, pode-se usar sinaleiro com visor translúcido, que possibilita 
a inserção de dizeres, números ou símbolos em suas lentes. 
A especificação é feita de acordo com o modelo (que determina suas 
dimensões, cores, etc.), diâmetro da furação e forma de fixação ao painel, que é por 
meio de rosca no corpo do sinalizador. 
 
b) Elemento Soquete 
É um dispositivo acoplável aos elementos frontais de comando. São projetados 
para uso de lâmpadas incandescentes - soquetes E-14 eBA9S. O elemento soquete 
pode ser acoplado a um transformador, resistor, conversor ou um pisca - pisca, de 
acordo com as características elétricas da lâmpada usada e do tipo de sinalização, 
conforme Figura 1.123. 
 
Figura 1.123: Elemento soquete. 
Fonte: SENAI. MG. 1998. p. 93. 
 
A especificação do sinaleiro é feita de acordo com o tipo de lâmpada a 
ser usada, tensão, potência e temperatura nos quais o componente será 
submetido. 
Exemplo: 
220V/2W (T= 85º C) 
Abaixo estão apresentados alguns dados técnicos de sinaleiros da Linha 
Sinofix, retirados de catálogo eletrônico da Ace Schmersal. 
 “Corpo: Termoplástico”; 
 Aro frontal: Termoplástico; 
 Visor: Termoplástico, internamente estriado ou serrilhado; 
 
 
 
 109 
 
 
 
 Fixação ao painel: Por pressão/encaixe no furo; 
 Espessura da chapa do painel: Entre 0,8 e 2,0 mm; 
 Lâmpadas: a) Incandescente de 6, 12, 24 e 48 ~ / b) Neon de 110 e 
220V~ (com resistor)/c) Diodos luminosos de 6, 12, 24 e 48V~ (com 
resistor e diodo de proteção) d) LED de 6, 12, 24, 48 e 110V; 
 Ligação: Terminais chatos de latão estanhado 2,8 x 0,8 mm, 
soldáveis ou "plug-in"; 
 Temperatura admissível: 70º C; 
 Proteção: IP40 no frontal do painel. 
 
1.16 Terminais 
 
1.16.1 Introdução 
 
 Os terminais são componentes que são conectados aos condutores dos 
circuitos e tem como função aumentar o contato elétrico entre o condutor e o borne ou 
outro local a ser conectado o condutor, eliminando assim, as perdas devido ao mal 
contato. 
11..1166..22 TTiippooss ddee tteerrmmiinnaaiiss 
 
 Terminal e luva pré isolados 
São terminais fabricados em cobre eletrolítico com acabamento estanhado e a 
isolação em PVC, normalmente tem ranhuras no interior para melhorar o contato 
elétrico e aumentar a resistência ao deslizamento do condutor. Normalmente abrange 
as bitolas de 0,25 a 6mm², podendo ser sem isolação, pré-isolados e pré-isolados 
reforçados. Constituem-se em: anéis, forquilhas, forquilhas tipo anel, anzóis, linguetas 
planas, forquilhas pontas dobradas, pinos, pinos retos, luvas de emenda, paralelos de 
derivação, etc. 
 
 
 
Figura 1.124: Terminais. 
Fonte: < http://www.crimper.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007. 
 
 
 
 110 
 
 
 
É possível identificar a seção transversal do cabo que poderá ser conectado 
aos terminais através de um código de cores, sendo: 
Exemplo: 
 Os terminais de cor vermelha – Cabos de 0,5 a 1,5 mm²; 
 Os terminais de cor azul – Cabos de 1,5 a 2,5 mm²; 
 Os terminais de cor amarela – Cabos de 4,0 a 6,0 mm². 
 
 
 
Figura 1.125: Identificação dos terminais pela cor. 
Fonte: <http://www.intelli.com.br/produtos.phpis>. Acesso em: 29 maio 2007. 
 
 Terminais de encaixe 
São terminais fabricados a partir de fitas de latão ou cobre, possui tratamento 
superficial de estanho. Abrange as bitolas de 0,25 a 6mm², podendo ser sem isolação, 
com isolação e com garra, pré-isolados, pré-isolados reforçados, totalmente isolados 
e isolados em acopladores de nylon. Constituem-se normalmente em engates tipo 
fêmea, engates tipo fêmea totalmente isolados, engates tipo macho, engates tipo 
macho-fêmea, etc. 
 
 
 
Figura 1.126: Terminais de encaixe. 
Fonte: < http://www.intelli.com.br/produtos>. Acesso em: 29 maio 2007. 
 
 
 
 111 
 
 
 
 Terminais e luvas tubulares 
 
Normalmente são fabricados a partir de tubos de cobre de alta condutibilidade 
e possui tratamento superficial de estanho, resistente aos efeitos da corrosão. 
Abrange a bitolas de 0,50 a 630,00mm², podendo ser nos seguintes modelos: 
terminais tubulares: 1 furo e 1 compressão ou 1 furo e 2 compressões, 2 furos e 1 
compressão ou 2 furos e 2 compressões. Luvas tubulares: 1 compressão ou 2 
compressões, ambas com limitador central para posicionar corretamente os 
condutores. 
 
 
 
Figura 1.127: Terminais e luvas tubulares. 
Fonte: < http://www.crimper.com.br>. Acesso em: 29maio 2007. 
 
 Terminal Pré-isolado tipo ilhós (Pino Tubular) 
 
“São terminais fabricados em cobre com camada de estanho. Apropriado para 
uso em componentes eletro-eletrônicos que exigem reduzidas dimensões para 
contato e excelente resistência às vibrações. Disponíveis para cabos de bitola 0,75 a 
25 mm².” 
 
 
 
 
 
Figura 1.128: Terminais tipo ilhós. 
Fonte: < http://www.intelli.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007. 
 
 
 
 
 112 
 
 
 
 Ferramentas 
As ferramentas para aplicação deverão ser escolhidas de acordo com o tipo de 
terminal que está sendo utilizado. Na Figura 1.129 estão representados alguns tipos 
de alicates usados para aplicação de terminais, disponíveis no mercado. 
 
Figura 1.129: Alicates prensa-terminais. 
Fonte: <http://www.hellermann.com.br>. Acesso em: 29 maio 2007. 
 
 
 
 
 113 
 
 
 
1.17 Bornes de conexão 
 
11..1177..11 IInnttrroodduuççããoo 
 São dispositivos usados nas instalações elétricas para facilitar o processo de 
interligação entre circuitos, como alimentação, carga, teste, e medição, 
proporcionando para tais circuitos, a possibilidade de derivações, emendas, 
continuidade, ligações, saídas, etc. (Figura 1.130). 
 
 
 
Figura 1.130 Bornes de conexões. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/upfiles>. Acesso em: 30 maio 2007. 
 
 
 
11..1177..22 SSiimmbboollooggiiaa 
 
O símbolo de borne de conexão é mostrado na Figura 1.131. 
 
 
Figura 1.131 Símbolo de borne de conexão. 
 
 
 
 
 114 
 
 
 
11..1177..33 CCoonnssttiittuuiiççããoo ddee uumm ssiisstteemmaa ddee ccoonneexxããoo 
 Os conectores, com seus respectivos acessórios representam um sistema fácil 
e flexível de conexões, resolvendo inúmeros problemas de ligações elétricas, 
mediante um mínimo de peças necessárias. Os componentes deste sistema são: 
a) Componente principal: conector unipolar 
b) Acessórios: placa final, garra final, trilho, placa separadora, ponte de interligação, 
identificadores e tampa de proteção. 
+ 
Figura 1.132: Componentes de um sistema de conexão. 
Fonte: <http://www.conexel.com.br>. Acesso em: 16 maio 2007. 
 
 Conector Unipolar 
 Possui corpo isolante que permite a montagem e isolamento das peças 
condutoras (contatos). Apresenta bornes em seus extremos, para entrada dos 
condutores e em sua parte inferior uma saliência, que serve para encaixe do conector 
ao trilho (Figura 1.133). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.133: Conector unipolar. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br>. Acesso 30 maio 2007. 
 
 
 
 115 
 
 
 
 Placa Final 
 É uma placa isolante que serve para fechar o último conector montado no 
trilho, conforme mostra a Figura 1.134. 
 
 
 
Figura 1.134 Placa final. 
Fonte: <http://www.conexel.com.br>. Acesso em: 16 maio 2007. 
 
 
 
 Garra Final 
 
 Elementos que são fixados nas extremidades do trilho, para evitar o 
desprendimento dos conectores. Para cada conjunto de conectores são utilizadas 
duas garras de fixação, também chamadas de postes. 
Observe a Figura 1.135. 
 
 
 
Figura 1.135: Garra final ou poste. 
Fonte: <http://www.conexel.com.br>. Acesso em: 16 maio 2007. 
 
 
 
 
 
 
 116 
 
 
 
 Trilho 
 
 É o elemento suporte, onde serão fixados os conectores unipolares e outros 
elementos acessórios, apresentado na Figura 1.136. 
 
 
 
 
Figura 1.136. Trilho. 
Fonte: <http://www.conexel.com.br> . Acesso em: 16 maio 2007. 
 
 
 Placa Separadora 
 É uma placa que serve para separar e isolar os bornes. Na Figura 1.137, 
podemos observar um conjunto deconectores unipolares, onde temos 03 placas 
separadoras na cor amarela. 
 
 
Figura 1.137: Placa separadora. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br>. Acesso em: 30 maio 2007. 
 
 
 
 
 
 117 
 
 
 
 Ponte de Interligação 
 
 Serve para interligar dois ou mais conectores, de acordo com a necessidade do 
circuito. (Figura 1.138). 
 
 
Figura 1.138: Ponte de interligação. 
Fonte: <http://www.conexel.com.br> . Acesso em: 16 maio 2007. 
 
 
 Identificadores 
 
 São de diversos modelos e utilizados para identificar os bornes dos conectores. 
São encaixados no conector manualmente. Observe a Figura 1.139. 
 
 
 
Figura 1.139: Identificador de bornes. 
Fonte: <http://www.conexel.com.br>. Acesso em: 16 maio 2007. 
 
 
11..1177..44 CCaarraacctteerrííssttiiccaass eellééttrriiccaass 
 
As principais características deste dispositivo são: 
 Tensão de Isolação: deve superar o valor da tensão da rede onde 
serão instaladas. 
 
 
 
 118 
 
 
 
 Corrente Nominal: varia de acordo com a capacidade de corrente dos 
condutores instalados. 
 Seção dos Condutores: possuem uma faixa para os valores de seção, 
que estabelece os limites máximo e mínimo das bitolas dos condutores 
adequados a cada tipo de borne. 
 Tensão Nominal: deve ser compatível com a tensão onde o borne será 
instalado. 
A Tabela 3 apresenta os dados técnicos de um conector da linha 8WAI da Siemens. 
 
Tabela 3 
Conector 8WAI Siemens 
Seção (mm2) 2,5 4,0 
Corrente Permanente (A) 26,0 34,0 
Tipo de condutor 
Fio (mm2) 
Cabo Flexível (mm2) 
 
0,25 - 4,0 
0,5 - 2,5 
 
0,5 - 6,0 
1,5 - 4,0 
Temperatura Ambiente até 55º até 55º 
Temperatura Máxima 100º 100º 
Tensão de Isolação 800 V 800 V 
 
11..1177..55 TTiippooss ddee ccoonneeccttoorreess uunniippoollaarreess 
 
 Conectores de Passagem 
 São usados para permitir a continuidade do circuito, emenda nos condutores, 
saídas, etc. São fabricados para cabos entre 2,5 mm2 e 35 mm2 (Figura 1.140). 
 
 
Figura 1.140: Conectores de passagem. 
Fonte: http://www.siemens.com.br/upfiles>. Acesso em: 30 maio 2007. 
 
 
 
 
 119 
 
 
 
 Conectores Seccionadores de Medição 
 São utilizados para testar e seccionar circuitos com transformadores de 
corrente, sem interrupção do serviço (Figura 1.141). 
 
 
 
Figura 1.141: Conectores seccionadores. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/upfiles>. Acesso em: 30 maio 2007. 
 
 
 Conector Seccionador Fusível 
 Além de fazer a conexão entre as partes do circuito, destina-se à proteção de 
curto-circuito (Figura 1.142). 
 
 
 
Figura 1.142: Conector seccionador fusível. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br/upfiles>. Acesso em: 30 maio 2007. 
 
 
 
 Conectores Terra 
 É um tipo de conector de passagem que efetua a continuidade elétrica dos 
circuitos e o aterramento dos mesmos. 
 
 
 
 
 
 120 
 
 
 
 
 
Figura 1.143: Conector Terra. 
Fonte: <http://www.siemens.com.br> Acesso em: 30 maio 2007. 
 
 
OBS: além dos conectores unipolares, existem outros tipos, tais como: conectores em barra 
(Sindal), conectores para motores, etc... 
 
 
1.18 SOFT-STARTER 
 
11..1188..11 IInnttrroodduuççããoo 
 
Algumas técnicas foram desenvolvidas com o objetivo de controlar a corrente 
de partida de motores elétricos, um claro exemplo é o sistema que utiliza as chaves 
de partida tipo soft-starter. 
 
Estes equipamentos eletrônicos vêm assumindo significativamente o lugar de 
outros sistemas anteriormente desenvolvidos, principalmente porque faz com que a 
partida do motor seja realizada de forma suave, aumentando desta forma a qualidade 
da partida. 
 
 
 
 121 
 
 
 
 
Figura 1.144: Aspecto físico de uma soft-starter. 
Fonte: <http://www.wegelectricalmotors.com>. Acesso em: 31 maio 2007. 
 
11..1188..22 PPrriinnccííppiiooss ddee ffuunncciioonnaammeennttoo//eessttrruuttuurraa bbáássiiccaa 
 
Segundo o Guia de aplicação de Soft-starter: 
 
“O funcionamento das soft-starters está baseado na utilização de 
um circuito eletrônico de potência, que é comandado através de 
uma pa eletrônica de controle, a fim de ajustar a tensão de saída, 
conforme uma programação feita previamente...” (WEG, p.65). 
 
“Um Soft-Starter que inclua características de otimização de energia 
altera a operação do motor. A função de otimização de energia 
reduz a tensão aplicada aos terminais do motor de modo que a 
energia necessária para suprir o campo seja proporcional à 
demanda da carga. Isso nos trás benefícios na prática, pois é 
comum selecionar um motor com potência superior ao máximo que 
 
 
 
 122 
 
 
 
a carga exige. O motor selecionado para qualquer aplicação estará 
quase certamente sobredimensionado e por esta razão, quando 
alimentado à tensão nominal, esta energia poderá ser economizada, 
mesmo à plena carga.” (WEG, p. 74). 
 
 Além disso, existe, ainda, algumas aplicações onde a potência do motor deve 
ser definida em função de um pico de carga, que ocorre intermitentemente, apesar de 
a carga nominal muitas vezes ser muito menor, como no caso de compressores. 
Como podemos ver na Figura 1.145, a soft-starter controla a tensão da rede 
através do circuito de potência, onde variamos o valor eficaz de tensão aplicada ao 
motor. A seguir, faremos uma análise mais detalhada de cada uma das partes 
individuais desta estrutura, já que notamos nitidamente que podemos dividir a 
estrutura acima em duas partes: o circuito de potência e o circuito de controle. 
Figura 1.145: Diagrama em blocos simplificado. 
Fonte: WEG. Guia de aplicação de soft-starter. p. 65 
 
 
 
 
 123 
 
 
 
 Circuito de potência 
 
Segundo o Manual de treinamento WEG, módulo Comando e proteção, p.399, 
 
“Este circuito é por onde circula a corrente que é fornecida para o 
motor. É constituído basicamente pelos SCRs e suas proteções, e 
os TCs (transformadores de corrente). Os transformadores de 
corrente fazem a monitoração da corrente de saída permitindo que o 
controle eletrônico efetue a proteção e manutenção do valor de 
corrente em níveis pré-definidos (função limitação de corrente 
ativada).” 
 
 Circuito de controle 
De acordo com o Manual de treinamento WEG, módulo 1 – comando e proteção. p. 
399: 
 
“Onde estão os circuitos responsáveis pelo comando, monitoração e 
proteção dos componentes do circuito de potência, bem como os 
circuitos utilizados para comando, sinalização e interface homem-
máquina que serão configurados pelo usuário em função da 
aplicação. Atualmente a maioria das chaves soft-starters disponíveis 
no mercado são microprocessadas, sendo assim, totalmente 
digitais. Alguns fabricantes ainda produzem alguns modelos com 
controle analógico, mais no sentido de oferecer uma opção mais 
barata para aplicações onde não sejam necessárias funções mais 
sofisticadas.” 
 
 
11..1188..33 PPrriinncciippaaiiss ccaarraacctteerrííssttiiccaass// ffuunnççõõeess 
Além das características mostradas anteriormente as soft-starters também 
apresentam funções programáveis que permitirão configurar o sistema de 
acionamento de acordo com as necessidades do usuário. 
 
 Rampa de tensão na aceleração 
As chaves soft-starters têm uma função que gera, na saída da mesma, uma 
tensão eficaz gradual e continuamente crescente até que seja atingida a tensão 
nominal da rede. Graficamente podemos observar isto através da Figura 1.146. 
 
 
 
 
 
 124 
 
 
 
 
Figura 1.146: Rampa de tensão aplicada ao motor na aceleração. 
 
 
“Atentem ao fato de que quando ajustamos umvalor 
de tempo de rampa, e de tensão de partida (pedestal), isto não 
significa que o motor irá acelerar de zero até a sua rotação 
nominal no tempo definido por ta. Isto na realidade dependerá das 
características dinâmicas do sistema motor/carga, como por 
exemplo: sistema de acoplamento, momento de inércia da carga 
refletida ao eixo do motor, atuação da função de limitação de 
corrente, etc . 
 
Tanto o valor do pedestal de tensão, quanto o de 
tempo de rampa são valores ajustáveis dentro de uma faixa que 
pode variar de fabricante para fabricante. 
 
Não existe uma regra prática que possa ser aplicada 
para definir qual deve ser o valor de tempo a ser ajustado, e qual 
o melhor valor de tensão de pedestal para que o motor possa 
garantir a aceleração da carga. A melhor aproximação poderá ser 
alcançada através do cálculo do tempo de aceleração do motor.” 
(WEG. Guia de aplicação de soft-starter. p. 69). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 125 
 
 
 
 Rampa de tensão na desaceleração 
 
“Existem duas possibilidades para que seja executada a parada do 
motor, por inércia ou controlada, respectivamente. Na parada por 
inércia, a soft-starter leva a tensão de saída instantaneamente a 
zero, implicando que o motor não produza nenhum conjugado na 
carga, que por sua vez, irá perdendo velocidade, até que toda 
energia cinética seja dissipada. 
 
Na parada controlada, a soft-starter vai gradualmente reduzindo a 
tensão de saída até um valor mínimo em um tempo pré-definido.” 
(WEG. p. 70) 
 
Graficamente podemos observar a Figura 1.147. 
 
Figura 1.147: Perfil de tensão na desaceleração. 
Fonte: WEG. p. 70. 
 
 Kick Start 
 
“Existem cargas que no momento da partida exigem um esforço 
extra do acionamento em função do alto conjugado resistente. 
Nestes casos, normalmente a soft-starter precisa aplicar no motor 
uma tensão maior que aquela ajustada na rampa de tensão na 
aceleração, isto é possível utilizando uma função chamada ”Kick 
Start.” 
 
 
 
 
 
 
 
 126 
 
 
 
Como podemos ver na Figura 1.147: 
 
“...esta função faz com que seja aplicado no motor um pulso de 
tensão com amplitude e duração programáveis para que o motor 
possa desenvolver um conjugado de partida, suficiente para vencer 
o atrito, e assim acelerar a carga. Deve-se ter muito cuidado com 
esta função, pois ela somente deverá ser usada nos casos onde ela 
seja estritamente necessária.” (WEG. Guia de aplicação de soft-
starter. p. 71-72). 
 
 
 
 
Figura 1.148: Representação gráfica da função “Kick Start”. 
Fonte: WEG. p. 72. 
 
 Limitação de corrente 
 
“Na maioria dos casos onde a carga apresenta uma inércia elevada, 
é utilizada uma função denominada de limitação de corrente. Esta 
função faz com que o sistema rede/soft-starter forneça ao motor 
somente a corrente necessária para que seja executada a 
aceleração da carga.” (WEG. Guia de aplicação de soft-starter. p. 
72). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 127 
 
 
 
 
No Gráfico abaixo podemos observar como esta função é executada. 
 
Gráfico 1: Limitação de corrente. 
Fonte: WEG. p. 402. 
 
“Este recurso é sempre muito útil, pois, garante um acionamento 
realmente suave e, melhor ainda, viabiliza a partida de motores em 
locais onde a rede se encontra no limite de sua capacidade. 
Normalmente nestes casos a condição de corrente na partida faz 
com o sistema de proteção da instalação atue, impedindo assim o 
funcionamento normal de toda a instalação. Ocorre então a 
necessidade de se impor um valor limite de corrente de partida de 
forma a permitir o acionamento do equipamento bem como de toda 
a indústria. A limitação de corrente também é muito utilizada na 
partida de motores cuja carga apresenta um valor mais elevado de 
momento de inércia.” (WEG. Guia de aplicação de soft-starter. p. 
73.). 
 
 Pump control 
 
“Esta função é utilizada especialmente para a aplicação de partida soft-
starter em sistemas de bombeamento. Trata-se na realidade de uma 
configuração específica (pré-definida) para atender este tipo de 
aplicação, onde normalmente é necessário estabelecer uma rampa de 
tensão na aceleração, uma rampa de tensão na desaceleração e a 
habilitação de proteções. A rampa de tensão na desaceleração é 
ativada para minimizar o golpe de aríete, prejudicial ao sistema como 
um todo. São habilitadas também as proteções de seqüência de fase e 
subcorrente imediata.” (WEG. Guia de aplicação de soft-starter. p. 74). 
 
 
 
 
 
 128 
 
 
 
 Economia de energia 
 
“Uma soft-starter que inclua características de otimização de 
energia simplesmente altera o ponto de operação do motor. Esta 
função, quando ativada, reduz a tensão aplicada aos terminais do 
motor de modo que a energia necessária para suprir o campo seja 
proporcional à demanda da carga. 
 
Em termos práticos pode-se observar uma otimização com 
resultados significativos somente quando o motor está operando 
com cargas inferiores a 50% da carga nominal. Isto, diga-se de 
passagem, é muito difícil de encontrar, pois estaríamos falando de 
motores muito sobredimensionados, o que atualmente em virtude da 
crescente preocupação com o desperdício de energia e fator de 
potência, vem sendo evitado a todo custo.” (WEG. Guia de 
aplicação de soft-starter. p. 74-75). 
 
11..1188..44 PPrrootteeççõõeess 
 
 Sobrecorrente imediata na saída 
Ajusta o máximo valor de corrente que a soft-starter permite fluir para o motor por 
período de tempo pré-ajustado, (via parametrização). 
 
 
 
 
 
Gráfico 2: Proteção de sobrecorrente imediata. 
Fonte: WEG. p. 403. 
 
 
 
 
 
 
 129 
 
 
 
 Subcorrente imediata 
“Ajusta o mínimo valor de corrente que a soft-starter permite fluir 
para o motor por período de tempo pré-ajustado (via 
parametrização); esta função é muito utilizada para proteção de 
cargas que não possam operar em vazio como, por exemplo, 
sistemas de bombeamento.” 
 
Gráfico 3: Proteção de subcorrente imediata. 
Fonte: WEG. p. .404. 
 
 
 Sobrecarga na saída (Ixt) 
“Supervisiona as condições de sobrecarga conforme a classe térmica selecionada, 
protegendo o motor termicamente contra sobrecargas aplicadas ao seu eixo.” (WEG. 
Manual de treinamento, p. 404). 
 
 Sobretemperatura no circuito interno de potência 
 
“Monitora a temperatura no circuito de potência através de um 
termostato montado sobre o dissipador de alumínio, onde também 
estão montados os tiristores. Caso a temperatura do dissipador 
superar 90 °C, o termostato irá comutar fazendo com que a CPU 
bloqueie imediatamente os pulsos de disparo dos tiristores, 
enviando uma mensagem de erro que será mostrada no display”. 
(WEG. Manual de treinamento. p. 405). 
 
 
 
 
 
 
 130 
 
 
 
 Seqüência de fase invertida 
 
“Alguns modelos de soft-starters irão operar somente se a 
seqüência de fase estiver correta. Esta proteção pode ser habilitada 
para assegurar que cargas sensíveis a inversão do sentido de giro 
não sejam danificadas, como exemplo, podemos citar o 
acionamento para bombas. Uma desvantagem dos modelos que 
são sensíveis a mudança da seqüência de fase, é que qualquer 
operação de reversão deverá ser feita na saída da chave.” (WEG. 
Manual de treinamento. p. 405). 
 
 Falta de fase na rede 
Detecta a falta de uma fase na alimentação da softstarter e bloqueia os pulsos 
de disparo dos tiristores. 
 
 Falta de fase no motor 
Detecta a falta de uma fase na saída da soft-starter e bloqueia os pulsos de 
disparo dos tiristores. 
 
 Falha no circuito interno 
Detecta se o circuito interno está danificado. Caso exista defeito, bloqueia o 
disparo e envia uma mensagemde erro através do display. 
 
 Erro na CPU (watchdog) 
Ao energizar-se, a CPU executa uma rotina de autodiagnose e verifica os 
circuitos essenciais. Caso haja alguma irregularidade, serão bloqueados os pulsos de 
disparo dos tiristores e será enviada uma mensagem de erro através do display. 
Interferência eletromagnética, também, pode causar a atuação desta proteção. 
 
 Erro de programação 
“Não permite que um valor que tenha sido alterado incorretamente seja aceito. 
Normalmente ocorre quando se altera algum parâmetro com o motor desligado e nas 
condições de incompatibilidade.” (Manual de treinamento WEG, módulo 1 – comando 
e proteção. p. 405). 
 
 
 
 
 131 
 
 
 
 Erro de comunicação serial 
Impede que um valor alterado ou transmitido incorretamente através da porta 
de comunicação serial, seja aceito. 
 Defeito externo 
“Atua através de uma entrada digital programada. São associados dispositivos 
de proteção externos para atuarem sobre esta entrada, como, por exemplo, sondas 
térmicas, pressostatos, relés auxiliares, etc.” (WEG. Manual de treinamento. Módulo 
1: comando e proteção. p. 406.) 
 
11..1188..55 CCoommppaarraaççããoo eennttrree ssiisstteemmaass ddee ppaarrttiiddaa ddee mmoottoorreess 
 
 Comparativo soft-starters x partida estrela-triângulo 
 
ESTRELA-TRIÂNGULO 
Vantagens 
 Custo reduzido. 
 A corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta. 
 Não existe limitação do número de manobras/hora. 
Desvantagens 
 Redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal. 
 São necessários motores com seis bornes. 
 Caso o motor não atingir pelo menos 90% da Velocidade nominal, o pico de 
corrente na comutação de estrela para triângulo é equivalente ao da partida 
direta. 
 Em casos de grande distância entre motor e chave de partida, o custo é 
elevado devido a necessidade de seis cabos. 
 
SOFT-STARTER 
Vantagens 
 Corrente de partida próxima à corrente nominal. 
 Não existe limitação do número de manobras/hora. 
 Longa vida útil, pois, não possui partes eletromecânicas móveis. 
 Torque de partida próximo do torque nominal. 
 
 
 
 132 
 
 
 
 Pode ser empregada, também, para desacelerar o motor. 
Desvantagem 
 Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida. 
 
 Comparativo partida compensada X soft-starters 
 
PARTIDA COMPENSADA 
 Utilização somente em motores de indução standard. 
 Corrente de partida Ip = +/- 3,0 x In 
 Possui normalmente 2 tap’s (65 e 85% da Vn do motor) para ajuste da tensão 
de partida. 
 Gera um pico de corrente instantâneo na transição para a tensão nominal 
(motor em regime) 
 Autotransformador possui condição térmica limitante; não suporta um número 
alto de partidas por hora. 
 Peso e volume elevados. 
 Desgaste das partes móveis de contatores e outros componentes elétricos. 
 
SOFT-STARTERS (PARTIDA ESTÁTICA) 
 Utilização em motores de indução standard e motores de anéis. 
 Corrente de partida = +/- 2,0 x In 
 Possui diversos tap’s (25, 40, 55 ou 75% da Vn do motor) para ajuste da 
tensão de partida (ajuste simples através de dip-switches). 
 Permite aceleração suave pelo acréscimo linear da tensão ao motor não 
gerando picos de corrente. 
 Função Kick-Start (pulso de tensão na partida) para partidas com inércia 
elevada. 
 Existe uma série de proteções, como: limitação de corrente, relé de 
sobrecarga, sobrecorrente, subcorrente, falta de fase incorporados à Soft-
Starter. 
 
 
 
 133 
 
 
 
 Utilização em ciclos com economia de energia com redução automática das 
perdas magnéticas do motor. 
 Ausência de contatos móveis prolongando a vida elétrica do equipamento. 
 Peso e tamanho reduzido. 
 
1.19 Inversores de Frequência 
 
11..1199..11 IInnttrroodduuççããoo 
Um acionamento elétrico é um sistema capaz de converter energia elétrica em 
energia mecânica (movimento), mantendo sob controle tal processo de conversão. 
Estes são normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que 
requerem algum tipo de movimento controlado, como, por exemplo, a velocidade de 
rotação de uma bomba. 
Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação 
dos seguintes elementos: 
 
 Motor: converte energia elétrica em energia mecânica; 
 Dispositivo eletrônico: comanda e/ou controla a potência elétrica entregue ao 
motor; 
 Transmissão mecânica: adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina 
(carga). 
 
Os motores mais utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de 
indução. Estes motores, quando alimentados com tensão e freqüência constantes, 
sempre que não estejam operando a plena carga (potência da carga igual a potência 
nominal do motor) estarão desperdiçando energia. É importante ressaltar, também, o 
fato de que um motor de indução transforma em energia mecânica aproximadamente 
85% de toda a energia elétrica que recebe e que os 15% restantes são 
desperdiçados, sendo assim o acionamento elétrico de máquinas é um assunto de 
extrema importância no que se refere a economia de energia. 
 
 
 
 
 134 
 
 
 
11..1199..22 SSiisstteemmaass ddee vveelloocciiddaaddee vvaarriiáávveell 
Durante muitos anos, as aplicações industriais de velocidade variável foram 
ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia, pelo custo, pela 
eficiência e pelos requisitos de manutenção dos componentes empregados. 
Os sistemas mais utilizados para variação de velocidade foram por, muito tempo, 
implementados como motores de indução de velocidade fixa como primeiro dispositivo 
de conversão de energia elétrica para energia mecânica. Para a obtenção de 
velocidade variável o sistema necessitava de um segundo dispositivo de conversão de 
energia que utilizava componentes mecânicos, hidráulicos ou elétricos. 
Com a disponibilidade no mercado dos semicondutores, a partir dos anos 60 este 
quadro mudou completamente. Mas foi mesmo na década de 80 que, com o 
desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de 
desempenho e confiabilidade, foi possível a implementação de sistemas de variação 
de velocidade eletrônicos. O dispositivo de conversão de energia elétrica para 
mecânica continuou sendo o motor de indução, mas agora sem a utilização de 
dispositivos secundários mecânicos, hidráulicos ou elétricos. 
Em muitos casos a eficiência das instalações equipadas com estes novos dispositivos 
chegou a ser duplicada quando comparada com os sistemas antigos. Estes sistemas 
eletrônicos de variação contínua de velocidade proporcionam, entre outras, as 
seguintes vantagens: 
 
 Economia de energia; 
 Melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos, devido a 
adaptação da velocidade aos requisitos do processo; 
 Elimina o pico de corrente na partida do motor; 
 Reduz a freqüência de manutenção dos equipamentos, entre outras. 
 
Estes novos dispositivos eletrônicos para variação de velocidade de motores 
de indução são conhecidos como Inversores de Freqüência. A aplicação de motores 
de indução tem se regido historicamente pelas características descritas na placa de 
identificação do motor. 
 
 
 
 
 135 
 
 
 
Na aplicação dos inversores de freqüência o motor de indução, ao contrário do 
que acontece quando ligado diretamente à rede de distribuição de energia elétrica, é 
alimentado com freqüência e tensão variável. Isto possibilita obter velocidade variável 
no eixo do próprio motor. 
É muito importante, assim, conhecer e entender o funcionamento destes 
sistemas (motor+inversor)para prevenir erros de aplicação que poderiam acabar com 
os benefícios que estes dispositivos proporcionam. Os técnicos ou engenheiros 
envolvidos com aplicações de velocidade variável não precisam de conhecimentos 
sobre o projeto de motores e projeto de sistemas eletrônicos de comando/controle, 
mas sim sobre o funcionamento e utilização dos mesmos. As dúvidas mais freqüentes 
podem resumir-se nas seguintes perguntas: 
 Como funciona meu motor? 
 Como o motor se comporta ante uma determinada carga? 
 Como eu posso melhorar/otimizar o funcionamento do meu motor e carga? 
 Como eu posso identificar problemas no meu sistema? 
Esta apostila tem por intenção, fornecer, mesmo para pessoas sem experiência 
no assunto, informações sobre o funcionamento dos modernos sistemas de 
velocidade, variáveis disponíveis e como eles se comportam em diferentes cargas, 
tentando assim responder as perguntas formuladas anteriormente. 
 
11..1199..33 AApplliiccaaççõõeess 
Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas 
com velocidade variável. 
Exemplos: 
 
 Bombas: variação de vazão de líquidos 
 Ventiladores: variação de vazão de ar 
 Sistemas de transporte: variação da velocidade de transporte 
 Sistemas de dosagem: variação da velocidade de alimentação 
 Tornos: variação da velocidade de corte 
 Bobinadeiras: compensação da variação de diâmetro da bobina. 
 
 
 
 
 136 
 
 
 
11..1199..44 IInnssttaallaaççããoo ddee iinnvveerrssoorreess ddee ffrreeqquuêênncciiaa 
 
Este capítulo tem como objetivo apresentar os componentes e informações 
gerais necessárias para a instalação de um inversor de freqüência. A utilização de 
cada componente dependerá de cada caso particular. 
 
Serão abordados os seguintes tópicos (ver Figura 1.149): 
 
 Rede de Alimentação; 
 Manobra e proteção: Chave Seccionadora, Fusíveis de Alimentação; 
 Condicionamento da Alimentação: Transformador Isolador, Reatância de 
Rede, Filtro de Rádio Freqüência, Contatores; 
 Interferência Eletromagnética: EMI Interferência Eletromagnética, RFI 
Interferência de RF; 
 Aterramento; 
 Cabos; 
 Dispositivos de Saída: Relés Térmicos, Reatância; 
 Instalação em painéis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 137 
 
 
 
 
Figura 1.149: Instalação de um inversor. 
Fonte: WEG. p.111. 
 
 
 
 
 
 
 138 
 
 
 
 Rede de alimentação elétrica 
Os inversores são projetados para operar em redes de alimentação simétricas. 
A tensão entre fase e terra deve ser constante, se por algum motivo esta tensão varia, 
por exemplo, pela influência de algum outro equipamento ligado a rede, será 
necessário colocar um transformador de isolação. 
 
 Fusíveis 
Os inversores geralmente não possuem proteção contra curto-circuito na 
entrada, sendo assim, é responsabilidade do usuário colocar fusíveis para proteção. 
Estes são normalmente especificados na documentação técnica. 
 
 Condicionamento da rede de alimentação 
Geralmente os inversores podem ser ligados diretamente a rede de 
alimentação. Existem, no entanto, certas condições que devem ser levadas em conta 
na instalação de um inversor, sendo necessária a utilização de transformadores 
isoladores e/ou reatâncias de rede. 
Exemplos: 
 A rede elétrica experimenta freqüentes flutuações de tensão ou cortes de 
energia elétrica (transformador isolador/reatância); 
 A rede elétrica não tem neutro referenciado ao terra (transformador isolador); 
 A rede tem capacitores para correção de fator de potência não conectados 
permanentemente. Isto significa que o banco de capacitores estará sendo 
conectado e desconectado da rede permanentemente (reatância de rede); 
 
Deve se levar em conta que a colocação de uma reatância de rede reduz a 
tensão de alimentação em aproximadamente 2 a 3%. As reatâncias de rede são 
utilizadas, também, para: 
 Minimizar falhas no inversor provocadas por sobretensões transitórias na rede 
de alimentação 
 Reduzir harmônicas 
 Melhorar o fator de potência 
 Aumentar a impedância da rede vista pelo inversor. 
 
 
 
 139 
 
 
 
 Filtro de radiofrequência: 
Os filtros de rádio freqüência são utilizados na entrada dos inversores para 
filtrar sinais de interferência (ruído elétrico) gerados pelo próprio inversor, que serão 
transmitidas pela rede e poderiam causar problemas em outros equipamentos 
eletrônicos. 
Na grande maioria dos casos não são necessários, pois, os inversores já 
possuem internamente um filtro na entrada que evita problemas causados por 
Interferência Eletromagnética (EMI). Caso seja necessário, devem ser montados 
próximos a alimentação do inversor, estando tanto o inversor como o filtro 
mecanicamente sobre uma placa de montagem metálica aterrada, havendo bom 
contato elétrico entre a chapa e os gabinetes do filtro e inversor. 
 
 Contatores 
Com a finalidade de prevenir a partida automática do motor depois de uma 
interrupção de energia, é necessário colocar um contator na alimentação do inversor 
ou realizar algum intertravamento no comando do mesmo. O contador também 
permite um seccionamento remoto da rede elétrica que alimenta o inversor. 
 
 Interferência eletromagnética (EMI) 
 
 Conceitos básicos 
A radiação eletromagnética que afeta adversamente o desempenho de 
equipamentos eletro-eletrônicos é conhecida geralmente por EMI, ou Interferência 
eletromagnética. Muitos tipos de circuitos eletrônicos são suscetíveis a EMI e devem 
ser protegidos para assegurar seu correto funcionamento. Da mesma forma, 
emissões irradiadas desde dentro dos equipamentos eletrônicos podem prejudicar o 
funcionamento dos mesmos ou de outros equipamentos que se encontrem perto 
destes. Para assegurar o correto funcionamento de equipamentos eletrônicos, as 
emissões eletromagnéticas produzidas por equipamentos comerciais não devem 
exceder níveis fixados por organizações que regulamentam este tipo de produtos. 
 
 
 
 
 
 140 
 
 
 
 Em que consistem as EMIs 
 
 
A radiação eletromagnética são ondas eletromagnéticas formadas por dois 
campos: um campo elétrico (“E”) e um campo magnético (“H”) que oscilam um a 90 
graus do outro. A relação de “E” para “H” é chamada a impedância de onda. Um 
dispositivo que opera com alta tensão e baixa corrente geram ondas de alta 
impedância (campos “E”). Reciprocamente, se um dispositivo opera com correntes 
elevadas comparadas a sua voltagem, gera campos de baixa impedância (campo 
“H”). 
A importância da impedância de onda é posta em evidência quando uma onda 
de EMI encontra um obstáculo tal como uma proteção de metal. Se a impedância da 
onda é muito diferente da impedância natural da proteção, a maior parte da energia é 
refletida e a energia restante é transmitida e absorvida através da superfície. 
As emissões eletromagnéticas (EMI) da maioria dos equipamentos comerciais 
são tipicamente de alta freqüência e alta impedância. A maior parte do campo emitido 
é do tipo “E”. Os metais possuem baixa impedância por causa de sua alta 
condutividade. É assim que as ondas eletromagnéticas produzidas por campos “E” 
são refletidas por proteções de metal. Contrariamente, ondas de baixa impedância 
(campo H dominante) são absorvidas por uma proteção de metal. 
 
 Como proteger os equipamentos da EMI 
 
Para proteger os equipamentos é necessário fazer uma blindagem. Entende-se 
por blindagem a utilização de materiais condutivos para absorver e/ou refletir a 
radiação eletromagnética, causando uma abrupta descontinuidade no caminho das 
ondas. Como jáfoi comentado, para ondas de baixa freqüência a maior parte da 
energia é refletida pela superfície da blindagem, enquanto que a menor parte é 
absorvida. 
Para ondas de alta freqüência geralmente predomina a absorção. 
O desempenho da blindagem é uma função das propriedades e configuração do 
material empregado (condutividade, permeabilidade e espessura), da freqüência, e da 
distância da fonte de radiação à proteção (blindagem). 
 
 
 
 141 
 
 
 
 
 
 Aterramento e Blindagem 
 
O aterramento de um equipamento é de extrema importância para o seu 
correto funcionamento, devido a segurança e a blindagem eletromagnética. Todas as 
partes condutoras de um equipamento elétrico que podem entrar em contato com o 
usuário devem ser aterradas para proteger os mesmos de possíveis descargas 
elétricas. 
A blindagem dos equipamentos é realizada normalmente com placas metálicas 
formando um gabinete ou caixa. Estas devem estar ligadas umas as outras através de 
materiais condutores e todas corretamente aterradas. 
 
 Quando é necessária a blindagem eletromagnética 
Todo equipamento que gera ondas EMI (exemplo: transistores chaveando 
cargas a alta freqüência e com altas correntes – inversores) devem possuir blindagem 
eletromagnética e esta deve estar corretamente aterrada. Principalmente quando são 
utilizados em conjunto com outros equipamentos eletrônicos. 
 
 Blindagens eletromagnéticas típicas 
Gabinetes metálicos utilizados em equipamentos eletrônicos provêem bons 
níveis de blindagem eletromagnética, a qualidade desta blindagem depende do tipo 
de metal e espessura utilizada na fabricação dos gabinetes. Plástico e outros 
materiais não condutores, quando utilizados como gabinetes, podem ser metalizados 
com pinturas condutivas, camadas de filme metálico, etc. Portas, aberturas, janelas, 
painéis de acesso, e outras aberturas em gabinetes são um caminho de entrada e 
saída das EMIs. Sendo assim é necessário projetar adequadamente este tipo de 
aberturas para minimizar a radiação emitida e absorvida. 
 
 Cabos 
 
Os sinais elétricos transmitidos pelos cabos podem emitir radiação 
eletromagnética e também podem absorver radiação (se comportam como antenas) 
provocando falsos sinais que prejudicarão o funcionamento do equipamento. É assim 
 
 
 
 142 
 
 
 
que existem cabos especiais com blindagem para minimizar este tipo de 
interferências. 
 
Alguns inversores possuem boa imunidade a interferência eletromagnética 
externa. É necessário, porém, seguir estritamente as instruções de instalação (ex.: o 
gabinete precisa ser aterrado). Se perto do equipamento houver contatores, será 
necessário instalar supressores de transientes nas bobinas dos contadores. 
 
 Cabos 
 
 O cabo de conexão do inversor com o motor é uma das fontes mais 
importantes de emissão de radiação eletromagnética. Sendo assim é necessário 
seguir os seguintes procedimentos de instalação: 
 
 Cabo com blindagem e fio-terra, como alternativa pode ser usado eletroduto 
metálico com fiação comum interna; 
 Blindagem ou eletroduto metálico deve ser aterrado; 
 Separar dos cabos de sinal, controle e cabos de alimentação de equipamentos 
sensíveis; 
 Manter sempre continuidade elétrica de blindagem, mesmo que contatores ou 
relés térmicos sejam instalados entre conversor e o motor. 
 
 Cabos de Sinal e Controle 
 
 Cabo blindado aterrado ou eletroduto metálico aterrado; 
 Separação da fiação de potência; 
 Caso necessário o cruzamento de cabos, fazê-lo a 90º; 
 Caso necessário seguirem na mesma canaleta, usar separador metálico 
aterrado; 
 Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados, conforme Tabela 4. 
 
 
 
 
 
 
 143 
 
 
 
Tabela 4 
Cabos paralelos (potência e sinais de controle) separados 
 
 
 
 
 
 
Figura 1. 150: Instalação de equipamentos. 
Fonte: WEG. p. 117. 
 
 
 
 
 144 
 
 
 
Afastar os equipamentos sensíveis a interferência eletromagnética (CLP, 
controladores de temperatura, etc) dos conversores, reatâncias, filtros e cabos do 
motor (mínimo em 250 mm). 
 
 Aterramento 
 
Aterramento em um Único Ponto: 
 Filtro+conversor+motor; 
 O motor pode também ser aterrado na estrutura da máquina (segurança); 
 Nunca utilizar neutro como aterramento; 
 Não compartilhe a fiação de aterramento com outros equipamentos que 
operem altas correntes (motores de alta potência, máquina de solda, etc); 
 A malha de aterramento deve ter uma resistência L < 10 Ohms; 
 Recomenda-se usar filtros RC em bobinas de contatores, solenóides ou outros 
dispositivos similares em alimentação CA. Em alimentação CC usar diodo de 
roda livre. 
 Conexão de Resistores de Frenagem Reostática 
 Cabo com blindagem aterrada ou eletroduto metálico aterrado; 
 Separado dos demais. 
A rede elétrica deve estar referenciada ao terra (neutro aterrado na subestação). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 145 
 
 
 
Figura 1.151: Montagem típica “CE” em placa metálica. 
Fonte: WEG. p. 119. 
 
 Dispositivos de saída 
 
 Relés térmicos 
 
Os inversores possuem normalmente proteção contra sobrecorrentes que tem 
como finalidade proteger o motor. Quando mais de um motor é acionado pelo mesmo 
inversor será necessário colocar um relé térmico de proteção em cada motor. Como o 
sinal de saída do inversor é chaveado a altas freqüências, podem acontecer disparos 
nos relés, mesmo sem estes terem atingido a corrente nominal de disparo. Para isto 
não acontecer é necessário aumentar a corrente de disparo do relé em 
aproximadamente 10% da corrente nominal do motor. 
 
 Reatância de saída 
Quando a distância entre motor e inversor é grande (valor dependente do tipo 
de motor utilizado) podem ocorrer: 
 
 
 
 146 
 
 
 
1. Sobretensões no motor produzidas por um fenômeno chamado de onda 
refletida. 
2. Geração de capacitâncias entre os cabos de potência que retornam para o 
inversor produzindo o efeito de “fuga a terra”, bloqueando o inversor. Este 
tipo de problemas pode ser solucionado utilizando uma reatância entre o 
motor e o inversor. Esta reatância deve ser projetada especialmente para 
altas freqüências, pois os sinais de saída do inversor possuem freqüências 
de até 20 kHz. 
 
 Instalação em painéis – princípios básicos 
 
 As fiações blindadas nos painéis devem ser separadas das fiações de potência 
e comando. Os sinais analógicos de controle devem estar em cabos blindados com 
blindagem aterrada em apenas um lado, sendo efetuado sempre do lado que o sinal é 
gerado conforme Figura 1.152.’ 
 
 
Figura 1.152: Instalação em painéis. 
Fonte: WEG. p.120. 
 
Os sinais de encoder e comunicação serial devem ser aterrados conforme 
orientação específica no manual do equipamento, o qual estará representado no 
projeto. 
Os cabos de aterramento de barras de (“0V” e malhas) devem ser maior ou 
igual a 4 mm 2. 
 
 
 
 147 
 
 
 
Os cabos de saída de potência dos conversores devem ser separados das 
demais fiações dentro do painel. Quando não é possível, deve cruzar-se a noventa 
graus. 
 
Os cabos de entrada de sinais de transdutores tipo isoladores galvânicos 
devem ser separados dos cabos de saída de sinal dos mesmos. 
 
Os aterramentos dos equipamentos devem ser efetuados rigorosamente 
conforme tabela de fiação que, por sua vez, deve estar rigorosamente conforme 
projeto, ou seja, somente devem ser efetuados os aterramentos indicados no projeto, 
exceto os aterramentos de estrutura, placas, suporte e portas do painel. Conecte 
diferentes partes do sistemade aterramento, usando conexões de baixa impedância. 
Uma cordoalha é uma conexão de baixa impedância para altas freqüências. 
Mantenha as conexões de aterramento as mais curtas possíveis. 
 
 
 
 
 148 
 
 
 
2 Noções de Segurança em Eletricidade 
2.1 Introdução 
 
 A eletricidade é um agente de risco causador de muitos acidentes, 
principalmente na área industrial tem provocado muitos danos pessoais a 
trabalhadores, usuários e outras pessoas. Além de danos pessoais, a eletricidade 
quando usada de forma inadequada gera danos materiais e grandes prejuízos para as 
empresas. 
 A Norma Regulamentadora NR10 fixa as condições mínimas exigíveis para 
garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em 
suas diversas etapas, incluindo: projeto, execução, operação, manutenção, reforma, 
ampliação e, ainda, a segurança de usuários e terceiros. 
Vamos utilizar a NR10 como referência para abordarmos alguns assuntos que irão 
nos ajudar a desenvolver trabalhos com eletricidade de forma segura, minimizando os 
riscos elétricos. 
 
2.2 Choque elétrico 
 
22..22..11 DDeeffiinniiççããoo 
 
É uma perturbação e efeitos diversos que se manifesta quando circula uma corrente 
elétrica pelo corpo humano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.1: Choque elétrico. 
Fonte: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa –– sslliiddee 22.. 
 
 
 
 
 149 
 
 
 
22..22..22 CCaauussaass ee eeffeeiittooss 
 
O corpo humano se comporta como um condutor elétrico, possuindo uma 
resistência elétrica. O choque elétrico pode ocasionar contrações dos músculos, 
paradas cardiorespiratória, lesões térmicas e não térmicas, podendo provocar a 
morte. O choque elétrico pode ocasionar também efeito indireto como, por exemplo, 
quedas de poste ou escada. 
 
22..22..33 TTiippooss ddee cchhooqquuee 
 
O choque elétrico pode ser distinguido em três categorias: 
 Choque produzido pelo contato com o circuito energizado. 
Um circuito se diz energizado, quando tem uma ligação permanente com uma 
fonte de energia elétrica em funcionamento (bateria, gerador elétrico etc). 
Estabelecido um contato com o circuito energizado, o choque dura enquanto perdurar 
este contato. Diz-se então que o choque é dinâmico. 
 O choque que ocorre pelo contato com o corpo eletrizado. 
O choque produzido pelo contato com o corpo eletrizado, normalmente, 
permanece por um intervalo de tempo muito pequeno, somente o necessário para 
descarregá-lo. Podemos chamá-lo de choque estático. 
 O choque devido à ação direta ou indireta das descargas atmosféricas. 
O choque produzido pelo raio ou choque atmosférico, geralmente tem efeitos 
imediatos e destrutíveis. 
 
 O tipo de choque que mais nos interessa é o dinâmico, visto que nos 
sistemas elétricos, trabalhamos quase que exclusivamente com a 
eletricidade dinâmica. 
 
 
 
 
 
 
 150 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contato Unipolar Contato Bipolar Contato pelo Dielétrico 
 
Figura 2.2: Choque dinâmico 
Fonte: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 55.. 
 
22..22..44 TTiippooss ddee tteennssããoo qquuee ppooddeemm ffaavvoorreecceerr aa ooccoorrrrêênncciiaa ddoo 
cchhooqquuee eellééttrriiccoo 
 
 Tensão de toque 
Tensão de toque é a tensão elétrica existente entre os membros superiores e 
inferiores do indivíduo, devido a um choque dinâmico. 
 Tensão de passo 
A tensão de passo é a tensão elétrica entre os dois pés no instante da operação ou 
defeito do tipo curto-circuito monofásico à terra no equipamento. 
 
 
 
 
 
 
 
Tensão de toque Tensão de passo 
Figura 2.3: Tensão de toque e Tensão de passo. 
Fonte: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 66.. 
 
 
 
 
 151 
 
 
 
22..22..55 CCaarraacctteerrííssttiiccaass ddaa ccoorrrreennttee eellééttrriiccaa 
 
A intensidade da corrente é um fator predominante na gravidade de acidentes 
com choque elétrico. Para a Corrente Contínua (CC), as intensidades deverão ser 
mais elevadas para ocasionar as sensações do choque elétrico com risco de lesões 
graves e até a morte. 
As correntes alternadas de freqüência entre 20 e 100 Hertz são as que oferecem 
maior risco. Especificamente as de 60 Hertz, usadas nos sistemas de fornecimento de 
energia elétrica, são especialmente perigosas, pois estão próximas à freqüência que 
leva a ocorrência de uma possível parada cardiorespiratória. 
A Tabela 2.1, mostra valores de corrente elétrica X efeitos causados. 
 
Tabela 5 
Correntes elétricas X efeitos caudados 
Efeitos Corrente elétrica (mA) – 60Hz 
 Homens Mulheres 
Limiar de percepção. 1,1 0,7 
Choque não doloroso, sem perda do 
controle muscular. 
1,8 1,2 
Choque doloroso, limiar de largar. 16,0 10,5 
Choque doloroso e grave contrações 
musculares, dificuldade de respiração. 
23,0 15,0 
 
22..22..66 EEffeeiittooss ddoo cchhooqquuee eellééttrriiccoo nnoo ccoorrppoo hhuummaannoo 
 Queima de terminações nervosas e sensoriais; 
 Aquecimento e dilatação dos vasos sangüíneos; 
 Queimadura de 1º, 2º e 3° graus nos músculos e pele; 
 Aquecimento/carbonização de ossos e cartilagens. 
 
22..22..77 LLeessõõeess nnããoo ttéérrmmiiccaass 
 Espasmos musculares; 
 Contração descoordenada do coração (fibrilação); 
 Parada cardiorespiratória; 
 
 
 
 152 
 
 
 
 Ferimentos resultantes de quedas e perda do equilíbrio. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.4: Lesões não térmicas. 
 
Atenção 
Deve-se ter toda a segurança ao trabalhar com eletricidade, pois, todo choque 
elétrico é perigoso. 
 
 
2.3 Medidas de Segurança Contra o Risco Elétrico 
 
 De acordo com o item 10.4.1 da NR 10, as instalações elétricas devem ser 
construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas 
de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários e serem 
supervisionadas por profissional autorizado. Uma importante medida de controle do 
risco elétrico é a desenergização. 
 
22..33..11 DDeesseenneerrggiizzaaççããoo 
 
 Desenergização são ações coordenadas, seqüenciadas e controladas. 
Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas liberadas para 
trabalho, mediante os procedimentos descritos a seguir: 
 
 Seccionamento 
É quando se provoca a interrupção total da corrente elétrica, esta interrupção é 
obtida através do acionamento de dispositivos apropriados. 
 
 
 
 
 
 153 
 
 
 
 
Figura 2.5: Seccionamento. 
FFoonnttee:: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 11.. 
 
 Impedimento de reenergização 
São condições que impedem a reenergização do circuito ou equipamento 
desenergizado, garantido total segurança e controle ao trabalhador. 
 
 
 
Figura 2.6: Impedimento de reenergização. 
FFoonnttee:: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 1155.. 
 
 
 Verificação da ausência de tensão 
Após o seccionamento o trabalhador deve verificar a efetiva ausência de 
tensão nos condutores do circuito, utilizando instrumentos adequados de acordo com 
os tipos e níveis de tensão. 
 
 
 
 
 
 
 154 
 
 
 
Figura 2.7: Constatação da ausência de tensão. 
Fonte: CCPPNNSSPP.. SSoommooss PPuurraa EEnneerrggiiaa.. SSlliiddee 22.. 
 
 
 Instalaçãode aterramento temporário dos condutores dos circuitos 
Após a certificação efetiva da inexistência de tensão no circuito, todos os 
condutores fases deverão ser ligados à haste terra do conjunto de aterramento 
temporário. 
 
Figura 2.8: Instalação de aterramento temporário dos condutores fases do circuito. 
FFoonnttee:: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 22.. 
 
 
 Sinalização impedindo o religamento sem autorização 
 
Todo o circuito elétrico quando em manutenção deverá possuir uma 
identificação da razão do desligamento e informações do responsável com o objetivo 
de impedir o religamento sem autorização. 
 
 
 
 
 155 
 
 
 
 
 
Figura 2.9: Sinalização impedindo o religamento sem autorização. 
Fonte: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 33.. 
 
 
22..33..22 AAtteerrrraammeennttoo 
 
Ligação intencional a terra através da quais correntes elétricas podem fluir. 
O aterramento pode ser: 
 Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro; 
 Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à 
instalação; 
 Temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional a terra, 
destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a 
intervenção na instalação elétrica. 
 
22..33..33 SSeecccciioonnaammeennttoo aauuttoommááttiiccoo ddaa aalliimmeennttaaççããoo 
 
Os circuitos elétricos devem possuir dispositivos de proteção que interrompam 
automaticamente a circulação de corrente elétrica sempre ocorrer uma falha 
originando a uma corrente superior ao valor determinado e ajustado. 
 
 
 
 
 
 
 156 
 
 
 
 
Figura 2.10: SSeecccciioonnaammeennttoo aauuttoommááttiiccoo ddaa aalliimmeennttaaççããoo.. 
Fonte: CCPPNNSSPP.. SSoommooss ppuurraa eenneerrggiiaa.. SSlliiddee 1111.. 
 
 
 
 157 
 
 
 
33 EEssqquueemmaass EEllééttrriiccooss 
Esquema elétrico – e não um diagrama – é a representação parcial ou total de 
uma instalação elétrica. O esquema é representado por símbolos gráficos definidos 
por normas nacionais (ABNT, dentre elas a NBR-5444) e normas internacionais. 
 
3.1 Redes de alimentação 
As redes de alimentação são classificadas de acordo com o número de fases: 
rede com apenas uma fase é denominada monofásica, com duas fases é bifásica e 
com três é trifásica. 
 
Figura 3.1: Redes de alimentação. 
Na representação da rede, é necessário indicar a quantidade 
de fases, se existe condutor neutro, forma de onda, frequência, e tensão. Exemplo: na 
representação – 3N~60Hz-220V temos as indicações de três condutores fases(3), 
neutro(N), onda senoidal (~), frequência (60 Hz), tensão (220V). 
 
 
 
 
 158 
 
 
 
33..11..11 RReeddee mmoonnooffáássiiccaa 
 
É composta por dois condutores (fios ou cabos), estes condutores são 
denominados de fase e neutro. (Figura 3.1a). 
 
33..11..22 RReeddee bbiiffáássiiccaa 
É composta por dois ou três condutores; dois condutores fases e um neutro. A 
tensão indicada no diagrama corresponde à tensão presente entre as duas fases. A 
vantagem de se usar o neutro está na possibilidade de se obter uma tensão entre 
fase-neutro 
3
 menor que a tensão fase-fase. (Figura 3.1b). 
 
33..11..33 RReeddee ttrriiffáássiiccaa 
Numa rede de alimentação trifásica, as fases são denominadas de L1, L2 e L3 
ou então, R, S, T. O neutro é representado por N e o condutor de proteção por PE. A 
rede trifásica pode ser a três ou quatro condutores ou seja; utilizando apenas três 
fases (Figura 3.1c) ou três fases e neutro (figura 3.1d). A utilização do neutro 
apresenta a mesma vantagem descrita para a rede bifásica. Nas redes descritas na 
figura 3.1 pode-se ainda acrescentar o condutor de proteção (condutor terra), 
conforme demonstrado nas Figuras 3.1a e 3.1e. 
 
Uma rede trifásica de 380V entre fases permite obter uma 
tensão entre fase-neutro de 220V. E numa rede trifásica de 220V obtêm-se entre fase 
e neutro uma tensão de 127V. Veja cálculo a seguir. 
 
UFN = 
V220
3
380

 UFN = 
V127
3
220

 
 
 
 
 
 
 159 
 
 
 
3.2 Tipos de esquemas elétricos 
 
33..22..11 DDeeffiinniiççããoo 
Dependendo da complexidade de ligações em um diagrama elétrico, este 
diagrama pode ser representado na forma simplificada (unifilar) ou detalhada 
(multifilar), ou (funcional). Estes esquemas utilizam simbologias específicas que 
representam a instalação elétrica, seja residencial, comercial ou industrial. 
 Esquema Unifilar 
No diagrama Unifilar, um conjunto de condutores é representado por apenas 
uma linha. A Figura 3.2 apresenta o diagrama Unifilar representando um circuito 
monofásico. Alguns símbolos são utilizados para representar a multiplicidade de 
componentes existentes no circuito. 
 
Figura 3.2: Esquema elétrico unifilar. 
 
 Esquema multifilar 
 
É a forma de representação na qual todos os condutores e sistema elétrico são 
representados com detalhes, porém, é utilizado para diagramas mais simples. (Figura 
3.3). 
 
 
 
 
 160 
 
 
 
 
Figura 3.3: Esquema elétrico unifilar. 
 
 Esquema funcional 
 
Em esquemas mais complexos passou-se a utilizar esquemas funcionais. Este 
tipo de esquema representa com clareza o processo e o modo de atuação dos 
contatos, facilitando a compreensão da instalação e o acompanhamento dos diversos 
circuitos na localização de eventuais defeitos. 
 
Basicamente o esquema funcional é composto por 2 circuitos: o circuito 
principal ou de força e o circuito de comando. 
 
A Figura 3.4 mostra um esquema contendo os dois tipos de circuitos, e com 
detalhes, as conexões entre os componentes ligados a uma rede trifásica. 
 
 Circuito Principal ou de Força 
 
Circuito onde estão localizados todos os elementos que tem interferência direta 
na alimentação da máquina, ou seja, aqueles elementos por onde circula a corrente 
que alimenta a respectiva máquina. (Figura 3.4a). 
 
 
 
 161 
 
 
 
 
Figura 3.4: Esquema funcional. 
 
 
 Circuito Auxiliar ou de Comando 
Circuito onde estão todos os elementos que atuam indiretamente na abertura, 
fechamento e sinalização dos dispositivos utilizados no acionamento da máquina, em 
condições normais e anormais de funcionamento. (Figura 3.4b). 
 
3.3 Interligação das bobinas do motor trifásico de 
indução 
 
33..33..11 IInnttrroodduuççããoo 
 
Para entender como interligar as bobinas do motor e ligá-lo corretamente na 
rede de energia elétrica de forma a atender às necessidade da instalação, é 
necessário conhecer as entradas e saídas das bobinas. A Figura 3.5 apresenta a 
representação do agrupamento de bobinas de um motor de 06 e 12 terminais. 
 
 
 
 162 
 
 
 
 
Figura 3.5: Terminais de bobinas do motor de indução trifásico. 
 
33..33..22 FFeecchhaammeennttoo eemm ttrriiâânngguulloo ee ffeecchhaammeennttoo eemm eessttrreellaa 
Pode-se observar pela Figura 3.6 que o fechamento em triângulo () é utilizado 
quando se deseja ligar o motor na menor tensão, indicada na placa de dados do 
motor. Logicamente, o fechamento em estrela (Y) destina-se à ligação para maior 
tensão. 
 
Figura 3.6: Interligação em  e Y para motor de 06 terminais. 
 
 
 
 
 
 
 163 
 
 
 
Na ligação em triângulo, cada bobina do motor fica submetida ao valor da 
tensão total da rede elétrica, nesse caso exemplificado220V. No fechamento em 
estrela a tensão em cada bobina será 
3
 menor que a tensão da rede (tensão de 
linha). Explicando melhor: se o motor é fechado em estrela significa que será ligado, 
conforme o exemplo, em 380V; portanto, a tensão em cada bobina (tensão de fase) 
será 220V. Este conhecimento será importantíssimo na análise de sistemas de partida 
de motores trifásicos de indução. 
Os motores trifásicos de 12 terminais apresentam a possibilidade de serem 
ligados em quatro diferentes níveis de tensão: 220/380/440/760V. A forma de realizar 
a interligação das bobinas em 220V será demonstrada na Figura 3.7. 
 Fechamento em triângulo paralelo ( ) – para 220V. 
 
 
Figura 3.7: Interligação  em paralelo para 220V. 
 
As demais ligações serão demonstradas nas Figuras a seguir. 
 
 
 
 
 164 
 
 
 
 Fechamento em estrela paralela (YY) – para 380V. 
 
Figura 3.8: Interligação YY em paralelo para 380V. 
 Fechamento em triângulo e estrela série 
A Figura 3.9 apresenta o sistema de fechamento para motor trifásico de 
indução para as tensões de 440V e 760V. 
 
Figura 3.9: Interligação  em série e Y em série para motor de doze terminais. 
 
 
 
 165 
 
 
 
3.4 Sistemas de partidas para motores de indução 
trifásicos 
Existem vários sistemas de partidas de motores, cada qual com sua 
peculiaridade. O sistema de partida indica a forma como o motor deve iniciar sua 
marcha (partida) e em alguns casos o sentido de rotação. Os sistemas de partidas 
podem ser manuais ou automáticos. Neste estudo será abordado o sistema 
automático. 
33..44..11 PPaarrttiiddaa ddiirreettaa 
 
É o método de acionamento de motores de corrente alternada, na qual o motor 
é conectado diretamente à rede elétrica. Ou seja, ela se dá quando aplicamos a 
tensão nominal sobre os enrolamentos do estator do motor, de maneira direta. Neste 
tipo de partida, a corrente de pico (Ip) pode variar de 4 a 12 vezes a corrente nominal 
do motor, sendo a forma mais simples de partir um motor. Comumente, a vantagem 
principal é o custo, pois não é necessário nenhum outro dispositivo de suporte que 
auxilie a suavizar as amplitudes de corrente durante a partida. Há inúmeras 
desvantagens com relação a outros métodos de partida, como por exemplo, um 
transiente de corrente e torque durante a partida. A corrente variando entre 4 e 12 
vezes a nominal, obriga o projetista do sistema elétrico a superdimensionar o sistema 
de alimentação, disjuntores, fusíveis, que fazem parte do circuito elétrico que alimenta 
o motor. Dependendo dos valores de pico de corrente, a tensão do sistema pode 
sofrer quedas. O Transiente de torque faz com que os componentes mecânicos 
associados ao eixo do motor, sofram desgaste prematuro. A situação piora à medida 
que a potência elétrica do motor aumenta. Métodos alternativos que suavizam a 
partida direta podem ser obtidos com contatores e temporizadores (partida Estrela-
Triângulo), Autotransformadores ou sistemas eletrônicos como os Soft Starters. 
 
 
 
 
 
 
 
 166 
 
 
 
 Circuito de carga e comando 
 
 
Figura 3.10: Partida direta. 
 
 Funcionamento 
Na Figura 3.10, encontram-se os dois tipos de circuitos. O circuito da esquerda 
é denominado circuito de carga e o da direita, circuito de comando. O circuito de 
partida apresentado é o convencional, ou seja, utiliza fusíveis para proteção contra 
curto-circuito e sobre carga de longa duração e relé térmico para proteção contra falta 
de fase no motor. Para analisar o funcionamento do circuito deve-se considerar a 
linha de alimentação energizada (ligada). Então, o circuito funciona assim: 
Acionando o botão pulsante S1, a bobina do contator K1 energiza e aciona 
(fecha) os contatos principais que estão em série com o motor M fazendo-o girar para 
a direita o para a esquerda. No mesmo instante o contato auxiliar NA (13 e 14), 
 
 
 
 167 
 
 
 
denominado contato de “selo”, também se fecha permitindo que se tire o dedo de S1 e 
o contator se mantenha energizado. 
Ao pressionar o botão pulsante S0, interrompe-se a alimentação da bobina de 
K1 que desliga e conseqüentemente abre os contatos principais e auxiliar. Nesta 
condição o motor será desligado. Qualquer problema que houver no circuito de carga 
ou de comando, o motor será desligado. Caso o relé de sobrecarga F3 atuar, por 
exemplo, por falta de fase, seus contatos principais e auxiliar se abrirão, desligando o 
motor e o comando simultaneamente. 
33..44..22 PPaarrttiiddaa ddiirreettaa ccoomm rreevveerrssããoo 
 
 Circuito de carga e comando 
 
 
Figura 3.11: Partida direta com reversão. 
 
 
 
 
 
 
 168 
 
 
 
 Funcionamento 
 
A partida direta com reversão é utilizada em aplicações nas quais se deseja 
inverter o sentido de giro do motor. Para inverter o sentido de giro, basta inverter as 
ligações de duas fases que se ligam ao motor. A inversão de fases é feita 
automaticamente pelos contatores. Observar e analisar as ligações dos contatos 
principais de k1 e k2 na figura anterior 
O funcionamento deste circuito é semelhante ao circuito anterior. Porém, neste 
tipo de acionamento é possível direcionar o sentido de giro do motor. K1 faz o motor 
girar por exemplo, à direta e k2 faz o motor girar em sentido contrário. 
O botão S1 quando acionado liga o contator k1 que se mantém energizado 
através de seu contato auxiliar NA (13 e 14). Os contatos principais de K1 que estão 
em série com o motor se fecham e o motor gira. Ao energizar k1, o contato auxiliar 
NF(21 e 22) se abre impedindo que k2 energize caso S2 seja pressionado 
acidentalmente ou de propósito. 
Análise semelhante se dá ao pressionar S2. Neste caso, o motor girará em 
sentido contrário ao anterior. Quando k2 estiver energizado, k1 é impedido de ligar. 
Esta técnica na qual um contator energizado impede a ligação de outro contator é 
denominada de intertravamento por contato de contatores. Nesta técnica de comando 
a inversão de rotação só é possível quando o motor for desligado, no caso em 
análise, por S0. Neste sistema de partida não há inversão instantânea de rotação. 
Quando for necessário fazer inversão instantânea de rotação, coloca-se em série com 
as bobinas de k1 e k2 contatos fechados dos botões S1 e S2 em substituição aos 
contatos NF dos mesmos contatores. 
 
 
 
 
 
 
 169 
 
 
 
33..44..33 PPaarrttiiddaa eemm eessttrreellaa--ttrriiâânngguulloo 
 
 Circuito de carga 
 
Figura 3.12: Circuito de carga - Partida Estrela/Triângulo. 
Quando a corrente de partida de um motor é muito elevada poderá 
sobrecarregar os condutores da rede de alimentação, causando queda de tensão 
superior ao limite estabelecido pela concessionária de energia. A partida em estrela-
triângulo tem como objetivo permitir que o motor dê partida com corrente reduzida, 
pois a tensão nas bobinas ( tensão de fase) do motor será 
3
 menor que a tensão de 
 
 
 
 170 
 
 
 
linha (tensão da rede elétrica). Para este tipo de partida é necessário que o motor 
tenha possibilidade de trabalhar com dois níveis de tensão, por exemplo: 220/380V. 
Analisar o esquema de ligações do circuito de carga representado na Figura 3.12. 
 Circuito de comando 
 
Figura 3.13: Circuito de comando - Partida Estrela/Triângulo. 
 
 Funcionamento 
A Figura 3.13 mostra o esquema de comando para o circuito da Figura 3.12. O 
botão de comando S1 através de seu contato NA (13 e 14) aciona o contator k3 e ao 
mesmo tempo impede, através de seu contato NF (21 e 22), o ligamento de k2. 
Quandoa bobina de K3 energiza seus contatos principais fecham as bobinas do motor 
em estrela e ao mesmo tempo liga o contator principal k1, responsável por aplicar as 
fases na bobina do motor. 
 
 
 
 171 
 
 
 
O motor inicia sua partida (marcha). Transcorrido certo tempo, o contato 
temporizado de k3 (55 e 56) se abre desligando sua bobina. Quando k3 desliga, seu 
contato auxiliar NF (11 e 12) que se encontrava aberto, volta a fechar. Como o 
contator principal encontra-se energizado, seu contato auxiliar NA (23 e 24) também 
está fechado. Nesta situação k2 energiza e fecha em triângulo as bobinas do motor e 
se mantém energizado através de seu contato auxiliar (13 e 14). Ao energizar a 
bobina de k2 seu contato auxiliar (21 e 22) que está em série com a bobina de k3 se 
abre impedindo que k3 volte a energizar se o botão S1 for acionado acidentalmente ou 
de propósito. Este sistema de proteção é denominado “intertravamento” por contato 
de contator e por botão. O desligamento geral do circuito é possível através de S0. Se 
houver qualquer falha no circuito de carga ou comando, os fusíveis e o relé térmico F3 
atuam desligando todo circuito. 
 
 
 
 172 
 
 
 
33..44..44 PPaarrttiiddaa eemm eessttrreellaa--ttrriiâânngguulloo ccoomm rreevveerrssããoo 
 
 Circuito de carga 
 
 
 
Figura 3.14: Circuito de carga - Partida Estrela/Triângulo com reversão. 
 
 
 
 
 173 
 
 
 
 Diagrama de comando 
 
 
 
Figura 3.15: Circuito de comando - Partida Estrela/Triângulo com reversão. 
 
 Funcionamento 
 
Pressionado o botão S1 (13 e 14) ou S2 (13 e 14) o contator K4, liga e se 
mantém ligado através de seu contato de selo NA (13-14) e os terminais 4, 5 e 6 do 
motor serão fechados em estrela, veja Figura 3.14. Ao ligar K4, o contator principal K1 
ou K2 também será ligado e o motor parte em estrela. O sentido de giro dependerá de 
qual contator, K1 ou K2, foi acionado. Portanto, acionando S1 ligam-se os contatores K1 
e K4 e o motor gira, por exemplo, à direita; acionando S2 ligam-se os contatores K2 e 
K4 e o motor gira em sentido contrário ao anterior. 
 
 
 
 174 
 
 
 
É importante notar que em série com a bobina de K2 existem os contatos 
fechados (21 e 22) de S1 e K1 que impedem o ligamento de K2 e em série com K1 
existem os contatos fechados (21 e 22) de S2 e K2 que impedem o ligamento de K1. 
Esta técnica de intertravamento é denominada de intertravamento por contato de 
contator e botão. 
 
 
 
 
Após um tempo pré-determinado pelo relé de tempo de K4 o contato NF (55 e 
56) se abre e K4 é desligado, conseqüentemente K3 é ligado e os terminais 4, 5 e 6 do 
motor serão fechados em triângulo com os terminais 1, 2 e 3. (Figura 3.14). 
 
Com o fechamento em estrela as bobinas do motor ficam submetidas a uma tensão 
3
 menor que a tensão da rede elétrica, nesse caso a corrente de partida também 
será menor não sobrecarregando os condutores de alimentação. 
 
Quando o contator K3 muda o fechamento do motor para triângulo as bobinas do 
motor ficam submetidas a 100% da tensão da rede e o motor gira a plena carga. 
 
 
 
 175 
 
 
 
33..44..55 PPaarrttiiddaa ccoommppeennssaaddaa ccoomm aauuttoottrraannssffoorrmmaaddoorr 
 
 Diagrama de carga 
O sistema de partida compensada também tem como função permitir que o 
motor dê partida com tensão. O autotransformador geralmente possui derivações 
(TAP’s) de 50%, 65% e 80%. Se, por exemplo, for utilizado os tap’s de 65%, durante a 
partida o motor partirá com uma tensão correspondente a 65% da tensão da rede de 
alimentação. 
Analisar a Figura 3.16 a seguir. 
 
 
Figura 3.16: Partida compensada com autotransformador. 
 
 
 
 176 
 
 
 
 Diagrama de comando 
 
 
 
Figura 3.17: Comando para partida compensada com autotransformador. 
 
 Funcionamento 
Para que o motor possa dar partida é necessário que os contatores K2 e K3 
sejam energizados (ligados). Inicialmente, quando o botão S1 for acionado o contator 
K1 será bloqueado, e simultaneamente K2 energiza e mantém-se energizado pelo 
contato de selo (13 e 14) e assim, seu contato (11 e 12) que está em série com a 
bobina de K1 reforça o bloqueio de K1. Ao ligar K2, o contator K3 também será ligado e 
nesse momento o motor dará partida com tensão reduzida em suas bobinas. Após o 
tempo pré-determinado por KT, e com o motor girando em plena carga, o contato 
temporizado (55 e 56) se abre e desliga o contator K2 e K3. Simultaneamente o 
contato temporizado (67 e 68) se fecha e o contator K1 liga e se mantém ligado pelo 
seu contato de selo (13 e 14). Observa-se pelo diagrama que enquanto K1 estiver 
energizado, K2 ficará bloqueado, mesmo se S1 for acionado acidentalmente ou de 
 
 
 
 177 
 
 
 
propósito. O botão S0 desliga todo o circuito a qualquer momento. Os fusíveis e relé 
térmico protegem a carga e o comando contra sobre carga e curto-circuito. 
 
33..44..66 PPaarrttiiddaa ccoonnsseeccuuttiivvaa ddee mmoottoorreess 
 Circuito de carga 
Para este circuito foram utilizados disjuntores motores ao invés de fusíveis e 
relés térmicos e no circuito de comando foram utilizados os contatos auxiliares NA dos 
disjuntores. Os contatores K1, k2 e k3 ligam respectivamente os motores M1, M2, M3. 
Temporizadores pneumáticos estão acoplados mecanicamente aos contatores k1 e k2. 
A seguir, apresenta-se o circuito de comando e a descrição de funcionamento do 
diagrama de comando e carga. 
 
 
 
Figura 3.18: Circuito de partida consecutiva de motores. 
 
 
 
 178 
 
 
 
 Circuito de comando 
 
 
 
Figura 3.19: Circuito de comando para partida consecutiva de motores. 
 
 
 Funcionamento 
Acionando o botão S1, o contator K1 será energizado e manterá energizado 
através do seu contato auxiliar NA (13 e 14). Neste momento o motor M1 será ligado 
através dos contatos principais de k1. Após um tempo pré-determinado o contator K2 
será energizado pelo contato temporizado de K1 que se encontra em série com sua 
bobina e também se manterá energizado pelo contato auxiliar NA (13 e 14). Agora 
quem será ligado é o motor M2 através dos contatos principais de k2. Em seguida, 
após certo tempo, o contato temporizado de K2 se fecha ligando o contator K3. K3 
manterá ligado através de seu contato de selo (13 e 14) que nesse momento estará 
fechado. Com o ligamento de K3 o motor M3 será ligado. A qualquer momento, caso 
se o botão S0 seja pressionado, os motores serão desligados. Se houver falhas por 
curto-circuito ou sobrecargas, os disjuntores atuarão desligando o circuito de carga e 
simultaneamente o comando. 
 
 
 
 179 
 
 
 
33..44..77 SSiisstteemmaa ddee ffrreennaaggeemm 
 
 Diagrama de frenagem por corrente contínua 
 
Um sistema de frenagem de motor trifásico de indução é possível aplicando ao 
motor uma corrente contínua. A Figura 3.20, apresenta um circuito de carga e 
comando com frenagem por corrente contínua. 
 
 
 
 
 
Figura 3.20: Sistema de frenagem por corrente CC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 180 
 
 
 
 
 Funcionamento 
V1 é uma ponte retificadora cuja função é converter a tensão alternada da rede 
elétrica em tensão contínua pulsante. A ponte V1 e k2 são responsáveis por aplicar 
tensão continua ao motor, provocando o travamento magnético do rotor. O disjuntor 
Q1 e contator K1 são responsáveis pela alimentação trifásica do motor mantendo seu 
funcionamento normal. 
Estando a rede de alimentação energizada e o disjuntor Q1 ligado, o circuito de 
carga e comando estará em condiçõesde funcionamento. Acionando o botão S1
 a 
bobina de k1 será energizada e simultaneamente o contato de selo (13 e 14) se fecha 
mantendo a bobina nesta condição. No mesmo instante de tempo se fecham também 
os contatos principais que estão em série com o motor. O motor girará em qualquer 
sentido; dependerá do fechamento realizado entre as fases e as bobinas. Se o motor 
girar em sentido contrário ao desejado, basta inverter duas das fases que alimentam o 
motor. Pode-se observar que o contato NF(21 e 22) de k1 está em série com a bobina 
de k2 então, com k1 ligado, k2 não ligará. 
 
 
 
Como funciona o sistema de frenagem? 
 
Para desligar o motor, basta acionar o botão S0. Neste instante, o contato NF (21 e 
22) de S0, que está em série com a bobina de k1 será aberto e k1 desligará. Porém, o 
contato NA (13 e14) de S0 será fechado e ligará a bobina de k2, pois, também, o 
contato NF (21 e 22) de k1 retornou à condição de repouso (fechado). Ao ligar k2 seus 
contatos principais também serão ligados e uma tensão contínua será aplicada às 
bobinas do motor provocando a parada instantânea do motor. Ao liberar S0 todo 
sistema ficará desligado. 
Apresentou-se nesse tópico apenas um exemplo de sistema de frenagem, 
porém, existem outros sistemas inclusive utilizando inversores de frequência. 
 
 
 
 
 181 
 
 
 
33..44..88 SSiisstteemmaa ddee ppaarrttiiddaa ccoomm ssoofftt ssttaarrtteerr 
 
 Sistema de partida e parada simplificado 
 
A Figura 3.21 demonstra um sistema de partida simplificado, utilizando soft 
starter. Quando o botão S1 estiver acionado a entrada digital (DI-1) será energizada e 
a soft starter ligará o motor, obedecendo aos parâmetros que forem ajustados nos 
trimpots. Ao desligar o botão S1, a soft starter e motor serão desligados 
automaticamente. Q1 é uma chave seccionadora de abertura sob carga. 
 
Figura 3.21: Sistema de partida e parada simplificado. 
 
 
 
 
 
 
 
 182 
 
 
 
 Diagrama de partida e parada utilizando contator 
 
A Figura 3.23 demonstra outra possibilidade de comando para partida de motor 
com soft starter. Quando o botão S1 for acionado, o contato interno (13 e 14) da soft 
starter se fechará e energizará a bobina de k1 que por sua vez causará o fechamento 
de seus contatos principais. Quando os contatos principais de k1 (em série com as 
bobinas do motor) estiverem fechados, o motor girará obedecendo aos parâmetros 
que forem ajustados nos trimpots. A entrada digital1 (DI-1) permanecerá ligada 
através do contato de selo (13 e 14) de k1; esta condição é necessária para manter o 
soft starter e motor ligados. Ao acionar o botão S0, a entrada digital (DI-1) será 
desligada, consequentemente, a soft starter e motor desligarão automaticamente. 
 
 
 
Figura 3.22: Sistema de partida e parada utilizando contator. 
 
 
 
 
 183 
 
 
 
Há outras possibilidades de comando, inclusive utilizando a entrada digital (DI-
2) e o contato fechado (23 e 24) da soft starter, porém, não é intenção deste trabalho 
esgotar o assunto. Para se ter uma idéia, é possível, por exemplo, comandar a partida 
de dois motores utilizando um único soft starter. O manual do equipamento fornece 
outras informações que poderão enriquecer o aprendizado. 
 
Os parâmetros de partida, aceleração e desaceleração da soft starter são ajustados 
através de trimpots, que são: 
 Ajuste de tensão inicial; 
 Ajuste de tempo da rampa de aceleração; 
 Ajuste de tempo da rampa de desaceleração; 
 Ajuste da corrente do motor. 
Para informações mais detalhadas consultar o manual do equipamento 
utilizado. 
 
33..44..99 SSiisstteemmaa ddee ppaarrttiiddaa ccoomm IInnvveerrssoorr ddee ffrreeqqüüêênncciiaa 
 
 Parametrização 
Os inversores já vem de fábrica com alguns parâmetros previamente fixados. 
Porém, esses parâmetros podem ser alterados pelo BOP. 
O BOP possui um display de cinco dígitos com sete segmentos cada, para 
mostrar os números e valores dos parâmetros, alarmes e falhas, e valores de 
referência e atuais. Jogos de parâmetros não podem ser salvos no BOP. 
 
 
 
 
 
 
 184 
 
 
 
O Quadro 1 mostra os ajustes básicos necessários para operação com o display 
frontal do inversor. 
Quadro 3 
Parâmetros básicos 
Parâmetro Significado Padrão 
P0100 Modo de operação 
50 Hz, (60Hz,) 
 
P0307 Potência nominal do motor 
Unidade (kW (Hp)), dependendo do ajuste 
de P0100. 
[Valor depende do aparelho.] 
P0310 Frequência nominal do motor 
50/60 Hz 
 
P0311 Velocidade nominal do Motor 1395 (1680) rpm [depende do aparelho] 
P1082 Máxima frequência do motor 
50 Hz (60 Hz) 
 
 
 
 Diagrama de carga e comando 
 
 
 
Figura 3.23: Controle de velocidade motor trifásico de indução com inversor de frequência. 
 
 
 
 
 
 185 
 
 
 
 Funcionamento 
Considerando a rede de energia energizada e acionando o botão S1, o contator 
K1 será energizado e mantên-se energizado através do contato interno do inversor (RA 
– RC) que estára fechado ao ligar o inversor. Neste momento os contatos principais de 
K1 que estão em série com o motor, se fecham e energizam as entradas de 
alimentação (L1, L2 e L3) do inversor. O motor somente começa a girar quando o 
botão S2 for acionado. Com S3 desligado o motor gira para a direita. Sua partida será 
instantânea ou lentamente acelerada até atingir a velocidade nominal conforme 
parâmetros programados. 
Acionando o botão S3, o motor irá parar lentamente, em seguida inverterá a 
rotação. Da mesma forma a velocidade será instantânea ou lentamente acelerada até 
atingir o valor nominal em rpm. O potenciômetro permite a variação da velocidade, 
conforme parâmetro utilizado. Acionando S0 o motor desliga. 
 
Há outras formas de acionamento utilizando inversor de frequência, inclusive controlar 
a velocidade do motor através de sinal analógico proviniente do processo no qual o 
inversor está inserido. A Figura 3.23 sugere apenas uma das possibilidades de 
comando. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 186 
 
 
 
RREEFFEERRÊÊNNCCIIAASS BBIIBBLLIIOOGGRRÁÁFFIICCAASS 
1. http://www.amt.efacec.pt/images. Acesso em: 05 jul. 2007. 
2. http://www.b2babimaq.com.br. Acesso em: 18 fev. 2009. 
3. http://www.celsa.com.br/protecciones. Acesso em: 05 jul. 2007. 
4. http://www.conexel.com.br. Acesso em: 16 maio 2007. 
5. http://www.crimper.com.br. Acesso em: 16 maio 2007. 
6. http://www.hellermann.com.br . Acesso em: 24 maio 2007. 
7. http://www.intelli.com.br. Acesso em: 16 maio 2007. 
8. http://www.inventec.com.br/acessorios . Acesso em: 24 maio 2007. 
9. http://www.jaguareletrica.com.br/seccionadora. Acesso em: 05 jul. 2007. 
10. http://www.mediaibox.siemens.com.br/templates/produto. Acesso 05 jul. 2007. 
11. http://www.metaltex.com.br. Acesso em: 18 fev. 2009. 
12. http://www.metaltex.com.br. Acesso em: 24 maio 2007. 
13. http://www.pea.usp.br/Seccionadoras. Acesso em: 05 jul. 2007. 
14. http://www.schmersal.com.br/catalogos/fsinointerfix. Acesso em: 16 maio 2007. 
15. http://www.siemens.com.br/catálogoeletrônico/catálogo micromaster. Acesso 
em: 12 jul. 2007. 
16. http://www.siemens.com.br/catálogoeletrônico/portugues. Acesso em: 12 jul. 
2007. 
17. http://www.siemens.com.br/upfiles. Acesso em: 30 maio 2007. 
18. http://www.valvestate.fateback.com. Acesso em: 30 maio 2007. 
19. http://www.weg.com.br/catálogoeletrônico/automaçãodeprocessosindustriais . 
Acesso em: 12 jul. 2007. 
20. http://www.weg.com.br/catálogoeletrônico/chavesdepartidasoftstart. Acesso 
em: 12 jul. 2007. 
21. MOREIRA, Sandra Valéria, MOREIRA, Wilson Antunes. Eletricidadebásica. 
Contagem: SENAI/MG, 2004. 
22. MORETTO, V.P. Eletricidade e Eletromagnetismo. São Paulo: Érica, 1989. p. 
22 e 23. 
23. MUSSOI, Fernando Luiz Rosa. Fundamentos de Eletromagnetismo. 
Florianópolis: CEFTE/SC, 2005. p. 21-23. 
 
 
 
 187 
 
 
 
24. OLIVEIRA, Michel Lucas de. Medidas de Controle do Risco Elétrico: slides 
1-3;11-12;15;17, 2005. 
2255.. _______. SSoommooss PPuurraa EEnneerrggiiaa:: sslliiddeess 22;;44--66;;1122,, 22000055.. 
26. OLIVEIRA, Ronaldo José. Comandos Elétricos: Dispositivos de proteção 
e controle. Belo Horizonte: SENAI/MG, 1999. p. 65- 74. 
27. SENAI/SP/EAD. Curso de Automação Industrial: o olhar da planta industrial. 
São Paulo, s. d. p. 15-25. 
28. WEG. Catálogo de motores elétricos. São Paulo: 2004. 08 p. 
29. ______. Catálogo de motores trifásicos de alto rendimento. São Paulo, s. d. 
10 p. 
30. ______. Comando e proteção: módulo 1. São Paulo: 2002. p. 278/279. 
31. ______. Manual de motores elétricos. São Paulo, s. d. 54 p. 
32. ______. Manual de treinamento: módulo 1 – comando e proteção. São Paulo, 
s. d. 486 p.

Mais conteúdos dessa disciplina