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Prévia do material em texto

2016 
Leonardo de Arruda Delgado adaptado 
por Átila Castro Paiva. 
Curso de Licenciatura em Educação Física. 
Amazonas - 2016 
 
DIDÁTICA 
 DA GINÁSTICA 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
2016 
 
 
Página 2 
 
 
Índice 
PALAVRAS DO PROFESSOR ........................................................................................... 3 
UNIDADE I: NATUREZA, HISTÓRIA E GÊNESE DA GINÁSTICA ................................... 5 
SEÇÃO 1: Conceitos ................................................................................................................. 6 
SEÇÃO 2: Conhecendo a História da Ginástica..................................................................... 7 
Ginástica na Pré-História .................................................................................................... 7 
A Ginástica na Antiguidade .............................................................................................. 8 
A Ginástica no Oriente Próximo ........................................................................................ 10 
A Ginástica na Grécia ....................................................................................................... 12 
A Ginástica em Roma ........................................................................................................ 16 
A Ginástica na Idade Média (395-1453) ......................................................................... 18 
A Ginástica no Renascimento........................................................................................... 20 
A Ginástica na Idade Contemporânea ............................................................................... 21 
SEÇÃO 3: A Inclusão das Ginásticas na Escola e nas Escolas Brasileiras ....................... 39 
A Formação para o Trabalho com as Ginásticas No Brasil .............................................. 43 
Considerações Finais do Capitulo ...................................................................................... 44 
UNIDADE II: MÉTODOS GINÁSTICOS ............................................................................ 45 
SEÇÃO 1: Classificação da Ginástica .................................................................................. 46 
Ginástica de Condicionamento Físico ............................................................................... 46 
Ginástica Geral (Gymnaestrada)..................................................................................... 47 
Ginástica Formativa .......................................................................................................... 47 
Ginástica Natural .............................................................................................................. 48 
Ginástica Competitiva ....................................................................................................... 48 
SEÇÃO 2: Classificação Geral dos Exercícios Físicos .......................................................... 48 
SEÇÃO 1: Ginástica de Condicionamento Físico ................................................................ 51 
Ginástica Calistênica......................................................................................................... 52 
Ginástica Aeróbica ............................................................................................................. 58 
Ginástica Localizada ......................................................................................................... 70 
Hidroginástica ................................................................................................................... 79 
Musculação ......................................................................................................................... 86 
Seção 2: Ginástica Médica ou Fisioterápica .......................................................................... 95 
UNIDADE IV: GINÁSTICA DE COMPETIÇÃO OU DESPORTIVA ..................................... 96 
SEÇÃO 1: Ginástica Artística .............................................................................................. 96 
Definição: ............................................................................................................................ 97 
História ............................................................................................................................... 98 
A Ginástica Olímpica na escola: possibilidades de trabalho ............................................ 98 
Segurança na GO/GA e prevenção de acidentes ............................................................ 100 
Modalidades ...................................................................................................................... 101 
Referencial Bibliográfico ................................................................................................. 117 
 
 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
2016 
 
 
Página 3 
 
 
PALAVRAS DO PROFESSOR 
 
 “Todas as partes do corpo que possuem uma função, se usadas com moderação e 
exercitadas em algum trabalho físico, se conservam sadias, bem desenvolvidas e 
envelhecem lentamente, porém se não são trabalhadas, deixam de funcionar, se convertem 
em enfermidades, defeituosas em seu crescimento e envelhecem antes do tempo“ 
(HIPÓCRATES, 460 A.C. a 377 A.C.) 
 
 
Prezado Acadêmico: 
 
 Você deve estar pensando, o que será que vou aprender com meus estudos na 
disciplina de Didática da Ginástica? Será que vou estudar os exercícios físicos e os assuntos 
pertinentes a ele? Com um pensamento de Hipócrates (o pai da Medicina), que está 
remontando em quase 2.500 anos, iniciamos essa discussão. 
 
 Mas, para isso leia atentamente o que está escrito e reflita sobre a verdade 
em cada palavra com relação ao organismo humano e a necessidade primordial que seus 
ossos, músculos, articulações, sistemas e aparelhos possuem de constante movimento. E o 
mais importante é que esse movimento precisa ser dimensionado, constantemente avaliado 
e principalmente prescrito e aplicado de maneira correta, constituindo-se em exercícios 
físicos, que venham a desenvolver as qualidades físicas inerentes ao corpo humano. 
 
 A disciplina Didática da Ginástica visa realizar discussões sobre conteúdos que 
podem ser abordados no contexto escolar, nas aulas de educação física, no desporto, na 
orientação de atividades físicas ou nas aulas de formação técnica, sobre a modalidade de 
ginástica. 
 
 Veja que ao se falar sobre a Educação Física, faz-se necessário caracterizar o 
homem como um ser holístico e que, dessa forma, ele necessita desenvolver-se em três níveis 
de conhecimento: 
 
- Sócio-Afetivo, que visa o desenvolvimento do indivíduo como um ser humano 
social, buscando estímulo para formação de sua cidadania e de sua ética; 
- Cognitivo, relacionado com seu desenvolvimento intelectual e seus processos 
reflexivos ; 
- Motor, que enfoca o movimento humano em todas as suas áreas de 
estudo. 
 
 O Professor de Educação Física é o grande facilitador para que os três níveis de 
conhecimento anteriormente citados, se desenvolvam de forma harmoniosa e em sua 
plenitude, e dessa forma, faz-se necessário que em nosso curso de graduação tenhamos 
conhecimento do corpo humano nos aspectos biológicos em disciplinas como Anatomia, 
fisiologia e Histologia. O conhecimento do homem enquanto ser é de fundamental 
importância, portanto, as disciplinas de História, Filosofia e Antropologia. Complementando 
esta tríade, temos disciplinas que estudam e mensuram o corpo humano a partir dos 
movimentos que o mesmo executa (Cinesiologia e biomecânica) e de suasvariáveis 
antropométricas (Medidas e Avaliação). 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
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 No caso específico de nossa disciplina - Fundamentos Metodológicos da Ginástica 
- ela é um dos primeiros momentos na carreira de um Profissional de Educação Física, em que 
se conseguem subsídios técnico-científicos, visando possibilitar a esse futuro profissional a 
condição de prescrever e aplicar exercícios físicos em classes de alunos/clientes com condições 
físicas e de saúde de um modo geral, muitas vezes um tanto heterogêneas. 
 
 Nossos futuros alunos /clientes de instituições públicas e particulares estarão, 
por certo, esperando que tenhamos condições técnico-didáticas de sugerir movimentos, 
que poderão, dos mais simples aos mais complexos, melhorar as diversas funções 
orgânicas, ajudando a construir gerações mais saudáveis e mais comprometidas com a 
manutenção da saúde e também utilização da ginástica e do exercício físico como elementos 
de prevenção contra patologias diversas. 
 
 Nosso desafio foi tornar a tarefa da abordagem da Ginástica, disciplina na qual o 
eixo teoria-prática é bastante representativo nos cursos de graduação, como também em um 
processo significativo e vivo nesse módulo. Buscamos para isso integrar o texto do fascículo 
aos outros textos produzidos sobre o tema e aos vídeos que abordam o assunto. Sugerimos 
também algumas atividades que os professores poderão incluir em suas aulas ou 
simplesmente realizá-las, caso se sinta à vontade para isso. Pensamos que o estudo da 
Ginástica nas aulas de Educação Física pode ser realizado de forma lúdica e prazerosa, 
despertando nos alunos o gosto pelo belo, pelos desafios corporais e pela criatividade. 
 
 O material que ora apresentamos, delimita o conteúdo GINÁSTICA, de forma a 
facilitar sua aplicação nas aulas de Educação Física. A Estrutura Básica consiste no histórico, 
definição e classificação da ginástica, utilizando uma linguagem simples e informações 
atualizadas. A fim de subsidiar os professores de educação física nos municípios de nosso 
grandioso Estado do Amazonas. 
 
 Caro acadêmico do Curso de Licenciatura em Educação Física, tenha bom 
proveito em seus estudos. 
 
 Texto adaptado de Leonardo de Arruda Delgado 
 
 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
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UNIDADE I: NATUREZA, HISTÓRIA E GÊNESE DA 
GINÁSTICA 
 
 
 Você pode achar que o pensamento constante no tópico Palavras do Professor, 
de autoria do Pai da Medicina - Hipócrates (460 A.C - 377 A.C.), está um tanto quanto antigo 
ou ainda defasado. Porém, perceba que ele apresenta, de forma simplificada, toda a 
necessidade de que o corpo humano possui de se manter fisicamente ativo, executando 
movimentos naturais ou de maneira disciplinada e contínua da prática da ginástica. 
 
 Certamente, atinge-lhe o fato de que uma das características da vida humana 
no mundo contemporâneo e tecnológico é a falta ou a drástica redução da quantidade dos 
movimentos naturais executados pelo ser humano, caracterizando-se no que 
denominamos por Sedentarismo. 
 
 Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), são sedentários todos os 
indivíduos que tiverem um gasto calórico inferior a 500 kcal por semana com atividades 
ocupacionais. 
 
 A presença constante do automóvel, dos controles remotos e das escadas 
rolantes, faz com que o homem, nos dias de hoje, execute caminhadas em menor quantidade, 
dificilmente corre e os demais exercícios naturais como saltar, lançar, arremessar, saltitar e 
outros tantos são movimentos de uma raridade ímpar no cotidiano de um ser humano nos dias 
atuais. 
 
 Em contraponto, perceba que durante as últimas décadas, estamos vendo a 
constante relação feita entre o manter-se fisicamente ativo e a saúde, isto se deve a 
preocupação, por parte da sociedade, na promoção e manutenção da saúde no seu amplo 
espectro conceitual, ou seja, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde é o 
completo bem-estar físico, mental e social. 
 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
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 Portanto, quando em atuação profissional, tome a precaução de não iniciar 
ou elaborar um programa de exercícios físicos e unicamente relacioná-los com a perfeição 
de linhas, mas principalmente, com a melhora ou manutenção da qualidade de vida dos mais 
variados tipos e biotipos de indivíduos, desde crianças até a terceira idade. 
 
 Procure habilitar-se para prescrever atividades físicas para os obesos que hoje já 
são parcela considerável da população principalmente nos países desenvolvidos, para os 
indivíduos que apresentam alguma deficiência ou patologia crônica, que no caso do Brasil, 
estão próximos dos 20 milhões de pessoas, e um dos grandes campos de trabalho que se 
desenvolve atualmente, é a prescrição da ginástica laboral que funcionaria como uma espécie 
de compensação às atividades normalmente estressantes relacionadas ao trabalho diário. 
 
 Para concluir, perceba que é notório e ao mesmo tempo paradoxal, os médicos 
recomendarem repouso absoluto para a maioria das enfermidades desenvolvidas pelo 
organismo humano, porém, são extremamente entusiastas na recomendação de atividades 
físicas regulares e orientadas, para a prevenção, controle e tratamento de inúmeras moléstias, 
fazendo-nos perceber claramente o quanto Hipócrates estava com a razão. 
 
SEÇÃO 1: Conceitos 
 
 A ginástica é um conceito que engloba modalidades competitivas e não 
competitivas e envolve a prática de uma série de movimentos exigentes de força, flexibilidade 
e coordenação motora para fins únicos de aperfeiçoamento físico e mental. 
 
 GYMNKOS = Origem grega, adjetivo relativo ao exercício do corpo 
GYMNASTIQUE= Origem da língua francesa. 
 
 Segundo BARBANTI (2003), o termo ginástica originou-se aproximadamente em 
400 a.C. É derivado de GYMNOS , que significa "nú", levemente vestido e geralmente se refere 
a todo tipo de exercícios físicos para as quais se tem de tirar as roupas de uso diário. Durante o 
curso da História as interpretações de Ginástica variaram. Atualmente o termo esta perdendo 
o seu uso e tem sido substituído por outras nomenclaturas de exercícios e/ou modalidades 
específicas. Como por exemplo: Pilates, Body Combat, Body Jump, Aeróbica etc. 
 
 Conforme Aurélio (Novo Dicionário da Língua Portuguesa, 2000), o termo 
ginástica é etimologicamente: o conjunto de exercícios sistematizados; o conjunto de 
movimentos, psicomotores para um objetivo. 
 
 Desenvolveu-se, efetivamente, a partir dos exercícios físicos realizados pelos 
soldados da Grécia Antiga, incluindo habilidades para montar e desmontar um cavalo e 
habilidades semelhantes a executadas em um circo, como fazem os chamados acrobatas. 
Naquela época, os ginastas praticavam o exercício nus (gymnos – do grego, nu), nos chamados 
gymnasios, patronados pelo deus Apolo. A prática só voltou a ser retomada - com ênfase 
desportiva e militar - no final do século XVIII, na Europa, através de Jean Jacques Rousseau, do 
posterior nascimento da escola alemã de Friedrich Ludwig Jahn - de movimentos lentos, 
ritmados, de flexibilidade e de força - e da escola sueca, de Pehr Henrik Ling, que introduziu a 
melhoria dos aparelhos na prática do esporte. Tais avanços geraram a chamada ginástica 
moderna, agora subdividida. 
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 Anos mais tarde, a Federação Internacional de Ginástica foi fundada, para 
regulamentar, sistematizar e organizar todas as suas ramificações surgidas posteriormente. Já 
as práticas não competitivas, popularizaram-se e difundiram-se pelo mundo de diferentes 
formas e com diversas finalidadese praticantes. 
 
SEÇÃO 2: Conhecendo a História da Ginástica 
 
 Nesta seção iremos estudar os papéis da Ginástica, suas denominações e seus 
objetivos no decorrer da história. Conforme Pereira (1988) a cultura física (terminologia 
utilizada para designar toda a parceria de cultura universal que envolve o exercício físico, como 
a Educação Física, a Ginástica, o Treinamento Desportivo e a Dança) caracterizou-se por ser um 
fenômeno universal, pois existem vários exemplos de exercícios físicos em várias civilizações, 
em diversas regiões do planeta. 
 
 Nesse sentido, podemos dizer que a Ginástica formou-se a partir de diferentes 
conceitos, assumindo diversas funções, através dos tempos (desde 3.000 anos a.C. até hoje), 
nas diferentes culturas, obtendo diversos significados e objetivos, de acordo com a 
comunidade em que estava inserida e sua época. 
 
Ginástica na Pré-História 
 
 É claro que a expressão 
"Ginástica" aplicada ao homem pré-
histórico é um tanto forçada, pois o 
exercício físico não estava 
sistematizado, regulamentado, 
metodizado, estudado cientificamente, 
etc.. Mas tudo isso que nós hoje 
procuramos atingir cientificamente 
(bem estar físico, saúde, força, 
velocidade, resistência, 
aperfeiçoamento das funções 
fisiológicas, etc.), o homem primitivo atingiu e ultrapassou em muito. É que, pelas condições 
de vida, um dia na pré-história, era uma contínua e completa aula de educação física. Para 
sobreviver ao perigo das feras e inimigos, para fugir as intempéries, para conseguir o alimento, 
para homenagear os deuses, para festejar vitórias, etc., o homem, em pleno contato com a 
natureza, precisava correr, saltar, marchar, arremessar, nadar, mergulhar, lutar, levantar e 
transportar ,equilibrar, trepar, quadrupedar, dançar, jogar, etc. 
 
 Para fins de estudo, podemos classificar as atividades físicas na pré-história 
dentro dos aspectos: Natural, Utilitário, Guerreiro, Recreativo, Religioso. 
 
1 - ASPECTO NATURAL: Aqui colocamos as atividades físicas feitas instintivamente, como 
meio de sobrevivência: Correr para fugir ao perigo ou para alcançar a caça; Nadar para 
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atravessar os rios; Marchar (caminhar) a procura da caça, da pesca, do abrigo; Arremessar a 
pedra, a lança, para caçar, pescar, guerrear e ai sim por diante. 
 
2 - ASPECTO UTILITÁRIO: Na caça ou na pesca, quantas vezes a lança foi atirada 
imperfeitamente, deixando o homem sem a sua desejada alimentação. Ele percebeu que 
precisava "treinar" aquele gesto para que, quando surgisse a situação real frente a sua presa, 
pudesse ter êxito no lance. Esse treino, essa atividade intencional, essa "evolução técnica" já 
não mais apenas instintiva, caracteriza o aspecto utilitário. 
 
3- ASPECTO GUERREIRO: Aos poucos, vai o homem dominando a natureza: alguns grupos 
desenvolvem o pastoreio e a agricultura e já podem abandonar a vida nômade. Mas outros 
grupos, que ainda vivem da caça e da coleta de frutos silvestres, percebem a fartura daqueles 
e adestram-se no manejo das armas para atacar e apossar-se do excelente estoque de 
alimentos. Os sobreviventes do grupo atacado, por sua vez, percebem que não basta criar o 
gado e armazenar os cereais: é preciso dedicar muita atenção ao preparo para luta e às 
medidas de segurança. É a educação física sob o aspecto guerreiro. Mais tarde, o crescimento 
dos aglomerados humanos exige a especialização do trabalho e surgem os homens dedicados 
exclusivamente à segurança: os soldados. E é na caserna que a Educação Física, através de 
todos os tempos, encontra apoio enfático e perene. 
 
4 - ASPECTO RECREATIVO: Os homens primitivos brincavam de correr, saltar em altura e 
extensão; lutavam, dançavam, atiravam ao alvo faziam encenações representando episódios 
de caça, cenas cômicas, simulações de combates e etc. 
 
5 - ASPECTO RELIGIOSO: Para aplacar a ira dos deuses, ou para homenageá-los, o homem pré-
histórico realizava atividades rítmicas e danças. Ao ritmo de bastões, tambores, palmas, gritos 
e outros ruídos, executavam movimentos simbólicos de braços mãos, dedos, cabeça, tronco, 
balanceamentos, saltitamentos, passos e corridas, batidas de pés e etc. 
 
A Ginástica na Antiguidade 
 
 Na Antigüidade, principalmente no Oriente, os exercícios físicos aparecem nas 
várias formas de luta, na natação, no remo, no hipismo, na arte de atirar com o arco, como 
exercícios utilitários, nos jogos, nos rituais religiosos e na preparação guerreira de maneira 
geral. 
 
 A ginástica aparece aqui como elemento sinônimo de um conjunto de atividades 
físicas, baseada na massagem e nos movimentos respiratórios, com uma freqüência diária, e 
com objetivos médicos e morais. Com algumas particularidades, praticamente todas as 
civilizações antigas a que temos acesso, a partir de quarenta séculos antes de Cristo (através 
de desenhos, escrituras, etc.), tinham esta concepção. 
 
Chineses: 
 
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 a) Os chineses constituem um dos povos mais antigos da terra. Sua história perde-
se na bruma dos tempos e no terreno lendário. 
 
 Pode-se, no entanto dizer que já há 3.000 anos A.C. possuíam uma educação 
organizada, com escolas de nível primário, médio e superior. 
 
 b) A Ginástica não se restringia ao currículo escolar, e por isso alcançou alto nível 
entre os chineses, é que ela estava englobada nos preceitos morais e religiosos. Assim, graças 
aos sacerdotes e também aos filósofos (entre estes destacamos Confúcio que foi um grande 
ginasta) a Educação Física era encarada com muita seriedade pelo povo chinês. 
 
 c) O Kong-Fu era um notável tratado de Ginástica elaborado pelos monges da 
seita Tao-Tse. 
 
 Continha exercícios ativos, passivos e mistos; determinava a manutenção de 
posturas, as mudanças de posturas, os modos de respirar; explicava os vários tipos de 
massagens; indicava os benefícios fisiológicos e curativos de cada exercício. São famosas as "7 
Regras de Saúde de Kong-Fu": levantar cedo, purificar a boca, exercitar-se, massagear-se, 
banhar-se, repousar, alimentar-se. 
 
 d) Além das práticas morais e higiênicas aconselhadas pelos filósofos e pelo Kong-
Fu, os chineses praticavam muitas outras atividades físicas: o arco e a flexa, a luta, os jogos 
imitativos, a esgrima de sabre, o Tsu-Chu (semelhante ao futebol), o voador (peteca) , a caça, 
danças religiosas e pantominas. 
 
 e) A introdução do Budismo e a influência de alguns filósofos que pregavam a 
"inanição e a meditação para alcançar a sabedoria e a felicidade, prejudicaram o progresso da 
educação física e da própria China a partir de uns 2 séculos antes de Cristo. 
 
 Na atualidade, o povo chinês reage aos séculos de obscurantismo e já comparece 
nas competições mundiais de basquete, atletismo, natação, ping-pong, tênis, futebol. 
 
Hindus: 
 
 a) A Índia se originou há uns 
2.000 anos A.C com a invasão dos ários que 
dominaram a vasta península triangular que 
vai do Himalaia ao Oceano Indico. Os hindus 
estavam organizados em 4 castas 
hierarquizadas: os brâmanes (sacerdotes, 
poetas, juízes, médicos); os guerreiros; os 
negociantes, pastores e agricultores; e os 
servos. Havia ainda os sem classe ou parias, 
desprezados e sem quaisquer direitos. 
 
 b) As principais fontes históricas 
para estudo deste povo são os livros Vedas 
(livros sagrados do Bramanismo); Mahabárata 
(poema que relata uma guerra civil); 
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Ramayana (poema épico que descreve as lutas de Rama para reaver sua esposa Sita) e as Leis 
da Manu, o celebre legislador da índia. 
 
 c) Os livros mencionados nos dão conta de que os hindus praticavam ginástica, 
exercícios respiratórios, Massagens, hidroterapia,a equitação, o box, lutas, corrida, natação, 
dança, pólo, esgrima, lançamentos. Eram guerreiros temíveis. Possuíam cidades fortificadas; 
usavam os elefantes nas batalhas colocando no dorso desses animais dezenas de arqueiros 
que espalhavam a morte e a destruição entre seus inimigos. 
 
 A Ginástica tinha grande destaque no sistema escolar e ainda recebia especial 
atenção no culto familiar e nos templos. Os preceitos higiênicos faziam parte da essência 
moral e religiosa do povo. 
 
 Manu preconizava: “Para a sociedade a hierarquia das castas e para o indivíduo a 
pureza física e moral”. A purificação era feita pelo fogo, (fumigações) pela respiração e pela 
água. 
 
 A Ioga é uma interessante prática que nos legaram os hindus. Ela consiste em 
técnicas respiratórias, manutenção de posições do corpo, exercícios feitos suavemente e 
atitude mental em busca da tranqüilidade interior e das "forças cósmicas”. 
 
 d) Na atualidade, após longo domínio e por influencia inglesa, os hindus praticam 
futebol, tênis, pólo, hockey, cricket, golf, atletismo. 
 
A Ginástica no Oriente Próximo 
 
 Egípcios, caldeus, assírios, hebreus, medos, persas, fenícios e insulares, são os 
grupos mais conhecidos entre os povos da antigüidade, no Oriente Próximo. Vamos dizer 
apenas que os fenícios eram hábeis navegadores; que os assírios e caldeus eram guerreiros 
cruéis; que os hebreus legaram preciosos princípios higiênicos; que os medos e os persas eram 
inteligentes, dinâmicos, honrados e guerreiros. 
 
 Detenhamo-nos um pouco mais nos Egípcios e nos Cretenses. 
 
Egípcios: 
 
 Através de escavações realizadas 
pelos pesquisadores franceses Champollion e Botta 
e o inglês Rawilson no Egito, encontraram nas 
paredes das tumbas e hipogeus, pinturas e 
desenhos que revelaram as práticas físicas que 
faziam parte do ume egípcio, dentre os quais, os 
exercícios gímnicos. MALTA (1994), declara a 
existência de uma ginástica egípcia, devido a 
grande variedade de atividades físicas praticadas 
no Egito, destacando a constatação do trabalho de 
algumas qualidades físicas (equilíbrio, força, 
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resistência muscular e flexibilidade) como também a utilização de alguns materiais de apoio 
(árvore, lança e pesos). 
 
 a) No vale do rio Nilo, nordeste da África, floreceu, há mais de 4.000 A.C., a 
civilização egípcia. Os egípcios eram altos, de ombros largos, de quadris estreitos, pernas e 
braços longos, peles amorenada pelo sol, alegres, trabalhadores, cultos e religiosos. 
 
 b) Vivendo em país de clima quente e recebendo as cheias periódicas do Nilo, era 
natural que os egípcios desenvolvessem adequadamente seus preceitos higiênicos, exercícios, 
hábitos alimentares e vestuário. 
 
 c) Assim, a natação era bastante praticada por homens e mulheres (lembram-se 
do episódio bíblico que narra o achado de Moisés pela filha do Faraó durante um banho no rio 
Nilo?). O remo, a navegação e a caça de aves e animais selvagens nos rios e pântanos eram 
muito apreciados (hipopótamos, gazelas, bois selvagens, raposas, lebres, leões, leopardos, 
crocodilos). Os jovens perseguiam a nado os crocodilos levavam na mão um bastão ponte 
agudo nos dois extremos e ofereciam o ante-braço ao animal; quando este tentava abocanhá-
lo nada conseguia além de ficar espetado. 
 
 A ginástica rítmica e as danças tiveram alta expressão no Egito, seja sob o aspecto 
religioso, como sob o profano e militar. 
 
 Desenvolveram a arte da luta. Nos túmulos de Beni-Hasan foram encontradas 
figuras de lutadores, pintadas em verme lho e preto, para melhor compreensão da técnica dos 
golpes,em que aparecem mais de uma centena de fases de luta. 
 
 Sob o aspecto militar, além do manejo do arco e da flexa, praticavam a corrida de 
carros de guerra, o arremesso de lança, a esgrima com um bastão numa das mãos e com 
escudo na outra, corridas de velocidade e resistência. 
 
 d) Em tão alto conceito tinham os egípcios a educação física que o próprio 
herdeiro do trono se exercitava junto com os demais membros da nobreza. E todo o 
juramento feito em nome do Faraó, terminava com a expressão “Vida, Saúde, Força”. 
 
 Nos Locais dos exercícios físicos, assim como fazemos hoje nos estádios e 
vestiários, havia frases de incentivos aos praticantes: "Teu braço é mais forte que o dele; não 
cedas"; "Nosso grupo é mais forte que o deles; força, companheiros”. 
 
Cretenses: 
 
 a) Entre os insulares, ou povos do mar, brilhou, há 
mais de 2.000 anos A.C., a civilização cretense. Embora ainda não 
tenha sido possível decifrar os signos da escrita cretense, pelas 
ruínas, quadros, pinturas e esculturas, pode-se conhecer algo deste 
povo extraordinário, precursor e inspirador da civilização grega no 
campo da Educação Física. 
 
 b) Os cretenses eram baixos, morenos, queimados 
pelo sol, esbeltos, ágeis, enérgicos, usavam roupas leves (uma 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
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simples tanga e saiote ricamente bordado, com uma cinta que ressaltava o talhe atlético); as 
mulheres usavam saias soltas, camisas rendadas, elegantes chapéus, colares, jóias e 
braceletes. 
 
 c) Seus templos e palácios possuíam inteligente distribuição de ar, luz, água, 
drenagens, instalações sanitárias e salas de banho. 
 
 d) Hábeis marinheiros e possuindo um tipo de barco guarda-costas muito veloz, 
não precisavam de muros e fortificações para guarnecer seu litoral. 
 
 Eram apaixonados pelos exercícios de força e destreza. Para seus espetáculos, 
construíram os primeiros teatros e estádios do mundo. Apreciavam as lutas de gladiadores e 
os combates de homens e mulheres contra as feras. A coragem e a habilidade acrobática dos 
cretenses se desenvolveram a tal ponto que casais de toureiros, desarmados, brincavam com o 
touro furioso, dando cambalhotas e saltos sobre o dorso do animal. 
 
 Conheciam o pugilismo e já dividiam os lutadores nas três clássicas categorias: 
leves, médios e pesados. Os lutadores cobriam o corpo com óleo. Como outros povos, os 
cretenses também praticaram as danças religiosas e recreativas, as corridas, natação e 
massagem. 
A Ginástica na Grécia 
 
 
 Na Grécia, definiu-se o primeiro conceito de Ginástica. Os exercícios ginásticos 
tinham de ser praticados com o corpo nú, banhados com óleo, nos ginásios, sob uma 
orientação determinada por preparadores físicos e filósofos, objetivando a formação do ser 
humano, no seu aspecto físico, intelectual, filosófico, artístico (vinculado à estética e à música), 
e moral, desenvolvidos a partir do seu método, “a orquestrica e a palestrica”: 
 
 “Pouco antes de Platão a ginástica foi erigida em instituição nacional. Foi 
metodizada e codificada, juntamente com a instituição dos atletas, e com a dos pedotribas 
(professores) que se consagravam exclusivamente nos exercícios corporais, com o fim de 
concorrerem aos jogos públicos.... 
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 A Ginástica foi dividida em dois grupos: 
 
- A orquestrica (formação cultural e moral dos jovens, atitudes por meio de 
gestos, música, caráter, dignidade do cidadão, danças rítmicas) 
- A palestrica (preparo de atletas para os jogos públicos, diversas modalidades 
de exercícios físicos e eram realizados nos ginásios)” (BONORINO, op.cit., p.19 
e 20) 
 
 A Grécia antiga compreendia a extremidade da península balcânica, uma serie de 
ilhas nos mares Egeu, Jônico e Mediterrâneo e alguns pontos nas costas da Ásia Menor. 
 
 Vários povos cruzaram a Grécia, mas é com os Helenos, que a invadiram no século 
XVI A.C., que o povo grego surge ante a face da História. Os helenos se dividiam em quatro 
tribos: aqueus, eólios, dórios e jônios. Os dórios se estabeleceram em Esparta e os jônios em 
Atenas eessas duas cidades-estado lideraram por largos períodos a vida dos povos gregos. 
Embora da mesma raça, os gregos não possuíam unidade política. Apenas em casos de guerras 
com outros povos havia uma união temporária entre algumas cidades. 
 
 Somente o desporto e a religião, através dos jogos Pan-helênicos, conseguiam 
uma efetiva unidade nacional. 
 
 Os gregos, pela harmonia de suas linhas, proporção de seus segmentos e 
delicadeza de semblante, inteligência, coragem e cultura, foram considerados o protótipo da 
beleza humana. 
 
 Separados política e geograficamente, era natural que diferentes fossem os tipos 
de educação dos Gregos. 
 
 Os espartanos eram rudes, fortes, enérgicos, belicosos, colocando o amor a Pátria 
acima de tudo. 
 
 Por isso a educação espartana visava a formar soldados eficientes e prontos a 
morrer pela Pátria. 
 
 Até os 7 anos a criança ficava com a mãe; era então entregue ao Estado passando 
a viver em comum com outras crianças, tendo uma alimentação sóbria, realizando exercícios 
violentos e habituando-se aos rigores da natureza. Aos 13 anos ingressava em regime ainda 
mais violento, praticando exercícios militares como equitação, funda, arco e flexa, manejo da 
lança. Formavam bandos de adolescentes e eram mandados a assaltar sítios e viajantes para 
prover sua própria alimentação. Se não conseguissem atingir seu intuito eram severamente 
castigados. 
 
 Dos 18 aos 20 anos o jovem espartano passava a guardar a cidade e a treinar os 
grupos mais jovens nos exercícios físicos e militares. 
 
 Dos 20 aos 30 anos entrava nos plenos poderes militares, podendo comandar 
tropas. Depois dos 30 gozava de privilégios políticos; após os 60 podia aspirar os mais altos 
postos da vida política. 
 
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 Por tudo isso, é fácil concluir-se que a Educação consistia quase que 
exclusivamente na Educação Física. Afora, e a educação cívica, os jovens recebiam apenas 
alguns rudimentos de aritmética, leitura, e poesia. As meninas também recebiam uma 
educação física intensa e, para escândalo dos de mais gregos, participavam dos jogos públicos; 
corriam, manejavam o arco e a flecha, dirigiam um carro de guerra e lutavam como qualquer 
homem; tinham obrigação de manter-se belas, fortes e saudáveis a fim de que aos 20 anos 
fossem desposadas e pudessem gerar filhos saudáveis. Eram educadas a colocar o amor a 
Pátria acima do amor maternal. 
 
 Já a educação em Atenas era diferente. Até aos 7 anos os meninos ficavam ao 
inteiro cuidado materno, brincando livremente. 
 
 Aos 7 anos ingressavam na escola onde aprendiam as primeiras letras, canto, 
musica, jogos, como comportar-se em sociedade. Vemos, então que os atenienses buscavam a 
formação integral do indivíduo: alma; corpo, mente. Dos 12 anos aos 15 estudos se 
aprofundavam (Desenho, Astronomia, Matemática, Legislação, Literatura e etc.) e a ginástica 
ia se tornando cada vez mais dura. 
 
 Dos 15 anos aos 18, recebiam a ginástica mais difícil e dedicavam-se ao atletismo. 
Dos 18 aos 20 ingressavam na efebia, espécie de aspiração militar. Além do treinamento cívico 
e militar, recebiam ensinamentos sobre política, administração e oratória. As meninas eram 
educadas pela mãe. Sua educação era voltada para o lar; aprendiam a fiar, coser, bordar, ler, 
escrever, tocar citara, dançar e praticar alguns jogos. 
 
 Por esse tipo de educação compreende-se porque o ateniense era forte, bravo, 
amante da sua Pátria, do seu lar, da sua liberdade, e tenha atingido altos níveis em todos os 
ramos das ciências e das artes, causando admiração e servindo de exemplo para todos nós. 
 
 Os gregos possuíam excelentes locais para as práticas gimnicas e desportivas: 
 
 a) Estádio - local onde se realizavam as corridas de velocidade e resistência. 
Ficava na planície junto ou entre morros nos quais construiam-se arquibancadas. "Estádio" é 
uma medida grega que corresponde mais ou menos a 192 metros. 
 
 No estádio realizavam-se as corridas, lutas saltos e arremessos. 
 
 b) Palestra - (palé = luta) - recinto destinado às lutas. Além do local das lutas havia 
vestiários, salas de ginástica, banheiros frios e quentes, salas de reuniões e salas de 
massagens. 
 
 c) Hipódromo - local destinado às corridas à cavalo e de carro. 
 
 d) Ginásio – Local destinado à prática da ginástica e dos jogos, englobando às 
vezes também à educação intelectual. Com o tempo, o ginásio passou a constituir um conjunto 
desportivo completo (hoje, nós usamos a palavra “estádio” para designar o conjunto 
desportivo). 
 
 Assim como em nossos dias, também na velha Grécia o desporto exerceu 
extraordinária missão de paz. 
 
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 Nem sábios, nem políticos conseguiram unir os gregos; isso só o desporto o fez. 
Por ocasião dos jogos Pan-helêmcos, toda a Grécia se reunia e confraternizava, ressaltando o 
valor do povo grego e homenageando a seus deuses. 
 
 Os mais célebres jogos foram os Olímpicos, Nemeus, Píticos e Istmicos. 
 
 Os Istmicos eram realizados em Corinto; os Píticos em Delfos; os Nemeus em 
Neméia; e os Olímpicos em Olímpia, (em Élis). Além desses Jogos de caráter geral, cada cidade-
estado tinha seus próprios "jogos municipais". 
 
 Pelo seu esplendor e importância, detenhamo-nos um pouco mais nos Jogos 
Olímpicos. 
 
 Eram celebrados de 4 em 4 anos, em honra de Zeus, o rei dos deuses. Tiveram 
início em 776 A.C. e foram extintos em 394 D.C. pelo imperador romano Teodósio, tendo sido 
celebradas 291 Olimpíadas ao longo de um período de quase 1.200 anos! Os jogos eram 
organizados e dirigidos pelos 10 helanoicas, homens da mais destacada envergadura moral e 
social de Elis. Em junho saiam os arautos por toda a Grécia pregando a Trégua Sagrada e 
convidando para os Jogos. Cessavam então todas as guerras entre os Gregos! As cidades se 
reconciliavam; todos tinham livre trânsito para Olímpia e ninguém podia ser molestado; as 
armas não entravam na cidade no período dos Jogos. Na noite de 27 de julho realizavam-se 
banquetes, procissões e ritos sagrados e ao alvorecer o dia 28, com um majestoso desfile, 
preces e apresentação dos atletas, iniciavam-se os Jogos. Uma entusiástica multidão de 40.000 
pessoas, (só homens) vibrava com os feitos dos atletas, considerados como semi-deuses. 
 
 Para participar dos jogos o atleta passava por severos testes e provas: ter sido 
vencedor em sua cidade, submeter-se a estágio em Olímpia, ser grego de nascimento, ser do 
sexo masculino, não ter sido concebido na velhice dos pais, não ter cometido crimes contra o 
Estado ou a Religião, não chegar atrasado, jurar obedecer às regras e às autoridades. 
 
 A primeira Olimpíada constou apenas da corrida de um estádio; depois foram 
incluídas outras provas e a programação passou a durar uma semana: corridas de resistência, 
arremessos de disco e dardo, lutas, saltos em distância, corridas à cavaIo e de carro, pentatlo. 
O pentatlo consistia em corrida, salto, arremesso de dardo, arremesso de disco e luta. Os 
pentatletas iam sendo em parte eliminados, a medida que se realizavam as provas, até que na 
última prova, a luta,ficassem somente dois concorrentes. 
 
 Terminadas as disputas, os atletas eram coroados com uma coroa de louros 
diante do templo de Zeus e recebiam um ramo de Oliveira. 
 
 Seguiam-se outras solenidades religiosas, banquetes e comemorações. 
 
 Que a contemplação dessa magnífica época e o exemplo que ela nos dá nos ajude 
a levar nossa Pátria pelos caminhos do desenvolvimento sem perda dos padrões morais e 
espirituais. 
 
 Com o tempo, especialmente após a invasão romana, a Olimpíada foi perdendo 
seu caráter espiritual e de pureza moral. Surgiram o profissionalismo disfarçado, a corrupção, 
as apostas; os atletas recebiam grandes vantagens materiaisem suas cidades; os romanos 
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viam nos jogos apenas um divertimento. Esse afrouxamento, como é fácil de se concluir, 
trouxe consigo a decadência para a própria Grécia. 
 
 
 Sócrates (468-399 a.C), Aristócles, mas conhecido pelo cognome Platão ( 429-347 
a.C), Hipócrates (430-377 a.C.) e Aristóteles (348-322 a.C.) deixaram grandes contribuições no 
que se refere às atividades físicas. Por exemplo as idéias pedagógicas sobre ginástica para o 
corpos música para a alma, que influenciaram as bases educacionais defendidas por Platão. 
 
 Segundo Oliveira (1987), as artes da Ginástica (todos os exercícios físicos, inclusive 
o esporte) e da Música (cultura espiritual) formaram o que os gregos chamavam de Paidéia, o 
que hoje é entendido como tradição, cultura, educação, enfim, a própria formação do Homem 
PEREIRA (1988), relata que na cultura grega, foi a primeira prática de atividades físicas 
realizadas em grupos, de forma consciente, metodizada e intencional. A cultura física era 
marcante no universo grego, sendo usual a exercitação física conjunta, entre amigos, em suas 
próprias residências, de cunho físico e social; Na vida atlética dos cidadãos gregos estendia-se 
até a velhice; os ginásios viviam tomados de pessoas exercitando se... . 
 
A Ginástica em Roma 
 
 Com a derrota militarista da Grécia (145 a.C), Roma passa a combater a ginástica 
grega, pois achavam imoral e repulsiva a nudez dos atletas e ginastas gregos (MARINHO 
1981). TUBINO (1992) descreve que as atividades físicas romanas possuíam características 
militaristas bem marcantes, porém com a decadência do império Romano foi aos poucos 
tornando-se em cruéis espetáculos circenses de gladiadores, pugilatos, luta livre e 
naumaquias. Deste período romano surgiu a frase "Mens sana in corpore sano'', que até hoje 
está relacionada aos estudos dos problemas da Educação Física. 
 
 Guerreiros, e de espírito prático, 
os romanos viam na educação física apenas o 
instrumento para adestrar suas aguerridas 
legiões. A educação física tinha, portanto, um 
caráter eminentemente militar. Como em 
Esparta e Atenas, o pai tinha plenos poderes 
sobre a família, podendo aceitar ou recusar o 
filho recém-nascido. Se aceita, a criança 
ficava aos cuidados da mãe até 7 anos. Dos 7 
anos aos 12, o menino era entregue ao "Ludus 
Magister", ou a um preceptor particular se a 
família tivesse maiores posses. Nessa fase a 
educação limitava-se a rudimentos de ler, 
escrever, contar e jogar, e pequenas 
tarefas agrícolas ou militares. Dos 12 aos 
16 anos ia para a escola do "grammaticus" onde avançava mais na literatura, na gramática e 
estudava um pouco de ciências. Dos 16 aos 18 anos ia para a escola de "Retórica", onde 
aprendia direito, filosofia, retórica e uma esmerada educação militar; Aos 18 anos tornava-se 
cidadão, trocando a Toga Pretexta pela Toga Viril em bela cerimônia pública. 
 
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 Os romanos de todas as idades praticavam diariamente a educação física no 
campo de Marte, situado às margens do Tibre. Era uma bela planície, rodeada de bosques e 
monumentos nacionais. Eles corriam, nadavam, saltavam, transportava pesos, arremessavam 
a lança, lutavam, esgrimiam, jogavam harpastum (espécie de antepassado do futebol), 
praticavam a equitação. 
 
 Nos primeiros tempos não praticavam a ginástica por considerar imoral o nú dos 
ginastas gregos e não ver nela uma direta preparação para a guerra; também não apreciavam 
a dança que julgavam um divertimento muito baixo. 
 
 Os romanos apreciavam grandes espetáculos públicos onde houvesse perigo de 
vida e corresse sangue. Construíram notáveis anfiteatros (Coliseu) e circos (Máximus). Aí 
realizavam as lutas de gladiadores, veação, condenação às feras, naumaquias, corridas de 
carros. 
 
 Os gladiadores eram em geral escravos que lutavam por dinheiro ou pela 
liberdade. Havia vários tipos: Mirmilões (pesadamente protegidos e levando lanças e escude), 
Reciários (rede, tridente e punhal), Laceários (laço com nó corrediço), Andábatos (à cavalo). 
 
 Veaçao era o combate de feras contra homens, ou de feras contra feras. Milhares 
de animais africanos eram trazidos pelos imperadores e jogados nas arenas romanas. 
 Condenação às feras era o castigo imposto aos primitivos cristãos que morriam 
despedaçados pelas feras famintas, sob o gargalhar e o deboche das multidões. 
 
 A Naumaquia consistia na luta entre barcos cheios de escravos armados. Cada 
barco era embandeirado com cores diferentes do outro. 
 
 Transformava-se a arena em lago artificial e aí travava-se a naumaquia. Depois de 
certo tempo, os promotores da luta davam o sinal de suspensão das hostilidades. O barco que 
tivesse maior número de homens vivos era considerado vencedor e eles ganhavam a 
liberdade. 
 
 As corridas de carros eram espetáculos empolgantes. Nos frágeis carros, puxados 
por dois (bigas) ou quatro (quádrigas) cavalos os áurigas realizavam prodígios de equilíbrio, 
coragem, destreza, força e resistência. O Circo Máximo era o mais importante, com capacidade 
para 400.000 espectadores. O Coliseu, o mais famoso anfiteatro, tinha capacidade para.... 
100.000 pessoas. 
 
 Os romanos também realizavam jogos de estádio, como as competições atléticas 
e eqüestres, mas sem o entusiasmo pelos jogos de circo e anfiteatro. 
 
 Também realizavam jogos e festas em homenagem aos deuses e em 
comemoração às datas significativas na vida da cidade. Os imperadores, na ânsia de agradar o 
povo para se manter no poder, aumentavam cada vez mais o número de jogos e dias feriados, 
e distribuíam alimento para a população. Houve um tempo em que o ano tinha mais dias 
feriados que dias úteis. Juvenal, o célebre poeta satírico, sentindo a decadência de sua Pátria, 
publica, no século II, as suas "Sátiras”, onde crítica a educação e a vida romana. Nessa obra é 
que encontramos a frase tão divulgada por nós da Educação Física: Mente sã em corpo forte. 
Eis o verso de Juvenal: “Orandem est ut sit mens sana in corpore sano, Fortem posce animum, 
mortis terrore ca-rentem" (Ora por uma mente sã em corpo sadio, Alma forte que, friamente, 
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a morte enfrenta). E o poeta diz com amargura: "onde está aquele povo que lutava por um 
lugar de perigo na frente de combate e conquistava impérios? Agora se contenta com pão e 
circo”. 
 
 Esse afrouxamento físico e moral, aliado a outras causas, foi o germe da 
decadência de Roma. 
 
 Mas antes de concluir este ponto, permitam que eu lhes diga algo sobre uma 
belíssima contribuição romana ã Educação Física: as Termas eram as casas de banho dos 
romanos. 
 
 Eles espalharam o hábito salutar do banho por todo o seu vasto império. As 
Termas eram edifícios imponentes, muito ricamente decorados e construídos em mármore. As 
principais de pendências eram: vestiários, salas de ar quente ou morno (seco ou úmido), 
piscinas quentes e frias, salas de refeição, de leitura, de jogos sociais e desportivos, salas de 
massagem. As principais Termas foram as de Agripa, de Nero, de Caracala, de Trajano. Havia 
Termas com mais de 8.000 banheiros separados. 
 
 Roma chegou a ter mais de 800 Termas além de mil piscinas para o banho público. 
Até os escravos, mediante uma módica taxa, podiam participar dos banhos. 
A Ginástica na Idade Média (395-1453) 
 
 Com a morte do imperador Teodósio e a divisão do império Romano (395) 
começa, segundo alguns historiadores, a Idade Média. 
 
 Esse período caracteriza-se pela quebra do 
poder real de Roma, surgindo pequenos reinos e senhores 
em toda a Europa. Assim surgiu o feudalismo, regime em 
que um senhor mais fortereunia em torno de si senhores 
mais fracos e dava-lhes domínio hereditário sobre certas 
terras em troca de obediência e ajuda em caso de guerra 
(os primeiros eram os "suzeranos" e os segundos os 
"vassalos"). 
 
 Aqueles vassalos, por sua vez, dominavam 
sobre pessoas mais humildes, chamadas "servos da gleba". 
Os servos da gleba utilizavam as terras dando uma parte do 
produto para o seu senhor; também combatiam a serviço 
do senhor. 
 
 Um castelo forte, com terras cultivadas, algumas habitações e campos de criação 
ao redor é a paisagem característica da Idade Média. 
 
 Isso constituía um feudo. 
 
 Como os jogos na velha Grécia eram uma oferenda a deuses pagãos e como em 
Roma eram espetáculos sanguinários nos quais os cristãos foram muitas vezes sacrificados, o 
cristianismo, dominando o mundo, exterminou com eles e acabou com todas as suas 
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manifestações. E ainda mais, pregando que o corpo era vil e fonte de muitos pecados, a Igreja 
combatia toda a atenção que se pudesse a ele dedicar, para que as atenções se voltassem 
exclusivamente para a parte espiritual. 
 
 Essa atitude negativa da Igreja em relação à E.F. prejudicou a evolução da E.F. por 
muito tempo, somente se modificando com o surgimento da Cavalaria e das Cruzadas. 
 
 Nos feudos, as atividades físicas consistiam na caça, pesca, jogos infantis (as 
crianças daquela época tinham mais jogos e brincadeiras que as nossas), danças a jogos 
populares, lutas e arremessos. 
 
 Um dos jogos mais populares era a "soule" antepassado do futebol. Até os padres, 
após a missa dominical, se misturavam com o povo e jogavam a "soule". 
 
 Consistia em atingir com a bola, jogada de qualquer maneira, um alvo defendido 
pela equipe contrária. Havia “soles” entre povoados vizinho. A vitória consistia em levar a bola 
até à praça do povoado adversária. 
 
 A nobreza 
participava das Justas e 
dos Torneios e do jogo da 
"paume”, jogo da 
"palma", antepassado, do 
tênis, ou "pela" além das 
danças. A Justa consistia 
numa disputa “amistosa” 
entre dois cavaleiros que, 
à cavalo, protegidos por 
armaduras, munidos de 
lança e espada, investiam 
um contra o outro, 
tentando derrubar e 
dominar o adversário. No 
inicio, não havia muitas regras, e a Justa era quase igual a uma batalha real, havendo, 
seguidamente, mortes. 
 
 Mais tarde criaram-se as "armas de cortesia", isto é, a lança de ferro foi 
substituída pela de madeira com um florão na ponta. 
 
 Também surgiram regras mais amenas: bastava derrubar o adversário da sela, ou 
quebrar a própria lança no impacto contra o adversário para ser considerado vencedor. 
 
 As justas eram realizadas em campo aberto, ou com um muro, (liça) à altura do 
peito do cavalo. Consta que a última Justa realizou-se em 1559 para festejar o casamento de 
Margarida, lrmã do rei Henrique II da França. 
 
 O Rei participou da festa "justando" com o conde de Montqomery. Na primeira 
lança, o rei venceu facilmente, derrubando o conde; na segunda, ambos atingem o alvo e as 
lanças voaram em estilhaços, mas o conde de Montgomery, com o impulso da arremetida e 
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com o pedaço de lança que sobrara atravessou a viseira do rei ferindo-lhe o olho esquerdo. 
Dez dias de pois, com grande sofrimento, falece o rei e as Justas se apagam. 
 
 Os Torneios obedeciam aos mesmos princípios das Justas, porém eram disputados 
por duas equipes. A codificação dos torneios foi feita pelo cavaleiro francês Geoffroy de 
Preuilly, no século XI. Um senhor feudal promovia a festa, convidando tantos cavaleiros 
quantos pudesse, ou convidando um outro senhor feudal e sua equipe. 
 
 Formavam-se dois partidos: armavam-se as tribunas e arquibancadas; escolhiam-
se os juizes; embandeiravam-se os Iocais da disputa, os animais, as armas e os cavaleiros; 
realizavam-se treinamentos; os disputantes faziam os juramentos de lealdade às regras e aos 
adversários; havia homenagens, danças e banquetes; e quando o entusiasmo popular estava 
no auge, realizava-se o Torneio. Às vezes o combate ia de sol a sol. Ao final, todos 
confraternizavam e os esfalfados combatentes, com toda a dignidade e cortesia, participavam 
das festas e danças que eram realizadas em sua homenagem. Os torneios evoluíram 
desportivamente até ao ponto de originar o "carrossel" e as "cavalhadas" onde havia apenas 
combates simulados e demonstração de habilidade eqüestre. 
 
 A Cavalaria, nobreza dentro da nobreza é o facho luminoso da Educação Física na 
Idade Média. O cavaleiro cultivava o ideal de defender à Igreja, à Pátria, as mulheres, os fracos 
e os oprimidos. 
 
 A Igreja apóia a cavalaria e assim começa a modificar sua atitude em relação à 
Educação Física. O jovem nobre desde pequeno vai se preparando física, moral e 
espiritualmente para se tornar cavaleiro. E então, em plena mocidade, em bela cerimônia 
cívica e espiritual, recebe as armas de cavaleiro. Até chegar a esse momento, ele passou 
muitos anos adestrando-se na Luta, natação, arremessos, Levantamento de pesos, boas 
maneiras, conhecimento de Leis, exercício das práticas religiosas e etc. 
 
A Ginástica no Renascimento 
 
 Com o Renascimento (1400 a 1727), surge um período de transformações e 
despertamento cultural e ideológico, que além de libertar as ciências e as artes também serviu 
para o ressurgimento da cultura física. 
 
 Como o homem sempre teve interesse no seu próprio corpo, o período da 
Renascença fez explodir novamente a cultura física, as artes, a música, a ciência e a literatura. 
A beleza do corpo, antes pecaminosa, é novamente explorada surgindo grandes artistas como 
Leonardo da Vinci (1452-1519), responsável pela criação utilizada até hoje das regras 
proporcionais do corpo humano. 
 
 Consta desse período o estudo da anatomia e a escultura de estátuas famosas 
como por exemplo a de Davi, esculpida por Michelângelo Buonarroti (1475 - 1564). 
Considerada tão perfeita que os músculos parecem ter movimentos. A dissecação de 
cadáveres humanos deu origem à Anatomia como a obra clássica "De Humani Corporis 
Fábrica" de Andrea Vesalius (1514-1564). 
 
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 A volta de Educação Física escolar se deve também nesse período a Vitorio de 
Feltre (1378-1466) que em 1423 fundou a escola "La Casa Giocosa" onde o conteúdo 
programático incluía os exercícios físicos. 
 
 O Renascimento foi um período marcante e positivista para a cultura física, 
fazendo renascer o interesse e o prazer pela prática de atividades físicas o verdadeiro 
renascimento da cultura em geral e da Educação Física. 
 
 O movimento contra o abuso do poder no campo social chamado de iluminismo 
surgido na Inglaterra no século XVII deu origem a novas idéias. Como destaque dessa época os 
alfarrábios apontam: Jean-Jaques Rousseau (1712-1778) e Johann Pestalozzi (1746-1827). 
Rousseau propôs a Educação Física como necessária à educação infantil. Segundo ele, pensar 
dependia extrair energia do corpo em movimento. 
 
 Pestalozzi foi precursor da escola primária popular e sua atenção estava focada na 
execução correta dos exercícios. 
 
Atividade 
 
1. Dividir os alunos em 4 Grupos, disponibilizar os nomes dos grupos e seus componentes e 
representante. 
 
2. Sorteio de 4 temas ( 1 Pré-história, 2 Antiguidade, 3 Idade Média e 4 Renascimento) 
 
Edificar um trabalho de pesquisa sobre a relação e aspectos evolutivos da Ginástica e o tema 
sorteado. 
 
 Apresentação oral/escrita por ordem dos temas dia (-------), tempo máximo por grupo 15 
minutos. 
 
Obs.: O trabalho escrito deverá apresentar a bibliografia utilizada. 
 
A Ginástica na Idade Contemporânea 
 
 É na Idade Contemporâneaque ocorre o aparecimento do esporte moderno, a 
sistematização da ginástica e o amadurecimento da educação física escolar. Por esse motivo, é 
à luz do estudo dos princípios doutrinários que marcaram essa época que poderemos 
compreender e analisar as atuais tendências da educação física mundial. 
 
A Situação Política e Social da Europa 
 
 O século XVIII caracterizou-se pelo regime político batizado de "Despotismo 
Esclarecido", o qual foi influenciado pelas idéias do Iluminismo. As últimas décadas do século 
desenrolaram-se sob a marca da Revolução Francesa (1789), que derrubou o absolutismo, 
implantou a República, levou o povo ao poder político na França e semeou uma onda de 
revoluções liberais na Europa. Entre 1803 e 1815 a Europa toda envolveu-se nas Guerras 
Napoleônicas. 
 
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 O século XIX é o século da formação dos Estados Nacionais. A Europa nele 
adentrou sob a influência política do liberalismo e do nacionalismo, e economicamente, da 
Revolução Industrial, iniciada por volta de 1760 na Inglaterra, e que se espalhou por toda a 
Europa a partir de 1850, promovendo grande desenvolvimento econômico e transformações 
sociais. 
 
 O movimento nacionalista, aliado ao desenvolvimento econômico, cresceu muito 
na segunda metade do século XIX. Entre 1830 e 1870 transformou-se num movimento 
agressivo em favor da grandeza nacional e do direito de cada povo cultural e racialmente 
unido governar a si próprio (Burns, 1948). A partir de 1871 a Europa viveu em permanente 
estado de tensão por questões territoriais. A crise política levou à deflagração da I Grande 
Guerra, em 1914. 
 
 Foi neste tempo de guerras e revoluções que a Educação Física de nossos dias 
assentou suas bases. 
 
Situação das Instituições Educacionais 
 
 Entende Luzuriaga (1979) que o século XVIII é o século pedagógico por excelência. 
A educação tornou-se uma das mais importantes preocupações de reis, pensadores e políticos. 
Surgiram duas das maiores figuras da Pedagogia: Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) e 
Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827). Foi neste século que se desenvolveu a educação 
pública estatal e iniciou-se a educação nacional. Ainda segundo Luzuriaga, na educação do 
século XVIII observam-se os seguintes movimentos: 
 
1. Desenvolvimento da educação estatal, da educação do Estado, com maior 
participação das autoridades oficiais no ensino. 
2. Começo da educação nacional, da educação do povo pelo povo ou por seus 
representantes políticos. 
3. Princípio da educação universal, gratuita e obrigatória, no grau da escola 
primária, que fica estabelecida em linhas gerais. 
4. Iniciação do laicismo no ensino, com a substituição do ensino da religião pela 
instrução moral e cívica. 
5. Organização da instrução pública em unidade orgânica, da escola primária à 
universidade. 
6. Acentuação do espírito cosmopolita, universalista, que une pensadores e 
educadores de todos os países. 
7. Sobretudo, a primazia da razão, a crença no poder racional na vida dos 
indivíduos e dos povos. 
8. Ao mesmo tempo, reconhecimento da natureza e da intuição na educação, (p. 
151) 
 
 Ao final do século XVIII a educação européia modificou-se radicalmente com a 
Revolução Francesa, que fez com que a educação estatal, do súdito, própria da monarquia 
absolutista e do despotismo esclarecido, se convertesse na educação nacional, na educação do 
cidadão participante do governo do país (Luzuriaga, 1979). A Revolução Francesa deixou 
assentada as bases da nova educação nacional, que da França estendeu-se depois por toda a 
Europa e América. 
 
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 A educação no século XIX liga-se estreitamente aos acontecimentos políticos e 
econômicos. A Revolução Política, principiada em 1789 com a Revolução Francesa, completou-
se com a vitória da soberania popular e das idéias liberais, constitucionalistas e 
parlamentaristas, impondo-se a necessidade de educar o "povo soberano" (Luzuriaga, 1979, p. 
180). A Revolução Industrial, que alcançou grande intensidade naquele século, levou a um 
aumento populacional nas cidades e à necessidade de cuidar da educação desta grande massa. 
 
 Para Luzuriaga (1979) "todo século XIX foi um contínuo esforço por efetivar a 
educação do ponto de vista nacional" (p. 180), o que é bastante coerente com o momento 
político de afirmação dos Estados Nacionais que vivia a Europa. Os países europeus 
estruturaram, naquele século, seus sistemas nacionais de educação. A escola primária foi 
universalizada, em caráter obrigatório e gratuito, estabeleceram-se escolas normais para a 
preparação do magistério. A escola secundária também se afirmou, mas limitada ao 
atendimento da burguesia, e considerada apenas como preparação para a Universidade. 
 
Os Sistemas Ginásticos e o Nacionalismo 
 
 A história da elaboração e institucionalização dos, chamados "sis-temas 
ginásticos" confunde-se com a própria história do nacionalismo europeu e do militarismo 
sempre presente nos séculos XVIII e XIX. Originários da Alemanha, Dinamarca, Suécia e França, 
vinculam-se aos processos da afirmação da nacionalidade nestes países e à constante 
preocupação de preparação para guerra. Alguns autores (Marinho, s.d.a; Ramos, 1982) 
rotularam de “doutrinários” os movimentos de Educação Física surgidos naqueles países. 
 
Ginástica Alemã 
 
 O seu desenvolvimento foi dirigido por intelectuais e médicos, mas o 
impulso decisivo para a implantação dos alicerces da Escola Alemã veio da pedagogia. 
Inicialmente, podemos citar os alemães Basedow e Salzmann, que, com suas instituições 
escolares denominadas "Philantropinum", abriram as portas para a implantação da educação 
física escolar. Foi também decisiva a influência sobre os autores citados do suíço Jean Jacques 
Rousseau que, ao escrever o Emílio, em 1762, muito acentuou a tendência humanista do 
"Philantropinum" do pedagogo Johann Bernhard Basedow (1723-1790) e, posteriormente, do 
de Salzmann. 
 
 Basedow dava grande importância à saúde e à educação física, e sua escola iniciou 
o primeiro programa moderno de Educação Física (Van Dalen & Bennet, 1971). Este programa 
compreendia corridas, saltos, arremessos e lutas semelhantes às que se praticavam na Antiga 
Grécia: jogos de peteca, de bola, de pinos e pelota; natação; arco e flecha; marchas; excursões 
no campo, caminhada e suspensão em escadas oblíquas e transporte de sacolas cheias de 
areia (Marinho, s.d.a; Van Dalen & Bennet, 1971). 
 
 Não podemos esquecer também a influência de outro suíço: Johann Heinrich 
Pestalozzi, “o maior gênio, a figura mais nobre da educação e da pedagogia, o educador por 
excelência e o fundador da escola primária popular". Assinale-se que Pestalozzi foi seguidor 
das idéias de Rousseau. 
 
 Em 1784 foi fundado um instituto educacional semelhante ao Philanthropinum 
também colocando em prática idéias educacionais naturalistas, onde Cristoph Friedrich 
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GutsMuths (1759-1839), assumindo as aulas de ginástica, experimentou novas atividades e 
aparatos e elaborou um sistema de trabalho que ficou conhecido como "ginástica natural" ou 
"método natural". Ele dividiu as atividades em três classes: exercícios ginásticos, trabalhos 
manuais e jogos sociais (Van Dalen & Bennet, 1971). Admirador de Rousseau, sua ginástica 
compreendia todas as variações de exercícios corporais, sem nunca ir contra a natureza. 
Incluía a ginástica entre os deveres da vida humana e, sob este aspecto, muito lembrava os 
princípios da educação grega. 
 
 Segundo Van Dalen e Bennet (1971), o programa de GutsMuths harmonizava com 
os ideais de Rousseau. Ele acreditava firmemente na influência do corpo sobre a mente e o 
caráter;e que a saúde, mais do que o conhecimento, deveria ser o objetivo básico da 
educação. Moolenijizer (1973) entende que GutsMuths ganhou grande importância como o 
autor da primeira abordagem metódica para planejar intencionalmente a educação física e 
também por introduzir o jogo como meio justificado de educação. 
 
 O período de gestação do sistema de ginástica de GutsMuths não coincidiu com a 
exacerbação do espírito nacional alemão, o que ocorreu apenas a partir de 1806 com a invasão 
francesa. Contudo, ele não ficou isento de influência do nacionalismo e da política de 
intervenção estatal na educação. Considerava a ginástica de alta significação social e 
patriótica, e meio educativo fundamental para a nação, e pediu que o Estado assumisse a 
organização e divulgação da ginástica (Marinho, s.d.a). 
 
 
 A derrota que Napoleão infligiu aos alemães em Jena, em 1805, a Prússia em 
bloco desejou a desforra. Impõem-se, então, um sistema de educação tendente a 
potencializar, ao máximo, o espírito e o corpo provocou o despertar de um profundo 
sentimento nacionalista popular. 
 
 A nova ginástica alemã - Jahn havia substituído a palavra ginástica por Turnkunst, 
em 1811 - ia ao encontro das necessidades do povo, pois Jahn não teve, "durante toda sua 
existência, outra aspiração senão despertar o sentimento nacional e a realização da unidade 
alemã" (30, pág. 56). Jahn somente queria formar o forte. "Viver quem pode viver", era o seu 
lema. Para ele, os exercícios físicos não eram meios de educação escolar, mas sim da educação 
do povo. Inventou aparelhos como a barra fixa, barras paralelas e o cavalo, sendo, portanto o 
precursor do esporte que hoje se chama ginástica olímpica. Registramos que, até a I Guerra 
Mundial, o sistema nacional de ginástica adotado na Alemanha foi o de Jahn. 
 
 Diz Pepe: "Antes da invasão napoleônica o sentimento nacional era muito mais 
um patriotismo intelectual, representado por grandes estudiosos como Lessing, Herder, 
Gorthe, Kant, Fichte, etc. que intencionava impor a cultura e não a potência militar". Foram 
as humilhações sofridas nas várias batalhas durante a dominação napoleônica que 
despertaram os sentimentos patrióticos dos alemães. Foi então que Fichte afirmou que o 
espírito alemão "é uma águia que com força levanta o seu corpo poderoso para aproximar-se 
do sol". Korner incitou a Alemanha a construir um único Estado da Europa, e a fundação da 
Universidade de Berlim teve um objetivo, sobretudo, patriótico. Fichte, como primeiro reitor, 
fez o "Apelo à nação alemã", no qual afirmava a bem conhecida teoria que "Deus tinha 
confiado ao povo alemão a missão de civilizar o mundo". Conseqüentemente os mestres da 
ginástica, como Jahn, Eiselen, Frieser, Massmann e muitos outros começaram a reunir em 
ginásios esportivos e em associações, a juventude para educá-la e prepará-la física e 
moralmente a fim de fazer renascer a nação alemã. Foram estes os mestres que adestraram a 
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juventude sob o gímnico-militar, que enrubusteceram seus membros e endureceram os seus 
caracteres, preparando-os para darem tudo à Pátria, até a vida. Foram eles também, que 
deixados os ginásios esportivos, guiaram - como Jahn - os batalhões dos seus alunos 
voluntários rumo às estradas da vitória, levando-os da planície de Hasenheide ao triunfo de 
Paris. 
 
 Mas com a França já derrotada e expulsa, o governo alemão passou a temer os 
movimentos de massas liderados por Jahn, de forte conteúdo político. As autoridades temiam 
que o Turnen servisse difusão das doutrinas liberais então em voga, e proscreveram as 
sociedades ginásticas. O próprio Jahn foi preso em 1819, acusado de traição. Segundo Roberts 
(1973), o governo prussiano até mesmo incorporou o sistema ginástico na escola formal, num 
esforço para frustrar as sociedades ginásticas. Mas a repressão oficial não conseguiu impedir o 
crescimento do Turnen que recuperou o seu vigor no reinado de Frederico Guilherme IV. Em 
1868 organizou-se o Deutsche Turnerschaft, uma federação de todas as sociedades ginásticas 
alemãs. Durante a guerra franco-prussiana de 1870-71, quinze mil de seus membros 
apresentaram-se ao serviço militar. A guerra propiciou a unificação da Alemanha - o grande 
ideal de Jahn e seus seguidores - e isto levou valorização da ginástica, que passou a receber o 
apoio estatal. 
 
 Nas escolas alemãs, a Educação Física foi introduzida na forma do sistema 
ginástico de Adolph Spiess (1810-1858). Em 1842, o governo prussiano reconheceu 
oficialmente a Educação Física como uma função do Estado, e após o fracasso em introduzir a 
ginástica de Jahn, Spiess foi convidado a implantar o seu sistema. 
 
 Spiess estudou e trabalhou em escola suíças que sofreram a influência de 
Pestalozzi. L , criou um sistema de ginástica adaptado a objetivos pedagógicos e integrado no 
currículo escolar. Segundo Van Dalen e Bennet (1971 ) Spiess foi bem sucedido em introduzir a 
Educação Física nas escolas da Alemanha porque seus objetivos harmonizavam com a política 
autocrática e a filosofia educacional da época. Ele dava bastante ênfase disciplina, e embora 
seu sistema buscasse um desenvolvimento eficiente e completo de todas as partes do corpo, 
tais objetivos eram alcançados através de submissão, treino da memória e respostas rápidas e 
precisas ao comando. 
 
 Roberts (1973), após estudar o processo histórico do surgimento e 
desenvolvimento da Educação Física na Alemanha, concluiu que ela desenvolveu-se de duas 
diferentes formas: como um sistema escolar regular de educação física e como um sistema 
extra-curricular politicamente orientado que acabou por tornar-se uma força auxiliar de Adolf 
Hitler, chamada de "Movimento Jovem Hitleriano". 
 
 É evidente, que assim, na Alemanha, a ginástica não pode ter, neste período, 
outro endereço senão aquele militar, com fundo nacionalista, mesmo se não faltaram 
interessantes e valiosas alternativas. Outras nações européias condividiram com a Alemanha 
as mesmas paixões nacionalísticas, o ódio pela opressão estrangeira e o mesmo desejo de 
renascer, assim que a difusão do pensamento e das idéias da escola alemã encontrou um 
terreno favorável nas condições históricas do século XIX. 
 
 A ginástica alemã de 1800 teve, como dizíamos acima, também características 
educativas comuns aos demais métodos de educação física que se estavam, 
contemporaneamente, afirmando na Europa: em efeitos, não se pode, certamente, afirmar 
que a atividade física da Alemanha tenha ficado alheia e avulsa ao valor pedagógico e daquele 
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médico-científico: somente que, por razões históricas e políticas, a ginástica alemã reforçou 
aquele seu endereço militarista que influenciará posteriormente, uma boa parte do ensino 
tradicional da educação física, também nos demais países europeus. 
 
 A difusão do exercício físico nas escolas e nas sociedades de ginástica levará a 
uma inevitável diversidade de endereços assumindo novas formas, ficando em inércia a veia 
patriótica suscitada pelo pai da ginástica alemã (Jahn). 
 
 O endereço gímnico da escola alemã teve, portanto, origens patriótico-militar 
com Jahn, assumiu com Spiess um caráter escolástico-educativo, com Rothstein racional-
higiênico influenciado pela escola sueca, inclinando-se então ao ecletismo com Jager, por sua 
vez inspirado pelas origens clássicas do exercício físico, mas sempre com escasso sucesso. 
 
 Próximo ao fim de 1800 desenvolveu-se o momento dos jogos ao ar livre e o 
advento dos esportes sem, porém que esta grande atividade se afirme; no inicio de 1900 
existiu um aceno estético-rítmico com Jacques Dalcroze, Bode e outros; entre as duas guerras, 
no clima do estado hitleriano, o exercício físico retornou o fim nacional e patriótico, permeadode princípios biológicos com endereço natural e bélico. No período nazista, a atividade física 
foi integrada ao sistema político; mais que de educação física tratou-se de uma atividade que, 
partindo do corpo e servindo-se desse, mirou infundir, na criança, os dotes da obediência 
absoluta e o hábito à ordem. A educação do corpo foi, sobretudo, duro treinamento para 
reforçar a vontade ê o caráter do futuro soldado. 
 
 No segundo após guerra, com Diem, a educação física tornar-se-á um meio 
essencial e indispensável do inteiro complexo educativo. De qualquer maneira, a difusão do 
método ginástico alemão favoreceu o desenvolvimento, não somente da educação física na 
Alemanha, mas também no resto da Europa, até na América, tanto no século XIX que na 
primeira metade do século XX. 
 
 A única diferença entre a ginástica da escola alemã e aquela das demais escolas 
(suecas, inglesas, francesas), é que a primeira tinha limitadas capacidades de difusão pelas 
próprias condições históricas ambientais da Alemanha antes de 1870, enquanto que as outras 
não conheceram tais limitações ou obstáculos para os fins universais que se tinham prefixadas. 
 
Método Natural Austríaco 
 
 O desenvolvimento do Método Natural Austríaco deve-se basicamente aos 
educadores Gaullhofer e Streicher, ambos convidados pelo governo austríaco para 
participar da reforma de ensino naquele país. Tais educadores partiam das premissas que 
era necessário “fornecer bases científicas para a Educação física” e “criar um método natural 
de Educação física”. 
 Apesar do grande trabalho desenvolvido por ambos na criação do método, o 
período compreendido pelas duas guerras mundiais, fez com que este método fosse 
esquecido, visto o domínio da Alemanha sobre a Áustria. No pós-guerra, outros dois 
educadores - Burguer e Groll - resgataram o método, introduzindo sua finalidade maior 
que era o desenvolvimento pleno da força corporal, espiritual e moral de um povo. 
 
 O Método Natural Austríaco, pela própria nomenclatura, propõe uma pedagogia 
de desenvolvimento natural e ativa, valorizando atividades próximas da natureza. Dessa 
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forma, as atividades devem ser executadas ao ar livre e englobar atividades como marchar, 
correr, saltar, lançar, arremessar, quadrupedar e outros. 
 
 Também para buscar o interesse na execução do método por parte das classes ou 
turmas, os idealizadores do método propuseram a utilização de pequenos e grandes jogos e de 
aparelhos como: cordas, bastões, colchões, medicine-ball, bancos suecos, elevações naturais, 
plintons, espaldares e outros. 
 
 Busca-se na execução dos exercícios físicos e atividades desse método, 
atingir as grandes funções orgânicas, quer sejam: o sistema respiratório, o sistema 
circulatório e o sistema cardíaco. Para tais situações, pode-se empregar exercícios físicos de 
força pura, força dinâmica, força explosiva e de resistência geral. 
 
 É muito comum no desenvolvimento de uma sessão desse método, de que as 
atividades sejam desenvolvidas em duplas, trios e quartetos, onde se preconiza o 
sentido de auxílio e cooperação na execução dos exercícios e das atividades. 
 
 Na execução dos exercícios do Método Natural Austríaco, busca-se a execução de 
movimentos globais e naturais, buscando com os mesmos atingir a grande maioria dos grupos 
musculares do corpo humano, tendo por principais objetivos: 
 
- Desenvolver de forma harmônica as qualidades físicas do organismo 
humano, buscando de forma paralela também a otimização das 
características sócio-psíquicas e morais do indivíduo; 
- Buscar através da execução de pequenos e grandes jogos o 
desenvolvimento emocional do indivíduo, visando o trabalho em grupos e o 
comportamento equilibrado diante de vitórias e derrotas; 
- Aperfeiçoar o indivíduo na dosagem da força e da resistência, treinando-o 
no sentido de utilizar as suas energias na execução das atividades. 
 
 Para finalizar, percebe-se uma grande utilidade na execução desse método para 
treinamento de militares, onde muitas características são utilizadas nos treinamentos 
atuais das academias e quartéis. Para sua efetiva aplicação nas escolas, existe a natural 
necessidade de adaptações no volume e na intensidade dos exercícios propostos. 
 
Sobre a Áustria Wikipédia 
 
 As origens da Áustria remetem-se ao tempo do Império Romano, quando um 
reino celta foi conquistado pelos romanos em 15 a.C., aproximadamente, e mais tarde tornou-
se Noricum, uma província romana, em meados do século I d.C.,[6] em uma área que abrangia 
a maior parte da Áustria atual. Em 788 d.C., o rei franco Carlos Magno conquistou a área e 
introduziu o cristianismo. Sob a dinastia nativa dos Habsburgo, a Áustria tornou-se uma das 
grandes potências da Europa. Em 1867, o Império Austríaco foi incorporado pela Áustria-
Hungria. O Império Austro-Húngaro desmoronou em 1918 com o fim da Primeira Guerra 
Mundial. Depois de estabelecer a Primeira República Austríaca, em 1919, a Áustria foi, de fato, 
anexada à Grande Alemanha pelo regime nazista no chamado Anschluss, em 1938.[7] Isto 
durou até o final da Segunda Guerra Mundial, em 1945, depois que a Áustria foi ocupada pelos 
Aliados. Em 1955, o Tratado do Estado Austríaco restabeleceu a Áustria como um Estado 
soberano e o fim da ocupação. No mesmo ano, o Parlamento austríaco criou a Declaração de 
Neutralidade, que estabeleceu que o país se tornaria neutro. 
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Método Natural de Georges Hébert 
 
 O idealizador deste método - Georges Hébert - possuía patente militar de 
oficial da marinha e desenvolveu um método que, por muito tempo, foi aplicado como 
treinamento para militares. 
 
 Esse método consistia na realização de exercícios naturais como a corrida, a 
marcha, os saltos e saltitos, a natação, as lutas, os lançamentos e os arremessos e o transporte 
de objetos e/ou companheiros. Todos esses exercícios eram realizados ao ar livre e de forma 
contínua por cerca de cinquenta minutos e muitos estudiosos atestam que desse método 
surgiu o tempo médio de duração de uma aula ou sessão de Educação Física. 
 
 A fundamentação do Método Natural de Hébert se encontra no fato de que 
todo grupo muscular utilizado desenvolve-se e pode vir a suprir necessidades do ser 
humano, ou seja, através da execução de exercícios naturais poderei vir a desenvolver 
todas as qualidades físicas do organismo. 
 
 Para Hébert, as aulas de Educação física possuíam função médica, social e 
principalmente pedagógica, fazendo com que o professor fosse antes de mais nada um modelo 
a ser seguido. Em contrapartida, Hébert era contra a utilização dos esportes e de 
quaisquer tipos de jogos, pois entendia que os mesmos eram atividades antipedagógicas, 
sem vínculo ou apelo psicológico e ainda possuíam caráter viciante. 
 
 Outra característica proposta por hébert refere-se a necessidade de que todo 
exercício físico fosse desenvolvido de forma alegre e ininterrupta, passando-se de um exercício 
para outro de forma contínua, buscando-se através dos mesmos atingir a maior parte dos 
grupos musculares do corpo humano. 
 
 A constante correção dos movimentos executados, também faz parte das 
características desse método. Para operacionalizar tal situação, nas aulas ou sessões de 
utilização desse método é bastante comum a utilização de monitores que observam a 
execução dos movimentos do grupo, buscando sempre a proposição da correção através da 
execução do exercício ou atividade por parte do monitor. 
 
 Dada a sua grandeinfluência sobre a juventude, o Método Natural de Hébert foi 
utilizado como modelo de formação moral dos jovens. De forma genérica sobre seu método, 
Hébert teria dito que os habitantes de um país desenvolvido e civilizado deveriam destinar um 
tempo suficiente e diário para cultuar o corpo e utilizar o restante das horas do dia para 
atividades úteis, afastando-se de todos os vícios e malefícios possíveis. 
 
 De forma específica, o método desenvolvido em uma sessão, pode ser dividido 
nas seguintes partes: 
 
a) Parte Educativa: que consiste na execução de exercícios e atividades que venham a 
produzir bons efeitos sobre o organismo, tais como: 
- Correção postural; 
- Melhora da capacidade cardiorrespiratória; 
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- Desenvolvimento muscular como um todo e em especial da musculatura 
abdominal; 
- Ampliação do volume e da mobilidade da caixa torácica; 
 
b) Parte Aplicativa: que consiste na execução de exercícios e atividades que venham a 
desenvolver as aptidões gerais, sendo composta por atividades e exercícios, tais como: 
- Movimentos básicos dos membros superiores (braços), membros inferiores 
(pernas) e tronco, como as elevações frontais e laterais, as flexões e as 
extensões. 
- Elevação do corpo (suspensão) com a utilização das mãos. 
- Movimentos diversos do corpo com equilíbrio em apenas um dos membros 
inferiores. 
- Execução de grandes e pequenos saltos sobre um ou dois pés de forma 
estacionária e com progressão frontal e lateral. 
- Movimentos de inspiração e expiração realizados de forma contínua e 
progressiva. 
- Execução de exercícios naturais (locomoção), onde os mesmos devem ser 
executados em ordem progressiva de dificuldade. 
- Exercícios utilitários como a natação, a escalada, os lançamentos e os 
movimentos básicos de defesa pessoal. 
 
 Para efeito de controle do método, o professor de Educação física deverá 
proceder a verificação dos rendimentos dos seus alunos, através da comparação da execução 
dos exercícios, quer no sentido de número de repetições ou ainda na qualidade de execução 
dos exercícios, sempre levando em conta a progressividade das aulas. 
 
 No sentido da organização das aulas de Educação física, a grande contribuição de 
Hébert refere-se a padronização dos exercícios naturais em dez grupos ou famílias, conforme 
abaixo: 
 
1) Marchar; 
2) Correr; 
3) Quadrupedar; 
4) Trepar ou Escalar; 
5) Saltar ou Saltitar; 
6) Equilibrar; 
7) Lançar ou Arremesar; 
8) Levantar ou Transportar; 
9) Atividades de Defesa; 
10) Natação. 
 
Ginástica Nórdica 
 
 Foi nos países nórdicos que mais frutificaram as idéias de Guts Muths. 
Inicialmente na Dinamarca - considerada na época a metrópole intelectual dos países nórdicos 
-, com Franz Nachtegall (1777-1847), fundador da ginástica no seu país. O pioneirismo é a 
marca fundamental de seu currículo. Em 1799 funda o seu próprio instituto de ginástica; em 
1801 consegue que se inclua a ginástica na escola primária; em 1804 é o responsável pela 
fundação de um instituto militar de ginástica, o mais antigo instituto especializado do mundo; 
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em 1808 inaugura um instituto civil de ginástica, para formação de professores de educação 
física; em 1828, como coroamento de seu trabalho, implanta-se obrigatoriamente a ginástica 
nas escolas, fazendo com que a Dinamarca adiante-se de alguns decênios a outros países 
europeus. Sua obra identifica-se com a de Spiess, na Alemanha, pois além de ser o responsável 
pela criação da educação física escolar dinamarquesa, a educação física feminina foi outra de 
suas grandes preocupações. 
 
 Em 1799, chega em Copenhague o sueco Pedro Enrique Ling (1776-1839) e, no 
Instituto de Nachtegall, entra em contato com as idéias de Guts Muths. Assim como 
Nachtegall, Ling havia chegado à conclusão de que: 
 
"Uma educação física harmônica do corpo humano e de suas faculdades 
dinâmicas, em completa dependência de correlação com todas as forças 
físicas e espirituais do corpo, tinha que ser uma parte essencial da formação 
do povo" (16, pág. 149). 
 
 Ling voltou à Suécia em 1804 e, neste momento, tem início, efetivamente, a 
história da ginástica sueca. A Suécia encontrava-se arrasada em virtude da guerra com a Rússia 
e, assim como Jahn na Alemanha, Ling era possuído de um enorme sentimento patriótico. 
Pretendia que a ginástica colaborasse para elevar o moral do povo sueco. Além disso, 
"esperava obter, através de uma ginástica racional e científica, uma raça liberta do alcoolismo 
e da tuberculose" (7, pág. 6). Em 1813, Ling conseguiu autorização do Rei Carlos XIII para 
fundar o Real Instituto Central de Ginástica de Estocolmo (hoje Escola Superior de Ginástica e 
Esporte), instituição que dirigiu até o fim da vida. Ling preocupou-se com a execução correta 
dos exercícios, emprestando-lhes um espírito corretivo, como já o havia feito Pestalozzi. Com 
esta idéia de conferir uma finalidade corretiva aos exercícios, Ling acaba por cimentar as bases 
da ginástica sueca. 
 
 Seu principal seguidor foi o filho Hjalmar Ling (1820-1886). Sistematizou a obra do 
pai e distinguiu-se como o verdadeiro criador da educação física escolar sueca, pois seu pai 
não havia incluído as crianças nos seus estudos. Até a I Guerra Mundial, nenhuma outra 
influência fora da órbita lingiana acrescenta algo significativo à educação física sueca. 
 
Ginástica Francesa 
 
 É da maior importância o estudo dessa escola, pois dela chegaram os primeiros 
estímulos que vieram a constituir os alicerces da educação física brasileira. Neste período 
realça a figura de Dom Francisco Amoros y Ondeano (1770-1848), militar espanhol que chega 
à França em 1814 e, em 1816, adquire a cidadania francesa. A sua figura é de grande 
relevância histórica, pois foi quem introduziu a ginástica naquele país, sendo conhecido como 
o "pai da ginástica francesa". 
 
 A sua ginástica reflete influências que podem ser definidas a partir da fórmula: 
Rabelais/Guts Muths/Jahn/Pestalozzi. Pode-se considerar que era uma ginástica utilitária 
(Rabelais), com intenção pedagógica (Guts Muths), acrobática (Jahn) e atrativa (Pestalozzi). 
Mas o que caracterizava a ginástica amorosiana era o seu marcante espírito militar e "nunca 
poderíamos admiti-la como um método de ginástica escolar" (4, pág. 98). Langlade 
compartilha dessa opinião quando afirma que a citada ginástica "não tinha uma finalidade 
escolar ainda que as crianças também a praticassem" (42, pág. 28). Apesar disso, foi 
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introduzida nas escolas francesas em 1850, sendo ministrada quase sempre por suboficiais do 
exército, sem cultura geral e com deficiências de formação pedagógica. Somente no final do 
século, por influência de Pierre de Coubertin, inicia-se uma campanha para que se crie uma 
autêntica educação física escolar francesa. 
 
 Registramos, ainda, a presença menos marcante, mas também influente, de 
Phoktion Heinrich Clias (1782-1854) que, entre outras iniciativas, cria a calistenia, em 1829 - 
como ginástica feminina com tendências estéticas e derivadas dos gestos de dança -, de tão 
larga divulgação no Brasil. 
 
 É importante assinalar, em virtude da influência que exerceu sobre a educação 
física brasileira, a criação do Instituto de Ginástica do Exército Francês, em 1852, na Escola de 
Joinville-le-Pont. 
 
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CARACTERÍSTICAS SOBRE A ORIGEM DO MÉTODO 
 
- A Escola de Joinville-le-Pont foi fundada em 15 de julho de 1852, no mesmo 
local onde ainda se encontra.- A Escola adotou então o Regulamento Francês de Ginástica, aprovado em 24 
de agosto de 1846, pelo Ministro da Guerra, como o título “Instrução para o 
Ensino da Ginástica nos Corpos de Tropa e nos Estabelecimentos Militares”, 
que foi elaborado por uma comissão: General Aupik, Coronel Amoros, Capitão 
D’Argy, Napoleão Laisné e outros. 
- Em 1815 o comandante D’Argy publicou “Instruções para o Ensino da 
Ginástica”, que se fazia acompanhar de um plano e de uma relação de 
aparelhos usados no exército. 
- A 22 de dezembro de 1904, por decreto do Presidente da República Francesa, 
foi instituída uma comissão interministerial para tratar da unificação dos 
métodos nas escolas, ginásios e regimentos, onde presidiu o General Castex e 
outros 13 membros, resultando no “Manual d’Exercices Physiques et de Jeux 
Scolaires” 
- Após várias tentativas, ensaios em alguns novos regulamentos, baseados 
sempre nos anteriores, com pequenas modificações, que fizeram parte Tissié 
e Herbert, com a experiência da guerra de 1914-18, então surgiu em 1919 um 
complemento ao “Manual d’Exercices Physiques et de Jeux Scolaires”. Era um 
manual completamente novo de título “Projet de Réglement General 
d’Education Physique”. Tal projeto foi consolidado em 1927, sendo reeditado 
em 1932. 
 
ANÁLISE GERAL DO MÉTODO FRANCÊS 
 
 O Método francês possui sua fundamentação voltada para as ciências médicas, 
tais como a fisiologia e a Anatomia, possuindo um fulcro na Mecânica. Com a contribuição 
do professor e fisiologista francês Georges Dêmeny (1850 – 1917), considerado por muitos 
como o grande patriarca do Método francês, o método buscou um embasamento maior nas 
leis da física e da Biologia, aplicando exercícios físicos e atividades com base científica. 
 
Bases Fisiológicas - A educação física deverá ser orientada pelos princípios de fisiologia. 
Durante a infância a educação física deve visar ao desenvolvimento harmônico do corpo, 
enquanto na idade adulta o seu papel é manter e melhorar o funcionamento dos órgãos, 
aumentar o poder do coração e dos vasos sangüíneos, o valor funcional do aparelho 
respiratório, a precisão e eficácia dos movimentos e pelo conjunto desses meios, assegurar a 
saúde. 
 
Bases Pedagógicas - segundo a definição do método, a educação física compreende o conjunto 
de exercícios cuja prática racional e metódica é susceptível de fazer o homem atingir o mais 
alto grau de aperfeiçoamento físico, compatível com sua natureza, e utilizando-se de várias 
formas de trabalho: jogos, flexionamentos, exercícios educativos, aplicações (as grandes 
famílias - marchar, trepar, saltar, levantar e transportar, correr, lançar e atacar, e defender-se), 
desportos individuais, desportos coletivos. 
 
REGRAS GERAIS PARA APLICAÇÃO DO MÉTODO FRANCÊS 
 
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1. Grupamento dos Indivíduos - baseado na fisiologia e na experiência, adotou a classificação 
racional em grupos de valor fisiológico sensivelmente equivalente: educação física elementar 
ou pré-pubertária (crianças de 4 a 13 anos); educação física secundária ou pubertária e pós-
pubertária (adolescentes de 13 a 18 anos); educação física superior ou desportiva e atlética 
(adultos de ambos os sexos de 18 a 35 anos); e ginástica de conservação para a idade madura 
(adultos de ambos os sexos com mais de 35 anos). 
2. Adaptação ao Exercício - o regime de trabalho físico a que serão submetidos depende: do 
fim a atingir, da dificuldade e da intensidade dos exercícios e das qualidades que estes 
exercícios são susceptíveis de desenvolver ou de aperfeiçoar. Para compor o programa de 
exercícios foram elaborados quadros de exercícios por ciclos (elementar, secundário e 
superior) e que constava de: grupamento, fim a atingir (objetivo), o programa de exercício e 
regime de trabalho. 
3. Atração do Exercício - os exercícios físicos devem ser higiênicos e salutar quanto maior o 
prazer com que for praticado. O instrutor deverá esforçar-se para tornar a sessão atraente, 
pela escolha judiciosa dos exercícios que variará, freqüentemente, pela introdução de jogos 
em momento oportuno no decorrer da lição e, principalmente, pela emulação e disposição 
para o trabalho que provocará em sua classe. 
4. Verificação Periódica da Instrução - a verificação periódica dos exercícios físicos é realizada 
pelo médico e pelo professor e repousa nos exames fisiológicos e práticos. A verificação 
médica é efetuada no início e final do ano letivo, seguido de exame prático de dificuldade 
compatível com o valor físico dos concorrentes. 
 
UMA SESSÃO COMPREENDE TRÊS PARTES 
 
 De forma genérica, o método buscava ordenar e aplicar um grupo racionalizado 
de exercícios e atividades que compreendiam os saltos e saltitos, os lançamentos, os 
arremessos, as corridas, as marchas e com sua aplicação militar também utilizavam-se de 
esportes como a esgrima, a natação e a equitação. 
 
1. Preparatória - duração de 2/10 do tempo total da sessão. Comporta evoluções e 
flexionamentos dos braços, pernas, tronco, combinados, assimétricos e de caixa torácica. 
2. Lição Propriamente Dita - duração de 7/10 da sessão. Abrange exercícios grupados nas sete 
famílias: marchar, trepar e equilibrar-se, saltar, levantar e transportar, correr, lançar e atacar e 
defender-se. 
3. Volta á Calma - duração de 1/10 da sessão. Contém: marcha lenta com exercícios 
respiratórios, marcha com canto ou assobio e exercícios de ordem. 
 
O Movimento Esportivo Inglês 
 
A Situação Política e Social 
 
 As revoluções inglesas do século XVII deram à Inglaterra um regime 
parlamentarista estável, livrando-a das agitações que perturbaram a Europa continental nos 
séculos XVIII e XIX. Durante os séculos XVI e XVII a Inglaterra experimentou grande 
desenvolvimento comercial, que aumentou com a adoção do liberalismo econômico no século 
XVIII e com a formação de um vasto império colonial. A partir de 1760 a Inglaterra passou a 
sediar a Revolução Industrial, acontecimento que - ao lado da Revolução Francesa - modelou a 
história da civilização ocidental. 
 
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 Vários fatores foram decisivos para que a Revolução Industrial se desenrolasse 
entre os ingleses. A Inglaterra expandiu o seu comércio e assegurou mercado consumidor e 
mercado fornecedor de matérias-primas já no século XVIII. O desenvolvimento comercial 
possibilitou também a acumulação de capital, e além disso a Inglaterra dispunha de bastante 
carvão e ferro. As revoluções do século XVII haviam tirado poder da aristocracia em favor da 
burguesia, desejosa de promover o desenvolvimento econômico. Por outro lado, a doutrina do 
puritanismo e do calvinismo inglês estimularam o enriquecimento e a acumulação de riquezas. 
 
 A Revolução Industrial significou a passagem do trabalho artesanal para o 
trabalho industrial, do trabalho doméstico para o trabalho fabril e transformação do artesão 
em trabalhador assalariado. A Revolução Industrial mudou radicalmente o regime de produção 
econômica, proporcionando uma inédita acumulação de riquezas e gerando transformações 
em todas as instâncias da sociedade inglesa dos séculos XVIIl e XIX. Desenvolveu-se a 
tecnologia industrial, a população urbana cresceu muito nas grandes cidades, a classe média 
tornou-se mais numerosa e mais rica, o proletariado a partir de certo momento organiza-se 
para lutar contra as péssimas condições de trabalho e os baixos salários, e a agricultura 
moderniza-se para atender a um crescente consumo. 
 
 A partir de 1850, a Revolução Industrial foi exportada para outros países da 
Europa e da América, iniciando pela Bélgica, França, Alemanha, Itália e Estados Unidos, após a 
estabilização de seus quadros políticos. 
 
Situação das InstituiçõesEducacionais 
 
 A Inglaterra foi mais demorada - em comparação com outros países europeus - 
em estabelecer uma educação pública nacional controlada pelo Estado. Segundo Luzuriaga 
(1979) os ingleses consideravam a educação mais como responsabilidade da sociedade civil 
que do Estado. 
 
 Até as primeiras décadas do século XIX, a educação esteve exclusivamente nas 
mãos da Igreja e de entidades particulares de caráter beneficente. As classes média e alta 
financiavam sua própria educação, enquanto que a educação elementar para os pobres era 
paroquial ou beneficente. 
 
 As transformações produzidas pela Revolução Industrial, o crescimento e a 
concentração da população nos centros fabris e mineiros levaram gradualmente à intervenção 
do Estado na educação (Luzuriaga, 1979; Mclntosh, 1973). Em 1833 o Parlamento concedeu 
uma subvenção às sociedades filantrópicas para construção de prédios escolares. O 
Departamento de Educação foi criado em 1856 para administrar os fundos governamentais. O 
Ato de Educação de 1870 formou a base da educação primária mantida pelo Estado, e em 
1876 foi introduzida a obrigatoriedade escolar. 
 
O Esporte como Meio de Educação 
 
 A Educação Física inglesa do século XIX não foi muito influenciada pela filosofia 
nacionalista, tendo um desenvolvimento diferenciado em relação ao restante da Europa. A 
disciplina e o treinamento físico impostos ao povo nos países continentais, visando a defesa 
nacional, não se fizeram necessários na Inglaterra, pois sua posição geográfica isolada e sua 
poderosa marinha livraram-na de invasões estrangeiras. Por isso, sua maior contribuição não 
foi no campo da ginástica, mas do esporte. 
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 O movimento esportivo inglês do século XIX formou o outro pilar da 
sistematização da moderna Educação Física, e guarda relação com as transformações sócio-
econômicas produzidas pela Revolução Industrial naquele país a partir de 1760 (Eyler, 1969; 
Mclntosh, 1975; Rouyer, 1977). Até o final do século XVIII o esporte era uma prática 
tipicamente aristocrática na Inglaterra, tendo este panorama se modificado substancialmente 
no decorrer do século seguinte, com a proliferação do esporte em outras camadas sociais e 
sua institucionalização em órgãos diretivos. 
 
 As tradicionais Escolas Públicas (PiMic-Schools), fundadas entre os séculos XIV e 
XVII, as Universidades e a classe média emergente da Revolução Industrial tiveram 
participação fundamental neste processo.Os estudantes das Public-Schools promoviam seus 
próprios jogos - futebol, caça e tiro - desafiando às vezes a proibição das autoridades 
educacionais que os consideravam perigosos e violentos. 
 
 A partir de 1832, a classe média, que ascendera a uma posição de poder político e 
influência social por conta do desenvolvimento industrial, passou a reivindicar maiores 
privilégios educacionais, o que conseguiu efetivamente por volta de 1860, e fez erguer muitas 
novas escolas públicas espelhadas no modelo das antigas (Mclntosh, 1973, 1975). Esta 
conquista revelou-se decisiva para a proliferação dos jogos esportivos. Mclntosh (1975) 
entende que a obtenção de privilégios educacionais Peia classe média "coincidiu e foi 
responsável pelo desenvolvimento dos jogos organizados, particularmente o críquete e o 
futebol" (p. 88). 
 
 Em meados do século XIX o modelo esportivo predominante era o da classe 
média, que deu aos vários jogos esportivos, alguns descobertos em estado embrionário, 
organização, regras, técnicas e padrões de conduta para os praticantes, em grande parte 
vigentes até hoje. A partir de 1857 e até o final do século fundaram-se dezenas de associações 
esportivas nacionais na Inglaterra. 
 
 Para Eyler (1969) parece existir uma relação entre o aumento do tempo de lazer, 
em parte induzido pela Revolução Industrial, e o desenvolvimento esportivo. Rouyer (1977) 
analisou o esporte com relação ao lazer e ao trabalho no quadro do emergente capitalismo 
inglês; constatou que o esporte era uma atividade de ócio da aristocracia e da alta burguesia e 
um meio de educação social de seus filhos, e que a Inglaterra era o primeiro caso típico da 
realidade do esporte num país capitalista. 
 
 A Inglaterra foi pioneira em divulgar o esporte entre uma população industrial e 
urbana (Mclntosh, 1975). O esporte tornou-se acessível às classes trabalhadoras inglesas 
depois de ter surgido pra a classe média, em decorrência de conquistas trabalhistas. Por volta 
de 1870 os trabalhadores passaram a reivindicar - e obtiveram - uma redução da jornada de 
trabalho. Segundo Mclntosh (1975) "Foi então, e só então que se deu a grande proliferação de 
clubes desportivos e organizações distritais" (p. 38). 
 
 A Inglaterra foi também pioneira em aceitar e utilizar o esperte como um meio de 
educação. O exemplo da Escola de Rugby onde seu diretor Thomas Arnold (1795-1842) 
suprimiu a ilegalidade de alguns jogos esportivos, generalizou-se nas demais Escolas Públicas 
na segunda metade do século XIX, que tradicionalmente dedicavam parte da vida escolar à 
organização e supervisão de atividades pelos próprios estudantes, e o auto-governo foi 
altamente desenvolvido nos jogos e esportes. A "capacidade de governar outros e controlar a 
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si próprio, a atitude de combinar liberdade com ordem" (Comissão Real das Escolas Públicas, 
citado por Mclntosh, 1973, p. 119) era o modelo aceito da Educação Física nas Escolas 
Públicas. 
 
 No entendimento de Rouyer (1977), no princípio do século XIX, as classes 
dirigentes que enriqueceram encontram-se física e moralmente degradadas, ao mesmo tempo 
que a Inglaterra entra numa época de prosperidade e segurança. Este desenvolvimento da 
produção leva, diante da necessidade de importar e exportar, à exploração e expansão de um 
império colonial, o que exige: 
 
(...) homens fortes, empreendedores, que saibam tomar as suas 
responsabilidades neste mundo da livre troca, do struggle for life, descoberto 
por Darwin nesta época da história, e transformado em princípio pedagógico 
por Spencer. São necessárias equipes de homens de ação solidários, prontos a 
jogar com o espírito de iniciativa, segundo as regras do jogo capitalista. É 
necessária uma educação apropriada, para formar, a exemplo do recordado 
cidadão romano, o prestigioso cidadão britânico, (p. 173-174) 
 
 As Escolas Públicas, segundo Mclntosh (1973), produziram líderes em muitas 
esferas da vida inglesa - na indústria, na política, no exército, nas empresas comerciais através 
do mundo e na administração de um vasto e crescente império colonial. Para Van Dalen e 
Bennet (1971) as Escolas Públicas enfatizaram a influência socializante dos jogos e seu uso 
para promover liderança, lealdade, cooperação, auto-disciplina, iniciativa, tenacidade e 
espírito esportivo - qualidades necessárias à administração do império britânico. 
 
 Contudo, foi apenas ao final do século XIX e início do século XX que o governo 
inglês adotou uma política de apoio à Educação Física nas escolas mantidas pelo Estado. Após 
o Ato de Educação de 1870, o Departamento de Educação efetivou acordo com o Gabinete 
Militar para que sargentos ministrassem instrução em Educação Física nas escolas. E 
curiosamente, o sistema imposto às escolas não foi o modelo esportivo das Escolas Públicas, 
mas o sistema ginástico sueco de Per H. Ling, que fora in-troduildo na Inglaterra entre 1840 e 
1850 por graduados do Instituto Central de ginástica da Suécia. Em 1904, o sistema sueco foi 
adotado oficialmente nas escolas, o que gerou uma dualidade de sistemas na Educação Física 
Inglesa; jogos organizados na Escola Pública e ginástica na escola primária, objetivando, 
segundo During (1984), a formação de bons chefes de empreendimento e bons oficiaisna 
primeira, e através da disciplina e dos efeitos fisiológicos do exercício sistemático, bons 
operários e soldados na segunda. 
 
 A partir do final do século XIX, o movimento esportivo inglês estava pronto para 
ser exportado. Embaixadores, administradores coloniais, missionários, comerciantes, 
marinheiros e colonos encarregaram-se de difundir o esporte inglês pelo mundo (Mclntosh, 
1975). As primeiras associações esportivas nacionais de muitas modalidades surgiram na 
Inglaterra, e somente depois em outros países (Mclntosh, 1975). 
 
 No princípio do século XX "o desporto estava em posição favorável para se tomar 
um fenômeno de expansão mundial, um fenômeno internacional" (Mclntosh, 1975, p. 125). 
Para Krawczyk, Jaworski e Ulatowski (1979) o esporte tomou da tradição helênica a idéia da 
rivalidade entre indivíduos pela vitória em condições de competição com igualdade de 
oportunidades, e este princípio "era absolutamente congruente com a ideologia do liberalismo 
do século XIX" (p. 142). 
 
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 Gradualmente, o esporte institucionalizou-se em quase todos os países do 
mundo, e também os programas de Educação Física em todo o mundo passaram a aceitá-lo e 
adotá-lo. 
 
 Thomas Arnold (1795-1842), diretor do Colégio de Rugby, surge como líder de um 
movimento denominado "cristianismo muscular", concebido em virtude de "um certo 
desajustamento na juventude inglesa" (44, pág. 116). Educador imbuído de um elevado 
espírito humanista, incorporou, no âmbito escolar, o esporte com uma conotação 
verdadeiramente educativa, haja vista a importância que era dada ao fair-play. 
 
 Importante considerar que Arnold não foi, propriamente, um criador de jogos, 
como o foram no campo da ginástica, Jahn, Ling e Amoros. Seu maior mérito foi a integração 
dos esportes no quadro pedagógico da escola que dirigia. A iniciativa de Arnold foi seguida por 
quase todas as escolas inglesas, apesar da resistência oferecida por vários setores: 
 
"O clero não podia admitir que a força física tivesse um papel primordial na 
educação moral. O médico julgava imprudente fazer trabalhar o organismo de 
uma maneira tão intensa. O intelectual temia que o nível de estudos 
experimentasse uma queda prejudicial ao país. A imprensa sustinha, com seu 
poder, todas as críticas que se elevavam contra a iniciativa de Arnold" (30, 
pág. 65). 
 
 A relevância dada ao esporte no campo da educação física ficou restrita à 
Inglaterra, até a realização da I Lingíada, em 1939, quando as escolas passaram a sofrer 
influências recíprocas. 
 
 É ainda digna de nota a atuação de Clías, também na Inglaterra, onde chegou em 
1822, destacado para o treinamento de tropas militares. Dedicando-se à ginástica terapêutica, 
marca o início da implantação de uma educação física sistemática inglesa. 
 
Método de Educação Física Desportiva Generalizada 
 
 Os atuais princípios do Método de Educação física Desportiva Generalizada 
foram estabelecidos no ano de 1945, na frança, através do Instituto Nacional de 
Esportes. Para tal estabelecimento partiu-se da premissa que era necessário oferecer 
uma educação integral, onde fossem educados os aspectos físicos do corpo, o espírito, o 
caráter, a responsabilidade com conotação social. Também cabe ressaltar, que o fator 
psicológico durante a realização dos exercícios físicos e das atividades desportivas propostas 
deveria preponderar, fazendo com que os mesmos fossem realizados de uma forma prazerosa, 
tanto por jovens, quanto por adultos. 
 
 Uma das principais bases do Método de Educação física Desportiva Generalizada é 
o desporto e a sua prática por todos de forma indistinta. 
 
 Também cabe ressaltar que as atividades lúdicas (pequenos jogos) e sua prática 
ao ar livre são utilizadas por esse método. 
 
 Na execução desse método pretende-se que o desporto seja um meio eficaz 
para a aquisição de bons hábitos de higiene, desenvolvimento do espírito altruísta, busca do 
aperfeiçoamento do sentido de grupo ou equipe e conseqüentemente do bem coletivo, 
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redução de manifestações egoístas e maniqueístas. Portanto, o desporto é, na visão dos 
idealizadores desse método, uma poderosa ferramenta de formação de indivíduos. 
 
 Dentre os principais objetivos a serem alcançados pelos indivíduos que fossem 
educados pelo Método da Educação física Desportiva Generalizada, podemos destacar: 
 
- Utilizar o desporto como meio para o desenvolvimento social do indivíduo, 
proporcionando-lhe vivência coletiva com regras pré-estabelecidas. 
- Proporcionar aos alunos uma clara noção da progressividade esportiva, 
levando-se em consideração características como idade, sexo e limitações 
fisiológicas. 
- Possibilitar aos alunos a iniciação a técnica desportiva, através da 
aprendizagem por repetição dos diversos movimentos desportivos. 
 
 Outra característica inerente a esse método é procurar oferecer a prática 
esportiva a todos os indivíduos, valorizando a prática, em detrimento num primeiro 
momento, ao rendimento desportivo. Nesse caso, a valorização da competição educativa, em 
que todos são participantes e cooperam entre si, é mais importante que a vitória dos mais 
aptos. 
 
 Na montagem de aulas desse método, devemos conhecer uma série de jogos e 
desportos adaptados. Dessa forma, podemos classificar os exercícios e as atividades da 
seguinte forma: 
 
a) Exercícios Naturais e os jogos: relacionados basicamente pela execução de 
movimentos simples (primários) e naturais e posteriormente a execução de 
jogos (livres, parcialmente dirigidos ou totalmente dirigidos), que podem ser 
com características cinestésicas, intelectuais ou com utilização da mímica. 
b) Exercícios formativos: compostos por exercícios físicos clássicos, que buscam o 
desenvolvimento harmonioso do organismo humano, tanto nos seus aspectos 
físicos, quanto psicológicos. 
c) Desportos Coletivos: indicados para complementação do processo de 
socialização iniciada nos jogos anteriormente descritos. O fator de 
sociabilização a ser desenvolvido pela prática do desporto desponta como item 
principal a ser considerado. 
 
 Devido à utilização dos mais variados tipos de jogos e pela prática e treinamento 
esportivo preconizados por esse método, devemos destacar que as formas de trabalho com o 
grupo ou turma são muito importantes. 
 
 Dessa forma, sobre tais formas podemos destacar as seguintes: 
 
a) forma de trabalho - Individual: considerada como forma que permite o 
desenvolvimento da personalidade. Caracteriza-se pelo fato do aluno realizar a 
atividade proposta sem ajuda, respeitando o seu próprio ritmo ou o ritmo 
designado pelo professor. 
b) forma de trabalho - Em pequenos grupos: tem por principal característica 
a formação de grupos que não ultrapassem cinco indivíduos. É uma forma 
bastante utilizada para o desenvolvimento do sentido de cooperação e auxílio 
mútuo. 
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c) forma de trabalho - Em grandes grupos: normalmente utilizada após o uso 
das duas formas anteriores, os grandes grupos podem ser concebidos de duas 
maneiras distintas: 
 
- Relação direta entre os alunos: quando, por exemplo, os alunos são 
posicionados em círculo, quadrado, triângulo e outras formas geométricas e as 
ações desenvolvidas por todos são similares. 
- Relação como adversários: normalmente utilizadas no trabalho com 
modalidades esportivas, em que um grupo responde pela parte defensiva, 
enquanto outro grupo desenvolveações ofensivas. Este método é bastante 
utilizado nas modalidades de quadra (futsal, handebol, voleibol e 
basquetebol). 
 
 Os objetivos norteadores de aula neste método são o preparo moral e físico, 
a iniciação desportiva e a busca pela performance física e esportiva. 
 
SEÇÃO 3: A Inclusão das Ginásticas na Escola e nas 
Escolas Brasileiras 
 
 Em meados do século XVIII, as Ginásticas foram inseridas no Brasil, visando a 
preparação física dos soldados da Corte e, o primeiro sistema de Ginásticas a ser implantado 
no país foi o alemão, na primeira metade do século XIX (Marinho, 1953). Meneghetti (2003) 
registra que a introdução do Método Alemão no Brasil deve-se ao grande número de 
imigrantes refugiados da guerra que se instalaram no país tendo como hábito essa prática. A 
força do referido Método é tão ampla que, por volta de 1860, é consagrado como o método 
oficial do exército brasileiro. 
 
 Em 1822, se dá a consolidação das Ginásticas na escola em que Rui Barbosa 
 
 deu seu parecer sobre o Projeto 224 — Reforma Leôncio de Carvalho, 
Decreto n. 7.247, de 19 de abril de 1879, da Instrução Pública —, no qual 
defendeu a inclusão da ginástica nas escolas e a equiparação dos 
professores de ginástica aos das outras disciplinas. Nesse parecer, ele 
destacou e explicitou sua idéia sobre a importância de se ter um corpo 
saudável para sustentar a atividade intelectual (BRASIL, 1997, p. 19). 
 
 Com a reforma, “houve recomendação para que a Ginástica fosse obrigatória, 
para ambos os sexos, e que fosse oferecida para as Escolas Normais” (DARIDO e SANCHEZ 
NETO, 2005, p. 2). Contudo, Betti (1991) coloca que até a década de 30, as leis propostas pela 
reforma, foram aderidas apenas pelas escolas da corte imperial e capital da República, e as 
escolas militares. 
 
 Nessa mesma época a educação brasileira sofria uma forte influência do 
movimento escola-novista, que evidenciou a importância da Educação Física no 
desenvolvimento integral do ser humano. 
 
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 Essa conjuntura possibilitou que profissionais da educação na III Conferência 
Nacional de Educação, em 1929, discutissem os métodos, as práticas e os problemas relativos 
ao ensino da Educação Física. 
 
 A Educação Física que se ensinava nesse período era baseada nos métodos 
europeus — o sueco, o alemão e, posteriormente, o francês —, que se firmavam em princípios 
biológicos. Faziam parte de um movimento mais amplo, de natureza cultural, política e 
científica, conhecido como Movimento Ginástico Europeu, e foi a primeira sistematização 
científica da Educação Física no Ocidente. 
 
 Em 1920 passa a ganhar espaço na escola o Método Francês, bem como “vários 
estados da federação começam a realizar suas reformas educacionais e incluem a Educação 
Física, com o nome mais freqüente de Ginástica” (DARIDO e SANCHEZ NETO, 2005, p. 2). O 
Método Francês passa a ser obrigatório nas escolas brasileiras até por volta de 1960, quando o 
esporte começa a ser inserido em âmbito escolar, reforçado pelas vitórias da Seleção Brasileira 
de Futebol em Copas do Mundo (DARIDO e SANCHEZ NETO, 2005). Também a nomenclatura 
mais utilizada agora é a de Educação Física e as Ginásticas aos poucos vão deixando de ser ‘a’ 
Educação Física para se tornar um conteúdo ‘da’ Educação Física. 
 
 Do final do Estado Novo até a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da 
Educação de 1961, houve um amplo debate sobre o sistema de ensino brasileiro. Nessa lei 
ficou determinada a obrigatoriedade da Educação Física para o ensino primário e médio. A 
partir daí, o esporte passou a ocupar cada vez mais espaço nas aulas de Educação Física. O 
processo de esportivização da Educação Física escolar iniciou com a introdução do Método 
Desportivo Generalizado, que significou uma contraposição aos antigos métodos de ginástica 
tradicional e uma tentativa de incorporar esporte, que já era uma instituição bastante 
independente, adequando-o a objetivos e práticas pedagógicas. 
 
 Com a lei n° 5.692, a Educação Física teve seu caráter instrumental reforçado: era 
considerada uma atividade prática, voltada para o desempenho técnico e físico do aluno. 
 
 Em relação ao âmbito escolar, a partir do Decreto n. 69.450, de 1971, considerou-
se a Educação Física como “a atividade que, por seus meios, processos e técnicas, desenvolve 
e aprimora forças físicas, morais, cívicas, psíquicas e sociais do educando”. A falta de 
especificidade do decreto manteve a ênfase na aptidão física, tanto na organização das 
atividades como no seu controle e avaliação. A iniciação esportiva, a partir da quinta série, 
tornou-se um dos eixos fundamentais de ensino; buscava-se a descoberta de novos talentos 
que pudessem participar de competições internacionais, representando a pátria. Nesse 
período, o chamado “modelo piramidal” norteou as diretrizes políticas para a Educação Física: 
a Educação Física escolar, a melhoria da aptidão física da população urbana e o 
empreendimento da iniciativa privada na organização desportiva para a comunidade 
comporiam o desporto de massa que se desenvolveria, tornando-se um desporto de elite, com 
a seleção de indivíduos aptos para competir dentro e fora do país. 
 
 Os efeitos desse modelo começaram a ser sentidos e contestados: o Brasil não se 
tornou uma nação olímpica e a competição esportiva da elite não aumentou o número de 
praticantes de atividades físicas. Iniciou-se então uma profunda crise de identidade nos 
pressupostos e no próprio discurso da Educação Física, que originou uma mudança significativa 
nas políticas educacionais: a Educação Física escolar, que estava voltada principalmente para a 
escolaridade de quinta a oitava séries do primeiro grau, passou a priorizar o segmento de 
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primeira a quarta e também a pré-escola. O enfoque passou a ser o desenvolvimento 
psicomotor do aluno, tirando da escola a função de promover os esportes de alto rendimento. 
 
 A Lei de Diretrizes e Bases promulgada em 20 de dezembro de 1996, busca 
transformar o caráter que a Educação Física assumiu nos últimos anos ao explicitar no art. 26, 
§ 3º, que “a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente 
curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população 
escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos”. Dessa forma, a Educação Física deve ser 
exercida em toda a escolaridade de primeira a oitava séries, não somente de quinta a oitava 
séries, como era anteriormente. 
 
 A redação desse artigo da LDB foi alterada duas vezes. Primeiramente, incluindo o 
termo obrigatório, por meio da Lei n. 10.328, de 12 de dezembro de 2001, e em 1º de 
dezembro de 2003, pela Lei n. 10.793, incorporando a seguinte redação: 
 
 § 3º A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente 
curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao aluno: 
 
- Que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a seis horas; 
- Maior de trinta anos de idade; 
- Que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, 
estiver obrigado à prática da educação física; 
- Amparado pelo decreto-lei n. 1.044, de 21 de outubro de 1969; 
- Que tenha prole. 
 
 Essa alteração da LDB merece reflexão, pois contém um avanço, mas também 
comporta um retrocesso. Se, de um lado, avança, ao incluir a Educação Física em todos os 
turnos de ensino da educação básica (eliminando, com isso, a discriminação de estudantes dos 
cursos noturnos), de outro, retrocede ao prescrito na antiga LDB, ao se fundamentar no 
pressuposto de que esse componente curricular é essencial apenas para os alunos e alunas 
saudáveis, menores de 30anos, sem filhos, que não trabalham. 
 
 Consideramos esse dispositivo legal já completamente ultrapassado e sem 
fundamento. A Educação Física na escola constitui direito de todos, e não privilégio dos 
considerados jovens, hábeis e produtivos. 
 
 Além da LDB de 1996, as Diretrizes Curriculares Nacionais, estabelecidas pelo 
Conselho Nacional de Educação para a educação básica, atribuem à Educação Física valor igual 
ao dos demais componentes curriculares, abandonando o entendimento de ser mera atividade 
destituída de intencionalidade educativa (como na legislação de 1971), e passa a ser 
considerada como área do conhecimento. A Educação Física deve, portanto, receber o mesmo 
tratamento dispensado aos demais componentes curriculares como, por exemplo, ter horário 
garantido na grade curricular do turno e não ser utilizada como “moeda de troca” na 
negociação para que os alunos se comportem durante as outras aulas. 
 
 Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) também concebem a Educação 
Física como componente curricular responsável por introduzir os indivíduos no universo da 
cultura corporal que contempla múltiplos conhecimentos produzidos e usufruídos pela 
sociedade a respeito do corpo e do movimento “com finalidades de lazer, expressão de 
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sentimentos, afetos e emoções, e com possibilidades de promoção, recuperação e 
manutenção da saúde”. (BRASIL, 1997, p. 27) 
 
 
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A Formação para o Trabalho com as Ginásticas No 
Brasil 
 
 A necessidade de se formar professores que trabalhassem com atividade física, 
educação corporal surge com a Reforma Couto Ferraz, em 1851, e, três anos depois, com sua 
regulamentação através da Lei nº. 630, que confere a obrigatoriedade das Ginásticas nas 
escolas (DARIDO, 2003; PIRES, 2006). 
 
 Marinho (1943) relata que, as iniciativas de formação de professores para 
ministrarem Ginásticas que avançaram no Brasil, como a criação da Escola de Educação Física 
da Força Policial em 1909, restringiram-se à capacitação militar. 
 
 Melo (1996), aponta que em 1922, é fundado o Centro Militar de Educação Física 
no Rio de Janeiro, que daria origem futuramente à Escola de Educação Física do Exército 
(EsEFEx). A EsEFEx foi criada com a intenção de formar instrutores, monitores, mestre d’arma, 
monitores de esgrima e médicos especializados para o exército. Seus cursos eram oferecidos 
para militares e, eventualmente, civis podiam realizar o curso de monitor. 
 
 Muitas propostas quanto à criação de cursos surtiram durante as décadas de 20 e 
30, no entanto Pires (2006) afirma que: 
 
 (...) o primeiro programa sistematizado de Educação Física no Brasil, foi 
o curso da Escola de Educação Física do Estado de São Paulo, criado em 
1931, mas que só começou a funcionar em 1934. Este curso tinha como 
propósito a formação de dois profissionais distintos, quais sejam: Instrutor 
de Ginástica e o Professor de Educação Física. (p. 182). 
 
 O autor descreve que os saberes do instrutor de ginástica deveriam abranger “o 
estudo da vida humana em seu aspecto celular, anatômico, funcional, mecânico, preventivo, 
estudo dos exercícios físicos da infância a idade madura, estudos dos exercícios motores, 
lúdicos e agonísticos” (p. 182). 
 
 Em 1939, com a realização de revisão na proposta de formação profissional do 
curso citado, passam agora a ser cinco formações quais sejam: instrutores de ginástica 
(professores primários), instrutor de ginástica, professor de Educação Física, médico 
especializado em Educação Física, técnico em massagem, técnico desportista. (PIRES, 2006) 
 
 É notório que as Ginásticas perfazem a formação dos profissionais e dos cursos 
superiores, sendo inegável sua contribuição ao desenvolvimento do que hoje se concebe como 
Educação Física seja na escola, seja na universidade. 
 
 No âmbito da educação básica, antes mesmo que houvesse profissionais 
proferindo o ensino das Ginásticas, estas passam a fazer parte dos conteúdos a serem 
desenvolvidos na escola. Dessa maneira, por meio das mais diversas indicações, alegadas por 
diferentes objetivos, as Ginásticas passam para o espaço da educação formal, sendo incluídas 
agora nos currículos educacionais. 
 
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Considerações Finais do Capitulo 
 
 A partir dessa breve revisão literária, discorrendo alguns momentos históricos 
referentes às Ginásticas e mostrando a importância do referido conhecimento, percebeu-se 
que o conteúdo relativo à evolução desta prática é altamente rico. Fica evidente que as 
Ginásticas encontraram caminhos para se dividir atualmente trazendo consigo todo o seu 
conhecimento histórico. Portanto, é importante que, indiferente do espaço em que seja 
abordada, mas especialmente na escola e na graduação, o seu contexto histórico seja 
apresentado de forma singular, para que se possam identificar caminhos inovadores de 
evolução. 
 
 A relevância do conhecimento histórico das Ginásticas na formação acadêmica é 
particularmente essencial para e atuação do profissional de Educação Física, especialmente o 
professor escolar. É dentro do espaço de atuação que estes profissionais podem disseminar o 
referido conhecimento histórico e, aprimorá-lo de acordo com as vivências atuais das 
Ginásticas. Partindo de um conhecimento histórico contextualizado de forma relevante, poder-
se-á contribuir de maneira mais eficaz na formação crítica e consciente do cidadão, 
preservando bem como disseminando o patrimônio cultural das Ginásticas. 
 
 Acredita-se que ser um educador, seja na formação acadêmica seja na escola, é 
mostrar aos alunos aquilo que vai além do presente, é voltar ao passado para se construir um 
futuro. É apresentar o que foi e o que pode ser e, situar esses alunos dentro dessa edificação 
que em muito depende deles. 
 
 A partir destas constatações, é possível citar Bloch (1965): 
 
 É tal a força de solidariedade das épocas que os laços de 
inteligibilidade entre elas se tecem verdadeiramente nos dois sentidos. A 
incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado. 
Mas talvez não seja mais útil esforçarmo-nos por compreender o passado se 
nada sabemos do presente (p. 42-43). 
 
 
 A gênese da ginástica, bem como algumas abordagens de sua natureza, são 
essenciais para entender a importância da atividade física e dos exercícios para a saúde e a 
qualidade de vida das pessoas. 
 
 
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UNIDADE II: MÉTODOS GINÁSTICOS 
 
Objetivos de Aprendizagem 
 
- Conhecer os principais métodos para a prática de exercícios e atividades 
físicas. 
- Diferenciar os métodos, procurando adaptar os mesmos para os alunos de 
diferentes origens. 
 
 O termo Método estabelece uma forma de organizar e empregar formas e 
meios, com a finalidade principal de se atingir os objetivos propostos. Em nosso caso 
específico, de métodos para aplicação de exercícios ginásticos, é condição fundamental 
que sejam estabelecidos procedimentos de aplicação do método. 
 
 Os principais procedimentos são: 
 
a) Organização: parte do princípio que para toda aplicação de um método, existe 
um processo organizacional de conteúdos. 
b) Explicação: embasado no fato de transmitir ao aluno de forma precisa e 
progressiva, os conteúdos inerentes aos exercícios ginásticos a serem executados 
durante uma aula ou sessão. 
c) Demonstração: procedimento fundamental para nossas aulas de Ginástica, pois 
certamente irá potencializaro procedimento anterior da Explicação. Este 
procedimento é dividido nas seguintes etapas: 
 
- Repetição: para que o movimento seja realizado com a técnica 
correta mínima necessária. 
- Correção: para que o movimento tenha grande eficiência e mínimo de 
gasto energético. 
- Progressão: para que o aluno venha a executar movimentos mais 
complexos no decurso natural do tempo destinado às aulas. 
 
 Os métodos ginásticos podem ser entendidos como um primeiro esboço de 
sistematização científica da atividade física, pois apresentam um conjunto sofisticado de 
prescrições e justificativas desenvolvidas através do conhecimento científico do corpo e do 
movimento. 
 
 Historicamente, a partir de propostas pedagógicas diversas, se desenvolveram 
vários grandes métodos relacionados a uma sistematização científica das atividades 
físicas no mundo ocidental. 
 
 Esses métodos foram fundamentados a partir de relações cotidianas, 
divertimentos, festas culturais e espetáculos corporais, agregando ordem e disciplina. 
 
 Os mesmos apresentavam particularidades de seus países de origem, porém 
acentuavam finalidades e semelhanças, tais como regenerar as populações, promover a 
saúde, combater vícios gerais e posturais, bem como, acentuar a eficiência dos gestos 
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executados. Tinham como principais propostas, transformar, desenvolver nos indivíduos à 
vontade, a coragem, a força e a energia de viver. (Soares, 2002). 
 
 Em outro âmbito, a aplicação dos métodos de prática de exercícios físicos busca a 
melhora da aptidão física, onde se pressupõe um estado hígido, que apresenta um elevado 
grau de desenvolvimento de suas funções cardiovasculares e respiratórias, 
complementado por uma adequada resistência muscular e mobilidade articular, tudo 
dentro de um perfeito equilíbrio psicológico. (GRAFF, 2006). 
 
 Vários desses métodos possuem objetivos militares em sua essência e tiveram, 
ao longo dos anos, uma série de adaptações para que pudessem ser aplicados no 
âmbito escolar, focalizando, portanto, grupos diferentes. 
 
 Existem dois enfoques no que se refere a aptidão física: aptidão física 
relacionada à saúde, que inclui elementos fundamentais para a vida ativa com menos 
riscos de doenças hipocinéticas, e a aptidão física motora ou atlética, que deve incluir, além 
dos fatores de aptidão física relacionada à saúde, os fatores de performance do grupo de 
interesse (NAHAS, 2001). 
 
SEÇÃO 1: Classificação da Ginástica 
 
 A idéia de classificar vem da necessidade de se ordenar e/ou organizar um 
determinado ramo do conhecimento humano, face ao grande volume de informações que o 
mesmo acumulou em virtude do tempo ou mesmo do grande número de estudiosos que 
desenvolvem suas pesquisas. 
 
 Dessa forma, ocorre com a ginástica, pois é uma vertente do conhecimento 
que remonta os milhares de anos, sendo normal, portanto, que existam muitos livros e 
tratados deste assunto. 
 
 Lembre-se você que em termos anatômicos o corpo humano alterou-se muito 
pouco no que tange a prática de exercícios, porém as alterações são bastante 
consideráveis com relação à forma de executar os exercícios e principalmente aos recursos 
disponíveis nos tempos atuais. Resumidamente, grandes mudanças na forma e pequenas 
mudanças no conteúdo. 
 
 Existem inúmeras definições para a ginástica, porém, pode-se afirmar que a 
mesma é uma ação repetitiva com o objetivo de melhorar a aptidão física e ou a aquisição 
de uma habilidade (Pérez Gallardo, 2002). 
 
Ginástica de Condicionamento Físico 
 
 É a ginástica indicada para manutenção da boa forma e do bom desempenho das 
funções orgânicas. Praticada em academias ou na forma de atividade física livre, respeitando 
uma freqüência, intensidade e duração adequadas. 
 
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 Os benefícios da atividade física têm sido comprovados pela ciência moderna. No 
entanto, não é só a prática de exercícios físicos que contribui para a boa saúde. As condições 
de vida de uma população ou de um indivíduo, com suas inúmeras variáveis, são 
determinantes para seu estado de saúde. Deste modo, podemos afirmar que a ausência de 
doenças, o saneamento básico, a habitação, o transporte, a qualidade da alimentação e os 
hábitos pessoais são aspectos essenciais quando se trata de saúde. 
 
 A sociedade moderna tornou o homem um ser sedentário (não praticamente de 
atividade física), gerando doenças orgânicas em vários níveis. Para minimizá-las, a prática de 
atividade física permanente produz efeitos benéficos. Isto por que, quando impomos ao corpo 
uma atividade acima da freqüência, intensidade e duração habitual, exigimos que ele produza 
energia-indispensável ao movimento humano, com mais intensidade, forçando o sistema 
circulatório e respiratório a trabalhar com maior velocidade, melhorando e aumentando sua 
capacidade de trabalho no final de um determinado tempo. 
 
 Assim podemos usufruir dos benefícios que a atividade física produz no 
organismo, tais como: melhor qualidade de vida, aumentando no volume de Oxigênio ( VO2 ), 
modalidade de vida, neo-formação de Capilares, aumento no volume de capacidade pulmonar, 
aumento no número e volume de mitocôndrias ), aumento na produção de ATP, liberação da 
agressividade e ansiedade, aumento da auto-estima e auto-confiança, aumento na produção 
de hormônios que proporciona bem-estar, bom humor e mais resistência a dor e ao cansaço, 
aumento no número de amigos, maior segurança nas relações sociais, etc. 
 
 Com o avanço da ciência e da medicina esportiva, que comprovam os benefícios 
da atividade física na manutenção da saúde física, mental e social, ampliou-se as alternativas 
de atividade física para atender as necessidades e gostos dos que desejam e/ou precisam se 
exercitar. 
 
 Dentre elas destacamos: 
 
- Ginástica Calitênica 
- Ginástica de Academia; 
- Musculação; 
- Ginástica Localizada; 
- Hidroginástica; 
 
Ginástica Geral (Gymnaestrada) 
 
 Atualmente essa nomenclatura serve para designar o que os alemães chamam de 
GYMNAESTRADA, que seria uma ginástica de massa, que reúne ginástica e dança sem grandes 
exigências técnicas e com fins de espetáculo. Entretanto para fins didáticos, consideramos a 
ginástica geral, a união das ginásticas que englobam o conhecimento no âmbito escolar nos 
níveis teórico/prático. 
 
Ginástica Formativa 
 
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 Englobam todas as modalidades que tem por objetivo a aquisição ou a 
manutenção da condição física do indivíduo normal e/ou atleta. 
 
 “É aquela que auxilia o desenvolvimento corporal” (TEIXEIRA, 1997). Nela estão 
incluídos os movimentos que desenvolvem a flexibilidade, a força, a velocidade, o equilíbrio, a 
resistência, a agilidade e a coordenação. 
 
 Assim como, a consciência dos movimentos das partes do corpo. Desta forma, é 
fundamental propor situações em que a criança possa explorar tudo que o cerca, deixando-a 
agir, criar e descobrir de acordo com seus interesses, possibilitando a aquisição de valiosas 
experiências motoras que lhes darão um melhor conhecimento do corpo e suas possibilidades 
de movimento indispensáveis ao desenvolvimento da sua consciência corporal. 
 
 Tendo como objetivo a formação de uma personalidade ativa corporalmente e 
participativa desde o início da escolaridade, estimula-se o desejo de realização constante de 
atividades físicas. Assim, a ginástica formativa, contribui para um aluno conhecedor dos 
valores positivos da atividade física, estimulando-o a adoçãode um estilo de vida saudável, 
incluindo à prática de exercícios físicos no seu dia a dia, desenvolvendo um estado de 
satisfação pessoal e bem estar geral. 
 
Ginástica Natural 
 
 Utiliza todas as habilidades específicas que fazem parte do repertório motor 
humano e que permitem ao homem interagir com seu meio ambiente. Pode ser 
desenvolvida na forma de atividades pré-esportivas, jogos e brincadeiras, oferecidas em 
todas as possibilidades lúdicas e recreativas. É ideal para a aquisição de bases de experiências 
motoras e a melhoria das condições físicas generalizadas. 
 
Ginástica Competitiva 
 
 Tem sua origem na ginástica formativa, apresentando regulamentos específicos 
com objetivos competitivos. Aparece na forma de festivais e eventos esportivos, sendo que 
geralmente se organiza em federações. 
 
SEÇÃO 2: Classificação Geral dos Exercícios Físicos 
 
 Por ocasião dessa seção, necessitamos diferenciar o conceito de exercício físico 
em relação ao conceito de atividade física, podendo dessa forma citar que: 
 
 O que é exercício físico? O Exercício físico é uma atividade realizada com 
repetições sistemáticas de movimentos orientados, com conseqüente aumento no consumo 
de oxigênio devido à solicitação muscular, gerando, portanto, trabalho (BARROS NETO, 1999). 
 
 O que é atividade física ? A atividade física é definida como um conjunto de 
ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica, envolvendo gasto de energia e 
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alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, 
com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de 
modo que terá como resultados os benefícios à saúde (MARCELLO MONTTI, 2005). 
 
 A partir dos conceitos acima, percebe-se que a atividade física indica um conceito 
mais amplo, enquanto que o exercício físico demonstra ser algo mais restrito. 
 
 Os processos de classificação dos exercícios físicos vão ajudar você a 
compreender, de forma bastante clara, os diversos tipos de exercícios físicos que podemos 
desenvolver para o corpo humano. Perceba você que na seção anterior (Divisão da 
Ginástica) estão permeados conhecimentos com da seção atual. Este fato é bastante 
interessante, pois permite a você acadêmico, contrapor conhecimentos de autores diversos. 
 
 Veja algumas formas mais utilizadas: 
 
a) Segundo a Forma de Execução: 
 
 Neste item abordamos alguns meios possíveis de se dividir os exercícios físicos 
quanto a sua forma de execução, ou seja: 
 
1) Exercícios Naturais: repare você que a palavra cotidiano caracteriza esses 
exercícios, pois são aqueles utilizados para manutenção e desenvolvimento das 
necessidades primárias do ser humano. Vamos, dentre vários, destacar o 
andar, o correr, o lançar, o arremessar, o saltar, o quadrupedar, o escalar, o 
rastejar, o rolar, o saltitar e outros. Modernamente, o andar e o correr são 
exemplos de atividades físicas que se tornaram um hábito de muitos indivíduos. 
 
2) Exercícios Rítmicos: Utiliza basicamente os exercícios naturais para o 
desenvolvimento das qualidades físicas em conjunto com a criatividade e a 
expressão corporal através de músicas, palmas, sons instrumentais e ordens 
de comando. Atualmente, as academias oferecem ao público um sem número 
de atividades com exercícios rítmicos que muitas vezes se diferenciam entre si 
na freqüência rítmica utilizada e no caráter comercial de cada um de seus 
criadores. 
 
3) Exercícios Formativos: Destinados especificamente ao desenvolvimento 
e/ou manutenção de qualidades físicas inerentes ao ser humano como a 
força, flexibilidade, resistência, velocidade e coordenação. 
 
4) Exercícios Laborais: Geralmente realizados em algumas situações especiais, 
os exercícios laborais se prestam a amenizar problemas adquiridos (no trabalho) 
ou congênitos, atualmente, encontram-se bastante difundidos em países 
industrializados e são sub-divididos em: 
 
- Exercícios de Compensação - Na sua realização visam corrigir assimetrias 
musculares causadas por situações de excessivas cargas de trabalho em 
determinados grupos musculares. A realização de exercícios físicos que 
venham a atingir musculaturas agonistas e antagonistas é a característica 
principal de tais exercícios. 
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- Exercícios Corretivos - São aplicados após um diagnóstico médico do 
problema. Normalmente estão relacionados com problemas posturais, maus 
hábitos ou retorno das funções ósteo-musculares normais de segmentos 
corporais. 
- Exercícios de Manutenção - São estabelecidos a partir de um padrão 
estipulado que o indivíduo julga como sendo o ideal para o seu organismo, 
levando em consideração fatores como a idade, o meio social, o cotidiano 
e outros. Os exercícios de manutenção possuem como finalidade principal a 
estabilização das qualidades físicas adquiridas através da prática de 
atividade física. 
 
 A classificação apresentada anteriormente não deve ser utilizada apenas de 
forma individualizada, ou seja, pode-se prescrever por exemplo um exercício físico que seja 
formativo e tenha caráter rítmico e vice-versa. 
 
b) Segundo o Esforço 
 
 Esta classificação é bastante subjetiva, pois está diretamente relacionada com 
a condição física e anamnese atlético-desportiva do praticante. Os exercícios físicos são 
divididos em: 
 
1) Exercícios Fracos: são aqueles que o dispêndio de energia para sua realização é 
pequeno. Normalmente são utilizados no início de uma sessão ou aula ou ainda 
por indivíduos em início de treinamento, com idade avançada ou em 
recuperação de doenças ou cirurgias. 
2) Exercícios Médios: são aqueles que consomem razoável quantidade de 
energia para sua realização e executados por pessoas com relativa condição física. 
3) Exercícios Fortes: são aqueles que para sua realização requerem grandes 
quantidades de energia e somente devem ser executados por indivíduos em 
plena condição atlética. 
 
c)Segundo a Ação 
 
 Na classificação por ação, nos interessa vislumbrar a região do corpo humano que 
o exercício irá atuar com maior intensidade. Para tanto, os mesmos são classificados da 
seguinte maneira: 
 
1) Generalizados ou Sintéticos: relacionado com as grandes funções do 
organismo, geralmente são exercícios naturais e principalmente destinados a 
melhoria da capacidade aeróbica. 
2) Localizados ou Analíticos: denominação utilizada para os exercícios físicos 
que atingem apenas algumas cadeias cinéticas (grupo de ossos, músculos e 
articulações) do corpo humano. 
 
RESUMO 
 
 Os exercícios físicos podem ser classificados segundo uma série de itens e 
também de acordo com uma série de autores. Dessa forma, podemos por ocasião de 
prescrevermos exercícios físicos e aplicarmos em nossas turmas de alunos, podermos 
indicar aqueles exercícios mais condizentes com o estado físico geral dos nossos alunos. 
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Procedimentos interessantes podem ser utilizados por ocasião da realização dos exercícios 
físicos, tais como a utilização do peso do próprio corpo ou de companheiros por ocasião 
de exercícios de elevação de cargas ou ainda a utilização de ritmos variados (música, palmas 
ou sons de apitos) quando desejarmos a execução de exercícios rítmicos. 
 
 Um campo de trabalho para profissionais de educação física são os exercícioslaborais ou ainda a ginástica laboral, que preconiza a execução de movimentos simples e por 
pequeno intervalo de tempo, durante o próprio expediente de trabalho, com função de 
prevenção de lesões, alongamento muscular e melhora da circulação sanguínea. 
 
Atividades 
1. Pesquise e descreva de forma detalhada cinco exercícios naturais e que possam ser 
executados em grupos de três indivíduos. 
2. Pesquise e descreva de forma detalhada cinco exercícios que possam ser desenvolvidos 
dentro de um escritório, mantendo os indivíduos sentados em suas cadeiras. 
3. Pesquise e descreva de forma detalhada cinco exercícios que possam ser enquadrados 
como exercícios de compensação para profissionais que trabalhem por muito tempo 
sentados. 
4. Pesquise e descreva cinco exercícios que possam atuar nos grupos musculares glúteos e 
que possam ser executados sem a utilização de aparelhos ou equipamentos especiais. 
5. Pesquise e descreva cinco exercícios que possam atuar nos grupos musculares da parte 
interna das coxas e nos grupos musculares do pescoço. 
 
SEÇÃO 1: Ginástica de Condicionamento Físico 
 
 Englobam todas as modalidades que tem por objetivo a aquisição ou a 
manutenção da aptidão física do indivíduo normal e/ou atleta. 
 
 A aptidão física ou condição física é formada principalmente, pelos seguintes 
componentes: resistência aeróbica, resistência muscular localizada, força muscular, 
flexibilidade e composição corporal, logo para um indivíduo possuir uma boa condição física é 
necessário, que os seus componentes sejam desenvolvidos harmoniosamente. Não basta 
apenas desenvolver um ou dois parâmetros e sim todos de forma equilibrada. Para que isso 
ocorra, é fundamental que se utilize vários meios e métodos de treinamento, pois não existe 
um método que desenvolva todos esses parâmetros de forma eficiente, porque cada método 
possui no seu desenvolvimento qualidades físicas principal e secundária. 
 
 Tendo a ginástica de condicionamento como objetivo básico a obtenção da 
condição física nos seus participantes, tornar-se-á necessário um planejamento adequado para 
atingir-se os objetivos traçados. Dentro desta visão o professor não deve utilizar somente a 
ginástica localizada ou a ginástica de flexionamento, ou a aeróbica nem tão pouco a 
musculação como um fim em si mesmo, pois estes métodos isolados não desenvolvem a 
condição física eficientemente, somente com a junção destes é que poderemos desenvolvê-la. 
 
 Por isso apresentaremos uma proposta que estruturar e organizar a ginástica de 
academia como meio de proporcionar a condição física, através de seus meios e métodos de 
treinamento. 
 
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Ginástica Calistênica 
 
 É por assim dizer, o verdadeiro marco 
do desenvolvimento da ginástica moderna com 
fundamentos específicos e abrangentes destinada 
aos obesos, as crianças, os sedentários, os idosos e 
também às mulheres. 
 
 Calistenia, segundo Marinho (1980) 
citado por Marcelo Costa, tem origem grega e 
significa kallós - belo, sthenos - força + o sufixo ia. 
Significa cheio de vigor, força, buscar pela 
exercitação a harmonia do corpo. 
 
Origem 
 
 Calistenia é um sistema de ginástica que encontra as suas origens na ginástica 
sueca e que apresenta, como características, a predominância de formas analíticas, a divisão 
dos exercícios em oito grupos, a associação da música ao ritmo dos movimentos, a 
predominância dos movimentos sobre as posições dos exercícios à mão livre e com pequenos 
aparelhos (halteres, bastões, maças, etc.). 
 
 É um sistema que sofre forte influencia das contribuições da área médica que 
valorizava as técnicas de construção e exercitação das atividades, ritmadas, que abrangiam 
todas as partes do corpo humano e, cujas exercitações eram bem lineares. Era obedecida a 
curva do esforço fisiológico e os exercícios eram progressivos. 
 
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Precursores 
 
Christian Carl André (1763-1831) 
 
 
 Segundo Marinho (1980) Christian Carl André foi quem, pois 
em prática a Calistenia na escola de Salzman em 1785, para uso em dias que 
as condições climáticas não permitiam atividades ao ar livre. 
 
Catharine Beecher (1800-1878) 
 
 Em 1828 Catherine E. Beecher fundou o "Hartford Female 
Seminary" em Connectticut. A escola logo se converteu na mais 
famosa instituição feminina de educação superior para mulheres nos 
Estados Unidos e sua fundadora a principal líder no movimento de 
educação feminina. 
 
 A idéia de Miss Beecher era de que a educação física e a 
moral tinham igual importância que a intelectual. Foi a primeira a 
ensinar ciências domésticas e a escrever um livro sobre o assunto. Em 
1832 abriu nova escola em Cincinnatti, Ohio. Nestas duas escolas desenvolveu um sistema de 
calistenia para meninas. Os exercícios consistiam em simples movimentos acompanhados de 
música. Quando o interesse pela educação física em geral voltou, Miss Beecher, escreveu seu 
livro "Psicologia e Calistenia", onde aconselhava o uso destas duas matérias na escola. 
 
 As escolas eram fundadas, como por exemplo, em 1828 o Hartford Female 
Seminary em Connectticut, com uma forte influência da concepção de seus fundadores. Nesta 
escola sua fundadora Miss Catherine E. Beecher assegurou que a "Calistenia" fosse 
considerada uma "matéria de ensino". 
 
Phokion Heinrich Clias (1782-1854) 
 
 Em 1929, o suiço Phoktion Heinrich Clias, professor de 
ginástica publicou o livro “Kalisthenia: exercise for beauty and 
strength” (Calistenia: Exercícios para beleza e força), onde 
apresentou um método que misturava idéias próprias compostas 
pelos pensamentos de Pestalozzi e a ginástica de Guts Muths, 
propondo exercícios ritmados e sem aparelhos manuais. Um dos 
pontos fortes deste método era o sentido de exercícios ritmados, 
criando assim o método calistênico. 
 
Dioclesian Lewis (1823-1886) 
 
 
 O Dr. Lewis era professor, doutor em medicina, editor da 
"Homopalhist", membro da "Sons of Temperance". Propôs-se dedicar 
seu trabalho ao melhoramento físico dos americanos por meio de um 
novo sistema de ginástica. Não se referia aos fortes e saudáveis jovens 
que se dedicavam ao baseball ou a outros jogos atléticos. Seu sistema 
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era dedicado ao "homem gordo, ao homem fraco ou enfermiço, aos jovens e às mulheres de 
todas as idades – as classes que mais necessitavam de treinamento físico". 
 
Lewis defendia: 
- Os exercícios devem desenvolver a flexibilidade, graça e agilidade e melhorar a 
saúde geral. 
- Os exercícios deveriam ser acompanhados por musica ou tambor p/ marcar o 
ritmo. 
- Participação de homens e mulheres na mesma aula, acrescentando a 
sociabilidade ao prazer da aula. 
 
Lewis combatia: 
- A idéia de que uma grande força era a essência do bem-estar e de que a 
ginástica era exclusivamente para ginastas; 
- A idéia de que o jogo livre e sem supervisão das crianças era suficiente para 
desenvolver convenientemente as formas do corpo. 
- Os métodos militares, pois só desenvolviam superior de tronco e conduziam a 
posições forçadas e que os esportes atléticos não proporcionavam harmonia 
muscular; 
 
Lewis opinava: 
- Desportos atléticos desenvolviam o corpo desarmonicamente 
 
 A Nova Ginástica de Lewis representava uma combinação de exercícios livres com 
a calistenia, incluindo exercícios com materiais do tipo halteres, bastões, bolas, como também 
passos de dança. 
 
 As ACM nos EUA, por intermédio de Wood e Roberts adotou para seu programa 
de Educação física a Nova Ginástica de Lewis, que se popularizou no mundo inteiro levada 
pelos secretários e diretores de Educação física graduadosnas escolas de Springfield e Chicago 
Propostas Metodológicas de Skarstron 
 
 Dr. William Skarstron, americano de origem sueca, investigador da Educação 
física, baseando-se nos princípios Suecos e Dinamarqueses e em suas próprias investigações, 
aderiu a Calistenia e resolveu sistematizá-la apresentando o seu Plano Skartron 
 
 Skarstron deu uma nova definição para a calistenia => “ Uma combinação de 
exercícios simples com arte, musica e beleza, com a finalidade de exercitar todo o corpo, 
desenvolvendo graça na mulher e elegância no homem”. 
 
 Dividiu o corpo em três unidades fundamentais – braços, pernas e tronco – onde 
os exercícios poderiam ser executados de forma independente ou combinados. 
 
 Apresentava ainda os seguintes objetivos a valores para a calistenia: 
- Fim higiênico 
- Fim educacional 
- Aspecto recreativo 
- Adaptação ao meio ambiente e ás condições existentes. (Marinho. 1980) 
 
 Skarstron dividiu seu plano em 8 grupos. 
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- Braços e pernas 
- Região póstero-superior de tronco 
- Região postero-inferior de tronco 
- Região lateral do tronco 
- Equilíbrio 
- Região abdominal 
- Gerais de ombros e espáduas saltos e corridas (sufocantes) 
 
 Imediatamente a Calistenia foi lançada na América do Sul e firmando-se no Brasil 
através da ACM que se instala aqui em 1893 no Rio de Janeiro (Marinho,1981). A abertura de 
varias Academias trouxe de Clubes e da ACM, professores de ginástica que especificamente 
trabalhavam com o sexo masculino e que tinham no método calistênico a base de seu 
trabalho, assim através destes professores as Academias implantaram o método calistênico, 
passando a ter uma nova tendência metodológica para a ginástica. 
 
 Nos anos 60 começou a ser implantada nas poucas academias pelos professores 
da ACM ganhando cada vez mais adeptos nos anos 70 sempre com inovações calcadas na 
ciência. Este sistema causava muita desmotivação principalmente nas crianças e jovens que 
não gostavam de "DAR 10 VOLTAS NA QUADRA". É da incompreensão do sistema calistenico 
que vem muita orientação pedagógica equivocada nas aulas de educação física que 
desmotivam as pessoas. FALTA DE RIGOROSIDADE NOS ESTUDOS. 
 
 Nos anos 80 a ginástica aeróbica invadiu as academias do Rio de Janeiro e São 
Paulo. Como na Educação Física sempre há evolução também em função dos erros e acertos, 
surge então, ainda no final dos anos 80 a ginástica localizada desenvolvida com fundamentos 
teóricos da musculação e o que ficou de bom da Calistenia. A ginástica aeróbica de alto 
impacto causou muitos microtraumatismos por causa dos saltitos em ritmos musicais quase 
alucinantes. A musculação surgiu com uma roupagem nova ainda nos anos 70 para apagar o 
preconceito que algumas pessoas tinham com relação ao Halterofilismo. 
 
 Hoje, sob pretexto da criatividade, a ginástica localizada passa por uma fase ruim 
com alguns professores ministrando aleatoriamente, aulas sem fundamentos específicos com 
repetições exageradas, fato que a ciência já reprovou, principalmente se o público alvo for o 
cidadão comum. 
 
Características 
 
- A calistenia representa uma série de exercícios localizados divididos em oito 
grupos, associando musica ao ritmo dos movimentos, com fins corretivos, 
fisiológicos e pedagógicos; 
- É por assim dizer, o verdadeiro marco do desenvolvimento da ginástica 
moderna com fundamentos específicos e abrangentes destinada à população 
mais necessitada: os obesos, as crianças, os sedentários, os idosos e também 
às mulheres. 
- Dada à sua mobilidade e simplicidade, adapta-se a qualquer tipo humano, 
podendo ser considerada como uma ginástica eclética. 
- Predominância dos movimentos sobre as posições, dos exercícios à mão livre 
e com pequenos aparelhos (halteres, bastões, maças, etc.); 
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- É um sistema que sofre forte influencia das contribuições da área médica que 
obedecida a curva do esforço fisiológico e os exercícios eram progressivos. 
- Os exercícios calistênicos afetam principalmente as grandes massas 
musculares que colaboram na manutenção ereta do tronco e facilitam as 
atividades dos órgãos vegetativos, base importante da saúde, enquanto o 
corpo adquire uma atitude esbelta e natural. 
 
Finalidades 
 
 A Calistenia preconizava dois objetivos principais: 
- Higiênicos=> representados pelo aperfeiçoamento do físico e saúde através do 
aumento da flexibilidade muscular, mobilidade articular, correção da postura e 
resistência orgânica à fadiga. 
- Educativos=> visa a coordenação neuromuscular e uma melhor eficiência 
mecânica 
 
Vantagens 
- Facilidade de sua prática, pois a mesma não necessita de materiais de alto 
custo e complexos ou ainda locais específicos. 
- De todos os tipos de ginástica, a Calistênica é a que mais facilmente se adapta 
a musica, havendo nela lugar para quase todos os compassos e ritmos. 
- Pode ser aplicada a um grande grupo de pessoas ao mesmo tempo; 
- Grande desenvolvimento muscular localizado dos participantes; 
 
Desvantagens 
- Movimentos muito "analíticos e mecânicos"; 
- Grande intensidade e impacto nas grandes articulações dos membros 
inferiores com as corridas; 
- Rigidez na voz de comandos e de ordem; 
 
Montagem da Sessão de Treinamento 
 
 É composta das seguintes partes: Sessão Preparatória, Sessão Propriamente Dita, 
Volta à Calma. 
 
Sessão Preparatória 
 
 A Sessão Preparatória terá sempre o seguinte esquema: 
- Exercícios de correção de postura 3 minutos 
- Exercícios de aquecimento 2 minutos 
- Exercícios de efeitos localizados (analíticos) 13 ou 18 minutos 
- Exercícios de efeitos gerais (sintéticos) 1 minuto e 30 segundos 
- Exercícios para a caixa torácica 30 segundos 
- Tempo total 20 ou 25 minutos 
 
 
A Sessão Propriamente Dita 
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 Será de 20 minutos, quando se tratar de uma atividade de fundo desportivo e será 
de 15 minutos, no caso da atividade de fundo ginástico. 
 
Das Atividades de Fundo Desportivo 
 
 As atividades de fundo desportivo a serem praticados são as seguintes: 
- Pequenos jogos (quando reunidos em sessões, para efeito de recreação); 
- Jogos militares; 
- Corridas através campo, fora do quadro de atletismo; 
- Natação utilitária, fora do quadro dos desportos aquáticos; 
- Ataque e defesa (box coletivo, lutas, etc.); 
- Pista de obstáculos (Do Pentatlo Militar Internacional); 
- Desportos individuais e coletivos. Os desportos individuais e coletivos embora 
sejam classificados como atividades de fundo desportivo, devem ser 
praticados fora das horas destinadas à educação física, salvo quando houver 
campos e instalações suficientes para ateneu- à totalidade ou grande parte 
dos homens da Unidade 
 
Das Atividades de Fundo Ginástico 
 
 Estas atividades compreendem a prática das seguintes ginásticas especializadas; 
 
- Ginástica com toros de madeira (trabalho individual); 
- Ginástica com toros de madeira (trabalho coletivo); 
- Ginástica com pesos alçados (até 7 quilos); 
- Ginástica em espaldares; 
- Ginástica em bancos suecos; 
- Ginástica em escadas; 
o Cavalo 
o Barra fixa 
o Paralela 
o Argola 
- Ginástica clássica de aparelhos; 
- Saltos com e sem trampolim: livres e sobre plinto, carneiro e cavalo (este com 
e sem alça), etc; 
- Exercícios ginásticos recreativos (lagarta, etc); 
- Pirâmides simples (dois a dois) e coletivas com ou sem aparelhos. 
 
Volta à Calma 
 
 Esta parte da sessão constará do seguinte: movimentos respiratórios, marcha com 
canto ou assobio e exercícios de ordem unida. 
 
Exercícios 
1. O que é a CALISTENIA? 
2. O que valorizava o sistemada exercitação Calistênica? 
4. Como iniciava e culminava (terminava) as sessões de Calistenia? 
5. A exercitação da Calistenia incidiam fortemente em que sistema do corpo humano? Porquê? 
6. A Calistenia causou o que nos últimos anos nas escolas brasileiras? 
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7. O que significa a palavra CALISTENIA? 
 
Ginástica Aeróbica 
 
 É um tipo de treinamento aeróbico que utiliza grande variedade de movimentos 
dos membros inferiores e superiores repetidos, provocando, constantemente, uma sobrecarga 
no sistema cardiovascular. Isso aumenta a necessidade de absorção de oxigênio, realizando 
uma espécie de treinamento ao coração, os pulmões e o sistema cardiovascular, que irá 
proporcionar o transporte desse oxigênio mais rápido e eficaz a todas as partes do corpo 
(AFAA - Aerobic and Fitnes Association of America). 
 
Origem 
 
 No final dos anos 60, o Dr. Kenneth Cooper desenvolveu, junto à Força Aérea 
Americana, uma avaliação para medir a condição cardiovascular dos militares, conhecido como 
teste dos 12 minutos. O teste correspondia à distância percorrida correndo ou caminhando 
nesse espaço de tempo. 
 
 No início da década de 70, Jack Sonensen desenvolveu um programa denominado 
"aerobic dancing”, já preocupado com as divisões da aula: flexibilidade, aquecimento, rotinas 
de dança aeróbica e esfriamento. 
 
 A parte principal da aula compreendia pequenas coreografias com música, 
utilizando passos simples, que duravam cerca de 15 a 30 minutos, enfatizando a continuidade. 
Porém, a proposta apresentada com maior fundamentação fisiológica e pedagógica foi 
desenvolvida pela Dra. Phillys C. Jacobson, denominado "Hookes on Aerobics”. 
 
 Na década de 80, houve um incremento significativo de programas de ginástica 
aeróbica e a sua implantação em clubes, academias e centros esportivos. No final da década 
de 80 a ginástica aeróbica se transformou em um esporte competitivo de alto nível. 
 
 A ginástica aeróbica de competição caracteriza-se por ser uma atividade intensa, 
alegre, com movimentos e expressões corporais diversificados e bem marcados, com um 
acompanhamento rítmico e musical. Os atletas precisam demonstrar muito dinamismo, força, 
flexibilidade, coordenação e ritmo sincronizados com o acompanhamento musical. Seus 
eventos são divididos em cinco: individual feminino e masculino, pares mistos, trios e grupos 
de seis. 
 
 Em 1994, a FIG (Federação Internacional de Ginástica) decidiu organizar os 
campeonatos mundiais de Ginástica Aeróbica Esportiva e estruturar o esporte de acordo com 
as outras modalidades da ginástica. O primeiro Campeonato Mundial oficial foi realizado em 
1995 em Paris e contou com a participação de 34 países. 
 
 O Brasil é, segundo a FIG, o país com o maior número de participantes – há aqui 
mais de 500 mil pessoas envolvidas com a ginástica aeróbica. Outros países de alto nível no 
esporte são: Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália, 
Espanha e Romênia. 
 
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 A ginástica aeróbica é uma atividade física realizada em grupo e tem um ritmo 
determinado pela música escolhida pelo professor. 
 
 Os passos básicos da ginástica aeróbica são usados na construção das coreografias 
e rotinas que são responsáveis pela manutenção da intensidade do exercício. 
 
Ginástica Aeróbica Tradicional (G.A.T) 
 
 É uma atividade física realizada em grupo, que tem o seu ritmo determinado pela 
música escolhida pelo professor, com o principal objetivo de desenvolver a capacidade 
aeróbica do indivíduo. 
 
 A Ginástica aeróbica, em sentido amplo, é uma combinação de ginástica clássica 
com dança. Em sentido estrito, chama-se ginástica aeróbica as atividades físicas caracterizadas 
por movimentos rítmicos e intensos com elevado gasto calórico e de impacto sobre as 
articulações, movimentos estes causadores de esforço físico que pode ser suprido pela 
oxigenação normal da respiração, quase sempre acompanhados de música, e que produzem 
um aumento metabólico e uso de substratos benéficos ao organismo. 
 
 Chamada de Ginástica Aeróbica (com variações como cardiofunk, aerobahia, 
aeroaxé, aerofunk, aerodance, aerolambada, etc.) ou popularmente de "aeróbica", enquadra-
se nos conjuntos dos exercícios chamados aeróbicos, que buscam a melhoria das condições 
cardiorespiratórias e circulatórias. A manutenção destas condições em níveis compatíveis com 
os considerados adequados é fator determinante de uma menor possibilidade de acidentes 
vasculares ou qualquer tipo de moléstia do coração, provenientes da inatividade por nós 
chamada de sedentarismo. 
 
Características da Ginástica Aeróbica 
 
 A ginástica aeróbica se caracteriza pela pratica intensa, contínua e ritmada de 
exercícios físicos, aumentado o ritmo da respiração e dos batimentos cardíacos do praticante 
por um período. 
 
 Os exercícios da ginástica aeróbica têm longa duração e a intensidade é moderada 
ou forte. Também são considerados como exercícios aeróbicos as práticas esportivas de andar 
de bicicleta, remar, correr e caminhar, desde que praticados com regularidade. 
 
Finalidades 
 
 Tem como finalidades melhorar a habilidade do sistema cardiovascular liberando 
mais oxigênio e melhorando a capacidade aeróbica de endurance nos músculos durante os 
exercícios. É dito que os exercícios aeróbicos equilibram a pressão arterial, diminuem o % de 
gordura e diminuem o risco de ataques cardíacos nos indivíduos. 
 
 A ginástica aeróbica PODE TAMBÉM TER COMO FINALIDADES desenvolver as 
seguintes qualidades físicas: 
 
- Resistência aeróbica (principal) 
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- Resistência muscular localizada 
- Coordenação 
- Ritmo 
- Agilidade 
- Equilíbrio 
- Força muscular (secundária) 
 
Benefícios 
Fisiológicos: 
- Prevenção de doenças do coração; 
- Prevenção de doenças pulmonares; 
- Melhoria das capacidades físicas; 
- Redução do percentual de gordura; 
- Melhoria do bem estar geral. 
Motores: 
- Melhorar as capacidades motoras; 
- Aprendizagem de novas habilidades motoras específicas; 
- Harmonização dos movimentos corporais; 
- Prevenção de problemas e vícios da postura. 
Psicológicos: 
- Resgatar o auto-conceito positivo; 
- Incorporar novos valores pessoais; 
- Adquirir novos hábitos e estilo de vida; 
- Combater o estresse; 
- Aprender a motivar-se por meio do movimento, dentre outros. 
 
 Geralmente são exercícios em que não há exaustão por acúmulo excessivo de 
ácido láctico, onde o consumo de oxigênio pelo músculo é proporcional a este; temos como 
exemplo de exercícios aeróbicos a caminhada, a natação, o cooper e a ginástica aeróbica 
propriamente dita. 
 
Vantagens 
- Diminui o percentual de gordura no corpo; 
- Aumenta a percepção e o reflexo; 
- Ajuda a melhorar e prevenir problemas no sistema cardiovascular e 
cardiorrespiratório; 
- Auxilia no bem-estar; 
- Aumenta a auto-estima; 
- Contribui para o aumento da coordenação motora e agilidade; 
- Estimula a convivência em grupo; 
- Alivia o estresse. 
 
Desvantagens 
- A ginástica aeróbica não é indicada para indivíduos com problema na coluna. 
- Pode sobrecarregar as articulações dos membros inferiores, coluna lombar, 
joelhos, cotovelos e ombros. 
 
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Componentes de Carga do Exercício Aeróbio 
 
 Existem três aspectos importantes que devem ser monitorados, para que se 
obtenham melhores benefícios e segurança nas aulas: 
 
- Freqüência: deve ser praticado de 3 a 5 vezes por semana; 
- Intensidade: deve ser monitorada a FC a fim de se evitar o estresse Zona Alvode acordo com os Níveis de Treinamento: 60% FCM sedentários, 70% FCM 
intermediário, 85% FCM avançado. 
- Duração: deve ser de no mínimo 20 min e máximo 60 min por aula- só devem 
ultrapassar este tempo indivíduos treinados a fim de se evitar o "overuse". 
 
Intensidade 
 
 A quantidade da intensidade do esforço constitui um dos aspectos mais 
importantes a serem controlados durante uma sessão de atividade aeróbica. Entre as variáveis 
que traduzem a intensidade do esforço, destacamos a freqüência cardíaca, o índice de esforço 
percebido e os níveis de lactato sanguíneo. 
 
 Dependendo do tipo de atividade podemos classificar a intensidade em dois 
grupos: 
 
- Intensidade constante: caminhada, escalada, "jogging", corrida, step, bicicleta 
ergométrica, ciclismo, remo, skate, roller blading, ski. 
- Intensidade inconstante: tênis, squash, handebol, futebol, basquete e outros 
anaeróbicos. 
 
Formas de obtenção da intensidade de trabalho 
 
 Como é difícil a determinação da intensidade através do VO2 máx. e lactato na 
academia, utilizaremos a freqüência cardíaca como forma de aferição da mesma, pois existe 
uma correlação direta entre o VO2 máx. freqüência cardíaca e carga de trabalho. Segundo 
McARDLE-1985, o erro na medição da intensidade através da freqüência cardíaca em relação 
ao VO2 máx. ou vice-versa é de +-8%. 
 
 
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1° Passo: Determinação da Freqüência Cardíaca Basal (FCB) 
 
 É o numero de batimentos cardíacos aferidos durante três dias, ao se acordar e 
antes de realizar qualquer movimento brusco. Devem-se somar os três valores obtidos e dividir 
o total por três, calculando a média aritmética simples. 
 
FCB = (FCB1+FCB2+FCB3)/3 
 
 Devido a grande dificuldade da tomada da freqüência cardíaca basal, muitos 
autores aceitam a utilização da FC de repouso, tomada com o indivíduo deitado, por mais ou 
menos cinco minutos. 
 
2° Passo: Estimar a Freqüência Cardíaca Máxima 
 
 Existem várias fórmulas disponíveis para o cálculo da FCM, todas levam em 
consideração o fator idade. Entretanto, algumas levam em consideração o grau de 
condicionamento do indivíduo, visto que a FCM pode sofrer uma modificação segundo o nível 
de capacidade física, treinando ou destreinado. 
 
 Entre as equações mais utilizadas encontram-se a de KARVONEN (1957), JONES 
(1975) e SHEFFIELD (1965), sendo que a deste último é a adotada pelo Colégio Americano de 
Medicina do Esporte. 
Tabela 1 Fórmulas para Cálculo da Freqüência Cardíaca Máxima (FCM) 
Autores Fórmulas 
KARVONEN FCM = 220- IDADE 
JONES1 
Homens FCM = 210-(0,65x IDADE) 
Mulheres FCM = 205-(0,5x IDADE) 
SHEFFIELD 
Destreinado FCM = 205-(0,41x IDADE) 
Treinado FCM = 198-(0,41 x IDADE) 
 
 Veja na tabela abaixo os valores de regressão da Freqüência Cardíaca máxima 
referente a idade de KARVONEN, JONES e SHEFFIELD, usando estudos feitos com exercícios 
dinâmicos e progressivos. 
 
1
 Citação encontrada em DANTAS 1998, 140 
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Tabela 2 Valores da Freqüência Cardíaca Máxima Referente à idade apresentados por 
KARVONEN, JONES E SHEFFIELD 
 
 
3° Passo: determinação do nível de condicionamento físico (Protocolo de RUFFIER) 
 
 RUFFIER (apud ROCHA, 1978, p.87), elaborou um protocolo de avaliação da 
capacidade aeróbica, que consiste em realizar um exercício físico com bastante vigor para 
elevar o seu pulso entre 70 a 90% de sua FCMáx. Neste ponto realizar a aferição do pulso, 
espera exatamente 60 segundos e em seguida, aferir novamente a pulsação. O resultado seria 
determinado pela subtração entre o pulso de exercício pelo de recuperação após um minuto. 
Sendo classificado de acordo com a tabela abaixo: 
Tabela 3 Classificação da freqüência cardíaca de recuperação 
Classificação FCR = FC logo após exercício- FC1’ após o exercício 
Excelente 
Boa 
Regular 
Fraca 
60 > 
40-50 
20-30 
>10 
 
4° Passo: Determinar a Zona Sensível do Treinamento. 
 
 A intensidade relativa de um exercício costuma ser especificada na forma de 
algum percentual da função máxima como o percentual da FCM ou VO2Máx. De acordo com 
DANTAS (op. cit, 135) o princípio da adaptação ensina que há um limiar mínimo, para que um 
exercício produza efeito de treinamento, bem como um limite máximo que se for 
ultrapassado, causará danos irreversíveis ou mesmo permanentes ao organismo. 
 
 De acordo com McARDLE (op.cit., 282) como regra geral, a capacidade aeróbica 
melhora se o exercício for de intensidade suficiente para aumentar a freqüência cardíaca até 
aproximadamente 70% do máximo. 
 
 Quando um indivíduo encontra-se em um nível de capacidade física entre boa e 
excelente é recomendável aplicar uma carga de trabalho que seja suficiente para estimular sua 
FC para valores entre 70 e 95% da sua FCM. Para indivíduos em que o nível de capacidade 
física esteja compreendido entre muito fraca e regular, sugere-se a realização de tarefas que 
estimulem a FC para faixas de 55 a 80% da FCM.(MARINS, op.cit, 174). 
 
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 Então o cálculo dos limites superior e inferior de acordo com o nível de aptidão 
podem ser determinados pelas seguintes equações: 
Tabela 4: Determinação dos limites superior e inferior de acordo com o nível de condicionamento físico 
Nível de Condicionamento Limite Inferior 
Fraco e Regular L Inf = 0.55(FCM ) 
Bom e Superior L Inf = 0.7(FCM) 
Nível de Condicionamento Limite Superior 
Fraco e Regular L sup = 0.8(FCM) 
Bom e Superior L sup = 0.95(FCM) 
 
Quadro de controle fisiológico 
 
- Indivíduos não atletas 
 Linf: 70% FCMáx. ou 55% do VO2máx. 
 Lsup: 90% FCMáx. ou 85% do VO2máx. 
 
- Indivíduos sedentários 
 Linf: 60% FCMáx. 
 Lsup: 85% FCMáx. 
 
 A aplicação do quadro de controle fisiológico é prático, porém deixa a desejar 
quanto a aplicação dos princípios da individualidade biológica e sobrecarga. 
Tabela 5: Quadro de Controle Fisiológico para não atletas 
Idade FC Máx L Sup L Inf
15 200 180 140
20 197 177 138
25 194 174 136
30 191 171 133
35 187 169 131
40 184 166 129
45 181 163 127
50 178 160 124
55 174 157 122
 
 
Formas de Trabalho 
 
De acordo com o tipo de impacto 
Impacto 
 
Impacto = Velocidade (intensidade) X H (altura) X Massa (peso) 
 
Existem dois tipos de impacto: 
 
- Vertical: de cima para baixo; 
- Lateral: do centro para laterais. 
 
De acordo com a intensidade do impacto 
 
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Baixo Impacto ou Low Impact 
 
 São exercícios de efeitos gerais utilizados com o objetivo de elevar a freqüência 
cardíaca à zona alvo, com o menor impacto possível sobre as articulações. Nesta forma de 
trabalho o aluno mantém pelo menos um pé sempre em contato com o chão (não há fase de 
suspensão) diminuindo assim, a sobrecarga nas, articulações dos membros inferiores, 
reduzindo assim o risco de lesões. 
 
 É utilizado principalmente para os indivíduos sedentários devido a menor 
intensidade da carga de trabalho e risco de lesão, que essa forma de trabalho proporciona. 
Com o objetivo de elevar e manter a F.C. na zona alvo, deve-se mobilizar os braços de diversas 
formas e combinações para que a intensidade da aula seja adequada. 
 
Exercícios de Baixo Impacto: 
 
- Marcha estacionária; 
- Troca de calcanhares; 
- Elevação de joelhos; 
- Afastamento lateral de pernas simples (Lunge Simples); 
- Afastamento lateral de pernas duplo (Lunge Duplos); 
- Step-touch (um passo lateral e volta, abre e fecha em dois tempos); 
- Grapevine (deslocamentolateral cruzado em quatro tempos); 
- Elevação de Joelhos a frente; 
- Elevação de Joelhos atrás; 
- ½ polichinelo (2 tempos para abrir e 2 para fechar); 
- Twist; toque do pé à frente (calcanhar); 
- Afastamento lateral; elevação dos calcanhares. 
 
Médio Impacto: 
 
 Caracterizada por tirar os dois pés do solo, mas sempre voltar tocando os 
calcanhares, meio e ponta no solo. Vai pra cima e volta. Tem um mínimo de força de impacto 
porque todo o pé toca no solo e não o deixa totalmente. 
 
Exercícios de médio impacto: 
- Passo em V; 
- Mambo; 
- Pivô; 
- Mambo Tcha,Tcha, Tcha; 
- Twist 
- Grapevine, e outros intermediários entre baixo e alto impacto. 
 
Alto Impacto High Impact 
 
 São exercícios de efeito geral e de alta intensidade, que necessitam, para a sua 
execução, uma boa resistência aeróbica e muscular localizada. Neste método de trabalho 
existe uma fase de suspensão em que o aluno perde momentaneamente o contato com o 
chão, aumentando a sobrecarga nas articulações dos membros inferiores. 
 
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 As forças de impacto são altas e quando executadas continuamente podem 
causar lesões articulares. Só é indicado para indivíduos com um elevado valor de VO2máx, 
RML, etc. 
 
Exercícios de Alto Impacto: 
 
- Corrida estacionária com elevação de joelhos; 
- Polichinelo (1 tempo para abrir, 1 tempo para fechar); 
- Pêndulo lateral; 
- Chute baixo para frente; 
- Chute baixo lateral; 
- Chute para trás; 
- Chutes altos; 
- Saltito com contratempo; 
- Saltito alternado; 
 
Obs.: A intensidade do exercício pode tornar um exercício, às vezes, de maior impacto que um 
de alto impacto. Portanto, não é somente tirar os dois pés do solo ao mesmo tempo que 
implicará na característica do impacto. 
 
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Combo 
 
 É uma combinação de alto e baixo impacto, estes movimentos podem ser 
utilizados nas aulas com variações de repetições e movimentação de braços sendo interligados 
por transições simples ou: 
- Giros; 
- Piruetas no solo ou no alto; 
- Saltos; 
- Pliométricos; 
- Funk; 
- Movimentos isolados quaisquer. 
 
Step 
 Forma de trabalho que consiste em subir e descer do banco combinando 
exercícios de braços e pernas (coordenação). Pode ser utilizado tanto para indivíduos 
iniciantes quanto treinados, pois a altura do banco varia de acordo com a capacidade física do 
aluno. 
 
Exercícios de Step 
- Passo Básico (Subida e descida) 
- Passo em V; 
- Passo em Reversão; 
- Lunge Frontal; 
- Lunge Lateral; 
- Montaria; 
- Passa; 
- Meio giro; 
- Galope; 
- Toque no joelho; 
 
Outras modalidades da ginástica aeróbica: 
 
- Aerofight - Aula que reúne os movimentos da ginástica aeróbica com os de 
luta; 
- Aerojazz - É uma aula de ginástica aeróbica, embalada pela música e 
combinação de passos do jazz; 
- Aerojumping - Nessa aula, os exercícios são desenvolvidos em cima um 
minitranpolim; 
- Aerosalsa - Composta por movimentos da ginástica aeróbica, da dança e 
música latina; 
- Aeroaxé - Combina exercícios da aeróbica, com a música e dança baiana. 
 
Materiais e Equipamentos para a Ginástica Aeróbica 
 
- Halteres; 
- Barras com anilhas; 
- Caneleiras; 
- Elásticos; 
- Steps; 
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- Barras fixas e paralelas; 
- Colchonetes. 
 
Montagem da Sessão de Treinamento 
 
Duração da aula: 
- Iniciantes: 45 minutos. 
- Intermediários e adiantados: 60 minutos. 
 
Divisão da aula: 
 A divisão da aula de ginástica aeróbica apresenta uma série de alternativas, entre 
as quais: 
 
Esquema 1 
1ª Parte: Alongamento e aquecimento 
2ª Parte: Aeróbica geral 
3ª Parte: Aeróbica local 
4ª Parte: Relaxamento 
 
Esquema 2 
1ª Parte: Alongamento e aquecimento 
2ª Parte: Aeróbica local 
3ª Parte: Aeróbica geral 
4ª Parte: Relaxamento 
 
Esquema 3 
1ª Parte: Alongamento e aquecimento 
2ª Parte: Aeróbica geral 
3ª Parte: Esfriamento 
4ª Parte: Fase local 
5ª Parte: Alongamento e Relaxamento 
 
Aquecimento: 
- Duração: 5 a 10 minutos. Tem um papel importantíssimo, por preparar as 
estruturas musculares, articulares, cardíacas, e para possibilitar por meio de 
movimentos simples e similares aos da fase principal, uma facilitação no 
processo de aprendizagem. 
- Objetivos: alongar os principais grupamentos musculares, principalmente a 
musculatura localizada na região posterior da perna e coxa, redução da 
viscosidade intramuscular, aumento da elasticidade muscular, elevar a FC à 
nível aeróbico progressivamente e proporcionar uma atitude psicológica 
positiva dos alunos. 
- Movimentos utilizados: movimentos ritmados globais de flexão, extensão, 
circundução, balanceios e alongamentos estáticos utilizados de forma isolada 
ou combinada, preparando o organismo para exercícios mais vigorosos. 
- Exercícios contra-indicados: 
 Movimentos de flexão de tronco ou inclinação lateral em alta 
velocidade; 
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 Movimentos balísticos de forma geral, técnicas de 
alongamento por insistência ou flexionamento intenso; 
 Hiperflexão de joelhos, hiperflexão cervical; 
 Movimentos de pescoço em alta velocidade; 
 Mudanças bruscas de plano; 
 Excesso de exigência de coordenação motora; 
 Posição básica com pernas entendidas. 
- O Ritmo indicado para a aula nesta fase é de 135-145 bmp, possibilitando 
assim a conclusão e melhor aproveitamento dos movimentos, além de não 
exigir demasiado esforço do músculo cardíaco logo no início da aula. 
 
Aeróbica Geral: 
 
- Duração: 20 a 25 minutos (iniciantes); 25 a 35 minutos (intermediários); 35 a 
40 minutos (adiantados). 
 
- Movimentos utilizados: passos fundamentais, isolados ou somados, formando 
uma coreografia nas técnicas de baixo e alto impacto realizados de forma 
contínua e que proporcionam o aumento gradativo da freqüência cardíaca, 
atingindo os níveis ideais de treinamento aeróbico. 
 
Esfriamento: 
 
- Duração: 5 a 10 minutos. O principal objetivo é permitir ao organismo uma 
confortável volta à condição inicial por meio da queda progressiva de 
intensidade possibilitando a readaptação do mesmo. 
- Movimentos utilizados: movimentos contínuos na técnica de baixo impacto 
ou funk, onde o objetivo será reduzir a freqüência cardíaca e a intensidade dos 
exercícios, proporcionando ao organismo uma volta confortável a condição 
inicial, facilitar e tornar eficiente o retorno venoso. 
 
Fase Localizada: 
 
- Duração: 5 a 10 minutos. Tem como objetivo principal o fortalecimento geral 
e definição da musculatura esquelética. 
- Movimentos utilizados: exercícios localizados que visam o fortalecimento, 
tonificação e definição muscular da musculatura menos solicitada durante a 
fase principal. Ex.: abdominais e peitorais. 
 
Alongamento e Relaxamento Final: 
 
- Duração: 3 a 5 minutos. É fundamental para permitir uma volta à calma ao 
praticante. 
- Movimentos utilizados: exercícios respiratórios e de soltura; alongamentos 
estáticos e de suspensão; flexionamento para alongar e relaxar a musculatura 
mais solicitada durante a aula e proporcionar a volta à calma a seu aluno, 
permitindo o retorno do organismo aos níveis metabólicos de repouso. 
 
 
Recomendações Básicas 
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- Ensinar aos alunos a tomar a FC. 
- Deve-se tomar a FC na artéria radial ou região precordial, pois uma pressão 
muito forte na artéria carótida pode ativar os baroreceptores localizados no 
seio carotídeo, estimulando assim o nervo vago provocandobradicardia. 
- Evitar saltitar por muito tempo no mesmo lugar. 
- Motivar constantemente os alunos durante a aula. 
- Evitar paradas bruscas para tomada da FC, podendo provocar tonturas, 
desmaios devido a estase venosa, dificultando o retorno venoso. 
- Se a FC estiver fora da zona-alvo recomenda-se: abaixo do limite inferior, 
realizar os exercícios com mais amplitude; acima do limite superior, realizar os 
exercícios com menor amplitude, ambos no mesmo ritmo da turma. 
- A FC pode ser tomada nos seguintes tempos: 6 seg (o resultado multiplicar por 
10) e 15seg. (multiplicar o resultado por 4). 
- Escolher as músicas de forma, que não permita uma variação muito grande no 
ritmo. 
- Tipos de RPM (rotações por minuto) 
 Aeróbica de alto impacto: 150 a 160 bpm. 
 Aeróbica de baixo impacto: 130 a 140 bpm. 
 Step: 120 bpm. 
 Aeróbica localizada: 120 a 130 bpm. 
- Durante o saltitamento e/ou polichinelos, deve-se semi- flexionar os joelhos, 
apoiar todo o pé no chão e manter uma boa postura. 
 
Atividades 
 
1) O que é ginástica aeróbica? 
2) Dê exemplos de ginástica aeróbica: 
3) O que é ginástica localizada? 
4) Explique o que é Body Systems e dê exemplos: 
5) Você já freqüentou uma academia? Se já freqüentou, qual era o seu objetivo? 
6) O que são capacidades físicas? 
7) Você acha que a TV influencia no padrão de beleza corporal? De que maneira? 
8) Na sua opinião, qual é o padrão de beleza corporal: 
Para homens: 
Para mulheres: 
 
Ginástica Localizada 
 
 A ginástica localizada consiste basicamente em sessões estruturadas de séries de 
exercícios com número elevado de repetições para grupos musculares distintos, com o fim de 
moldar e aprimorar: o tônus muscular, as capacidades aeróbia, anaeróbia, flexibilidade ou o 
condicionamento físico como um todo. A ginástica é uma das atividades mais requisitadas em 
academias, em especial para atendimento de grupos adultos. 
 
Origem 
 
 Esta atividade tão largamente difundida no Brasil teve sua origem na Ginástica de 
Academia, a partir de 1930, no estado do Rio de Janeiro. Segundo NOVAES (1996), a primeira 
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academia de ginástica surgiu em meados de 1930 na Rua Duvivier (Copacabana), sob a 
responsabilidade da Profª Gretch Hillefeld,que se fundamentava no método de Ginástica 
Analítica, com adaptações às necessidades e características do povo brasileiro. 
 
 Como os primeiros professores de Ginástica de Academia no Brasil eram 
estrangeiros, por muito tempo a tendência foi que os primeiros trabalhos sofressem 
influências européias da Ginástica Rítmica de Dalcroze, do ballet e da dança moderna. Com o 
passar dos anos, foram fundamentados trabalhos de acordo com as necessidades do povo 
brasileiro, desenvolvendo-se métodos próprios voltados aos valores estéticos. 
 
 Alguns métodos de origem estrangeira influenciaram diretamente a Ginástica de 
Academia até ela tomar o formato atual. Nos anos 60 e 70 foi a Calistenia. Nos anos 80 a 
Ginástica Aeróbica (Alto e Baixo Impacto), seguidos nos anos 90 pelo Step Training. 
Atualmente a Ginástica Localizada tem sua base na musculação. Vários fatores, tais como 
cinesiológicos, anatômicos e de melhoria de desempenho são comuns nestas duas atividades, 
o que aumenta a correlação entre elas. 
 
Finalidades 
 
- Desenvolvimento e aprimoramento da força e RML; 
- Melhora da tonicidade muscular; 
- Melhora da flexibilidade articular; 
- Melhora da postura; 
- Desenvolvimento e manutenção do ritmo e coordenação; 
- Consciência corporal; 
- Melhora a postura, saúde, auto-estima, e disposição física; 
- Ajudar a reduzir os riscos de lesões realizadas nas tarefas diárias. 
 
Vantagens 
 
- Por trabalhar com um número razoavelmente elevado de repetições 
proporciona ao músculo um trabalho de resistência com pequena hipertrofia 
muscular 
- Desenvolve prioritariamente consciência corporal 
- Pode-se iniciar o trabalho somente com o peso corporal sem adicionar 
halteres e ir progressivamente aumentando 
 
Desvantagens 
 
- Por não ter o suporte dos aparelhos da musculação, posturas erradas podem 
sobrecarregar coluna e articulações 
Precauções 
- Usar roupas leves e que facilitem os movimentos. 
- Prestar toda a atenção às posturas corretas. 
- Evitar a sobrecarga sobre a musculatura. 
 
 
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Componentes de Carga 
 
 Na ginástica localizada os componentes da carga são os seguintes: 
 
- Volume: (duração da aula, números de séries, números de grupos, número de 
repetição); 
- Intensidade (aumento de peso, velocidade, diminuição de intervalo, aumento 
da amplitude); 
- Freqüência: (Treinar os exercícios localizados de 3-5 vezes por semana. Cada 
grupo muscular no mínimo 2-3 vezes por semana) 
- Densidade: (esforço/pausa - entre as partes da aula: ativo e passivo e entre as 
aulas); 
 
CAPACIDADE % carga 
máxima 
Intervalo de 
recuperação 
Repetições Ritmo 
1. Resistência Muscular e 
cardiorespiratória 
-45% 30 s +35 rápido 
2. Resistência Muscular 
com pouca força e massa 
45- 50% 30-45 s 26-35 rápido 
3. Alguma massa 
muscular com pouca 
força 
50-65% 45 s-1min 16-25 moderado/rápido 
4. Massa muscular com 
força 
70-80% 1-1,5 min 10-15 moderado 
5. Força e massa 
muscular possivelmente 
iguais 
80-90% 1,5-2 min 7-12 lento/moderado 
6. Força e alguma massa 
muscular 
90-95% 2-3 min 4-6 lento 
7. Força pura, pouca ou 
nenhuma massa 
muscular 
95-
100% 
3-5 min 1-3 lento 
Obs.: Os objetivos 6 e 7 não são trabalhados na Ginástica Localizada por falta de segurança e 
suporte para cargas altas, somente sendo trabalhadas na musculação. As séries e cargas 
dependem diretamente do nível de treinamento da turma ou aluno. 
 
 
Montagem da Sessão de Treinamento 
 
1° Passo: Avaliação física do aluno; 
- Exame médico; 
- Anamnese da atividade física; 
- Avaliação postural; 
- Medida dos dados antropométricos; 
- Avaliação da condição orgânica; 
- Avaliação da condição músculo-articular. 
 
2° Passo: Determine o nível de aptidão inicial e faixa etária dos praticantes. 
 
Nível Básico 
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- Objetivos: Resistência Geral, Redução de Peso e Resistência Muscular 
Localizada. 
- Duração da aula: 50 min. 
- Número de exercícios por grupamento: até 2 
- Número de séries por exercícios: até 2 
- Número de repetições: mais de 20, 30-40 
- Duração (tempo de execução): execução contínua, com duração de 1 min a 
1min30 por série. 
- Recuperação entre séries: de 30 Seg até 1min 
- Freqüência semanal: 3 vezes 
- Recursos materiais: Caneleiras/halteres/step/bastão 
- Intensidade baixa: de 45% a 50% da Força máxima muscular. 
- Ritmo: Rápido 
- Parâmetros de avaliação: para o aluno sair do nível básico, é necessário que 
ele apresente, no mínimo, os seguintes valores no teste físico (avaliação dos 
resultados): 
- VO2máx. = 38ml/kg/min. 
- R.M.L.= Classificação média nos testes. 
- Flexibilidade = classificação regular no flexiteste. 
 
Nível Intermediário e de Manutenção 
- Objetivos: Resistência Muscular Localizada e Hipertrofia 
- Duração da aula: 1h. 
- Método de treinamento: alternado por segmento; 
- Número de Grupamentos: Número reduzido de grupamentos musculares de 
3-5. 
- Número de exercícios por grupo muscular: São recomendadas mais de 3 
séries por grupamento muscular (3-5) 
- Número de séries por exercícios: 2 a 3 
- Número de Repetições: os exercícios devem ser feitos com poucas repetições 
(15-20 por grupamentos musculares) 
- Duração (tempo de execução): execução contínua, com duração de 1min30 a 
2 min por série. 
- Recuperação entreséries: de 30 Seg até 1min 
- Freqüência semanal: 3 a 5 vezes 
- Recursos Materiais: caneleiras, halteres, elástico. 
- Intensidade: Trabalho qualitativo (com aumentos de intensidade) de 50% a 
70% da força máxima do músculo; 
- Ritmo: Moderado 
- Intervalos de recuperação: quase total ou total ( 1/1); 
- Clientela: só poderão participar desse programa os alunos que saíram do nível 
básico. 
 
Nível Avançado - Super-Fit 
 
- Objetivos: Hipertrofia Muscular 
- Duração da aula: 90 min. 
- Número de exercícios por grupo muscular: de 2 a 3 
- Numero de Séries por exercícios: 3 a 4 
- Numero de Repetições: 6-12 por grupamentos musculares 
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- Recuperação entre séries: de 30 Seg até 1min 
- Freqüência semanal: 3 vezes 
- Recursos Materiais: caneleiras, halteres, elástico, barras, step. 
- Intensidade: Trabalho qualitativo (com aumentos de intensidade) de 70% a 
90% da força máxima do músculo; 
- Ritmo: Lento. 
- Forma de execução: exercícios simples ou complexos, combinados, 
assimétricos ou simétricos, etc., com grandes sobrecargas. 
 
3° Passo: defina o objetivo especifico da aula. Entre as qualidades físicas que podem ser 
desenvolvidas com a Ginástica Localizada temos: 
 
- Resistência muscular localizada 
- Resistência ao lactato 
- Aumento da capacidade cardiorrespiratória 
- Força 
- Hipertrofia muscular 
- Flexibilidade 
 
4° Passo: escolha o grupamento que irá trabalhar. 
 
 Deve-se estabelecer o número de grupamentos musculares que serão trabalhados 
para uma melhor distribuição da carga por grupo solicitado. Pra que isso ocorra é fundamental 
um bom conhecimento das funções anatômicas e cinesiológicas. Normalmente trabalha-se no 
máximo 3 grupos por sessão, duas a três vezes por semana para cada grupamento. 
 
 Geralmente em uma aula trabalha-se 11 grupos musculares: 
 
 1. Peitorais 
 2. Dorsais (costas) 
 3. Bíceps (braço) 
 4. Tríceps (braço) 
 5. Ombros 
 6. Quadríceps (coxa – frente) 
 7. Posteriores da coxa (coxa – atrás) 
 8. Adutores (coxa – interna) 
 9. Abdutores (coxa – externa) 
 10. Panturrilha (batata da perna) 
 11. Abdominais (barriga) 
 
6° Passo: selecione quais exercícios vai usar 
 
 Os exercícios serão escolhidos basicamente em função dos grupos musculares que 
foram escolhidos no passo anterior. (Ver Anexo) 
 
7° Passo: Escolha a metodologia de treinamento. 
 
 As aulas de Ginástica Localizada são organizadas de dois modos, sendo um deles o 
ensino massivo, em que todos os praticantes executam os mesmos movimentos em 
simultâneo; o outro modo consiste num circuito no qual os praticantes seguem em fila, 
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percorrendo as várias estações pré-determinadas, onde executam exercícios destinados aos 
diferentes grupos musculares. 
 
a- Sistema de encaixe 
 
 Consiste na junção progressiva dos exercícios ginásticos, combinando no máximo 
até 08 exercícios. 
 
Vantagens: 
- Proporciona um grande atrativo psicológico. 
- Excelente método para aperfeiçoar a coordenação e o ritmo. 
- Exige do praticante uma melhor atitude mental (concentração). 
- Favorece a uma recuperação mais rápida. 
- Estimula a criatividade do professor. 
 
Desvantagens: 
- Pode dificultar o desenvolvimento da resistência muscular localizada, devido 
ao grande número de exercícios. 
- Tende a ter uma menor intensidade na carga de trabalho. 
- Os últimos exercícios são menos trabalhados que os primeiros, devido a 
associação progressiva dos exercícios. 
 
Observações: 
- Esse método tende a ser aplicado nas aulas de intensidade mais fraca, devido 
a aplicação do princípio de alternância. 
- Para os alunos que apresentam um baixo nível de RML, esse método 
apresenta uma grande preponderância em relação aos outros. 
 
b- Sistema em série 
 
 Consiste na execução de um certo número de repetições e exercícios, com um 
intervalo de recuperação ativa entre os grupos podendo combinar até no máximo 4 exercícios. 
 
Vantagens: 
- Facilita o desenvolvimento da resistência muscular localizada. 
- Permite alternar os grupamentos musculares. 
- Pode-se trabalhar cada grupamento muscular especificamente. 
- Favorece o desenvolvimento da resistência aeróbica, devido ao repouso ativo. 
 
Desvantagens: 
- Provoca uma maior fadiga. 
- É necessário um bom nível de condicionamento físico dos alunos. 
 
Observações: 
- Os exercícios devem ser executados em três grupos no máximo, com um no. 
fixo de repetições por grupo (ex: 3x30) 
- O intervalo ativo pode-se utilizar exercícios aeróbicos em diferentes 
combinações, evoluções,-mudança de frente, etc... 
- A sobrecarga pode ser aplicada nos seguintes aspectos: no. de grupos, no. de 
repetições, duração do intervalo, etc... 
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- O trabalho em série também pode ser aplicado utilizando o repouso passivo, 
para isso durante o intervalo deve-se alongar os grupamentos musculares 
trabalhados ativamente. 
 
c- Sistema bombeado 
 
 Consiste em realizar uma sequência de movimentos que trabalhem todos os 
grupamentos musculares de uma mesma região anatómica, sem intervalo de recuperação. 
 
Vantagens: 
- Trabalha-se todos os principais grupamentos musculares. 
- Excelente método para o desenvolvimento da RML. 
- É trabalhado tanto os músculos agonistas quanto os antagonistas, 
harmoniosamente. 
- Ideal para alunos condicionados. 
- Pode-se enfatizar uma região anatómica de cada vez. 
 
 
Desvantagens: 
- Exige uma motivação muito grande dos alunos. 
- Provoca uma maior fadiga durante o trabalho. 
- Proporciona um maior acúmulo de ác. lático no organismo. 
- E preciso ter um limiar de sofrimento (resistir a fadiga) muito elevado. 
 
Observações: 
- Torna-se necessário uma boa regulação da relação volume e intensidade. 
- Deve-se trabalhar os músculos agonistas e antagonistas, alternadamente. 
 
d- Pirâmide crescente 
 
 Consiste em alternar a relação volume-intensidade a cada grupo de repetições de 
forma progressiva, ou seja, à proporção que se aumenta a intensidade reduz-se o volume de 
trabalho. 
 
Exemplo: 
3 grupos de flexões de braço (rosca direta) 
1° grupo - 20 flexões de braço com 3 kg. 
2° grupo - 30 flexões de braço com 2 kg. 
3° grupo - 50 flexões de braço com 1 kg. 
 
e- Pirâmide decrescente 
 
 Consiste em alternar a relação volume intensidade a cada grupo de repetições de 
forma regressiva, ou seja, a proporção que se diminui a intensidade aumenta-se o volume. 
 
Exemplo: 
3 grupos de semi-agachamento 
1° grupo - 20 flexões de joelho com 3 kg 
2° grupo - 30 flexões de joelho com 2 kg 
3° grupo - 50 flexões de joelho com 1 kg 
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f- Carga estável 
 
 Consiste em executar um determinado número de grupos onde as cargas serão 
sempre iguais. Nesta metodologia o na de repetições pode variar em função do nível da fadiga 
muscular ocasionado pelos grupos anteriores. 
 
Exemplo: 
3 grupos de mergulho horizontal 
1° grupo - 30 flexões de apoio de frente sobre o solo com 2 kg. 
2° grupo - 25 flexões de apoio de frente sobre o solo com 2 kg. 
3° grupo - 20 flexões de apoio de frente sobre o solo com 2 kg. 
Observação: O na de repetições pode aumentar progressivamente a cada grupo, porém com 
intensidade constante. 
 
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g- Onda crescente 
 
 Consiste em aumentar e diminuir a carga de trabalho, porém com valores 
diferentes e constantes. 
 
Exemplo: 4 grupos do exercício "jairzinho". 
1° grupo -100 rep. Com 11kg. 
2°grupo - 60 rep. com 3kg. 
3° grupo - 80 rep. com 2kg. 
4° grupo - 40 rep. com 4kg. 
 
h- Onda constante 
 
 Consiste na alternância do aumento e diminuição da carga sempre com valores 
constantes. 
 
Exemplo: 4 grupos de abdução do quadril (posição ajoelhada) 
1° grupo - 100 rep. com 1 kg 
2° grupo - 80 rep. com 2 kg 
3° grupo -100 rep. com 1 kg 
4° grupo - 80 rep. com 2 kg 
 
i- Onda decrescente (é o inverso da onda crescente) 
 
 A utilização de uma dessas metodologias permite uma aplicação coerente da 
sobrecarga tanto no volume quanto na intensidade de forma racional permitindo assim, o 
desenvolvimento da resistência muscular localizada de forma progressiva e consciente. 
 
6° Passo: defina qual material será utilizado da sessão. 
 
 Atualmente existe uma gama de materiais que auxiliam no desempenho do 
trabalho numa aula de Ginástica Localizada. A criatividade do profissional poderá muito ajudar 
na elaboração de rotinas que proporcionarão um excelente resultado, tanto estético como 
fisiológico. Dentre estes materiais estão: 
 
- Halteres 
- Barras com anilhas 
- Caneleiras 
- Elásticos 
- Steps 
- Barras fixas e paralelas 
- Colchonetes 
 
7° Passo: monte a estrutura da aula. Atualmente, a divisão, mais utilizada em uma sessão de 
Ginástica Localizada é: 
 
Fase Duração 
Aquecimento 6-8 min 
Aeróbica 6-8 min 
Localizada 35-40 min 
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Esfriamento 3-5 min 
Alongamento 8-12 min 
 
- Aquecimento 
 Geral/Orgânico 
 Específico/Neuromuscular 
- Parte principal 
 Exercícios Localizados 
 Exercícios de Solo 
- Relaxamento e volta à calma 
 
 Aquecimento 
 
 Têm duração de Aproximadamente 10 minutos. É composto por exercícios de pré-
aquecimento musculares de baixa intensidade e alongamentos. Os movimentos devem ser 
feitos de maneira suave e pouca amplitude, visando uma adaptação músculo-articular e 
orgânica, preparando-se para elevação gradual da freqüência cardíaca e do esforço muscular. 
Deve ser direcionado aos grupamentos de maior exigência durante a sessão de treinamento. O 
aumento metabólico deve ser lento e gradual. 
 
 Parte Principal 
 
 É a parte mais importante da aula, onde serão trabalhados os grandes grupos 
musculares. Têm duração de aproximadamente entre 30 e 40 minutos e caracteriza-se pela 
alta intensidade e aumento significativo dos parâmetros fisiológicos. Utiliza implementos como 
halteres, caneleiras e barras para exercitar os grandes grupos musculares, tais como Membros 
inferiores, Membros superiores e Tórax. 
 
Exercícios de Solo 
 
 São caracteristicamente exercícios para o Abdômen, Glúteos e Adutores. São 
utilizadas normalmente sobrecargas como caneleiras para aumentar a intensidade do esforço 
e têm em média 15 a 20 minutos. 
 
Relaxamento e Volta à Calma 
 
 São exercícios de alongamento de leve intensidade e baixa amplitude articular, 
também conhecida como parte regenerativa da aula. Têm em média 5 a 10 minutos e deve 
obedecer a uma desaceleração gradual dos parâmetros fisiológicos, tais como a freqüência 
cardíaca. Nesta parte da aula você deverá proporcionar ao aluno uma recuperação lenta e 
gradual, reduzindo assim o grau de excitação proporcionado pela parte principal da aula. 
 
Hidroginástica 
 
 É uma atividade física aquática realizada na posição vertical, constituída de 
exercícios específicos, baseados no aproveitamento da resistência da água e que, através das 
características e benefícios dessa, melhora os aspectos bio-psico-sociais. 
 
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 “É um programa de condicionamento, desenvolvido na água, que inclui exercícios 
do tipo aeróbios e exercícios para o desenvolvimento da resistência muscular localizada, força 
muscular e flexibilidade.” 
 
Origem 
 
 A palavra Hidroginástica vem do grego e significa "GINÁSTICA NA ÁGUA". 
 
 Esta atividade aquática surgiu antes de Cristo, Hipócrates (460-375 a.C.) já 
utilizava banhos de contraste (água quente e fria) no tratamento de algumas doenças. Os 
romanos utilizavam a água com finalidades recreativas e curativas. Existiam quatro tipos de 
banhos: 
 
- FRIGIDARIUM: banho frio utilizado para fins recreativos; 
- TEPIDARIUM: banho com água morna, num ambiente com ar aquecido; 
- CALDARIUM: banho quente; 
- SUDATORIUM: um aposento saturado de ar úmido quente, a fim de causar a 
sudorese. 
 
Finalidades 
 
 A hidroginástica tem por finalidade melhorar a capacidade aeróbica e 
cardiorrespiratória, a resistência e a força muscular, a flexibilidade e o bem-estar de seus 
praticantes. Possui a vantagem de poder ser praticada por pessoas de qualquer sexo e idade. A 
hidroginástica é uma opção alternativa para o programa de prática mais comum de exercícios, 
como a ginástica de academia. Sua eficácia vai de atletas em treinamento, gestantes, pessoas 
em fase de reabilitação, até as que estão acima ou abaixo do peso ou com algum tipo de 
deficiência. Os exercícios aquáticos são divertidos, agradáveis, eficazes, estimulantes, cômodos 
e seguros. A hidroginástica permite a redução no esforço articular. 
 
Vantagens 
 
- Movimentação corporal facilitada pela sustentação (flutuação). Peso corporal 
aliviado em 90% dentro d'água. A água auxilia os exercícios mais difíceis. 
- Diminuição do impacto - articulação, músculos e coluna podem ser 
trabalhados com mais segurança. 
- Ambiente descontraído - alunos mais à vontade, relaxados, sem preocupação 
com a silhueta no espelho, com a roupa que estão usando ou com a falta de 
coordenação e habilidade. Dentro d'água os alunos não se enxergam direito 
(água na altura do peito). 
- Melhora a autoconfiança - o indivíduo consegue realizar movimentos dentro 
d'água que seriam impossíveis em terra. Mesmo aqueles que não sabem nadar 
podem praticar a Hidroginástica. 
- A Hidroginástica, diminui dores e espasmos musculares pós atividade, devido 
ao efeito massageador da água. 
- Performance global - musculatura agonista e antagonista trabalham 
igualmente (resistência da água). 
- Ausência do desconforto da transpiração. 
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- Água - bom condutor de energia. 
- Sobrecarga natural - resistência da água. 
 
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Desvantagens 
 
- Muito do trabalho é subjetivo; 
- Ainda é de difícil avaliação (não existem, ao menos no Brasil, parâmetros que 
avaliem especificamente esta atividade); 
- Exercícios mal orientados podem ser prejudiciais; 
- Avaliação médica especifica (geralmente é apenas uma avaliação para a 
piscina); 
- Desconhecimento da atividade pelos próprios profissionais; 
- Leigos dando aulas. 
 
Contra - Indicações 
 
 A hidroginástica é contra-indicada para infecções de pele, não pelos movimentos, 
mas porque a água, principalmente a quente, proporciona um bom meio para o crescimento 
bacteriano, por isso todas as infecções devem ser contra-indicadas. 
 
 Em casos de gripe, infecções gastrintestinais e dores de garganta, a prática deve 
ser evitada temporariamente. 
 
 Casos de infecções transmitidas pela água, tais como: febre tifóide, cólera, 
poliomielite e disenteria, devem ter a prática da hidroginástica suspensa até liberação médica. 
 
- Radioterapias profundas; 
- Doenças renais, nas quais os indivíduos não possam ajustar-se à perda hídrica; 
- Epiléticos não controlados; 
- Tímpano perfurado; 
- Miocardite recente; 
- Embolia pulmonar; 
- Insuficiência cardíaca grave; 
- Hipertensão Arterial grave; 
- Diabéticos não controlados; 
- Portadores de necessidades especiais muito debilitados. 
 
Divisão em grupos de mesmonível 
 
- Nível I - (Básico) - Trabalho de base com introdução aos exercícios da 
Hidroginástica. Preocupação na postura, limpeza dos movimentos e muita 
correção. (30' de classe). 
- Nível II - (Intermédio) - Aumenta a velocidade e a intensidade dos exercícios. 
Introdução dos exercícios combinados, maior complexidade. Introdução às 
classes com coreografias. (45' de classe). 
- Nível III (Avançado) - Maior intensidade e velocidade nos exercícios. Ligações 
(combinação de movimentos e coreografias). (45' de classe). 
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CATEGORIA OBJETIVO ESTRATÉGIA 
Iniciante ou Básico 
 -Melhorar o condicionamento 
físico 
- Melhorar a saúde 
- Diminuir dores na coluna 
- Adaptação à água e 
deslocamentos 
- Exercícios aeróbicos 
- Exercícios localizados 
- Conexão dos movimentos 
- Corrigir postura 
Adiantado ou Intermediário 
-Melhorar o sistema 
cardiorrespiratório 
- Fortalecer a musculatura de 
todo corpo 
- Manutenção da forma física 
- Exercícios aeróbicos 
- Exercícios localizados 
- Circuit training 
- Uso de materiais: pranchas, 
halteres, bastões, palmar, etc. 
Atleta ou Avançado 
- Treinamento físico geral 
- Preparação física específica 
- Recuperação de lesões 
- Exercícios aeróbicos 
- Exercícios localizados 
- Circuit training 
- Interval training 
- Uso de materiais: pranchas, 
halteres, bastões, palmar, bolas 
etc. 
- Aplicar exercícios de acordo 
com o esporte: futebol, voleibol, 
natação 
- Exercícios de recuperação 
muscular 
 
 
Componentes de Carga 
 
 Na hidroginástica os componentes da carga são os seguintes: 
 
- Duração da aula: de 45 a 60 minutos. 
- Repetições dos movimentos: de 20 a 40 cada exercício. 
- Séries: 1 a 3. 
- Tempo: 1 a 2 minutos. 
- Intensidade: Baixa, Média, Alta. 
- Freqüência: 2 a 5 vezes por semana. 
 
 
Intensidade 
 
 Para que nosso trabalho seja seguro e alcance o ganho cardiovascular que 
procuramos, utilizaremos a freqüência cardíaca como parâmetro indicativo da intensidade de 
esforço no qual o aluno está sendo submetido, mediante esse controle, ele poderá exercitar-se 
com segurança sem colocar em risco a saúde, obtendo-se o efeito desejável: 
 
CLASSIFICAÇÃO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA DE ACORDO COM O ESFORÇO 
INTENSIDADE FREQÜÊNCIA CARDÍACA 
Leve até 100 BPM 
Passando moderado 101 a 120 BPM 
Moderado 121 a 140 BPM 
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Passando a forte 141 a 160 BPM 
Forte 161 a 175 BPM 
 
 
Intensidade do Impacto 
- Baixo impacto: São aqueles movimentos que atendem às seguintes 
características: 
o Sempre mantêm o apoio um dos pés no chão. 
o Produzem o deslizamento dos pés no chão sem perca de contato. 
o São realizados com a água na linha dos ombros, podendo perder o 
contato com o chão, mas sem projeção do corpo na vertical. 
- Alto impacto: São caracterizados pelos movimentos de salto e saltitos. 
Compreendem aqueles movimentos nos que se perde o contato com o chão 
(fase aérea), nos quais o corpo permanece em posição reta, realizando sua 
projeção para cima. 
- Sem impacto: São aqueles movimentos realizados sem o contato dos pés com 
o chão. Acontece quando o corpo está suspense na água (flutuação), e podem 
ser executados em piscina profunda ou com o corpo agachado na água, 
mantendo seu nível no pescoço do praticante. 
 
Montagem da Sessão de Treinamento 
 
 A Hidroginástica deve proporcionar vários níveis de aula, de acordo com o 
conhecimento corporal, condicionamento físico, coordenação motora e motivação, para que 
seus objetivos sejam alcançados. 
 
 Para criar e desenvolver um programa de condicionamento aquático equilibrado, 
seguro e efetivo, deve-se levar em conta algumas premissas básicas: 
 
1° Passo: Determinar como será a estrutura básica das classes (nível) e definir cada parte, com 
seu tempo aproximado de duração e objetivos a alcançar. 
2° Passo: Listar todos os recursos materiais disponíveis e distribuí-los, combinados (de três a 
três) ou não, semanalmente, de forma que ao final de um mês todos os materiais tenham sido 
utilizados. 
3° Passo: Planejamento de Aulas. A distribuição do tipo de trabalho deverá ser efetuada na 
semana, para evitar desta forma repetições, e sempre em função dos alunos a quem vai 
dirigido. 
 
Estrutura da Aula 
 
1. Aquecimento - (8' a 10'): Fase de importância vital, já que deve preparar ao aluno para 
confrontar a fase principal (aeróbica e/ou de tonificação muscular) nas melhores condições 
possíveis. O objetivo desta fase é: 
- Aumento gradual da temperatura da musculatura esquelética e tecido 
conectivo geral 
- Aumento progressivo da FC, preparando assim o sistema cardiovascular 
(ativação da circulação sangüínea, incrementando assim o fluxo sangüíneo ao 
músculo). 
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- Ativar o sistema neuromuscular para facilitar uma melhora na transmissão dos 
impulsos nervosos. 
- Incrementa a flexibilidade, mobilidade articular e elasticidade dos músculos, 
tendões e ligamentos. 
- Reduzir o risco de lesões musculares e/ou tendinosas 
 
2. Parte aeróbica - (de 15' a 20'): O objetivo é a elevação da freqüência cardíaca até chegar em 
sua zona do treinamento entre 60% à 75% a Freqüência Cardíaca de Reserva (FCR) (efeito 
sobre o sistema cardiorrespiratório). Saltos, deslocamentos, exercícios combinados para o 
desenvolvimento da coordenação, ritmo, agilidade. 
 
3. Localizada - (de 10' a 15'): Trabalho de força e resistência muscular dando ênfase aos 
abdominais e glúteos, seguidos pelos membros inferiores e superiores. É importante para a 
"consciência corporal". Não devemos deixar de nos preocuparmos com a flexibilidade que 
deverá começar gradualmente até atingir 1/2 desta parte da aula. Podemos utilizar como 
apoio, diferentes materiais como: borda da piscina, barra, prancha, halteres e etc. 
 
4. Volta a calma - (5' a 8'): Tem como o objetivo, entre outros, a diminuição da freqüência 
cardíaca até o estado de relaxação. Deve não ser somente físico, mas também mental. Bem 
variado, de acordo com o nível e a necessidade de seus alunos. Distintas formas de trabalho: 
- Alongamentos 
- Relaxamento induzido, etc. 
 
Materiais utilizados em Aula 
 
 Os recursos materiais constituem um meio fundamental para desenvolver classes 
variadas, divertidas e têm como objetivo fundamental favorecer e facilitar o cumprimento dos 
objetivos expostos. Podem ser utilizados no treinamento aeróbico para fortalecimento e 
tonificação, para o aumento da flexibilidade, ou inclusive no trabalho de relaxação. 
 É importante ter um grande número de equipamentos para que o trabalho seja 
muito variado. A variação de materiais proporcionará um trabalho que enriquecerá nossas 
classes sempre e quando forem explorados ao máximo. 
 
Vejamos alguns exemplos: 
- Halteres 
- Bola 
- Luva para hidro 
- Prancha de natação 
- Tornozeleiras 
- Acqua-tubo 
- Acqua –jogger (colete) 
- Acquafins = foi lançado em 1997 na conferência de exercícios aquáticos em 
Orlando, USA 
 
 
 
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 Musculação 
 
Origem: 
 A história moderna da musculação começa com os estudos de WEBER em 1846 
sobre a relação entre a força muscular e a área da seção transversa do músculo. 
 
Finalidade: 
 Volta-se basicamente para o desenvolvimento da RML, da força dinâmica e 
explosiva. 
 
Peculiaridades: 
 Utiliza implementos como sobrecarga adicional. 
- Implementos Alodinâmicos: Não compensam as variações nos braços das 
alavancas ao longo do movimento. (Halteres, barras, peças lastradas e 
módulos de resistência por meiode roldana, polia ou alavanca) 
- Implementos Isodinâmicos: Compensam as variações nos braços de alavanca 
ao longo do arco articular. (Máquinas Cybex, Minigym) 
 
Tipos de Respiração: 
 a) Continuada 
 b) Eletiva Ativa/Passiva 
 c) Combinada 
 
Intensidade de treinamento: 
 a) Carga (kg) 
 b) Velocidade de Execução 
 c) Intervalos/Pausas 
 
Volume de Treinamento: 
 A musculação, por ser um método que possibilita um alto perfil de consumo 
energético (devendo, para produzir seus resultados, trabalhar os limites superiores do atleta), 
além de uma grande facilidade de mensuração minuciosa do volume e da intensidade 
provocará a existência de uma relação absoluta entre este dois fatores. 
 
 Numa sessão de musculação o volume é dado por: 
 
- Número de Exercícios: o número de exercícios a ser realizado influenciará, 
poderosamente, o volume. Por sessão ter-se-ão realizados doze exercícios 
diferentes, um mínimo de oito, e um máximo de quinze exercícios para obter 
resultados satisfatórios. 
- Repetições: número de vezes que o aluno executara o mesmo exercício, ou 
seja, o mesmo número de movimentos. 
- Grupo: conjunto de dois a quatro exercícios sem intervalo. Significa que serão 
realizados os três exercícios, quantas vezes forem prescritas pelo número de 
passagens, sem intervalo. 
- Série: rol de exercícios a serem realizados numa sessão. 
- N° de passagens: se a série for realizada mais de uma vez ter-se-á, para cada 
vez que a série for executada, uma passagem. 
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- Sessão: total geral de exercícios a serem realizados num dia de treinamento. 
 
Montagem da Sessão de Treinamento 
 Sessão de treino é a realização de todos os exercícios programados (seqüência, 
carga, velocidade, respiração). 
 
1° Passo: Avaliação do aluno e seus objetivos 
- Exame médico; 
- Anamnese da atividade física; 
- Avaliação postural; 
- Medida dos dados antropométricos; 
- Avaliação da condição orgânica; 
- Avaliação da condição músculo-articular. 
 
2° Passo: Programa de Adaptação 
- Tem o objetivo de familiarizar o executante com a mecânica (correta) do 
movimento; 
- É indicado, principalmente, para os indivíduos que nunca estiveram em 
programas de musculação com a série de exercícios a ser realizada; 
- Os exercícios que compõem os programas de adaptação deverão ser os 
mesmos da série posterior; 
- Quando temos como objetivo a aplicação desportiva, devemos, desde a 
realização do programa de adaptação, solicitar a máxima eficiência mecânica 
(no gesto desportivo); 
- O número de sessões varia para cada indivíduo, situando-se, habitualmente, 
entre cinco e sete; 
- O tipo de respiração mais indicado é a continuada, pela sua facilidade de 
execução; 
- A coordenação neuro-muscular contribui diretamente para os trabalhos mais 
econômicos, propiciando menor esforço, o que reforça a validade do 
programa de adaptação. 
 
3° Passo: Montagem do programa propriamente dito 
Variáveis do Treinamento 
- Objetivos 
- Eventuais Problemas Posturais 
- Nível de Aptidão Física 
- Perfil Somatotipológico 
- Recursos Materiais Disponíveis 
- Duração da Sessão 
- Grupos Musculares que Serão Trabalhados 
- Escolha dos Exercícios 
- Seqüência de Trabalho 
- Sistema de Treinamento 
- Intensidade do Treinamento 
- Volume do Treinamento 
- Tipos de Respiração 
- Velocidade de Execução dos Exercícios 
- Freqüência Semanal 
 
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Objetivo 
 Desenvolver as modalidades de força especifica para cada tipo de nadador e 
prova. 
 
Eventuais Problemas Posturais 
 Entre os principais temos: 
 
- Encurtamentos de ílio-psoas, Isquiotibiais e peitorais; 
- Escoliose dorsal (geralmente direita) e lombar (geralmente esquerda); 
- Hipercifose Dorsal 
- Geno Recurvatum 
 
Nível de Aptidão Física 
 Geralmente no inicio do trabalho apresentam-se: 
 
- Baixa capacidade aeróbica (VO2MAX); 
- Força reduzida; 
- Amplitude articular reduzida (flexibilidade); 
- Baixo nível de coordenação. 
 
Perfil Somatotipológico 
 
 Endomorfo: normalmente essas pessoas têm tendência para engordar e 
possui seu peso acima do normal. 
 Mesomorfo: é o biotipo que obtém os melhores resultados na musculação. 
Normalmente as pessoas deste tipo têm os ombros largos e pouca cintura, 
além da estrutura óssea privilegiada, facilitando bastante os ganhos com 
musculação. 
 Ectomorfo: é aquela pessoa magra que normalmente tem dificuldade para 
ganhar massa muscular. Essas pessoas têm o objetivo de ganhar massa 
muscular praticando musculação. Como a porcentagem de gordura é bem 
pequena, conseguem uma boa definição muscular e bons ganhos de massa se 
houver uma alimentação correta. Aconselha-se o consumo de hipercalóricos 
(Gainers, Massa 3000) juntamente com alimentação adequada. Procure fazer 
6 refeições por dia com intervalos de 3 horas no Maximo. Não coma muito de 
uma vez só. Dose as medidas. Não perca mais de 1 hora e 30 minutos 
malhando. 
 
Recursos Materiais Disponíveis 
 Utiliza implementos como sobrecarga adicional: 
 
- Implementos Alodinâmicos: Não compensam as variações nos braços das 
alavancas ao longo do movimento. (Halteres, barras, peças lastradas e 
módulos de resistência por meio de roldana, polia ou alavanca) 
- Implementos Isodinâmicos: Compensam as variações nos braços de alavanca 
ao longo do arco articular. (Máquinas Cybex, Minigym) 
 
Duração da Sessão 
 Pode variar entre 1 a 2 horas em função, principalmente, dos objetivos a serem 
atingidos e a disponibilidade de tempo do praticante, constatados na fase inicial (avaliação). 
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Escolha dos Exercícios 
 
 A escolha dos exercícios depende: 
 
- Das necessidades do praticante (objetivos); 
- Disponibilidade de tempo; 
- Nível de aptidão física; 
- Recursos materiais disponíveis; 
 
Seqüência de Trabalho 
 
 De acordo com DANTAS (1998) uma sessão básica de treinamento, deve ser 
composta por: 
 
- Aquecimento; 
- Parte Principal; 
- Desaquecimento. 
 
 A parte principal da sessão é composta pelos exercícios de musculação, no 
sentido de primeiro da ênfase aos músculos maiores e posteriormente os menores. 
 
Sistema de Treinamento 
 
 Os exercícios a serem executados podem obedecer várias seqüências, permitindo, 
assim, formar sistemas de treinamento distintos de exercícios. Dentre os muitos apresentamos 
os principais de acordo com o nível do atleta: 
Tabela 6: Sistema de Treinamento de Acordo com o Nível do Atleta 
Alunos Iniciantes Alunos Intermediários Alunos Avançados 
Método Convencional ou 
Básico 
Sistema Alternado de 
Segmento 
Circuito Treino 
Circuito Extensivo 
Circuito Intensivo 
Sistema Localizado por 
Articulação 
Sistema de Série Dividida 
Método da Prioridade 
Muscular 
Sistema Piramidal 
 
Método Parcelado 
Método Duplamente 
Parcelado 
Método Triplamente 
Parcelado 
Método do "Puxe-Empurre"
 
Método Continuada ou 
Bombead 
Sistema de Séries em Dois 
Turnos 
Sistema de Super-Série 
Sistema de Série Composta 
ou Drop Set 
Sistema do Super-Série 
Múltiplo 
Sistema do Super -Série Tri-
SetSistema de Pré-Exaustão
 
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Sistema de Série Gigante 
 
Intensidade do Treinamento 
 
 A intensidade será dada pela: 
 
- Quilagem: percentual do peso máximo utilizado para o trabalho. 
- Velocidade de execução: quanto maior a velocidade menor a intensidade. 
- Intervalo: período de repouso entre dois grupos; sua duração influirá na 
intensidade e depende da qualidade física treinada. 
 
Volume do TreinamentoNuma sessão de musculação o volume é dado por: 
 
- Número de Exercícios: o número de exercícios a ser realizado influenciará, 
poderosamente, o volume. Por sessão ter-se-ão realizados doze exercícios 
diferentes, um mínimo de oito, e um máximo de quinze exercícios para obter 
resultados satisfatórios. 
- Repetições: número de vezes que o aluno executara o mesmo exercício, ou 
seja, o mesmo número de movimentos. Embora a prescrição de três a cinco 
séries de seis a doze repetições seja amplamente utilizada, apresentamos o 
seguinte critério para seleção de número de series e repetição. 
Tabela 7: Relação entre as variáveis objetivadas e o número de series e repetições em um 
programa de TF. 
Variável objetivada Nº de séries Nº de repetições 
Força (iniciantes) 03 06-08 
Força (avançados) 05-06 04-08 
Resistência muscular 03 15-20 
Hipertrofia muscular 05-06 0-12 
 
- Grupo: conjunto de dois a quatro exercícios sem intervalo. Significa que serão 
realizados os três exercícios, quantas vezes forem prescritas pelo número de 
passagens, sem intervalo. 
- Série: rol de exercícios a serem realizados numa sessão. 
- N° de passagens: se a série for realizada mais de uma vez ter-se-á, para cada 
vez que a série for executada, uma passagem. 
- Sessão: total geral de exercícios a serem realizados num dia de treinamento. 
 
Tipos de Respiração 
 
 São cinco, os tipos de respiração utilizados na musculação: 
 
1) Respiração Continuada ou Livre: Executada livremente durante a trajetória do movimento, 
sem haver referência em relação às fases da contração muscular. 
- Indicada para iniciantes na fase de adaptação ao treino. 
- Promove troca constante de gases. 
- Mais utilizada em treinos de: RML e Potência 
 
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2) Respiração Ativa-Eletiva: quando o atleta que lida com pesos elevados quer evitar o 
bloqueio da respiração, lança mão do recurso da respiração eletiva que consiste na ritmação 
da respiração com o movimento. 
- A inspiração é realizada na Fase Positiva ou Concêntrica. 
- A expiração é realizada na Fase Negativa ou Excêntrica. 
- Menos indicada ao aluno iniciante. 
- Mais utilizado em treinos de: RML, Força dinâmica (Hipertrofia) 
 
3) Respiração Passiva-Eletiva 
- A expiração é realizada na Fase Positiva ou Concêntrica. 
- A inspiração é realizada na Fase Negativa ou Excêntrica. 
- Menos indicada ao aluno iniciante. 
- Mais utilizado em treinos de: Força dinâmica (hipertrofia), Força explosiva 
- Utilizada em gestos desportivos de potência. Ex: Cortada de Vôlei, Saque do 
Tênis, Arremessos etc. 
- Indicada para exercícios que comprimem mecanicamente a cavidade 
abdominal, facilitando a expiração. 
 
4) Respiração Bloqueada: Realizada em apnéia tanto na Fase Concêntrica e Excêntrica. 
“Realiza uma Inspiração no início do movimento e uma expiração ao término do mesmo”. 
 
- Utilizar apenas com indivíduos condicionados. 
- Mais utilizado em treinos de: Força pura e isométrica, Levantamento olímpico 
e Fisiculturismo 
 
5) Respiração Combinada: é quando o atleta se utiliza à combinação de duas das forças 
precedentes de respiração. Ex. Inspira na Fase Concêntrica e bloqueia durante a Fase 
Concêntrica expira durante a Fase Excêntrica. 
 
- Utilizada apenas com indivíduos condicionados. 
- Mais utilizado em treinos de: Força Pura, Hipertrofia e Fisiculturismo 
 
Freqüência Semanal 
 
 Para iniciantes, o treinamento de força geralmente é conduzido duas a três vezes 
por semana. Essa freqüência tende a aumentar com o grau de condicionamento do 
participante, de modo que um número ótimo de sessões situe-se entre três e cinco dias. 
 
4° Passo: Escolha o tipo de força a ser treinada 
 
 Primeiramente, o treinamento, de força deve ser específico por fase e desenha-do 
para satisfazer as necessidades individuais entre as qualidades físicas treináveis com a 
musculação aplicada temos: 
 
- RMP (Resistência Muscular Prolongada) 
- RML (Resistência Muscular Localizada) 
- Hipertrofia 
- Força Rápida 
- Força Explosiva 
- Força Máxima 
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Tabela 8: Parâmetros para o Treinamento das Modalidades de Força em Musculação 
Tipo 
Percentage
m 
de carga 
máxima 
Repetiçõe
s 
N° 
Exerc. 
Velocidade 
de 
execução 
Intervalo 
entre os 
grupos 
Respiração 
RMP 30 a 40% +30 Média - Continua 
RML 40 a 60% 15 a 30 8 a 15 Média 30 a 40” Continua 
Hipertrofia 
para 
Nadadores 
de Fundo 
60 a 70% 6 a 10 6 a 9 
Lenta a 
moderada 
2 a 4’ Passiva/eletiva 
Hipertrofia 
para 
Nadadores 
de 
Velocidad
e 
75 a 80% 6 a 10 6 a 9 
Lenta a 
moderada 
2 a 4’ Passiva/eletiva 
Força 
Rápida 
50% a 70% 1 a 6 Rápida 2 a 5’ 
Passiva/eletiva
/bloqueada 
Força 
Explosiva 
50 a 60% 6 a 12 Rápida 2 a 5’ Passiva/eletiva 
Força 
Máxima 
85 a 95% 2 a 5 3 a 5 Lenta 3 a 6’ 
Passiva/eletiva
/bloqueada 
 
5° Passo: Calibragem da serie 
 
 Representam o ponto de referência para a determinação do peso a ser utilizado 
nos programas de musculação. 
 
 Atualmente os testes mais utilizados são: o teste de peso máximo (T.P.M.) e o 
teste de peso por repetição (T.P.R.). 
 
6° Passo: Execute o programa de treinamento 
 
 A excursão do programa de treinamento deve ocorre assim que os atletas saibam 
quais os exercícios a executar, qual a carga máxima de 1RM para cada exercício e o tipo de 
força a que será treinado. 
 
Planificação dos Ciclos de Treinamento: 
 
 As necessidades de força do nadador se estabelecem em função da própria 
natureza da expressão de força segundo o seu estilo e a distância ou duração da prova. 
Baseada nisso, a planificação do treinamento de força aplicada a natação ocorre da seguinte 
forma: 
 
PERÍODO PREPARATÓRIO 
PERÍODO 
COMPETITIVO 
PERÍODO 
TRANSITÓRIO 
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Preparação Geral Preparação Específica Competitivo Destreinamento 
Força Básica 
(Adaptção, 
RML e 
Hipertrofia) 
Força 
Máxima 
Força Específica 
(RMP, Força Rápida e 
Força de Potência) 
Força 
Competitiva 
Manutenção da 
Força Básica 
 
Fase de Desenvolvimento da Força Básica (FB) 
 
 Seu objetivo é o aumento do potencial de força do nadador, a prevenção de 
lesões e a construção de uma sólida base que prepare para as fases seguintes. 
 
 Por regra geral, o desenvolvimento da FB implica a melhora da força absoluta do 
nadador, de acordo com as necessidades de cada especialidade. Por tanto, supõe o trabalho 
de todos os músculos e a preparação do sistema muscular e articular mediante diferentes 
exercícios, tipos de contração e diversos conteúdos do treinamento, geralmente pouco 
intensivos. A carga de trabalho oscilará entre pequena e média, devendo ser incrementada 
progressivamente. É uma etapa de predomínio do volume e de treinamento da força 
resistente, com caráter geral dos grupos musculares importantes do nadador. 
 
 Sua duração é de aproximadamente 2 a 4 semanas, na maioria dos casos, o 
aumento da força máxima nestes grupos musculares se desenvolvem através de exercícios 
com pesos ou máquinas que separam o trabalho destes grupos musculares e, em 
conseqüência, têm um escasso nível de especificidade com o estilo do nadador. No entanto, é 
necessário insistir em desenvolver a força máxima da braçada e da pernada utilizando 
instrumentos específicos com polias, carros inclinados, ligas elásticas grossas e equipamentos 
isocinéticos. Todos estes procedimentos têm em comum a realização fora da água. 
 
Fase de Desenvolvimento da Força Máxima (FM) 
 
 Um bom nível de força máxima influi no ganho de força rápida ou potente ou deforça resistente, ou em ambas, de modo eficaz, o que leva a altos resultados. O objetivo desta 
fase é o desenvolvimento da força máxima no maior nível possível, de acordo com a 
capacidade do esportista. Será realizada primeiro uma fase de desenvolvimento muscular, e, 
logo após, outra de coordenação intramuscular. 
 
 Sua duração é de 1 a 3 meses, dependendo do esporte e das necessidades do 
esportista. 
 
 Os exercícios de força máxima são a base de um programa de treinamento 
especializado posterior (melhora da força explosiva e/ou resistência de força). Além disso, 
devem ser utilizados exercícios de carga elevada que influenciem sobre os mecanismos 
nervosos (coordenação intramuscular) e de desenvolvimento muscular (hipertrofia). 
 
Fase de Desenvolvimento da Força Específica (FE) 
 
 Seu objetivo é a conversão gradual da força máxima para a força específica 
necessária na natação (força rápida, força resistente ou ambas, nos percentuais adequados 
para cada tipo de prova). 
 
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 Isso é alcançado quando é aplicado o método adequado para o tipo de força 
requerida, junto com o uso de métodos de treinamento da força específica para, aumenta-se a 
resistência de força específica de cada especialidade. Os exercícios utilizados para o 
desenvolvimento da FE têm um maior caráter de especificidade, imitando-se a técnica do nado 
na medida do possível, tanto na água (preso, com resistências, etc.) ou fora da água (com 
polias, carros inclinados, ligas e equipamentos isocinéticos). 
 
 Caso ambos os tipos de força sejam requeridos, o tempo dedicado e os métodos 
eleitos para os seus respectivos ganhos necessitam reflexão para que haja uma ótima relação 
entre eles. Um programa de treinamento de força específica ideal precisa ser desenvolvido em 
conjunto com as capacidades condicionantes, determinantes e preferentes a prova 
selecionada. Para isso, os exercícios eleitos devem simular planos, direções e ângulos 
específicos nos quais são realizados os gestos técnicos, além de envolver os principais 
músculos agonistas que intervém nos mesmos 
 
 Sua duração é de 2 a 4 meses, com registros da força máxima para que seu nível e 
o nível de força específica não caiam ao final do período de competições. 
 
Fase de Força Competitiva (FC) 
 
 Compreendem a simulação da situação de competitiva, unindo o trabalho sobre o 
estilo, as condições de tempo e ritmo de execução (freqüência de braçada) que ocorre em 
cada especialidade. Os exercícios de FC mostram o caráter superior do grau de especificidade 
no trabalho de força. As possibilidades de desenvolvimento da força competitiva podem ser 
realizadas fora e dentro da água, mas é preferível esta última como máxima expressão das 
possibilidades de desenvolvimento da FC. 
 
 O treinamento da força deve cessar entre 5 e 7 dias antes das principais 
competições da temporada, com vistas a permitir bons resultados. Isso levará o competidor a 
chegar descansado às competições e impedirá o risco de lesões. 
 
Fase de Manutenção da Força Básica 
 
 Realiza-se durante o período de transição, com o objetivo indicado por sua 
denominação. 
 
7° Passo: Avaliação e reestruturação do programa 
 
 Após o período de execução do exercício, um novo teste de 1RM, baseado nos 
ganhos adquiridos de força, faz-se necessário, antes do início de nova fase, para assegurar o 
progresso e estabelecer as novas cargas. 
 
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Seção 2: Ginástica Médica ou Fisioterápica 
 
 “Principalmente a partir da Segunda guerra mundial, o exercício físico vem sendo 
ministrado como meio de recuperação dos diversos tipos de seqüelas pós-operatório e 
músculo-osteo –articulares” ( GOMES, 1998 ), além de prevenir lesões corporais. 
 
Dentre elas: 
- Ginástica Laboral 
- Ginástica Corretiva (RPG) 
- Ginástica Oriental 
- Hidroterapia 
- Pilates 
 
Ginástica Laboral 
 
 A ginástica laboral é definida como a realização de exercícios físicos no ambiente 
de trabalho, durante o horário de expediente, para promover a saúde dos funcionários e evitar 
lesões de esforços repetitivos e doenças ocupacionais. Além dos exercícios físicos, consiste em 
alongamentos, relaxamento muscular e flexibilidade das articulações. Apesar da prática da 
ginástica laboral ser coletiva, ela é moldada de acordo com a função exercida por cada 
trabalhador. Nascida em 1925, entre os operários poloneses, a ginástica laboral foi passada à 
Holanda, Rússia, Bulgária e Alemanha Oriental. Mais tarde, chegou ao Japão. Após a Segunda 
Guerra Mundial, o programa espalhou-se e evoluiu pelo mundo. Apesar de não conhecida por 
esta denominação, foi a ginástica laboral que deu à ginástica um elo com a Medicina, o que lhe 
rendeu status na sociedade enquanto âmbito a ser estudado e aprimorado. 
 
Ginástica Corretiva 
 
 É a ginástica que possui exercícios definidos para corrigir defeitos posturais e 
desvios da coluna vertebral, também conhecida como cinesioterapia, é ministrada por 
fisioterapeutas, fisiatras e/ou professores de Educação Física especializados. 
 
Ginástica Oriental 
 
 Reúne várias técnicas em busca do equilíbrio da energia cósmica com a dos 
chacras corporal. Utiliza- se exercícios suaves e lentos acompanhados de perfeita respiração. 
 
Hidroterapia 
 
 Reabita patologias clínicas através de exercícios realizados na água. É uma 
ginástica individualizada, com exercícios específicos a cada lesão. Trabalha a reumatologia, 
ortopedia, lesões pulmonares, por acidentes e paralisia cerebral entre outras. 
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UNIDADE IV: GINÁSTICA DE COMPETIÇÃO OU 
DESPORTIVA 
 
 Reúnem todas as modalidades competitivas: ginástica artística, rítmica desportiva, 
acrobática, aeróbica, roda ginástica, trampolim acrobático, tumbling, mini-trampolim, etc. 
 
 A ginástica moderna, regimentada pela Federação Internacional de Ginástica, 
incorpora seis modalidades distintas, com uma delas divida em duas ramificações de 
importância igual, gerando assim um total de sete, de acordo com a visão da federação, que 
deu ainda a cada uma delas um específico Código de Pontos. Uma dentre as demais, não 
competitiva, reúne no concreto, o conceito da ginástica em si: 
 
Modalidade Principal evento Primeira aparição 
Ginástica artística 
(no Brasil, chamada também de olímpica) 
Jogos Olímpicos 1896 
Ginástica rítmica Jogos Olímpicos 1996 
Trampolim acrobático Jogos Olímpicos 2000 
Ginástica acrobática Campeonato Mundial 1974 
Ginástica aeróbica Campeonato Mundial 1995 
Ginástica geral Gymnaestrada 1953 
 
SEÇÃO 1: Ginástica Artística 
 
 
 “A Ginástica é um esporte tanto emocionante quanto belo, que não requer 
somente coragem de seus adeptos como também graça e domínio do corpo.” 
Frase retirada do livro “O Prazer da Ginástica”. 
 
 No meio esportivo e nas diferentes faculdades de Educação Física de todo o país, 
vimos a utilização tanto do termo Ginástica Olímpica quanto Ginástica Artística. 
 
 De acordo com a Federação Internacional de Ginástica (FIG), Ginástica Olímpica 
refere-se a todas as modalidades ginásticas praticadas, atualmente, nas Olimpíadas que são 
a Ginástica Artística feminina e masculina; a Ginástica Rítmica e o Trampolim Acrobático. 
Nesse sentido, para a FIG, o termo utilizado seria a Ginástica Artística uma vez que a 
distinguiria das demais modalidades gímnicas. 
 
 Já no Brasil, o termo foi popularizado como Ginástica Olímpica a partir da 
colonização alemã, no sul do país, mais especificamente no Rio Grande do Sul, oficializado pelo 
Conselho Nacional de Desportos e sendo homologado pelo Ministério da Educação e Cultura 
em março de 1979. 
 
 Em 1985, os profissionaispertencentes à Confederação Brasileira de Ginástica 
(CBG) propuseram a alteração do nome para Ginástica Artística, com base na nomenclatura 
oficial da FIG. 
 
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 Hoje em dia, utilizam-se ainda as duas nomenclaturas, porém em competições 
internacionais como Jogos PAN AMERICANOS, CAMPEONATOS MUNDIAIS, etc., utiliza-se o 
termo Ginástica Artística. 
 
Definição: 
 
 A Ginástica Olímpica é um conjunto de exercícios corporais sistematizados, 
aplicados com fins competitivos, em que se conjugam a força, a agilidade e a elasticidade. O 
termo ginástica origina-se do grego gymnádzein, que significa “treinar” e, em sentido literal, 
“exercitar-se nu”, a forma como os gregos praticavam os exercícios. 
 
 Segundo o COLETIVO DE AUTORES (1992), Pode-se entender ginástica como 
uma forma particular de exercitação onde, com ou sem uso de aparelhos, abre-se a 
possibilidade de atividades que provocam valiosas experiências corporais, enriquecedoras da 
cultura corporal das crianças, em particular, e do homem em geral. (p. 77) 
 
 A Ginástica Artística (GA) ou Ginástica Olímpica (GO) pode ser subdividida em 
dois grupos de atividades: 
 
- GO/GA – ATIVIDADE FÍSICA, inserida no conteúdo GINÁSTICA. 
- GO/GA – ESPORTE. 
 
GO/GA – Atividade Física 
 
 A partir dos movimentos naturais e espontâneos, os alunos obtêm recursos que 
permitem desenvolver com maior amplitude e dinâmica as ações motoras como 
deslocamentos, saltos, giro no eixo longitudinal e transversal, equilíbrios, balanços em apoio e 
suspensão, passagem pelo apoio e suspensão invertida que devem ser coordenados e 
enriquecidos progressivamente para se transformar nos elementos acrobáticos. 
 
 Essa prática possibilita aos praticantes tomar consciência de suas potencialidades 
motoras/corporais e desenvolver suas aptidões bem como desenvolver um trabalho corporal 
de forma global, desenvolvendo as capacidades físicas como força estática, dinâmica e 
explosiva, flexibilidade, coordenação, consciência corporal e noções do corpo no espaço. 
Possibilita também grande satisfação pessoal ao proporcionar experiências motoras, cognitivas 
e sócio-afetivas. 
 
GO/GA – Esporte 
 
 É um esporte olímpico de arte e perfeição que evolui constantemente a partir 
das regras institucionalizadas pelo Código Internacional de Pontuação da FIG 
atualizado a cada ciclo olímpico (4 em 4 anos). Pode ser trabalhado na iniciação esportiva, 
no nível intermediário e no esporte de alto nível. 
 
 
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História 
 
 Foi na Grécia que a ginástica alcançou um lugar de destaque na sociedade, 
tornando-se uma atividade de fundamental importância no desenvolvimento cultural do 
indivíduo. Exercícios físicos era motivo de competição entre os gregos, prática que caiu em 
desuso com o domínio dos romanos, mais afeitos aos espetáculos mortais entre homens e 
feras. 
 
 Durante a sangrenta Idade Média, houve um desinteresse total pela ginástica 
como competição e o seu aproveitamento esportivo ressurgiu na Europa apenas no início do 
século XVIII. Foram então criadas as escolas alemã (caracterizada por movimentos lentos e 
rítmicos) e sueca (à base de aparelhos). Elas influenciaram o desenvolvimento do esporte, em 
especial o sistema de exercícios físicos idealizado por Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852), o 
Turnkunst, matriz essencial da ginástica olímpica hoje praticada. 
 
 A Ginástica Olímpica chegou ao Brasil, em 1824, por meio da colonização alemã 
no Rio Grande do Sul. Este foi também o primeiro estado a fundar uma Federação de Ginástica 
(Federação Rio-grandense de Ginástica), oficializando assim a prática desta modalidade no 
Brasil. 
 
 A prática da ginástica olímpica proporciona benefícios como coordenação motora, 
flexibilidade, equilíbrio, força, ritmo, velocidade, agilidade, lateralidade, criatividade, domínio 
corporal, disciplina, concentração, auto-estima, superação de limites e sociabilização. 
 
A Ginástica Olímpica na escola: possibilidades de 
trabalho 
 
 Apesar de a Ginástica Olímpica ter tido um enorme avanço no Brasil nos últimos 
tempos, em função de conquista espetaculares como as de Daiane dos Santos, Diego Hipólito, 
Daniela Hipólito, Jade Barbosa dentre outros, a prática dessa modalidade ainda não está 
massificada nas diferentes regiões do país. 
 
Fatores Limitantes: 
 
- Falta de aparelhos 
- Custo elevado dos aparelhos 
- Espaço insuficiente para a prática 
- Professores pouco qualificados para a prática da modalidade 
- Medo de ocorrência de acidentes com os alunos 
- Entendimento da modalidade enquanto esporte de alto nível 
- Exigência de alta performance 
- Preferência dos alunos por outras modalidades 
 
Importância da Ginástica Olímpica para os Alunos 
 
- Desenvolvimento da consciência corporal; 
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- Ampliação do vocabulário motor dos alunos; 
- Oferece um ambiente rico de experiências corporais para os alunos 
descobrirem suas dificuldades e desenvolverem suas potencialidades; 
- Juntamente com o Atletismo, são a base de todas as atividades físicas; 
- Desenvolve a cooperação e respeito ao outro 
 
 NA ESCOLA: deve-se trabalhar numa visão pedagógica, recreativa, sem o caráter 
competitivo, enquanto esporte de espetáculo e de performance. Deve ser entendida 
no conteúdo de GINÁSTICA. 
 
Como podemos trabalhar metodologicamente? 
 
- Ludicamente 
- Possibilitar a exploração dos movimentos e materiais pelos discentes 
- Respeito à faixa etária dos alunos 
- Utilizando exercícios educativos – PEDAGÓGICOS 
- Executando várias repetições 
- Estímulos psicológicos – incentivo e para superar medos e traumas 
- Estimular o diálogo 
- Estimular a cooperação entre os colegas 
- Utilizar diferentes materiais para a aprendizagem 
- Utilizar diferentes métodos de ensino (global, parcial, misto, demonstração). 
- Aproximar do universo cultural dos alunos 
- Utilizar a progressão pedagógica: Do simples p/ o complexo.Do Fácil p/ o 
difícil.Do pouco p/ o muito 
 
PONTO CENTRAL: Necessidades dos alunos e suas potencialidades 
 
Benefícios da Ginástica Olímpica 
 
- Desenvolvimento das QUALIDADES FÍSICAS: Força; flexibilidade; equilíbrio; 
agilidade; velocidade; coordenação motora; noção temporal e espacial; 
lateralidade; percepção e sentido cinestésico. 
- Desenvolvimento AFETIVO-SOCIAL: Socialização; aumento da auto-estima; 
organização; ação; disciplina; responsabilidade; coragem e solidariedade. 
 
Tipos de Trabalho 
 
1) EDUCACIONAL: desenvolver habilidades psicomotoras e socialização. 
Geralmente realizado 2 x por semana 
Ginástica de SOLO; alguns SALTOS ou vivência em aparelhos oficiais ou adaptados. 
A partir dos 3 ou 4 anos 
 
2) RECREATIVO: Ginástica por prazer 
Movimentos em duplas ou em pequenos grupos 
Ruas de Lazer 
A partir dos 3 anos 
 
3) COMPETITIVO: preparação física e aprimoramento da técnica 
Várias horas de treinamento 
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5 a 6 x por semana 
A partir dos 5/6 anos 
 
Segurança na GO/GA e prevenção de acidentes 
 
- Tanto nos movimentos mais complexos quanto nos mais simples na 
Ginástica Olímpica, devemos nos atentar para as questões de prevenção de 
acidentes e na segurança dos praticantes. 
- Muitos alunos acabam por se contundir em função tanto da falta de confiança 
quanto em seu excesso. Devemos dosar nossas aulas com exercícios mais 
fáceis e mais difíceis, a fim de que todos os nossos alunos sejamcontemplados 
em relação à sua capacidade motora. Além disso, é extremamente necessário 
que o/a professor/a conheça as ajudas necessárias para a aprendizagem da 
técnica de um movimento específico para que a execução seja correta e 
segura. 
 
 As ajudas em ginástica olímpica/artística servem para: 
 
1) Facilitar a aprendizagem de novos movimentos. 
2) Ser realizada no momento de maior dificuldade do movimento. 
3) Para se evitar acidentes e lesões. 
 
 Um bom ajudante necessita: 
 
1) Conhecer bem os elementos que ensina; 
2) Posicionar-se corretamente em relação ao aluno e ao aparelho; 
3) Estar bem fisicamente para poder ser rápido na reação e preciso na intervenção 
4) Estar muito atento à movimentação do aluno; 
5) Saber antecipar uma possível falha de execução, o que pressupõe, para além do 
conhecimento da técnica, um conhecimento pessoal do aluno; 
6) Ter sempre presente que é mais importante manter a integridade física do 
aluno e psíquica do aluno do que a execução correta dos elementos; 
7) Saber aproveitar corretamente a força que o aluno desenvolve nas diferentes 
ações gestuais, possibilitando uma aprendizagem mais segura e mais rápida; 
8) Saber proteger-se a si próprio evitando sobrecarregar estruturas 
como coluna vertebral ou algum grupo muscular em ações menos corretas do 
ponto de vista biomecânico, pois, mais cedo ou mais tarde, poderá daí advir 
lesões que o incapacitará para a função de ajudante e/ou outras. 
 
Principais causas de acidentes na Ginástica Olímpica/Artística 
 
1) Fator psicológico: medo, falta ou excesso de confiança, pressão interna ou 
externa, ansiedade, etc.. 
2) Fator biológico: fadiga, preparação física e/ou aquecimento 
inadequados, recuperação insuficiente após uma enfermidade, alimentação 
inadequada. 
3) Disciplina: falta de atenção ou concentração, não obediência ao 
professor e às suas orientações, utilização inadequada dos equipamentos. 
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4) Fator pedagógico: orientação inadequada, falta de conhecimento do 
nível das habilidades corporais dos alunos, progressão pedagógica inadequada. 
5) Instalações: pisos irregulares, iluminação insuficiente, falta de espaço entre os 
aparelhos. 
6) Manutenção e /ou instalação inadequada dos equipamentos. 
 
Materiais que ajudam na prevenção de acidentes: 
 
- Na ginástica escolar e recreativa, o nível técnico dos exercícios não exige 
tanto do corpo a ponto de necessitarmos de todos os materiais como os que 
descreveremos a seguir. É preciso ter bom senso. Mas na ginástica com 
fins competitivos, é importante que se tomem todos os cuidados, 
pois o nível técnico torna-se cada vez mais elevado e o físico é cada vez mais 
exigido, os impactos maiores, etc., e nada melhor do que estar seguro para a 
prática da ginástica. 
- Nos aparelhos com empunhaduras, temos o carbonato de magnésio, que é 
um pó químico, branco e fino, que tem a função de manter as mãos 
do ginasta secas durante exercícios nos aparelhos. A sudorese 
excessiva nas palmas das mãos representa um grande risco delas 
escorregarem das barras, provocando quedas. 
- As palmas das mãos podem ser também protegidas de lesões por atrito 
quando a ginasta utiliza protetores palmares, que são equipamentos de couro, 
ajustáveis aos punhos por meio de velcro ou fivelas, e presos aos dedos anular 
e médio, que permitem a realização dos elementos sem prejuízo técnico. 
Estes protetores devem ser utilizados nos treinamentos de barra fixa e barras 
paralelas (masculinas e femininas) e é permitido utilizá-los em competições. 
Munhequeiras, suportes reforçados para a articulação do punho e 
tornozeleiras são muito utilizados por ginastas para prevenir lesões. 
 
Modalidades 
 
 As modalidades subdividem-se em duas: ginástica artística masculina e ginástica 
artística feminina. Cada uma possui um código próprio (com os movimentos e os aparelhos 
utilizados), elaborado pelos comitês (masc. e fem.) da Federação. Em comum, possuem as 
regras de conduta e as generalidades de cada competição, como a segurança do ginasta e a 
exigência sobre a qualidade dos equipamentos e da execução durante as apresentações 
dentro de cada exigência. 
 
 Os aparelhos da ginástica artística masculina (sigla em inglês: MAG) são diferentes 
dos aparelhos disputados na ginástica artística feminina (sigla em inglês: WAG). Enquanto os 
homens disputam provas em seis aparelhos diferentes, as mulheres as disputam em quatro. 
 
As provas femininas: 
 
 A seqüência aqui descrita obedece a ordem olímpica, ou seja, a ordem oficial de 
competição. 
1º) Salto sobre cavalo (de 1,25 m de altura- mesa de salto) 
2º) Barras assimétricas (de 2,45 m e 1,65 m de altura) 
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3º) Trave de equilíbrio (de 10 cm de largura e 5 metros de comprimento) 
4º) Exercícios de solo (com fundo musical) 
 
 
As provas masculinas: 
 
 A seqüência aqui descrita obedece a ordem olímpica, ou seja, a ordem oficial de 
competição. 
1º) Exercícios de solo (sem música) 
2º) Cavalo com alças 
3º) Argolas 
4º) Salto sobre o Cavalo (1,35 m de altura - mesa de salto) 
5º) Barras Paralelas Simétricas 
6º) Barra Fixa 
 
 
 
Categorias de Competição e Notas 
 
 As categorias em que se compete são: 
 
a) Pré infantil (6 anos) 
b) Infantil (7 e 8 anos) 
c) Infantil A (9 e 10 anos) 
d) Infantil B (11 e 12 anos) 
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e) Juvenil (13 a 15 anos) 
f) Maiores (16 anos adiante). 
 
 Existe uma segunda classificação por níveis (classificados por letras) que 
determina o nível de dificuldade dos exercícios e os aparelhos : 
 
a) Escolinha (somente metropolitano) 
b) D (solo exercícios de solo e salto obrigatórios) 
c) C2 (se compete em quatro aparelhos) 
d) C1 (os exercícios obrigatórios ) 
e) B2 (os exercícios podem ser livres ou obrigatórios dependendo da categoria ) 
f) B1 (exercícios livres com alguma exceções nas categorias mais jovens) 
g) A o Elite (as 6 melhores notas deste nível integram a seleção nacional). 
 
 A nota máxima que um ginasta pode alcançar é 10,00 e se consegue pela soma 
dos diferentes pontos dos árbitros. São eles: 
 
- Dificuldades e parte de valor (3,00) 
- Exigências específicas ou requisitos obrigatórios (1,40 - 0,20) 
- Bonificação (1,00) 
- Composição e combinação (0,60) 
- Execução (4,00) 
 
 Existem quatro tipos de classificações: 
 
- Concurso I: classificatório para os outros três concursos (obrigatório). 
- Concurso II: se chama All Around. é para determinar a ganhadora da 
classificação individual geral (participam as 36 melhores classificadas no 
concurso I). 
- Concurso III: se compete por aparelhos (participam as 8 melhores classificadas 
em cada aparelho no concurso I). 
- Concurso IV: é a competição por equipe (participam as 6 equipes melhores 
classificadas no concurso I). 
 
A ordem de competição é por sorteio. A pontuação por equipe se faz da seguinte forma: 
 
- Cada equipe contém 6 ginastas. 
- Em cada aparelho competem 5 ginastas (o técnico decide quem compete em 
cada aparelho). 
- Se pega as 4 melhores notas deste aparelho, o seu total é a nota por equipe 
neste aparelho. 
- Se repete o procedimento nos outros aparelhos. 
 
Julgamento e Pontuação 
 
 Os exercícios de cada ginasta são julgados e pontuados por um júri. Existem os 
elementos obrigatórios em cada aparelho, que todos os ginastas devem praticar ou perderão 
pontos. O ginasta deve acrescentar outros elementos para obter pontos extras. Todos osexercícios tem um valor inicial, que para os homens é 8.6 e para as mulheres 9.0. Isto quer 
dizer que se o ginasta não acrescentar elementos que valem bônus, seu exercício poderá obter 
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no máximo essas notas, mesmo que sejam executados perfeitamente. O valor de cada 
elemento e os movimentos obrigatórios de cada aparelho está no “Código de Pontos” 
desenvolvido pela FIG. Este código muda a cada quatro anos, após as Olimpíadas, tornando-se 
mais elaborado. Os juízes procuram erros de postura, de execução, dentre outros, para deduzir 
do valor inicial do atleta. 
 
Equipamentos 
 
 O uniforme básico de toda ginasta é um collant de lycra em forma de maiô. Em 
todas as provas, variando de acordo com a preferência, as atletas competem descalças. Os 
homens usam short ou calça de material apropriado e meias nos pés (exceto nas provas do 
solo). Suas camisetas, que em verdade são collants, ficam cobertos na altura da cintura, pela 
outra parte do uniforme: a calça ou o short. 
 
Figura 1: Uniforme de Ginástica 
 
 É comum que os competidores passem pó de magnésio nas mãos, especialmente 
em provas de barras, para evitar lesões nos dedos e escorregões durante os movimentos. 
Outros aparatos também são de uso permitido nas mãos para que o ginasta possa segurar as 
barras e as argolas sem sofrer com lesões e possíveis feridas - como os protetores palmares 
(com munhequeiras). Ainda são usados colchões para amortecer as saídas e as braçadeiras (de 
uso masculino, para as provas das barras paralelas). 
 
Local 
 
Figura 2: Ginásio 
 
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 As competições de ginástica geralmente são disputadas em locais fechados, com 
várias adaptações para a prática da modalidade. Os exemplos mais precisos são os ginásios e 
os estádios cobertos, especialmente preparados para comportar aparelhos e bancas 
julgadoras, pois cada elemento da ginástica artística possui a sua peculiaridade. 
 
 
 
Subdivisão e Aparelhos 
 
 A modalidade subdivide-se em duas: ginástica artística masculina e ginástica 
artística feminina. Cada uma possui um código próprio (com os movimentos e os aparelhos 
utilizados), elaborado pelos comitês (masc. e fem.) da Federação. Em comum, possuem as 
regras de conduta e as generalidades de cada competição, como a segurança do ginasta e a 
exigência sobre a qualidade dos equipamentos e da execução durante as apresentações 
dentro de cada exigência. 
 
 Os aparelhos da ginástica artística masculina (sigla em inglês: MAG) são diferentes 
dos aparelhos disputados na ginástica artística feminina (sigla em inglês: WAG). Enquanto os 
homens disputam provas em seis aparelhos diferentes, as mulheres as disputam em quatro. 
Abaixo, estão descritos cada um dos eventos/aparelhos: 
 
ARGOLAS 
 
 O aparelho é constituído por uma estrutura de onde prendem-se duas argolas, a 
2,75 metros do solo. A distância entre elas é de 50 cm e o seu diâmetro interno é de 18 cm. 
Seu uso em competições é exclusivamente para homens. 
 
Características da competição 
 
 A prova consiste em uma série de exercícios de força, balanço e equilíbrio, 
realizados pelos membros superiores do corpo. 
 
 Durante a apresentação o ginasta deve ficar pelo menos dois segundos parado 
numa posição vertical ou horizontal em relação ao solo. As argolas devem sempre permanecer 
paradas. 
 
Figura 3: Diego Hipólito 
 
 O júri valoriza o controle do aparelho e a dificuldade dos elementos da 
coreografia. Quanto menos tremer a estrutura que suspende as argolas à haste, melhor será a 
pontuação de execução do ginasta. 
 
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Elementos da coreografia: 
 
- Movimentos de baixo para cima; 
- Movimentos estáticos; 
- Acrobacias (altas e completas); 
- Saltos no desmonte; 
- Entrada estática no aparelho (com a ajuda do técnico, o ginasta inicia sua 
rotina com os braços esticados e o corpo totalmente ereto, como 
completando o comprimento das argolas). 
 
O ginasta será descontado caso: 
 
- Desligue-se do aparelho; 
- Balance a fita que prende as argolas à haste de sustentação; 
- Use força invés de impulso nas acrobacias; 
- Não defina um movimento estático (ou seja, não mantenha o tempo mínimo 
de dois segundos); 
- Não mantenha a postura angular dos ombros durante sua apresentação. 
 
Movimentos 
 
 A gama de movimentos estáticos nas argolas é tão variada quanto nos demais 
aparelhos masculinos e femininos. Para as saídas, usam-se os saltos costumeiramente vistos 
em provas de salto. Durante suas apresentações, os ginastas utilizam de movimentos 
acrobáticos e estáticos – validados pelo Código de Pontos de A à Super-E (F) -, entre eles[6]: 
 
- Chechi – Saído de uma posição estática horizontal, o ginasta estica-se para 
baixo, toma impulso e torna à uma posição estática, apoiando o corpo sobre 
os braços formando um ângulo de 90 graus entre o tronco e as pernas. A partir 
desta posição, ele realiza um mortal. 
- Homna – Consiste em um mortal e meio, levando ao movimento estático 
- Cruz (Albert Azaryan) – Partindo da posição inicial ereta (braços esticados e 
corpo estendido), o ginasta forma uma cruz em ângulo de 90 graus entre os 
ombros e o tronco. Esta posição deve ser firmada por três segundos para ser 
validada. 
- Cruz invertida – Partindo do mesmo ponto que a Cruz, o ginasta fica de ponta-
cabeça. 
- Nakayama – Partindo da maltesa (posição horizontal estática), o ginasta desce 
para a Cruz. 
- Jotchev – Partindo da Cruz invertida, o ginasta estabiliza posição na maltesa. 
- Balabanov – Movimento de desmonte. O ginasta toma impulso com os giros 
gigantes, chamados russas gigantes. De costas e em posição carpada, ele junta 
as mãos às pernas e em um duplo mortal frontal, aterriza. 
 
CAVALO COM ALÇAS 
 
 Cavalo com alças é um aparelho utilizado na ginástica artística apenas por atletas 
do sexo masculino, composto de um corpo prismoidal mais estreito na parte inferior, montado 
horizontalmente sobre uma base, com duas alças sobrepostas ao corpo. 
 
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 Está a 1,15 metro do solo e tem 1,60 metro de comprimento e 35 centímetros de 
largura . Somente as mãos devem tocar o aparelho. As alças possuem distância ajustável e a 
altura de 12 cm. Uma série típica no cavalo com alças envolve tesouras e movimentos 
circulares. As tesouras, exercícios feitos com as pernas separadas, são executadas geralmente 
com as mãos sobre as alças. Os movimentos circulares, as chamadas russas, são feitos com as 
duas pernas juntas. 
 
 
Figura 4: Sérgio Sasaki 
 
 
 Os descontos decorrem, assim como nos demais aparelhos, na faixa de 0,1 à 1,0. 
O ginasta será penalizado: 
 
- Pela falta de postura das pernas (sempre retas); 
- Por se desgarrar do aparelho; 
- Por subir à parada de mãos na força (invés do impulso); 
- Caso não realize os movimentos obrigatórios citados acima; 
 
BARRA FIXA 
 
 É uma barra é presa sobre uma estrutura de metal a 2,75 m do solo e possui 2,40 
m de comprimento. A prova consiste em movimentos de força e equilíbrio. 
 
 As disputas nas competições nesse aparelho são exclusivamente para homens. 
Está presente nos Jogos Olímpicos de Verão desde sua primeira edição. Este aparelho está 
creditado ao alemão Friedrich Ludwig Jahn, como seu criador/aperfeiçoador, que, no começo 
do século XIX, o introduziu nas turnkunst. 
 
 
Figura 5: Péricles da Silva 
 
Características da competição 
 
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 Sua sigla, para provas internacionais regulamentadas pelaFederação 
Internacional de Ginástica, é HB. Para as saídas, são usados os mesmos movimentos das provas 
de salto sobre a mesa. As provas exigem força e coordenação . 
 
 A competição masculina conta com o auxílio dos protetores palmares, que 
impedem lesões nas mãos e ajudam a manter a aderência com o aparelho. A competição varia 
de quinze a trinta segundos e inclui giros nas duas direções (para frente e para trás). Nesta 
prova, o ginasta não pode parar de mover-se e necessita de uma velocidade maior nos giros 
antes de cada acrobacia – para ganhar altura e velocidade rotacional 
 
 Para realizar uma boa prova, o atleta necessita cumprir com as seguintes 
características: 
 
- Largadas e retomadas – com as quais sai e retoma a barra durante as 
acrobacias 
- Giros – dos quais depende para bem realizar os movimentos acrobáticos e 
manter a postura 
- Variação de pegadas – com as quais conta pontos. São usadas ao início e 
término de cada movimento, inclusive durante os giros 
- Limite de elementos – movimentos acrobáticos necessários durante a prova. 
As exigências constam no Código de Pontos e os movimentos são listados na 
Tabela de Elementos. Na saída do aparto, a acrobacia necessita ter a 
dificuldade D de realização. 
 
 Para não ser descontado em sua performance, o ginasta não deve soltar-se do 
aparelho - sem que esteja realizando um movimento acrobático -, dobrar os joelhos e 
cotovelos – quando o movimento não pedir tal postura -, hesitar durante um giro, não cumprir 
com as exigências mínimas acrobáticas e abrir as pernas – quando não solicitar o movimento . 
 
Movimentos 
 
 A respeito dos demais aparelhos da ginástica artística, a barra fixa conta com uma 
gama variada de exercícios e movimentos, que vão, desde as simples empunhaduras às 
largadas acrobáticas. 
 
- Empunhadura cubital: para se entender esta empunhadura, estenda seus 
braços para frente com as palmas das mãos voltadas para o chão. Faça a seguir 
uma rotação dos braços para fora, ficando os cotovelos voltados para cima. 
Desta forma, é que deve ser empunhada a barra. Esta empunhadura exige 
flexibilidade para rodar os braços e uma grande exigência incide sobre o pulso. 
- Apoio: Diz-se apoio quando os pontos de sustentação do corpo estão sobre o 
aparelho. 
- O kippe de apoio: É um movimento que leva da suspensão ao apoio. Com o 
corpo estendido, o ginasta dá um impulso para a frente, com empunhadura 
dorsal. Após passar à vertical, flexiona-se o quadril. No final do impulso para a 
frente, flexiona-se fortemente os quadris e impulsiona-se o peito do pé para a 
barra. 
- Überschlag: Com empunhadura dorsal, o ginasta dá um impulso estendido a 
partir da parada de mãos. Pouco antes da vertical, estende-se mais o corpo, 
para passar pela vertical totalmente estendido e em seguida acelerar o 
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movimento das pernas. Chegando à horizontal, diminui-se a velocidade do 
impulso das pernas. A cabeça fica em posição normal, e as mãos dão um 
impulso para se soltarem do aparelho. Continua-se o giro até pousar com 
segurança nos pés. 
 
BARRAS PARALELAS 
 
 As Barras paralelas são um aparelho creditado ao alemão Friedrich Ludwig Jahn 
utilizado na ginástica artística e exclusivamente para homens. O aparelho é formado por dois 
barrotes paralelos, apoiados em dois suportes de metal. Estão a 1,75 metros do solo. O 
aparelho possui as medidas de 1,95 x 3,5m, além de estarem distanciadas entre 42 e 52 cm. 
 
 
Figura 6: Barras Paralelas 
 
 
Características da competição 
 
 A prova consiste em exercícios de equilíbrio – entre giros e paradas de mãos - e 
força, onde o ginasta utiliza das duas barras obrigatoriamente, passando por todo o seu 
comprimento. As provas não possuem tempo aproximado de execução, podendo um ginasta 
cumprir uma prova mais curta, porém com nota de partida mais elevada, enquanto uma prova 
mais longa possui inferior dificuldade. 
 
 Como técnica básica neste aparato, está o chamado apoio. Nele, os braços do 
atleta ficam completamente estendidos, os ombros alinhados - que pressionam para baixo -, o 
peito é cavado para dentro e a cabeça, ao centro, dificulta o cumprimento dos aspectos 
mecânicos, pois o corpo precisa estar sempre na postura correta do apoio. 
 
 Para uma série ser bem sucedida, o ginasta necessita: 
 
- Percorrer toda a extensão dos barrotes, seja com largadas e retomadas, seja 
com movimentos de equilíbrio 
- Executar movimentos em ambas as barras simultaneamente e em apenas uma 
delas 
- Executar ao menos uma largada. O movimento acrobático – que envolve 
mortais e piruetas – não desconta ponto ao ginasta que não o executa, mas 
deixa sua rotina com uma nota A (de partida) mais baixa 
- Manter a postura angular correta: 180º vertical e 90º nas paradas e 
movimentos de equilíbrio, além da correta execução das largadas 
- Finalizar sua apresentação com um salto de saída de dificuldade D 
 
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 Para não sofrer com despontuações, o ginasta não deve arrumar suas mãos nas 
barras - quando não estiver executando o próprio movimento -, desprender-se do aparelho, 
perder a postura – como dobrar os joelhos e cotovelos -, não cumprir com as exigências 
acrobáticas e plásticas exigidas pelo Código de Pontos, tocar as pernas nas barras em qualquer 
situação e não finalizar um movimento – qualquer passagem ou acrobacia. 
 
Movimentos 
 
 Como nos demais aparelhos, os exercícios nas barras paralelas realizados são 
bastante variados. Em geral, as acrobacias executadas são de chegada ao apoio braquial –
protegidas ou não pelas braçadeiras -, que ajudam a reduzir o impacto nas aterrizagens dos 
movimentos e dão ao atleta a possibilidade de um melhor apoio e saída para a continuação de 
sua performance. Abaixo, alguns movimentos básicos nomeados: 
 
- Esquadro: Como utilizado nas argolas, o ginasta forma uma figura angular com 
o corpo, apenas em um dos barrotes. O ginasta firma as mãos e passa as 
pernas por entre os braços, parando na posição que se assemelha a um 
esquadro. 
- Luftrolle: O movimento começa com o ginasta erguendo as pernas em posição 
esticada para se lançar ao impulso. Como em um mortal esticado para trás, o 
atleta larga as barras e chega em posição esticada, como uma parada de mãos. 
Este movimento se assemelha ao giro-gigante executado na barra fixa. 
- Stützkehre: O ginasta parte da posição “parada de mãos”, sobre as barras. 
Lançando-se à frente, solta-se de apenas um dos barrotes, faz-se um giro de 
180º graus do corpo e torna à “parada de mãos”, dessa vez, virado para o 
outro lado. 
- Felge: Movimento utilizado para entradas nas barras. Partindo da parte de 
baixo, o ginasta desenha, lançando as pernas esticadas para cima, uma forma 
angular com o corpo, de modo a atingir, durante o embalo, um X entre as 
pernas e os braços. Ao elevar-se, passa-se à “parada de mãos”. 
 
 
SALTO (MESA) 
 
 A Mesa é um aparelho utilizado na ginástica artística. Contudo, o aparelho se 
popularizou sob o nome da prova: Salto. 
 
 O ginasta deve saltar sobre o aparelho partindo de um trampolim apoiando as 
mãos sobre a mesa em um movimento acrobático onde são avaliados altura, dificuldade de 
execução e chegada. 
 
Figura 7: Diego Hypólito executa o salto sobre a mesa nos Jogos Pan-americanos de 2007 
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 O salto é um dos dois eventos que a ginástica artística feminina e masculina tem 
em comum. A outra é o solo. O salto é considerado um evento de explosão muscular, 
possuidor de uma margem mínima para erros. É o evento mais curto dentre todos, porém, de 
valor igual aos demais. 
 
 O cavalo tem 1,25 m de altura medidadesde o colchão. Existem quatro grupos de 
saltos: 
 
a) Saltos simples e saltos com mortais. 
b) Saltos com e sem giros seguidos de mortal. 
c) Entradas Tsukaharas (entrada no cavalo com ½ giro como no rodante e em 
seguida se faz diferentes tipos de mortais). 
d) Entradas Yurchenkos (se faz um rodante em cima do trampolim e entra no 
cavalo em posição de flic para depois fazer mortais e piruetas). 
 
 As fases da disputa estão divididas em cinco: 
 
- A execução: Esta etapa da-se quando o ginasta determina sua distância de 
corrida na esteira de 25m e alcança o trampolim ao pé da mesa para dar 
impulsão ou iniciar ali sua rotação. 
- O pré-vôo: Esta fase se dá imediatamente após o toque do ginasta no 
trampolim e antes de soltar a mesa. É quando o ginasta sai do trampolim e 
atinge a mesa de salto. 
- Contacto com a mesa: Esta etapa é a do impulso no aparelho. É onde o ginasta 
procura maior altura para a precisa realização de seu salto. O ideal é que saia 
desta fase com angulação mais adequada ao movimento que pretende 
realizar. Em geral, pontos são descontados caso a angulação não seja a ideal. 
- O Pós-vôo: Esta é a fase mais importante do evento. É aqui que o ginasta 
realiza o movimento que anunciou. Esta é a fase que conta mais pontos. Todo 
o seu posicionamento é avaliado nesta etapa. 
- A aterrissagem: É a fase onde o ginasta faz contato com o solo (colchões que 
amortecem eventuais quedas e as próprias chegadas). O ideal desta etapa é 
que o ginasta crave seu movimento, isto é, concluí-lo sem rotação ou 
desequilíbrio. 
 
PARALELAS ASSIMÉTRICAS 
 
 As barras ou paralelas assimétricas é um aparelho de ginástica artística, este 
aparelho, de uso estritamente feminino, é atualmente fabricado com fibras sintéticas e, por 
vezes, material aderente. As assimétricas permitem a ginasta o apoio com o uso apenas das 
mãos ou dos pés, além de tomá-lo com qualquer outra parte do corpo, desde que faça parte 
de sua rotina e seus movimentos sejam realizados com segurança. 
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Figura 8: Barras Assimétricas 
 
 As rotinas neste aparelho realizadas devem conter movimentos de impulso, voo e 
estáticos. Os exercícios de força devem ser usados com moderação, pois os de impulso são a 
base dos movimentos estáticos antecedidos pelas rotações ou transições. Se por acaso a 
ginasta cair ela terá trinta segundos para retomar o exercício de onde ele foi interrompido. 
 
 A altura da barra inferior é de 1,65 m e a barra superior é de 2,45 m (+/- 3 cm); a 
separação entre as barras é de 1,50 m. 
 
Características da competição 
 
 Sua sigla, para provas internacionais regulamentadas pela Federação 
Internacional de Ginástica, é UB. 
 
 Este é um aparelho exclusivamente feminino, que derivou das barras paralelas 
masculinas. A posição das duas barras em diferentes alturas possibilita à ginasta uma gama 
variada de movimentos, mudanças de empunhaduras e alternância entre as barras. A 
execução de alguns movimentos também é facilitada através da propriedade de molejo das 
barras. 
 
 A ginástica nas paralelas assimétricas é de difícil execução, e exige muita coragem 
da praticante. Seus movimentos de segurança ficam basicamente sobre a cintura e o tronco, 
que devem, por conseqüência, possuir uma maior mobilidade. Para maior segurança da 
praticante, é necessário verificar uma boa quantidade de colchões e a montagem do aparelho. 
 
 Para obter uma boa pontuação, a ginasta possui como obrigação em sua rotina(1): 
 
- Uma troca com voo de barras do barrote superior para o inferior; 
- Uma segunda troca de barras do barrote inferior para o barrote superior (no 
mínimo B); 
- Uma largada e retomada (voo na mesma barra); 
- Um elemento dos grupos 03, 06 ou 07 (no mínimo C); 
- Uma saída no mínimo "C" para as competições Classificatória (C-I), na final por 
Equipes (C-IV) e no Individual geral (C-III) e, no mínimo "D" para a competição 
por Aparelhos (C-II). 
 
 Para não ser despontuada, a atleta não pode cometer erros, que variam entre 
leves e gravíssimos, em um desconto de 0,1 a 1,0, como: 
 
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- Tocar as barras e no caso de uma corrida preparatória mal sucedida, 
interrompê-la; 
- Passar por baixo da barra sem que o movimento faça parte da rotina em um 
giro ou rotação; 
- Uma queda durante a saída ou a execução da série; 
- Efetuar balanços intermediários enquanto estiver apresentando as séries; 
- As pausas durante os exercícios; 
- Usar força para completar movimentos de impulso; 
- Falta de alinhamento do corpo. 
 
Movimentos 
 
 Abaixo, uma pequena lista dos movimentos executáveis nas barras(3): 
 
- Subida de oitava para trás 
- Oitava, de apoio frontal para dorsal, unindo as pernas 
- Giro cavalgado à frente 
- Sublance (partindo do movimento de oitava) 
- Kippe ao apoio cavalgado 
- Kippe dorsal, a partir da suspensão 
 
 
TRAVE OLÍMPICA 
 
 Popularmente chamada de trave, a trave de equilíbrio é um dos dois aparelhos de 
práticas unicamente femininas. A trave em si é uma barra revestida com material aderente, 
situada a 1,25 metros do chão, com 5 (cinco) metros de comprimento e dez centímetros de 
largura, onde a atleta deve equilibrar-se e realizar saltos e giros. 
 
Figura 9: A brasileira Jade Barbosa em sua tomada de equilíbrio 
 
 O exercício deve durar entre 1'10" e 1'30". Seus requisitos são: 
 
a) Uma série acrobática de 2 ou mais elementos com vôo 
b) Uma série ginástica de 2 ou mais elementos 
c) Uma série mista (acrobático + ginástico ou vice e versa) de 2 ou mais elementos 
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d) Um elemento por baixo da trave 
e) Um giro de 360° sobre uma perna 
f) Um salto de grande amplitude 
g) Uma saída de dificuldade C nos concursos I, II y IV e de dificuldade D no 
concurso III. 
 
 Durante a apresentação é exigido que a ginasta realize trocas de níveis (altura), 
trocas harmônica entre grupos de elementos, movimentos em posição lateral, cruzada e 
oblíqua ao árbitro e não se permite mais de 2 elementos estáticos ( ex.: avião, parada de 
mãos). 
 
 
SOLO 
 
 Este aparelho é um estrado de 12x12m feito de um material elástico que 
amortece eventuais quedas e ajuda ao impulso dos saltos e nas passadas gímnicas. Como 
modalidade, os exercícios têm uma duração de 50 a 70s para os homens, e 70 a 90s para as 
mulheres. 
 
Figura 10: A ginasta Jade Barbosa nos Jogos Pan-americanos de 2007 
 
 Durante a prova, são realizados movimentos acrobáticos e ginásticos 
anteriormente pontuados (nota de partida). Os exercícios femininos têm a particularidade de 
incluir acompanhamento musical instrumental. 
 
 Seus requisitos são: 
 
a) 2 séries acrobáticas de pelo menos 3 elementos 
b) Uma dessas 2 séries deve ser combinada (significa que 2 saltos mortais 
obrigatórios devem ser em diferentes direções) 
c) Uma série ginástica de 3 elementos 
d) Uma série mista de 3 elementos 
e) Um ginástico de dificuldade mínima C 
f) Uma saída na série acrobática de dificuldade C nos concursos I, II e IV e de 
dificuldade D no concurso III. 
 
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Durante a apresentação é exigido que a ginasta realize trocas harmônicas entre elementos 
acrobáticos e ginásticos, trocas dinâmicas entre movimentos lentos e rápidos, harmonia entre 
a música e os movimentos, e utilização de todo o tablado. 
 
TERMINOLOGIAS 
8.1) As posições básicas do corpo 
POSIÇÃO ESTENDIDA: caracteriza-se pela ausência de angulação nas articulações do quadril e 
joelhos. 
POSIÇÃO GRUPADA: caracteriza-se pela flexão das articulações do quadril e joelhos. 
POSIÇÃOCARPADA ADUZIDA: caracteriza-se pela flexão do quadril e extensão dos joelhos. 
Os membros inferiores encontram-se unidos, fechados. 
POSIÇÃO CARPADA ABDUZIDA: caracteriza-se pela flexão do quadril e extensão dos joelhos. 
Os membros inferiores encontram-se abertos, afastados. 
POSIÇÃO AFASTADA: caracteriza-se pelo afastamento das coxas/pernas; quando alcança os 
180 
graus, é chamada espacato, apresentando duas opções: 
Afastamento ântero-posterior: 
Afastamento lateral: 
SUSPENSÃO: a linha dos ombros se encontra abaixo do aparelho. 
APOIO: o peso do corpo é sustentado prioritariamente sobre os braços. 
. 
 
Ginástica Rítmica 
 
 Data do século XVI o primeiro relato acerca da prática da ginástica ligada ao ritmo. 
A partir disso, foram mais de duzentos anos até se tornar um conjunto uniforme de dança, 
levado à extinta União Soviética, onde passou a ser ensinado como um novo esporte. Mais 
tarde, obteve sua independência da modalidade artística - para a qual deixou a musicalidade - 
e um sistema organizado, com aparelhos e competições próprios, criados pelo alemão Medau 
e incentivado pela árbitra Berthe Villancher. Em 1996, tornou-se um esporte olímpico, cem 
anos após a entrada da ginástica em Jogos Olímpicos. Esta modalidade envolve movimentos de 
corpo em dança de variados tipos e dificuldades combinadas com a manipulação de pequenos 
equipamentos. Em suas rotinas, são ainda permitidos certos elementos pré-acrobáticos, como 
os rolamentos e os espacates. As atletas, durante suas apresentações, devem mostrar 
coordenação, controle e movimentos de dança harmônicos e sincronizados com as 
companheiras e a música. 
Ginástica de Trampolim 
 
 Ainda que seu surgimento seja impreciso, é sabido que na Idade Média os 
acrobatas de circo utilizavam tábuas de molas em suas apresentações e os trapezistas 
realizavam novos saltos a partir do impulso realizado em uma rede de segurança. Contudo, 
apenas no início do século XX, apareceram as performances realizadas em "camas de pular", 
enquanto forma de entretenimento. Na história circense, estudiosos supõem que o acrobata 
Du Trampolin, aproveitou a impulsão da rede de proteção como forma de decolagem. Mais 
tarde, o aparelho sofreu um outro tipo de modificação, nos Estados Unidos, para atividade de 
queda e mergulho. 
 
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 Enquanto esporte, o trampolim foi criado por George Nissen, em 1936, e 
institucionalizado como modalidade esportiva nos programas de Educação Física em escolas, 
universidades e treinamentos de militares. Popularizado, é praticado por profissionais do 
esporte e amadores. Como modalidade regida pela FIG, o trampolim consiste em liberdade, 
vôo e espaço. Inúmeros mortais e piruetas são executados a oito metros de altura e requerem 
precisão técnica e preciso controle do corpo. As competições são individuais ou sincronizadas 
para os homens e para as mulheres. São usados um e dois trampolins para um ou dois atletas 
de performances parecidas que devem executar uma série de dez elementos. 
 
Ginástica Acrobática 
 
 Embora a acrobacia, enquanto prática, tenha desenvolvido-se durante o século 
VIII, devido ao surgimento do circo, as primeiras competições do esporte datam do século XX, 
com o primeira realizada em 1973. Nesse mesmo ano, fora criada Federação Internacional de 
Esportes Acrobáticos, fundida, em 1998, à FIG. 
 
 Esta modalidade tem por objetivo o trabalho em grupo e a cooperação. Confiar no 
parceiro é habilidade imperativa para o trabalho em equipes, que consiste em beleza, 
dinâmica, força, equilíbrio, destreza, coordenação e flexibilidade. Suas competições possuem 
cinco divisões: par feminino, par masculino, par misto, trio feminino e quarteto masculino. As 
rotinas são executadas em um tablado de 12x12 metros, em igual medida ao da prática 
artística. Os acrobatas em grupo devem executar três séries: de equilíbrio, dinâmica e 
combinada. Uma de Equilíbrio, uma Dinâmica e outra Combinada. As séries dinâmicas são mais 
ativas e com elementos de lançamentos com vôos do ginasta. As de equilíbrio valorizam os 
exercícios estáticos. Em níveis mais altos, a combinada é um misto das duas séries 
anteriormente citadas. Todas as apresentações são realizadas com música, a fim de enriquecer 
os movimentos corporais. 
 
Ginástica Aeróbica 
 
 Esta modalidade - elaborada por Kenneth Cooper - foi inicialmente desenvolvida 
para o treinamento de astronautas. Mais tarde, a iniciativa fora continuada por Jane Fonda, 
que expandiu o programa técnica e comercialmente para se tornar a popular fitness aerobics. 
Assim, a ginástica aeróbica surgiu no final da década de 1980 como forma de praticar 
exercícios físicos, voltada para o público em geral. Pouco depois, tornou-se também um 
esporte competitivo para ginastas de alto nível. Quatorze anos mais tarde, a Federação 
Internacional organizou os campeonatos mundiais da modalidade, cuja primeira edição 
contabilizou a participação de 34 países. Esta disciplina requer do ginasta um elevado nível de 
força, agilidade, flexibilidade e coordenação. Piruetas e mortais, típicos da ginástica artística, 
não são movimentos executados pela modalidade aeróbica. Seus eventos são divididos em 
cinco: individual feminino e masculino, pares mistos, trios e sextetos. De acordo com a FIG, o 
Brasil é o país com o maior número de praticantes da ginástica aeróbica, com mais quinhentos 
mil praticantes. Estados Unidos, Argentina, Austrália e Espanha, são outros países de práticas 
destacadas. 
 
 
 
DIDÁTICA DA GINÁSTICA – ÁTILA CASTRO PAIVA 
 
 
2016 
 
 Página 
117 
 
 
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