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DIREITO PROCESSUAL CIVIL  2° bimestre

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além da arguição de incompetência pela parte, em caso de incompetência absoluta pode ser verificada de oficio pelo órgão jurisdicional , tem também o controle de competência no curso do processo, incidente de conflito de competências (quando dois são igualmente competentes para a mesma causa (conflito positivo) ou negam sua competência atribuindo um ao outro (conflito negativo)
Art. 64.  A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação.
§ 1o A incompetência absoluta pode ser alegada em qualquer tempo e grau de jurisdição e deve ser declarada de ofício.
§ 2o Após manifestação da parte contrária, o juiz decidirá imediatamente a alegação de incompetência. O JUIZ NÃO DÁ SEQUENCIA SE NÃO DECIDIR SE ELE VAI JULGAR
§ 3o Caso a alegação de incompetência seja acolhida, os autos serão remetidos ao juízo competente. NÃO É EXTINTO O PROCESSO, ELE SÓ VAI REMETER AO JUIZADO CORRETO. No juizado especial onde as partes vão sozinhos reclamar no balcão o juiz alega a incompetência e manda as partes buscar o juizado correto.
§ 4o Salvo decisão judicial em sentido contrário, conservar-se-ão os efeitos de decisão proferida pelo juízo incompetente até que outra seja proferida, se for o caso, pelo juízo competente. MEDIDAS DE URGENCIA POR JUIZO INCOMPETENTE, MANTEM OS EFEITOS E REMETE AO JUIZO COMPETENTE.
Art. 65.  Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação.
Parágrafo único.  A incompetência relativa pode ser alegada pelo Ministério Público nas causas em que atuar.
Art. 66.  Há conflito de competência quando:
I - 2 (dois) ou mais juízes se declaram competentes;
II - 2 (dois) ou mais juízes se consideram incompetentes, atribuindo um ao outro a competência;
III - entre 2 (dois) ou mais juízes surge controvérsia acerca da reunião ou separação de processos. CONEXÃO E CONTINENCIA.
Parágrafo único.  O juiz que não acolher a competência declinada deverá suscitar o conflito, salvo se a atribuir a outro juízo.
PERPETUAÇÃO DA JURISDIÇÃO
 Determina-se a competência com base nos fatos existentes e nas normas em vigor no momento do ajuizamento da ação. Posteriores alterações fáticas serão irrelevantes. Tem exceção, quando a mudança superveniente implicar supressão (extinção) de um órgão judiciário, ou alteração de competência absoluta.
Ex se uma nova comarca é criada, as ações que em tese seriam de competência dela mas já estão em tramite em outra comarca, nessa permanecerão, mas se uma comarca é extinta, as causas desta comarca deverão ser remetidas ao juízo de outro foro. 
A criação de uma vara especializada (família) em uma comarca onde não tinha varas especializadas, a aão deve ser remetida para o novo juízo, mesmo que já estivesse em tramite pois a inovação gera uma competência absoluta.
13-05-2016
A AÇÃO
-conceito: contrapartida natural a proibição de tutela privada. Direito a uma tutela jurisdicional adequada, efetiva e tempestiva mediante processo justo. Quando o estado proíbe a autotela, surge para os jurisdicionados o direito de provocar a jurisdição, tirar a jurisdição da inércia, o Estado não age de oficio, depende da provocação da parte interessada. A violação do direito material que dá ensejo ao processo, é um direito autônomo, sem a violação do direito material não existe o direito de ação, sempre que houver violação ou ameaça ao direito material ,surge o direito de ação, de provocar a tutela jurisdicional. Se desdobra direito de obter a tutela jurisdicional em tempo hábil. E as duas dependem uma da outra.
Quando se diz que alei não excluirá afirmação de direito , não é necessário ser titular de um direito para propor uma ação, o direito de afirmação traz implícita possibilidade de sua efetiva apreciação pelo poder judiciário.
O exercício do direito de ação resulta na instauração do processo e, a partir dai, as normas processuais regulam tudo quanto se refira à ação, como resultado do exercício desse direio
Ação não é um ato solitário, uma simples demanda (o requerimento inicial de tutela jurisdicional.) passa por várias fases até chegar ao julgamento.
Ação desenvolve-se com objetivo de permitir o julgamento do mérito e no caso do reconhecimento do direito material, ainda se mantem presente para exigir que os meios executivos da sentença e procedência propiciem a efetividade da tutela do direito.
O direito de ação como direito de tutela jurisdicional adequada determina a previsão
-procedimento com nível de cognição apropriada tutela do direito pretendida
- de distribuição adequada do ônus da prova, inclusive com possibilidade de modificação
- de técnicas antecipatórias idôneas e distribuir isonômicamente o ônus do tempo do processo, seja em face de urgência, seja da evidencia. 
-De formas de tutela jurisdicional com executividade essencial fundamental.
-de técnicas executivas idôneas
- de standards para valoração probatória pertinentes a natureza do direito maerial de batidos em juízo
Na fase sincretista não havia:
Fase autonomista
Estamos na fase instrumental:
1856- polemica entre Windscheld e Muther:Windche disse que eram face da mesma moeda e muther desenvolveu um texto para criticar windshi os direitos não eram faces da mesma moeda, o direito material o autor exercita em face do réu e o direito de ação eu exercito em face doestado. Depois ele mudou de opinião
1949- Liebrman e as condições da ação tem muitas teorias a respeito do processo e muitas aceitas pelo direito brasileiro o cod de 73
REGULAÇÃO PROCESSUAL DO EXERCICIO DA AÇÃO: esse direito se subemte a regras processuais, devendo repeitar requisitos próprios, se eles estiverem presentes configura-se a admissibilidade da ação, dando ensejo ao processo de conhecimento, se profira a sentença de mérito, pela procedência ou improcedência do pedido formulado pelo autor. Legitimidade e interesse processual, se não houver uma delas o juiz por fim no processo sem o julgamento do mérito.
O SISTEMA ADOTADO PELO PROCESSO CIVIL BRASILEIRO: não se usa mais o termo condições de ação e adotou-se o termo pressupostos processuais das condições de ação, chamando todos de pressupostos de admissibilidade de tutela jurisdicional, mas por não haver sentido em diferenciar a condição de ação do pressuposto processual.
INTERESSE PROCESSUAL: interesse de agir compõe se de dois aspectos que traduzem a necessidade- utilidade . Configura-se interesse com a necessidade de proteção jurisdicional e a utilidade e adequação das providencias pleiteadas para supri-las. O interesse nasce da necessidade da tutela jurisdicional do Estado, invocada por meio adequado, que determinar é o resultado útil, a presença do interesse não determina a procedência do pedido, mas viabiliza a apreciação do mérito, permitindo que o resultado seja útil.
LEGITIMIDADE DAS PARTES: autor e ´reu deve ser partes legitimas , deve haver ligação entre eles e o objeto do direito firmado em juízo. O autor deve ser o titular do direito e o réu é preciso que haja relação de sujeição diante da pretensão do autor.
-LEGITIMAÇÃO ORDINÁRIA: aqueles que figuram nos polos opostos do conflito apresentados pelo autor correspondam aos que figuram como autor e réu.
-LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA: (substituição processual e legitimidade extraordinária em sentido estrito): terceiro juridicamente interessado (procurador, ministério publico
Teoria das condições da ação: ele diz que existem 3 planos no processo como um todo: plano da ação; do processo e do mérito, o juiz deveria ultrapassar os planos da ação e do processo para julgar o mérito. O juiz deve ver se a ação existiu par. Pressupostos formais para dar validade ao processo e só depois ele deveria julgar o mérito. Para ele eram preciso 3 condições para dar legitimidade no processo
-legitimidade: legitimidade para a causa, legitimidade das partes devem ser legitimas para a causa, significa que ninguém pode pleitear direito alheio em nome próprio (verificar se a parte autora é efetivamente quem se declara como titular do interesse a