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Posicionamento do Paquistão na Guerra do Iraque
	De acordo com Em 1999, com a derrubada do Primeiro Ministro Nawaz Sharif pelo General Pervez Musharraf, que assumiu a chefia do governo, os Estados Unidos aplicaram sanções, a título de represália pela queda do regime democrático. Entretanto, após setembro-outubro de 2001, quando Islamabad (capital do Paquistão) rompeu com o Talibã e apoiou a campanha norte-americana no Afeganistão, Washington suspendeu a aplicação de sanções e retomou a assistência econômica. Porém o governo paquistanês, diante da intensa oposição interna, teve de se distanciar da política norte-americana em relação ao Iraque. Os Estados Unidos, por sua vez, em 2003, aplicaram sanções ao laboratório paquistanês KRL (Khan Research Laboratories). Ao mesmo tempo, porém, assinaram acordo que confere importantes vantagens econômicas ao Paquistão.
“A posição do governo antes da guerra, de acordo com o primeiro-ministro foi que "deve a ação militar se tornar inevitável, isso deve ser decidido no âmbito da ONU". Mais tarde, em seu primeiro discurso à nação através da mídia eletrônica, ele deixou claro que iria "ser extremamente difícil para o Paquistão apoiar a guerra contra o Iraque." No entanto, o Paquistão decidiu não apoiar nem se opor a segunda resolução do Conselho de Segurança introduzido por US , Reino Unido e Espanha, mas abster-se.”
Para além destes incentivos políticos e econômicos do exterior, havia uma enorme pressão sobre o Paquistão para apoiar os esforços dos EUA contra o Iraque. O Paquistão é um membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU e os EUA, espera-se para votar a favor da sua resolução, uma vez que estava ciente da oposição de França, Rússia e China.
Partidos contrarios ao governo de Musharraf organizaram uma série de marchas contra a guerra. Não há apoio popular à guerra dos EUA contra o Iraque ou para a política do Paquistão em relação a ele. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Herald, antes do início da guerra, 68 por cento dos entrevistados queriam que o governo do Paquistão a tomar uma posição anti-guerra, enquanto 29 por cento queria manter-se neutro enquanto 3 por cento queria o governo a adotar uma prowar posição.
Sendo pressionado por ambos os lados, o governo decidiu abster-se, como isso foi visto como a única saída para satisfazer ambos os lados.
O governo Jamali é visto como o fantoche dos militares, que é por sua vez de ser visto como apoiadores norte-americanos.
“O Primeiro Ministro Zafarullah Jamali e o Ministro Khurshid Kasuri, dos Negócios Estrangeiros, receberam telefonemas de dirigentes dos dois grupos de potências. Também ocorreram visitas de alto nível, efetuadas tanto pelos Estados Unidos quanto pelo Iraque. O país mais influente no Paquistão são os Estados Unidos. Porém a população paquistanesa está contra a guerra. O prestígio da Rússia, da Alemanha e da Franca aumentou de maneira visível, com pronunciamentos favoráveis de dirigentes partidários e artigos na imprensa sobre a atitude desses países. A China, que já dispunha de excelente imagem no Paquistão, foi mais uma vez louvada por não aderir á coalizão voltada contra o Iraque. O governo paquistanês anunciou sua posição contrária à guerra no Iraque, sem entretanto criticar frontalmente os Estados Unidos.” (ARANTES JUNIOR p.
Intensa oposição interna.
Em 1999, com a derrubada do Primeiro Ministro Nawaz Sharif pelo General Pervez Musharraf, que assumiu a chefia do governo, os Estados Unidos aplicaram novas sanções, a título de represália pela queda do regime democrático. Entretanto, após setembro-outubro de 2001, quando Islamabade rompeu com o Talibã e apoiou a campanha norte-americana no Afeganistão, Washington suspendeu a aplicação de sanções e retomou a assistência econômica, além de procurar conter a Índia, em momentos de confronto mais grave com o Paquistão. Continua a colaboração entre Islamabade e Washington no que diz respeito ao Afeganistão, ao Talibã e à Al-Qaida, porém o governo paquistanês, diante da intensa oposição interna, teve de se distanciar da política norte-americana em relação ao Iraque. Os Estados Unidos, por sua vez, em 2003, aplicaram sanções ao laboratório paquistanês KRL (Khan Research Laboratories). Ao mesmo tempo, porém, assinaram acordo que confere importantes vantagens econômicas ao Paquistão. Essas questões serão examinadas a seguir.
Referências:
South Asia Terrorism Portal – Disponível em: <http://www.satp.org/satporgtp/exclusive/iraq/pakistan_gov.htm> Acesso em: 17/06/2016
JUNIOR ARANTES, Abelardo. O Paquistão e as estratégias ocidentais para a Ásia Meridional. Scielo, 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292003000100009> Acesso em: 17/06/2016
Ministry of Foreign Affairs – Government of Pakistan. Disponível em: <http://www.mofa.gov.pk/> Acesso em: 13/06/2016
CHANDRAN, Suba. War on Iraq: Implications for Pakistan. Institute of Peace and Conflict Studies issue brief, 2003. Disponível em: <http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:yJb3Uoh1eQIJ:www.ipcs.org/pdf_file/issue/362210788IB06-SubaChandran-WarOnIraqPakistan.pdf+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-b-ab> Acesso em: 13/06/2016

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