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AVALIAÇÃO AV3.
Curso: ENGENHARIA CIVIL – 10o Semestre
CCE0288 – Pontes – Turmas 3002 e 3003
Professor: RICARDO DAIBERT PINTO Data da prova: 12/12/2014
Período: 2014/02 Período: Noite
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Questões Propostas
(1,0 ponto) 1. Nas pontes construídas com a técnica dos balanços sucessivos e dos deslocamentos
progressivos, moldados no local ou pré-moldados, o uso da seção celular é praticamente inevitável.
Qual a causa que leve a esta análise estrutural?
Resposta: altos momentos negativos que ocorrem durante a fase construtiva, o que praticamente
inviabiliza o uso de outro tipo de seção transversal.
(1,0 ponto) 2. Defina o que é um encontro?
Resposta: Denomina-se encontro, o pilar que situado na extremidade da ponte, na transição entre
a ponte e o aterro da via, tem a finalidade suplementar de arrimar o solo do aterro. Os encontros
são elementos de transição entre a estrutura da ponte e o terrapleno, e têm a dupla função, de
suporte da ponte, e de proteção do aterro contra a erosão.
(1,0 ponto) 3. Descreva qual a principal desvantagem de aparelhos de apoio metálicos, fixos ou
móveis.
Resposta: Os aparelhos de apoio metálicos (Fixos ou móveis) exigem manutenção periódica, pois
a sujeira e a corrosão do metal podem prejudicar o seu funcionamento correto.
(1,0 ponto) 4. Qual a diferença principal entre uma articulação mesnager e uma articulação do tipo
freyssinet?
Resposta: Ambas são obtidas pelo estrangulamento da seção do elemento de concreto, porém, na
articulação freyssinet, a reação transmitida pela articulação é resistida apenas pelo concreto do
trecho estrangulado. Na articulação mesnager, o concreto do trecho estrangulado não é
considerado como elemento resistente à reação transmitida pela articulação, e tem como única
função proteger a armadura, que portanto deve estar dimensionada para resistir a toda a reação.
(1,5 pontos) 5. O aterro existente atrás do encontro, mesmo bem compactado, recalca mais do que
a extremidade da ponte, surgindo assim uma depressão que é incômoda para o tráfego de alta
velocidade, conforme figura abaixo. Descreva a solução técnica encontrada para equacionar o
problema, dando os parâmetros dimensionais adequados ao pré dimensionamento.
Resposta: Essa depressão pode ser compensada por uma laje de transição que se apoia
rigidamente no encontro e que ao longo da sua extensão acompanha o assentamento do aterro.
(1,5 pontos) 6. Os pilares estão submetidos a esforços verticais e horizontais. Descreva como são
produzidos estes esforços.
Resposta:
a) Esforços verticais são produzidos por:
• Reação do carregamento permanente sobre a superestrutura (Rg);
• Reação da carga móvel sobre a superestrutura (Rq).
Como a carga móvel assume várias posições, determina-se uma reação máxima e uma reação
mínima, a qual pode ser negativa;
• Peso próprio do pilar e das vigas de travamento.
b) Esforços horizontais:
b.1) Esforços longitudinais:
• Frenagem ou aceleração da carga móvel sobre o tabuleiro;
• Empuxo de terra e sobrecarga nas cortinas;
• Componente longitudinal do vento incidindo na superestrutura
b.2) Esforços transversais:
• Vento incidindo na superestrutura;
• Força centrífuga (pontes em curva horizontal);
• Componente transversal de empuxo nas cortinas (pontes esconsas)
b.3) Esforços Parasitários:
• Variação de temperatura do vigamento principal;
• Retração do concreto do vigamento principal;
b.4) Esforços que atuam diretamente nos pilares:
• Empuxo de terra;
• Pressão do vento;
• Pressão de água.
(3,0 pontos) 7. Para a ponte rodoviária dada abaixo, calcular a ação do vento (componente
longitudinal) em cada um dos pilares – considerar:
1) A ponte carregada.
2) Rigezas dos pilares:
Para P1 e P1A - K1 = 369 tf/m³
Para P2 e P2A - K2 = 339 tf/m³
Para P3 e P3A - K3 – 277 tf/m³
∆ = Fvl / ki
Fi = Ki x ∆ e Fi = (Fi) / n
Resposta:
Considerando a ponte carregada, teremos o seguinte modelo, de acordo com a norma brasileira:
Σ
FvL = componente longitudinal do vento;
qv = carga de vento sobre a ponte
qv = 150 kgf/m² para ponte descarregada;
qv = 100 kgf/m²para ponte carregada
h = altura da superestrutura;
hTB = altura da carga móvel (2,0 m)
l = comprimento total da ponte
Cálculo do componente do esforço longitudinal do vento em cada um dos pilares:
Fi = Ki x ∆ e Fi = 1 / n (Fi)
Onde “n” corresponde ao número de pilares da linha de pilares.
a) Cálculo para a linha de pilares – eixo 1 – n = 2:
F1 = F1A = (369 x 0,00548) / 2 F1 = F1A = 1,01 tf/m²
b) Cálculo para a linha de pilares – eixo 2 – n = 2:
F2 = F2A = (339 x 0,00548) / 2 F2 = F2A = 0,93 Kgf/m²
c) Cálculo para a linha de pilares – eixo 3 – n = 2:
F3 = F3A = (277 x 0,00548) / 2 F3 = F3A = 0,76 Kgf/m²
F = Σ Fi logo, F = F1 + F1A + F2 + F2A + F3 + F3A
F = 1,01 + 1,01 + 0,93 + 0,93 + 0,76 + 0,76 F = 5,40 tf / m²
Assim, teremos:
Fvl = qv x (0,25 x h + 0,40 htb) x L
Fvl = 100 x {0,25 x (1,60 + 0,87) + 0,40 x 2,00} x 38,00
Fvl = 5.386,50 Kgf/m² = 5,40 tf/m²
Considerando as rigezas, teremos: ki = Fi / ∆
Onde,
Ki – Rigeza do Pilar i; Fi – Componente da força longitudinal do vento no pilar i;
∆ - deslocamento do topo do pilar i
Logo: ∆ = Fvl / ki = 5,40 / (369 + 339 + 277)
∆ = 5,40 / 985 ∆ = 0,00548 mts