Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DA BAHIA Campus Edgard Santos Farmácia 2015.1 Disciplina: Fundamentos de Química Geral – Química Geral I Professora: Cristiane Fabricio Nunes Stênio Fralan de Souza Wendel Moitinho Cardoso PRATICA IV: Soluções e Determinação do teor de álcool na gasolina Barreiras – BA Abril de 2015 Introdução Quando juntamos duas espécies químicas diferentes e, não houver reação química entre elas, isto é, não houver formação de nova(s) espécie(s), teremos uma mistura; Quando na mistura tiver apenas uma única característica em toda a sua extensão teremos uma mistura homogênea e, se tiver mais de um aspecto a mistura será heterogênea. Na mistura de água e óleo temos dois aspectos, isto é, temos duas fases, então a mistura é bifásica. Na mistura de água, óleo e clorofórmio temos três aspectos, isto é, temos três fases, então a mistura é trifásica. Soluções são misturas homogêneas de dois ou mais componentes, sendo que estes estão misturados uniformemente em nível molecular. Em nosso cotidiano temos diversos exemplos de soluções, como por exemplo, o ar atmosférico, a água do mar, ligas metálicas como o latão e o bronze, etc. Então o objetivo da prática é determinar o teor de etanol na gasolina pela separação de fases. Procedimento Experimental Materiais e Métodos Materiais Reagentes Béquer de 50 mL NaCl(s) Vidro de Relógio Gasolina Balão volumétrico de 25 mL Água destilada Bastão de vidro Proveta de 50 mL Espátula Pisseta Funil de Separação com tampa Balança Analítica Béquer de 500 mL Termômetro de 0 a 100 C com décimo de grau Tabela 1. Matérias e Reagentes utilizados. Procedimento Experimental Procedimento 1 Realizou-se os cálculos para determinar a quantidade de cloreto de sódio necessária para que a solução de 25 ml tivesse uma concentração molar de NaCl igual a 0,5 Mol/L. Procedimento 2 O 2° procedimento foi a de determinação do teor de etanol na gasolina comum a partir da diferença de fases em um funil de separação com a solução de NaCl 0,5 Mol/L. Resultado de discurssão Primeiro realizou o calculo da massa molar do NaCl, onde: Na = 22,98 g/mol e Cl = 35,45 g/mol. Massa Molecular = Massa Molar 1 + Massa Molar 2 Massa Molecular = 22,98 g/mol Na + 35,45 g/mol Cl Massa Molecular = 58,44 g/mol Em seguida o calculo para determinar a massa de NaCl a ser pesada para 1L de solução. 1 mol NaCl -------- 58, 44 g/mol 0,5 mol NaCl -------- X g/mol X = 58,44 x 0,5 X = 29,22 g/mol Assim temos que, um mol de NaCl pesa 58,44 g e que 0,5 mol pesa 29,22 g. A partir disso calculamos a massa de NaCl para que tenha a concentração desejada no volume de 25 ml. 29,22 g ------ 1000 ml X g ------ 25 ml X = 730,5 g.ml /1000 ml X = 0,7305 g de NaCl Então pesou-se massa de 0,7305 g e NaCl em um vidro relógio e dissolveu em água destilada em um béquer com o auxilio de uma bastão de vidro, em seguida o liquido foi levado para um balão volumétrico de 25 ml e preenchido com água destilada até o menisco. Obtendo então uma solução de NaCl a 0,5 M. A segunda parte do procedimento teve inicio com aferimento de 25 ml de gasolina comum em uma proveta e logo em seguida adicionou a solução de NaCl 0,5 M. Em seguida o liquido da proveta foi transferido para um funil de separação e foi agitado. Após isso, deixou o funil com o liquido descansar por alguns minutos e foi possível observar a separação de fases entre a gasolina e o álcool com a solução de NaCl. Isso ocorre divido o etanol possuir uma parte polar e outra apolar, sendo que sua parte apolar é atraída pelas moléculas da gasolina que também são apolares pela força de dipolo induzido. Mas, a sua parte polar, caracterizada pela presença do grupo OH é atraída pelas moléculas de água, que também são polares, realizando ligações de hidrogênio que são bem mais fortes que as ligações do tipo dipolo induzido. Como a água é mais densa, ela ficará na parte inferior e a gasolina na parte superior, assim retirou-se a tampa do funil e coletou a fase mais densa (Solução de NaCl + Etanol) observando o volume retirado, que foi de 32,5 ml. A partir de desse valor podemos determinar o teor de etanol que estava incialmente presente na gasolina. Onde na mistura com 32,5 ml estão presente as 25 ml da solução de NaCl, sendo assim o volume de etanol retirado foi de 7,5 ml , logo, das 25 ml inicial de gasolina 7,5 eram etanol, restando 17,5 ml de gasolina. Com esses valore realizamos o calculo da porcentagem de etanol presente na gasolina. 25 ml ------ 100% 17,5 ml ------ X X = 1750/25 X = 70 % Assim temos que da gasolina 70% da eram composto de gasolina “pura” e 30% correspondia ao etanol contido na gasolina. Conclusões Segundo resultados encontrados a gasolina analisada é tida como adulterada, pois desde 16 de março de 2015, o percentual obrigatório de etanol anidro combustível na gasolina comum é de 27% e 25% na gasolina premium, sendo que a margem de erro é de 1% para mais ou para menos.. A porcentagem encontrada de etanol foi de 30%, valor superior ao permitido, no entanto, o teste foi realizado a uma temperatura de 24 °C, e segundo procedimento padrão da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a temperatura é de 20 °C, fator que pode ter gerado erros nos resultados obtidos. Referências BROWN, T.L.; Jr, H.E.L. Química a Ciência Central, 9ª ed. Ed. Prentice Hall. São Paulo, 2005. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10203.htm. Acessado em 02 de maio de 2015 http://www.jusbrasil.com.br/diarios/560312/pg-4-secao-1-diario-oficial-da-uniao-dou-de-28-05-2003. Acessado em 02 de maio de 2015 http://www.anp.gov.br/?pg=74539&m=teor%20de%20etanol%20na%20gasolina&t1=&t2=teor%20de%20etanol%20na%20gasolina&t3=&t4=&ar=0&ps=1&1430658392207 Acessado em 02 de Maio de 2015. http://nxt.anp.gov.br/NXT/gateway.dll/leg/resolucoes_anp/2007/mar%C3%A7o/ranp%209%20-%202007.xml?f=templates$fn=document-frame.htm$3.0$q=$x=$nc=2623 Acessado em 02 de Maio de 2015.