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Crimes Cometidos Contra a Administração da Justiça

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ART. 168, § 1º, III, CP. RECURSOS DEFENSIVO E MINISTERIAL. DESCLASSIFICAÇÃO. DELITO DE EXERCÍCIO ARBITRÁRIO DAS PRÓPRIAS RAZÕES. IMPOSSIBILIDADE. DOSIMETRIA. PENA-BASE. PLEITO DE AUMENTO. BIS IN IDEM. NÃO ACOLHIMENTO. QUANTUM DE AUMENTO. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. JÁ RECONHECIDA NA SENTENÇA. CRIME CONTINUADO. NÚMERO DE CRIMES. MOMENTO CONSUMATIVO. 
1. Inviável operar-se a desclassificação do crime de apropriação indébita para exercício arbitrário das próprias razões se o réu não comprovou que teria agido com a intenção de ressarcir-se de supostos indevidos descontos em seu salário. 
Recurso da defesa conhecido e parcialmente provido. (Acórdão n.778089, 20100710303823APR, Relator: CESAR LABOISSIERE LOYOLA, Revisor: ROBERVAL CASEMIRO BELINATI, 2ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 27/03/2014, Publicado no DJE: 14/04/2014. Pág.: 181)
Art. 346 - Tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de terceiro por determinação judicial ou convenção:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
Modalidade de exercício arbitrário das próprias razões 
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo:
5. Consumação e tentativa 
6. Questões especiais 
Coisa alheia = art. 155.
Objeto material comum = Art. 156 
7. Pena e ação penal 
“Para a configuração do tipo pretendido, imprescindível que a coisa arrebatada fosse de propriedade do inculpado, o que não ocorre na espécie, porquanto, ao emitir os títulos, a propriedade destes passa a ser do portador ou do beneficiário. No momento em que repassada a cártula para terceiro, opera-se a tradição, com o que o subscritor deixa de ser proprietário dela. (TJRS, ACR 70029603396/2010)
Fraude processual
Art. 347 - Inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito:
Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa.
Parágrafo único - Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal, ainda que não iniciado, as penas aplicam-se em dobro.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
Inovar (mudar, alterar);
Artificiosamente (mediante artifício ou ardil);
O estado de lugar, de coisa ou de pessoa.
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Figura majorada 
7. Pena e ação penal 
9. Julgados
PENAL E PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. HOMICÍDIO E FRAUDE PROCESSUAL. DESPRONÚNCIA. INVIABILIDADE. PROVA DA MATERIALIDADE E INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. 
1. O juízo de pronúncia restringe-se à admissibilidade da acusação, perquirindo-se apenas se há prova da materialidade do delito e indícios suficientes de autoria, não sendo necessário o juízo de certeza que se exige para a condenação. 
2. Prescindível a existência de processo penal em curso ou até mesmo de inquérito policial para a configuração do crime de fraude processual penal, conforme indica o parágrafo único do artigo 347 do CP. 
3. Caracterizado o crime de fraude processual, havendo provas nos autos da existência do delito e indícios de autoria e inexistindo excludente de ilicitude ou de culpabilidade, não há como admitir o pedido de absolvição sumária. 
4. Recurso conhecido e desprovido. 
(Acórdão n.737739, 20091210019637RSE, Relator: JESUINO RISSATO, 3ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 21/11/2013, Publicado no DJE: 26/11/2013. Pág.: 255)
“Conforme narra a denúncia, o acusado teria modificado a posição do corpo da vítima e colocado uma faca sob sua mão, com a finalidade de induzir a erro os peritos criminais que examinariam o local, conduta que configura o delito de fraude no processo penal.”
S.T.J. Por falta de teses jurídicas antagônicas, a ministra Regina Helena Costa, do Superior Tribunal de Justiça, rejeitou Embargos de Divergência interpostos pela defesa do empresário e ex-senador pelo Distrito Federal Luiz Estevão. Com isso, foi mantida sua condenação a três anos e seis meses de prisão por ter apresentado documentos falsos para a liberação de bens indisponibilizados por decisão judicial.
Favorecimento pessoal
Art. 348 - Auxiliar a subtrair-se à ação de autoridade pública autor de crime a que é cominada pena de reclusão:
Pena - detenção, de um a seis meses, e multa.
§ 1º - Se ao crime não é cominada pena de reclusão:
Pena - detenção, de quinze dias a três meses, e multa.
§ 2º - Se quem presta o auxílio é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, fica isento de pena. 
1. Bem jurídico tutelado: 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo: o advogado? A vítima? O Auxílio anterior ou durante a ação criminosa?
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa: 
6. Forma privilegiada § 1º.
7. Questões especiais 
Se o auxílio é prestado antes da consumação do delito.
Artigo 352 do CP. Fuga!!!
Escusa absolutória do § 2º do artigo 346 (226, § 3º da CF)
Auxílio ao Contraventor?
Auxílio do menor infrator?
Início da ação penal pelo crime de favorecimento somente após o julgamento do crime anterior? Conexão probatória. Apuração dos dois crimes em mesmo processo. 
8. Pena e ação penal 
9. Julgado
“RECURSOS DE APELAÇÃO CRIMINAL. FAVORECIMENTO PESSOAL E ROUBO IMPRÓPRIO. CONDENAÇÃO. RECURSOS DA DEFESA DOS RÉUS. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO. INVIABILIDADE. PROVAS SUFICIENTES DE AUTORIA E MATERIALIDADE. DESCLASSIFICAÇÃO PARA FURTO. IMPOSSIBILIDADE. ROUBO IMPRÓPRIO DEVIDAMENTE CONFIGURADO. REDUÇÃO DAS PENAS. AFASTAMENTO DA ANÁLISE DESFAVORÁVEL DA PERSONALIDADE. COMPENSAÇÃO DA ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. POSSIBILIDADE. PEDIDO DE RECORRER EM LIBERDADE. NÃO DEFERIMENTO. GRATUIDADE DE JUSTIÇA. COMPETÊNCIA DA VARA DE EXECUÇÕES PENAIS. RECURSOS CONHECIDOS E PARCIALMENTE PROVIDOS. 
1. Inviável atender ao pleito absolutório pela conduta descrita no artigo 348, caput, do Código Penal (favorecimento pessoal), se comprovado que o primeiro apelante, ciente que a acusada havia acabado de promover a subtração de mercadorias, prestou auxílio a esta visando propiciar que ela não sofresse a ação da autoridade pública, tendo a transportado para local afastado onde, contudo, foi localizada e presa. (Acórdão n.681157, 20120310252567APR, Relator: ROBERVAL CASEMIRO BELINATI, Revisor: JOÃO TIMÓTEO DE OLIVEIRA, 2ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 28/05/2013, Publicado no DJE: 04/06/2013. Pág.: 251)
Favorecimento real
Art. 349 - Prestar a criminoso, fora dos casos de coautoria ou de receptação, auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime:
Pena - detenção, de um a seis meses, e multa.
1. Bem jurídico tutelado 
2. Sujeitos do crime 
Sujeito ativo 
Sujeito passivo 
3. Tipo objetivo: 
4. Tipo subjetivo: 
5. Consumação e tentativa 
6. Questões especiais:
Favorecimento real X pessoal. 
Artigo 349 X Artigo 180 do CP. 
8. Pena e ação penal 
9. Julgado
PENAL E PROCESSO PENAL. POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO. MATERIALIDADE E AUTORIA COMPROVADAS. DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE FAVORECIMENTO REAL. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DO DOLO ESPECÍFICO. SENTENÇA CONDENATÓRIA MANTIDA. 
1. Se a defesa não comprovou que o réu, no momento em que guardou a arma em sua residência, tinha conhecimento prévio do crime de tentativa de homicídio cometido, bem como sua intenção de prestar auxílio ao criminoso com a vontade de tornar seguro o proveito do crime, não restando provada a conexão entre os crimes, não há falar em crime de favorecimento real, sobretudo quando a materialidade e a autoria do crime de posse irregular de arma de fogo encontram-se demonstradas pelas provas dos autos e pelo depoimento das testemunhas. 
2. Recurso conhecido e desprovido. 
(Acórdão n.766431, 20131210018512APR, Relator: JOÃO BATISTA TEIXEIRA, 3ª Turma Criminal, Data de Julgamento: 06/03/2014, Publicado no DJE: 12/03/2014. Pág.: 247)
Art. 349-A