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História da Psicanálise e Sigmund Freud

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PSICANÁLISE 
Dra. MARIA ELISA PACHECO
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HISTÓRIA
É impossível não relacionar a história da psicanálise com Sigmund Freud, seu criador e principal teórico da área. 
Freud começou a estudar medicina em Viena em 1873, ele queria buscar a compreensão do mundo. 
Por ser judeu, sofreu muito preconceito na universidade e se acostumou a fazer o papel de figura da oposição. 
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Freud sempre se interessou mais pelas áreas da psiquiatria e neurologia na faculdade. A histeria também tem uma influência no surgimento da psicanálise, 
Freud e Breuer começaram a utilizar a técnica da hipnose para suprimir a histeria. 
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Em Estudos Sobre a Histeria, livro publicado pela dupla em 1895, apresenta a ideia de que a histeria teria origem em lembranças traumáticas, reprimidas pela pessoa. 
Depois disso, Freud abandona a hipnose, por sentir que o tratamento não era completo, e começa a utilizar a técnica de cura através da conversa. 
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	Em 1895, Freud rompe com Breuer e passa a trabalhar na psicanálise sozinho. O que foi bom, pelo fato de Freud não precisar atender a reuniões, embates com pessoas contrárias a suas ideias e com isso ganhava mais tempo para trabalhar suas teorias e melhorar seu atendimento.
 Nesse período ele lança uma série de livros de suma importância para a psicanálise, um deles é “A Interpretação dos Sonhos”.
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Em 1902, a psicanálise começa a ganhar espaço no meio acadêmico, quatro anos depois Freud começa a corresponder com Jung que se tornou importantíssimo para ele. Freud entendia que Jung era a pessoa ideal para continuar seu trabalho, porque além de ser inteligente, não era judeu e o avanço da psicanálise não seria prejudicado pelo preconceito. 
Em 1913 Freud rompe com Jung por tentar desvincular a sexualidade como centro da teoria freudiana. Freud funda a IPA (Associação Internacional de Psicanálise) com intuito de promover a ciência da psicanálise. 
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A psicanálise começou inicialmente investigando a parte fisiologia onde procuravam compreender e localizar nas regiões do cérebro a causa dessas doenças, sem se dar conta que não compreendiam o fator psíquico. 
Sabia se a existência desse enfermo que ainda não era conhecido, porém procuraram soluções para esse sofrimento no corpo. 
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Para explicar as suas teorias, Sigmund Freud elaborou duas tópicas. 
Sigmund Freud elaborou duas tópicas. 
A primeira tópica divide a composição do psiquismo humano em: Consciente, Pré-consciente e Inconsciente.
A parte emersa (fora d’água) o consciente corresponde à zona de contacto com o mundo exterior;
O pré-consciente (zona de ligação entre o consciente e o inconsciente) funciona como uma peneira que seleciona aquilo que pode passar para o consciente. O que não passa para o consciente fica recalcado;
O inconsciente representa a parte submersa do iceberg, onde se encontram muitos instintos, pulsões e desejos, muitos de natureza sexual, portanto inadmissíveis. 
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A segunda tópica se divide em ID, EGO, e SUPEREGO
O ID está presente logo ao nascer. 
O Ego desenvolve-se a partir dos 6 meses.
O SUPEREGO só se forma por volta dos 3/5 anos.
O ID é regido pelo princípio do prazer. O objetivo é a satisfação dos desejos e pulsões (natureza sexual e agressiva).
O EGO é mediador entre id e superego, tenta conciliar as divergências, gerando as pressões que recebe do id e as que recebe do superego.No fundo é um "árbitro" entre as pulsões inatas e o meio.
O SUPEREGO atua como um juiz do nosso pensamento. Constitui a moral do indivíduo. Representa as normas e regras sociais, culturais e familiares. Defende alguns atos e reprime outros!
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Desenvolvimento psicossexuais
As descobertas de Freud sobre a sexualidade infantil provocaram grande espanto na sexualidade conservadora do final do século XIX, visto que até esta época a criança era vista como um símbolo de pureza, um ser assexuado.
Os indivíduos encontram conflitos entre as demandas da sociedade e seus próprios desejos sexuais
Ao longo dos tempos, a sociedade vem, pouco a pouco, familiarizando-se e compreendendo as diferentes formas de expressão da sexualidade infantil. Sexualidade esta que evolui, segundo Freud, de acordo com etapas de desenvolvimento que ele denominou de fase oral, anal, fálica, latência e genital.
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Fase Oral 
Período: de 0 a 1 ano aproximadamente. Características principais: a região do corpo que proporciona maior prazer à criança é a boca. É pela boca que a criança entra em contacto com o mundo, é por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de a alimentar proporciona satisfação ao bebê. 
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Fase Anal Período: 2 a 4 anos aproximadamente Características: Neste período a criança passa a adquirir o controle dos esfíncteres a zona de maior satisfação é a região do anus. Ambivalência (impulsos contraditórios) A criança descobre que pode controlar as fezes que sai de seu interior, oferecendo-o à mãe ora como um presente, ora como algo agressivo. É nesta etapa que a criança começa a ter noção de higiene. Fases de birras. 
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Fase Fálica Período: de 4 a 6 anos aproximadamente. Características: Nesta etapa do desenvolvimento a atenção da criança volta-se para a região genital. 
Inicialmente a criança imagina que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis. Ao serem defrontadas com as diferenças anatômicas entre os sexos, as crianças criam as chamadas "teorias sexuais infantis", imaginando que as meninas não tem pênis porque este órgão lhe foi arrancado (complexo de castração). É neste momento que o menino tem medo de perder o seu pênis. Neste período surge também o complexo de Édipo, no qual o menino passa a apresentar uma atração pela mãe e a se rivalizar com o pai, e na menina ocorre o inverso, o complexo de Electra. 
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Fase de Latência
Período: de 6 a 11 anos aproximadamente. Características: A principal é um deslocamento da libido, da sexualidade para as atividades socialmente aceitas, ou seja, a criança passa a gastar sua energia em atividades sociais e escolares. 
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Fase Genital Período: a partir de 11 anos. Características: neste período, que tem início com a adolescência, há uma retomada dos impulsos sexuais, o adolescente passa a buscar, em pessoas fora de seu grupo familiar, um objeto de amor. A adolescência é um período de mudanças no qual o jovem tem que elaborar a perda da identidade infantil e dos pais da infância para que pouco a pouco possa assumir uma identidade adulta. 
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OS MECANISMOS DE DEFESA
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Mecanismo de Defesa é uma denominação dada por Freud para as manifestações do Ego diante das exigências das outras instâncias psíquicas (Id e Superego), mas a psicanálise freudiana não é a única teoria a se utilizar desse conceito. Outras vertentes da psicologia também se utilizam dessa denominação. 
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Os mecanismos de defesa são determinados pela forma como se dá a organização do ego:
Quando bem organizado, tende a ter reações mais conscientes e racionais.
 Diversas situações vivenciadas podem desencadear sentimentos inconscientes, provocando reações menos racionais e objetivas e ativando então os diferentes mecanismos de defesa. 
A finalidade do mecanismo de defesa é
 proteger o Ego de um possível desprazer psíquico, anunciado por esses sentimentos de ansiedade, medo, culpa, entre outros. 
Mecanismos de defesa são ações psicológicas que buscam reduzir as manifestações iminentemente perigosas ao Ego. 
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Todos os mecanismos de defesa exigem certo investimento de energia e podem ser satisfatórios ou não em cessar a ansiedade, o que permite que sejam divididos em dois grupos: 
Mecanismos de defesa bem-sucedidos - são aqueles que conseguem diminuir a ansiedade diante de algoque é perigoso
Mecanismos de defesa ineficazes - são aqueles que não conseguem diminuir a ansiedade e acabam por constituir um ciclo de repetições. Nesse último grupo, encontram-se, por exemplo, as neuroses e outras defesas patogênicas. 
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ALGUNS MECANISMOS DE DEFESA
Compensação - Esse mecanismo tem por característica a tentativa do indivíduo de equilibrar suas qualidades e deficiências. Um exemplo é uma pessoa que não tem boas notas se consolar por ser bonita.
Deslocamento - Este mecanismo está sempre ligado a uma troca, no sentido de que a representação muda de lugar e é representada por outra. Também compreende situações em que o todo é tomado pela parte. Por exemplo: alguém que teve um problema com um advogado e passa, então, a rejeitar todos esses profissionais, ou ainda, num sonho, quando uma pessoa aparece, mas, na verdade está representando outra pessoa.
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Expiação - É o mecanismo psíquico de cobrança. O sujeito se vê cobrado a pagar pelos seus erros no exato momento em que os comete, com esperança na crença de que o erro será imediatamente ou magicamente anulado.
Fantasia - Nesse mecanismo de defesa, o individuo cria uma situação em sua mente que é capaz de eliminar o desprazer iminente, mas que, na realidade, é impossível de se concretizar. É uma espécie de teatro mental onde o indivíduo protagoniza uma história diferente daquela que vive na realidade, onde seus desejos não podem ser satisfeitos. Nessa realidade criada, o desejo é satisfeito e a ansiedade diminuída. Os exemplos de fantasia são: os sonhos diurnos, ou fantasias conscientes, as fantasias inconscientes, que são decorrentes de algum recalque e as chamadas fantasias originárias.
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Formação Reativa - É um mecanismo caracterizado pela aderência a um pensamento contrário àquele que foi, de alguma forma, recalcado. Na formação reativa, o pensamento recalcado se mantém como conteúdo inconsciente. As formações reativas têm a peculiaridade de se tornar uma alteração na estrutura da personalidade, colocando o indivíduo em alerta, como se o perigo estivesse sempre presente e prestes a destruí-lo. Um exemplo, uma pessoa com comportamentos homofóbicos, que na verdade, sente-se atraído por pessoas do mesmo sexo.
Identificação - É o mecanismo baseado na assimilação de características de outros, que se transformam em modelos para o individuo. Esse mecanismo é a base da constituição da personalidade humana. Como exemplo podemos citar o momento em que as crianças assimilam características parentais, para posteriormente poderem se diferenciar. Esse momento é importante e tem valor cognitivo à medida que permite a construção de uma base onde a diferenciação pode ou não ocorrer.
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Isolamento - É o mecanismo em que um pensamento ou comportamento é isolado dos demais, de forma que fica desconectado de outros pensamentos. É uma defesa bastante comum em casos de neurose obsessiva. Os exemplos desse mecanismo são diversos, como rituais, fórmulas e outras ideias que buscam a cisão temporal com os demais pensamentos, na tentativa de defesa contra a pulsão de se relacionar com outro.
Negação - É a defesa que se baseia em negar a dor, ou outras sensações de desprazer. É considerado um dos mecanismos de defesa menos eficaz. Podemos citar como exemplo o comportamento de crianças de “mentir”, negando ações que realizaram e que gerariam castigos.
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Projeção - É o deslocamento de um impulso interno para o exterior, ou do indivíduo para outro. Os conteúdos projetados são sempre desconhecidos da pessoa que projeta, justamente porque tiveram de ser expulsos, para evitar o desprazer de tomar contato com esses conteúdos. Um exemplo é uma mulher que se sente atraída por outra mulher, mas projeta esse sentimento no marido, gerando a desconfiança de que será traída, ou seja, de que a atração é sentida pelo marido. Além desse, outros exemplos de projeção podem estar na causa de preconceitos e violência.
Regressão - É o processo de retorno a uma fase anterior do desenvolvimento, onde as satisfações eram mais imediatas, ou o desprazer era menor. Um exemplo é o comportamento de crianças que, na dificuldade em seus relacionamentos com outras crianças, retornam, por exemplo, a fase oral e retomam o uso de chupetas, ou ainda, comem excessivamente.
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