A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
41 pág.
Prof. José Araújo (DIP) - Resumo Prova 2

Pré-visualização | Página 2 de 13

á substância e aos efeitos 
do ato. A capacidade de execução (incidência de uma lei diferente daquela 
aplicável ao contrato internacional) lei do lugar aonde se efetua ela. 
 Não há uma clareza quanto á execução no Brasil. Ou ela iria se aplicar a lei 
brasileira não só as questões de execução, mas também nas relativas á substância 
e efeito. Na época a jurisprudência brasileira era á favor da aplicação das leis 
brasileiras para todos os aspectos dos contratos internacionais. 
 Oscar Tenário – A Lei de Introdução do Código Civil (LICC) não permitiu e 
nem liberou a autonomia da vontade. Isso levou a utilização indireta da lei de 
autonomia da vontade sempre que a lei de celebração permitisse. 
 Serpa Lopes – Acha que a lei de autonomia não é valida, graças ao artigo 9. Pois 
se trata de uma norma cogente que não pode ser alterada pelas partes. 
 Redação de uma cláusula de lei aplicável em um contrato internacional: 
 Tribunais brasileiros não enfrentam a questão diretamente. 
 Juízes usam o método conflitual para determinar a lei aplicável 
(encontram lei brasileira ou internacional, pela interpretação literal do 
artigo 9). 
 STJ – Decisão analisando os contratos internacionais e discussão da lei 
aplicável indiretamente (um exemplo disso é a homologação de 
sentenças estrangeiras com laudos arbitrais). 
 
Situação no Brasil não melhorou: 
 LICC (Artigo 9) não trata da autonomia da vontade e embora muitos juristas 
sejam á favor, o princípio é proibido. Uma saída seria a substituição do artigo 9 
da LICC pelas normas da Convenção Interamericana sobre o Direito Aplicável 
aos Contratos Internacionais. 
 Joao Grandino Rodas – O artigo 9 é taxativo e não pode confirmar a existência 
da autonomia da vontade. Ele defende a mudança na LICC. Ele afirma que a 
FACAMP – Faculdades de Campinas 3ºB 2012 
4 
 
postura brasileira tem consequências ruins para o MERCOSUL, pois ao se 
analisar o “custo Brasil” os contratantes levam em conta a certeza ou incerteza 
jurídica das regras internas. Segundo ele, nosso primitivismo e a inadequação 
das nossas normas da DIPr são incompatíveis com o papel que queremos 
desempenhar no mercado internacional. 
 
Outras questões sobre a lei aplicável: 
 A lei do local da celebração resolve tudo que for a respeito da substância e aos 
efeitos do contrato. Contudo, existe a possibilidade de aplicação de mais de uma 
lei as questões correlatas, essa afirmação se chama dépeçage ou fracionamento. 
As situações possíveis de isso ocorrer são: 
1. capacidade da pessoa física ou jurídica; 
2. aos aspectos extrínsecos ou formais; 
3. aos aspectos intrínsecos ou de fundo. Portanto, a metodologia empregada 
para a analise de fracionamento de contrato se chama dépeçage. 
 Matéria de qualificação – procura definir diferentes institutos jurídicos. 
 Fracionamento – Ocorre toda na mesma área das questões relativas a atividade 
obrigacional. É nesse sistema pelo qual um contrato ou instituição é dividido em 
várias partes, que depois são submetidas á leis diferentes. 
 Na parte teórica, existe o dépeçage quando há mais de uma lei regente do 
contrato internacional. Existem dois níveis para ocorrer o dépeçage: 
1. no próprio sistema de DIPr, pois a capacidade das partes, forma e 
execução poderão ser regidas por autores e a substância pode ser regida 
por uma outra lei; 
2. decorre da própria autonomia das partes, que tem o papel de determinar 
mais de uma lei aplicável ao contrato. Nesse último caso temos o 
desenvolvimento do princípio da autonomia da vontade. 
 
 Pode acontecer de a capacidade das partes sejam regidas pela lei pessoal, suas 
obrigações pela lei escolhida (autonomia da vontade) e a forma pela celebração. 
A substância e os efeitos são rígidos pela lei de celebração, desde que não haja 
requisito especial da lei brasileira, se esta for aqui executada. Com relação aos 
bens imóveis, sempre se aplica a lei onde ele se encontra. No Brasil existe uma 
necessidade de se classificar a que cada um é relativo. 
 Conclui-se, portanto que a escolha pelas partes de mais de uma lei ao contrato é 
um dos pontos que precisa ser introduzido em uma futura reforma da LICC. 
 
14.4.1 – Eleição de foro 
 A diferença entre cláusula de eleição de foto e lei aplicável: 
FACAMP – Faculdades de Campinas 3ºB 2012 
5 
 
 Cláusula de eleição do foro: implicação processual; indica comprometimento 
das partes. 
 Cláusula de lei aplicável: direito material; inserida no âmbito da liberdade 
contratual e da autonomia da vontade. 
 Escolha do foro: cláusulas devem ser consensuais. 
 
a) A cláusula de eleição de foro nas Convenções: 
 O princípio da liberdade de eleição de foro tem por efeito a derrogação da 
competência internacional. Esse tema foi objeto tanto da permissão nas leis 
nacionais como na codificação uniforme multilateral. 
 Como funciona: 
 Na Comunidade Europeia: dispositivo expresso que determina ser o tribunal 
escolhido o único competente quando houver convenção expressa no local 
no foro. 
 No MERCOSUL e na Convenção Interamericana: dá prevalência à cláusula 
de eleição de foro quando se define o foto do litígio do contrato. 
Entretanto, nos vários casos decididos pelos tribunais não há uniformidade no 
manejo da cláusula (sustenta a competência ou dando prevalência). 
 
A Convenção de Haia sobre a cláusula de escolha do foro: 
 Novidade sobre a cláusula do foro, 2005; Convenção privilegia a autonomia das 
partes como regra geral para determinar o foro. 
 5 capítulos da Convenção: 
1. Âmbito da aplicação e das definições; 
2. Jurisdição; 
3. Reconhecimento e execução; 
4. Cláusulas gerais; 
5. Disposições finais. 
 Quando aplicar a Convenção: aos casos internacionais; cláusula específica e 
exclusiva sobre a escolha do foro. 
 Polêmica: a cláusula foi objeto de discussão de divergência entre Commom Law 
e do direito civil. 
 Regras para os tribunais: 
 Tribunal designado pelas partes não pode eximir-se de julgar a causa; 
 Tribunal em que a ação foi proposta (diferente do tribunal escolhido pelas 
partes) deve abster-se de aceitar a jurisdição; 
 Corte em que a decisão deve ser executada. 
 
b) A cláusula de eleição de foro no Brasil: 
FACAMP – Faculdades de Campinas 3ºB 2012 
6 
 
 Cláusula de eleição de foro é utilizada e permitida. Mas se caso a ação seja 
proposta no Brasil, é possível que o juiz brasileiro se julgue competente. Assim, 
a cláusula de eleição de foro não tem poder de garantir às partes a segurança 
desejada de que somente no foro estrangeiro a causa seria julgada. 
 Antes, a competência facultativa não era possível. Após LICC, passou a ser 
válida a cláusula de eleição de foro que não foi considerada uma violação da 
soberania nacional. 
 Problema: não há uniformidade quanto aos efeitos da cláusula e é difícil a 
distinção entre autonomia da vontade em escolher a lei aplicável e autonomia da 
vontade em estabelecer, por meio de uma cláusula, um foro em país estrangeiro. 
 Questão da competência internacional. 
 
14.4.2 – Contratos Internacionais com os consumidores 
 Dificuldade dos contratos internacionais com os consumidores: pequeno valor 
individual. Comparação com os contratos com os comerciantes (regras que 
asseguram a confiança). Já no consumo, o consumidor é a parte mais “fraca”. 
 Para DIPr é preciso uma regulação específica de caráter internacional em lei 
aplicável e competência internacional. É urgente essa discussão em conferências 
como a OEA. 
 Limites para garantir a proteção do consumidor. 
 Modificação do sistema brasileiro. 
 DIPr está adquirindo cada vez mais um caráter mais justo e adequado

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.