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Prof. Joseval Viana 
 
 
1 – Modelo de petição de interposição de recurso de apelação 
 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 36ª VARA 
CÍVEL DO FORO CENTRAL DA CAPITAL 
(10 cm) 
 
 
 
 
 
PROC. Nº. _________ 
 
 “A”, já qualificado nos autos da ação, que move em 
face de “B”, vem, mui respeitosamente, por meio de seu advogado e bastante 
procurador infra-assinado, à presença de Vossa Excelência, nos termos do 
artigo 1.009 do Novo Código de Processo Civil, inconformado com a sentença 
de fls.___, que julgou procedente (improcedente ou extinguiu o processo sem 
resolução de mérito) a demanda interpor RECURSO DE APELAÇÃO cujas 
razões do recurso e guias comprobatórias do recolhimento das custas 
processuais encontram-se em anexo. 
. Requer seja o recurso devidamente recebido em seu 
duplo efeito (se for o caso) e devidamente processado, encaminhando-se ao 
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de ______________________. 
 
Prof. Joseval Viana 
 
 
 Nestes termos, 
 pede deferimento. 
 
 São Paulo, ____ de _______ de _____. 
 _____________________________________ 
 NOME E ASSINATURA DO ADVOGADO 
 OAB Nº ______________ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joseval Viana 
 
 
 
2. – Modelo das Razões do Recurso de Apelação 
 
 RAZÕES DO RECURSO DE APELAÇÃO 
 
APELANTE: Tício Vieira, brasileiro, casado, bancário, portador da Cédula de 
Identidade RG/SSP/SP n. _________, devidamente inscrito no CPF/MF n. 
__________. 
APELADO: Ulpiano de Sousa, brasileiro, casado, comerciante, portador da 
Cédula de Identidade RG/SSP/SP n. _________, devidamente inscrito no 
CPF/MF n. _________. 
JUÍZO DE ORIGEM: 36ª Vara Cível do Foro Central 
AUTOS DO PROCESSO Nº. 99.000.2345/03 
 
EGRÉGIO TRIBUNAL 
COLENDA CÂMARA 
NOBRES JULGADORES 
 
I – OS FUNDAMENTOS DE FATO E DE DIREITO 
 
 1. Depreende-se da leitura da petição inicial que o 
apelado ajuizou esta demanda com o objetivo de receber a quantia de R$ 
30.000,00 (trinta mil reais), a título de indenização por danos morais, porque o 
apelante ter-lhe-ia ofendido a honra do apelado à porta da universidade. 
 
 2. O juízo “a quo” julgou totalmente procedente o 
pedido do apelado e condenou o apelante a pagar a indenização pleiteada. 
Inconformado com a sentença, interpõe-se este recurso, pois a decisão de 
fls.___ deve ser integralmente reformada. 
 
Prof. Joseval Viana 
 
 
 3. O apelante negou as alegações do apelado. Além 
disso, afirmou peremptoriamente que lhe competia produzir as provas 
constitutivas de seu direito, segundo dispõe o artigo 373, inciso I, do Novo 
Código de Processo Civil, porém, durante o curso processual, ele não 
conseguiu provar os fatos que ensejaram a demanda. 
 
 4. O professor Joseval Martins Viana afirma que: 
 
“Entende-se por fato constitutivo do direito do autor 
aquele que faz nascer a relação jurídica entre os 
demandantes. Assim, o autor deve provar que existe 
um fato garantidor de sua pretensão jurídica”. 
(Argumentação no discurso jurídico. São Caetano do 
Sul, SP: Yendis, 2005, p. 115). 
 
 5. Assim, verifica-se que o apelado não se 
desincumbiu do ônus da prova nem demonstrou a existência da relação jurídica 
que poderia compelir o apelante a indenizá-lo. 
 
 6. Neste mesmo sentido, a jurisprudência abaixo 
colacionada demonstra cristalinamente que o ônus da prova incumbe ao autor: 
 
“AÇÃO – PRAZO – PROVA – ÔNUS – RECURSO – 
PROVA – ÔNUS – AO AUTOR. Compete ao autor 
provar os fatos constitutivos de seu direito pleiteado, 
sob pena de improcedência do pedido – ação 
improcedente – recurso improvido. Prazo – recurso – 
apresentação na secretaria do tribunal a “quo” – 
tempestiva a apelação protocolada as 18:44 horas 
do último dia do prazo – provimento n. 518, de 
11.10.1994 – preliminar de intempestividade 
Prof. Joseval Viana 
 
 
afastada. Processo n. 768967-4. Relator: Thesaurus. 
Órgão Julgador: 6ª Câmara. Data do Julgamento: 
17.3.1998 
 
 7. Diante disso, conclui-se que o pedido formulado 
na inicial não poderia ter sido recepcionado pelo juízo “a quo”, porque o 
apelando não provou as suas alegações. 
 
II – DO PEDIDO DA NOVA DECISÃO 
 
 Por todo o exposto, requer que seja recebido este 
recurso para lhe dar provimento, reformando-se totalmente a sentença de 
primeira instância, julgando improcedente o pedido de indenização formulado 
pelo apelado, e condenando-o nas custas e verbas de sucumbência. 
 
 Nestes termos, 
 pede deferimento. 
 
 São Paulo, ____ de _______ de _____. 
 
 ____________________________________ 
 NOME E ASSINATURA DO ADVOGADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Joseval Viana 
 
 
 
1. Modelo da petição de rosto do recurso adesivo 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA _________ 
VARA CÍVEL DA COMARCA DE ___________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
AUTOS DO PROCESSO N. __________________________ 
 
 A, devidamente qualificado nos autos 
da ação em epígrafe, que move em face de B, vem, mui respeitosamente, à 
presença de Vossa Excelência, requerer a juntada aos autos das Razões do 
Recurso Adesivo, nos termos do art. 500 do CPC. 
 
 Nestes termos, 
 pede deferimento. 
 
 Data e local. 
 
 __________________________ 
 Nome do Advogado 
 OAB n. ___________ 
 
 
 
 
Prof. Joseval Viana 
 
 
 
 
2. Modelo do Recurso Adesivo em Recurso de Apelação 
 
Recorrente: ____________________________________ 
Recorrido: _____________________________________ 
Origem da Vara: ________________________________ 
Autos do Processo n. ____________________________ 
 
RAZÕES DO RECURSO ADESIVO 
 
Egrégio Tribunal 
Colenda Câmara 
Eméritos Julgadores 
 
 1. O recorrente insurge-se contra a sentença 
condenatória de fls. ____ proferida nos autos da ação de indenização 
decorrente de acidente ferroviário proposta em face do recorrido. 
 2. A sentença proferida em primeira instância 
acolheu parcialmente o pedido de indenização por perdas e danos decorrentes 
de lesão corporal resultante de acidente ferroviário sofrido pelo recorrente cuja 
decisão fixou uma condenação ao pagamento de danos morais no valor de R$ 
20.000,00 (vinte mil reais), observada a correção monetária desde o 
ajuizamento da ação e juros de 1% ao mês desde a citação, arcando a parte 
com metade das custas e despesas processuais, compensando-se a verba 
honorária fixada em 15% (quinze por cento) sobre o valor atualizado da causa, 
mas condicionado ao pagamento da sucumbência imposto ao autor. 
 3. Há de se ressaltar que na data de ___/____/____, 
o recorrente vitimou-se em acidente ferroviário, sofrendo fratura craniana, 
fratura buço-maxilar inferior esquerdo, fratura exposta no braço esquerdo e 
Prof. Joseval Viana 
 
 
fratura na clavícula. Em razão disso, propôs ação indenizatória pleiteando o 
valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). 
 4. O recorrido alega que culpa alguma lhe cabe, uma 
vez que entende ter ocorrido caso fortuito ou força maior, visto que o fato 
decorreu por ato de terceiro, estando, portanto, excluída a responsabilidade do 
recorrido no acidente ferroviário que vitimou o recorrente. 
 5. Entretanto, Eméritos Julgadores, a verdade éque 
não ocorreu fato legalmente caracterizador de responsabilidade de terceiro 
(equiparado a caso fortuito ou força maior), como asseverado pelo recorrido, 
cuja tese não foi suficiente para excluir a responsabilidade objetiva, visto que 
integrava o binômio transportador/passageiro e, portanto, não era terceiro 
estranho a essa relação, já que o recorrente estava sentado no interior da 
composição acidentada. 
 6. O fato ocorrido guarda conexidade direta com o 
transporte ferroviário, pois a colisão entre as duas composições somente 
poderia dar-se nessa modalidade de transporte. 
 7. Houve distorção dos fatos pelo recorrido, a fim de 
se exonerar da responsabilidade do acidente ferroviário. Mesmo assim, a teor 
do art. 735 do CC, a responsabilidade ainda perdura contra o recorrido. In 
verbis: “A responsabilidade contratual do transportador por acidente com 
passageiro não é elidida por culpa de terceiro, contra o qual tem ação 
regressiva.” 
 8. No mesmo diapasão, inúmeras jurisprudências 
podem ser encontradas, no entanto, citar-se-á apenas uma: 
 
APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR 
DANOS MORAIS E ESTÉTICOS - 
RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DA 
TRANSPORTADORA DE VEICULOS E PESSOAS - 
CULPA DE TERCEIRO NÃO ELIDE A OBRIGAÇÃO 
DE INDENIZAR - TEORIA DO RISCO - 
CUMULAÇÃO DE DANOS MORAIS E ESTÉTICOS 
CABÍVEL - INEXISTÊNCIA DE SUCUMBÊNCIA 
Prof. Joseval Viana 
 
 
RECÍPROCA - RECURSO DESPROVIDO - Ao 
transportador, cabe responder pelos danos dos 
passageiros, porque lhe compete levá-los incólumes 
ao seu destino (RT 425/84). A responsabilidade 
contratual do transportador, pelo acidente com o 
passageiro, não é elidida por culpa de terceiro, 
contra o qual tem ação regressiva (Súmula 187, do 
Superior Tribunal Federal). A transportadora, seja de 
veículos, de pedestres, ou de ambos 
simultaneamente, possui obrigação de resguardar a 
incolumidade dos passageiros que a contrataram. 
Não obstante, ocorrendo lesão ao contratante, nas 
dependências do veículo - não sendo caso de força 
maior, caso fortuito ou culpa exclusiva da vítima - a 
empresa transportadora deve suportar os danos, até 
mesmo quando advenha de fato de terceiro. 
Adentrando, o passageiro, no transporte - seja este 
rodoviário, marítimo, ferroviário ou aéreo - a partir 
deste momento inicia-se a responsabilidade civil da 
transportadora para com o contratante, uma vez que, 
este paga pela realização da prestação do serviço 
que, implicitamente, trás consigo não só o 
deslocamento, mas também, a segurança, a 
proteção e a confiabilidade, depositados à empresa. 
A sucumbência recíproca ocorre quando ambas as 
partes são vencidas parcialmente, em suas 
pretensões. Em se tratando de ação de indenização 
por danos morais e estéticos, não existindo valor 
fixado em lei, é pacífico na doutrina e jurisprudência 
que caberá ao magistrado estabelecer o “quantum 
debeatur” dessas espécies de ressarcimento, 
independente da parte os ter fixado na exordial. 
Portanto, concentrando-se o pedido principal da 
ação no deferimento da indenização dos danos 
morais e estéticos, o simples fato de ter o juiz 
atribuído-lhes outros valores, não implica em 
sucumbência parcial. Ao contrário disso, deverá a 
parte vencida, arcar com os honorários 
sucumbenciais e despesas processuais. (Proc. 
2001.008133-4/SC. Rel. Desembargador José 
Prof. Joseval Viana 
 
 
Volpato de Souza, 1ª Câmara Municipal de Direito 
Civil, julgado em 19/11/2002). 
 
 9. O próprio recorrido deu causa ao acidente 
ferroviário em virtude de sua atuação desidiosa e negligente. Quando 
duas composições trafegam na mesma linha é previsível que se colidam. 
Nesse caso, medidas de segurança na operação dos trens não foram 
tomadas. 
 10. Conforme depoimento das testemunhas 
arroladas pelo próprio recorrido (fls. _____), havia uma operação de 
troca de dormentes na via e, num determinado trecho, os trens 
circulavam na mesma linha ferroviária. O recorrido tinha pleno 
conhecimento desse fato e deveria tomar todas as medidas para que 
aquela situação fosse conduzida da maneira mais segura. 
 11. O jurista Rui Stoco, sobre responsabilidade civil 
no transporte, explica que: 
 
“Tratando-se de transporte de passageiro, no 
contrato está ínsita a cláusula de incolumidade, pela 
qual o transportador se responsabiliza de levar são e 
salvo o passageiro ao seu destino. A estrada só 
exonera da obrigação de reparar, provando o caso 
fortuito ou força maior, ou culpa do viajante. (RT 
491/63). Havendo infringência, do contrato de 
transporte, assume a ré total responsabilidade civil, 
pois ‘é obrigação da transportadora deixar no 
destino, sãos e salvos, seus passageiros. Responde 
em princípio, sendo presumida a sua culpa. Para 
eximir-se tem de provar caso fortuito ou força maior, 
quando não, culpa exclusiva do passageiro. (RT 
491/68).” (Responsabilidade Civil e sua Interpretação 
Jurisprudencial. 4. ed. São Paulo : RT, 1999, pp. 144 
e 146). 
 
 12. As provas carreadas aos autos demonstram que 
não houve caso fortuito, força maior ou culpa exclusiva do recorrente que 
Prof. Joseval Viana 
 
 
pudessem eximir o recorrido da indenização. A verdade é que os ferimentos 
causados ao recorrente quase o levaram à morte e mantiveram-no afastado de 
suas atividades profissionais por mais de um ano. Sofreu fisicamente, pois teve 
de se submeter a várias cirurgias. Sabe-se quão desgastante é todo o 
procedimento pré e pós-cirúrgico, longos períodos de convalescença, gastos 
com medicamento, exames laboratoriais etc. Após a frase crítica e alta 
hospitalar, houve inúmeras consultas médicas para o acompanhamento da 
recuperação, além da fisioterapia. 
 13. Ademais, o laudo de avaliação ortopédica (fls. 
___), dá conta da existência de cicatriz relativa às lesões sofridas pelo 
recorrente, o que contribui sobremaneira para a instabilidade emocional do 
recorrente, uma vez que as marcas recordam, a todo momento, o drama vivido 
pelo recorrente. 
 14. Mesmo diante do conjunto probatório que 
demonstrou a culpa do recorrido e as lesões que o recorrente teve, além da 
diminuição no seu rendimento, o juízo “a quo” condenou o recorrido a pagar 
apenas R$ 20.000,00 (vinte mil reais) a favor do recorrente, embora tenha 
pleiteado o valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais). 
 Por todo o exposto, o recorrente pugna pela reforma 
da sentença monocrática, a fim de que o requerido seja condenado a pagar-lhe 
o valor de R$ 50.00,00 (cinquenta mil reais), a título de indenização, cujo valor 
deverá ser atualizado, acrescido dos juros de mora e dos honorários 
advocatícios para que se faça a costumeira justiça. 
 Nestes termos, 
 pede deferimento. 
 
 Local e data. 
 
 _______________________________________ 
 Nome do Advogado 
 OAB n. _________

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