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<p>TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ</p><p>10ª CÂMARA CÍVEL</p><p>Autos nº. 0011498-11.2016.8.16.0035</p><p>Apelação Cível n° 0011498-11.2016.8.16.0035 Ap</p><p>1ª Vara Cível de São José dos Pinhais</p><p>Apelante(s): BANCO FINASA S/A</p><p>Apelado(s): OZEIAS FERNANDES LUZ</p><p>Relator: Desembargador Hélio Henrique Lopes Fernandes Lima</p><p>APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C</p><p>/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA.</p><p>INSURGÊNCIA DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA. CONTRATAÇÃO REALIZADA</p><p>MEDIANTE FRAUDE. UTILIZAÇÃO DE DOCUMENTO POR TERCEIRO.</p><p>RESPONSABILIDADE PELO RISCO DA ATIVIDADE PROFISSIONAL. ÔNUS DA</p><p>PROVA. INVERSÃO . RELAÇÃO DE CONSUMO.OPE LEGIS</p><p>RESPONSABILIDADE OBJETIVA. ART. 14 DO CÓDIGO DE DEFESA DO</p><p>CONSUMIDOR. INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA ENTRE AS PARTES.</p><p>RECONHECIMENTO. PLEITO DANOS MORAIS. OCORRÊNCIA. MULTAS EM</p><p>NOME DO AUTOR. INTERDIÇÃO AO DIREITO DE DIRIGIR. SITUAÇÃO QUE</p><p>EXTRAPOLA A ESFERA DO MERO DISSABOR COTIDIANO. VALOR DA</p><p>INDENIZAÇÃO. MANUTENÇÃO. HONORÁRIOS RECURSAIS. ARTIGO 85, § 11</p><p>DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.</p><p>RECURSO DESPROVIDO.</p><p>Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Cível n. 0011498-11.2016.8.16.0035 da 1ª Vara Cível do Foro</p><p>Regional de São José dos Pinhais - Comarca da Região Metropolitana de Curitiba, em que é apelante BANCO FINASA</p><p>S/A e apelado OZEIAS FERNANDES LUZ.</p><p>I – RELATÓRIO</p><p>Ozeias Fernandes Luz propôs ação declaratória de inexistência de relação jurídica c/c obrigação de fazer e danos</p><p>sob n. 0011498-11.2016.8.16.0035, em face de Banco Finasa S/A em razão de financiamento de veículomorais,</p><p>realizado em seu nome de forma fraudulenta, o qual chamou ao processo a empresa Sorzi & Sorzi Peças e Mecânica de</p><p>Motos Ltda. – ME.</p><p>Em sentença (mov. 332.1), os pedidos iniciais foram julgados procedentes, na forma do art. 487, I, do Código Processo</p><p>Civil para declarar a inexistência de relação jurídica entre as partes, em relação ao contrato discutido nos autos; para</p><p>determinar a transferência do veículo para o nome do réu Banco Finasa S/A; para condenar solidariamente os réus ao</p><p>pagamento de indenização por danos morais ao autor, fixados em R$ 15.000,00 (quinze mil reais), a ser corrigido</p><p>monetariamente pelo INPC e acrescido de juros de mora de 1% ao mês, ambos a partir do arbitramento.</p><p>Diante da sucumbência, os requeridos foram condenados ao pagamento das custas e despesas processuais, bem como</p><p>honorários advocatícios, no importe de 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, nos termos do artigo 85, §</p><p>2º do Código de Processo Civil.</p><p>Fixou, ainda, honorários advocatícios em favor do curador especial da segunda ré, em R$ 800,00 (oitocentos reais) verba</p><p>a ser custeada pelos Estado do Paraná, conforme artigo 5º da Lei Estadual 18.664/2015.</p><p>Irresignado com o desfecho processual, o primeiro requerido interpôs recurso de apelação cível (mov. 338.1),</p><p>sustentando, em síntese:</p><p>a) preliminarmente, a ocorrência da prescrição;</p><p>b) o contrato realizado nos autos foi celebrado em 14/8/2007, antes da perda dos documentos do autor, em 03/9/2007;</p><p>c) conforme esclarecimento prestado pela loja em demanda anterior, o autor compareceu pessoalmente em suas</p><p>dependências, com seus documentos originais para realizar o financiamento;</p><p>d) para que se proceda à transferência do veículo para o seu nome é necessário um envio de ofício judicial ao Detran;</p><p>e) caso mantido o entendimento singular quanto à ocorrência de fraude, é preciso reconhecer que também foi vítima de</p><p>fraude por culpa de terceiro;</p><p>f) inexistem provas do alegado dano moral, tratando-se a espécie de mero incômodo;</p><p>g) caso mantida a condenação, o valor singularmente fixado deve ser reduzido.</p><p>Apresentadas contrarrazões recursais (mov. 343.1), vieram os autos a esta Corte para análise e julgamento do recurso.</p><p>É o relatório.</p><p>II – VOTO</p><p>Trata-se de recurso de apelação interposto em face da sentença que julgou procedentes os pedidos iniciais julgando</p><p>extinto o feito com resolução de mérito, com base no artigo 487, inciso I, do Código de Processo Civil.</p><p>Por brevidade, adota-se a narrativa dos fatos, consoante relatado na r. sentença:</p><p>“OZEIAS FERNANDES LUZ ajuizou ação declaratória de inexistência de relação jurídica c/c obrigação de</p><p>fazer e danos morais em face de BANCO FINASA S/A, sustentando, em síntese: a) em 08/09/2007 seus</p><p>documentos pessoais foram extraviados; b) alguns dias depois recebeu um carnê de financiamento do contrato</p><p>n. 000136435232-3, relativo a uma moto HONDA HORNEST; c) procurou o réu, que se comprometeu a</p><p>baixar o financiamento em seu nome; d) contudo, em 09/11/2011 começaram a chegar multas em seu nome e</p><p>em 30/07/2014 recebeu uma notificação com a penalidade da perda do direito de dirigir; e) em maio de 2016</p><p>constatou que a moto continua em seu nome. Requereu a declaração de inexistência de relação jurídica entre</p><p>as partes e a condenação do réu à obrigação de fazer consistente na transferência do veículo para seu nome e</p><p>ao pagamento de indenização por danos morais.”</p><p>- Da prescrição</p><p>Pleiteia o recorrente o reconhecimento da prescrição do direito do autor, ao argumento de que entre a data dos</p><p>acontecimentos narrados, 08/08/2007 e a propositura da demanda, 30/05/2016, decorreram mais de 05 anos.</p><p>Razão não lhe assiste, devendo prevalecer o entendimento exposto na decisão singular no sentido de que ainda que o</p><p>negócio jurídico tenha sido firmado no ano de 2007, somente no ano de 2014 o autor foi notificado pelo Detran acerca</p><p>da suspensão de seu direito de dirigir, sendo a data do conhecimento do dano o marco inicial para a contagem do prazo</p><p>prescricional.</p><p>Consigne-se que a insurgência do ora recorrente nenhum argumento traz que possa elidir o entendimento lançado na</p><p>decisão singular, repetindo, tão somente, a alegação já trazida em sede de contestação, de modo que não há que se falar</p><p>em reforma da sentença neste particular aspecto.</p><p>- Do ilícito</p><p>Inicialmente é de se destacar que, no presente caso, o requerido se enquadra na definição de fornecedor, como prestador</p><p>de serviços, nos termos do artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor, verbis:</p><p>Art. 3º. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os</p><p>entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção,</p><p>transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.</p><p>Igualmente, o autor se enquadra na definição de consumidor, nos termos do artigo 2º da legislação consumerista:</p><p>Art. 2º. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produtos ou serviço como</p><p>destinatário final.</p><p>Na espécie, a responsabilidade do requerida é objetiva, nos termos do artigo 14 do CDC, respondendo,</p><p>independentemente de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos</p><p>serviços por ele prestados.</p><p>Confira-se:</p><p>Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos</p><p>danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações</p><p>insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.</p><p>Assim, tendo em vista que a relação discutida nos autos é de consumo, as regras atinentes à inversão do ônus da prova</p><p>são as previstas no Código de Defesa do Consumidor.</p><p>Ademais, é de se consignar que, na hipótese em tela, a inversão do ônus da prova se dá , independendo de ope legis</p><p>decisão judicial a respeito, cabendo ao fornecedor do serviço provar a inocorrência de defeito na prestação do mesmo ou</p><p>a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro, nos termos do § 3º do já citado artigo 14 da legislação consumerista.</p><p>Nesse sentido, o entendimento da Corte Superior:</p><p>AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA OPE</p><p>LEGIS. FORMA OBJETIVA. FATO DO PRODUTO OU DO SERVIÇO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7</p><p>/STJ. QUANTUM INDENIZATÓRIO. RAZOABILIDADE.1.- A Segunda Seção deste Tribunal, no julgamento</p><p>do Resp 802.832/MG, Rel. Paulo de Tarso Sanseverino, DJ de 21/09.2011, pacificou a jurisprudência desta</p><p>Corte no sentido de que em demanda que trata da responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço (arts.</p><p>12 e 14 do CDC), a inversão do ônus da prova decorre da lei.2.- "Diferentemente do comando contido no art.</p><p>6º, inciso VIII, que prevê a inversão do ônus da prova "a critério do juiz", quando for verossímil a alegação ou</p><p>hipossuficiente a parte, o § 3º, do art. 12, preestabelece - de forma objetiva e independentemente da</p><p>manifestação do magistrado -, a distribuição da carga probatória em desfavor do fornecedor, que "só não será</p><p>responsabilizado se provar: I - que não colocou o produto no mercado; II - que, embora haja colocado o</p><p>produto no mercado, o defeito inexiste; III- a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro". É a diferenciação</p><p>já clássica na doutrina e na jurisprudência entre a inversão ope judicis (art. 6º, inciso VIII, do CDC) e</p><p>inversão ope legis (arts. 12, § 3º, e art. 14, § 3º, do CDC). Precedente da Segunda Seção." (REsp 1095271/RS,</p><p>Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 07/02/2013, DJe 05/03/2013). (...)</p><p>(STJ- AgRg no Agravo em Recurso Especial nº 402.107-RJ, Terceira Turma, Rel. Ministro Sidnei Beneti, j. 26</p><p>/11/2013).</p><p>Pois bem.</p><p>Quanto ao mérito da demanda, alega o recorrente que o contrato supostamente fraudulento foi efetivado em data de 14/8</p><p>/2007, antes da perda dos documentos do autor, em 03/9/2007.</p><p>Tal alegação, contudo, não tem o condão de modificar o que restou decidido em primeiro grau.</p><p>Isso porque, conforme os documentos juntados aos autos, restou evidenciado que o contrato não foi efetuado pelo autor,</p><p>haja vista a disparidade das assinaturas constantes dos documentos deste e do contrato assinado.</p><p>Conforme consignou a magistrada singular, em razão da inversão do ônus da prova, cumpria aos requeridos fazer prova</p><p>de que o contrato foi efetivamente assinado pelo autor, não bastando, para isso, a alegação de que o segundo requerido</p><p>teria afirmado, em ação anteriormente proposta, que o autor compareceu pessoalmente em suas dependências, com seus</p><p>documentos originais para realizar o financiamento. Tal alegação vem desacompanhada de qualquer prova idônea de</p><p>que tenha sido o próprio autor, pessoalmente, quem formalizou o contrato.</p><p>Por outro lado, inexiste qualquer comprovação de que o autor esteja de posse do veículo.</p><p>Corretamente reconhecido que houve falha na prestação dos serviços prestados pela instituição financeira quando</p><p>permitiu a realização de contrato de alienação fiduciária em nome do autor, sem verificar a autenticidade dos</p><p>documentos apresentados relativamente àquele que os portava.</p><p>Por outro lado, o autor alegou em sua inicial que se dirigiu à instituição financeira de posse dos documentos fraudados e</p><p>esta se comprometeu a baixar o financiamento em seu nome, data na qual reteve o carnê e uma cópia do contrato que o</p><p>autor havia requisitado perante a instituição financeira. Tais afirmações não foram rechaçadas pela instituição financeira</p><p>que alegou, tão somente, que não houve fraude na realização do contrato.</p><p>Ainda, além de não impugnar os referidos argumentos, o requerido não juntou aos autos quaisquer provas hábeis a</p><p>desconstituir as alegações autorais ou comprovar a legalidade e regularidade da compra realizada em nome do autor,</p><p>limitando-se à mera alegação de culpa exclusiva de terceiro.</p><p>Posto isso deve ser mantida a sentença no que tange à responsabilização objetiva dos requeridos pela falha na prestação</p><p>de serviços ao permitir a contratação de financiamento em nome do autor.</p><p>- Danos morais</p><p>Pugna a parte apelante pelo afastamento da condenação por danos morais decorrentes dos fatos narrados nos autos.</p><p>Razão, contudo, não lhe assiste, senão vejamos.</p><p>O dano moral é a ofensa dirigida à honra, à dignidade, à intimidade, à imagem, ao bom nome, enfim, aos direitos da</p><p>personalidade, reconhecidos e garantidos constitucionalmente (arts. 1º, III, e 5º, V e X). No Código Civil, a matéria está</p><p>prevista nos artigos 186, 187 e 927.</p><p>Longe do mero dissabor, o dano moral acarreta humilhação, tristeza, revolta e vexame, entre outros reflexos negativos,</p><p>abalando de forma significativa o ofendido.</p><p>Sobre o tema, Carlos Roberto Gonçalves cita Sérgio Cavalieri:</p><p>“Para evitar excessos e abusos, recomenda SÉRGIO CAVALIERI, com razão, que só deve</p><p>reputar como dano moral “a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à</p><p>normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe</p><p>aflições, angústia e desequilíbrio em seu bem-estar. Mero dissabor, aborrecimento, mágoa,</p><p>irritação ou sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano moral, porquanto, além de</p><p>fazerem parte da normalidade do nosso dia a dia, no trabalho, no trânsito, entre amigos e até no</p><p>ambiente familiar, tais situações não são intensas e duradoras, a ponto de romper o equilíbrio</p><p>psicológico do indivíduo”. (Direito Civil Brasileiro. Vol.4. Responsabilidade Civil. 16 ed. São</p><p>Paulo: Saraiva Educação, 2021).</p><p>No caso, não resta dúvida que as diversas multas imputadas ao autor, bem como a perda de sua carteira de habilitação</p><p>em razão da situação a que foi exposto por culpa dos requeridos, devidamente comprovados nos autos, acarretou-lhe</p><p>transtornos de ordem moral, não podendo ser tidos como fatos corriqueiros do dia-a-dia.</p><p>Portanto, mantida a condenação.</p><p>No tocante ao pleito de redução do valor singularmente fixado, novamente sem razão.</p><p>Diante da notória dificuldade em arbitrar o valor para indenizações por dano moral e também da ausência de critérios</p><p>legais objetivos, a doutrina tem lançado mão de certos parâmetros.</p><p>Devem ser considerados: as circunstâncias do caso concreto, o alcance da ofensa e a capacidade econômica do ofensor e</p><p>do ofendido.</p><p>A indenização deve ser suficiente para compensar a vítima pelo dano sofrido e, ao mesmo tempo, sancionar o causador</p><p>do prejuízo de modo a evitar futuros desvios. É o caráter punitivo-reparador que encerra este modelo indenizatório.</p><p>Além disso, a indenização por dano moral não constitui fonte de enriquecimento, cabendo ao Judiciário coibir possíveis</p><p>abusos.</p><p>Nesta linha:</p><p>O sentido indenizatório será mais amplamente alcançado à medida que economicamente fizer algum sentido</p><p>tanto para o causador do dano quanto para a vítima. O montante da indenização não pode nem ser</p><p>caracterizado como esmola ou donativo, nem como premiação. ( Vol.IV.Direito Civil: responsabilidade civil.</p><p>3ª Ed. SP: Atlas, 2003, p.35/36).</p><p>Sob esta ótica, vale indicar o seguinte precedente:</p><p>O dano moral, diferentemente do material, prescinde de comprovação em juízo, posto que sua ocorrência é</p><p>presumida diretamente do ato que represente potencial de dano a gerar perturbações na esfera psicológica da</p><p>vítima. 3. No arbitramento do 'quantum' indenizatório, inexistindo parâmetros legais, consideram-se as</p><p>circunstâncias particulares do caso, as posses do causador do dano, a situação pessoal da vítima, a</p><p>intensidade da culpa e a gravidade da lesão, segundo critérios de proporcionalidade e razoabilidade, a</p><p>representar coibição na prática reiterada de atos ilícitos semelhantes e a evitar que a indenização se converta</p><p>em fonte de enriquecimento ilícito, ou se torne inexpressiva. (TJPR, 13ª Câm. Cív., Ac. 8719, Rel. Juiz Conv.</p><p>Luis Espíndola, julg.: 16/04/2008)</p><p>A parte autora litiga sob o pálio da assistência judiciária gratuita.</p><p>Por outro lado, o recorrente trata-se de instituição financeira de grande porte, fato de conhecimento público e notório.</p><p>O ato ilícito praticado foi delineado linhas acima, devendo-se considerar que desde 2007, antes mesmo da propositura da</p><p>ação, o autor alertou a instituição financeira sobre o ocorrido e nenhuma providência foi tomada por parte desta.</p><p>Sopesando estes fatores, tem-se que a indenização a título de danos morais fixada em primeiro grau em R$ 15.000,00</p><p>(quinze mil reais) deve ser mantida, não havendo que se falar em enriquecimento</p><p>ilícito.</p><p>- Honorários recursais</p><p>Com o desprovimento do recurso de apelação interposto por Banco Finasa S/A, é de aplicar à espécie o artigo 85, § 11</p><p>do Código de Processo Civil, devendo ser majorada a verba honorária fixada em primeiro grau em seu desfavor em 5%</p><p>(cinco por cento).</p><p>Do exposto, define-se o voto pelo desprovimento ao recurso de apelação, devendo ser mantida a decisão singular nos</p><p>termos em que proferida.</p><p>Ante o exposto, acordam os Desembargadores da 10ª Câmara Cível do TRIBUNAL</p><p>DE JUSTIÇA DO PARANÁ, por unanimidade de votos, em julgar CONHECIDO O RECURSO DE PARTE E NÃO-</p><p>PROVIDO o recurso de BANCO FINASA S/A.</p><p>III – DECISÃO</p><p>O julgamento foi presidido pelo (a) Desembargador Hélio Henrique</p><p>Lopes Fernandes Lima (relator), com voto, e dele participaram Desembargador Albino Jacomel Guerios</p><p>e Desembargador Guilherme Freire De Barros Teixeira.</p><p>30 de agosto de 2024</p><p>Desembargador Hélio Henrique Lopes Fernandes Lima</p><p>Relator</p>