Percepção visual

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Percepção visual
Formas de interação entre o usuário e o espaço construído

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Relação entre o usuário e o espaço construído.

A arquitetura comercial aprimora seu foco nas sensações e percepções do usuário.
Define-se um estereótipo (uma imagem preconcebida do consumidor).
Uma nova arquitetura comercial, sendo vista como o fator gerador da interface entre a marca promotora e o consumidor final.

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A evolução do setor comercial torna o espaço um promotor de vendas, com sinais cognitivos (relativos à percepção visual) capazes de oferecer novas experiências ao consumidor que são apresentadas através de uma arquitetura de sensações utilizando recursos visuais, sonoros, táteis e olfativos.

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Processo cognitivo é a realização das funções estruturais da representação (idéia ou imagem que concebemos do mundo ou de alguma coisa) ligadas a um saber referente a um dado objeto. 

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Princípios conceituais:

Teoria de Einfühlung:
Expressão alemã, traduzida como empatia.
Sugere o envolvimento do usuário com o ambiente por meio das formas que o compõem – a percepção visual do meio.
O usuário ao se deparar com determinados elementos de criação, passa a interagir com o espaço.

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Essa subjetividade que o usuário adquire durante a experiência com o meio se transforma em uma atividade perceptiva promovida pelo aspecto estético, pois esta servirá como meio de transferência de valores aos tais sentimentos subjetivos – o sonho de consumo.

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A predisposição do usuário diante da obra é fruto da leitura espacial. Para que o todo seja entendido como planejado, deve haver uma ligação afetiva por parte do usuário, a qual apenas ocorrerá após uma identificação de signos que o remeta a determinados sentimentos.

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Elementos – base de criação:
Linhas horizontais: empregadas como base formadora dos elementos quando desejamos transmitir a sensação de expansão, de alargamento, principalmente de segurança, de credibilidade, pois o ser humano é condicionado, em seu dia-a-dia, a trabalhar em planos horizontais, a caminhar em planos horizontais, a comer em planos horizontais. Assim a horizontalidade nos remete a uma condição de algo confiável.

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Linhas verticais: A verticalidade de um elemento pode induzir um determinado usuário a produzir a sensação de se elevar, ascender-se, diante de uma determinada composição, assim como também é capaz de produzir o efeito totalmente contrário. O que difere o modo de aplicação é a direção dessa verticalização. A idéia de ascensão é sentida quando a verticalidade conduz para cima, para o alto.

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Já a menção de descensão (no sentido de decadência, declínio) ocorre quando a composição é voltada para baixo.
Criações de ambientes verticalizados com foco de montagem para o alto proporcionam aos usuários uma condição de se sentirem melhores, mais animados e bem dispostos. Quanto melhor o usuário deste espaço se condicionar em relação a se elevar, maiores as chances de ele desenvolver uma identificação positiva e por conseguinte consumista.

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Linhas quebradas ou rompidas: empregadas no intuito de promover movimentação, rompimento, continuidade.
Linhas sinuosas: as criações formadas por essas linhas tendem a transmitir ao usuário uma flexibilidade. A sinuosidade, devido a sua movimentação, expõe um leque de ângulos, posicionamentos, movimentações.

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Diante desta proposta o observador busca uma maior interpretação do conjunto. No comércio, o foco do emprego dessa técnica é mais perceptível para os espaços de amostragem de produtos – quanto mais sinuoso e movimentado, maior a tendência dos usuários de se movimentarem dentro do ambiente.

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Linhas circulares: o círculo é empregado no sentido de conotar posse e atenção. Na prática, refere-se a esse formato no sentido de prender a atenção do usuário. Elementos circulares simbolizam a condição de manter a fixação das atenções num dado ponto, como na iluminação de um espetáculo, em que o protagonista é envolto por um círculo de luz.

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Linhas elipsoidais: A forma elipsoidal fornece uma condicionante quase única na geometria – um elemento dom dois centros. Possuindo dois centros e sendo o olho humano um localizador de pontos de apoio, a referência do observador está em constante mobilidade diante desta forma. Na arquitetura comercial tal preceito pode ser empregado para que os usuários utilizem determinados espaços em favor de uma não permanência, assim como ambientes considerados como de transição.

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Está bem claro que o todo que compõe a arquitetura comercial é demasiado abrangente e subjetivo. No entanto, pode-se perceber que alguns critérios efetivos de criação se fazem presentes e pertinentes ao objetivo final da produção – o estímulo ao consumo.

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Flagship Valisère, São Paulo

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malha
Se relaciona com outros elementos, interagindo com o todo.
Acontece mobiliário, iluminação, piso....

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Tipos de usuários:

Clássico: Não gosta de bloqueios visuais, tradicional, minimalista.
Movimentação indicada: ortogonal.
Barroco: gosta de poluição visual, muito curioso.

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